Capítulo Cinco
Isabella Swan
"Isabella Swan e Paul Lahote se divertem em Santa Mônica!"
Paul Lahote não foi minha primeira paixão, mas a paixão que senti por ele foi intensa. Cai aos seus pés, eu me vi perdidamente encantada por aquele homem, pensei que duraríamos, pensei que o teria ao meu lado para todo o sempre.
Tola, completamente tola. Eu estava encantada, iludida, deslumbrada pela paixão. Era uma menininha estúpida vivendo seu primeiro conto de fadas, que com certeza não teve um final feliz.
Paul Lahote nunca poderia ser um príncipe encantado, pois estava ocupado demais sendo um vilão.
xoxoxo
Amava meu pai, amava muito mesmo, principalmente por ele ter me ajudado a passar por todo o Escândalo Swan, mas não conseguia lidar com aquilo, com ela. Carmen González, mexicana, atriz e cantora de trinta anos, minha madrasta.
Sim, Charlie Swan no auge de seus cinquenta e cinco anos tinha caído de amores pela mexicana quando eles se conheceram nos bastidores do Grammys daquele ano. Se soubesse que Charlie ia acabar se envolvendo com aquela mulher, eu teria o prendido em casa no dia e impedido Carmen González de colocar suas garras sobre meu pai.
Sabia muito bem o que Carmen queria com Charlie, usar a fama dele para se consolidar nos Estados Unidos e depois pelo resto do mundo. Ela tinha a fama dela no México e em países da América do Sul onde as telenovelas que atuava eram exibidas, mas estava tentando uma carreira nos Estados Unidos e precisava de suporte para isso e estava usando meu pai para ficar famosa no país.
Ninguém podia me pedir para acreditar naquele amor apressado, eu não conseguia acreditar de forma nenhuma. Carmen era uma golpista, mas também era uma mulher nova e bonita, ela com certeza não se envolveria com um homem mais de vinte anos mais velho caso não tivesse algo a mais para ganhar com o relacionamento.
Não seria a primeira vez que uma mulher se envolveria com Charlie para conseguir aparecer, também não seria a última, eu sabia disso. Em algum momento ele levaria um pé na bunda de Carmen, ou a mandaria para longe e acabaria se envolvendo com outra.
Porém, aquele relacionamento estava ultrapassando os limites. Os Grammys tinham acontecido em fevereiro, em março Carmen já estava se mudando para a casa do meu pai, onde estava residindo desde então. Eu odiava aquilo, como ela estava dominando tudo e principalmente meu pai, Charlie era bem ingênuo quando queria e estava se deixando levar totalmente pela ninfeta que tinha arranjado.
Qual é, ela tinha idade para ser filha dele, ela tinha a minha idade!
Um dos maiores desejos da minha vida, logo depois de ter o poder de apagar o Escândalo Swan da mente de todos, era que Carmen González sumisse do mapa. Eu tinha pesquisado sobre imigração e tudo mais, quando ela foi morar na casa do meu pai, mas aparentemente ela estava completamente legal nos Estados Unidos e não tinha nada que eu poderia fazer para mandar aquela mulher de volta por México.
Não podia mesmo, tanto que lá estava Carmen, parada a minha porta naquela segunda-feira. Usava shorts jeans claro e apertado, regata branca marcando seus seios volumosos demais, com um fino casaco vermelho por cima. Seus cabelos pretos estavam soltos, em cachos claramente reproduzidos por babyliss.
— O que você está fazendo aqui? — indaguei Carmen, sentindo-me profundamente irritada em ter aquela mulher ali. O sorriso que tinha no rosto morreu, ela se encolheu, fingindo estar mal com aquilo.
Foda-se, você não me convence com esse teatrinho de boa menina, Carmen!
— Hum, você tinha dito que eu poderia aparecer qualquer dia, para almoçarmos juntas — Carmen disse, com seu forte sotaque presente em cada palavra proferida.
Sim, eu tinha dito aquilo na sexta-feira quando ela voltou para a casa do meu pai depois do seu jantar com Renesmee — a louca da minha irmã caçula que não achava Carmen uma golpista e que se dava muito bem com ela, por sinal, Ness também era muito ingênua —, mas só disse aquilo por ter prometido a papai pegar leve com Carmen. Obviamente quando concordei com aquilo foi só para conseguir o apoio sobre eu ter virado empresária de Edward e minha sugestão para a mexicana foi puro fingimento.
— Não posso almoçar com você agora, estou ocupada, Carmen — falei entre dentes, gesticulando para Ed sentando à minha frente.
Sumir, eu só queria que ela sumisse.
— Espera, ela pode almoçar com a gente, eu não me importo! — o maldito inglês exclamou. Olhei para ele, vendo-o com um sorrisinho patético no rosto para Carmen, idiota, aquele pirralho só pensava com a porcaria do pau dele. — Vai ser muito bom tem uma companhia tão linda para o almoço — ele disse, colocando-se de pé para ir cumprimentar a mexicana. — Olá, sou Ed Cullen! — Levou uma mão até o rosto de Carmen, colocando uma mecha do cabelo dela atrás da orelha.
