N/A: Twilight não me pertence, mas Hollywood sim.

Olá,estão curtindo a fanfic? Espero que sim, boa leitura!

Atenção: O capítulo pode ser gatilho para pessoas em situações de vulnerabilidade emocional, se você precisa de suporte procure ajuda especializada sempre.


Capítulo Um

Isabella Swan

"Nasce Isabella, a primeira filha do casal Renée e Charlie Swan."

Hollywood, todos querem um pouquinho do que tal lugar tem a oferecer, todos sonham em ser uma estrela, em ser grande e reconhecido. Alguns conseguem, muitos outros se perdem no caminho.

A verdade é: Hollywood com certeza não é só luxo como é divulgado na mídia.

Los Angeles está tão cheia de gente podre como qualquer outro lugar no mundo, Hollywood é apenas o topo, que para ser alcançado, uma escalada precisa ser feita. Uma escalada justa? Não, longe disso, todos tem seus próprios meios de alcançar a fama prometida por Hollywood e todos farão o que tiverem de fazer para tentar chegar lá em cima antes dos outros.

Mentir, roubar, trapacear, foder, não importa. O sonho da fama fala mais alto, ele sempre vence se você não for maior do que ele, se você não conseguir pensar fora daquela caixinha.

Eu sabia disso muito bem, mas, diferente de muitos era parte daquela pequena porcentagem felizarda que já nasceu no topo. Hollywood era meu lar, enquanto muitos lutavam com armas justas e injustas para conseguir sua fama, eu já tinha a minha simplesmente por nascer.

Então, quando cai do topo, precisei aprender a me reerguer. A queda doeu, mas a glória de levantar foi ainda melhor.

Hollywood era capaz de muitas coisas, ela te faria sonhar, amar, mas também mexeria com sua cabeça e faria com que você sofresse. E, se você conseguisse ser forte suficiente não cairia, ou pelo menos conseguiria se reerguer como um dia eu consegui.

(...)

Alguma parte da minha mente sabia que era apenas um pesadelo, que não estava de fato no meio daquele caos outra vez, que tudo aquilo tinha ficado no passado. Ainda assim, a parte da minha mente que não sabia se tratar de um sonho ruim estava em pânico.

Acordei aterrorizada, respirando com dificuldade, mas ainda assim contente por ter sido somente e apenas mais um pesadelo. Eu podia lidar com eles, era superável, mas nunca ia aguentar outro escândalo daquele em minha vida, não suportaria passar pelo inferno novamente.

Mais calma, após o susto recorrente do pesadelo, percebi que estava só na cama. Ao longe podia ouvir alguns sons que julguei estarem vindo da cozinha, o que não era nenhuma novidade.

Deixei a cama e depois de ir ao banheiro, segui rumo para a cozinha. Ele estava lá cozinhando, de costas para mim e de frente para o fogão, o som da cozinha tocava uma música de Kate Allen.

— Bom dia, Baby — James saudou, sem nem precisar que eu fosse barulhenta para saber que estava ali.

— Hey! — Sorri quando ele olhou para mim por cima de seu ombro. — O que está aprontando?

— Seu café preferido.

— Yay, teremos bacon e ovos — comemorei, tomando um lugar em um dos bancos frente o balcão de sua cozinha.

— Sim. — Ele riu, desligando o fogo e voltando-se para mim, carregando um prato com ovos e outro com bacon. — Seu paladar tão limitado é uma afronta, mas o que não faço para vê-la sorrindo logo pela manhã? — Se inclinou sobre o balcão que nos dividia, para depositar um beijo em meus lábios.

— Você me ama! — lembrei, pegando um garfo e espetando um pedaço de bacon, piscando para meu namorado.

— Amo mesmo — James concordou, apoiando-se no balcão, pegando uma maçã da fruteira.

