Desafio 100 temas: Tema 95 – Sobre um objeto significativo.

Beta: Slplima querida amiga, não sei como agradecer todo o carinho, paciência em me ajudar. Obrigado, obrigado de coração! Minha amizade e lealdade forever and ever!

Notas da Beta: Minha amiga!
Que alegria desfrutar de um enredo com nossos queridos amiguinhos de infância, não é?
A Turminha da Mônica marcou nossa geração, trouxe-nos momentos de diversão e alegria. E é lindo lê-los sob essa perspectiva jovem. Lê-los na sua escrita polida e gentil.
Eu lia e relembrava, com o coração cheio de amor, tantas cenas icônicas!
Realmente, uma nostalgia gostosa de sentir.
Parabéns, por sempre se superar.
E por nos trazer mais uma estória maravilhosa.
Amei!

Fique bem, Coelha.
Bjinhos.

Notas da Coelha: Quando eu imaginei um plot para essa fanfic, eu acabei esquecendo de anotar, e com a vida corrida, acabei por esquecer o que seria. Pensei em várias coisas, e até mesmo no "dedal" de Peter Pan, algo muito significativo, mas ao assistir no final de semana passado toda a séria da Turma da Mônica, pensei: Eu posso escrever com eles! Eu posso tentar algo, não é? E bem, ao notar uma pequena passagem de dita séria, o plot pareceu cair de paraquedas em meu colo!

Eu espero de coração que essa minha fanfic seja bem recebida, e que venham a gostar do que virá! É minha primeira vez me aventurando com a turminha, que admiro, e amo desde quando era apenas uma meninota!

Turma da Mônica Jovem não me pertence. Pertence a Maurício de Sousa, e todos os direitos são reservados. Essa história é apenas para minha diversão e de quem a ler, sem fins lucrativos.

oOoOoOo

"Quanto tempo eu ainda tenho?" - pensou ao ajeitar, mais uma vez, alguns fios rebeldes de seu cabelo, que insistentemente pareciam querer escapar do penteado idealizado pela melhor amiga.

Fazia pouco mais de vinte minutos que Magali a havia deixado para poder seguir com Quinzinho para o jardim, onde dali a pouco tempo o momento mais feliz da vida da amiga aconteceria.

Faltava tão pouco!

Muito pouco!

E a adrenalina, e ansiedade, que a jovem estava sentindo, poderia lhe fazer afogar se acabasse se deixando levar por pensamentos que, naquele momento, não lhe cabia imaginar!

A antiga dona da rua parecia nem lembrar daquela garotinha briguenta, birrenta e esquentada, que saia brigando com todos os meninos apenas por não gostar do que eles viviam querendo aprontar com ela, ou mesmo a tirar do sério com seus apelidos maldosos!

O tempo e os anos haviam sido uma ótima escola.

Mônica de Sousa havia crescido, amadurecido rápido como todas as garotas de sua idade. Todavia, continuava com o mesmo brilho no olhar, e o desejo de ser reconhecida como merecia!

Hoje já não saia correndo atrás dos garotos, mas sabia se impor. Sabia se fazer ouvir, e ser apreciada também!

Com um sorriso de lado, a jovem noiva tornou a mirar seu próprio reflexo no espelho.

Havia se tornado uma linda mulher!

De fato, não lembrava muito a pequena dentuça e gorducha dos tempos de meninice. Mas ainda possuía os traços fortes da valentia dela!

Mônica estava muito orgulhosa de si mesma.

Sem dúvidas, crescera, em todos os aspectos.

E do alto de seus vinte e cinco anos, parecia ainda poder se reconhecer naquela menininha que andava para cima e para baixa com seu coelho de pelúcia: Sansão!

Baixando um pouco a cabeça, sorriu, ao admirar-se no espelho, que hoje… Ah! Hoje lhe mostrava toda a felicidade estampada em sua face para quem quisesse ver!

E teria, sim, o dia mais perfeito de toda sua vida!

