Capítulo 2

Boa Leitura!!!

Bella olhava para ele com aqueles brilhantes olhos verdes, Edward descartou qualquer possibilidade de resistir à tentação de tê-la tão próxima.

Inclinando-se, ele envolveu-a com os braços e com uma das mãos começou a afastar uma mecha dos cabelos sedosos que lhe caía sobre o rosto delicado. Bella apoiou-se contra o corpo másculo e poderoso e deslizou os dedos entre os cabelos acobreados e espessos dele. A urgência que ela sentia em tocá-lo conseguia afastar qualquer inibição que sentisse.

De súbito, aqueles lábios masculinos e sensuais tomaram os dela de assalto, num beijo ardente e provocativo. Ela nunca havia sido beijada daquela forma antes, nunca havia sentido o calor, a urgência, o desejo que a paixão provocava. Bella sentiu-se tonta, não era mais senhora de seus atos. A língua de Edward explorava cada centímetro de sua boca, fazendo com que sentisse cada célula do corpo vibrar de excitação. Bella estremeceu com a sensação que a invadiu. Os lábios colados ao dele, sentiu os mamilos enrijecerem.

Enquanto o prazer do toque e do gosto dele se intensificava, ela se agarrava ao paletó dele, na tentativa de manter-se equilibrada.

Um alarme de carro disparou em algum lugar do estacionamento que ficava na rua abaixo e Edward ficou tenso. Erguendo a cabeça, ele sentiu-se confuso e se deu conta de que estava agindo por impulso.

— Desculpe-me. — ele murmurou, fitando o verde dos olhos dela.

Bella sentia-se embaraçada e incapaz de pensar com clareza.

— Desculpar? Por quê? — ela indagou, enquanto Edward a segurou gentilmente nos ombros femininos e a afastou.

Bella ficou admirando os traços bonitos do rosto bronzeado. Edward era o homem mais surpreendente que ela já vira. Mas, o que estaria acontecendo com ela? Deixar que um dos convidados a beijasse quando ela supostamente deveria estar trabalhando? Ela era louca? Certamente não gostaria de ficar desempregada novamente. Já passara por isso e não queria ter que enfrentar toda a humilhação e o estresse que era conseguir um emprego.

— Isso não deveria ter acontecido e normalmente não aconteceria. — Edward desabafou, finalmente optando por reconhecer a revolta que o havia atormentado durante toda a semana anterior.

Bella recordou-se do momento em que ele a afastou e foi tomada por uma onda de embaraço, o que fez suas faces ficarem enrubescidas. Ele estava certo. O beijo fora um erro e nunca deveria ter acontecido. Onde ela estava com a cabeça? Contudo, a forte excitação que ele despertara nela pareceu impossível de ser controlada.

— Eu não costumo agir assim. Acho que talvez eu tenha exagerado um pouco na bebida. Qual outra explicação eu teria para o meu comportamento? — Edward declarou com frieza, notando o rubor estampado no rosto delicado de Bella e se perguntando qual seria a idade dela, pois ela lhe parecia uma adolescente. — Dios mio! Você é a garçonete.

Ao ouvir o rude comentário que ele acabara de fazer, Bella empalideceu. Ela era uma pessoa, um indivíduo, um ser humano antes de ser uma garçonete.

— Eu deveria ter percebido que o senhor não passa de um arrogante. Mas, não se preocupe. O senhor não precisa se desculpar. Não sou ingênua a ponto de achar que um beijo signifique um compromisso. E, de qualquer forma, o senhor não faz o meu tipo! — e, dizendo isso, Bella apanhou a travessa que estava sobre a mesa, antes de voltar para o salão.

— Você é linda, querida. — Edward murmurou em um tom rouco de voz, enquanto a assistia deixar a varanda.

Ao ouvir o inesperado elogio, Bella sentiu as faces se aquecerem. Linda? Desde quando ela era linda? Ela já fora chamada de "bonita" por uma ou duas vezes quando estava produzida, mas não havia nenhuma verdade no elogio que ele acabara de fazer. Ela era de estatura baixa e possuía cabelos que quase sempre eram impossíveis de ser controlados. A única vantagem que acreditava possuir era o fato de conseguir comer tudo o que quisesse sem ganhar peso extra.