Oh, excelente, o fodido Cullen estava cantando minha madrasta.
— Ah, eu com certeza te conheço, Ed! — Carmen exclamou sorridente. Hum, papai ia ficar muito contente quando eu contasse para ele que sua namoradinha estava por ai sorrindo demasiadamente para seu arqui-inimigo. — Sou Carmen González.
— Que nome lindo! — Edward colocou uma mão no braço dela, mas Carmen a tirou de lá rapidamente, seu novo sorriso também morrendo. Até que ela atuava bem, estava ali 'ignorando' Edward para tentar me convencer de que era fiel ao meu pai. — Você trabalha para a Bella? Sabe, agora eu faço parte da equipe da Swan Productions, vai me ver muito por aqui.
— Ela é minha madrasta, Ed — contei.
O inglês se virou para me olhar, seus olhos verdes arregalados em puro pavor. Engoli uma risada de sua reação, mas no fundo o entendia, aquela mulherzinha definitivamente não devia ser minha madrasta.
— Ma-Madrasta?
Sabia que não tinha como ele saber sobre Carmen e meu pai, já que ele passou os três últimos meses preso em uma clinica de reabilitação longe do resto do mundo.
— Isso, madrasta — confirmei.
— Deus, como você pode namorar Charlie Swan? — Edward indagou perplexo para Carmen. — Aquele homem é...
— Ei, cuidado com o que vai falar, Cullen! — chamei sua atenção.
— Qual o problema com Charlie? — Carmen perguntou para Edward, uma expressão irritada cruzando seu olhar.
— Qual não é o problema com ele?
— Edward! — gritei, ele se encolheu por conta do meu grito. — Eu já mandei você tomar cuidado com o que fala do meu pai, não disse? Mais uma palavra sobre ele e você está encrencado.
Edward revirou os olhos, mas ficou calado.
— Carmen, é melhor você ir agora, Ed e eu íamos ter uma reunião...
— Mentira, não íamos ter reunião coisa nenhuma — ele me interrompeu, talvez quando Carmen sumisse ela poderia levar Edward junto, eu já não o aguentava mais. — Como disse antes, você está convidada para o almoço, Carmen, faço questão disso — falou para ela. — Eu vou comer peixe, o que vai querer?
— Peixe está bom para mim também — Carmen respondeu hesitante, olhando-me por um instante. — Tudo bem se eu ficar, Bella?
Não, eu a queria longe, de preferência em Plutão, mas aceitaria o México para começar.
— Claro que está tudo bem — Edward respondeu por mim. — Não está, Zoe? — Ele era tão irritante, eu entendia perfeitamente o motivo de Caius Martin ter o chutado, aquele garoto era impossível. — Vou fazer o seu pedido, Carmen, sinta-se em casa. — Piscou para ela antes de sair da minha sala.
— Eu realmente pensei que estaria tudo bem vir aqui, Bella — Carmen murmurou, caminhando em direção a minha mesa.
— Não pode aparecer aqui quando quiser, esse é meu trabalho — resmunguei.
— Eu sei, mil desculpas por isso. — Carmen suspirou, seus olhos escuros se encontraram com os meus. — James fez boa viagem? Seu pai me disse que ele estava em Miami.
— Fez. — Olhei para a porta da minha sala, dando-me conta ali que Edward estava sozinho com Irina lá fora, o que era muito arriscado. — Filho da puta — xinguei, seguindo até ele, deixando Carmen para trás.
Edward estava inclinado sobre a mesa de Irina, que sorria bobamente para ele, enquanto enrolava uma mecha de cabelo em seu dedo. O Cullen falava qualquer coisa, seu olhar por vezes voltando para o generoso decote da blusa da minha assistente.
— Irina! — Ela se sobressaltou, olhando apavorada para mim. — Acrescente o pedido de Carmen, peixe, rápido.
— Claro, Bella, pode deixar — ela concordou.
— E abotoe sua blusa, isso aqui não é uma casa de stripp. — Ela corou, rapidamente abotoando os dois primeiros botões de sua blusa. — Você, já para dentro. — Estalei os dedos para Edward, que me fuzilou com o olhar.
Dane-se se ele estava furioso, não era o único.
— Edward, agora!
Ele xingou, seguindo para minha sala a passos pesados.
Carmen lá dentro tinha tomado um lugar no sofá, ela sorriu para mim quando entrei, eu desejei que um raio caísse sobre minha nada querida madrasta.
— Então, Carmen, o que você faz? — Edward perguntou, indo sentar junto a ela no sofá, voltei para meu lugar, querendo distância de ambos.
— Sou cantora e atriz — Carmen contou empolgada. — Estou nos Estados Unidos trabalhando em novos projetos.
Poupe-me, os projetos dela consistiam em um feat com outra cantora e a participação em um único episódio de uma série policial.
— Que legal, eu já te vi em algum filme? — Edward perguntou. — Apesar de achar que não esqueceria seu lindo rosto nunca. — Ele com certeza não estava nem ai para o rosto, já que seu olhar caiu para as coxas de Carmen.
