O acampamento estava totalmente pronto, perto do acampamento dos Lee mas meu irmão manteve homens Pollok vigiando nosso acampamento, Aeron disse que Johnny Dogs é amigo de nosso pai e meu irmão o conhece, sinceramente, eu acho ele bem doidão, sem juízo mesmo pra falar a verdade. Mila anda junto a mim, ela não gosta de novidade, o que sempre achei graça.

— Aeron, você cresceu garoto - disse Johnny Dogs sorridente e abraça Aeron sorridente, meu irmão estava tão cansado ontem que fiquei com dó. — Está a cara de seu pai!

— E você continua só apostando em cavalos? - disse Aeron rindo e eu via que a festa seria muito boa. E Aeron sorrir para mim. — Essa é a minha irmã, Amélia!

— Amély - disse Johnny Dogs sorrindo, e eu levanto sua — É prazer mocinha, é muito bonita a sua irmã Aeron, os rapazes vão ficar loucos pra casar com ela!

— Eu não vou casar - eu comunico, meu irmão e Dogs a olha — Homens dão muito trabalho!

— Amély...

— É Amélia, não Amely. - eu respondo sem paciência com o cara

— Amélia, tenha modos, Dogs vai nos apresentar a família Shelby e Lee.

— Você é o mais velho mas não manda em mim... - Amélia respondi

— Ela é selvagem... - disse Dogs, reviro os olhos, eu saio de perto deles e me junto com Mila que está muito bonita, eu vejo os homens aparecerem, deve ser a família do noivo.

— Não suma e tome cuidado! - disse Aeron, acompanhado os outros homens, eu e Mila fomos olhando os membros da família Shelby.

— Ele serve? - pergunto o homem, tia Zilpha me olha rapidamente e vejo sua surpresa, o que me faz sorrir.

— Zilpha... - Dogs chama a atenção de minha tia, percebi alguns olhos em mim.

— Ele serve, sim ou não?

— Sim, Shelby. Ele serve! - disse minha tia e todos comemoram. Como o pai de Esme, morreu, sua mãe decidia se o futuro marido de sua filha era aprovado ou não. Tommy percebeu certa semelhança da garota com Grace, nem percebendo que Dogs estava ao seu lado.

— Ela é linda, não é? - Tommy olha Johnny — Uns 6 homens Lee já perguntaram se ela veio arranjar um marido? O garoto tá quase sacando uma arma!

— Não estou interessado, só curioso. Quem é ela? Parece muito nova! - disse Tommy parando de fumar.

— E é, tem quatorze anos, com corpo de uma mulher e é sobrinha da Zilpha.

— Não me digas...

— Pois é, Amélia Pollok Lee. Ela veio com seu irmão, Aeron Pollok. - disse Dogs mostrando os homens Pollok conversando e rindo, a tal Amélia tinha o sorriso de Grace. Talvez seja coisa de sua cabeça.

Esme chegou e estava linda, o tal noivo ficou surpreso com a aparência de Esme, foi o seu parJohnny Dogs foi quem vai realizar a cerimônia.

— Não quer ser a próxima irmã? - perguntou Aeron sorridente e sorrio com sua provocação, Milla vai até seu pai, eu só não respondo pois a cerimônia.

— Senhoras e senhores. Estamos aqui para unir em matrimônio este homem e esta mulher! - começo Dogs, sorridente e olhando os dois, pena que eu não consegui falar com minha prima antes, adoraria provocar Esme. — Com a união desta duas pessoas que venha harmonia e poder, sendo que deste casamento irá unir finamente essas duas famílias.

— E você irmão... - Aeron me olha e tome coragem para perguntar — Quando vai me responder por qual motivo estamos aqui!?

— Amy...

— Não me enrole, eu quero saber e não foi pra um simples casamento - disse Amélia cruzando os braços — Não sou adulta mas preciso saber!

— Mais tarde, eu... te conto tudo! - disse Aeron sério e nós prestamos a atenção na cerimônia.

— Tá certo.

— Agora... - disse Dogs sorrindo — John Shelby aceita Esme Lee como sua esposa? Para ter e manter a mistura dos dois sangues, tornando as duas famílias uma. Eu declaro-vós marido e mulher!

O beijo deles demoram e eu vou pra área da comida, sério, é muito bom a comida. Mas algo ainda angustiava Amélia, sentia que algo iria acontecer.

— Amélia, é você, não é? - uma voz me chama e vejo um homem esquisito me olhando e me afasto, ele põe um copo cheio de vinho, eu ouço a grita e percebo que a festa realmente começo, o homem se afastou um pouco com os homens e mulheres vindo comer, o que me faz parar.

— Depende de quem pergunta? - eu tomo coragem para responder, apesar reservadamente, pego na minha faca no meu bolso que a escondi. Eu o olho.

— Foi difícil chegar até você...

