Capítulo 3
Boa Leitura!!!
Mordiscando o lábio inferior, Bella assistia enquanto Edward se despia. Ela admirou-se ao contemplar a magnificência do corpo másculo e bronzeado à sua frente. Ele era perfeito do tórax poderoso e o abdômen retilíneo, até as pernas longas e musculosas. Ele também estava excitado.
Bella sentiu as faces se aquecerem ao vislumbrar-lhe a virilidade e pôde sentir uma onda de medo e incerteza invadindo-a por inteiro. Pela primeira vez em sua vida, ela desejou ser mais experiente.
Indiferente por sua nudez e iluminado pela luz prateada da lua, ele calmamente voltou a se unir a ela sobre os lençóis macios da cama.
Bella repousou as palmas das mãos contra o peito másculo, sentindo o calor da pele dele.
— Mostre-me que você me quer. — Edward murmurou em um tom rouco de voz.
Incentivada por aquele pedido, ela deslizou uma das mãos para tocá-lo com uma maior intimidade. Lentamente, ela começou a acariciar-lhe o membro rígido, fascinada pela potente masculinidade e encorajada pelos gemidos abafados de prazer que ele dava. Mas não demorou muito para ele tomá-la novamente nos braços e fazê-la desistir da carícia.
— Não aguento isso por muito tempo, querida.— ele confessou, e inclinando a cabeça, sugou-lhe um dos mamilos rosados com voracidade, enquanto com uma das mãos começava a provocar a região úmida e pulsante do corpo dela.
Nos primeiros momentos da erótica exploração, Bella achou que não fosse capaz de suportar nada que fosse além daquela carícia. Seu corpo respondeu deforma intensa, deixando-a fora de controle. Ondas de prazer dominaram o seu corpo desde os primeiros movimentos que ele fizera com os dedos.
Quando ele encontrou o ponto mais sensível, continuou prolongando a carícia e provocando um efeito devastador. A respiração dela se acelerava enquanto ela gemia pela sensação alucinante. Bella não conseguia dizer sequer uma palavra devido à forte excitação que a invadia. Seu corpo estremecia e ela se contorcia pelo incrível prazer que ele estava lhe proporcionando.
— Não posso esperar mais. — Edward revelou, e posicionando-se sobre o corpo delicado dela, prendeu-lhe os pulsos contra o travesseiro para em seguida entrelaçar os dedos das mãos nos dedos dela.
Ele demorou-se em contemplá-la de cima a baixo, sentindo uma enorme satisfação. Ele nunca desejara alguém com tanta intensidade como a desejava naquele momento. Com os cabelos escuros e encaracolados espalhados sobre o travesseiro, os olhos verdes e cristalinos brilhando de desejo e os lábios sensuais inchados pelos beijos ferozes que recebera, ele a achou irresistível.
Bella gemeu alto quando ele introduziu-se dentro dela com uma única e poderosa investida. O poder que ele tinha era muito forte para ser controlado. Assustado ao notar o quanto ela era estreita, ele exclamou:
— Eu a machuquei!
— Não, isso não importa! — Bella protestou, sentindo-se embaraçada ao mesmo tempo que o seu desconforto começava a suavizar e seu corpo lentamente se ajustava ao dele.
Ela achou incrível senti-lo dentro dela e uma forte onda de calor consumiu-a novamente.
— Não pare.
Edward ficou impressionado ao ver o comportamento que ela estava tendo em comparação ao que o corpo dela lhe dizia. Franzindo as sobrancelhas, ele falou:
— Dios mio! Você é virgem?
— Era. — Bella observou, decidida a não discutir sobre o assunto naquele momento. Os traços perfeitos do rosto másculo exibiam tensão.
— Você deveria ter me avisado, mi gatita.
— Achei que era muito pessoal para mencionar. — Bella admitiu, sentindo-se desconfortável.
Edward lançou um olhar incrédulo para ela, antes de dar uma estrondosa gargalhada.
— Você me faz rir. — Ele inclinou-se e depositou um beijo carinhoso na testa feminina, antes de erguê-la pelos quadris e introduzir-se novamente dentro dela, até ouvi-la arfar em uma resposta calorosa.
Ela sentia o corpo incendiar pelo domínio sexual dele. Edward aprofundava e intensificava as investidas e repetia aquele ciclo torturante por mais e mais vezes até fazer com que ela estremecesse e arqueasse o corpo contra o dele, sentindo-se quase fora de si pelo forte desejo que ele havia despertado nela.
