Fazia algumas horas desde que ele acordou em uma espécie de instalação shinobi subterrânea. dentre suas muitas exigências para a ROOT, exigia que seus soldados soubessem reconhecer instalações shinobi abandonadas, refugos de guerras anteriores.
O estranho era que ela não seguia os padrões normais estabelecidos pela Intel da ROOT.
Sua mente estava confusa, ele não conseguia organizar seus pensamentos com clareza. Estava em um terreno desconhecido, sem memórias de missão e layout do terreno, uma situação horrível.
Analisando suas opções, ele decidiu usar uma tática para reconhecimento, e assim ele fez.
Colocando sua mão no chão ele usou um simples pulso de chakra, e logo começou a identificar variações de energia que não eram semelhantes ao padrão comum humano.
Rapidamente conferindo seus equipamentos, foi constado que ele possuía consigo seu Tantō, 3 kunais, 5 shurikens e duas bombas de fumaça. Não o suficiente para uma operação, mas o suficiente para uma infiltração.
Após conferir se possuía qualquer ferimento, iniciou seu plano de ação.
Ninpo - Meisaigakure no Jutsu
Logo ele começou a desaparecer até que ficou completamente indetectável
Ela não sabia como tudo tinha chegado a esse ponto. Era para ser somente mais um dia comum e tudo simplesmente desmoronou.
Presa em uma cela escura, com somente uma luz no corredor fraca, ela não conseguia identificar onde se encontrava, estava com medo e não tinha seus Pokémon consigo. Ela tinha medo do que eles fizeram com eles.
O corte em seu olho direito manchava seu rosto de sangue, marcando sua face para sempre
Seu corpo estava com vários cortes de lâmina feitos com intenção de prolongar a dor
Suas roupas estavam em farrapos, rasgados grosseiramente
Sua inocência foi para sempre quebrada
Ela não conseguia mais chorar, gritar por ajuda, o medo superado pela agonia do que fizeram.
Seus sonhos destruídos para sempre.
2 horas antes
Uma jovem podia ser vista caminhando em uma planície gramada com um sorriso bobo no rosto. Com cabelos castanhos e sua bandana verde na cabeça como marca registrada, estava vestindo um conjunto de roupas que consistia em uma camisa justa sem mangas laranja, shorts justos pretos, um par de tênis laranja
Finalmente ela tinha conseguido a última fita para competir no grade festival de Johto. Sua primeira jornada sem seus amigos de longa data que forjaram o início de sua carreira como coordenadora foi marcada por autos e baixos, mas ali estava ela a caminho do evento máximo no circuito coordenador da liga Pokémon.
Estava anoitecendo, e o ambiente começava a ficar cada vez menos convidativo, mas ela iria continuar, sua animação para chegar na cidade do torneio era imensa.
Barulhos começavam a vagar pelos arbustos, ela se preparava com uma pokebola em mãos, mas o que viu fez seu sangue gelar.
Dos arbustos, homens armados saíram e apontaram suas armas para ela.
"Abaixe as mãos e não se mecha" – um deles tinha dito a ela.
Seu medo era palpável, nunca tendo passado por uma situação do tipo, ela somente fez o que pediram, começando a chorar de medo.
Rapidamente a imobilizaram, pegaram sua mochila e seu cinto de pokebolas junto a pokebola que estava em sua mão.
"Por favor me soltem, eu não fiz nada" – disse ela com medo genuíno. Ela não sabia por que estavam fazendo isso com ela.
Eles a ignoraram enquanto um deles vasculhava seus pertences, até identificar sua pokedex.
O que achou o dispositivo levou até ela. "Desbloqueie, se você fizer qualquer coisa além do ordenado, estouro seus miolos aqui mesmo"
Ela tremendo colocou sua digital no identificador e desbloqueou o dispositivo.
O mesmo que a ameaçou o pegou e começou a olhar seus dados.