Observei James entre uma garfada e outra, apreciando sua beleza estonteante. Ele era um descendente de alemães, trinta e cinco anos, alto, com loiros cabelos recentemente cortados, olhos azuis bem claros, uma pele facilmente rosada por ser muito branca e um sorriso que me fez cair de amores por ele quase que instantaneamente quando o conheci pessoalmente.

James Klein era um chefe de cozinha, nascido e criado em New York. Ele ficou famoso quando foi contratado por um canal californiano para ter seu próprio reality show sobre culinária, o que foi um grande sucesso de audiência na noite de estreia, garantindo a ele um lugar de prestígio entre os queridinhos de Hollywood. O dinheiro que o programa lhe rendeu permitiu que James abrisse mais três restaurantes, ele já tinha um em New York, abrindo filiais em Seattle, Los Angeles e Miami, já tinha planos para mais.

O Cozinhando com Estrelas, o reality de James, foi o que nos colocou um no caminho um do outro. Semanalmente, James recebia algum famoso em seu programa, para que cozinhasse junto com ele, um dia, tal estrela foi meu pai e eu fui junto de Charlie para as gravações.

Foi inevitável, James flertou comigo durante todo o tempo que nos esbarramos nos bastidores. Então, quando me dei conta estava aceitando sair com ele para um encontro, uma semana depois a imprensa já noticiava.

"James Klein e Isabella Swan juntos? Sim! Você precisa conhecer o novo casal que vem sacudindo Hollywood."

A imprensa quase sempre noticiava mentiras, ou verdades distorcidas, porém, aquela foi mesmo uma verdade completa. James e eu nos tornamos namorados e já estávamos às portas de completar três anos de namoro.

Ele era incrível, o namorado perfeito. Atencioso, carinhoso, bom de cama, inteligente, bonito. Ele era tudo que eu precisava, tudo que a Isabella fracassada de antes sonhava em ter. E, sabia que devia amá-lo mais, que devia retribuir mais, realmente queria ser a namorada perfeita de volta para ele, mas era complicado, eu era complicada.

— Agora, vamos voltar no tempo e ouvir o hit de estreia de Ed Cullen — o cara na rádio anunciou. — Lembrando vocês, que amanhã o cantor deve sair da reabilitação. Já podemos apostar quantas pessoas ele socará agora, produção? — falou com acidez na sua voz. — Fiquem com Floor, para relembrar a época de ouro do britânico.

— Hey, garota! — James começou a cantar junto com a música, balançando a cabeça de um lado para o outro. — Você pode me escutar? — Contive uma risada da sua tentativa de cantar, por sorte ele era um excelente cozinheiro e mandava muito bem como apresentador, se fosse um músico seria um sem sucesso algum. — Eu estive te olhando a noite toda...

— Jimmy, não, por favor — pedi, tapando sua boca com uma mão, meus ouvidos já estavam doendo com ele cantando. Fora que, o hit de estreia de Ed Cullen era uma grande merda barata.

— Qual é? — Ele tirou minha mão de sua boca. — Vai dizer que nunca cantou Floor, Bella? Foi um grande sucesso, todo mundo cantava isso quando lançou.

— É, mas faz anos, já deviam ter superado essa música horrível. — Revirei os olhos, ele riu, me roubando mais um beijo. — Vou sentir sua falta — me queixei, fazendo um biquinho.

— São só três dias, Bella, eu estarei de volta logo.

— São longos três dias — continuei reclamando.

James estava com viagem marcada para Miami, ele precisava ir resolver algumas coisas do restaurante de lá. Eu iria junto, mas tinha não um, sim três artistas temperamentais que poderiam precisar de mim em Los Angeles.

— Como eu posso recompensá-la por minha ausência? — ele perguntou, contornando o balcão até estar parado junto de mim.

Eu girei no banco, ficando de frente para ele, deixando James se colocar entre minhas pernas. Ele usava apenas uma calça de pijama aquela manhã, seu peito a mostra e clamando por meus beijos.

— Você sabe como. — Beijei seu peito, deslizando minhas mãos por suas costas.