Voltando seus olhos curiosos para os porta-retratos, sentiu seu coração bater mais forte; ali estavam eternizadas algumas das preciosas passagens de sua vida, e da de seus amigos! Como era bom relembrar! Como era bom saber que mesmo com todas as tribulações a turminha sempre estava junta.

Um saudosismo tomando todo seu ser!

Era inacreditável que esse dia, finalmente, havia chegado, e que muito em breve teria que deixar sua casa, deixar seus pais, para começar uma nova vida junto ao amor de sua vida.

Se alguém lhe dissesse, quando tinha seus seis anos, que se casaria com seu amigo e desafeto Cebolinha, Mônica nunca acreditaria. E mesmo sabendo que, de fato, se casaria com o homem que o destino colocara em seu caminho anos atrás, ainda era incrível de se ver, e de pensar, que haviam passado por muitos quiproquós até chegarem nesse dia.

Ah! Que saudades de tudo! De quando se conheceram… das primeiras picuinhas e brigas. As coelhadas bem dadas.

Viviam as turras!

E vejam vocês, hoje nem lembram mais aquelas duas crianças arteiras.

Uma nova etapa da vida dele, e dela, estava sendo escrita. E como acreditar naquela época que um dia estariam se unindo pelo matrimônio?

Parecia até ser algo surreal!

Afinal, quem acreditaria que a briguenta dona da rua e o garotinho dos planos infalíveis dariam certos juntos?

Somente o destino, quiçá, saberia explicar, não?

Contudo, aqueles pormenores não vinham em consideração nesse momento. E o que era mais importante é que, finalmente, eles estariam juntos. Quem sabe... até ranhetassem um com o outro, pois que eles já haviam aprendido que a vida não é um mar de rosas! Se brigassem por coisas bobas, aprenderiam a fazerem as pazes se acertando após conversarem, e se necessário fosse, até mesmo com algo mais intenso!

E… Ah! Apenas por pensar assim, muitas recordações lhe voltavam a mente.

Como ser criança era bom. Porque nunca se preocupavam com muita coisa; nem com as brigas sem sentido, ou as rixas, e as tantas vezes que Sansão fora deliberadamente "sequestrado" para reaparecer depois com vários nós em suas longas orelhas.

A raiva e a vontade de acabar com os arteiros. Ah! Quantas coelhadas e olhos roxos.

Olhando para a prateleira, buscou por aquele objeto significativo e único.

Os olhos muito grandes, os dentões, o azul levemente desbotado.

Lá estava seu eterno companheiro Sansão! Como sempre, parecia pronto a se juntar a sua dona para juntos saírem por aí, em novas aventuras, e ver os meninos fugirem amedrontados com as possíveis coelhadas.

Sorrindo enternecida, a jovem noiva, esticando-se um pouco, puxou para seus braços o velho amiguinho. Ao sentir seu peso de encontro a si, não pôde deixar de desejar poder voltar a ser criança por apenas uns míseros minutos.

E parecia até que se fechasse os olhos, poderia escutar e vivenciar as tantas brincadeiras, e claro, as muitas coelhadas, que sempre foram merecidas por Cebolinha e Cascão!

Deslizando a ponta dos dedos lentamente em uma carícia beirando a nostalgia, Mônica estreitou a pelúcia em seus braços, tomando o devido cuidado para que seu vestido não fosse amarrotado.

Voltando os olhos com curiosidade para todo seu quarto, perdeu um pouco mais de seu tempo ao focar sua atenção nos vários quadros com fotos diversas. Pegando um, em especial, sorriu abertamente. A imagem imortalizada da última vez que Cebolinha e ela dançaram juntos uma quadrilha na festa junina da rua.

"Ah! Com direito ao Sansão a tira colo!" - pensou antes de recolocar o quadro em seu devido lugar.

Com um suspiro saudosista, tornou a mirar seu reflexo no espelho reparando no objeto em seus braços. O coelhinho velhinho, mas o eterno companheiro de muitas alegrias e momentos memoráveis.