— Bom, se você viu alguma telenovela mexicana que eu participei — Carmen disse.
— Não, mas se você está nelas eu irei começar a assisti-las hoje mesmo! — Edward exclamou animado.
— Mate-me, agora mesmo — implorei aos céus.
Eu deixei os dois conversando, Edward fingindo entusiasmo sobre a carreira de Carmen. Pouco me importava, não queria saber nada sobre aquela mulher, já sabia o suficiente para querer ela bem longe do meu pai e da minha família.
— Finalmente — comemorei quando Irina apareceu na minha sala minutos depois carregando nossos pacotes de almoço, enviados diretamente do restaurante de Jimmy. Desde que eu tinha começado a namorar com ele passei a pedir com frequência comida de seu restaurante, eu tinha ido lá algumas vezes antes de conhecê-lo, mas nós nunca nos topamos.
Irina arrumou tudo sobre uma mesa oval que eu mantinha na lateral da sala, saindo em sequência, antes que ela desse mais abertura para Edward e seus hormônios à flor da pele. Carmen e o pirralho seguiram até a mesa, ainda conversando sobre uma das novelas que a mulher tinha participado.
— A Lupita foi a pior vilã que fiz, com certeza — ela contou para Edward. — Ela matou o marido envenenado, o país inteiro parou para ver essa cena.
— Lupita era uma golpista, não? — perguntei em um tom desafiador, encarando Carmen.
— Sim, ela era uma mulher bem baixa — Carmen respondeu.
— Oh, deve ter sido fácil viver tal personagem — debochei, Carmen fechou a cara na hora, voltando-se para sua comida.
— Foi fácil para você contracenar com Paul, já que estavam se pegando fora das telas, Bella? — a pergunta de Edward me deixou estática, como ele tinha coragem de falar sobre aquele filho da puta comigo? — Vocês tinham uma boa química, não?
Continuei calada, sem saber o que falar. O assunto Paul ainda me deixava daquela forma, perdida.
— Você faz muito sucesso no México, Ed! — Carmen exclamou, olhou para mim rapidamente, antes de se voltar para o Cullen, continuando a mudar de assunto. — Sério, tem muitos fãs lá.
— É, sempre... — Parei de escutar o que Edward dizia, eu estava com fome até ele falar sobre Paul, mas depois daquilo fiquei profundamente enjoada. Sai da sala, Carmen me chamou, mas a ignorei por completo, deixando o local.
Passei direto por Irina, indo até o andar onde tínhamos tirado as fotos de Edward mais cedo aquele dia. Eu precisava tirar minha mente de Paul, do Escândalo Swan e de todo o resto.
Peguei um dos violões, tocando algumas músicas ali. Crescer com papai tinha sido mágico, ele me ensinou a tocar e a cantar, deixou a música fazer parte da minha vida desde o começo e o agradecia por isso profundamente.
Não sei ao certo quanto tempo passei ali, tocando e até cantando algumas músicas. Eu já tinha cantado com meu pai em um show, antes do Escândalo Swan, quando eu tinha uns dezessete anos, o estádio estava cheio, foi um dos melhores dias da minha vida, a energia do palco era incrível.
— This is my fight song. Take back my life song. Prove I'm alright song (Este é o meu grito de guerra, Pegue de volta o meu grito de vida, Prove que este é o grito certo). — Eu cantava Fight Song da Rachel Platten, concentrada demais na letra e nas minhas mãos deslizando pelo violão. — My power's turned on. Staring right now I'll be strong (Meus poderes estão ligados, A partir de agora eu vou ser forte).
— I'll play my fight song (Eu vou cantar o meu grito de guerra). — Olhei para frente, vendo Edward há alguns metros de distância, cantando no meu lugar. — And I don't really care if nobody else believes. 'Cause I've still got a lot of fight left in me (E eu realmente não me importo, Se ninguém mais acredita, Porque eu ainda tenho, Muita força em mim).— Ele encerrou a música, andando mais até mim, parando a minha frente. — Você toca muito bem, Capitã.
— Você não tem o direito de falar sobre ele, Edward — falei, em um tom de voz baixo, mas carregado.
Ele suspirou.
— Só estava te provocando de volta, já que você estava fazendo isso com a gostosa da sua madrasta.
— Foda-se, você não pode falar dele!
— Eu não acho que isso estava nas linhas do meu contrato. Vamos lá, Bella, eu finalmente tenho a oportunidade de saber sobre o Escândalo Swan sobre o ponto de vista direto da protagonista, deixe-me saber.
Larguei o violão ali, levantei e desci do palco pela escada na lateral, indo até Edward.
— Você não está entendendo, pirralho, eu irei explicar detalhadamente! — exclamei com fúria. — Não quero você tocando no nome daquele filho da puta, não quero você falando sobre o Escândalo Swan, não quero você sequer pensando sobre aquilo, entendeu agora? — O empurrei pelo peito, ele sequer se desequilibrou.