— Baby. — Ele ergueu meu rosto, fazendo com que eu o olhasse. — Eu te amo.

Eu sabia disso, só queria poder amá-lo na mesma intensidade.

— Eu também te amo, James.

(...)

No fim daquela manhã, quando James e eu finalmente terminamos de nos despedir, o deixei no aeroporto. Odiava a ideia de tê-lo longe, mas parte de mim já estava acostumada com ele sempre tendo que viajar a trabalho, fora que era uma via de mão dupla, eu também precisava sair de Los Angeles uma porção de vezes.

Para nossa sorte, não topamos com nenhum paparazzi irritante, o que nos permitiu uma despedida o mais discreta possível. Então, voltei sozinha para meu carro, dirigindo até meu apartamento para trocar de roupas e garantir que Norma Jeane estava bem.

— Olá, gracinha, como foi sua noite sem mim? — perguntei para Norma, minha querida gata siamesa. Mas, alguém deveria dizer a ela que ela era minha querida, pois a gata pouco se importava para mim.

Ela continuou lá no meu sofá, brincando com um de seus brinquedos, sem da atenção alguma para mim. Era até legal, saber que Norma Jeane não fingia gostar de mim, como um monte de gente no mundo fingia só por conta do sobrenome, ou da fama que eu carregava por ser uma Swan.

Mas, eu ainda adorava Norma Jeane, sendo assim troquei sua água, lhe servi mais comida e dei um jeito na sua caixa de areia, deixando-a confortável mesmo que ela sequer notasse minha presença. Depois disso, fui trocar de roupa para o trabalho, já tinha perdido a manhã inteira, as coisas na Swan Productions deveriam estar um caos sem mim lá para por tudo em ordem.

Eu me enfiei em uma calça jeans escura justa, uma blusa azul marinho social, prendi meus cabelos castanhos em um rabo de cavalo, calcei bons saltos e refiz a maquiagem, a deixando melhor para circular no trabalho. Me despedi de Norma Jeane, que estava desfrutando de sua comida e cai fora do apartamento.

Logo cheguei ao prédio da Swan Productions, sendo cumprimentada por uns, cumprimentando outros. Assim que pisei no andar onde minha sala ficava, Irina me alcançou. Ela era minha assistente, uma mulher de vinte e poucos anos, alta e com cabelos pintados de loiros, com uma dose carga de energia que conseguia lidar junto comigo de toda a confusão que era ser empresária de três estrelas da música.

— Bella, eu juro que tentei convencê-la a ir embora, mas...

— Isabella Swan. — Eu olhei para trás de Irina ao ouvir meu nome, vendo uma mulher um pouco mais alta do que eu. Ela usava roupas sociais, tinha os cabelos acobreados presos em um coque e tinha grandes óculos de Sol no rosto.

— Eu disse que não ia atender ninguém de fora hoje, Irina — cuspi as palavras para minha assistente, que se encolheu com minha chamada de atenção. — Sabe que eu tenho muito que fazer...

— Eu preciso que me escute — a mulher desconhecida falou. — Por favor, Isabella.

Bufei, impaciente.

— Quem é mesmo você? — indaguei.

— Esme Cullen — ela respondeu.

Eu a olhei de cima a baixo, aos poucos lembrando-me dela por ai em eventos de Los Angeles. Acho que tinha cruzado com ela em um Grammy, ou em alguma outra premiação no último ano.

— Mãe de Ed Cullen, não?

— É, dele mesmo. — Esme assentiu. — Sei que está ocupada, mas será que podemos conversar um pouco?

Eu já previa o que ela queria, mas mesmo assim segui em frente com aquilo.

— Mande Tanya adiar nossa reunião para mais tarde — falei para Irina.

— Sim, Bella, tudo bem — concordou prontamente.

