1. O universo de Harry Potter pertence a J. K. Rowling.

2. História sem fins lucrativos.

3. Fanfic de Severus e Hermione.

4. Créditos da imagem ao fotógrafo, imagem tirada do Unsplash.

5. História escrita em comemoração ao dia dos pais de 2022.


Pai de Menina

Eileen Granger Snape estava abraçada ao pescoço do James Sirius Potter enquanto os dois caminhavam pelos corredores do Hogwarts.

— James, eu sei que meu pai te odeia, mas eu te amo. E mesmo eu só tendo quatorze anos lutarei pelo nosso amor.

James estava completamente pálido e já suava frio quando entrou na enfermaria, trazendo Eileen consigo.

Madame Pomfrey virou-se na direção dos dois estudantes que entravam pela porta. Assim que avistou o mais velho dos garotos Potter, já lhe mirou um olhar reprovador.

— Madame Pomfrey, não me olhe assim, por favor. Dessa vez eu realmente não fiz nada. — Defendeu-se James. — E eu jamais faria alguma coisa para machucar Eileen.

Madame Pomfrey apenas suspirou.

— Sente a senhorita Snape sobre aquela maca. — A mulher indicou uma das várias macas que havia na enfermaria. — Preciso examiná-la e também saber exatamente o que aconteceu com ela.

Antes que James pudesse a abrir a boca para explicar a situação à Madame Pomfrey, a porta da enfermaria foi aberta em um rompante. E então o garoto viu seu maior pesadelo se tornar realidade. Severus Snape, diretor de Hogwarts e pai de Eileen, estava entrando na enfermaria e olhava de forma nada amigável para a cena à sua frente.

— O que está havendo aqui? — Perguntou Snape entredentes.

Snape olhou para sua linda filhinha, que estava sentada sobre uma maca e segurando as mãos do moleque Potter.

James sabia que estava muito encrencado naquele momento, porém, dessa vez, não era culpa sua, ele realmente não havia feito nada de errado.

— Papai, — disse Eileen ainda segurando as mãos de James — eu amo muito o James, eu quero me casar com ele. Mesmo que isso seja contra a sua vontade. Ele é o amor da minha vida.

Snape sentiu seu sangue ferver, ouvir isso de sua menininha foi um golpe e tanto, estava grato por poder ocultar seus sentimentos tão bem.

— Pai, calma, ficar nervoso não vai ajudar. — Quem disse essas palavras foi Sam, o irmão mais velho de Eileen.

Snape virou-se para o local de onde vinha a voz.

— Sam? — Snape perguntou.

Sam deu de ombros e disse:

— James me chamou para ajudar e também para evitar que o senhor o matasse.

Snape levantou uma sobrancelha e perguntou ao filho mais velho:

— Está protegendo o Potter?

— De forma nenhuma, — Sam respondeu — estou apenas evitando que o senhor mate um aluno. Quanto ao Potter, salvar a vida dele é apenas uma consequência.

Snape então ponderou e concordou mentalmente com Sam. Seria bom ter alguém ali para evitar que ele lançasse uma maldição imperdoável no primogênito de Harry Potter. No entanto, ele não facilitaria a vida daquele que se atreveu a cortejar a sua garotinha.

Snape voltou seu olhar para James Sirius, estreitou os olhos e disse com voz ferina:

— Voltando ao acontecido, senhor Potter, me explique a situação já! — Exigiu Snape com uma enorme veia saltando em sua têmpora.

James engoliu em seco, olhou para Sam em busca de algum auxílio, porém Sam apenas balançou a cabeça, sinalizando que não iria ajudar. James então respirou fundo e começou a tentar explicar o que houve.

— Diretor, não foi intencional, eu jamais faria mal a Eileen. — Começou James.

— O que fez com a minha filha? — Snape levantou suas sobrancelhas e questionou com sou tom mais feroz.

— Pai, — Sam chamou — calma...

Snape procurou recuperar sua compostura quase perdida e refez a pergunta ao garoto Potter.

— O que fez com a minha filha?

O tom de voz do diretor era mais calmo, porém não menos ameaçador, concluiu James.

