10

Bella.

Era estranho chegar na empresa no horário em que todos estavam chegando também. Normalmente era a primeira a chegar e a última sair. Desde que assumi minha nova função, meu horário era mais ajustável. Passei pelas portas e coloquei meu cartão na entrada, autorizando minha entrada e percebi que algumas pessoas estavam me olhando, mas, eu não sabia se era por causa da minha roupa ou se havia saído mais uma notícia estrondosa sobre meu chefe.

Fiquei no fundo do elevador, minha viagem era até um dos últimos, mas aquele subia direto até determinado andar e em seguida, ia parando conforme solicitado. Obviamente ficou lotado, teve um entra e sai e um grupo entrou no andar das lanchonetes porque a maioria chegava e ia tomar café. Encostei-me na parede, mantive minha bolsa próxima e fiquei de cabeça abaixada, enviando uma longa mensagem para meu pai já que mal tive tempo de falar com ele no final de semana.

— Quem diria que a tímida Bella Swan usaria o teste do sofá para subir na vida? — Um homem falou e não o conhecia.

— Acho que não, cara. Trabalhei diretamente com ela, a mulher é um cérebro com pernas. Me cobria direto, muito gentil, achei a promoção merecida. De todos que entraram no mesmo semestre que ela, foi a melhor. — Outro respondeu e definitivamente conhecia sua voz. Era o Embry.

— Será? Ela foi promovida agora, mudou o visual, viajou com o homem mais poderoso dessa cidade e agora tem fotos deles se beijando na casa que ele comprou. — O outro estava falando.

Droga! Tem fotos nossas de ontem? Não tinha ninguém lá! Ah, o assistente sorrateiro!

— Não é difícil se apaixonar pela Bella. — Mike Newton comentou e gemi internamente. — Ela é muito inteligente. O Sr. Cullen pode não ter conseguido não se encantar, porque, vejamos, bonita, inteligente, gentil... E quando ela sorri...

— Parece que o Sr. Cullen não foi o único. — Embry começou a rir.

— Cala a boca! — Mike o empurrou. — Acho que não deveriam falar certas coisas, além dela ter uma posição muito maior que nossa, está com o homem que literalmente manda. Ficar dando corda a esses rumores do Jacob só vai nos fazer perder os empregos.

— Jacob está com inveja. — O desconhecido disse. — Ele nunca poderia ser como ela. Repararam que só fala dela o tempo todo? Esse é estranho. Enfim, se ela fez o teste do sofá ou não, soube que foi a peça principal em toda transição da GO Aerea. E ainda sofreu um atentado, graças a ela, teremos uma gorda bonificação no fim do ano.

Eles saíram no meu antigo andar e levou mais dois até o elevador ficar completamente vazio. Respirei fundo e busquei na internet o que estavam falando, encontrando rapidamente vários sites de fofocas noticiando "Edward Cullen vive romance em sua nova casa". Tinha duas fotografias, uma quando estávamos olhando o jardim e a mão dele estava na minha cintura e a outra na escada, quando ele abusadamente me fez abraçá-lo e teve a cara de pau de prever o futuro.

Após a isso, pensei que fosse me levar a um restaurante pomposo cheio de regras e na verdade, me levou a um foodtruck em uma praça que nunca parei para dar atenção, no qual provei o melhor hambúrguer e pizza de queijo. Comi até a barriga ficar estufada, em seguida, me levou para casa e nos despedimos. Edward ainda era mal, ao mesmo tempo fofo, ele tentava ser suave, mas me provocava todo maldito segundo. Passar um final de semana com os Cullen me fez conhecer um lado mais sutil, amoroso, divertido e familiar de todos eles, inclusive do Edward.

Saí do elevador meio irritada, na verdade, bastante.

Cumprimentei quem estava no meu caminho e entrei na minha sala. Sentia uma satisfação enorme ao entrar naquela sala, ter meu nome na porta, um computador ultra moderno, uma mesa realmente chique e uma decoração requintada. Era pequena comparada a todas as salas, mas ficava antes da sala dele, do outro lado, ficava da Carmen. Nós três trabalhávamos juntos, então, o espaço acabava ficando privado.