— Você, venha comigo. — Estralei os dedos para Esme, que hesitou por um segundo, mas me seguiu para o interior da minha sala. — Pode se sentar. — Apontei para a cadeira vaga na frente da minha mesa, batendo a porta atrás de mim.

Joguei minha bolsa sobre o sofá no canto da sala, indo ocupar minha cadeira junto à mesa.

— Diga-me, Esme, o que posso fazer por você nessa maravilhosa tarde de quinta-feira? — debochei.

Ela retirou os óculos escuros lentamente, seus olhos esverdeados estavam vermelhos, parecia ter chorado antes de estar ali comigo. Peguei a caixinha de lenços na gaveta, eu sempre tinha uma ali sendo a empresária de Kate Allen, a rainha do drama que sempre chorava por qualquer coisa.

— Obrigada — Esme agradeceu, pegando um lencinho, limpando seus olhos.

— O que quer de mim, Esme? — Peguei uma caneta, começando a batucar um ritmo de uma das músicas do papai sobre a mesa.

Ela fungou, olhando para suas mãos sobre seu colo.

— Você deve saber, que Caius Martin não é mais o empresário do Ed. Bom, agora meu filho está sem ninguém para agenciar a carreira dele, precisa urgentemente de uma empresária.

Tirei meus olhos dela, digitando o nome de Ed Cullen no campo de busca do Google em meu computador de mesa. Os resultados vieram fácil, ele era uma estrela. Mas, precisava de muitas mudanças.

"Ed Cullen é o grande vencedor do The Star UK, com apenas 15 anos."

"Ed Cullen lança seu primeiro single, a música pop dançante, Floor."

"A música Floor, de Ed Cullen, atinge o número um das paradas da Inglaterra, Canadá, França e Estados Unidos. Segundo lugar na Austrália, Brasil e Espanha."

"O primeiro CD do britânico Ed Cullen é lançado."

"Ed Cullen abre shows para Justin Timberlake."

"O clipe de Floor quebra recorde de visualização no Youtube."

"Primeira turnê solo de Ed Cullen é confirmada."

"Primeiro lote para o show de Ed Cullen em Londres esgota em dez minutos."

"Ed Cullen faz show com casa cheia nos Estados Unidos."

"Sophie Hills e Ed Cullen começam a namorar."

"Sophie Hills e Ed Cullen terminam, fontes afirmam que ele traiu a atriz."

"Caius Martin vira o novo empresário de Ed Cullen."

"Ed Cullen se muda oficialmente para Los Angeles com a família."

"Loira misteriosa é vista aos beijos com Ed Cullen."

"Ed Cullen se apresenta no Grammys, mas perde nas categorias que estava concorrendo."

"Fã invade quarto de hotel de Ed Cullen em New Orleans."

"O popstar Ed Cullen é visto deixando festa sob efeito de álcool."

"Fãs dizem que Ed Cullen se recusou a tirar fotos em restaurante."

"Ed Cullen é visto na praia na companhia da cantora Louise Pepper."

"Segundo CD de Ed Cullen é lançado, as críticas dizem que o nível do britânico está decaindo."

"Ed Cullen perde mais uma vez nos Grammys."

"Os Grammys são estúpidos, não preciso deles, Ed Cullen diz a imprensa."

"Show de Ed Cullen começa com uma hora e meia de atraso em Barcelona e fãs ficam irados."

"Julia Francine é a nova namorada de Ed Cullen."

"Ed Cullen é o vencedor da noite no VMA."

"Duas semanas depois de terminar com Julia Francine, Ed Cullen engata namoro com a modelo Virginia Watson."

"Ed Cullen critica renomado cantor country em entrevista a People."

"Ed Cullen não comparece a formatura da irmã."

"Ed Cullen bate o carro em Miami, pai e a irmã do cantor voltam da Inglaterra para acompanhar a recuperação do músico que fraturou três costelas."

"Acidente de carro de Ed Cullen foi provocado por ele estar bêbado, confirma fontes próximas ao músico."