Nada mais importava além da satisfação que ela estava alcançando pela agitação do ritmo que ele determinava. Quando ela alcançou o êxtase, ondas de um prazer intenso a dominaram fazendo o seu corpo dar violentos espasmos e estremecer.
Atingindo o mesmo ápice, ele deu um grunhido e deitou-se pesadamente sobre o corpo dela, enquanto Bella o abraçava e sentia a respiração acelerada dele próxima a seu ouvido.
Bella estava maravilhada pela incrível experiência que acabara de compartilhar com ele. Ela queria ficar acordada porque nunca se sentira tão próxima de um homem e estava adorando o clima de intimidade, mas ela também nunca se sentira tão cansada em toda a sua vida.
Edward depositou um beijo carinhoso nos lábios dela e murmurou algo ininteligível em espanhol.
— Eu não falo espanhol. — ela resmungou, sonolenta.
— Estou muito cansado para falar a sua língua.
— Então fique quieto e durma. — Bella falou, enquanto acariciava as costas amplas dele.
Edward ergueu uma das sobrancelhas como resposta e deitou-se ao lado dela. De costas para ele, Bella descansava sob a luz do luar.
Uma marca na base da espinha dela chamou a atenção de Edward. Seria uma cicatriz? Aproximando-se um pouco mais, ele traçou o dedo sobre a marca e acabou descobrindo que se tratava de uma pequena tatuagem.
Afastando o lençol, ele vislumbrou outra ilustração em um dos tornozelos femininos. Era uma pequena trilha de tatuagens de estrelas azuis.
Um sorriso surgiu nos lábios sensuais dele. Cobrindo-a com o lençol de seda, ele abraçou-a outra vez. Ela era diferente de qualquer outra mulher que ele conhecera ou levara para a cama. Definitivamente ela não seria a mulher certa para ser uma duquesa... mas, era uma candidata perfeita para desempenhar o papel de amante.
E por que não? Na cama, Bella era pura sedução e tão desejosa por ele quanto ele por ela. Edward possuía um grande apetite sexual e há muito tempo ele não liberava a sua libido.
A ideia de poder desfrutar de momentos relaxantes com uma mulher quente e desejosa como ela no final de um dia longo e estressante no banco era imensamente atraente. Ele apreciou o fato de ela ter falado com ele como se ele fosse uma pessoa comum.
Edward não conseguia se lembrar de uma mulher que exigira que ele ficasse quieto e dormisse... ainda que fosse uma brincadeira. Ela era inexperiente, ela era sexy e ele estava aborrecido e determinado a escapar da prisão de tarefas e responsabilidades que o cercavam.
Apenas por uma vez, ele faria exatamente o que gostaria de fazer. E, as consequências... que fossem para o inferno!, pensou Edward.
Assim que acordou, Bella se deu conta de que estava deitada em uma cama diferente. Olhando para a janela do quarto, ela notou que ainda estava escuro, mas o sol começava a surgir no horizonte distante. A decoração do ambiente possuía um estilo moderno e o quarto era muito espaçoso. Somente alguém muito rico poderia arcar com um apartamento tão enorme decorado com mobílias luxuosas, em uma cidade cara como Londres.
Os acontecimentos da noite anterior voltaram à sua mente e ela sentiu o corpo ficar tenso. No momento em que ela se preparou para levantar-se da cama, Edward envolveu-a pela cintura e, puxando-a novamente para perto dele, declarou:
— Nem pense em ir embora, querida. — ele falou próximo a seu ouvido e em seguida, enfatizou: —Ainda são 7h.
— Isso é muito embaraçoso. — ela resmungou. — Eu não tenho nem uma escova de dente aqui.
Edward se esforçou para não rir ao ouvir a inesperada declaração.
— Eu tenho uma escova reserva. Vou pedir para que sirvam o café-da-manhã. Preciso conversar com você.
Tudo o que Bella desejava no momento era ter uma "varinha mágica" que a transportasse da cama de Edward diretamente para o banheiro da sua própria casa, para evitar que ela continuasse nua e se sentindo embaraçada ao lado dele.
As roupas dela estavam espalhadas sobre o piso de madeira do quarto. Em sua língua nativa, Edward falava ao telefone situado ao lado da cama.
Bella notou que ele parecia ser um homem acostumado a dar instruções. Mas, o que ela sabia sobre ele? Que ele era incrivelmente atraente? Gentil com uma humilde garçonete? Fantástico na cama? Um viúvo? Bem, nos dias atuais, esse último fato já lhe dizia alguma coisa sobre a personalidade dele, ponderou Bella. Ele havia se preparado para assumir um compromisso com alguém e se casado jovem.