May Maple
Idade: 18 anos
Pai: Norman Maple
Mãe: Caroline Maple
Irmão (s): Max Maple
Tipo sanguíneo: A+
Natural de Petalburg, Hoenn
Qualificação: Coordenadora
Registrada nas seguintes ligas:
*Hoenn
*Sinnoh
*Johto
*Kanto
-Esta Coordenadora está qualificada para disputa do torneio denominado Grande Festival, conforme estipulado no termo B26 do termo de registro na liga Pokémon de Johto
Após ler as informações, ele pegou um comunicador "Patrulha Delta, comunico captura de invasor dentro da delimitação vermelha, qualificada como coordenadora, aguardando determinação de procedimento para extração"
Após isso algo ilegível para ela foi respondido, e logo em seguida o mesmo contatou novamente "Confirmado, iniciando procedimento de extração do prisioneiro para ala Delta"
Logo em seguida ele deu um aceno com a cabeça, e foi a última coisa que ela enxergou antes de cair na inconsciência
Atualmente
Camuflado completamente pelo seu jutsu, lentamente adentrou na instalação, com cuidado para não acionar qualquer sistema de segurança.
Logo ele viu duas pessoas vestidas com estranhas armaduras grossas, e segurando peças de metal que ele não conseguia identificar.
Usando novamente um pulso de chakra, ele confirmou que as assinaturas eram referentes a esses estranhos de armadura.
Sua preferência sempre foi evitar confrontos, infelizmente, ele estava em um terreno hostil e desconhecido, e precisava de informações.
Chegando de forma indetectável próximo dos estranhos de armadura, ele rapidamente sacou sua kunai e cravou na jugular de um, assustando o outro, que virou com o som horrível de morte, apenas para ficar paralisado, vendo um olho vermelho com 3 tomoe girando.
O shinobi após colocar o infeliz em um genjutsu, extraiu o máximo de informações possíveis para ter uma ideia de onde estava e como proceder.
E ele começou a ficar inquieto.
Ele não conhecia nenhuma vila com nome de Johto, não sabia o que era Base Delta e muito menos como eles se denominavam.
Team New Magma
Ele somente conseguiu uma noção básica do layout de onde estava, e com isso tinha um ponto de partida para ir.
E assim ele novamente desapareceu nas sombras, deixando os abatidos no silêncio da noite
1 hora atrás
Ela acordou amarrada em uma cadeira, situada no centro de uma cela escura com quase nenhuma iluminação.
E quando ela escutou passos ecoando na escuridão, começou a chorar.
Ela queria estar treinando seus Pokémon
Ela queria estar com sua mãe, seu pai e seu irmão
Ela queria seu melhor amigo aparecendo para salvar o dia como sempre fez
Mas a dura realidade, que ela logo percebeu, era que estava sozinha, à mercê de pessoas que ela não entendia.
Logo os paços cessaram, e um homem de jaleco branco entrou com uma mala de ferro, que ele colocou em uma mesa ao lado, e com um sorriso assustador, olhou bem nos olhos dela que chorava.
"Você com certeza é azarada, quero deixar claro que estou sendo completamente imparcial, então vamos aos negócios"
E com isso ele abriu a maleta, e quando ela olhou para seu conteúdo, sentiu frio no peito, o pânico estava instaurado. Ela começou a se debater e gritar pedindo ajuda.
Era um canivete de prata
Ele se virou para ela, com aquele sorriso que a assustava. Arrastou uma cadeira e sentou de frente para ela. "Eu vou te fazer algumas perguntas senhorita Maple, e vai ser bem simples. Se você responder corretamente, fica ilesa. Se não responder, vamos ter que lhe apresentar meu amigo afiado" = terminou ele balançando o canivete na frente dela, a deixando apavorada.
Então ele se levantou e olhou bem nos meus olhos "O que você estava fazendo na área delimitada?"
Ela assustada rapidamente começou a falar "Eu não sei de nada! Só queria chegar em Silver Town – ela voltou a chorar – me deixa ir embora por favor".