"A nova mansão de Ed Cullen custa vinte milhões!"

"Ed Cullen quebra seu próprio recorde no YouTube."

"Durante show Ed Cullen discute com o guitarrista de sua banda."

"Mais escândalos com álcool do popstar Ed Cullen, dessa vez na terra da Rainha."

"Ex guitarrista de Ed Cullen revela que o cantor é cheio de estrelismos."

"Novo álbum de Ed Cullen sofre atraso no lançamento."

"Conheça a nova namorada de Ed Cullen!"

"Mais um namoro rompido de Ed Cullen, veja a lista com todas as ex-namoradas do cantor!"

"Novo cd de Ed Cullen finalmente é lançado, mas a critica o detona."

"Ed Cullen afirma que está muito contente com o resultado do novo CD."

"Ed Cullen e irmã gêmea fecham boate em Liverpool para comemoração de aniversário."

"Apresentação na Casa Branca, assista a vídeos do show exclusivo de Ed Cullen para o presidente e suas filhas."

"Ed Cullen não recebe nenhuma indicação ao Grammys."

"Votações de fãs na internet garantem prêmios para Ed Cullen."

"Ed Cullen não fala com o pai há dois meses, afirmam fontes."

"Gravações para o primeiro filme com Ed Cullen no elenco começam."

"Ed Cullen rebate criticas a sua atuação."

"Maratona de festas, Ed Cullen esteve em cinco delas em uma única noite e você precisa ver as fotos. Spoiler, ele está bêbado em todas elas."

"Atriz pornô diz que tem fotos intimas de Ed Cullen."

"Ed Cullen bate seu carro, pela segunda vez só esse ano. Álcool é novamente o culpado?"

"Claro que falo com meu pai! Ed Cullen diz aos paparazzis quando questionado sobre o assunto."

"Briga de bar em Liverpool teve participação de Ed Cullen."

"Policia é chamada para interromper festa no apartamento de Ed Cullen, em New York."

"Pais de Ed Cullen estariam se divorciando, o motivo: o próprio filho."

"Maconha? Fãs afirmam que viram Ed Cullen fumando."

"Caius Martin estaria pensando em deixar de ser empresário de Ed Cullen."

"Ed Cullen tem namorada nova e isso não é uma novidade."

"Confirmado, a nova namorada de Ed Cullen é a californiana Lauren Mallory, uma atriz pouco conhecida."

"Lauren Mallory diz que Ed Cullen é o amor de sua vida."

"Ed Cullen vai pedir Lauren Mallory em noivado?"

"Irmã de Ed Cullen nega noivado do cantor com a atriz Lauren Mallory."

"Lauren Mallory é vista com um anel de noivado."

"Novo cd de Ed Cullen tem vendas baixas."

"Ed Cullen dedica música em show para sua noiva."

"Problemas no paraíso? Lauren Mallory nega rompimento com Ed Cullen."

"Lauren Mallory será a protagonista de nova série teen, Ed Cullen estará na trilha sonora."

"Agressão! Ed Cullen é preso por bater em paparazzi."

"Ed Cullen é visto deixando delegacia na companhia da mãe, um dia após ser preso."

"Família Cullen se recusa a falar sobre a prisão de Ed."

"Mike Newton, o fotografo agredido por Ed Cullen, vai seguir em frente com o processo."

"Ele está destruindo a própria carreira, críticos do mundo da música falam sobre Ed Cullen."

"Juiz sentencia Ed Cullen a multa alta como indenização a Mike Newton e a três meses de reabilitação."

"Lauren Mallory terminou com Ed Cullen? Ela foi vista aos beijos com o cantor Jacob Black."

"Álcool, maconha, cocaína, ele usava de tudo! Caius Martin, ex empresário de Ed Cullen, revela."

"Jacob Black assume namoro com Lauren Mallory e diz: O Cullen é passado, ele nunca mais vai se reerguer."

"Há salvação para a carreira de Ed Cullen? O músico deixa a reabilitação amanhã."

