I know that
Birds fly in different directions
I hope to see you again
[Birds – Imagine Dragons]
Disclaimer: Nem a música nem Sailor Moon me pertencem.
Nota da autora: O tema faz parte do mês VK de 2019. Como não consegui terminar a tempo, a ideia é postar esta e talvez as outras…? Vai que dá certo.
O mês VK de 2019 era uma versão musical, cada tema seria relacionado a uma música. A desta fanfic é Birds do Imagine Dragons.
— Mil perdões, Kunzite. – A voz de Endymion era jovial. – Eu realmente não tinha noção do quanto ia demorar. Não quis te segurar tanto tempo aqui, esperando…
Endymion não tinha parado para falar nenhuma destas palavras e Kunzite começou a caminhar ao lado dele. Não importava a demora, ele esperaria de qualquer forma. Ele precisava resolver aquilo logo.
— O que você queria falar comigo? Imagino que seja sério... – Endymion continuou a falar. As conversas com Kunzite costumavam ser monólogos mesmo. – Aconteceu algo?
— Ainda não. – Kunzite respondeu.
— Ainda… Certo. – Endymion parou no meio do corredor e colocou aos mãos nos ombros do outro homem. – Do que você precisa?
— De uma licença.
— Como? – Endymion ficou confuso. Kunzite nunca elaborava muito as respostas.
— O senhor comentou sobre a possibilidade de nós nos afastarmos por tempo determinado. Eu quero isto.
— Oh… Sim… Sim... – Endymion ficou sem reação por alguns instantes antes de recuperar a fala. – Sim, eu disse sobre a liberação de vocês das suas funções...
Kunzite o observou como se esperasse que Endymion voltasse pro eixo antes de continuar a conversa. Endymion voltou a caminhar e Kunzite quase (quase mesmo) suspirou.
— Eu vou providenciar. – Endymion disse por fim – Você tem necessidade de alguma data…? Já saber para onde vai?
— A data pode ser a mais adequada para o senhor...
— Não me chame de senhor! – ele resmungou. Kunzite ficou um pouco mais aliviado. Endymion tinha voltado a agir como ele mesmo de novo. – Vamos resolver isso.
Neo King Endymion estava desconfortável. A expressão dele era de agonia e Venus queria fazer alguma gracinha sobre aquilo, mas Serenity parecia preocupada. Endymion respirou fundo ao olhar para ela e, ela conseguia ver como o cérebro dele buscava as palavras certas antes de abrir a boca, falou:
— Kunzite vai embora.
Venus piscou uma vez, inclinou a cabeça para um dos lados e se controlou para não perguntar qual a relação dela com isto. Até porque ela tinha certeza que ela não era a causa de qualquer decisão de Kunzite. Serenity bateu as mãos nas próprias pernas e se levantou.
— V-chan, o general Kunzite decidiu sair do castelo e seguir a vida dele.
— Como todos nós podemos fazer, certo? – Venus olhou para Serenity e para Endymion e depois voltou olhar para Serenity.
— Você não está entendendo… – Endymion enfiou os dedos nos próprios cabelos enquanto falava. – Ele decidiu...
— Decidiu ir. – Venus completou para ele. – Eu pensei que você estava de acordo com isto. Você mesmo deu essa ideia aos Shitennou assim como ela – ela indicou Serenity – disse a mesma coisa para nós, Senshi.
— Eu sei… – Endymion respondeu – Eu só pensei que ele não fosse aceitar a ideia tão rápido. Como ele foi o último a integrar o grupo, eu achei que ele fosse ficar mais tempo conosco.
— Você conversou com ele sobre isto? – Venus não sabia o porquê do envolvimento dela nesse assunto. Endymion bufou irritado.
— Não, ele não fez isto. – Serenity respondeu, solícita. – Ele acha que pode influenciar a decisão de Kunzite.
Venus anuiu com a cabeça. Era óbvio que Endymion influenciaria qualquer decisão de Kunzite e era adorável que Endymion estivesse preocupado com isto ao ponto de evitar a qualquer custo. Foi quando ela teve um estalo.