Olhei todas as notas e arquivos deixados ali, já alinhando o que faria primeiro e em seguida, guardei minha bolsa no armário, me olhei no espelho do banheiro. Usava uma calça flare social, branca, os vincos feitos especialmente pela mãe da Alice essa manhã quando ela passou no apartamento antes de ir para natação. Uma blusa bege, com sutiã do mês tom, todo de renda e não aparecia nada. Meus sapatos eram scarpin nude e deixei meu cabelo solto, secado naturalmente e prendi em coque durante todo caminho para fortalecer os cachos.

Usava joias delicadas que a Alice me deu de presente, um brinco que era só um pontinho de luz, um colar de ouro no qual o pingente era uma pedrinha brilhante, diversos anéis bem fininhos, incluindo de falange, pulseiras e o relógio de ouro que era da minha avó e Charlie me deu reformado na minha formatura. Era meu amuleto da sorte.

Sai da minha sala e parei na porta da Carmen.

— Bom dia!

— Oi, querida. — Ela um coque banana, um vestido branco, sapatos pretos e um óculos realmente legal de armação vermelha. — Que bom que chegou. Soube que teve um final de semana interessante.

— Até o almoço respondo todos os arquivos que deixou na minha mesa. — Desviei do assunto. Não queria falar por ainda estar fervendo com as matérias e os comentários. — Algo mais?

Carmen ficou me olhando um pouco intensamente.

— Não. Felizmente está um dia tranquilo porque vocês passaram a semana fora, pelo menos até agora. Por que não vai tomar um café da manhã?

— Vou sim, obrigada. — Sorri e dei a volta.

Edward não estava em sua sala e não queria falar com ele. Já não conseguia manter minha máscara que estava tudo bem e impassível. Entrei na sala de café do andar e meus planos de não vê-lo tão cedo foram cruelmente frustrados ao me deparar com ele, seus dois irmãos e o primo sentados em uma mesa compartilhando café.

— Bom dia, Bella! — Emmett gritou antes que conseguisse sair.

— Bom dia a todos. — Abri um sorriso que não foi exatamente simpático. Edward franziu o cenho, mas ignorei, indo até a máquina de café e preparei um copo bem grande, um guardanapo com um donut, saindo sem olhar na direção deles novamente. Andei pelo andar e encontrei uma salinha pequena, que tinha uma mesa e um computador, fechei a porta e comi ali dentro. Parte do meu mal humor só podia ser fome, porque logo que comi, me senti melhor.

Antes de sair da sala, enquanto terminava meu café, dei mais uma olhadinha nas matérias para ter a certeza de que foi o assistente sorrateiro e não qualquer outra pessoa. O conteúdo era ainda pior. Segundo a jornalista, Edward Cullen, um elegível solteiro de trinta e cinco anos, novo CEO da CHE tinha um histórico de vastas namoradas, a maioria modelos ou mulheres realmente bonitas, mas nenhuma do ramo e muito menos que tivessem um contato familiar.

Segundo sua fonte, não só tinha passado o final de semana com a família dele como o acompanhei na compra da casa, no qual a minha opinião parecia muito importante assim como a decisão final e negociação. Havia a enorme especulação de que lá seria a nossa casa. Ah, já não bastava o outro me dizendo que estaria nua naquele quarto, agora precisava aguentar a mídia fofocando.

Liguei para corretora com meu humor cadela e soltei meus cachorros. Ela já tinha visto as matérias, me garantiu que ele foi demitido por quebrar a confidencialidade de um cliente e ainda sentia que queria sangue. Mas, supostamente, ela não tinha culpa. Deixei no ar que aquilo colocava sua reputação em risco e os negócios também. Encerrei a chamada me sentindo quase vingada.

Terminei meu café e abri a porta, dando de cara com Edward.

— Estava me procurando?

Ele olhou diretamente para meus lábios.

— Sim. Estava se escondendo?

— Basicamente. Precisa de alguma coisa?

— Ah... Preciso. — Me empurrou de volta para a sala e fechou a porta, apoiei minhas mãos no seu peito com a surpresa. — Posso provar o açúcar nos seus lábios?