— Vou usar o toalete da outra suíte. — ele murmurou.
Para a lista de atributos que ele possuía, Bella acrescentou "consideração". Sem virar o rosto para encará-lo, ela esperou até que Edward saísse do quarto e assim que ouviu o barulho da porta se fechando, levantou-se da cama e, após recolher as roupas que estavam espalhadas pelo chão, apressou-se em entrar no banheiro da suíte.
Ao mirar-se no espelho, Bella espantou-se ao ver o estado dos seus cabelos. Dando um gemido de frustração, ela começou a remexer nas gavetas do gabinete da pia para apanhar a escova de dente que Edward havia mencionado.
O chuveiro era digital, então ela concluiu que não saberia usá-lo e resolveu se refrescar na pia da melhor forma que pudesse. Quando terminou de se vestir, Bella ficou ciente da dor que sentia por todo o corpo. Ela tinha uma vaga lembrança de acordar durante a noite e fazer amor com Edward novamente. Fora ela quem o havia procurado, o que resultou com que ele usasse o irresistível poder de sedução e a fizesse gritar alto pelo nome dele.
Ao se lembrar da própria audácia, Bella franziu o cenho, enquanto se esforçava para desembaraçar os cabelos. Quando se deu conta de que estava demorando muito tempo para se arrumar, ela saiu do toalete.
Bella só tinha uma certeza: se ela tivesse a chance de voltar à noite anterior, ainda teria escolhido ficar com ele e experimentar o que viria a seguir.
A sala de jantar possuía uma vista espetacular para o rio Tâmisa. Um mordomo estava de prontidão e sobre a mesa havia uma vasta seleção de alimentos.
Bella ficou surpresa ao ver uma mesa de café-da-manhã completa, mas sua atenção ficou voltada para Edward, que no momento se encontrava de costas, apreciando a vista da enorme janela.
Ele comandava a cena. Vestido com um elegante terno de cor preta, era a perfeita imagem do banqueiro moderno. Ele estava muito atraente, mas demonstrava estar calmo e distante.
Bella sentiu um frio percorrer-lhe o abdômen, como se estivesse sob uma ameaça. Ela não sabia como deveria se comportar e nem o que falar para ele.
De forma imponente, Edward disse ao mordomo que ele poderia se retirar, pois eles se serviriam sozinhos.
As faces de Bella ficaram enrubescidas e ela se esforçou para não olhar diretamente para ele. Estava óbvio que Edward era acostumado a dar ordens. Bella nunca esteve tão consciente do seu baixo status, ainda mais estando vestida com as roupas de trabalho.
Ciente de que seu estômago roncava, ela ergueu uma caixa de cereais e colocou um pouco do alimento em uma tigela, antes de se sentar em uma das cadeiras.
O apartamento era mais suntuoso do que ela havia estimado inicialmente e Bella nunca se sentiu tão deslocada quanto se sentia no momento.
— A noite passada... — Edward hesitou enquanto mordia uma maçã. procurando pelas palavras certas que poderiam descrever a oferta que ele tinha em mente. — ...foi fantástica.
— Hum. — Bella apenas assentiu com um gesto de cabeça, pois não tinha ideia do que deveria responder.
Vestido com roupas sociais e à luz do dia, Edward era intimidador. Ela mal conseguia acreditar que passara a noite nos braços dele. Edward deu um profundo respiro.
— Na verdade, foi tão incrível que eu decidi ficar com você, querida.
Bella quase engasgou com o cereal que estava comendo.
— Ficar comigo? — ela repetiu.
— Eu sou um homem muito ocupado e raramente tenho tempo de relaxar, o que é uma boa razão para eu querer que você faça parte da minha vida. Gostei da sua atitude e decidi que preciso relaxar mais... — e, após dar um suspiro, ele prosseguiu: — Nós poderíamos fazer uma troca de interesses. Você aproveitaria a segurança financeira para satisfazer a sua ambição em ser uma artesã e eu ficaria feliz em tornar isso possível.
Bella franziu as sobrancelhas e seus olhos verdes demonstravam perplexidade.
— O que você está tentando dizer?
— Que eu poderia comprar uma bela casa para você morar e o dinheiro não seria mais problema. — Edward explicou num tom macio de voz. — Você não precisaria mais trabalhar como garçonete... eu pagaria todas as suas despesas. Seria um grande prazer para mim.
