Soooooooooorry, sinto muito msm a demora, estava meio perdida nessa parte
Em compensação... escrevi um cap big ^^
Espero que gostem
Não terei tempo de responder as reviews, mas quero agradecer a todos que mandaram, afinal... são elas que nos motivam a continuar :D
Espero que gostem e não esqueçam de comentar xD
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Kagome aproveitou o final de semana para ir comprar o yiaku junto com Sango, todo seu corpo dizia para voltar para casa, se sentia como uma presa na toca do lobo, que miko em sã consciência iria se meter num bairro youkai? Eles eram inimigos naturais e apesar de se dar bem com alguns, não era de feitio ou costume se meter em um território daqueles. Haviam alguns youkais gatos conversando e no momento que ela passava eles paravam a conversa para observar a 'invasora'
Aquilo mantinha seu corpo em alerta, caminhava pelas ruas agarrada ao grosso casaco de couro, havia nevado um pouco e estava difícil conter seu poder purificador.
– Relaxe, até eu consigo sentir a tensão – Sango tentou tranqüiliza-la
– Gostaria que fosse fácil assim – falava ao olhar os cantos daquele beco assustador
Sango tentou acalmar a amiga, mas escolheu a forma errada para isso
– E quando vai contar para Sesshoumaru sobre a gravidez?
Aquela pergunta fez o coração de Kagome acelerar mais ainda, durante a noite ela mal pregara o olho com o pensamento de Sesshoumaru acusá-la de ter engravidado de propósito
– Não quero pensar nisso agora... me divorciarei de Sesshoumaru e seguirei minha vida com ele– disse depositando a mão no ventre – mas não tenho coragem, acredito que o melhor é resolver logo tudo com Sesshoumaru
– Eu não sou a maior fã do youkai, você sabe, mas acho que está cometendo um erro, ele não é o tipo, seja homem ou youkai que gosta de ser enganado
Kagome se sentia mal pelas palavras de Sango, mas aquilo a apavorava! Não tinha coragem de contar a ele, quem sabe quando eles se divorciassem, seria uma boa saída, aí ele veria como o filho não era proposital para manter o casamento deles.
– Chegamos – Sango disse fazendo-a acordar de seus devaneios
– É aqui?
A casa parecia um antiquário, a fachada apresentava resquícios de ser amarela, mas a sujeira nas paredes a fazia ter torna uma variação de preta a marrom, elas entraram e um sono preso acima da porta indicava a chegada de clientes, o ambiente era pouco iluminado, haviam frascos de vidros coloridos sobre as prateleiras, livros e algumas ervas nas estantes
– Em que posso ser útil? – disse a mulher de cabelos negros e olhos violeta em frente ao balcão
Era uma humana, mas o que uma humana faria num local daqueles? Ela parecia ter menos de 30 anos, os olhos tinham uma coloração incomum, mas apesar de ser humana e ter a aparência jovem, a mulher tinha os cabelos brancos e Kagome sentia que ela não era uma simples humana, mas uma miko!
– Nos precisamos de yiaku – Sango disse sem poder sentir o perigo
– Yiaku... hum, isso é uma raridade, querida – disse a mulher com frieza e um olhar perigoso apesar de um pouco oculto pela franja – mas deve ter algum
Elas viram a mulher se afastar e checar algumas prateleiras. A mulher usava um vestido negro que deixava evidente suas curvas, mas mesmo com a aparência jovem e bela, Kagome sentia o perigo. Ela então pegou um frasco preto com uma tampinha de borracha, perecia um pote de remédio para gotejamento, mas coberto por uma camada de poeira
– Acho que é isso que procuram – disse com um riso sinistro
– Como saberemos que é verdadeiro? – Sango questionou e o sorriso da mulher aumentou
– Miko?