— Você estava lá fora com o sr. Cullen? — a mãe da noiva questionou furiosamente, colocando-se na frente de Bella. — Por que você foi incomodá-lo?

— Eu não estava incomodando o sr. Cullen. Eu precisava agradecê-lo por ele ter me defendido daqueles jovens e resolvi levar alguns petiscos para ele. — Bella devolveu, erguendo o queixo num gesto de desafio.

A mulher alta e de cabelos loiros olhou-a de cima a baixo, exibindo um ar de superioridade.

— Eu já avisei o seu gerente que não permitirei que você trabalhe em minha casa novamente. Você se comportou de forma errada.— ela censurou-a, sem rodeios. — Você não poderia ter se aproximado de um dos convidados e estragado a festa de casamento da minha filha.

A injusta repreensão fez com que lágrimas de humilhação começassem a brotar nos olhos verdes de Bella. Ela não havia feito nada de errado e fora insultada verbal e fisicamente.

Mas, ninguém pediria desculpas a uma simples garçonete, Bella concluiu, aborrecida. Ao retornar para a cozinha, Mike sugeriu que ela ajudasse o chef com a limpeza. Bella trabalhou com rapidez e afinco. A noite progrediu lentamente até o burburinho dos convidados começar a desaparecer juntamente com a música, antes de as pessoas voltarem para suas casas.

— Vá verificar se ainda há copos espalhados pelas mesas. — Mike instruiu.

Bella apanhou uma travessa e, assim que retornou ao salão, a primeira pessoa que avistou foi o banqueiro espanhol. Recostado no balcão em uma pose sexy e masculina, ele falava ao celular. Ela pôde ouvir que ele ordenava um serviço de táxi, mas recusou-se a encará-lo enquanto recolhia alguns copos que ficaram abandonados sobre as mesas.

Com o olhar atento, Edward observava cada movimento que ela fazia. Ela havia dito que ele não fazia o seu tipo, mas Edward não estava convencido. Todavia, Bella definitivamente não era o tipo de mulher que o teria atraído no passado. Mulheres altas, ruivas e elegantes como Victória sempre fizeram o estilo dele.

Mas, de qualquer forma, Bella conseguira chamar-lhe a atenção. As curvas sensuais do corpo dela eram capazes de enlouquecer qualquer homem que tivesse sangue correndo nas veias, Edward admitiu em pensamento.

Os cabelos encaracolados, os olhos expressivos e os lábios carnudos e convidativos conseguiam despertar-lhe o desejo, antes mesmo de ele contemplar aquele corpo sensual e tentador que ela possuía. Só de olhar para ela, ele ficou excitado. Lembrar-se da sensação de ter os lábios macios dela contra os dele e como seu corpo respondia ao dela não estava ajudando a melhorar seu estado.

Ele precisava de um banho gelado. Ele precisava de uma mulher. Edward reconheceu em pensamento e comprimiu os lábios, sentindo-se raivoso por não conseguir ter o controle do seu próprio corpo.

As salas já estavam quase vazias quando Bella terminou de ajudar a carregar o veículo que era usado para os serviços de bufe. Após vestir o casaco, ela dirigiu-se para a frente da casa, onde havia deixado o carro estacionado.

Foi uma surpresa ver Edward parado do outro lado da calçada. A noite estava fria e chuvosa e ele não estava usando um sobretudo. O vento soprava forte e ele parecia estar congelando.

— Seu táxi ainda não chegou? — Bella perguntou, enquanto atravessava a rua a fim de se aproximar de Edward.

— Parece que eles estão muito ocupados esta noite. Acho que nunca senti tanto frio em toda a minha vida. Como você suporta este tempo? — Edward indagou por entre os dentes.

— Eu não tenho escolha. — Bella refletiu sobre a noite miserável que ele estava tendo e a compaixão suavizou a expressão do rosto dela. — Olha, eu poderia oferecer-lhe uma carona, mas não quero que o senhor tenha uma ideia errada...

— Por que acha que eu teria uma ideia errada? — Edward interrompeu, sabendo que era tarde e afirmando para si mesmo que nunca mais sairia de casa sem o chofer e sua quente e confortável limusine.

