Olá, passando para deixar mais um cap e pedir (mais uma vez) desculpas pelo atraso, meu note bichinho deve estar apaixonado pelo técnico da assistência técnica de pc's, só quer viver por lá! Eu me desestimulei um pouco a escrever, deu um pouco de trabalho concluir esse cap, aproveitei as minhas noites insones para dar continuidade (mentalmente) a fic, mas para passar tudo para o pc...

Sem mais delongas, muito obrigada pelo apoio e por continuarem por aqui acompanhando essa fic, nunca recebi tantos comentários!

Kisses e Boa Leitura

XoxooxoxoX

Kagome saiu do hospital e voltou com Sesshoumaru para a mansão, e ela que esperava não voltar mais ali... mas ela não pretendia facilitar para ele, nada havia mudado e aquele casamento teve seu fim! Ele que fosse viver com a amante e o filho youkai que teriam.

– Sra Kagome, que bom que já está tudo bem – disse Kaede se aproximando para se certificar que a menina estava bem – Que susto você nos deu, deixou-me muito preocupada Sra Kagome – disse Kaede segurando as mãos da jovem

– Está tudo bem, Kaede, lamento tê-la a preocupado. Estou um pouco cansada, vou me deitar um pouco e mais tarde desço para comer alguma coisa, sim?!

Kagome disse tentando acalmar os ânimos da anciã, mas parecia que algo a atormentava. Ela trocou olhares com Sesshoumaru, que mantinha a mesma postura séria e inabalável. Kagome subiu as escadas. Ela tinha muito sono, os medicamentos que havia tomado nos últimos dias eram fortes devido a infecção que ela passou, mas não afetavam ao bebê por ser um hanyou.

Quando chegou a porta de seu quarto, ela tentou abrir a porta, mas a mesma estava trancada, o que era estranho.

– A partir de hoje você voltará para o nosso quarto – disse Sesshoumaru finalmente se pronunciando atrás dela

– Você... você fez0 isso?! Por que deveria me surpreender, afinal você faz tudo como quer e quando quer... mas hoje não! Há outros sete quartos extras nessa casa e não me incomodo de usá-los

Ela disse se afastando e indo em direção ao quarto seguinte. Ela novamente levou a mão à maçaneta, mas antes de girar

– Acha mesmo que irá encontrar algum outro quarto disponível nesta casa?

– Que droga Sesshoumaru, por que tem que ser tão irritante? As coisas não tem que mudar pelo que aconteceu, vamos seguir o plano, dar entrada nos papéis do divorcio e pronto, cada um segue com sua vida. Você vai poder estar presente na vida da criança... se quiser, é claro...

Kagome falava em tom conciliador, ela queria um divorcio amigável, apesar da ameaça anterior de Sesshoumaru. Entretanto suas palavras pareceram ter o efeito oposto ao esperado, pois a postura séria de Sesshoumaru deu lugar a um rosto intensamente contrariado, o momento seguinte foi muito rápido para ser calculado, pelo menos para Kagome, que só deu-se por si após ser puxada para os braços de Sesshoumaru e levada nos braços do youkai ao antigo quarto que eles compartilhavam.

– Me solta... Você não pode... para... me larga Sesshoumaru! – mas os gritos da mulher não pareciam ter efeito no frio youkai.

Ele a deixou na cama, deu meia volta e se apressou em sair do quarto, mas Kagome chegou a tempo de alcançá-lo ficando frente a porta para impedi-lo

– Por quê? Eu não entendo, você nunca quis esse casamento, você nunca quis essa criança, então por que não para com isso de uma vez e me deixa livre, já fizemos muito mal um ao outro para continuarmos no mesmo local onde paramos, num casamento de fachada onde não há amor, onde não há se quer... um pouco de respeito. Não conseguimos conviver, vá viver a sua vida com Kagura ou com quer que seja, mas pare com essa farsa, pois não tem motivo algum para continuar com isso.

Nesse momento Sesshoumaru a puxou para ele, segurando-a fortemente pela cintura e selando seus lábios ao dela, não era um beijo selvagem para fazê-la se submeter a ele, ou para mostrar que era ele quem dizia quando eles poderiam terminar, era... era apenas um beijo suave, ele então aos poucos foi retrocedendo, levando-a de volta para o quarto, para a borda da cama deles, explorando o corpo dela com as mãos, deslizando pelas curvas dela por baixo da blusa, sentindo a macies daquela pele que há muito não era sentida, abaixando os lábios para o pescoço dela, fazendo-a gemer com a suave caricia, com o leve toque que a fazia vibrar.