Ela mostrou a mão pedindo a de Kagome, ela hesitou, mas acabou erguendo-a em direção a mulher
– yiaku é algo poderoso – ela retirou a tampa e ergueu a boca de plástico até a palma de Kagome, quase gotejando, sentindo a gota descer pela superfície ao encontro de sua pele e ela via o brilho roxo vindo da gota
– Não! – Kagome puxou a mão de repente como se sua vida dependesse disso, seus instintos diziam para ficar longe daquilo
– Exatamente, miko. Yiaku é um venemo mortal, tão nocivo que as mikos adquiriram uma certa aversão a ele. Melhor que saiba muito bem o que está fazendo, uma dose a mais pode matá-la, este é um pouco concentrado e também... é o ultimo existente
– Ultimo? – se aquele fosse o ultimo, talvez não tivesse o suficiente até o fim da gestação
– Sim, ultimo, esse é puro e... letal, mas deve servir para o que precisa. Tome durante a noite, 2 gotas num copo com 300ml de água, deve tomar tudo, pode se sentir um pouco mal durante o período de adaptação, mas deve passar logo e não se preocupe, seu bebê tem mais de um mês e meio, não será afetado
Aquilo pegou Kagome de surpresa
– Como pode...
– Sinto a energia maligna vindo de você e é isso que a está enfraquecendo, na verdade enfraquecendo a ambos... e uma gravidez de um youkai não é como a de um humano, o crescimento é um pouco mais acelerado
– Quanto custa? – Sango disse, aquela conversa começava a assustá-la
Elas já estavam saindo com Sango reclamando
– Que golpista, isso foi muito caro!
– Verdade, mas talvez seja o custo do ataque, afinal... ela também é uma miko...
– Como?
– Uma miko negra, mas ainda sim, uma miko
– Bem, pelo preço que ela cobrou poderia ao menos reformar essa entrada, é pavoroso
– Ou talvez seja esse o objetivo, as pessoas entram apavoradas e nem tentam negociar o preço
– É bem provável – Sango disse entre risos – mas Kagome, tem certeza que pretende fazer isso?
– Eu não vou voltar a trás Sango, para ficar com ele, para mantê-lo a salvo terei que usar o veneno. Ah segunda falarei com os pais de Shippou, algo está errado com aquele menino
– Muitas professoras tentaram, mas ele não facilita, só não se esforce demais, sim?
– Pode deixar
No escritório de Sesshoumaru ele analisava uns papéis, mas vontade era ir para casa ver Kagome, sentira que algo estava errado com ela, mas o quê? Esperava que Jaken desse a resposta
Mas seus devaneios foram cortados com a chegada inoportuna de Inuyasha
– Sesshoumaru, já está tudo acertado para o jantar beneficente?
– Você invade a sala deste Sesshoumaru para isso? – ele disse sério
– Você sai mais cedo, não dá explicações e agora quer jogar o trabalho para o jantar beneficente todo para cima de mim?
– Não haja como se suas funções fossem insubstituíveis, só o deixei algumas horas mais cedo e o que faço ou deixo de fazer não é da sua conta; minha vida, meus assuntos não são de sua conta hanyou – disse perigosamente
– Está bem irmãos Taisho, vamos nos acalmar... – Miroku disse entrando no escritório para amenizar os ânimos dos irmãos com o velho riso costumeiro
– Fique fora disso Houshi! – responderam ao mesmo tempo
– Só vim ajudar
– Ninguém pediu a sua opinião – esbravejou Inuyasha
– Acho que vocês estão exagerando, esse jantar e o comportamento do Sesshoumaru estão deixando a todos com ânimos a flor da pele, então vamos...
– Como assim, "meu comportamento"? explique-se! – exigiu o youkai
– Bem... – Miroku ficou sem palavras por um momento – você... é que...
– Você anda insuportável ultimamente, basta alguém tocar no nome de Kagome ou nos seus assuntos para querer atacar qualquer um, o que há com você? Desde quando é tão territorialista?
Inuyasha respondeu com pouco caso, mas para espanto de Sesshoumaru, o hanyou estava certo! Desde quando ele estava daquele jeito? Desde quando as coisas da miko importavam tanto para ele?
– "Ela esconde algo! O hanyou tem razão, algo mudou, algo que ela está escondendo" – ele disse em pensamento
– Miko... –
O clamor de sua besta era prova daquilo, por mais que a besta interior tivesse interesse na mulherdesde o inicio, ela nunca havia interferido nas suas escolhas e comportamentos, precisava de respostas e ele sabia bem que as daria!