Ele começou a andar de um lado para outro, e de repente virou para ela, aproximando a lâmina de seu rosto "Você foi afiliada com um rapaz de nome Ash Ketchum, responsável pelo desmantelamento do Team Aqua e Magma, além de várias outras organizações. O histórico de vocês consiste em sempre estar no lugar certo e na hora certa, o que com certeza não é coincidência – Ele começou a sorrir – então eu vou te perguntar, o quê você realmente veio fazer aqui?
Ela estava assustada, eles estavam vasculhando sua vida na sua frente, e nada podia impedir. Tremendo ela falou: "Eu estou dizendo a verdade, eu só quero ir pra casa" – ela implorava, e quando viu o sorriso do homem desaparecer, ela começou a se debater de medo e gritar
"Não, fica longe de mim, por favor"
E na escuridão se podia escutar os gritos agoniantes de uma garota soaram.
Atualmente
Esta base era grande, muito grande, e os estranhos de armadura apareciam aos montes, onde ele abatia um a um enquanto navegava pelas sombras buscando informações sobre o local, até que chegou em um setor onde começou a surgir celas com grades.
Ele estava na ala de prisioneiros.
E uma grande concentração de estranhos com armaduras estavam no local.
Ele estava procurando alguém que se destacasse, de qualquer forma, para coleta de informação.
A informação em uma guerra é poder, muda a maré da batalha e não existe dinheiro no mundo que supere uma informação certeira sobre o inimigo.
Ele odiava a ROOT com todas as forças, mas não podia negar que o treinamento era mais do que suficiente para ser um verdadeiro shinobi.
E assim ele observou, marcando com seus olhos cada movimentação, cada passo, observou a rotação de guarda, esperando pacientemente a sua oportunidade.
Ele era invisível para todos os outros, e só precisava esperar.
30 minutos atrás
Ela não entendia, por que estavam fazendo isso com ela? Quando acordou estava animada para chegar na sede do torneio que ela tanto batalhou para se qualificar, e de repente está nesse lugar.
Ela não entende por quê perguntam a ela e sempre a machucam, ela estava com cortes por todo o corpo, a dor era terrível e aquele sorriso dessa pessoa, não, desse monstro estava sempre presente, ele se alegrava quando me machucava e não conseguia entender.
"Me diga senhorita Maple, você ama sua família?" – disse ele enquanto sorria
Ela não conseguia responder, não tinha mais voz para falar, o gosto de ferro na garganta era prova de que a machucou com os gritos, e não tinha forças para fazer nada além de mexer os lábios.
Ele aumentou seu sorriso e começou a aproximar sua face de meu rosto – "Não consegue responder? Bem, eles com certeza te amam. Um pai amoroso, mãe zelosa, um irmão que recém começou a caçar esses animais imundos, uma família perfeita não acha?
Ela não conseguia falar, mas um medo profundo se instaurava, como se ela já não estivesse abalada o suficiente.
Então o homem pegou um documento da maleta e o segurou, enquanto olhava para ela sorrindo – "Acidentes infelizmente acontecem. Sabia que 7% dos treinadores desses animais acabam morrendo por ataque selvagem em áreas isoladas? Um número e tanto. – ele aumentava o sorriso enquanto falava – Infelizmente, hoje uma moça foi encontrada morta alguns quilômetros do Mt. Silver, ela estava irreconhecível, logo os bombeiros foram acionados e o corpo foi resgatado. – Ele começava a andar ao redor de mim enquanto falava – Sabe como é difícil a situação da liga Pokémon de Johto com isso ocorrendo tão próximo de um evento anual? E para piorar, a moça iria competir no que eles chamam de grande festival, se classificou no último torneio inclusive, uma história trágica não acha? – ele olhava para mim com um sorriso enorme – Sabia que conseguiram identificar o nome da falecida? – ele balançou o documento que segurava perto dela, sua visão estava turva de tanta dor, mas ainda conseguia escutar aquele monstro falando.
