Desculpem pela demora, tive um bloqueio para o fim do cap

Mesmo assim espero que gostem e não esqueçam de comentar xD

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Sesshoumaru não deu explicações a ninguém, apenas saiu do escritório e como agradeceu ao fato de seu irmão inútil não atrapalhá-lo dessa vez, mas o que importava afinal era como Kagome despistara Jaken? Ninguém sumia do nada, sendo assim algo estava errado.

Ele não demorou a chegar à faculdade onde Kagome estudava e logo sentira o cheiro de Jaken, confrontando o com um olhar assassino

– Sr Sesshoumaru, perdão meu ssssenhor, esssste humilde servo que não ssserve...

Sesshoumaru interrompeu o youkai verde puxando-o pela gola da camisa

– Verme inútil, como foi perder uma simples mulher, você é um youkai completo, por Kami!

– masy sumu...

– O quê? – as palavras do youkai não faziam sentido, Sesshoumaru julgou ser pela falta de ar, então com um gesto de desdém soltou a gola e deixou que o verme despencasse como um saco de batatas

Ele cuspiu algumas em busca de ar antes de começar a falar

– Perdeu meu sssenhor, mas a sua essssssposa... – Sesshoumaru arqueou uma sobrancelho, enviando um sinal silencioso para que o pequeno youkai tomasse cuidado com as próximas palavras – meu sssenhor, simplesmente não posso chegar perto dela, tenho que manter uma grande distancia de onde ela está e ainda sim... é como se ela sentisse minha pressssença!

O olhar de Sesshoumaru era impassivo, aquilo deveria ser uma piada do youkai

– Jaken! Você sabe o porquê de chamá-la de miko?

Foi então que a luz do entendimento se abateu sob o youkai. Fazendo mudar de verde para vermelho

– Oh... eu... irei procurá-la agora mesmo

– Não, você já fez demais, eu mesmo cuidarei disse, mas se algo sério tiver acontecido a ela...

Ele disse olhando para o pequeno youkai, ambos sabiam bem o significado daquelas palavras. E aquilo fez um bolo amargo descer pela garganta do youkai

Ele foi procurá-la no lugar onde Jaken indicou que ela estava, havia muitos cheiros, tanto humanos quanto youkais e isso dificultava, mas ele conseguiu sentir o cheiro dela, o cheiro ainda era diferente e ele não entendia a razão daquela mudança, ele adorava o cheiro da miko, mas por alguma razão apreciava aquele novo cheiro, que fazia desejá-la ainda mais e ainda avivava sua besta interior, ele só não entendia por quê?

Vê-la fragilizada na noite anterior o encheu de preocupação, tanta que precisava que Jaken desse respostas, as respostas que ela fugia em dar!

Kagome estava escovando os dentes em frente ao banheiro, o yiaku deve tê-la feito mal, ou terá sido o toque de Naraku, ou aquela presença mais uma vez?

Ela havia corrido para o banheiro na hora que ia almoçar, aqueles enjôos a estavam matando, sentia enjôo, dor de cabeça, vomitava frenquentemente, apesar de não ter sentido nada na noite anterior, seria por causa do Sesshoumaru?

Kagome saia do banheiro naquele momento com a cabeça cheia de pensamentos, quando se depara com o dono daqueles pensamentos encostado numa coluna de pedra com os braços cruzados sob o peito e os olhos fechados, mas quando ela o percebeu, ele ergueu o rosto, encarando-a com aqueles olhos cor de âmbar. Seu coração disparou, batia tão acelerado que ela tinha certeza que ele o escutaria bater.

Como ela não sentiu sua presença? E por que seu coração agia daquele jeito descompassado, ela já tinha superado aquilo, não tinha mais sentido seu coração agir daquela forma ao olhar dele, ela não era mais aquela adolescente, ela não o amava mais, não é?

– O... O quê está fazendo aqui, Sesshoumaru? – ela se amaldiçoou por gaguejar naquele momento

– Vim levá-la para almoçar – disse num tom casual desencostando da coluna

Aquilo não poderia estar certo, primeiro vai buscar-la na escola e agora isso? Ela pensou em negar, mas talvez aproveitar alguns momentos dessa "atenção à grávida" não fosse uma coisa ruim

Desde que ela o conheceu ele a ignorava, se de repente ele se mostrava preocupado em dar atenção a ela... talvez não fosse algo ruim ela aceitar, seria?

Ele era inteligente, já tinha percebido a mudança nela, mas ainda não tinha ligado isso a uma gravidez, mas quando fizesse a conexão... bem, isso ela se preocuparia depois, até por que... depois, nem ela estaria com ele. Então decidiu que não era errado aproveitar a atenção.

– Que atencioso e qual a sua idéia de almoço?

Sesshoumaru sorriu de canto, pegou na mão dele e segui para o carro, mandaria Toutossai para buscar o carro dela novamente. Nessa hora ela sentiu aquela estranha presença por perto, mas não teve medo, ela se sentia segura ao lado dele.

Kagome colocou a pílula na boa e bebeu um copo de água para ajudá-la a engolir

– Está bem? – ele disse preocupado ao vê-la ter que tomar o remédio

– Oh sim, são só vitaminas, estou com um principio de anemia, então...

"Nossa miko está doente, isso não pode acontecer!"