— Minha boca está suja?

Edward segurou meu rosto e simplesmente chupou meu lábio inferior. Fechei meus olhos, apoiando na mesa e o segurei mais perto, beijando de volta. Por que ele fazia aquilo comigo? Meu cérebro sempre dava um nó. O beijo era simplesmente gostoso. Empurrei-o contra porta, tomando sua boca com vontade e ele agarrou minha bunda e se não fosse o barulho do lado de fora, ia parar em cima daquela mesa.

— Eu só queria limpar o açúcar da sua boca.

— Agora a culpa é minha? — Lambi meus lábios.

— Sim, porque você beija muito gostoso e acho que quero passar o dia inteiro te beijando.

— Quem mandou me beijar?

— Quem mandou? — Perguntou a si mesmo. — Vou fazer de novo.

— Não. Temos que trabalhar. — Apontei para porta, ele suspirou e me deu um sorriso. — Saia você e daqui a uns minutos vou sair. — Olhou ao redor e me puxou.

— Não precisa, o corredor está vazio.

Nós andamos até a nossa sala, fingindo que nada estava acontecendo e só para disfarçar na frente da Carmen me chamou atenção por demorar demais tomando um simples café-da-manhã.

— Da próxima vez, faça isso na sua casa. — E bateu a porta da sua sala.

Eu sabia que era apenas um teatro, mas não deixei de chamá-lo de imbecil na minha cabeça. Revirei os olhos e comecei a trabalhar, me distraindo e concentrada até que meu estômago me alertou que tinha ignorado completamente a hora do almoço. Carmen não estava na sua mesa, saiu para almoçar com o marido e Edward passou a manhã inteira trancafiado, trabalhando, me enchendo de e-mails com solicitações estúpidas.

Queria mandá-lo enfiar aqueles e-mails irritantes em um buraco apertado.

— Você realmente precisa de um cabo novo para seu telefone? — Entrei na sua sala, procurando na gaveta onde tinham os reservas e não havia nenhum ali. — Comprei dez semana passada.

— Não encontro nenhum. — Reparei que todas as gavetas estavam abertas. — Só pode ter sido o Emmett. Ele pega tudo aqui dentro, acha que a minha sala é estoque dele. Meu telefone está acabando a bateria, droga. Me empresta o seu?

— Meu cabo não serve para o seu, vou ver se Tyler tem algum...

— Por que seu cabo não serve para o meu?

— Porque são aparelhos diferentes.

— Então compre um telefone igual ao meu. — Sorriu cinicamente. — Nós vamos sair para almoçar com os acionistas do banco, na volta passaremos em um shopping e eu vou comprar trinta cabos, vou dar dez para cada irmão e ficar com o restante.

Ou eles poderiam parar de quebrar os cabos dos telefones com facilidade. Edward não tinha cuidado nenhum, ele torcia o fio de maneiras inimagináveis e seus irmãos pareciam seguir o exemplo. Como seu humor parecia dos piores, enviei uma mensagem ao Tyler que estávamos de saída. Ele tinha uma sala de trabalho no mesmo andar, mas do outro lado.

Saí da sua sala, ignorando a maneira que estava batendo as coisas e peguei minha bolsa. Edward começou a assobiar do nada, parecendo feliz e reparei que olhava para minha bunda com um sorrisinho. Só não reclamei porque enquanto ele procurava o cabo, fiquei olhando-o com pensamentos bem tarados. Ele estava irritado em um segundo e assobiando em outro, claro que não ia reclamar. Tyler apareceu, me deu um meio abraço e andamos até o elevador.

— Pode bloquear para não parar em nenhum andar? — Pedi ao Tyler. A última coisa que precisava era de mais fofocas.

— É claro. Por que? — Tyler digitou o código.

— Só... Por favor.

— Aconteceu alguma coisa que deveria saber? — Edward me abraçou por trás. Só percebi que estava tensa porque relaxei. Por que relaxei? Me afastei dele imediatamente e fui puxada novamente. — Me conta.