Desde tenra idade Sansão estivera com ela. Sempre fora seu brinquedo favorito, e o objeto mais temido em todo o Limoeiro!.

"Será que o Cebola se assustaria se eu levasse o Sansão comigo no lugar do buquê?" - pensou Mônica divertida. No olhar bonito, o brilho traquina de quem gostaria muito de aprontar. No entanto, seria melhor deixar isso de lado, afinal, não queria estragar esse dia que tinha tudo para ser perfeito.

Coçando um pouco o pescoço, uma ideia pareceu ganhar forma!

Nada estava a impedindo de levar o Sansão entre suas bagagens, quiçá, na bagagem de mão! Assim, sem muito pensar, deixou o estimado amigo sobre sua maleta de mão, e tornou a se sentar mais uma vez no mesmo lugar. Ainda tinha tempo, ou não?

Procurando por seu relógio, ou mesmo celular, a morena tomou um susto ao escutar batidas em sua porta.

-Pode entrar! - e um tanto curiosa, voltou-se em direção a porta para ver seus pais entrando. - Já está na hora? - Mônica perguntou deixando seus pais se aproximarem mais dela.

-Sim, está! Já podemos ir? - dona Luísa respondeu com outra pergunta. Ela tinha os olhos brilhantes como os da filha, e um sorriso adorável nos lábios.

-Claro que sim! - Mônica respondeu sem titubear. Mas ao ver seu pai pegando sua maleta de mão para levar para baixo, inquietou-se. - Pai, o Sansão… o Sansão vai junto! - ciciou ansiosa.

-Ele vai? - questionou seu Sousa ao pegar o coelho e encarar com surpresa a esposa, e depois a filha.

-Acho que o Cebolinha vai estranhar um pouco. - dona Luísa murmurou com um pequeno sorriso de entendimento. Não adiantava querer separar a filha de seu maior xodó. - Deixa! Deixa! - e acenando com a mão para o marido, como que para frisar o que dizia, pegou o delicado buquê que se encontrava sobre a cama.

-Cebolinha deve saber que está levando o pacote completo! - gracejou Sousa ao mirar o coelhinho em sua mão. - Vamos, ou seu noivo vai achar que você mudou de ideia e fugiu! Ou quem sabe, ele mesmo resolve sair de fininho. - sorrindo, começou a sair do quarto da filha e descer as escadas rapidamente.

-De jeito nenhum! Ele não é nem louco de me deixar sozinha no altar! Cebola que tente, e bem… sempre há o Sansão! - riu-se a jovem.

Ora, ora...

Realmente, certas coisas nunca mudariam.

E Sansão nunca seria esquecido, nem em um milhão de anos!

oOoOoOo

Momento Coelha Aquariana no Divã:

Escrever com a Mônica, com ela já uma mulher de seus vinte e cinco anos, foi um desafio para mim. Eu cresci lendo os gibis da Turminha, do Chico de todos, e eu creio que sempre iria vê-los como os pimpolhos de seis anos, correndo, brigando e brincando, mas a partir do momento que dei uma pequena espiada em Turma da Mônica Jovem, e depois e me lembrar do Gibizão de Especial de Trinta anos que a estória final era futurista e o Cebola e a Mônica tem filhos e são casados, pensei…

Kardia: Pensou nada… Tá esquecendo a gente e…

Ah! Mas tava demorando! Escuta Kar… Essa turminha faz parte da minha vida bem antes de vocês existirem, então, vou te advertir somente uma única vez! Não me aporrinha, pois Cavaleiros chegaram bem depois da Turminha! E sem pio! Lembra do Kit fic!

Kardia: Apelona! *rosnando ao deixar o local*

Fazer… quem pode, pode! Rsrsrs
Obrigado por chegarem até aqui! Espero que perdoem se ficou OCC, ou mesmo que eu tenha errado a mão! É minha primeira vez, como dito, me aventurando com a turminha, assim se gostarem, deixem seus comentários, afinal ficwriter feliz escreve mais!

Até meu próximo surto!
bjs