— Ei, calma ai. — Edward ergueu suas mãos. — Você falou sobre isso antes, eu pensei que...
— Pensou errado, Cullen. Nós não vamos sentar e discutir sobre o Escândalo, você só é a droga do novo cantor da minha agência, não minha melhor amiga, entendeu agora?
— Entendi, entendi — concordou com rapidez.
— Se você falar mais uma vez no nome daquele cara, eu rasgo o seu contrato, Edward — ameacei. — Não estou nem ai para a quebra de contrato, pagaria cada centavo de multa, mas não vou te aturar fazendo qualquer tipo de gracinha sobre esse assunto.
— Desculpa, eu não queria falar aquilo, só... — Ele respirou fundo. — Desculpa, não vou falar nada sobre novamente, prometo. — Piscou para mim.
Foi minha vez de respirar fundo, querendo voltar ao controle.
— Sua madrasta foi embora depois que terminamos de comer, bem que eu gostaria de ter comido ela.
Sufoquei uma risada, deixando meu olhar se encontrar com o de Edward.
— Se meu pai não fosse te matar e terminar preso por isso, eu bem que te deixaria investir na Carmen.
Edward sorriu maliciosamente.
— Sabe que não suporto seu pai, mas ele está passando muito bem com sua madrasta. — Edward enfiou as mãos nos bolsos da calça. — Ela é fodidamente gostosa, Isabella.
— Você está no limite do tesão, não é, Betty?
Ele revirou os olhos, mas eu simplesmente não podia ignorar o fato de ele ter uma tatuagem da Betty Boop, aquilo era pedir para ser zoado.
— Eu estou, quero tanto transar que seria capaz de transar com você, Zoe — brincou.
— Claro, como se você fosse homem suficiente para honrar uma transa comigo, pirralho — provoquei.
A expressão no rosto de Edward endureceu, ele andou até mim, seu corpo ficando próximo demais do meu. Inclinou seu rosto na minha direção, ele era uns vinte centímetros mais alto do que eu e mesmo que eu estivesse de salto ele continuava mais alto, e sussurrou em meu ouvido.
— Se você transasse comigo iria pedir por mais, Isabella. — Edward colocou a mão em minha cintura, a barra da minha regata estava levantada o suficiente para que ele tocasse em parte da minha pele. — Ia gemer e gritar meu nome, eu seria a melhor foda da sua vida.
— Você não passa de um garotinho — rebati, sem me deixar levar por suas provocações, não funcionava comigo. Além do mais, depois de Paul e o que passei com ele, sabia reconhecer os caras problemas, Edward era um deles.
— Oh, Isabella, pode apostar que não sou um garotinho. — Sua mão se infiltrou pelo interior da minha roupa. — Curve-se e eu lhe mostrarei algumas coisas — continuava falando em meu ouvido. — Uma vez e você irá querer repetir sempre. — Mordiscou minha orelha, eu ri, o que fez Edward se afastar, tirando sua mão de mim. — Sério, nada? — ele perguntou ultrajado.
— Desculpe, mas o seu charme barato não funciona comigo, Cullen. — Dei um tapinha em seu braço. — Eu tenho algo muito bom em casa, não preciso recorrer a um pirralho que acabou de sair da adolescência. — Ele ficou ainda mais irritado ao ouvir aquilo.
— James Pequeno? Eu vi vocês se beijando, nada quente, você com certeza deve precisar muito de seus dedos para conseguir gozar. — Edward pegou minha mão, mexendo em meus dedos. — O quão boa sua mão é? Você podia ao mínimo me dar uma mãozinha, né? Estamos na mesma equipe, devemos nos ajudar, Capitã.
Arranquei minha mão da sua, dando um forte tapa no braço dele daquela vez.
— Eu vou resolver seu problema.
Edward fez uma careta.
— Era brincadeira, eu não quero você nem pagando uma punheta pra mim — falou, eu revirei os olhos.
— Como se eu fosse me sujeitar a isso. — Segui em direção ao elevador do andar. — Espere na minha sala.
— O que vai fazer? — ele me seguiu até o elevador.
— Tem alguém na sua casa?
— Só meu cachorro, minha mãe e irmã estão na ONG...
— Tá, isso quer dizer que tem algumas horas da casa livre, certo? — Ele assentiu. — Ótimo. — O elevador parou no andar que eu queria. — Espere na minha sala — falei novamente. — E fique longe de Irina, é sério.
Sai naquele andar, seguindo até a sala de Alistair.
— Olá, chefe, o que precisa? — ele perguntou quando entrei ali, sem precisar me anunciar.
Alistair era um dos agentes mais importantes da Swan Productions, ele e Jessica Stanley cuidavam das coisas mais urgentes quando Tanya e eu estávamos ocupadas com outras. Ele era um cara irlandês de trinta anos, que morava nos Estados Unidos desde os dezoito, tinha longos cabelos loiros e olhos azuis. Quase foi meu cunhado, mas minha irmã e ele não renderam mais que um mês de sexo.