— Estou incrivelmente irritada com as fofocas. Fui reduzida a teste do sofá. Eu mal comecei a minha carreira e sou taxada por conseguir promoção por sexo. E isso começou mesmo antes que realmente tivesse algo. E nós nem temos algo.

— Eu não abraçaria minhas assistentes assim. — Tyler comentou olhando para frente e tentei me afastar. — Relaxa, tampinha. Estou implicando com você.

— Isso vai passar, confia em mim. — Edward falou baixinho.

Nós saímos do elevador e eu fiquei ocupada no meu telefone celular. Tyler estava carregando o telefone do insuportável, nós chegamos ao restaurante e o almoço era pura cortesia e política, mas algumas informações importantes precisariam ser passadas e por isso estava ali. Enquanto Edward agia como o homem perfeito, a comida era maravilhosa e eu gravei absolutamente tudo que foi dito.

Durante a sobremesa, mantive uma conversa educada com a esposa de um dos acionistas que parecia atenciosa e ansiosa para falar com alguém que não fosse sobre negócios.

— Vocês dois formam um casal tão lindo. — Ela elogiou na hora que estávamos indo embora.

Aquela mulher tinha idade para ser minha avó, era tão doce e gentil que não podia dar resposta que estava na ponta da minha língua então eu apenas respirei muito fundo e sorri. Edward abriu a porta, me esperando entrar primeiro e passei, ainda mantendo o sorriso de miss no rosto e quando ele fechou a porta, bati nele repetidas vezes.

— Eu cresci me preparando para ser uma mulher poderosa e não vai ser você, Edward Cullen que vai tirar de mim.

Ele e Tyler estavam congelados.

— Uau. Sempre soube que aí dentro tinha uma fera. — Edward sorriu.

— Estou frustrada! Passei dois anos saindo tarde da empresa, cobrindo folga dos colegas, coletando dados, me entregando intensamente e além de tudo que passei estudando, para chegar agora e ser reduzida ao prêmio nos seus braços! Sinceramente, isso é ultrajante e muito frustrante. — Briguei com ele.

— Você é sim, um prêmio, mas eu sou o sortudo. E para de dar corda para o que dizem, você é uma excelente profissional e em breve vai colher os frutos. Eu te prometo. — Edward segurou minha mão. — Não se afasta, não tenha medo. Sua capacidade e seu jeito brilhante ninguém pode tirar. Nem se você permitir. Além do mais, em pouco tempo a sua fama vai ser sobre quem você é e não sobre quem é você para mim.

Sabia que de todas as coisas, precisava confiar no meu potencial, mas, era completamente irritante. Cruzei meus braços e fiquei olhando para janela. De vez em quando, Edward e Tyler trocavam olhares e meu chefe e cara que andei beijando, estava com telefone na mão, digitando bem rápido. Tyler nos levou para um shopping de luxo e estacionou no subsolo.

Andamos devagar, Edward entrou em uma loja de artigo esportivos, comprou um tênis que queria e em seguida, fomos a loja aparelhos eletrônicos. Ele comprou dois novos computadores recém lançados. Era muito viciado em tecnologia e ele também comprou dois novos aparelhos de telefone que estavam bombando entre os lançamentos, querendo experimentar e ficou um bom tempo conversando com o vendedor.

— Satisfeito por alimentar o capitalismo? — Provoquei seus braços cheios de sacolas.

— Achei bem legal. Quero comprar essa companhia. — Me disse todo empolgado e simplesmente ri. Agora ele queria ser dono da Apple? Só podia ser maluco.

— Temos que voltar para empresa. Você tem uma reunião com seu primo em alguns minutos.

— Estraga prazer. — Fez um beicinho, me inclinei e beijei sua boca.

Nós retornamos para empresa, Carmen iria acompanhá-lo, então, fiquei na minha sala com a sacola da loja que ele disse que era minha. Um telefone novo, um relógio e sincronizei os contatos, as agendas, aplicativos com nossos aparelhos e com os relógios. Tyler colocou o aplicativo do gps da CHE e eu aproveitei para dar uma boa revisada em todas as conversas pendentes do meu chefe intrometido.