Mordi a tampa da caneta que segurava, enquanto mantinha meus olhos na tela do computador a minha frente, lendo só algumas das milhares de manchetes sobre Edward Cullen. A mulher do outro lado da mesa pigarreou, tentando chamar minha atenção.

— Deixa ver se entendi. — Desviei o olhar do computador para a mulher de cabelos acobreados. — Você quer que eu seja a nova empresária do seu filho para salvar a carreira dele?

— Sim — Esme Cullen confirmou, suspirando alto. — Por favor, eu ouvi dizer o quão boa empresária você é.

— Sim, sou muito boa. — Larguei a caneta sobre a mesa. — Mas, você lembra que seu filhinho já até falou mal do meu pai, né?

— Eu sei. — Esme suspirou mais uma vez, parecendo muito cansada. — Não podemos deixar isso de lado? Já tem tanto tempo desde que aconteceu. Edward realmente precisa de você, Isabella, ele precisa de alguém que o ajude a se reerguer e espero que possa ajudá-lo. Isso é uma mãe, implorando, para que você faça o filho dela voltar aos trilhos, quando nem mesmo ela consegue.

Mordi meu lábio, enquanto pensava a respeito daquilo. Eu podia repassar Edward a qualquer outro agente da companhia, mas sabia que Esme queria a mim como a empresária do cantor pop problemático. Podia ser um desafio, eu gostava de desafios, quem sabe fosse gratificante no fim das contas.

Talvez as manchetes em nome do Cullen mudassem para: Isabella Swan salva a carreira de Ed Cullen e ganha milhões por isso. Olhem só como essa mulher é poderosa!

— Okay. — Voltei a falar, vendo o olhar ansioso de Esme. — Vou fazer isso, serei a empresária de Edward.

Esme respirou aliviada.

— Obrigada, Isabella, muito obrigada! — agradeceu.

— Não me agradeça com palavras, eu vou fazer o agradecimento chegar até mim com toda a grana que entrará em minha conta. — Ela concordou com um aceno de cabeça.

— Claro, claro.

— Vamos fazer o seguinte. — Abri minha agenda pelo computador, vendo que eu podia gastar algumas horas pela manhã no dia seguinte. — Ed sai amanhã da reabilitação, não é?

— É, finalmente, tem sido um tempo muito difícil para meu filho, ele...

— Esme, direto ao ponto — exigi, já cansada de todo seu falatório desnecessário. — Leve Ed direto para casa quando ele deixar a clinica, eu estarei lá para que possamos começar a acertar nossos contratos.

— Já? É muito rápido, ele está saindo da reabilitação e...

— Esme — eu a calei. — Eu não estou entrando nessa para brincar, consegue me entender? Não vou ser a conselheira do colegial do seu filhinho, vou ser a empresária dele e quanto antes eu colocar Ed para trabalhar, mas dinheiro eu também terei. Ou eu tenho essa reunião com ele amanhã, ou pode me esquecer como empresária dele.

— Tá, tudo bem — Esme concordou por fim, reutilizando seu lencinho. — Deixe-me passar o endereço da casa dele. — Eu ri de sua inocência.

— Esme, eu sei onde todos moram, não se preocupe com notas de endereço, estarei lá às nove.

— Ele só sai da clínica às dez.

— Faça o estar em casa as nove, ou eu vou cair fora.

— Você é uma garota muito...

— Esperta? Com mãos de ouro? — Coloquei-me de pé, indo até a porta, escancarando-a para Esme Cullen. — Acredite, você vai me agradecer por estar assumindo o posto de empresária de Ed. Pode ir agora, eu te vejo amanhã.

— As nove?

— Isso, as nove!

(...)

Sem James em Los Angeles e sem nada grandioso para fazer por nenhuma das minhas estrelas — que por sorte estavam comportadas —, eu fui para casa direto do trabalho. Fiz do sofá meu forte, completando a felicidade com vinho tinto e um balde de pipoca, enquanto trocava mensagens com minha irmã e assistia Juventude Transviada que passava na TV.

