Capítulo Seis
Edward Cullen
"Ed Cullen ignora o Escândalo Swan e torna Isabella sua empresária."
Eu tinha dez anos quando o Escândalo Swan aconteceu, Isabella na época tinha acabado de completar dezenove. Lembro-me de ter visto o rosto dela estampando a capa de todas as revistas, fossem elas de fofoca ou não, a questão era que todos estavam comentando sobre aquilo.
Rose ficou em choque ao descobrir o acontecido, ela com certeza era uma grande fã de Isabella na época e viu seu maior ídolo passar por tudo aquilo. Depois chorou por uma tarde inteira quando a emissora que exibia e produzia Zoe em Malibu cancelou a série no meio da terceira temporada, em decorrência de todo o Escândalo Swan que jogou a imagem da atriz protagonista diretamente na lama.
Mesmo após dez anos de escândalo, ele continuava assombrando Isabella. Vi aquilo perfeitamente quando notei o estado que ela ficou depois de eu ter mencionado Paul, aquele que foi seu colega de elenco na série e no Escândalo Swan.
xoxoxo
Eu estava no paraíso.
Foda-se, Isabella Swan com certeza era a melhor empresária do mundo. Ela tinha me dado justamente tudo que eu queria, garotas. Aquela mulher podia ser um parente próximo do próprio diabo, mas conseguia ter suas boas ações.
Não sabia nem qual das meninas era minha favorita, Heidi era selvagem, mas Alana e seu jeito de menina doce também me cativou. Por isso, a combinação das duas foi um paraíso para mim que estive três meses no inferno.
Isso sem contar todo o meu tempo envolvido na maldita relação monogâmica, certamente só da minha parte, com Lauren. Ela devia estar fodendo com outros por minhas costas, enquanto eu me mantinha fiel, mas aquilo tudo tinha acabado.
Ed Cullen estava de volta!
— Você tem um banheiro incrível, querido, deveríamos experimentar sua banheira — Heidi comentou, voltando do banheiro da minha suíte, enquanto eu recebia uma massagem de Alana nas costas.
Alana tinha mãos mágicas, não mais que sua boca, mas as mãos dela eram milagrosas. Eu casaria com ela, só por seu boquete e suas mãos espetaculares, porém tinha prometido para mim mesmo após descobrir que Lauren estava me trocando por Jacob Black, que nunca mais pediria mulher alguma em casamento.
— O banheiro foi o que mais gostou por aqui, Heidi? — perguntei a loira alta, que sentou junto de mim na cama, completamente nua. Nós três tínhamos finalizado mais uma rodada de sexo, o maravilhoso sexo a três.
Heidi era a mais alta das duas, seu corpo não devia em nada aos das modelos da Victoria Secrets, dessa forma eu podia fingir que ela não era uma simples garota de programa paga por minha empresária para me tirar de meses na seca de sexo. Os cabelos dela eram claramente pintados de loiro, chegavam ao meio de suas costas e tinham leves ondulações. Olhos azuis claros, mas nada inocentes, eu podia ver a luxuria transbordando ali a cada olhar.
Se eu pediria Alana em casamento por sua boca e mãos, eu pediria Heidi em casamento por todo seu corpo. Cada centímetro daquela mulher tinha sido feito para sexo, ela com certeza estava na profissão certa. Devia ser a funcionária do mês todo mês, eu votaria nela se houvesse uma votação para a melhor garota de programa de Los Angeles.
— Com certeza não, você é a melhor coisa desse quarto — a voz baixa e sexy de Heidi me respondeu, eu ri, vendo-a piscar para mim antes de direcionar seu olhar para Alana sobre minhas costas. — A pequena Alana tem mãos ótimas, não é, Ed?
— Ela tem sim — concordei prontamente.
— Que bom que gosta, gatinho — Alana disse, sua voz com sotaque australiano combinava perfeitamente com ela.
— Mas — Heidi voltou a falar, sorrindo maliciosamente de Alana para mim. — Eu ainda prefiro a boceta de nossa doce menina, Ed. Você gostou de senti-la?
— Eu prefiro a sua — confessei. — Já sabe muito bem o que fazer, Heidi, Alana ainda precisa de algumas aulas.
O sorriso de Heidi se alargou.
— Eu sou uma excelente professora. — Inclinou-se na minha direção, para sussurrar em meu ouvido. — Vamos foder nossa garota doce, Ed.
Gemi em concordância, eu definitivamente já estava pronto para outra rodada. Senti Alana sair de cima de mim, então Heidi indicou que eu deveria me mover e deitei de barriga para cima, sentando em seguida com as costas contra o espelho da cama.
— O que vocês querem que eu faça? — Alana perguntou, seus olhos azuis, tão claros quanto os de Heidi sobre mim, os loiros cabelos presos em um coque, deixando seu rosto de boneca totalmente amostra, principalmente seus lábios pintados em um discreto batom rosa.
— Pode começar beijando, Edward — Heidi ao meu lado orientou, enquanto começava a deslizar uma mão por meu peito e barriga, suas longas unhas vermelhas arranhando minha pele de leve, causando-me arrepios.
Alana sorriu, engatinhando junto a lateral do meu corpo até ter seu rosto próximo ao meu. Ela era toda magrinha e baixinha, seus seios eram pequenos demais em comparação aos de Heidi, que com certeza tinham algum tanto de silicone.
— Oi, gatinho — falou comigo, umedecendo seus lábios uma vez, antes de eu mandar para o espaço qualquer distância entre nossas bocas.
Como já tinha deduzido, a boca de Alana era incrível, seu beijo maravilhoso. Eu não podia me importar menos com o fato de ela ser uma garota de programa, a beijaria mesmo assim.