Isso não lhe havia ocorrido, até Edward perceber que havia tomado diversos drinques e não poderia voltar dirigindo para casa. Bella ergueu levemente o queixo e seus olhos verdes exibiam provocação.

— Não estou flertando. E, para dizer a verdade, não tenho o menor interesse no senhor. — ela fez questão de deixar claro.

Edward estudou-a com um súbito divertimento no olhar, porque ele também não tinha o menor interesse... ele achava que se a deixasse ir embora, ele talvez nunca mais voltaria a vê-la. Nunca.

Mas, havia apenas um problema: Edward descobriu que não estava preparado para aceitar essa possibilidade.

— Eu sei que você não está flertando comigo. Mas, aceito a carona. — ele murmurou num tom macio.

— Vou pegar o carro.

Bella atravessou a rua, destrancou a porta do antigo Mini e se posicionou atrás do volante. Ela se perguntava o que a havia influenciado, por que simplesmente não passara reto por ele e o deixara ali congelando de frio. Ela nem mesmo perguntara onde ele morava e suspeitava que ficasse bem longe do destino dela.

A aparência do carro de cor rosa surpreendeu Edward. A cor vibrante do veículo era peculiar e cheia de personalidade. Provavelmente a dona do carro deveria ser igual. Ele supôs.

Ao abrir a porta do passageiro, Edward moveu o banco para trás para conseguir acomodar as longas pernas e ter certo conforto dentro do pequeno espaço.

— Você gosta da cor rosa. — ele observou.

— É uma cor que se destaca fácil nos estacionamentos. — Ela justificou e em seguida, indagou: — Onde você mora?

O endereço que ele dera era de um local nobre, exatamente como ela imaginara. Contudo, ficava próximo de onde eles estavam.

— Como chegou até aqui esta noite? — Bella quis saber.

— Vim com o meu carro, mas exagerei um pouco na bebida e achei melhor não dirigir. — explicou Edward.

— Foi por isso que durante a festa você disse que não costumava agir assim? — Bella indagou, lançando um olhar curioso para ele, assim que parou o carro no sinal vermelho.

Ele virou o rosto para encará-la e ela maravilhou-se ao contemplar o brilho dourado dos olhos dele sob a luz forte do semáforo.

— Não. Hoje completa um ano que a minha esposa faleceu. Eu fiquei perturbado durante a semana inteira. — Edward confidenciou e imediatamente se perguntou por que estaria admitindo algo tão pessoal para ela, já que ele nunca fora do tipo que gostava de expor os sentimentos.

Por um segundo, Bella sentiu o sangue congelar nas veias. Ela colocou sua mão sobre a dele e afirmou de maneira calorosa e compreensiva:

— Eu sinto muito. — Em seguida, Bella quis saber: — Ela estava doente?

Surpreso ao ver a forma carinhosa com que reagira, Edward ficou tenso.

— Não, ela sofreu um acidente de carro. A culpa foi minha. Nós tivemos uma... — ele deu um profundo respiro, antes de finalizar: — ...nós trocamos algumas palavras antes de ela sair de casa. — ele admitiu com nervosismo.

Uma troca de palavras? Será que ele queria dizer que eles tiveram uma briga?

— Claro que não foi culpa sua. — Bella ponderou com convicção. — O senhor não deveria ficar se culpando.

A forma sincera e compreensiva com que ela falava era muito diferente da reação que a maioria dos amigos dele costumava ter, já que evitavam até tocar no assunto. Talvez fosse melhor confidenciar um segredo com uma estranha, refletiu Edward. Ele não conseguia se lembrar de nenhuma ocasião onde havia espontaneamente abandonado suas defesas e se confessado à outra pessoa.

Ele era viúvo, Bella pensou com tristeza. Ela não sabia como se sentia em relação a isso, apenas via a questão como um fato inesperado.

— O senhor também se sente culpado por ter me beijado? — ela sondou.

Os traços clássicos do rosto másculo ficaram tensos.

— Não acho que devemos discutir sobre isso. — ele falou com certo nervosismo.

Bella trocou de marcha e sem querer encostou a mão na coxa musculosa de Edward.