Kagome chegou em casa e subiu diretamente para o quarto, não jantaria, já tinha comido com Sango, ela queria ter certeza que a amiga estava comendo direito, além de obrigá-la a tomar as vitaminas receitadas pelo médico. Kagome foi até a escrivaninha onde havia uma jarra com água e um copo, ela então abriu a bolsa retirando o frasco negro, ele estava agora em suas mãos, seu corpo tremia em pensar no que estava fazendo, mas se era para o bem do bebê, então faria!
Ela encheu o copo e em seguida gotejou 2 gotas, o brilho roxo mudou a cor da água brevemente, mas depois desapareceu como se aquela água fosse pura, ela guardou o frasco de volta na bolsa. Ela levou o copo aos lábios deixando o liquido descer sob sua garganta, o gosto era de água, não havia indicio do veneno, a não ser pela repentino mal estar que teve, suas pernas fraquejaram, a força foi drenada, as mãos tremiam e o copo soltou de sua mão. Oh céus, o que fizera?
Sesshoumaru entrou furioso no quarto da esposa, como ela ainda ousava esconder coisas dele? Ele sabia que ela estava escondendo algo e ela iria dizer a verdade naquele exato momento!
– Escute... – mas a voz morreu ao perceber o estado da mulher, ela estava pálida sentada no chão como se não tivesse forças para levantar, quando ele entrou no quarto e a olhou nos olhos sentiu o quanto algo estava errado, sentiu a necessidade de protegê-la, de ficar ao lado dela e não sair jamais
– Por Kami, mulher, o que faz aí? – ele disse indo se ajoelhar ao lado dela
– Me ajuda – não passou de um sussurro, mas ele prontamente a ergueu nos braços, ela enlaçou seu pescoço
– Vou levá-la ao médico – disse prontamente
– Não... só... leve-me até a minha cama... ficarei... bem – sua voz estava rouca e falava com certa dificuldade
Ele prontamente obedeceu, depositando-a tranquilamente lá. Ela parecia mais tranqüila, o batimento voltava ao normal, mas a preocupação dele não diminuía, a cada segundo seu instinto youkai alertava.
Ele acariciou os cabelos dela, deslizando a mão pelo rosto, quando seus olhos se encontraram, ela viu preocupação, será que ela estava fazendo mal em não contar o motivo de toda aquela preocupação que o youkai sentia? Aquilo que ela via era o efeito que ele sentia da gravidez dela, toda a noite ela se lembrava que o interesse que ele sentia por ela não era real, era apenas o instinto falando, mesmo assim...
– Sesshoumaru?! – ela disse fazendo-o voltar a olhá-la, já que ele já estava de pé em frente a cama dela – fica comigo, só essa noite?
Ele voltou para a porta para desespero de Kagome, mas ele apenas e fechou, removendo o paletó e afrouxando a gravata e logo em seguida deitando-se ao lado dela, ele pôs um dos braços em volta dela pelo ombro e o outro a agarrou pela cintura trazendo-a para mais perto do corpo. Por alguma razão ambos precisavam de um do outro, ela ansiava pelo cheiro dele, pelo contato contra a pele, mesmo que os sentimentos dele fosse falsos, ela precisava daquilo.
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Kagome estava na faculdade, a aula tinha acabado naquele momento e ela decidiu falar com Naraku
– Não me trate como uma cobaia para suas experiências, fiz meu dever de casa e sei que sempre almejou uma experiência com uma miko, para ser mais precisa, você que a mim como experiência de uma gestação miko-youkai, pois para que fique bem claro, não serei um mero experimento, você não fará da minha vida ou da de meu bebê um projeto de ciências, fui clara?!
– Sra. Taisho, não entendo para que tanto alarde, está certa sobre a gestação? Sim, está!
– "Ele teve a cara de pau de admitir!"