— Isso, dê a ele um de seus beijos doces, querida Alana — Heidi falava enquanto nos beijávamos, sua mão alcançando meu pau que já estava duro. — Oh, Alana, você tem Ed tão duro sob si — informou enquanto me masturbava. — Eu o queria em minha própria boceta.
— Heidi! — rosnei seu nome, soltando os lábios de Alana.
Heidi soltou uma risada melodiosa.
— Vamos logo! — exigi para as duas.
— Tão apressado, querido. — Heidi jogou os cabelos para trás de seu ombro, antes de se voltar para Alana, ajudando a outra a colocar uma perna de cada lado do meu corpo, para que ela ficasse sobre mim.
— Ele está mesmo muito duro — Alana falou, olhando para meu pau, levantando o olhar para mim. Por trás de seus cílios ela parecia ainda mais inocente, uma atriz muito melhor do que Lauren, diga-se de passagem. — Você é tão grande, gatinho.
— Sim, agora quero te foder.
Alana sorriu, olhando para Heidi que rapidamente pegou um preservativo na mesinha ao lado da cama, voltou-se para o meu pau colocando a camisinha nele, o guiando para a boceta da outra em seguida. Eu gemi alto, sentindo a boceta apertada de Alana envolvendo meu pau.
— Ah, Ed — Alana gemeu meu nome, fechando os olhos, enquanto descia sua boceta por todo o comprimento do meu pau. Heidi sorria perversamente vendo a outra deleitando-se sobre mim, até que entrou novamente em ação, aproximando-se de Alana.
— Agora você pode me beijar, doce Alana — Heidi tornou a orientar, Alana deu um meio sorriso, virando seu rosto para a outra, deixando com que suas bocas se encontrassem.
Uma mão de Heidi se posicionou na cintura de Alana a ajudando com os movimentos de sobe e desce, enquanto a outra deslizou por seus seios e barriga, até chegar ao clitóris da loira natural. Alana arfou, Heidi olhou para mim satisfeita.
— Ela é tão fácil quanto doce, querido — me disse, continuando a friccionar o clitóris de Alana. — Ela está apertando seu pau gostoso?
— Está — grunhi, sentindo a boceta de Alana me apertar.
Heidi voltou a beijar Alana, nunca parando de tocá-la também. Eu só conseguia deixá-las no comando, deixando-as tirarem tudo de mim, o que não me importava, só queria gozar, só queria meu próprio prazer.
— Rebole, Alana, Ed precisa que você rebole — Heidi ordenou após o beijo delas acabar. Alana acatou a ordem, passando a se concentrar mais naquilo, o que fez com que nós dois gemêssemos ainda mais. — Isso, boa garota. — Heidi deixou Alana de lado por um instante, indo até mim. — Onde você me quer, Ed?
Eu a queria em meu pau, mas Alana estava fazendo um bom trabalho por hora.
— Acho que posso te ajudar um pouco, sabe? — falei com ela, levando uma mão para o meio de suas pernas, encontrando sua boceta molhada por sua excitação. — Isso, tão molhada. — Deslizei três dedos para o interior de sua boceta de uma única vez.
Heidi soltou um longo gemido, fechando os olhos e levando suas mãos até seus seios, os apertando entre seus dedos, rebolando em meus dedos que a fodiam com rapidez e força.
— Você é uma putinha, não é? — falei com ela, Heidi assentiu, ainda se tocando, deslizando uma mão para seu clitóris. Os olhos dela se abriram, assim como antes o olhar dela era puramente cheio de luxuria e malicia.
— Sabe muito bem que sou uma putinha, Ed, a sua putinha. — Gemeu no final da frase. — Me fode, gostoso, vai — pediu. — Você é o melhor!
Eu era, sabia disso.
— Alana, sai — mandei, vendo-a confusa com minha ordem. — Você é boa, mas a Heidi é muito melhor, vou comer ela como essa putinha merece.
Heidi riu baixinho, ainda rebolando em meus dedos.
Mesmo parecendo chateada com aquilo, com certeza estava por me ter a parando de foder, Alana deixou meu pau e deitou ao meu lado na cama. Ela não esperou muito para tentar pegar minha outra mão para levar a sua boceta, mas eu me soltei dela, não perderia mais tempo, precisava gozar logo.
— Eu quero você de quatro — ordenei para Heidi.
— Você sabe que pode me ter como quiser, Ed — falou deixando meus dedos.
Nós dois saímos da cama, ela se posicionou sobre a mesma, empinando sua bunda para mim. Agarrei sua bunda, metendo em sua boceta em uma estocada só, jogando o corpo de Heidi para frente, ouvindo a gemer meu nome.
— Isso, Ed, me fode.
Eu continuei metendo nela, buscando de forma ensandecida por meu orgasmo, precisando extravasar mais aquele dia, querendo tirar da minha mente todo o resto com o sexo.
Vi Alana engatinhar até Heidi, as duas trocando um longo beijo antes da garota australiana deitar na frente da outra de pernas abertas. Heidi caiu de boca na boceta de Alana, enquanto eu fodia a dela. Os três ligados pelo sexo, eu sentia falta daquilo, mas também senti falta da ligação a mais que tinha com Lauren, que assim como a monogamia também era unilateral da minha parte.
Amei Lauren, eu era apaixonado por ela. Tudo com Lauren era perfeito, tudo com Lauren era o melhor. Eu tinha duas garotas a minha disposição na minha cama, mas minha mente continuava me traindo e levando-me de volta a cretina que me abandonou.
— Chupa ela bem, putinha! — ordenei para Heidi, apertando sua bunda com força, saindo e entrando de sua boceta freneticamente.