— Desculpe-me. — ela murmurou, sentindo-se desconfortável. — Não há muito espaço neste carro.

O clima estava tenso.

— Há quanto tempo você trabalha como garçonete? — Edward perguntou, quebrando o silêncio que havia se formado entre eles.

— Eu comecei trabalhando meio período quando ainda frequentava a escola de Artes. Meu salário ajudava a me manter além do dinheiro da bolsa de estudos.— Bella revelou. — Eu sou oleira quando tenho tempo, mas o emprego no bufê é o que garante as minhas contas.

O incômodo silêncio pairou no ar novamente. Bella estacionou o carro próximo ao edifício moderno onde Edward residia. Ele a agradeceu e tentou sair do veículo, mas a porta do passageiro não abria.

Dando um gemido abafado, Bella desculpou-se e apressou-se em sair para abrir a porta para ele do lado de fora do carro. Assim que Edward saiu, sentiu-se aliviado por escapar do interior limitado do veículo.

Observando Bella parada à sua frente, ele notou que a estatura baixa e a delicadeza de seu corpo eram um conjunto atraente. De súbito, ele se imaginou erguendo-a no colo e carregando-a em seus braços fortes.

Com muita dificuldade, Edward conseguiu espantar a imagem que acabara de se formar em sua mente. Ainda assim, o corpo dele reagia com um enorme entusiasmo. Ele queria erguê-la no colo, carregá-la para a cama e fazer amor com ela.

Edward se sentia perturbado pelas restrições que o impediam de se aproximar dela e furioso por não conseguir conter sua libido. Com uma rápida despedida, Bella apressou-se em voltar para o interior do carro. Ela o assistia enquanto ele atravessava a avenida e entrava no suntuoso saguão do edifício, que era muito bem-iluminado.

Ela ainda conseguia ver o bonito perfil do rosto de Edward enquanto ele trocava algumas palavras com o porteiro. Em seguida, ele virou as costas e caminhou para o interior do saguão, desaparecendo do campo de visão dela. Bella se sentiu decepcionada e desapontada por ele ter ido embora.

Sacudindo a cabeça numa tentativa de esquecer a própria insensatez, Bella puxou o cinto de segurança e, no momento em que o encaixou, ela notou que havia algo jogado no chão do passageiro.

Retirando o cinto, ela inclinou-se e com uma das mãos alcançou o objeto. Era uma carteira masculina e só poderia pertencer ao homem que havia acabado de deixar o carro.

Dando um gemido de impaciência, ela abriu a porta e saiu do veículo. O porteiro não teve problema em identificar o homem a quem ela se referia e imediatamente se ofereceu para entregar a carteira.

Contudo, Bella preferiu devolver o objeto pessoalmente. O porteiro pressionou o botão do interfone, mas quando não houve resposta ele avisou para que ela se dirigisse a um dos elevadores e subisse até o último andar.

Dentro do elevador, Bella se perguntou se a atitude que estava tendo seria a certa. Talvez ela devesse ter deixado que o porteiro devolvesse a carteira para Edward. Será que ela em seu interior desejava vê-lo de novo? Ao pensar nisso, Bella sentiu as faces se aquecerem.

Assim que as portas do elevador se abriram, ela saiu e deparou-se com um hall decorado e semicircular.

Edward estava parado em frente à única porta que havia no corredor, remexendo nos bolsos da calça. Ele virou-se ao ouvir o som das portas do elevador. Ao vê-la, Edward ergueu as sobrancelhas, demonstrando surpresa.

— É isso o que você está procurando? — Bella entregou a carteira a ele. — Eu a encontrei no chão do carro.

— Era exatamente o que eu estava procurando. — Ele abriu a carteira e após apanhar o cartão-chave, abriu a porta do apartamento. — Obrigado... espere, não vá. — Ele apressou-se em alcançá-la, antes que Bella entrasse no elevador.

— Tome um drinque comigo.

— Não, eu não posso. Não foi por isso que eu subi até aqui. — Bella protestou, e seu embaraço era visível.

Ele olhou diretamente para ela e indagou com um tom rouco de voz:

— Por que nós dois estamos tentando fugir disso?