— Ah, não! Não mesmo!
— Mas V-chan! – Serenity reclamou e Venus teve certeza.
— Eu não vou interceder por você, Endymion! – Venus respondeu, meio ultrajada.
— Não é como se eu pedisse muita coisa para você, – Endymion resmungou – porque eu não te peço muita coisa! Na verdade, eu não te peço coisa alguma!
— Eu não vou fazer isso!
— Você sabe que ele te ouviria! – Endymion argumentou e ela fez uma careta para ele. – Ouviria sim!
— Eu não fiz isto nem com as meninas quando elas decidiram ter a vida delas, Endymion. – Venus ponderou. – Não vou fazer isso com os seus Shitennou. Principalmente com ele.
— HAHA! – Endymion apontou o dedo na cara dela. – Isto também te incomoda!
— Claro que sim. – ela murmurou – Mas não muda o fato de que eu não vou me intrometer.
— Você é uma traidora. – ele respondeu. Venus riu enquanto Serenity balançava a cabeça, tentando esconder o sorriso.
Ela poderia falar que Endymion tinha estragado o dia, com toda aquela conversa sobre o Kunzite. Ela estava preocupada, e até mesmo tentada a fazer algo sobre, mas isso não queria dizer que ela faria algo. As pessoas tinham direito de fazer o que bem entendessem da vida delas. Claro que, no momento, esse livre-arbítrio alheio a estava incomodando.
— Olha, é bem simples...
Venus piscou algumas vezes com uma lentidão exagerada. Ela estava em paz, cuidando da vida dela, ali no escritório e ele decidiu invadir o espaço pessoal dela. Zoisite não sabia se aquela piscação toda era para irritá-lo ou apenas para desacelerá-lo.
— Simples, talvez. – ela respondeu depois de uma eternidade – Eu só não sei qual é a relação que eu tenho com isto. E nem é a primeira vez que digo esta frase hoje.
— Você não sabe a relação que tem com o Kunzite?! – Ele parecia a beira de uma gargalhada.
Venus manteve a expressão neutra. Ela tinha relação nenhuma com este Kunzite, não era tão difícil de perceber. Todos insistiam nisto como se o passado não fosse passado e que as coisas precisassem se repetir sempre. Bom, algumas coisas se repetiam mesmo, ela ainda gostava dele e ele parecia gostar dela também… A questão que eles não queriam entender era que até ciclos repetitivos tinham hora certa para acontecerem.
— Você é inacreditável! – Zoicite perdeu as estribeiras.
— Já acabou? – ela perguntou solícita e ele lançou o olhar mais rancoroso que podia. – Eu entendo o seu lado, mas...
— Não entende, não.
— Minhas garotas também foram embora por um tempo, mas elas voltaram.
— Não é a mesma coisa.
— Como não?
— Vocês sempre estiveram aqui. Vocês não tinham alguém para segurar vocês...
— Eu não vou segurar ninguém, Zoisite. – Venus respondeu séria. – Não tenho nem o poder para isto.
— Claro que tem. – O tom de voz dele era inconformado.
— Digamos que eu tenha… Eu não quero fazer isso, eu não vou fazer isso.
— Então você não se importa se ele nunca mais voltar?
Venus riu de um jeito que mais parecia um engasgo.
— Ele vai voltar. – ela respondeu – Endymion está aqui.
— Como você é densa. – ele retrucou
— Acredite em mim, se Endymion não conseguiu nada, eu não tenho chances.
— Endymion não tentou.
Ela chegou a abrir a boca para responder, mas pensou melhor. Aquele argumento era fraco, até porque Endymion não tinha tentando coisa alguma mesmo.
— Vocês dois estão deixando ele ir embora… Sem nem tentar.
— Se ele quer ir, que vá. Se nunca voltar (bom, eu duvido que isto vá acontecer), vai ser a escolha dele.