— Eu preciso de uma das suas meninas — falei após a fechar a porta. — Quer dizer, talvez duas seja melhor. — O Cullen tinha passado três meses preso, ele merecia uma festinha.
— Opa! — Alistair riu, tirando os olhos do computador para me olhar. — Está planejando uma orgia com James, Bella?
— Eu irei te chamar quando isso acontecer. — Ele riu ainda mais, sabendo que era uma brincadeira. — Ed Cullen precisa de um pouco de sexo, vamos agradar nossa nova estrela.
— Acabei de chegar e todos nessa produtora estão falando sobre sua nova galinha dos ovos de ouro — comentou, mexendo em seu computador. — Vai querer escolher as garotas?
— Vou. — Alistair virou o monitor do computador para mim.
— Essas são as de topo de linha — ele falou. — As melhores acompanhantes de luxo de Los Angeles.
— Você já esteve com todas?
— Com certeza. — Encarei Alistair.
— Que bom que minha irmã te chutou, eu devo mandá-la refazer os testes para doenças sexualmente transmissíveis, no entanto, mesmo que tenha tempo que vocês se envolveram.
— Posso garantir que ela está segura. — Ele gesticulou para o monitor. — E ai? O que vai ser?
Voltei a analisar as meninas, todas as ex namoradas de Edward eram loiras naturais ou de farmácia e ele tinha se interessado por Irina, o padrão era claro e me ajudou a escolher as garotas. Heidi uma loira de farmácia, que era bonita e Alana, que parecia ser loira natural e bonitinha.
— Heidi e Alana — dei os nomes para Alistair, que assentiu.
— Excelentes escolhas, só a Heidi já valeria sozinha, ela é muito boa! — ele mexeu mais um pouco em seu computador, logo algumas folhas saíram em sua impressora. — Termos de confidencialidade. — Me entregou os documentos. — Basta que as meninas assinem, qualquer coisa nós fodemos com elas de uma forma bem desagradável.
— Obrigada, Alistair. — Peguei tudo. — Vou levar nosso pop star para casa e cuidar das assinaturas, mande as meninas para lá.
— É pra já.
Deixei a sala dele, indo para a minha. Para minha alegria, Edward tinha me obedecido e deixado Irina em paz, ela estava trabalhando e ele na minha sala, deitado no sofá.
— Arg, onde você estava? Não aguenta mais ficar aqui entediado, estava quase indo atrás da sua assistente — ele disse irritado. — E tentei mexer no seu computador, mas ele é todo protegido por senha, isso é rude.
— Isso é para fofoqueiros como você não mexerem nas minhas coisas. — Recolhi minha bolsa e coloquei os termos de confidencialidade em uma pasta. — Vamos, estamos indo para sua casa, Cullen.
— Estamos? — ele me seguiu, estava se tornando obediente, isso era muito bom.
— Estamos — foi tudo que respondi. — Irina, eu não tenho mais nada que me prenda aqui hoje, qualquer coisa repasse para Jessica ou Alistair, Tanya já está ocupada demais com Kate. Eu vou passar o resto do dia fora, amanhã só devo vir de tarde — informei.
— A imprensa continua ligando sobre Ed — ela falou, o nome dele saindo em um tom mais deslumbrado que o resto da frase. — Devo continuar os dispensando?
— Sim, nós acertaremos tudo para a coletiva de imprensa depois, até lá nenhuma palavra com a imprensa. Só me ligue se alguém estiver morrendo. — Apontei para o elevador, Edward bufou, indo até lá, depois de acenar para minha assistente.
— O que você vai fazer na minha casa?
— É uma surpresa, Betty — Edward praticamente rosnou ao ouvir o apelido. — Prometo que vai gostar, irá dizer que sou a melhor empresária depois disso.
— Duvido muito — ele tirou suas chaves do bolso quando chegamos à garagem, seguindo direto até seu carro.
Edward assumiu a direção do carro e eu fui para o banco do carona, logo remexendo no som.
— Ei, nem pensar, você não vai escolher a música — reclamou.
— O que tem tocando? — Apertei o play, ouvindo a voz do Bowie começar a soar.
— Nem pense em trocar, David Bowie é meu maior ídolo!
— Eu não vou, acalme seus nervos, Edward. — Bufei, regulando o volume. — Dirija de uma vez, não tenho todo tempo do mundo.
Ele começou a dirigir, deixando a garagem do prédio. Não foi uma surpresa, nem para ele, muito menos para mim, um grupo de fãs estarem ali na frente, junto com alguns paparazzis, claro que depois do anuncio de que Edward era o novo artista da produtora, todos iriam correr para a sede dela.
Por sorte foi fácil passar por todos eles, o Cullen já estava pronto para dirigir entre grupos eufóricos. Bom, ele só não esteve pronto meses atrás para se controlar e não socar um paparazzi, mas aquilo era passado.
— Eu adorei seu cover de Let's Dance — confessei, quando Edward conseguiu boa distância das pessoas querendo um pouquinho dele. Um carro nos seguia de perto, eu consegui reconhecer os seguranças do Cullen ali.