Ness: Eu teria que ganhar dez quilos para o papel, Bells, sem condições. Isso arruinaria tudo, você sabe o quão difícil é para mim me manter no meu peso ideal, eu iria voltar para o efeito sanfona em um piscar de olhos.

Bells: Seria um bom papel, Renesmee.

Renesmee, ou Ness como todos chamavam, era minha irmã mais nova, uma atriz de vinte anos. A terceira filha de Renée e Charlie Swan, sendo Charlie um cantor country e Renée uma produtora de TV. A segunda irmã Swan era Alice, com vinte e cinco anos e apresentadora de um programa de decoração. Eu era a mais velha, com trinta, alguns meses de trinta e um.

Ness: Eu sei, acredite, estou puta em ter precisado recusar.

Ness: Mas, se eu engordar agora tudo estaria comprometido. Não posso ter problemas com meu peso, não com mais dois anos de contrato para a série. Acredite, ninguém ia querer ver uma Norah gorda.

Bells: Sim, os adolescentes masturbadores odiariam isso.

Ness: Arg, que horror!

Ness: Vamos tomar café amanhã? Eu não irei gravar.

Bells: Lamento, eu tenho de ir para uma reunião bem cedo.

Não podia dizer a ela que eu estava indo me encontrar com Ed Cullen, Ness não conseguiria manter segredo de papai e eu precisaria pensar em como contaria para Charlie Swan que estava prestes a me tornar a empresária do Cabeludo Britânico como papai chamava o cantor. Eles tinham uma Guerra Fria declarada entre eles, desde que Ed falou mal de papai em uma entrevista.

Bells: Que tal sairmos para jantar?

Ness: Não vai dar, eu já combinei de ir jantar com ela.

Eu sabia muito bem a quem minha irmã se referia, sendo assim não me mantive no assunto. A noite já estava um saco, não precisava tornar tudo pior falando sobre aquela mulher.

Bells: O que vai acontecer com a Norah no próximo episódio?

Comecei a questionar minha irmã sobre sua personagem na série que protagonizava, fugir para a ficção era a melhor saída quando se queria esquecer a realidade.

(...)

Eu dirigi na manhã seguinte até o condômino que Ed morava, ele tinha comprado para si uma mansão ali logo que teve grana suficiente em sua conta. Estava residindo oficialmente em Los Angeles desde aqueles tempos, mesmo sendo um garoto de Bath, uma cidade na Inglaterra.

Sim, eu tinha pesquisado tudo que pude sobre o britânico, mesmo que por alto já soubesse de muita coisa. Mas, iria ser a empresária dele, precisava conhecer melhor meu cliente.

Ele era Edward Anthony Cullen, nascido em vinte de junho de 1995. Estava com vinte e um anos, quase vinte e dois. Seus pais eram Esme e Carlisle Cullen, um médico e uma graduada em direito que não exercia a profissão, ele tinha uma irmã gêmea, Rosalie. O senhor e a senhora Cullen, assim como seus dois filhos, viviam de forma simples — nada de grandes luxos, nem eram pobres —, até Ed Cullen se tornar um sucesso mundial e milhões rechearem sua conta.

E, era aquele sucesso mundial do começo da carreira dele que eu estava buscando resgatar. Como uma porção de outros artistas, Edward tinha afundado sua carreira e precisava de alguém para ajudá-lo a resgatar no fundo do oceano, eu seria aquela pessoa.

Os portões de sua mansão se abriram para mim assim que me identifiquei para uma voz feminina que atendeu ao interfone, permitindo que entrasse com meu carro ali. A entrada do condomínio estava cercada pela imprensa, todos querendo ver a estrela em decadência voltar para casa depois de um período de reclusão na reabilitação. Não tinha sido fácil passar por eles, mas consegui sem que soubessem que era eu ali, até mesmo tinha tomado um carro alugado para despistá-los.