Não demorou muito para que eu acabasse gozando, derramando toda minha porra dentro da camisinha. Exausto, depois de uma tarde e parte do começo da noite fodendo, deixei o corpo de Heidi.
Ela continuava chupando Alana, as duas pareciam perdidas e entregues demais naquilo para me notarem. Eu me irritei, uma vez que elas estavam ali por mim, para mim, ao meu serviço, mas cansado demais as deixei de lado, indo para o banheiro.
Não era o paraíso, apenas uma ilusão. Eu queria muitas coisas, entre elas Lauren e álcool, só um pouquinho de álcool, para começar.
xoxoxo
Depois que tomei um banho foi a vez das garotas se recomporem para darem o fora, minha mãe e Rose ainda não tinham voltado para casa, então torci para que eu tivesse tempo de tirar as prostitutas de lá antes de elas voltarem. As duas iriam me infernizar sobre aquilo, já tinha acontecido antes, eu não precisava delas me dando lição de moral quando tudo que queria era beber.
— Apressem-se! — gritei com as duas, enquanto elas calçavam seus saltos.
— Calma, querido, nós estamos indo. — Heidi levantou-se da minha cama, terminando de colocar seu sapato. — Vamos, doce Alana.
A outra se levantou, sorrindo excessivamente para mim.
— Eu posso ter um autografo seu? É um dos meus cantores favoritos — ela disse entusiasmada.
— Um dos? — perguntei descrente.
Ela realmente estava me botando em uma lista? Eu era o dono do topo, ela não devia me por numa porra de uma lista disputando espaço, que se foda a lista.
— É hora de irem embora — ignorei o pedido de Alana, que murchou um pouco, apontando para a porta do quarto.
Heidi não se abalou com nada, segurando no braço de Alana a puxando para fora, eu fui atrás delas, querendo ter certeza de que nada sumiria no meio do caminho. Também já tinha acontecido antes, garotas fossem elas de programa ou não, passando a mão em algum pertence meu antes de saírem da minha casa.
— Eu quero te ver de novo — falei diretamente para Heidi quando chegamos à porta de saída da mansão. Alana era boa, mas depois de seu furo eu não achava que a ter novamente valeria a pena.
— É só chamar, querido. — Tocou no meu peito nu, eu só usava uma calça moletom naquele momento, esticando-se até sussurrar em meu ouvido. — Sou sua putinha, esqueceu? Você pode me ter quando e onde quiser, sou toda sua, Ed.
Senti vontade imediata de levá-la de volta para o quarto, ou fodê-la ali mesmo no hall de entrada, mas elas precisavam dar o fora da minha casa.
— Eu vou mandar alguém te procurar, quando quiser que você venha — falei, a afastando, antes que ficasse impossível resistir.
Notei o olhar ansioso de Alana sobre mim naquele momento, mas ela deveria esperar na lista por uma nova foda comigo.
— Podem ir ag... — Eu me calei quando a porta se abriu e minha mãe entrou, seguida por Rose. — Porra — xinguei, puto da vida por ter sido pego no flagra.
As duas ficaram mudas ao verem as garotas de programa ali, mas os olhares de ambas eram sérios direcionados para mim. Elas deram passagem para Alana e Heidi, que abaixaram os rostos e deixaram minha casa indo pegar o carro delas estacionado ali na frente, eu abri o portão pelo controle que estava sobre uma mesinha no hall de entrada.
— Isso é sério, Edward? — minha mãe perguntou decepcionada, Rose apenas continuou entrando na mansão, desaparecendo na imensidão da casa, sem falar uma única palavra para mim.
— Mãe, eu precisava de um pouco de diversão, elas eram só amigas — menti descaradamente, Esme revirou os olhos.
— Eu sei bem que tipo de amigas elas duas são, Edward Anthony Cullen — esbravejou. — Não acredito que vai voltar a sair com garotas de programas, isso é ridículo!
— O quê? Você quer que eu volte com Lauren? Isso sim seria ridículo.
Ela inspirou fundo, esfregado o rosto com uma mão.
— Isso tudo é minha culpa.
— O quê? — perguntei confuso.
— Você. — Ela fungou. — O que você se tornou, isso tudo é minha culpa. Se eu não tivesse deixado você participar daquela droga de reality show, se tivesse te mandado focar na escola no lugar disso há essa hora você estaria na faculdade estudando, não trazendo prostitutas para casa.
— Corta essa, mãe! — mandei irritado.
— Eu vou para meu apartamento — informou, dando meia volta para a porta. — Não consigo ficar aqui — murmurou, saindo antes que pudesse detê-la.
— Merda! — xinguei, indo atrás de Rose, ela não estava em lugar algum do primeiro andar e depois que deixei Shrek entrar em casa fui procurar minha irmã no seu quarto.
Bati na porta, lá dentro podia ouvir música clássica tocando.
— Entra — Rose gritou, eu entrei, vendo-a sentada na sua cama com o notebook no colo. Ela não se deu ao trabalho de me olhar quando entrei, continuando focada na tela do aparelho.
— Só queria falar que...
— Não, não precisa falar nada — disse mecanicamente. — A casa é sua, o dinheiro é seu, faça o que quiser — seu tom de voz era enojado, mas eu preferi seguir o que ela tinha dito, não falar nada.
— E ai? Como foi na ONG? — perguntei, circulando por seu quarto. Mesmo com ela morando oficialmente na Inglaterra, sempre fiz questão de que minha irmã tivesse seu espaço ali na minha casa, queria que ela sempre se sentisse bem vinda, não só uma hospede qualquer.
— Você não se importa, Ed — Rose respondeu, ainda concentrada no notebook. — Nunca pisou lá.
É, era uma verdade, eu mal sabia o endereço.