Este Sesshoumaru não se importa com a saúde da humana, mas sim com o o fato de ela ousar esconder deste Sesshoumaru

Ele discutia com sua fera interior, nas ultimas semanas a mulher havia se tornado um mistério, e isso o estava enlouquecendo! Chegara ao ponto de contratar Jaken para segui-la, o que essa humana fez para enfeitiçá-lo dessa forma?

Sesshoumaru a levou num restaurante italiano, ele sabia que ela gostava de massa, então pediu um espaguete e um vinho tinto para acompanhar

– Oh, não, um suco de uva para mim, já está bom – ela disse e o garçom se retirou

– Espaguete e suco de uva? Não é uma boa combinação – ele disse tranquilamente

– É que... bem, terei uma reunião hoje com os pais daquele aluno e não acho bom ter algum cheiro de álcool

Ela estava nervosa, mas não mentia

– Será apenas um cálice – era estranho a combinação pedida pela esposa

– São youkais, sentirão o cheiro

A atitude da mulher era sensata, mas ele não conseguiu afastar a estranha sensação de estar sendo enganado, mas ele varreu esse sentimento de lado retomando a conversar, seja sobre a escola, faculdade e a empresa. Sesshoumaru nunca saia no almoço para não prejudicar o trabalho, Kagome se preocupou que interferisse em algo, mas ele garantiu que estava tudo bem. Nesse momento um sentimento de duvida a percorreu, "uma saída hoje não haveria problema ou nunca houve problema?"

De repente algo que era agradável tornou-se amargo. Ela não sentia mais aquele cheiro desagradável impregnado nele, ele estava mais atencioso, mais comunicativo, mais... companheiro. Mas ela sabia que não passava de uma mentira, tudo fruto da gravidez, ela não podia continuar com aquilo, se seu estado continuasse a influenciá-lo, ele a odiaria, teria que deixá-lo o mais rápido possível, mas uma parte dela, uma que ela não diferenciava do instinto ou o amor por ele... ainda o queria por perto, ela só se perguntava se conseguiria abandoná-lo...

Kagome chegou a escola e momentos depois a secretária avisou sobre a chegada do pai do aluno. Eles foram para as salas dos professores. O youkai a sua frente era muito parecido com Shippo, mas os olhos eram frios e despreocupados, não pareciam emitir a doçura de Shippou

– senhor Akidoki, o chamei aqui para conversar sobre o comportamento do seu filho

– Outra vez? Eu já conversei com ele e não entendo por que insistem em me chamar por algo tão banal – disse o youkai raposa com desdém

– "Banal"?! sei que Shippou é um bom menino, mas o comportamento dele em sala e para com os colegas, principalmente humanos e hanyous...

– Então é isso? Escute professora – o homem aumentou o tom de voz – meu filho é um youkai completo, não entendo o porquê de ter que se misturar com... outras espécies - disse tentado amenizar a conversa, ele não gostava de humanos, mas ser purificado por uma miko não seria agradável

– Onde está a mãe de Shippou? – ela de repente tentou mudar o rumo da conversa, o que deixou o youkai um tanto desnorteado

– Bem... ela tinha assuntos médicos

– Interessante, falei com outros professores e sua esposa nunca vem a esse tipo de reunião...

– Não vejo por que desgastá-la com assuntos triviais

– Senhor... – Kagome tentou falar, mas foi interrompida

– Agora se me der licença, tenho assuntos a resolver... falarei com meu menino para que ele se comporte em sala, até mais ver senhorita

E então saiu deixando Kagome surpresa pela reação dele. Um youkai preconceituoso, não era novidade, mas apoiar esse tipo de atitude pelo filho, mas o estranho é que segundo Shiori, Shippou é um bom menino, Kagome não duvidava, mas se as crianças eram mesmo amigos, como ela suspeitava pela forma como Shiori o defendeu... o que teria mudado?

O pequeno youkai verde estava aos prantos de desespero numa ruela deserta

– Oh Ssssenhor Sesssssshoumaru, esspero que perdoe esssste humilde servo, se algo acontecer a miko, ele não poupará aminha vida... – dizia em tom choroso

– Problemas Sr Jaken? – disse uma voz misteriosa

– Você? O que faz aqui? – Jaken disse no susto, sendo pego desprevenido

– Oh, não vamos nos agredir, afinal... vim ajudá-lo

– hahahha, você? Me ajudar? E quem disse que preciso de ajuda

– Oh e não precisa? Tenho certeza que o vi momentos há atrás aos prantos... deixe-me adivinhar... a miko do Sr Taisho?

– Diga logo o que quer infeliz!

– Como estamos ríspidos hoje... Sr Jaken, o senhor não pode investigar uma miko, ela sentiria sua presença e isso... bem... trairia a ira de seu amo, pois assustaria a pobre miko ou pior, acabaria purificado!

– Continue – disse ainda incerto ao ouvir a proposta

– Eu posso ajudá-lo a investigar a miko, contudo...

– 'Contudo' o que?

– Quero 50% dos honorários

– Como? De forma algu...

– Ou prefere acabar purificado quando a mulher se cansar desse joguinho?

Jaken pensou bem e viu que não tinha saída, a não ser aceitar a ajuda da figura a sua frente, a questão era se poderia confiar...

– 30% e não se fala mais

– De acordo – a figura então abriu um sorriso