Ele passeava a mão pelo ventre da mulher, a proeminência da gestação de Kagome já podia ser percebida com facilidade, ele sentia a energia maligna de seu filho, ouvia o coração dela acelerar, aquilo o fascinava, o fazia deseja-la cada vez mais, o cheiro de excitação que vinha dela, a entrega que ela demonstrava ao ser tocado por ele...

O coração de Kagome se aqueceu, era como se ali houvesse algo mais, como se a suavidade com que ele a tratava fosse a resposta de suas perguntas... de suas duvidas... haveria esperança para eles...?!

– NÃO...

Eram mentiras que ele tentava fazê-la acreditar! Ela então se afastou como se o temesse, temesse o que ele a fazia sentir. Ele entendeu seu recado, assumindo novamente aquela mesma postura seria e se afastando dela, saiu e fechou a porta do quarto, trancando-a lá.

Ele passou as mãos nos cabelos tentando se acalmar. Estava descendo as escadas quando avistou Kaede no andar de baixo

– Sr Sesshoumaru, o senhor não pode fazer isso com a Sra. Kagome, desse jeito o senhor apenas fará com que ela se afaste ainda mais

– Prepare um lanche leve para ela, um copo de leite, talvez um chá para ela se acalmar, eu mesmo levarei. Isso é tudo.

Kaede se resignou a obedecer as ordens do youkai e saiu do escritório deixando-o só com seus pensamentos.

Ele não permitiria que ninguém interferisse na vida dele e de sua mulher, Kagome pertencia a ele e ele não permitiria que ela se afastasse nem mesmo a própria Kagome, nem a morte os separaria, pois ele não permitiria...

O estado dela é delicado, o veneno não foi completamente combatido e a energia demoníaca da criança também a afeta, mas talvez a sua energia possa equilibrar, a criança vai liberar mais energia ao se sentir ameaçada, a sua presença pode trazer essa "segurança"

Foram as palavras do médico, mas ele daria um jeito, não importava como, Kagome sobreviveria.

No escritório de Sesshoumaru Kagura estava enfurecida no banheiro feminino, tratando o ferimento no rosto feito por Kagome dias atrás. O ferimento já não sangrava, mas ali estava a prova do acontecido, marcas profundas que demarcavam a extensão da bochecha até quase o lábio da youkai, ardia e parecia não estar cicatrizando.

– Maldita

Os olhos vermelhos encaravam o reflexo deixando-a ainda mais enfurecida. Ela sabia da gravidez da infeliz, mas não sabia que ela era capaz de fazer algo assim, que infernos, ela era uma maldita miko, apenas isso!

– Você parece péssima – disse a youkai branca com sua voz neutra sem emoção recebendo um olhar de desaprovação da youkai dos ventos

– O que quer Kanna? – Kagura perguntou com ira ainda olhando para o espelho

– Nada, apenas vim me despedir, não quero estar por perto quando Sesshoumaru descobrir tudo, o que não deve tardar em acontecer

Disse com despreocupação, apesar da revelação de estar fugindo a ira do youkai

– Achei que você como uma youkai branca não temesse nada – Kagura disse preparando gaze e esparadrapo para fazer um curativo no ferimento que decepção vinda de você irmãzinha.

Kanna é uma youkai branca, esse tipo de youkai é conhecido principalmente pela sua falta de energia sinistra e sentimentos, eles não conseguem sentir amor, medo, raiva, angustia... São vistos como seres infelizes, a vida para eles é apenas seguida, sem remorso ou compaixão por aqueles que atravessam seu caminho.

– Não ter medo e ser suicida são coisas diferentes, mas não me interesso por entrar em detalhes com você, adeus – disse já se preparando para sair

Kanna saia enquanto Kagura continuava com o curativo no rosto, Kagome iria pagar... ah como iria...

Sesshoumaru leva a refeição feita por Kaede para Kagome. Ele bateu na porta, mas ela não respondeu, porém ele sabia que ela estava lá, assim adentrou o quarto. Assim que abriu a porta pôde sentir o cheiro dela no local, como ele sentiu saudade desse cheiro no ambiente, o cheiro dela o acalmava, sua besta interior a desejava e depois da marcação tudo havia ficado pior.