— E a faculdade? Você vai voltar quando? — perguntei, vendo os livros sobre a escrivaninha.
— Já perdi metade do semestre, não valeria a pena voltar agora. — Rose suspirou. — Eu tenho de esperar até setembro para retornar.
— Foi mal. — Rose me olhou, seu olhar era triste. — Se eu não tivesse criado problemas você não teria perdido boa parte do semestre, nem teria de adiar sua formatura, desculpa por isso.
Rose me encarou por mais um tempo, sem falar nada.
— É sério, me desculpa.
— Tanto faz! — Se voltou para o computador em seu colo.
Eu sabia que ela estava puta comigo por conta das garotas de programa, mas bem que podia pegar mais leve.
— Conheceu algum cara bacana enquanto estive fora? — Olhei para o porta retrato que Rose tinha ao lado de sua cama, na foto nossa família completa.
Eu reconheci o dia, o lugar e todo o resto facilmente. Nosso aniversário de treze anos, que comemoramos com uma viagem para Portugal com nossos pais. Os quatro ali sorriam para a câmera, Rose estava parada na frente de mamãe e eu de Carlisle.
Engoli em seco, sem querer pensar muito mais nele naquele momento.
— Não, não tem ninguém — Rose respondeu.
— Nenhum ator? Eu posso falar com alguns contatos e... — Calei a boca quando ela voltou a me encarar, profundamente irritada, era melhor eu parar antes que fosse expulso do quarto. — O que está fazendo?
— Nada demais, apenas mexendo no Facebook.
— Isso é tão ultrapassado, o Instagram é muito melhor — falei, jogando-me ao seu lado na cama, como dito ela usava a rede social. — Sinto falta do meu, mal vejo a hora da Capitã me liberar para redes sociais.
— Quem? — Rose franziu o cenho.
— Bella, ela é uma perfeita ditadora, Hitler não é nada perto dela.
— Edward, cala a boca, o Hitler foi uma das piores pessoas do mundo. — Rose bateu no meu ombro, onde a tatuagem de rosas feita em homenagem a ela repousava.
Tinha sido a minha primeira, fiz um dia antes do nosso aniversário de dezoito anos, pois Esme naquela época conseguiu me frear o máximo possível de começar a me tatuar, mas depois que completei a maior idade os desenhos foram sendo feitos rapidamente. Rose tinha ficado emocionada com a tatuagem, ela vivia dizendo que faria algo em minha homenagem também, mas no fundo sabia que nunca ia acontecer, porque minha irmã, mesmo sendo forte, não aguentaria a dor da agulha.
— Aquela mulher é louca, acredita em mim — falei, vendo-a passar as páginas do Facebook, sem parar em nenhuma.
— A Zoe era tão legal e gentil, é estranho ver que a pessoa por trás da personagem não é assim de verdade — Rose disse distraidamente.
— Ela está mais para um compilado de todos os vilões da série. — Minha irmã riu, afagando meu braço. — Qual era o nome daquele que tinha um olho na testa? Era o mais irritante de todos!
— Ai, eu não lembro! — Rose reclamou. — Vamos pesquisar. — Saiu do Facebook e digitou o nome da série no Google.
Os resultados foram muitos, mas no topo o que aparecia era a manchete de um site de fofoca.
"O astro Paul Lahote cruza com Isabella Swan, de Zoe em Malibu, no shopping."
— Sabia disso? — Rose me perguntou, clicando na noticia. — Aconteceu hoje.
— Não — respondi, lendo a matéria.
"Hoje foi dia de compras!
O astro Paul Lahote — da série de filmes Carros em Fúria, Cartada Fatal I e II, Seattle em Chamas, entre outros títulos — foi visto em um shopping nesta tarde (1/05), acompanhado de amigos. Mas, nossa estrela de Hollywood não era o único famoso no local.
Ness Swan — de Tempo para Amar e Jovem Coração — também estava por lá, na companhia de sua irmã mais velha, Isabella Swan — de Zoe em Malibu —, isso mesmo que você leu, a protagonista do Escândalo Swan. Fãs de Ness e Paul, que estavam no shopping, contaram que Paul e Isabella não se viram, mas que estiveram muito próximos um do outro.
Uma fã do nosso ator gato publicou em uma rede social a seguinte mensagem: Isabella Swan acabou de sair correndo do shopping, fugindo de Paul Lahote. Ela é tão patética!
Em fotos publicadas em outra rede social por pessoas que estiveram ali podemos ver Isabella deixando o shopping apressadamente, escoltada por um segurança, com sua irmã. Enquanto isso, Paul e os amigos faziam compras e depois seguiram para um bar próximo.
Que tacada certeira do destino, não é? Paul Lahote e Isabella Swan pertinho um do outro, quem ai se lembra do Escândalo Swan? Se não lembra continue aqui que a gente vai te dar uma volta ao passado e te relembrar tudinho..."
Parei de ler, eu sabia o que tinha acontecido, não precisava ser relembrado.
— Essa gente não para de reviver o passado. — Rose fechou a noticia. — Tem quase doze anos desde que isso aconteceu.
— O que estão falando de mim? — Eu precisava saber.
— Ed, não! — Eu consegui pegar o notebook dela, Rosalie reclamou, mas não conseguiu tirar o aparelho de mim.
Eu digitei meu nome, passando pelas manchetes ali anunciando minha filiação à Swan Productions. Mas, a primeira manchete me relacionando ao Escândalo Swan me deteve e fez com que eu entrasse no site.
"Ed Cullen ignora o Escândalo Swan e torna Isabella sua empresária."
— Edward, você devia ficar fora da internet — Rose continuou reclamando.