— Eu dei uma caixa de chocolates de presente para ela. Ela me disse que adora chocolate. — James desviou o olhar de Snape, voltando a olhar para Eileen.

— Continue Potter. — Snape disse.

— Eu mandei uma carta para a casa da vovó Molly, perguntando se ela poderia me mandar alguns chocolates caseiros. Mas não foi a vovó quem respondeu, foram tio Fred e tio George, eles mandaram a resposta da carta junto com uma caixa de chocolates que eles vendem na Gemialidades Weasley. Eles me garantiram que Eileen iria gostar muito. — Explicou James.

O garoto então fechou os olhos e disse mais a si do que a Snape:

— Mas agora pensando bem, confiar em tio Fred e tio George foi uma grande burrice da minha parte. — Disse o garoto com uma careta. — Minha mãe sempre diz para não confiar nos gêmeos. Eu fui um idiota.

Snape pensou em como o garoto pode ser tão burro a ponto de crer em qualquer boa intenção que os gêmeos Weasley pudessem demonstrar. Porém, isso não diminuiu seu desgosto, ele continuava furioso com o garoto, pois ele ousou cortejar a sua garotinha. Se ele pudesse fazer o moleque Potter virar pó, já teria feito no instante em que entrou na enfermaria, mas se fizesse isso Hermione certamente ficaria furiosa. E talvez até acarretasse problemas para Sam, que já estava em seu último ano e com um histórico impecável.

Então Snape tentou acalmar-se e ver a situação pelo lado prático. Dirigiu-se a Madame Pomfrey:

— Poppy, é possível que Eileen esteja sob efeito de uma poção do amor?

Madame Pomfrey se aproximou da moça e olhou nos olhos da garota.

— Acredito que não, Severus, parece ser algo diferente. — Disse a bruxa.

Snape olhou para o garoto Potter e disse:

— Mande uma carta para seus tios IMEDIATAMENTE e peça que eles expliquem detalhadamente o que havia naqueles chocolates que você deu a Eileen.

— Sim, senhor. — Respondeu James.

O garoto Potter então segurou as mãos de Eileen com delicadeza, olhou nos olhos da garota e disse:

— Eileen, você precisa me esperar aqui, na enfermaria, junto com a Madame Pomfrey, com seu pai e com seu irmão. Eu preciso fazer algo, mas eu volto logo. Me promete que vai ficar aqui?

Eileen olhou confusa para James e perguntou:

— Você vai me abandonar aqui, está cansado de mim?

Snape olhava aquela cena extremamente desconfortável e nada feliz. Sam também fez careta para a cena melosa.

— Não, — apressou-se James — eu jamais me cansaria da você, eu só preciso mandar uma carta. Vai ser muito rápido, eu vou voltar logo.

— Promete? — Perguntou Eileen.

— Eu prometo. — Falou James.

— Então eu vou esperar, mas não demore muito.

James apenas assentiu e logo saiu correndo pela porta da enfermaria. Ele só parou de correr quando alcançou o retrato da Dama Gorda.

James proferiu a senha.

— Mandrágora.

Porém a entrada para a sala comunal não se abriu.

— O que houve? — Perguntou James ao quadro. — A senha mudou?

A Dama Gorda lhe estreitou os olhos e perguntou:

— O que você aprontou? Por que está correndo pelos corredores? Está fugindo de algum professor de novo?

— Eu juro, eu não estou fugindo de nenhum professor. — Explicou James, que já tinha corrido até a sala comunal da grifinória fugindo de Madame Hooch pois ela queria lhe dar uma detenção. — Eu só preciso escrever uma carta urgente para casa.

A Dama Gorda continuava com um olhar desconfiado.

— Por favor, é algo importante. — Insistiu James.

— Tudo bem, vou deixar você passar. — Disse o quadro. — Me se for mentira, só passara por essa porta quando outra pessoa falar a senha por você.

James assentiu e passou correndo pelo buraco do retrato. Subiu correndo até seu dormitório e pegou o primeiro pedaço de pergaminho que encontrou no meio de suas coisas e uma pena. Esticou o pergaminho sobre a cama e escreveu a carta aos tios.