Bella nem precisava perguntar a que ele estava se referindo. Desde o primeiro instante em que ela o vira, seus pensamentos eram voltados para ele. Aquele bonito rosto masculino não lhe saía da mente. A possibilidade de talvez nunca mais voltar a vê-lo deixou-a aborrecida, embora ela não o conhecesse direito. Ela não conseguia controlar a forte atração que sentia por ele.

— Por que é loucura! — Bella exclamou irritada, ao mesmo tempo que dava um passo para trás a fim de se afastar dele. Alcançando um dos pulsos dela, Edward conduziu-a para dentro do apartamento.

— Eu não quero conversar no hall. Cada movimento nosso está sendo registrado por câmeras de segurança instaladas no corredor. — ele explicou.

Assim que ele acendeu as luzes do hall do apartamento, ela pôde ver o magnífico piso de mármore e a mesa de vidro localizada no centro, sustentando uma belíssima escultura de bronze. O interior do apartamento possuía o estilo e a modernidade das imagens que eram exibidas em revistas de decoração e isso a irritou.

— Olhe onde você vive! — Bella ergueu uma das mãos para o alto num gesto de indignação. — Você é um banqueiro. Eu sou uma garçonete. Nós somos completamente diferentes e vivemos em mundos diferentes.

— Talvez isso faça parte da nossa atração. Não acha? — Edward comentou, enquanto foi se aproximando lentamente para então segurar-lhe os pulsos de forma carinhosa. — Eu não quero que você vá embora...

Com os polegares, Edward acariciava os pulsos delicados dela. Quando Bella ergueu os olhos para encará-lo, ela já sabia que seria um desafio.

Toda a vez que se deparava com o brilho dourado dos olhos dele, ela não conseguia pensar direito e nem respirar normalmente. Embora ela não quisesse partir, Bella não gostava de correr riscos. A vida a havia ensinado que ela poderia pagar um preço muito alto por não ser cautelosa, a dor poderia ser muito intensa.

— Não gosto da sensação que estou tendo... — ela confessou num sussurro.

— Há muito tempo eu não me sentia tão bem, querida. — Edward fitava o verde dos olhos dela e se esforçava para compreender a intensidade do desejo que ele sentia. — Você não precisa ficar assustada. Deveria estar se sentindo bem, também. Isso é um motivo para celebrarmos.

Bella ficou chocada ao ver que ele descrevera exatamente o que ela estava sentindo. E, de alguma forma, isso fez com que ela se sentisse mais confortável e seus medos começassem a desaparecer. Ao sustentar o brilho dourado dos olhos dele, uma onda de calor e excitação invadiu-a por inteiro, fazendo com que um rubor colorisse as suas faces delicadas.

Num impulso, Edward inclinou-se e começou a beijá-la com voracidade. Bella arfou e sentiu quando ele retirou o casaco que ela vestia. Ela estava aprisionada ao corpo másculo e poderoso, seus seios pressionados contra o tórax musculoso, enquanto ele aprofundava o beijo, deixando-a ainda mais ansiosa e desejosa.

Ao ver a forma com que ela correspondia, Edward moveu as mãos para os quadris e puxou-a ainda mais contra o seu corpo, interrompendo o beijo, ele fitou os olhos dela e indagou com a voz ofegante:

— Você quer um drinque?

— Minha resposta será não, se isso significar que você vai parar de me beijar. — Bella declarou, enquanto deslizava os dedos de sua mãos entre os cabelos escuros e espessos dele.

Ela estava tendo a mesma sensação de satisfação quando criava uma peça nova, a mesma convicção que estava fazendo a coisa certa.

— Eu não posso parar. — Edward murmurou, enquanto fazia uma trilha de beijos no pescoço de Bella.

Quando ele voltou a tomar os lábios carnudos e sensuais de Bella, beijando-a de forma provocativa, ela estremeceu e soltou um gemido involuntário de prazer. Afastando os lábios dos dela, ele pediu:

— Fique comigo esta noite.