– Mas foi tudo devidamente calculado, seu filho será a primeira linhagem pura? Será, mas apesar do meu interesse por uma gestação desse tipo... miko-youkai... meu interesse é devidamente cientifico, o que obviamente me faz tratá-la como uma paciente e não um daquele ratos brancos de laboratório
Kagome colocou as mãos sob a mesa do professor e olhou ferozmente nos olhos do hanyou
– Se eu desconfiar que está me usando, pois sei que provavelmente uma miko nunca ficou grávida de um youkai, tenha certeza que... irei purificá-lo Lentamente – ela disse sussurrando, mas não era uma ameaça, ambos sabiam: era uma promessa, o hanyou engoliu em seco, com certeza aquela era a mulher do Sesshoumaru
– Isso jamais passaria pela... – ele disse acariciando o braço dela - ...minha cabeça
Uma corrente purificadora deu um choque no hanyou que retirou a mão rapidamente, não fora muito forte, mas as pontas de seus dedos estavam levemente avermelhadas, mas a mulher nem notara, no momento que a corrente percorreu seu corpo, ela olhava pela porta
– Não é nada bom – ele disse baixo, tirando-a de seus devaneios
– O que disse?
– Você ainda produz descaras elétricas, sugiro que aumente a dosagem
– Quer me matar? Com 2 gotas só falto não ficar de pé, usando mais que isso desmaio!
– Acredite, não serão por 3 gostas que a farão desmaiar
Kagome pôs a bolsa nas costas e saiu furiosa da sala
– oh, essa passou perto, mas aquele... conheço aquele hanyou – Jaken disse, novamente escondido.
A humana havia sentido sua presença, aquilo estava ficando cada vez mais difícil. Como vigiar alguém se esse alguém parece pressenti-lo a cada quarteirão. Mas aquela hanyou... como um fleche ele lembrou de onde conhecia: Onigumo Naraku, era a mesma pessoa com quem a mulher se consultara... oh... agora sim, tudo fazia sentido: a consullta, o quarteirão, a conversa e agora aquilo?
Seu senhor o mataria quando soubesse o que ele descobriu, definitivamente ele não iria gostar e pior ainda: culparia o mensageiro!
Como um aviso o celular de Jaken tocou e para seu espanto era justamente ele!
– Boa tarde Sr Sesshoumaru
– Onde está? – ele disse seco para o pequeno youkai
– Como?
– A miko! Oh Jaken, não me faça matá-lo
– "é o que estou tentando evitar, meu Senhor" – disse em pensamento – A mulher está na faculdade – Jaken estava de olho nela, numa distancia segura perto de outros youkais para disfarçar a presença – terminou a aula e ela está indo almoçar, está na cantina da faculdade estou de olho nela senhor. Algo mais?
– Já descobriu o que ela escondendo?
– Como?
– Não faça esse Sesshoumaru se repetir, sabe que não gosto disso. – a miko andava estranho, ele sentia que ela escondia algo e fazia tempo que Jaken a seguia, já deveria ter descoberto o que era, em outros trabalhos que fez para Sesshoumaru, ele descobria com facilidade o que o youkai queria, mas para a simples humana...
– Já coletei algumas informações, mas ainda não é nada conclusivo
– Tem certeza que não descobriu nada significativo?
Jaken dava graças a Kami por mesmo sendo Sesshoumaru, ele não poder escutar os batimento cardíacos do pequeno youkai verde, pois logo descobriria que estava mentido
– tenho Sr Sesshoumaru, assim que eu coletar informações suficientes...
– Até sexta feira – Sesshoumaru disse interrompendo-o
– Como?
– É o seu prazo
– Mas senho a miko... – ele fez um pausa e depois sussurrou - ...sumiu!
Não passou de um sussurro, mas foi suficiente para fazer o youkai se levantar da cadeira
– Como assim sumiu?
– Ela... ela estava aqui agora mesmo e... e...
– JAKEN!
– Perdões meu senhor, sou um verme inútil – ele disse implorando no chão com o telefone na orelha como se Sesshoumaru pudesse vê-lo implorar, mas ele até já havia desligado o celular e corrido para a faculdade.