— Qual é o seu problema? Se você pedisse, ele ficaria!
— Você acha mesmo que é isto que ele quer? Você acha que o Kunzite acordou um dia e pensou "Ah, vou testar o quanto as pessoas me querem por perto!"? – Finalmente, Zoisite conseguiu ver Venus perder aquele ar alheio. – Ele quer ir, Zoisite! Deixe ele ir, fazer o que ele quer! O que eu quero, o que você acha ou com o que Endymion se preocupa não importa!
Ele se sentou na cadeira a frente da dela com um olhar derrotado.
— Eu pensei que você se importava. – ele falou por fim.
— Se não me importasse, já tinha mandando você procurar a sua turma há muito tempo.
Zoisite saiu da sala no maior estilo adolescente emburrado e antes mesmo que ela pudesse respirar aliviada, outra pessoa apareceu.
— Olá!
— Por favor, se for para brigar comigo, passa outra horar.
— Por que eu brigaria com você? – Jadeite perguntou sorridente.
— Pergunte para o Zoisite. – ela resmungou.
— Eu estou aqui por conta dele. Estava esperando lá de fora. – ele puxou uma cadeira e se sentou ao lado dela. Ela olhou desconfiada para ele. - O que? Eu não vim defender ninguém e nem pedir coisas. Eu estava brincando sobre aquela coisa de ser advogado...
— Eu não acredito que você cogitou estudar Direito...
— E eu não consigo conciliar a ideia de você ser uma cantora! – ele retrucou – Não consigo ver como uma líder militar pode ser uma artista!
— Sou muita criativa e talentosa, sabia? – ela estava sorrindo.
— Ignore o Zoisite. – ele disse ainda sorrindo – Ele só está inseguro.
— Não é comigo que ele deveria conversar.
— Ele nunca, nunquinha, vai conversar sobre isto com o Kunzite! – Jadeite estava quase gargalhando.
— Você não está preocupado?
— Com o Kunzite? – ele parecia surpreso. – Só se ele não tivesse tomado uma decisão. Ele parece um animal enjaulado aqui.
— Você realmente acha isso?
— Algo está faltando para ele. – Jadeite falou sério – Não sei o que é. Ele em duas opções: buscar o que é e, claro, sair daqui por alguns tempos...
— E a outra opção? – ela estava risonha. Era muito mais fácil conversar com ele do que com os outros.
— A outra é descobrir que a coisa em questão sempre esteve aqui. Só que ele vai precisar sair pelo mundo do mesmo jeito só para entender isto
— Você já bateu esse papo com o Zoisite e o Endymion? - ela perguntou – São as pessoas mais preocupadas com esse assunto.
— Eles são as pessoas mais interessadas em decidir pelo Kunzite em vez de se preocuparem com ele.
Venus olhou para ele como se esperasse algo mais.
— Que foi?
— Nada… É só que… É meio surpreendente você ser a pessoa mais sensata da sala.
— HAHA! Muito engraçado, hein!
Ela virou o rosto para a janela, dava para ver o pátio do castelo, e voltou a observar as pessoas em movimento. Jadeite parecia mais interessado em observá-la. Quando ficou claro que ela não ia falar mais nada, ele suspirou:
— Vamos lá! Qual é o problema?
— O que? – ela quase riu.
— O real problema, V. Qual é? – Ele perguntou e recebeu uma gargalhada engasgada dela. – Não estou falando do geral. O seu problema...
— Ai, Jadeite...
— É sério!
— O problema dela são as pessoas. Incluindo você.
Jadeite levantou a cabeça e encontrou Mars em toda sua glória e fogo nas ventas. Ela parecia furiosa, ele só não sabia com o que. Venus se perguntou quando a tráfico de pessoas não requisitas na sala dela ia acabar.
— Estou tentando ter uma conversa séria aqui… – ele respondeu sem pestanejar. Venus tinha que admitir que ele tinha coragem.
— Ninguém se importa com o que você quer. – Mars respondeu – Quero falar com a minha amiga.