Bella o olhava fixo, ao mesmo tempo que sentia o coração bater desenfreado dentro do peito.
— Por que você me ofereceria uma casa? Por que pagaria minhas contas? Que tipo de relacionamento você está oferecendo exatamente?
— Quero que você seja a minha amante e faça parte da minha vida, querida. Claro que você jamais seria a principal, mas... — Edward declarou, enquanto se perguntava se ela seria capaz de ser discreta. — Mas, ainda assim, você seria importante para mim.
Assim que Edward esclareceu o objetivo dele, Bella empalideceu. Em seguida, uma onda de raiva dominou-a depois de ouvir tamanho insulto.
Com os olhos faiscando, ela apoiou as mãos sobre a superfície da mesa e se ergueu da cadeira.
— Seu arrogante! — ela condenou furiosamente. — Sua amante? O que a noite passada deveria significar? Um teste para ganhar essa posição? Você não tem o direito nem de sugerir uma coisa dessas para mim!
— Você não precisa me ofender para dizer a sua opinião. — Edward censurou com frieza. — No meu mundo, tais acordos entre homens e mulheres são comuns e aceitáveis.
— Mas, não no meu mundo! — Bella arfou, chocada por saber que se ele tivesse pedido para que ela saísse com ele novamente, ela não pensaria em agarrar a oportunidade.
Mas, ao invés disso, ele havia estipulado um preço e deixado bem-claro que ela não era boa o bastante para ocupar um papel principal na vida dele.
Bella ficou profundamente magoada, da mesma forma que ficara por todas as rejeições que tivera que suportar durante a vida inteira. Ela não era boa o bastante. Às vezes, Bella sentia que não era boa o bastante para nada que ela realmente desejasse.
Exibindo frieza nos bonitos traços do rosto, Edward continuou estudando-a com uma indiferença que a deixou indignada.
— Você não pode ser tão ingênua.
Edward nunca estivera com uma mulher que não quisesse aproveitar os benefícios que ele poderia oferecer. Mesmo quando adolescente, ele fora alvo de estratégias femininas que eram feitas no intuito de atraí-lo e capturá-lo. Sua fantástica riqueza sempre fora um ímã. Ele havia aprendido cedo que o sexo era uma oferta constante em sua vida, mas as mulheres que se deitavam em sua cama sempre tinham a esperança de receber uma generosa recompensa financeira. Também havia aquelas que não se preocupavam com o dinheiro logo no início, mas possuíam ambições sociais e não hesitavam em mencionar um casamento, para poderem usufruir do nome dele e a linhagem aristocrática a fim de ganhar uma entrada na camada mais exclusiva e privilegiada da sociedade espanhola.
— Escute-me... eu não preciso de ninguém para realizar meus sonhos. — Bella falou com firmeza no tom de voz. — E, certamente não preciso de nenhum homem para me sustentar e nunca precisarei. Eu consigo me virar sozinha...
— Você é capaz de ser mais do que uma garçonete. — Edward devolveu.
— E também sou capaz de ser uma mulher independente ao invés de sua amante! — Bella reagiu num tom de desafio. — Por mais que eu precise lutar na vida, você pode ter certeza de que eu nunca ficaria desesperada a ponto de desistir da minha moral e me vender para você!
— Deixando o melodrama de lado, isso quer dizer que a sua resposta é não? — Edward indagou num tom calmo, sustentando o brilho furioso que ela exibia no olhar.
Uma terrível insatisfação o invadia, mas nada conseguia alterar o autocontrole que ele possuía.
— Sim, aquilo foi um não. E, agora eu acho que já é hora de eu ir para a minha casa. — A voz dela soou embargada e lágrimas de dor começavam a brotar nos olhos verdes e cristalinos. — Como você pôde me menosprezar com uma proposta tão indecente? Não estou interessada em ser um segredo sujo na sua vida!
— Não seria assim entre nós dois. Eu só quero mantê-la perto de mim...
— Mas, você quer isso da forma mais humilhante! — Bella interrompeu-o com desdém. — Você não quer um relacionamento normal comigo. Sabe o que eu acho? Eu acho que você veste a sua superioridade como uma medalha, não é? Mas, eu não sou um brinquedo que você possa comprar para se entreter nas horas vagas. Como ousa sugerir que eu seja algo tão insignificante?
Ofendido pelo demorado ataque verbal que ela acabara de fazer, Edward ergueu-se da cadeira e, ao se aproximar dela, encarou-a com cinismo no olhar.