"Noticia quente, pessoal!
O Instagram da Swan Productions acabou de anunciar que Ed Cullen é o novo artista da produtora, chocados com isso? A gente também!
Ao que parece Ed Cullen resolveu ignorar não só sua rivalidade com Charlie Swan, mas o Escândalo Swan que manchou para todo o sempre o nome de Isabella Swan, sua nova empresária e dona da Swan Productions. Será que essa parceria renderá bons frutos?
Vamos esperar que Ed retome sua carreira, depois dos últimos fatos lamentáveis, mas teremos de torcer para que Isabella não suje ainda mais o nome do nosso londrino preferido..."
— Londrino? — Parei a leitura ali mesmo.
Rosalie gargalhou.
— Londrino, Rose?
— Esquece, Ed, essa gente publica qualquer coisa. Além do mais, não é como se Bath fosse sua cidade do coração.
— Sim, não é, mas eu não sou um londrino — resmunguei, fechando o notebook. — Você está certa, é melhor eu ficar longe da internet.
xoxoxo
Eu estava no meio de um sonho muito bom, quando senti alguém me balançar pelo ombro e acabei acordando. Resmunguei algo para a pessoa, continuando de olhos fechados, querendo voltar para meu sonho que envolvia o Caribe e garotas.
— Vamos, pirralho, a sua soneca acabou.
Não foi difícil reconhecer a voz, mesmo sonolento. Era a Capitã. Eu não devia estar surpreso.
Tirei meu rosto do travesseiro, olhando na direção de sua voz. Tudo que vi foram suas coxas cobertas por uma calça jeans, ela era tão magra, suas coxas tão finas, depois falava de mim, Bella quem devia ir malhar.
— Vá embora! — ordenei.
— Já se divertiu muito ontem, agora é hora de acordar e ir trabalhar. — Puxou o lençol que cobria desde minha cintura até meus pés, ouvi um gritinho assustado, então ela falou. — Você dorme nu?
— Você não dorme nua? Deveria, faz bem à saúde — Eu me movi na cama, ficando de barriga para cima.
Antes que eu pudesse abrir os olhos direito e avaliar Isabella aquela manhã, a notei olhando diretamente para meu pau por uma fração de segundos.
— Filha da puta, odeio quando Tanya tem razão.
— O quê? — perguntei confuso, ainda morrendo de sono.
— Vá se aprontar para sairmos. — Ela ignorou minha pergunta, jogando o lençol por cima do meu colo para cobrir minha nudez.
— Por que não largamos o trabalho e nos divertimos um pouquinho, Capitã? — a provoquei, era inconcebível que eu não tinha deixado aquela mulher nem um pouco abalada no dia passado, ou naquele momento que ela me viu totalmente nu. — Eu acho que você gostou do que viu. — Tirei o lençol de cima de mim, olhando do meu pau para Isabella. — Grande, né?
— Não adianta nada ser grande se você não sabe usá-lo direito, pirralho. — Bella piscou para mim, evitando olhar para meu pau.
— Eu te odeio! — esbravejei, levantando da cama.
— Oh, eu chorarei uma semana inteira por essa informação — debochou. — Agora vá se arrumar, temos que estar na King Music logo.
Ainda irritado, fui me arrumar para sair, demorando mais do que o necessário só para provocar Isabella. Quando voltei para meu quarto, encontrei a Caipira Filha sentada na minha cama, mexendo no que reconheci ser meu celular, com Shrek no chão segurando uma bola na boca, mas ela o ignorava.
— O que está fazendo mexendo no meu celular? — perguntei revoltado.
— Checagem — respondeu, continuando a mexer ali. — Não queremos você em problemas, não é mesmo? — Ela me olhou, lançando-me um sorriso travesso. — O meu número é o primeiro na discagem direta agora, sei que você vai querer ter rapidez em falar comigo, já que me odeia tanto.
Estendeu o celular para mim, eu o peguei logo.
— Você está em condicional, pode voltar a mexer no celular e afins, mas com juízo, entendeu? E continuou com a ordem de que qualquer publicação só com minha autorização, ou de alguém como Tanya. — A deixei falando, mexendo no celular para ter certeza de que estava tudo ali, não demorei nada para sentir falta do número de Lauren.
— Por que você apagou o número da Lauren? — indaguei irado, Shrek soltou a bolinha e latiu diante meu tom de voz.
— Porque ela está no seu passado, Cullen. — Bella se colocou de pé, arrumando as mangas de sua camisa social cor de vinho. — Você está terminantemente proibido de entrar em contato com sua ex.
Eu abri a boca para xingá-la, mas me interrompi. Era duro admitir, mas Bella estava certa, eu não devia ir atrás de Lauren.
— Quem te deixou entrar mesmo?
— Sua adorável irmã — respondeu, pisando para fora do meu quarto, depois de estalar os dedos para mim, no que eu já sabia ser uma ordem para segui-la. — Ela estava de saída quando cheguei. Rosalie nunca tentou ser modelo? É tão bonita, faria sucesso. Claro que teria de emagrecer uns bons quilos, mas ainda assim tem porte de modelo.
— Não, ela nunca quis ser modelo — respondi, ainda amargando o fato de não ter mais o número de Lauren.
— Foi tudo bem com as garotas ontem? — Shrek passou correndo pela gente na escada, quase derrubando Bella, eu segurei no braço dela, impedindo-a de rebolar pelos degraus, por mais que quisesse ela sumindo do mapa, não queria uma morta sujando minha casa. — Esse seu cachorro é maluco! — gritou, soltando-se de mim, descendo apressadamente o resto dos degraus.
— Ei, não fala assim dele! — exclamei, apressando-me na escada também. — Ele é muito mais legal do que você.