— Mas eu estava aqui antes!
— Eu tenho preferência. – Ela gesticulou para ele se afastar, o que ele fez sem nem mesmo pensar. – Mais tempo de amizade e você faz parte do problema.
— Você poderia me explicar como eu faço parte do problema?
— Você é homem, não? –ela perguntou, séria, e ele acenou com a cabeça – Parte do problema então.
Jadeite balançou a cabeça ao mesmo tempo que se levantou, inconformado, e, depois de bater as mãos nas pernas da calça para limpar as mãos, falou:
— Nós conversarmos sobre isso depois, Venus.
— Tudo bem. – Venus respondeu enquanto Mars murmurava um 'Vamos ver.'. As duas observaram ele se afastar despreocupado. Venus podia garantir que ele estava assoviando alguma música irritante pelo jeito que ele andava. – O que você quer, Rei?
— Te salvar de pessoas chatas. – ela respondeu, rápido.
— Oh, obrigada pela consideração. O que mais?
Ele estava arrumando a mala com uma dedicação acima do normal. Não era medo de esquecer algo. Se ele esquecesse era só comprar ou pedir para mandarem para ele. Não era apreço a seus pertences e nem mesmo cuidado. Arrumar a mala o distraia e apenas ele sabia o quanto precisava distrair a própria cabeça.
Kunzite não tinha uma ideia sobre o que ia acontecer, mas, de certa forma, ele se sentia decepcionado com os acontecimentos. Não era um sentimento justo já que ele não estava esperando coisa alguma. Ele estava tão concentrado em dobrar camisetas que não ouviu quando Venus deu uma leve batida no portal da porta aberta. Ela chegou a pensar que ele estava a ignorando de propósito, só que isto não parecia ser o estilo dele. Se é que ela podia definir o estilo de uma pessoa que mal conhecia.
Quase pigarreou para chamar a atenção dele, mas era meio hipnótico assistir como ele dobrava as roupas e as guardavam. Sem aviso, ele levantou a cabeça e a encarou. Não parecia assustado, mas era complicado definir os humores dele pela expressão facial.
— Está aí há muito tempo? – ele perguntou por fim, voltando a dobrar roupas. Venus quase tinha certeza que não era a primeira vez que ele dobrava aquela peça. – É estranho ser observado assim.
— Desculpe... – Ela tentou soar sincera. – Eu bati, você não ouviu.
Ele não parecia muito convencido, mas não falou o que pensava.
— Eu acho que você dobrou essa camiseta duas vezes. – ela disse. Ele parou o que no meio do processo e deixou a camiseta de qualquer jeito na cama.
— No que eu posso te ajudar? – ele perguntou baixo.
— Eu vim… – Ela parou de falar como se não tivesse certeza. Olhou para as malas e suspirou. – Me despedir, eu acho.
— Você acha. – ele repetiu.
— Bom… Acho que não é uma boa hora então. – Ela deu meia-volta e ele a chamou:
— Venus, espere…
Ela parou de costas por alguns instantes. Esperou ele continuar a falar, mas nada veio. Estava cansada de sempre dar o primeiro passo, mas estava mais cansada ainda de esperar.
— O que foi?
— Os outros... Eles são… Mais reativos.. – ele começou a falar e as palavras não tinham muito sentido para ela. – Os outros como casais.
— Intensos, sim.
— Nós deveríamos ser assim. – Era quase uma pergunta.
— Talvez. – ela murmurou séria – Mas eu não quero.
Ele ficou meio ofendido, o que era engraçado já que era ele quem estava indo embora. Ela deveria ser a dona das emoções negativas.
— Já tive a minha cota de intenso, explosivo, de qualquer nome que você dê para uma história que não consegue seguir o seu rumo sem intervenção. Eu quero calmo.
— Tudo bem.
Ela suspirou alto. O tom de voz dele carregava descrença e talvez um pouco de insatisfação. Venus estava cansada de lidar com as emoções dos outros. Estava exausta de lidar com os sentimentos dele.