Deixei o carro, seguindo rapidamente até a entrada da mansão, onde uma garota loira já esperava por mim, mantendo a porta aberta. Com um rápido olhar a reconheci, era a irmã gêmea de Edward, Rosalie.

Ela era linda, os Cullen tinham bons genes. Seu corpo era curvilíneo, bem alta, dona de longos cabelos loiros dourados ondulados e olhos azuis bem escuros.

— Isabella Swan, certo? — Esticou a mão para mim, eu devolvi o cumprimento.

— Sim, Rosalie? — Ela assentiu.

Era linda, mas assim como a mãe dela, parecia cansada. Mesmo com a maquiagem que usava, eu podia ver que Rosalie mal tinha dormido aquela noite.

— Ele já está aqui? — perguntei, entrando na mansão sem um convite formal.

— Não, mas já estão a caminho — garantiu, guiando-me pela mansão até uma sala de estar. — Você quer...

Eu não pude escutar o resto de sua frase, quando ouvi um alto latido e senti algo se chocar com meu corpo. Aterrorizada, olhei para baixo, vendo um grande cachorro amarelo com suas patas imundas sobre mim, latindo sem parar.

— Shrek, não! — Rosalie gritou com o animal selvagem que tentava me atacar, o puxando para longe de mim, o segurando pela coleira ao redor de seu pescoço. — Foi mal, Isabella — falou comigo. — É que ele é muito brincalhão.

— Ele arruinou minha roupa! — reclamei, vendo meu vestido todo amarrotado, por sorte era preto, ou estaria cheio de manchas.

— Shrek, já falei que você não pode pular nas pessoas — ela disse para o cachorro, que tinha a língua para fora. — Vem, eu vou te colocar no quintal antes que você destrua tudo, seu monstrinho. — O arrastou para longe. — Fica a vontade, Isabella — gritou para mim antes de desaparecer pelo corredor.

Já odiando estar naquela mansão, eu sentei em um dos sofás, encarando a grande foto na parede que Ed Cullen tinha de si mesmo em casa. Tão brega, Alice morreria se visse aquilo, nem ela saberia lidar com tanto amor próprio.

Eu analisei a foto, vendo Ed Cullen no que parecia ser a casa dos seus pais em Bath — sim, eu tinha mesmo o investigado bem —, ele estava sentado ao piano, mas o olhar voltado para a câmera. Os cabelos dele, como em todas as fotos que vi, estavam uma bagunça total, ele tinha a mesma tonalidade cobre de Esme em seus fios. Seus olhos, também eram esverdeados como os de sua mãe e, em seu nariz uma e outra sarda se perdiam. O sorriso dele era gigantesco, como o de um garotinho que tinha acabado de receber o presente que mais queria no Natal.

Ele era bonito, um rostinho bonito e um corpo bom que fazia as pessoas surtarem por ele. Mas, eu iria o explorar mais, eu não atrelaria meu nome a um cantorzinho moldado apenas por sua beleza, se iria ser a empresária dele, Ed Cullen faria aquilo valer e se tornaria o melhor cantor da geração.

— O que está fazendo aqui? — Eu olhei para a entrada da sala, vendo Ed e Esme ali.

Ela sorria largamente, mas ele não parecia compartilhar da animação da mãe. Usava calças jeans que pareciam muito largas nele, um moletom preto que cobria seus braços, com o capuz levantado sobre sua cabeça. Só que, ainda era possível ver seu rosto, bem magro e abatido, com olheiras sob seus olhos.

Eu ia ter muito trabalho a fazer, era melhor começar de uma vez.

— Olá, Edward. — Tirei meus óculos escuros, levantei do sofá e caminhei até ele, estendendo minha mão para um cumprimento. — Sou Isabella Swan, sua nova empresária.


Beijos!

Lola Royal.

02.06.20