— Olha só, você me elogiando! — Edward disse, com um sorriso no rosto. — Mas, para ser justo, é uma grande música, qualquer um pode a cantar e a manter ótima.
— Não pode não, eu conheço pessoas que nunca deveriam chegar perto de música alguma, simplesmente não foram feitas para cantar. Estou aliviada que você foi, seria um saco ter de lidar com um cantor que não canta nada.
Olhei para Edward, ele continuava sorrindo, um sorrisinho orgulhoso.
— Não fique todo convencido por isso.
— Tarde demais, Capitã.
As músicas do Bowie foram as únicas coisas que podiam ser ouvidas durante o resto do caminho até a casa do Cullen, o que foi ótimo, pois eu apreciava um pouco de paz. Fora que o dia até ali tinha sido intenso, sem contar o fim de semana que passei a maior parte do tempo concentrada em trabalhar em cima do contrato de Edward junto de Tanya, eu tinha passado o sábado inteiro no escritório com ela resolvendo aquilo. E no domingo, me dediquei a James exclusivamente no momento que o avião que ele estava pousou em Los Angeles, pois eu precisava desesperadamente do meu namorado.
James tinha ficado bem surpreso quando contei a ela sobre eu estar me tornando a nova empresária de Ed Cullen, mas sendo sempre incrível como meu namorado era, ele me apoiou desde o primeiro segundo. Eu tinha tanta sorte de ter James, porra, deveria o amar mais.
— Arg, eu quase esqueci desse animal selvagem — resmunguei quando entramos na casa do Cullen e o cão dele apareceu.
— Qual é? Você é tão sem coração assim que nem de animais gosta? — ele perguntou horrorizado, agachando-se no chão para deixar seu cachorro lamber seu rosto, o que era bem nojento.
Ele podia pegar mil doenças com aquilo, contornei ele e o cachorro, sem querer me expor. Joguei minha bolsa e a pasta com os termos de confidencialidade em uma mesinha da entrada.
— Para sua informação eu tenho uma gata — informei, invadindo sua mansão até a cozinha, não tinha comido nada e precisava ao menos de uma maça para me manter de pé, sem desmaiar. — Olha só, você está aprendendo a cozinhar com meu namorado? — Vi o livro de receitas de James sobre o balcão da cozinha.
— Não é meu, é da Rose — ele respondeu, também entrando na cozinha com seu cachorro o seguindo e mordiscando sua mão.
— James é um excelente chefe — comentei, pegando uma maça na fruteira e folheando o livro dele, sentando ao balcão. — Eu amo a torta de frango dele.
— Rosalie conseguiu fazer uma terrível na sexta-feira — Edward disse, pegando uma garrafa de água na geladeira. — Agora, será que dá para me dizer o que é essa tal surpresa?
— Espere mais um pouco — continuei a comer a maça, distraída com o livro de Jimmy.
— Eu realmente sinto muito, Bella — Edward falou alguns minutos depois, ele estava sentado do outro lado do balcão, rodando a garrafinha de agua em mãos. — Sobre o que falei mais cedo, a respeito daquele cara, cujo nome estou proibido de falar.
— Esqueça isso — ordenei, voltando a olhar para o livro de James, mas já com a cabeça longe em Paul.
O interfone tocou naquela hora, eu pulei do banco que estava sentada, correndo até ele para atender antes de Edward.
— Olá, é Heidi e Alana — a voz feminina e irritante falou quando eu peguei o gancho do telefone.
— Podem entrar. — Apertei o botão de liberação do portão, deixando o interfone de lado. — Vem, Cullen. — Estalei os dedos chamando por ele, o que fez seu cachorro latir para mim. — Fique longe disso, animal selvagem. Na verdade, é melhor você o colocar para fora, Edward.
— Mas ele não gosta de ficar no quintal sozinho.
— Vá por mim, você não vai querer o cachorro te atrapalhando, coloque ele pra fora.
Edward reclamou, mas atendeu minha ordem, enquanto eu ia abrir a porta da frente para as garotas de programa. Quer dizer, acompanhantes de luxo como Alistair insistia em chamá-las.
— Olá, meninas! — exclamei ao abrir a porta, elas eram mais bonitas nas fotos no computador de Alistair, mas não queria dizer que eram feias. Heidi era mesmo a mais bonita e daria uma boa modelo, mas estava totalmente fora do jogo sendo uma garota...uma acompanhante de luxo, seria muito difícil uma agência séria investir em alguém desse tipo.
— Oi — elas falaram juntas, entrando na mansão de Edward. Ambas usavam micro vestidos, Heidi um vermelho e Alana um preto.
— Obrigada por terem vindo logo, eu realmente aprecio isso, vão ganhar bônus — falei, pegando a pasta com os termos de confidencialidade e uma caneta para cada em minha bolsa. — Acho que sabem o que fazer, não é? Vamos manter isso aqui entre a gente, é muito mais legal assim.
— Claro.
— Com certeza.
Ambas concordaram, pegando seus termos e os assinando.
— Ei. — Olhei para trás, vendo Edward aparecer ali, ele parecia realmente surpreso com minha surpresa. — Bella?