Foi um dia de trabalho realmente comum, muito mais calmo que a semana anterior e eu não vi mais o Edward. Deixei seu telefone na mesa, um recado que já estava indo. Era oito da noite, estava esgotada e então, recebi um telefonema da Ângela, a funcionária que cuidava do apartamento do Edward.

— Oi, Ângela. Tudo bem? — Parei no sinal e suspirei, cansada e faminta.

— Bella! Eu sinto muito! Esqueci de buscar as roupas limpas do Sr. Cullen na lavandeira e o prazo era até hoje, realmente me desculpe. — Ouvi uma criança chorar. — Calma, amor.

— Está tudo bem?

— Meu bebê está doente, meu marido ficou durante o dia, mas mesmo assim... — Suspirou e ela parecia esgotada.

— Você pode tirar uma foto da nota e me enviar por mensagem, ainda estou na rua, vou passar lá e levo. Fica tranquila, amanhã você pode ficar em casa e cuidar do seu bebê. — Garanti e encerrei a chamada, fazendo o caminho da lavandeira. Meu telefone tocou algumas vezes, mas não podia atender.

Parei em uma vaga, como o rapaz me conhecia, esperei quase meia hora que separasse tudo e me entregou as roupas sem as notas. Estavam todas quentinhas, bem passadas e cheirosas. Coloquei com cuidado no banco de trás e dirigi por vinte minutos até o apartamento da criatura que não podia buscar suas próprias roupas.

Sorte a dele que era paga para isso, beijando bem ou não.

O porteiro me deixou passar sem dificuldades, me emprestou um carrinho e coloquei as roupas esticadas. Entrei no elevador, apertando o botão da cobertura e com a minha senha, entrei no apartamento. Estava com as luzes laterais acesas e com dificuldade, empurrei o carrinho até a sala. Percebi que havia alguém no apartamento quando vi duas taças de vinho na mesa e dois lugares.

Edward iria receber alguém.

Ele apareceu usando apenas uma calça de pijama com o cabelo molhado.

— Aí está você. Não estava me atendendo!

— Estava ocupada buscando suas roupas na lavanderia. — Respondi mal-humorada.

— Pensei que fosse tarefa da Ângela.

— O filho dela está doente e acabou esquecendo, bom, está entregue. — Dei meia volta, saindo e ele andou rápido, parando na minha frente.

— Estava te ligando para convidá-la para jantar comigo e beber um bom vinho.

— Pensei que tivesse esperando outra pessoa.

— Saberia se tivesse me atendido. — Me encurralou contra a porta. — Fica, vai...

— Somente jantar?

— Estou aberto a opções, mas, se você quiser apenas um jantar, assim será. — Me deu um sorriso lindo.

— Estou cansada.

— Eu sei e é minha culpa, quero compensar. Faço uma massagem... Não sou especialista, mas, posso dar o meu melhor.

— Por que? — Olhei em seus olhos, precisando desesperadamente entender o que ele realmente queria. — Preciso saber o porquê.

— Porque sinto a intensa vontade de passar mais tempo com você. Aqui é apenas nós... Não tem ninguém, não tem assistentes fofoqueiros e nem paparazzis. Quero essa chance... — Acariciou meu rosto e fechei os olhos, ouvindo a voz da Alice para me permitir relaxar e aproveitar o momento. — E eu pedi comida do seu restaurante favorito.

— Como você sabe?

— Subornei a Alice com chocolate belgas e flores pouco depois do almoço.

— Bandida. — Segurei o rosto dele e o beijei.

Edward me agarrou, me puxando com força e nós paramos no sofá, eu queria dizer para ir com calma, com menos sede ao pote, mas ele estava sem camisa, era bonito, beijava gostoso e estava me dando uma pegada que até esqueci como era. Fazia uns quatro meses sem sexo, estava cansada e com toda honestidade, queria gozar, mas pisaria no freio antes que ele tirasse a minha roupa.

— Você é tão gostosa. — Edward ergueu minha blusa, acariciou minhas costas e apertou minha bunda.

Freio, por favor. Freio...