O olhar castanho de Bella pairou sobre mim, era como se ela pudesse me matar só com a força do pensamento.
— Foi ótimo com as garotas, obrigado pelo presente — voltei ao assunto anterior rapidamente, temendo que ela realmente aproveitasse o fato de estarmos só nós dois ali para me matar.
Bella estalou os dedos, eu a segui. Foda-se, ela era mesmo uma Capitã e eu seu soldado da sua linha de ataque.
xoxoxo
Eu assinei com a King Music depois de que o contrato que tinha com a gravadora inglesa afiliada ao The Star — o reality que participei e ganhei — chegou ao fim. A gravadora de Londres era boa, mas a proposta da King Music foi irrecusável, eles pagariam mais e era uma gravadora americana, que iria expandir mais meu nome pelo mundo.
— Você já trabalhou com o Royce? — perguntei para Bella, enquanto a via estacionar seu carro na garagem do subsolo do prédio da King Music.
— Não, mas o conheço — respondeu, desligando o carro. — Vamos lá, pirralho, quanto antes você voltar a gravar melhor para mim.
— Pare de me chamar assim — reclamei, saindo do carro com ela.
Nós seguimos direto para a sala de reuniões da diretoria da gravadora, Bella tinha agendado a reunião, de forma que todos já esperavam pela gente aparecendo ali. Ficamos algum tempo aguardando, com Bella conversando com alguém em seu celular pelo que notei ser sobre Riley, o cantor de indie rock que ela agenciava.
— Falo melhor com você mais tarde, Jessica, preciso cuidar do Cullen agora — falou quando vimos pelas paredes de vidro Royce, sócio majoritário da gravadora e produtor musical, caminhar até a sala. — Seja um bom menino — Bella cuspiu as palavras para mim, depois de finalizar a ligação.
— Eu sempre sou, Capitã.
— Olá! — Royce entrou na sala.
Era um cara de quarenta anos, pele branca, mas bronzeada. Seus cabelos escuros e mantinha uma barba. Nós dois já tínhamos sido amigos mais próximos, do tipo de eu passar o feriado de Ação de Graças com a família King em Hamptons, mas desde a gravação do meu álbum anterior Royce e eu estávamos nos desentendendo por tudo.
— Olá, Royce, é um prazer revê-lo! — Bella mudou totalmente ao falar com o King, soando doce e simpática.
Okay, ela era mesmo uma excelente atriz, mesmo estando fora do cinema e da TV desde o Escândalo Swan.
— Também é bom te ver, Bella. — Royce a abraçou de volta. — Como vai James? Eu estive lá no restaurante dele na sexta-feira, mas ele estava viajando e não pude dar meus cumprimentos ao chefe.
— James está bem, eu direi que você perguntou por ele — Bella continuou toda sorridente. — Nós devemos marcar um jantar lá, Jimmy, você, a sua esposa e eu. Um encontro duplo, será divertido.
— Eu adoraria... — Royce parou de falar quando me olhou. — Acho que temos de falar sobre negócios, Bella.
— Sim, nós podemos planejar nosso jantar depois. — Ela riu, voltando-se para mim. — Eu trouxe nosso menino de ouro de volta, Royce, Ed está pronto para voltar a produzir o quinto álbum dele.
Não estava não.
— Oi, Ed — Royce me cumprimentou, contornando a mesa e sentando diante de mim e Bella que voltou a cadeira ao meu lado. — Vou direto ao ponto.
— Aquele que nossa parceria fatura milhões — Bella disse empolgada, ou sei lá, fingindo empolgação muito bem, gesticulando entre nós três.
Royce tinha uma pasta em mãos, ele a jogou para Bella e eu por cima da mesa, ela a pegou, mas antes que pudesse abrir o King disse:
— Eu lamento informar, mas a King Music está deixando de ser a gravadora de Ed Cullen.
— O quê? — Isabella e eu gritamos juntos, ela perdeu totalmente sua personagem.
— Não podemos continuar com Ed, ele deixou uma imagem ruim para a King Music, principalmente por o acontecido com o paparazzi ter ocorrido na saída da festa da gravadora. — Royce me olhou. — Eu lamento, mas você extrapolou em tudo, Ed, não vamos continuar trabalhando ao seu lado.
Eu tinha extrapolado? Sim. Mas, ele não se lembrava de ter sido um dos meus maiores fornecedores de droga, né?
— Vamos, Ed, só um pouco.
— Isso não vai te matar, é só para fazê-lo extravasar.
E no próprio dia da festa da gravadora, quando me convenceu a cheirar no banheiro do salão de festas.
— É uma bela noite, Cullen, junte-se a mim a uma festinha particular.
Royce King era um filho da puta, assim como Caius e Lauren, eles ficaram do meu lado enquanto era lucrativo e quando mais precisei dos três eles me viraram as costas. Olhei para Bella sentada ao meu lado, enquanto tempo ela me deixaria? Pois, eu sabia que nossa parceria um dia acabaria.
— Você não pode romper o contrato assim, terá de pagar multas...
— Não, não tenho — Royce interrompeu Isabella. — Ed renovava o contrato a cada disco lançado, mas ele não assinou o contrato novo durante o curto tempo que tivemos de pré produção do que deveria ser seu quinto álbum. — Bella me encarou indignada. — Como você falou mesmo, Ed? — Royce me perguntou, dando um pequeno sorriso debochado. — Que só assinaria essa merda quando eu te deixasse fazer tudo que queria no álbum, não é? Bom, agora pode, mas em outra gravadora, isso é, se alguma quiser assinar com você.
— Você é um filho da puta — falei entre dentes.