— Edward, conheça Alana e Heidi. — Apontei para cada uma ao dizer o nome. — Elas te farão companhia hoje, para que você não fique sozinho na mansão. — Ele sorriu, um sorriso perverso. As garotas me devolveram os documentos, que rapidamente eu guardei de volta na pasta. — Meninas, eu espero que vocês cuidem muito bem do meu amigo, certo? — Sorri para elas, que concordaram, também sorrindo maliciosamente.
Voltei-me para Edward, esticando-me até poder chegar à altura de seu ouvido e sussurrar ali.
— Um presentinho, ou melhor dois, de boas vindas ao time Swan, Cullen. — Eu o senti suspirar. — Use camisinha, não podemos lidar com filhos ou doenças agora. E se você usar essas garotas para obter algo que não deve, eu nunca mais te darei presente nenhum. — Me afastei dele. — Agora é a hora que diz aquilo.
— Você é a melhor empresária do mundo, Capitã — declarou para mim, mas sua atenção estava toda voltada para as meninas.
— Eu sei que sou. — Ele me olhou, ainda sorridente. — Divirta-se.
xoxoxo
Eu fiz Felix, um segurança de Edward, me dar uma carona em um dos carros do Cullen até meu próximo destino aquela tarde. James tinha voltado de viagem no dia anterior, mas sabia estava ocupado no trabalho, já que era dia de gravação de seu programa, sendo assim segui até a casa da minha irmã mais nova, sabendo que as segundas ela não gravava.
Fazia um tempo que não via Renesmee pessoalmente, ela tinha dado carona para nossa 'querida' madrasta na sexta para o jantar das duas, mas não chegou a entrar na casa de papai enquanto estive lá. Dessa forma, eu estava com saudades da minha caçula.
A casa de Ness não era uma mansão como a do Cullen, mas era grande mesmo assim, ela morava lá com seu namorado, Nahuel Cortez. Eles estavam juntos por quase dois anos, morando juntos por uns seis meses.
Nahuel e Ness se conheceram nas gravações de um filme, onde ambos eram os protagonistas. Ela estava bem hesitante no começo sobre se relacionar com alguém que trabalhou junto — até por conta do que tinha me visto passar —, mas depois da pré estreia do filme em Paris, algumas taças de champanhe e beijos roubados no corredor do hotel, Ness e Nahuel acabaram se envolvendo de vez e estavam namorando desde então.
— Bells! — Ness gritou entusiasmada quando abriu a porta para mim, jogando-se em meus braços.
Bells era como toda minha família me chamava, bom, a maioria dos integrantes ao menos.
— Que surpresa boa, eu estava morrendo de saudades suas. — Ness beijou minha bochecha. — Tudo bem? O que veio fazer aqui? — Ela me puxou para dentro da casa, fechando a porta com um baque alto.
— Consegui o resto da tarde livre, todos estão relativamente calmos, pensei em vir te ver — falei, chutando meus saltos para longe. — Nahuel está?
— Não, ele ainda está em Vancouver gravando — Renesmee contou. — Eu estava saindo para compras, você vem comigo, né?
Abri a boca para negar, mas ela foi mais rápida.
— Foi uma pergunta retorica, você vem sim.
Não que eu odiasse compras, eu até que gostava, mas naquele dia só queria ficar trancada entre quatro paredes longe de todos.
— Vem, eu vou terminar de arrumar meu cabelo para sairmos. — Renesmee segurou minha mão, arrastando-me para o segundo andar.
Sem ter como recusar nada a minha irmãzinha, a segui. Nessie com certeza era minha irmã preferida, isso nem era um segredo para Alice, diga-se de passagem.
— Então, quer dizer que você é mesmo a nova empresária do Ed Cullen? — perguntou quando chegamos ao quarto de hospedes que ela transformou em seu closet. — Quando papai me disse isso ontem, jurava que era algum tipo de primeiro de abril atrasado, ai vi a foto que o Instagram da produtora postou, estou muito surpresa. — Olhou para mim através do espelho, penteando seus cabelos ruivos.
Renesmee precisou pintar os cabelos de ruivo — eles eram naturalmente castanhos cor de mogno como os meus —, aos dezesseis anos, para a personagem de um filme. Ela acabou apaixonada pelo tom e o aderiu como seu, ela ficava muito chateada quando precisava pintar os fios de outra cor, mas sempre acabava voltando ao ruivo, já era sua marca registrada no fim das contas.
Seus olhos eram como os de papai e os meus, cor de chocolate, ela passou algum tempo usando lentes azuis na adolescência, mas logo perdeu o interesse nisso e assumiu a cor natural. Eu amava aquilo, ela e eu termos a mesma cor dos olhos, nos tornava mais próximas ainda.
Porém, Ness certamente era a irmã Swan mais alta. Eu era um tanto quanto mais alta que Alice, a mais baixinha de todas.
— É, eu sou empresária dele agora — concordei, remexendo no armário dela a procura de uma blusa melhor para sair. Achei uma azul decente, logo descartei minha regata e coloquei a roupa dela.