Ele pegou o documento, e começou a ler, e quando ela ouviu o que estava escrito...
Ela quebrou.
Começou a rir, mas não tinha alegria no riso, ela chorava enquanto ria, não acreditando no que estava acontecendo com ela.
Polícia criminalística de Silver Town – Laudo de óbito.
Nome: May Maple
Idade: 18 anos
Tipo sanguíneo: A+
Pai: Norman Maple
Mãe: Caroline Maple
Irmão (s): Max Maple
Tipo sanguíneo: A+
Natural de Petalburg, Hoenn
Qualificação: Coordenadora
Local do óbito: Mt. Silver
Causa da morte: Lesões na região do pescoço, laceradas, compatível com casos de mordida de pokémons selvagens de médio porte. Hemorragia interna em virtude das lesões, falência de órgãos por perda de sangue.
Ela não acreditava no que estava acontecendo com ela, e as dores físicas não importavam mais, ela só não entendia.
O homem gargalhando olhou para ela – "Você faleceu senhorita Maple. Uma morte trágica não acha? O que seus pais vão achar da notícia? Vão Rir? Chorar? Eu sinceramente não me importo muito, quer saber o motivo? – disse ele agora sem o sorriso – Garotas mortas não contam histórias. O que vai acontecer com você é simples, quando eu terminar contigo, você será encaminhada para um patrocinador que pagou uma boa quantia por ti, E você vai fazer o que ele mandar, como isso soa? – outros dois homens entraram na cela carregando uma espécie de bateria com cabos de aço.
Ela não reagia, não conseguia mais pensar, sem raiva, dor, medo, somente apatia. Ela estava com um olhar desfocado.
Um olhar quebrado.
E quando conectaram os cabos, eles começaram a emitir faíscas elétricas.
Ele sorria e aproximou a sua face no ouvido dela – "o cliente pediu para garantir que você não discorde nunca, então nada melhor do que terminar o serviço. Se prepare senhorita Maple, vamos ter um longo tempo juntos"
Nos corredores se escutava barulhos de descargas elétricas e gritos, e a garota que um dia sonhou em ser uma coordenadora renomada, agora não tinha nada.
Atualmente
Ele finalmente viu a oportunidade, um homem que não seguia o padrão apareceu, e foi sua deixa para fazer o que foi treinado a vida toda.
Matar
E assim começou uma dança de morte, onde um fantasma abatia sem misericórdia alguma, qualquer coisa que se colocasse em sua frente.
O homem que virou seu alvo começou a correr para onde tinha saído, e era a deixa do Shinobi para seguir seu alvo.
E a morte o seguia por onde ele passava, os arcos de ferro deles não eram páreos para a sua furtividade, velocidade e precisão. E isso continuou até o momento em que o homem parou, de frente para uma sela escura.
O shinobi não entendia, mas não reclamaria, rapidamente se aproximou e os tomoe de seu olho prenderam sua atenção.
Ela queria chorar, mas já não tinham lágrimas
Queria gritar, mas a sua voz a muito se acabou
Sua raiva era tanta, mas ao mesmo tempo nula
Sua dor era imensa, mas ela não se importava
Seus sonhos foram tirados dela, sua família não virá atras dela, seus amigos nunca iriam salva-la.
Ela tinha aceitado seu destino.
O monstro tinha ido embora, deixando suas roubas destruídas, queimadas pela eletricidade, e como presente de despedida, ele cortou meu rosto verticalmente no olho esquerdo, era a assinatura dele, como ele disse.
E de repente gritos soaram, mas não eram dela. Inicialmente ela achou que era outro desafortunado, mas logo os gritos vieram aos montes, sons de tiros e passos por todo lado.
Logo vários homens chegaram perto de sua cela com uma maca velha.
Eles iriam leva-la.
Estavam apressados, mas ela não se importava mais.
E quando abriram sua cela, o primeiro caiu.
