I'm back!

Não era para eu ter demorado tanto para postar, sorry. Sometimes me falta tempo no computador, sometimes neurônios. Na maior parte do tempo é a segunda opção.

Edward e armas, quem não gosta?

Boa leitura!


PARTE 2

Huston, Texas, uma tarde qualquer.

Edward aproximou-se do pátio na frente do galpão depois de muito estudar a área e resolveu que enfrentaria a cena que acontecia na sua frente. Novamente a missão tinha falhado. Eles foram obrigados a mudar todo o esquema combinado com sua equipe e deixar Vegas para seguir instruções próprias, agora em outro lugar.

"Polícia de Nova Iorque!" Gritou, mostrando rapidamente seu distintivo falso. "Larguem a mulher, ela está sob minha custódia."

Os homens se assustaram com a presença surpresa, mas se mantiveram calmos em seus lugares. Um alto, magro e louro foi o único a mostrar certa revolta com a intromissão.

"Essa vagabunda?" Ao ouvir a frase ele tremeu e fechou as mãos em punho, amassando o papel que trazia consigo. "Mas eu ainda tenho que brincar com essa putinha."

"Não." Falou com a voz estrangulada, tentando controlar a raiva.

Confiando no colete a prova de balas e na sorte inexplicável que sempre tinha para resolver seus casos, o falso oficial nova iorquino aproximou-se da vítima acorrentada e amordaçada de joelhos e ficou ao lado dela.

"Quem você pensa que é?!" Um dos homens gritou na direção dele. "Nós vimos primeiro. Essa vadia estava nos roubando!"

"E espiando!" Outro gritou.

"Ela?" O oficial perguntou com deboche. "Ela mal sabe escrever o próprio nome, e falar meia dúzia de palavras que aprendeu em filme pornô."

"Por qual motivo então ela está sob sua custódia?" Indagou o louro, desconfiado do motivo que fez o policial sair de tão longe por aquela mulher.

Na pressa de tirar sua parceira da mão daqueles homens, ele havia sido burro e não conseguira pensar em nenhum motivo convincente. Edward Cullen apenas correu para o lugar certo quando recebeu o pedido de ajuda dela, aliviado por ter recebido um sinal de vida. Ele corria o risco de falar a coisa errada e não sair com vida dali. Resolveu continuar na mesma linha de pensamento, contando com o pouco intelecto dos homens.

"Ela pode não saber falar muito, mas tem uma língua..." Segurou entre as pernas. "Se é que vocês me entendem." Piscou.

Um dos homens ajustou a calça e lambeu os lábios, o que foi o bastante para o sangue de Edward ferver e ele quase estragar o que havia sido designado a fazer.

"Eu só passei para pegar o que é meu. Não quero briga com ninguém." Edward se apressou a falar, pegando o braço da mulher com mais força do que desejava e levantando-a do chão. "Ela veio comigo, vai voltar comigo. Eu não vi nada, vocês não viram nada." Estava contando com o medo da quadrilha de ser descoberta pelo falso policial para sair dali sem precisar dar mais detalhes. "Obrigado por tomarem conta enquanto eu estava distraído." Começou a andar para trás antes que fosse impedido. "Quando vierem à Nova Iorque me procurem, agente Mahoney a disposição dos senhores."

A mulher, que estava o tempo todo de cabeça baixa, levantou-a e olhou para o homem que a conduzia para o carro do outro lado da rua. "Eu posso ver seu sorriso, Swan. Segura essa merda desse riso ou você vai foder com tudo."

Ela fechou os olhos para se concentrar em seu papel de vítima e se deixou ser arrastada por seu parceiro para o carro, onde finalmente ficou sem a mordaça. Nem bem abriu a boca para falar foi atacada por perguntas preocupadas e trôpegas de Edward.

"Estou, estou ótima. Eu estou bem, Edward. Agora tire-nos daqui de uma vez! Anda! Vai!"

"Estamos indo, mas, abaixe-se, o carro não é a prova de balas."

"O que voc-..." Antes que ela completasse a frase ouviu as balas ricochetearem na lataria.

No banco ao seu lado o homem tinha uma arma na mão e mirava de volta, com sucesso, nos homens que um minuto atrás quase o fizeram colocar o almoço para fora.

"Edward! Para!" Pediu desesperada. "Eles são muitos! Eles estão atirando de volta!"

"Para de me bater!"

"Liga a merda do carro e nos tire daqui, seu idiota!" Deu outro murro nas costas dele com suas mãos ainda presas em correntes.

"Ei, ei, ei!" Virou protegendo o rosto dos punhos dela. "Eu acabei. Pronto."

"Você comeu merda?" Olhou por cima do ombro dele. "Você os matou!"

"Você comeu merda, Bella? Não ouviu o que queriam fazer com você?" Perguntou com os olhos arregalados, as sobrancelhas acima da armação barata do óculos escuro que usava.

"E quando eles fariam isso, Edward?" Esticou os braços para que os cadeados das correntes fossem arrombados. "Quando eu tirasse o disfarce e ninguém pudesse me reconhecer?"

"Alguém vai aparecer para limpar essa bagunça." Deu de ombros soltando-a e não respondendo. "Não era esse o objetivo de tudo? Acabar com a quadrilha."

"Você sabe que não." Aproveitou que estava livre e deu um tapa na nuca dele. "Pelo menos não desse jeito."

"Nem todos estão mortos. Alguns estão apenas incapacitados de andar. Ou de se reproduzir."

"Apenas." Bella murmurou para si mesma passando uma pomada nos pulsos. "Você precisa parar de agir sem pensar, sério."

"Senhorita Spears," Abriu um sorriso torto enquanto dirigia para longe. "eu faço o meu trabalho muito bem feito. Nossa missão foi um sucesso."

"Urgh." Gemeu arrumando a peruca loura. "Você nunca mais escolhe os disfarces. Mahoney?" Olhou a farda da policia de Nova Iorque com desprezo. "Sério? Onde você arrumou essa sua peruca com esse mullets? Ele nem tinha mullets no filme! Você é do FBI, não um adolescente se vestindo para o halloween."

Edward sorriu triunfante, sem se importar com as críticas ao seu disfarce. "Somos o FBI. Eu podia ter aparecido como presidente Obama, se quisesse. Nós temos o que queremos."

"Hmm. Nem tudo." Bella sussurrou sem que ele ouvisse.

"Bem, quase tudo." Ele murmurou ao mesmo tempo.


Capítulo dedicado ao gênio criador de 'Loucademia De Polícia'.