Primeiro ele deixou bem claro que Fred e George haviam feito ele se meter em um grande problema, depois pediu a maldita receita daqueles chocolates. E pediu que os tios enviassem urgente ou Snape poderia acabar o matando. Depois o garoto correu ao corujal para enviar a carta.

Assim que a coruja levantou voo com a carta presa em seu bico, James suspirou um pouco mais aliviado. Ele só desejava que os tios lhe respondessem rápido.

James então caminhou de volta à enfermaria, enquanto caminhava só pensava que gostaria de matar Fred e George por terem feito aquilo com ele, ainda mais sabendo do quanto ele gostava de Eileen.

James suspirou desanimado, ele sabia que Snape o detestava e que talvez ele demorasse anos para consentir seu namoro com Eileen, porém ele tinha ainda tinha alguma esperança. No entanto, suas esperanças tinham morrido no instante em que viu a cara se Snape entrando na enfermaria. Ele estava muito ferrado. E dessa vez, talvez ele tivesse perdido até o mínimo apoio que Sam já havia demonstrado.

Enquanto James voltava a enfermaria, Snape e Sam seguiam com Eileen. Snape havia se aproximado da maca onde a filha estava sentada e perguntou:

— Minha querida, está se sentindo bem?

— Sim, papai, estou. — Eileen deu um sorriso brilhante.

Sam apenas riu da situação, Eileen era tão diferente dele e do pai, ela era como Hermione, espontânea e brilhante.

— Leen, — chamou Sam — está mesmo se sentindo bem? Você provou um doce de origem duvidosa, por isso estamos preocupados.

Eileen virou seu rosto para o irmão mais velho e com seu ar inocente, disse:

— É claro que estou bem, Sammy, e o chocolate estava muito bom.

Sam acariciou a cabeça da irmã e disse:

— Se você diz que está tudo bem, Leen, eu acredito. Mas se sentir algo diferente, precisa avisar a mim, ao papai ou a Madame Pomfrey, certo?

— Tudo bem, Sammy, eu vou avisar se estiver sentindo alguma coisa estranha.

Sam virou-se para o pai, ele sabia ler os sentimentos de Severus Snape, sua mão havia lhe ensinado, sabia que ele estava muito preocupado com Eileen.

— Pai, vamos sentar um pouco. Esperar a resposta dos Weasleys em pé ou sentados vai demorar o mesmo tempo.

Snape apenas assentiu a acompanhou o filho. Os dois sentaram-se em um banco próximo a maca onde Eileen permanecia sentada.

— Você avisou a mamãe? — Sam perguntou depois de alguns minutos em silêncio.

— Você conhece sua mãe, não? Acha mesmo que seria uma ideia prudente avisar ela agora? — Snape tinha um tom sarcástico na voz.

Sam riu e concordou.

— Você tem razão, pai, seria um desastre.

Snape deu um sorriso de canto para o filho.

Cerca de vinte minutos mais tarde, James entrou na enfermaria. Em seu encalço estavam os gêmeos Weasley, com a cara mais lavada do mundo.

Snape levantou-se e foi direto até os três. Antes que Snape pudesse falar qualquer coisa, James se adiantou:

— Eu já pedi que ele trouxessem a lista com os ingredientes que usaram nos chocolates.

— Mas nós não trouxemos. — Começou Fred.

Snape estava pronto para avançar no pescoço dos ruivos quando George completou:

— Trouxemos algo melhor. — George tirou do bolso um pequeno frasco com um líquido transparente. — Se ela beber isso o efeito da poção que estava nos chocolates vai passar.

James olhou indignado para os tios e disse:

— Sabiam que tinha algo nos chocolates! Por que me mandaram eles? Eu disse que queria dar um presente para alguém que eu gostava muito! E vocês dois fizeram isso comigo, com Eileen! — James arrancou o frasco da mão de George e completou: — Eu odeio vocês dois. Vocês estragaram tudo!

Fred e George certamente não esperavam aquela reação de James, pois ficaram chocados com as palavras do garoto.

— James... — começou Fred.

— Eu não quero ouvir. — O garoto virou as costas. — Vocês já não são mais meus tios, eu já disse que odeio vocês.