— Todos nós somos. — Royce deu de ombros. — Podemos acabar por aqui, nossa ligação continua pela venda dos álbuns anteriores, mas isso é tudo.
Isabella se levantou abruptamente, apoiando as mãos sobre a mesa, os olhos fixos em Royce.
— Ed é o maior cantor disso que você chama de gravadora, se você romper com ele agora isso aqui não vai ser nada além de um estúdio de quintal.
— Bom, querida Isabella, o que eu ainda não disse é que estamos assinando com Jacob Black. — Royce me olhou. — Aliás, quem fez a ponte entre Jake e eu foi justamente Lauren, ela é uma garota maravilhosa.
Eu levantei também, furioso, quis contornar a mesa para socar a cara de Royce, mas Isabella me segurou, impedindo aquilo. Ela pegou o contrato que o King tinha nos passado, ainda me segurando voltou-se para ele.
— Espero que Jacob Black te leve à merda, Royce.
— Antes disso Ed é quem vai te levar, Isabella. — Ele levantou também. — Podem ir agora, nossos negócios acabaram. Mas, eu ainda estou esperando nosso jantar.
— Vá se foder! — Bella gritou com ele, puxando-me para fora da sala.
Eu a deixei me levar de volta para seu carro, temendo que não fosse capaz de me conter e retornasse a sala para quebrar a cara de Royce. Ele merecia, muito.
— Como você não assinou o maldito contrato? — Bella gritou comigo quando chegamos ao seu carro. — Como Caius não te fez assinar?
— Isso foi pouco antes do lance com Mike Newton — resmunguei. — Eu já estava...Não tinha ninguém conseguindo me convencer a fazer a coisa certa, tá bom? — Escondi meu rosto entre as mãos.
Sabia que minha saída da King Music era um desastre para minha carreira, eu já tinha bagunçado muita coisa, estava perdendo uma das minhas bases. Meu empresário, minha noiva, a clinica de reabilitação, tudo aquilo mais a perda de contrato com a gravadora era uma tsunami pronta para devastar tudo que eu tinha construído desde meus quinze anos.
— É agora que você cai fora também? — perguntei para Isabella, tirando meu rosto das mãos, voltando meu olhar para ela.
A Swan, que encarava o volante do carro, me olhou, arqueando uma sobrancelha.
— Eu não vou cair fora.
— Você deveria, cai fora logo, eu não tenho mais jeito.
— Bom, boas novas, Cullen. — Bella ligou o carro. — Eu não recebo ordens suas. — Sorriu vitoriosamente para mim. — Coloque o cinto, vou te levar para sua nova gravadora.
xoxoxo
Bella me levou para a Hollywood Records, uma gravadora menor do que a de Royce, mas que sabia que tinha em sua grade de artistas nomes como a própria Kate Allen. Ela era uma das cantoras de Bella, o que me deu uma pontinha de esperança de que talvez eu fosse bem recebido ali.
A Capitã foi, as portas se abriram para ela sem exceção, todos pararam para acenar para Isabella. A primeiro momento eu pensei que fosse para mim, mas foi obvio que a atenção era ela.
Isso fez com que Laurent, o manda chuva da gravadora, nos recebesse mesmo sem hora marcada, em sua própria sala. Eu já tinha o visto antes, mas nunca fomos apresentados.
Laurent era um cara relativamente baixo, negro e com cabelo com dreads. Bella o cumprimentou com um entusiasmo que parecia mais real do que aquele dirigido à Royce, os dois pareciam mesmo mais próximos.
— Não estava mesmo esperando por você, Bella — Laurent disse, seu sotaque parecia ser de Boston, ou algo assim. — Muito menos por você. — Me olhou curioso. — Acho que não nos conhecemos formalmente. — Ele estendeu uma mão para mim. — Laurent Gabaldon.
Bella me lançou um olhar sério, eu sabia que era ela me mandando não estragar tudo.
— Ed Cullen. — Apertei a mão de Laurent, falando educadamente com ele. — Belo lugar — elogiei a gravadora, gesticulando para sua sala.
— É sim. — Laurent riu, soltando minha mão. — O que está tramando, Bella?
— Eu estou te trazendo uma nova estrela. — Bella colocou uma mão em minhas costas. — A Swan Productions, a Hollywood Records e Ed Cullen podem formar um bom triângulo, não acha? Nós já temos uma pareceria junto a Kate, podemos expandir um pouco mais nossa ligação.
Laurent me avaliou.
— E a imagem dele?
— Eu o mantenho na linha — Bella prometeu.
— Não posso decidir isso assim, Bella — Laurent confessou. — Me dê um dia, certo? Nós três podemos nos reunir amanhã no seu escritório, me apresente algumas propostas, eu irei pensar melhor hoje e amanhã terei as minhas.
— Você é um anjo, Laurent. — Bella me soltou, indo beijar a bochecha do homem. — Sabe que será meu cunhado preferido para sempre, certo?
— Diga isso a sua irmã — Laurent falou, rindo. — Eu preciso ir para o estúdio agora, Benjamin está gravando, nós nos falamos amanhã.
— Com certeza nos falaremos.
Bella e eu nos despedimos de Laurent, partindo mais uma vez para seu carro aquele dia.
— Alice transou com ele? — perguntei para Bella, que revirou os olhos.
— Com quem Alice não transou é a pergunta que deve fazer — respondeu furiosa.
— Isso quer dizer que eu...
— Não, você não pode transar com minha irmã — ela disse quando entramos no elevador, por sorte sozinhos. — Além do mais, ela está namorando, contente-se com suas acompanhantes de luxo.
— Heidi, eu a quero de novo.
— Eu providenciarei encontros, só preciso resolver a sua situação com a gravadora antes disso.