— Eu conheci seus pais, garota, eu sinto muito que esteja no meio de tudo isso. Você é mesmo a filha de seu pai, Amélia mas você têm o maldito sangue cigano de sua mãe - Ele me mostra a arma enquanto se senta, todo convencido e sua arrogância me enoja mas não vacilo, me afastando devagarzinho dele.

Corra!

Uma voz disse algo, era feminina, não sei bem dizer quem era. Parecia que tinha certeza do que dizia.

Corra!

— Venha comigo, agora! - exigiu o homem e coloco minha atenção nele

— Como o senhor disse, eu sou a filha dos meus pais. - eu rapidamente uso minha faca e acerto a mão do homem que estava próxima de mim. Ouço gritos de meninas da minha idade, o homem grita por causa da dor.

Corra!

Desta vez, Amélia escutou a voz e correu, não vendo que o homem que tinha enfiado a faca, a arrancou de sua própria mão, todos na festa ficaram agitados, quando ele pegou sua arma e atiro mas a bala nem chegou perto de Amélia que se escondeu atrás de uma árvore.

Um vento forte começa em torno do homem, isso chama a atenção. Aeron sente que o tempo mudou e que sua irmã precisava dele, saiu correndo até onde sua irmã estava, o que surpreendeu os irmãos Shelby.

— Você é uma bruxa, assim como sua mãe! - gritou o homem que pegou atiro contra árvore e afastando os homens Lee e Shelby, Aeron chego a tempo para impedir que ele atira-se em Amélia. Alguém lhe puxou, e uma dor de cabeça se instalou, o vento parou e Amélia só ouviu gritos e confusão. Viu uma mulher com chapéu de pirata lhe trazer um copo de água, nem tinha percebido que seus lábios estavam cecos demais e só foram hidratados quando bebeu rapidamente a água.

— Amélia, você está bem? - perguntou Esme e a olho

— Estou, só me assustei, desculpe estragar sua festa

Esme sorrir.

— Não se preocupe, deu até mais ânimo pro povo comer e beber mais - a resposta de Esme me faz rir e eu termino minha água, era a cara de Esme fazer aquilo.

— Irmã - eu percebi que a dor de cabeça havia passado, o que eu agradeço, a voz de Aeron parece tensa

— Não se preocupe, eu tô bem gente - disse Amélia, Aeron sorrir e se senta ao seu lado, três homens se aproximaram do grupinho que rir de algo que Esme acabou de dizer.

— Johnny - disse tia Zilpha sorrindo, Dogs a olha — Apresente o noivo e sua família aos meus outros parentes, eles são os Pollok.

— Esses são os Shelby, Arthur e Thomas. John Shelby é o marido de sua prima, Aeron e Amélia.

— Prazer - disse Aeron

— Você é corajosa, Amélia - disse o tal Thomas Shelby

— Verdade, usar aquela faca tão rapidamente naquele imbecil - disse Arthur.

— Ela é boa com facas - disse Esme, sorridente, toda orgulhosa de sua prima.

— Espera, você é a filha de Yandra Lee? - Pergunto Thomas — Como pode ser uma Pollok? Tem sangue dos Lee!

— Bom... - disse Zilpha mas eu me levanto, chamando a atenção dos outros

— A única coisa que precisa saber, senhor Shelby, é que sou uma Pollok e nada mais! - disse Amélia, Thomas apenas me olha

— Bom, vamos continuar a festa? - pergunto Zilpha

— Sim, nós precisamos! - disse John puxando Esme para si

[...]

Amélia se deitou na sua cama, Aeron estava sentado ao seu lado e com um arma. Ele também deu a ela uma arma, para sua proteção.

— Amy, você sabe que é filha única e herdeira por direito do dinheiro de seu pai biológico, Dominique Burgess, o irlandês que sua mãe cigana casou, Yandra Lee.

— Sim, Aeron. Eu sei da história deles, meu pai morreu como herói de guerra e minha mãe numa fogueteira por acharem que ela era uma bruxa. Fim da história. - eu digo me sentando na minha cama, e ele me olha — Estão atrás do dinheiro?

— Mais ou menos, é mais uma história de batalha por poder. Você têm poder, apesar muito jovem e pessoas inimigas de seu pai, gente poderosa e perigosa - disse Aeron e me dando uma folha com nomes — Nosso pai mando nós pra cá, pois atrás de você por poder e vingança, não faço a droga da menor idéia do que você têm que eles poçam

— Estão envolvidos nas mortes dos meus pais? - perguntei olhando os nomes e olho meu irmão — Machucaram nossos pais?

— Não, não se atreveram...

— Precisamos destruir eles - eu disse e Aeron percebe o que ele quer dizer.

— Amélia, isso é perigoso...

— Estamos em perigo há muito tempo, Aeron, se queremos ter paz nessa vida. Pode tet certeza que teremos que ir lá pegar ou eles nos matar!

— Merda - disse Aeron se levantando e fecha os olhos

— O que é?

— Eu detesto quando você têm razão - disse Aeron e sorrio, pois às vezes eu também tenho.