— Eu não posso e nem quero resolver a sua vida, Kunzite.
Ele estava meio surpreso e ela sorriu.
— Não era bem isso que eu esperava de você. – ele disse por fim.
— O que você esperava de mim? – Ela se sentou na cama, ao lado dele. – Que eu pedisse, implorasse talvez, para você ficar? Te obrigar a ficar?
— Talvez… – ele murmurou – Faria um pouco de sentindo.
— Nós nem nos conhecemos direito, Kunzite.
Ele fez uma careta desconfortável.
— Eu não disse que não quero. – ela murmurou e ele a olhou confuso.
— Em nenhum momento eu disse que não queria...
— Ei, eu não disse isto também. – ela o interrompeu com a mão suspensa no ar – O problema é que você quer outras coisas.
— Não achei que teríamos essa conversa assim...
— Assim…?
— Calma… Eu pensei que seria uma briga ou conversa nenhuma.
— Eu não sei bem o que vocês todos esperavam de mim. – ela coçou a cabeça parecendo inconformada. – Principalmente você.
— Desculpe… Eu não queria te deixar desconfortável.
— Não é isso. – ela suspirou – Eu… Eu gosto de você. Quero ficar com você. Só estou me esforçado para isto aqui não explodir em pedacinhos impossíveis de colar.
Kunzite estava sorrindo e aquilo era meio desconcertante. Além de uma distração difícil de contornar.
— Por que explodiria?
— Porque gostar e querer não é o suficiente para dar certo.
Ele parou de sorrir e sacudiu a cabeça, inconformado. Pegou mais algumas peças de roupas e jogou de qualquer jeito na mala.
— Você acha que não daria certo entre a gente. – ele falou – Ciclos repetitivos e tudo mais.
— Eu realmente acho que estamos dando um passo enorme para fora do ciclo, Kunzite – ela sorriu – Nós não, você. Então, sim, eu acho que pode dar certo.
Ela se aproximou e se sentou na cama. Eles ficaram sentados um do lado do outro, ele observando para um ponto qualquer na parede e ela tentando descobrir alguma coisa para fazer.
— Você não quer ver o que tem lá fora? – ele perguntou, de repente, e, quando ela o olhou meio surpresa, ele continuou – Eu passei a maior parte da minha existência em uma pedra. Eu nem ao menos sei quem eu sou. Só quero ter a oportunidade de descobrir.
— Tudo bem. – ela respondeu mais rápido do que ele esperava.
— Não preciso do seu julgamento. – Ele voltou a procurar algo para fazer para não precisar olhá-la.
— Para quem passou tanto tempo em uma pedra, você supõe demais. – ela murmurou e depois falou mais alto – Não estou julgando, estou concordando. Não vou dizer que estou bem. Estou um pouco magoada, sim… Eu pensei… Bom, eu passei muito tempo pensando sobre você, sobre nós… Não é o que eu achei que ia acontecer.
— O que você achou que ia acontecer? – ele perguntou.
— Não importa agora. Eu te disse, eu quero calmo e, se para conseguir isto, é necessário que você vá seja lá para onde está indo para descobrir eu sei lá o que, ótimo. Eu espero.
— Você espera...
— Eu já esperei muito, mais um pouco é só mais um pouco.
Kunzite olhou para ela de relance antes de fechar a mochila.
— Eu estou um pouco… aliviado.
Venus começou a rir e um pouco depois ele estava rindo com ela.
— Estamos combinados então? – ele perguntou, sorrindo.
— Estamos. – ela respondeu e deu um beijo no canto da boca dele. – Eu estarei aqui quando você voltar.
Nota da autora: Eu pensei que trocar o Zoisite pela Jupiter, mas aí a fanfic ia continuar sem passar no teste de Bechdel. Então decidi deixar o Zoisite chateadinho mesmo.
Eles não ficaram juntos no final e essa era a ideia desde o princípio. Agora eu só preciso superar a vontade de usar a música da Tié em uma possível continuação.