James andou até Eileen e parou em frente a ela, ele fez uma cara triste e deu de ombros.

— Me perdoe, Eileen, por envolver você nessa confusão. — James deu um pequeno sorriso desanimado.

Depois o garoto se voltou a Snape e estendeu o frasco.

— Diretor, eu não confio neles, o senhor pode conferir o conteúdo? Quero ter certeza que dessa vez dê tudo certo e Eileen fique bem.

— Espere, James, não confia que entregamos a você o antídoto? —Perguntaram os gêmeos.

— Não confio, não mais. — Disse James largando o frasco nas mãos de Snape.

— Eu também não confiaria — Snape disse olhando para os gêmeos.

Os gêmeos iriam responder, porém o olhar de James na direção deles deixou bem claro que ele não queria que aquela conversa se alongasse mais.

— Vou até meu laboratório, verificar esse "antídoto". — disse Snape — Sam, fique aqui, junto com sua irmã, para garantir a segurança dela.

Depois Snape se virou para James.

— Fique por aqui também, Potter. Quando eu voltar, decido como vou lhe castigar.

James apenas assentiu, enquanto Snape se retirava da enfermaria.

Os gêmeos aproximaram-se de James, tentando iniciar uma conversa novamente.

— James, eu e George apenas fizemos uma brincadeira. — Disse Fred.

— Não havia nada no chocolate que pudesse fazer mal a Eileen. — Completou George.

James mirou os tios, com seu olhar mais decepcionado estampado em seu rosto.

— Eu confiei em vocês, eu dei o chocolate que me mandaram para a garota que eu mais gosto nesse mundo, vocês sabiam para quem eu daria esse presente. Vocês sabiam o quanto a Eileen é importante para mim. Vocês também sabiam de quem a Eileen é filha e que qualquer mínimo deslize da minha parte faria Snape nunca mais me deixar chegar a menos de dois metros da filha dele. — O olhar de James mudou, agora havia raiva onde antes estava apenas a decepção. — Eu odeio vocês dois por terem feito isso comigo e com Eileen.

Os gêmeos haviam ficado realmente chocados com a reação de James, aquilo era sério.

— James... — os tios tentaram argumentar.

James apenas virou o rosto para o outro lado, ignorando os tios.

— Acho melhor irem embora. Ele não vai perdoar vocês, pelo menos não tão cedo. — Disse Sam. — Meu pai já não gostava do James, agora certamente ele o detesta e a culpa disso, em parte, é de vocês. Por isso James está tão magoado.

Os gêmeos assentiram. Sam tinha razão, era melhor dar um tempo a James. Certamente em breve ele os perdoaria, já que James sempre lhes dizia que eram seus tios favoritos.

~ x ~

Cerca de uma hora mais tarde, Snape retornou a enfermaria, com o frasco com o antídoto em mãos.

— É seguro, eu analisei cuidadosamente. — Ele disse a James e Sam.

Snape então andou até James e entregou o frasco nas mãos do jovem.

— Você começou essa confusão, você termina. Explique a Eileen o que é isso e peça para ela tomar.

— Sim, senhor. — James assentiu.

Snape resolveu dar o antídoto nas mãos de James, pois só assim teria certeza de que Eileen beberia, já que ela estava sob o efeito de uma poção.

— Eileen, — James chamou — sabe os chocolates que você comeu, aqueles que eu te dei de presente?

Eileen assentiu.

— Eles não estavam muito bons, então você vai precisar tomar isso aqui para não se sentir mal. — James mostrou o frasco em sua mão.

— Mas eu estou bem e os chocolates estavam bons, James. — Eileen o mirou séria.

— Mas depois eles podem te fazer mal. Tome, por favor, se você tomar eu ficarei mais tranquilo. Tudo bem? — James deu um leve sorriso.

— Tudo bem. — Disse Eileen pegando o frasco da mãos de James e tomando.

Em instantes a expressão de Eileen mudou e ela parecia confusa.

— James? — Ela o encarou. — O que está acontecendo? Por que estou na enfermaria? — Eileen então olhou para o lado. — Papai, Sammy? Está tudo bem?

— Senhor, — James pediu a Snape — eu posso explicar o que aconteceu a ela?