Surpresa ao ouvir o pedido que ele acabara de fazer, Bella se deu conta de que não deveria levar aquilo adiante. Eles não eram adolescentes se beijando na porta de casa. Ela podia ser bem menos experiente que muitas adolescentes, mas já era crescida e ele definitivamente era um adulto. Estava nas mãos dela decidir sobre o que aconteceria depois, Ela pensou em deixá-lo, dizer boa-noite e talvez nunca mais voltar a vê-lo.

Mas, só ao ter o pensamento, Bella sentiu um arrepio na pele e um vazio dentro do peito. Ela nunca se sentira dessa forma antes em relação a um homem e não estava certa de que gostava da sensação.

— Mas, eu sou uma garçonete. — ela lembrou-o e a voz soou trêmula.

— Isso não importa. Realmente não importa, mi muñeca.— Edward afirmou em um tom baixo de voz. — O que importa é quem você é quando está comigo.

Bella ergueu os olhos para encará-lo e ficou encantada pelo sorriso carismático que ele exibia.

— Eu ficarei...

Ao sentir os braços fortes dele ao redor do seu corpo e a incrível sensação de ter os lábios dele colados aos seus, Bella não teve dúvida de que tomara a decisão certa. Ela podia sentir a rigidez da virilidade dele contra o seu corpo e estremeceu pela onda de ansiedade e excitação que a invadia.

Erguendo a no colo, Edward carregou-a até um quarto, iluminado apenas pela luz da lua.

Após acomodá-la sobre a enorme cama, ele deitou-se sobre ela e, afastando uma mecha dos cabelos sedosos que caía sobre a testa feminina, comentou:

— Seus cabelos são lindos.

— Meus cabelos são volumosos e encaracolados. — ela desabafou.

— Não para mim, querida. — Edward afirmou, enquanto deslizava as mãos para os seios femininos e com os polegares começava a provocar-lhe os mamilos enrijecidos por sob o tecido fino da blusa que ela usava.

Em seguida, ele acariciou-lhe a curva sensual dos quadris, antes de erguer os olhos para o rosto dela e declarar:

— Seu corpo também é maravilhoso.

Bella começou a ficar impaciente pela onda de desejo e ansiedade que a dominava. Inclinando-se para a frente, ela roçou os lábios carnudos e rosados nos dele, enquanto Edward afrouxava o nó da gravata, para em seguida jogar a peça no chão.

Quando ele voltou a encará-la, Bella sentiu a respiração acelerar ao contemplar o brilho dos olhos dele e os bonitos traços do rosto bronzeado destacados pela fraca luz do luar.

— Eu espero que você não seja um erro. — ela murmurou com certa preocupação no tom de voz.

Após retirar o paletó, Edward voltou a beijá-la com ardor e foi intensificando o beijo até que ela ficasse sem fôlego.

— Nada que seja tão bom assim poderia ser errado. — ele declarou.

Bella se perguntava se ele acharia o mesmo na manhã seguinte, e se questionava sobre como ela mesma se sentiria, mas ele não parava de deslizar as mãos sobre as curvas do seu corpo, deixando-a cada vez mais enlouquecida, ela achou impossível tentar adivinhar o que aconteceria no futuro.

Ele abriu o zíper da saia que ela usava e assim que a livrou da peça, desabotoou sua blusa para em seguida retirar-lhe o sutiã de renda. A habilidade com que ele a despiu deixou-a ainda mais nervosa. Ao contemplar-lhe os seios perfeitos, Edward deu um suspiro de satisfação.

Levando as mãos até seus seios, ele provocou-lhe os mamilos enrijecidos com as pontas dos dedos, para em seguida inclinar a cabeça e sugar-lhe um dos mamilos com ferocidade. A sensação desconhecida fez com que um gemido escapasse dos lábios dela. O poder do que ela estava sentindo era devastador.

A pele delicada estava úmida pelo suor e o coração batia desenfreado, enquanto a parte mais sensível do seu corpo pulsava de ansiedade. Bella sentia uma urgência em tocá-lo também, mas ele não lhe dava a chance. Erguendo-se da cama, Edward começou a se despir.

Uhhh! Parei na melhor parte?!! Rsrs eu não sei vcs, mas eu acho o Edward muito esnobe! Bemmm comentemm e até o próximo capítulo!!! Bjimmmm! Até terça!