— A troca de gravadora não é a melhor coisa, né?
— Não — Bella respondeu quando o elevador parou na garagem. — Isso está tirando o resto de estabilidade sobre seus pés, mas se a King Music te dispensou, nós precisamos encontrar um novo lugar para você.
— E se Laurent não quiser?
— Essa cidade, esse país, são cheios de gravadoras, alguém vai aceitá-lo. — Bella parou junto ao seu carro, focando seus olhos nos meus. — Eu te prometi um Grammys de Álbum do Ano, não? Você o terá.
xoxoxo
Nós seguimos para o prédio da Swan Productions, onde nos encontramos com Tanya esperando pela gente na sala de Bella.
— Recebi sua mensagem, Royce o chutou mesmo? — ela perguntou a amiga e sócia.
Bella assentiu, jogando sua bolsa no sofá e entregando meu antigo contrato com a gravadora de Royce para Tanya.
— Ei, oi, Ed! — a loira falou comigo, antes de começar a ler tudo ali.
— A coletiva de imprensa continua de pé para sexta-feira — Bella me informou. — Então, reze para conseguirmos boas noticias até lá.
— Tudo bem, eu estudei em escola católica, conheço todo o terço — brinquei, eu não conhecia mesmo, ficava viajando no mundo da lua toda hora de rezar.
— Quero que volte a malhar amanhã mesmo — Bella continuou, eu tinha me sentando diante sua mesa e ela em seu lugar. — Você tem um personal?
— Sim, Chris.
— Ótimo, contate o tal de Chris e vá malhar — ordenou. — Tanya? O quão precisaremos gastar?
— Muito, em tudo — Tanya respondeu. — A banda, toda a equipe de palco e bastidores.
— Excelente, isso vai ser uma merda de trabalho extra — Bella reclamou.
Tanya sentou na cadeira ao meu lado.
— Eu vi uns shows antigos seus — a Denali falou comigo. — Nós precisamos trazer Jasper Whitlock de volta para sua banda de apoio.
Eu congelei ao ouvir aquilo.
Nem por todo o dinheiro do mundo voltaria a trabalhar com Jasper, ele estava morto para mim.
— Por que diz isso? — Bella perguntou a Tanya.
— Jasper era o melhor guitarrista, Bella! — Tanya exclamou. — Fora que ele ajudou Ed em algumas composições e os dois tinham muita sintonia no palco, estavam trabalhando juntos desde o primeiro álbum do Cullen — ela falava como se eu não estivesse na sala. — Nós precisamos trazer isso de volta, logo.
— Uma volta às raízes? — Bella mordeu o lábio inferior, ficando pensativa.
— Isso! — Tanya sorriu. — Vamos levar Ed de volta ao começo, quando ele era o adolescente fofo por quem todos caíram de amores, todos o consideravam um príncipe. Você tem de ser um príncipe de novo — ela disse para mim. — As pessoas querem aquele Ed de volta.
Ele tinha sumido há muito tempo.
— E Jasper é um bom compositor — Tanya continuou. — Ele vai trazer a essência dos primeiros álbuns de volta.
— Eu não vou procurar por Jasper! — exclamei decidido.
Não poderia, nossa amizade tinha findado com um monte de merda, eu não queria nem olhar para a cara dele.
Bella e Tanya suspiraram juntas.
— O convença, Bella, eu combinei de sair para almoçar com Santiago, tenho de ir. — A Denali se colocou de pé, jogando o contrato para Bella. — Pense direito, Ed. Sei que Jasper deu declarações chatas sobre você após deixar a banda, que teve aquela briguinha de vocês no meio do show, mas ele é um grande guitarrista e compositor, não podemos perdê-lo.
Tanya mandou um beijo para Bella, saindo da sala em seguida.
— Vai começar a me azucrinar sobre Jasper agora? — perguntei para Bella.
— Ainda não. — Ela levantou também. — Eu tenho de ir falar com Jessica sobre algumas coisas, você pode ficar por aqui. Nós podemos sair para almoçar e conversar melhor depois.
— Claro, Capitã.
Bella saiu, eu peguei meu celular para mandar uma mensagem para Chris para marcarmos o começo dos meus treinos, porém uma mensagem de um amigo DJ, Stefan, me distraiu.
Stefan: Fiquei sabendo que você agora trabalha com Isabella Swan, já viu o vídeo dela? Essa mulher é fantástica!
Em anexo a mensagem o vídeo. Olhei para a porta, não tinha ninguém ali. Será que seria muito errado se eu visse? Como eu era só um garoto na época que o vídeo saiu, nunca acabei o assistindo, pois Carlisle regulava tudo que víamos na internet.
— Ah, foda-se. — Cliquei para abrir o vídeo. — Eu devo ser a única pessoa no mundo que ainda não o assistiu.
A tela do meu celular foi invadida pelas imagens, os microfones pelos sons. Lá estava Isabella Swan, de dezenove anos, junto de Paul Lahote.
Estavam em um quarto de hotel, pelo que diziam a gravação aconteceu em New York. O vídeo começava com os dois se pegando e se despindo, eu acelerei aquilo, querendo ver o ponto alto da coisa.
— Posso chupar seu pau? — ela perguntou a ele, nua e ajoelhada diante Paul no chão, totalmente submissa ao cara, bem diferente da Bella me dando ordens.
— O que você está fazendo? — Estremeci ao ouvir a voz de Bella, olhei para trás, vendo-a parada na porta, pálida e assustada. Pausei o vídeo, escondendo o celular no bolso. — Isso é o vídeo do Escândalo Swan, não é?
— Be-Bella — gaguejei.
— Responda! — gritou.
— Sim, é o vídeo do Escândalo Swan.