— Você parecia estar muito contente comigo na noite passada. Por acaso eu a tratei como um brinquedo?
Bella sentiu as faces se aquecerem, suspeitando que ela tivesse culpa por ter dado liberdade a ele a fim de satisfazer a sua própria curiosidade.
— A noite passada foi a noite passada. Eu não sabia o que você tinha em mente. E gostei de você até o momento em que começamos a ter essa conversa...
Edward ergueu uma das sobrancelhas.
— Você gostou? Eu poderia dizer que você me queria da mesma forma que eu a queria... e ainda a quero. Como você consegue perder o interesse assim tão rápido?
Sentindo o corpo tenso, Bella fitou o brilho dos olhos dele, sabendo que não seria fácil perder o interesse por ele ou se esquecer dos momentos calorosos que eles haviam compartilhado.
— Eu consigo porque não sou o tipo de pessoa que perdoa facilmente! — e, dizendo isso, Bella encaminhou-se para o hall onde havia deixado o casaco sobre o espaldar de uma cadeira na noite anterior.
Porém, antes que ela alcançasse a peça, Edward pegou o casaco e o estendeu atrás dela, para ela pudesse vesti-lo.
— Você realmente conseguiu me ofender. Mas, olha só! Ainda não perdeu as boas maneiras... — ela provocou, enquanto vestia o casaco, antes de girar o corpo para encará-lo.
Afastando gentilmente uma das laterais do casaco que ela usava, Edward colocou um cartão pessoal dentro do bolso da camisa branca que ela vestia.
— Esse é o meu número particular. Para que você possa ligar, no momento em que se der conta do que está perdendo.
— Esse momento nunca chegará... estou tendo a sorte de escapar de um homem machista que ainda pensa que tem o direito de tratar as mulheres como se fossem objetos sexuais! — ela devolveu, exibindo fúria no olhar.
Com uma das mãos, Edward segurou-a pelo queixo e tomou-lhe os lábios num beijo feroz e sensual, fazendo com que ela sentisse o corpo inteiro estremecer de excitação.
— Você voltará a me procurar, porque não será capaz de se controlar, mi gatita — ele afirmou num tom rouco de voz. — Eu não vou deixá-la partir. E isso é uma promessa.
Ele não possuía o número do telefone dela e nem mesmo sabia onde ela morava. Então, Bella não ficou muito preocupada com aquela afirmação.
Sentindo-se desolada, ela desviou os olhos dos dele e, após abrir a porta da entrada do apartamento, foi até o elevador. Bella se recusava a reconhecer a sensação de vazio que a dominava e seus pensamentos logo desviaram de rumo quando ela descobriu uma multa que fora colocada sobre o para-brisa do Mini, já que ela havia deixado o veículo estacionado em um local proibido desde a noite anterior.
Tais penalidades eram caríssimas e ela estava, como sempre, sem um tostão. Dando um forte suspiro de aborrecimento, entrou no carro e saiu a toda velocidade.
Edward convocou a sua equipe de seguranças para ter certeza de que Bella seria seguida. Ele não estava disposto a deixar que ela sumisse da sua vida. Quanto mais ela lutava, mais ele a desejava, principalmente após ter descoberto a personalidade única que ela possuía.
Bella não estava interessada no dinheiro dele ou na linhagem social, mas ele sabia que ela o desejava. Aliás, ele não tinha a menor dúvida quanto a isso. Ao ter esse pensamento, um sorriso sensual e matreiro surgiu em seus lábios, fazendo com que o mau humor em que ele se encontrava simplesmente desaparecesse.
Edward se lembrou dos momentos maravilhosos que eles compartilharam na noite anterior. Ele não a deixaria partir, pois ela era a sua descoberta e a sua criação. Somente quando estava dentro da limusine a caminho do Banco Cullen, Edward se deu conta de que havia sido imprudente na noite anterior.
Ele não usara preservativo e, a julgar pela inexperiência de Bella, ele duvidava que ela estivesse tomando algum anticoncepcional.
Edward praguejou baixinho em sua língua nativa, espantado com o próprio descuido. Contudo, após ter sido casado durante cinco anos e não ter tido nenhum filho, era um desafio para ele acreditar que Bella pudesse ter engravidado...
Será?? Comentemmm meninas !!! Amanhã eu volto com mais capítulos de Amor por Encomenda e Impiedosa Paixão!! Bjimmm!!!