– Trouxe algo para você comer – Sesshoumaru disse tentando um tom conciliador

Ela estava sentada na poltrona do quarto, quieta encolhida, estava muito cansada daquilo tudo para se dar ao trabalho de questionar alguma coisa

– Acho que vai gostar do que Kaede preparou, temos...

– Não tenho fome. O que pretende? Me fazer ficar aqui até que a criança nasça ou vai esperar chegar na faculdade?

– As coisas mudaram, você escondeu a verdade deste Sesshoumaru, pôs a SUA e a vida da criança em perigo, não deve esconder as coisas de seu macho, isso é... – ele tentava se acalmar, não poderia perder o controle nesse momento. Kagome estava confusa e ele deveria preservar seu bem estar

– Não venha com essa, sabe perfeitamente porque fiz isso e... para ser sincera – disse se levantando da poltrona e se aproximando dele perigosamente – faria tudo de novo, do mesmo jeito. Você não merece a mim ou a esta criança

Sesshoumaru sentia seu sangue youkai reagir às ofensas da miko, estrias roxas começavam a se ampliar em seu corpo, discutir com ela poderia apenas piorar seu estado. O médico de Kagome havia dito que ele deveria ser muito cuidadoso com ela, seu estado era delicado. Mas ela estava dificultando muito as coisas para o lado dele, afinal, a marcação havia gerado mudanças nele também.

– Não vou entrarei nesses detalhes com você. Apenas coma e depois falaremos sobre algumas coisas que devem ser acertadas

– Até quando pretende me manter aqui? – ela ignorou o comentário do youkai

– Falaremos disso anoite, agora tenho que resolver uns assuntos, fique no quarto, descanse e depois falaremos

– PARE DE ME TRATAR COMO UMA INVALIDA! Mas que droga Sesshoumaru, fica me rondando, me cercando como se eu fosse uma prisioneira, eu tenho uma vida agora e não posso ficar aqui trancada nesta maldito quarto pela sua vontade!

– Pela minha vontade? Isso tudo é culpa sua, por ter negado me a verdade, por ter feito joguinhos, por ter se envolvido com aquele maldito hanyo! – gritou a plenos pulmões o youkai

O plano de se controlar agir calmamente não havia funcionado, lembrar o que a mulher se submeteu e com quem, fazia seu sangue ferver e ela não facilitar para ele tornava tudo pior.

Ambos se encaravam, nenhum deles queria ceder, a possessividade do youkai falava alto, saber que ela havia confiado em Naraku ao invés dele e que apesar de tudo que aconteceu a ela pelo veneno que estava tomando, de tudo que ele, Sesshoumaru havia feito por ela, e ainda assim o tratava daquela forma!

Foi então que ela fez o impensado...

– Antes ele a você!

Foi a gota d'água. Ele foi invadido pelos sentimentos do youkai, sua besta queria ensinar a ela uma lição e dessa vez, ele estava de acordo. Kagomne devia aprender seu papel na vida do youkai, ele era o macho alfa e não permitiria que ela falasse de outro em sua presença, ela pertencia a ele e assim seria... ele a puxou pela cintura, colando seu corpo junto ao dele e a beijou com possessividade, Kagome colocou as mãos em seu peito para tentar ganhar espaço, mas foi inútil tendo em vista a força do youkai. O beijo era selvagem, e ele clamava a posse de sua boca com violência, ela sentia um gosto ferroso na boca, era seu sangue e Sesshoumaru parecia não se importar.

Ele então a afastou dele bruscamente, um filete de sangue escorria pela boca da mulher que respirava pela boca tentando recuperar o fôlego, os olhos do youkai estavam vermelhos, a ira o dominava. E sem dizer nada, ele saiu do quarto deixando-a mais uma vez só.

Ele tentava respirar e recuperar o controle, mas estava difícil, excitação e raiva corriam por suas veias, num momento de brusquidão, ele socou a parede formando um buraco na mesma, sua mão ficou no local, sangue podia ser visto, mas ele não se importava.

O youkai então se afastou, mas seu sangue ainda borbulhava de raiva e só havia uma pessoa que faria essa raiva diminuir...

XoxooxoxoX

Bem, se ainda tiver alguém por aqui, gostaria de agradecer a todos que ainda conseguem

ter paciência em acompanhar esta fic, muito obrigada pelo apoio

e gostaria de dizer que estamos na reta final, talvez 2 ou 3 caps mais :D

Muito obrigada por todas a reviews, fico muito feliz por esse apoio que me dão, obrigada!