Snape apenas assentiu.

James então explicou todo o ocorrido a Eileen, desde a carta com o pedido que fez para a avó, até a chegada dos gêmeos com o antídoto. Assim que James terminou a explicação, Eileen caiu na gargalhada. James a mirou confuso.

— Você é muito tonto, James. É obvio que os gêmeos mandariam algo de origem duvidosa. A única coisa boa é que era apenas uma poção do amor ou algo parecido. — Eileen o mirou com um olhar doce. — Nunca mais faça isso, nunca mais me dê nada que venha das mãos dos gêmeos Weasley, entendeu?

— Você não está brava comigo? — James perguntou surpreso.

— Não, não estou. Pois sua intenção não era má. — Eileen disse. — Você nunca me faria algo assim de propósito, James. Disso eu tenho certeza.

Eileen então olhou para o pai.

— Papai, não castigue o James, por favor. Ele não teve más intenções, foi enganado pelos tios. Ele só foi um pouco burro e isso não é motivo para ser castigado. — Ela deu um leve sorrisinho.

Snape a mirou, ela tinha aquele olhar doce estampado em seu rosto, era praticamente impossível negar algo a Eileen ela quando o mirava daquela forma. E ela sabia disso, sua garotinha estava protegendo a prole do Potter.

Snape olhou para Sam, o filho apenas deu de ombros. Snape então suspirou.

— Não posso deixar o Potter sair ileso, afinal algo grave poderia ter ocorrido. — Snape olhou para James. — Você, Potter, ficará fora do jogo de sábado, Grifinória contra Corvinal.

James assentiu.

— Sim, senhor. — respondeu o Potter sem sequer pensar em reclamar de sua punição.

Eileen se levantou da maca e foi correndo abraçar o pai.

— Obrigada, papai, você é o melhor do mundo. — Disse com os olhos brilhantes mirando Snape.

Snape aceitou o abraço da filha e retribuiu.

— Eu e James podemos ir agora? Nós ainda temos aula. — Eileen disse com um sorriso doce assim que se afastou do pai.

— Sim podem ir. — Snape falou para a filha, depois mirou Potter. — É bom ter muita atenção, Potter, dá próxima vez não será tão fácil se livrar de uma detenção.

— Não haverá um próxima vez, senhor, eu lhe garanto. — James apressou-se em responder.

Eileen, sabendo como seu pai era, apressou-se e segurou James pela mão, o puxando para fora da enfermaria.

— Nós já vamos, papai. Nos vemos no jantar. — Disse ela enquanto puxava o Potter porta afora.

Snape suspirou e passou a mão pelo rosto, sinalizando cansaço.

— Pai, você sabe que não vai adiantar querer separar eles, não é? — Sam perguntou assim que os dois encontravam-se sozinhos na enfermaria.

— Infelizmente eu sei, Sam. — Disse Snape olhando para o filho.

Sam riu e mirou o pai.

— Eu chamei a mamãe, ela deve estar chegando. Chamei ela quando você foi verificar o antídoto. — Sam disse. — Achei melhor avisar ela.

— Você fez certo, filho. Pode voltar para a aula, quando sua mãe chegar, eu explico o acontecido. — Snape disse.

Sam colocou a mão no ombro do pai e disse:

— Se precisar, me chame.

Snape assentiu.

Alguns minutos depois que Sam saiu da enfermaria, um nervosa Hermione entrou.

— Severus, o que houve com Eileen? Sam me mandou uma coruja. — Perguntou ela ao marido.

Snape explicou o que aconteceu, toda a situação. Ao final da história, Hermione riu.

— Ah, meu querido, foi apenas um susto. Eileen estar bem é o que mais importa. — Disse Hermione. — Mas sei que foi duro ver sua menininha protegendo James. — Hermione passou o braços em volta da cintura do marido. — São coisas com as quais você terá que se acostumar.

— Por que ninguém nunca me disse como era difícil ser pai de menina? — Snape questionou enquanto devolvia o abraço à esposa.

Hermione apenas riu da constatação do marido.


Notas Finais:

O que acharam?

Deixem seus comentários!

Um beijão!