— Ele é muito chato?
— Demais!
— Suspeitei disso. — Ness riu, passando chapinha no cabelo. — Todos da produção do filme que ele participou o detonaram, falaram que ele era o terror dos bastidores.
— Bom, eu tenho de aturá-lo agora.
Ness capturou meu olhar.
— Por que se jogou nisso, Bells?
— Eu gosto do desafio. — Ela riu novamente.
— Você é maluca, isso sim — acusou. — Pode me ajudar com isso? Eu sou péssima com essa droga — se queixou, balançando a chapinha em minha direção.
Fui até ela, a ajudando com aquilo.
— Alice faz falta, eu mal vejo a hora de ela voltar da viagem.
Revirei os olhos, sem querer ouvir falar sobre Alice, ou sobre com quem ela estava naquela viagem.
Ness não insistiu no assunto, por sorte também não começou a tecer elogios para Carmen, ficando quieta pelo resto do tempo que levei para deixar seu cabelo totalmente liso. Depois daquilo nós pudemos descer, indo até a garagem onde o fiel segurança de Renesmee esperava.
— Olá, senhorita Swan! — Emmett me cumprimentou, abrindo a porta do banco de trás do carro de Ness para que pudéssemos entrar ali. Ele era de algum lugar dos Estados Unidos, eu não sabia exatamente onde, mas achava que era da costa leste, parecia ter quase dois metros de altura e era uma das pessoas mais musculosas que já tinha visto pessoalmente, devia ter trinta anos, ou quase isso. Seus cabelos negros eram ralos, seus olhos castanhos e tinha uma covinha na bochecha esquerda.
Emmett já era o segurança de Ness por quase quatro anos, sendo assim eu o conheci antes de James e considerei muito a ideia de arrastar o homem para minha cama, já que estava solteira na época. Mas, quando compartilhei isso com minha irmã, ela me mandou ficar longe do segurança dela, alegando que ele era bom demais no trabalho e não queria ter que se desfazer dele. Com isso fui obrigada a esquecer a fantasia de foder com o segurança, o que tinha sido uma pena na época.
— Oi — falei com ele rapidamente.
Ness deu o nome do shopping para que queria ir, deixando Emmett assumir a direção do carro. Nós passamos o caminho todo conversando sobre a série que Ness protagonizava, era um drama juvenil, que envolvia assuntos polêmicos e tudo mais, minha irmã até mesmo tinha protagonizado um beijo gay no começo da série.
Ir às compras não era minha ideia para finalizar aquele dia, mas acabou sendo um bom passatempo. Claro que sair em público com minha irmã não era fácil, principalmente quando ela insistia em sair com apenas um segurança por vez.
Ela foi parada diversas vezes para fotos e autógrafos, mas reagia muito bem aquilo tudo. Assim como eu, Ness estava desde o primeiro momento de sua vida envolvida com a mídia. O primeiro papel dela aconteceu quando ela só tinha dois anos de idade, ela interpretou uma personagem minha quando mais nova em um filme que eu protagonizei, nossas semelhanças foram bem uteis.
— Eu gosto da armação quadrada, acho que combina melhor comigo — falei, experimentando um óculos de Sol em uma loja imensa para tais acessórios. — Credo, Ness, não faz essa cara, se...
— Bella, nós precisamos ir — Ness me interrompeu aos sussurros, parecendo tensa.
— Nossa, os óculos ficaram tão ruins assim em mim que a gente tem de dar o fora? — brinquei.
Renesmee suspirou, inclinando-se para mim e sussurrando o mais baixo que pode para não chamar a atenção dos vendedores fixos na gente, como nos fãs que estavam a seguindo.
— Eu acabei de ver o Paul entrar na loja de tênis ai da frente, Bella, vamos ir embora antes que você o veja.
Tinham se passado anos, mas a ideia de estar perto dele novamente sempre era terrível. Eu com certeza tinha o encontrado outras vezes durante todo aquele tempo, e sempre era ruim.
Paul tinha fodido com tudo, eu o odiava para o todo sempre.
— Vam-Vamos sair — gaguejei para Ness, tirando os óculos os devolvendo para o mostrador, ela chamou Emmett que estava na porta da loja, ele prontamente foi até minha irmã.
— Tira a Bella daqui na frente, não importa o que ou quem entre no caminho de vocês, quero ela no meu carro em dois minutos, no máximo.
Ele concordou, colocando uma mão nas minhas costas e me tirando da loja a passos apressados. Pude ouvir os pisos da minha irmã me seguindo, como pude ouvir também os fãs de Paul gritando por ele.
— Paul, eu amo você!
— Paul, sou sua fã número 1!
Eu o odiava, eu o queria morto.
— Apenas continue andando — Emmett falou baixinho para mim. — Não vou deixá-lo chegar perto de você, se ele tentar eu quebro a cara dele.
Eu quis agradecer, mas minha voz tinha sumido. Tudo em minha mente era Paul, o Escândalo Swan e minha própria mãe.