Ela viu um vermelho voando em sua frente, o tempo parecia estar em câmera lenta para ela, e enquanto ela via o vermelho que dançava no ar, e os gritos de desespero dos homens perto dela, ela não conseguiu parar de olhar.
Era a coisa mais linda que ela já tinha visto.
E como em um passe de mágica, o tempo voltou
O vermelho caiu
O silêncio reinou
Passos vinham do escuro
E um garoto apareceu.
Cabelos lisos e vermelhos, da mesma cor do vermelho que ela tinha visto, um rosto que mesmo tendo bastante vermelho que caiu, parecia pertencer mais a uma garota do que um garoto.
Ele não era alto, era relativamente mais baixo que ela inclusive, Com uma camisa preta colada ao corpo, manchada de vermelho.
Segurando uma lâmina pingando o vermelho, ele se aproximou. Ela instintivamente recuou, e quando viu ele levantar a lâmina, ela fechou os olhos.
Apenas para ele cortar suas amarras.
Ela caiu no chão, tentou se rastejar
Se apoiar
Tentar levantar
Então ela escutou sua voz – "Preciso de informações sobre este reino, E acredito que você saiba me informar o que eu vou precisar" – Ela começou a tremer ao escutar a palavra "informar", lembrando do inferno que ela passou.
O garoto viu um documento no chão, ele estava sujo de vermelho
Ela gostava do vermelho
E após ele ler, olhou para a moça, e ela podia ver um sorriso aparecer no rosto do garoto, mas este não a assustava, não parecia errado como o monstro. Ele estendeu a mão, e a levantou, mesmo sendo mais baixo que ela.
Ele a sentou na cadeira novamente e apertou algo em seu braço.
Fumaça branca surgiu e em sua mão estava uma garrafa de água e gaze médica.
Ele sem falar nada começou a limpar o vermelho que saia dela, começou pelo seu olho, que agora limpo ela percebeu que não tinha perdido a visão.
Continuou em todos os cortes, e quando terminou, a ajudou a beber a agua que ela tanto queria, Ela engasgou e ele bateu levemente em suas costas, esperando ela parar.
"Segure esta garrafa, preciso arrumar esses cortes enquanto há tempo"
Ele entregou a garrafa, que ela mal conseguia segurar, e suas mãos começaram a brilhar em um azul claro. Ele aproximou as mãos dela, e a garota começou a tremer de medo, mas logo sentiu alívio, viu que seus cortes estavam sumindo, sem qualquer marca de que eles um dia existiram. Sua força melhorou um pouco e ela agora conseguia ficar de pé.
Ele olhou para a garota praticamente nua em sua frente, e franzindo a testa, apertou outra parte de seu braço, e novamente uma fumaça surgiu.
Em suas mãos uma capa escura ele segurava. E olhando para ela ele se aproximou, colocou a capa para cobrir sua modéstia e agora a olhava nos olhos, buscando alguma coisa.
Depois de segundos que pareciam horas, ele desviou o olhar, e estendeu a sua mão.
Ela olhou para sua mão estendida, suja de vermelho, ela então olhou para sua cela, e parecendo entender o que o jovem rapaz queria, ela segurou sua mão, e ele mesmo com uma estatura menor, a colocou apoiada em suas costas, saindo em velocidades que ela nunca pensou ver um humano alcançar.
Ela não entendia por que fizeram tudo isso com ela
Ela não entendia por que destruíram sua vida
Acabaram com seu sonho
Ela sabia que algo dentro de si tinha quebrado, E quando viu os cabelos vermelhos de quem a tirava do inferno, ela se permitiu sorrir.
May Maple tinha morrido naquela noite
E sabia que aquele que a carregava veio pessoalmente a levar ao seu destino
Somente a morte encarnada seria capaz de mostrar tanto vermelho para ela de uma vez.
E assim, um Shinobi em uma terra que não conhece, e uma garota que perdeu tudo, sumiram na escuridão da noite.
