Capítulo Dez

Edward Cullen

"Ed Cullen critica renomado cantor country em entrevista a People."

Aos dezessete anos fui indicado ao prêmio de álbum de ano nos Grammys, pelo meu segundo disco. Apesar das críticas, de muitos falarem que eu estava perdendo o nível, fui indicado ao maior prêmio da música, na categoria mais importante.

Aquele foi um dos melhores momentos da minha vida, pois estava a um passo de conseguir algo que muitos almejavam. Entretanto, fui passado para trás, pelo maldito Caipira Swan!

Eu não conseguia entender como aquele velho tinha ganhado por um álbum country irritante, sério, country? Parecia uma piada, como alguém podia premiar uma música tão ultrapassada?

Depois daquele dia eu passei a odiar Charlie Swan, ele tinha me roubado. O caipira era meu inimigo, todos sabiam disso, era uma guerra pública.

xoxoxo

Eu me sentia abandonado, vi Jasper, Jane, Demetri e minha própria irmã saindo para uma festa aquela noite de sábado. No meio da visita dos meus amigos, eles combinaram de ir para uma boate nova que estava inaugurando, claramente não me colocaram em seus planos, pois eu estava de castigo.

Até tentei argumentar de que me comportaria, mas nenhum deles acreditou em mim. Então, de noite, Jasper, Demetri e Jane reapareceram, prontos para saírem e levaram Rosalie com eles.

Minha irmã estava hesitante em ir, só que acabou cedendo e foi com eles. Além do mais, ela parecia muito interessada em Demetri para o dispensar.

Tudo que restou para mim foi ficar em casa com mamãe, um grande programa, quer dizer, eu a amava, só que não era a melhor forma de passar um sábado à noite. Principalmente por ela ter me forçado a assistir filmes de romance que eu detestava, não conseguia entender como Esme e Rose gostavam tanto daqueles roteiros bregas.

Deixei a diretora da prisão, Isabella, saber sobre meu descontentamento por estar trancafiado em casa. Foi quando a minha querida empresária me chamou para o almoço de domingo, onde eu poderia encontrar com Alice.

Porra, eu odiava Charlie Swan, mas a filha dele era gostosa pra caralho. Não perderia a chance de tê-la, eu queria Alice e a teria, foi pensando nela que dormi aquela noite.

O problema foi, sonhei com a irmã errada.

xoxoxo

Eu estava no meu porão, onde funcionava a sala de música da minha casa. Tocava guitarra, Let's Dance do Bowie, era um dia quente e eu estava usando uma calça jeans e nada mais, enquanto fumava um cigarro para completar.

— Você fica sexy tocando — ouvi a voz já familiar, olhei para a entrada do porão, vendo Isabella Swan.

A mulher usava um vestido vermelho curto e bem justo, que marcava bem seus peitos, ainda que fossem pequenos. Os cabelos dela estavam presos em um rabo de cavalo e ela usava uma maquiagem pesada, mas que a deixava com uma aparência perigosa e ousada. Para completar, ela tinha botas em seus pés, que chegavam até a parte superior de seus joelhos.

— O que está fazendo aqui? — indaguei, dando mais uma tragada no meu cigarro.

Bella deu um sorrisinho malicioso, caminhando até mim. O som de suas botas soando pelo porão, eram como barulhos de tiros ecoando em meus ouvidos.

— Eu vim te ver — ela respondeu, tirando o cigarro da minha mão, dando uma tragada também.

— Hum, apenas me ver? — Recuperei meu cigarro, dando uma última tragada antes de o apagar no cinzeiro mais próximo e depositar minha guitarra em um dos suportes.

— Bom, veremos o que essa noite reserva para a gente, Ed.

O olhar de Bella era desafiador, aquilo mexeu comigo, eu adorava desafios. Segurei em sua cintura, sentindo a Capitã estremecer com meu toque.

— Nervosa?

— Não — respondeu tentando soar firme, mas sua voz vacilou.

Sorri, lentamente me aproximando mais dela. Afastei seus cabelos para trás de seu ombro, deixando seu pescoço exposto.

— Você deveria estar nervosa, Capitã — afirmei, antes de colocar meus lábios sobre sua pele.

— Por qual motivo eu estaria nervosa? Você não passa de um pirralho — provocou.

— Um pirralho é? Acredito que não, um pirralho não te faria gemer, não?

Antes que Isabella pudesse falar qualquer coisa voltei a beijar seu pescoço, deslizando uma mão por seu corpo para tocar em seu seio direito por cima do vestido, o pressionando levemente. Como resposta obtive um gemido baixo, exatamente o que queria ouvir dela.

— Um ponto para mim, Capitã.

— Me fode, Edward — Isabella Swan exigiu, suas mãos agarrando-se em meus cabelos, os puxando.

A Swan se afastou de mim, puxando seu vestido para longe do seu corpo, deixando-o cair no chão. Estava completamente nua, sem calcinha ou sutiã. Seu corpo era branco e sem muitas curvas, os peitos realmente pequenos, mas, porra, ela era gostosa ainda assim.

— Quero que você me foda — Bella disse em um sussurro erótico, voltei a tornar zero a distância entre nós dois, tomando-a em meus braços e cobrindo seus lábios com os meus.

Após o beijo fiz Isabella se curvar sobre o sofá, ela empinou sua bunda para mim, me dando uma visão privilegiada. Seu olhar se encontrou com o meu, seus olhos castanhos estavam dominados por malícia. Era foda vê-la ali, totalmente entregue, calçando apenas botas.

Me livrei da calça e cueca, libertando meu pau tão duro. A Capitã se empinou ainda mais, chamando por mim em uma voz baixa.

— Venha, Edward.

Eu fui, duro, sedento, louco.

xoxoxo

Isabella foi a primeira coisa em minha mente quando acordei, enquanto lembranças do sonho me atropelavam. Porra, aquilo era no mínimo estranho.

Eu estava duro, para completar. Meu pau precisava de atenção, imediatamente.

Sentei na cama, tentando voltar à ordem. Meus pensamentos oscilando entre o sonho e quanto eu detestava Bella, por que diabos tinha sonhado em foder aquela mulher?

Então, como um clique, a resposta veio até mim. Tudo que Demetri tinha me dito mais cedo aquele dia, ele me narrou sua foda com Isabella e aquilo consequentemente me fez pensar em fodê-la.

— Você não está entendendo, Ed, aquela mulher é incrível — Demetri falou. — Ela chupa tão bem — confidenciou. — Acho que nenhuma outra garota com quem já fodi chupa tão bem quanto a Swan, a boca dela... Porra, que boca! — Demetri suspirou. — Fodemos nos fundos de uma boate em Milão, melhor sexo da vida. Eu a teria pedido em casamento de tão apaixonado que fiquei por aquela foda, mas, você sabe, a reputação dela é um lixo, isso não seria bom para mim. Bom, mas eu não me importaria em foder com ela novamente, se você quiser servir de ponte...

Eu tinha rido e dito que ela estava namorando, mas falado que a mulher era uma bruxa e que seria melhor Demetri não tentar nada com Isabella novamente, ou era capaz de ela o amaldiçoar. Além do mais, logo o ator estava focado em seduzir minha irmã e ficou visivelmente constrangido quando minha empresária apareceu.

Tirei Demetri da minha mente, percebendo o quão duro eu estava. Precisava mesmo resolver aquilo, talvez um banho gelado desse conta, mas eu queria realmente gozar, nem que fosse com minha mão.

Catei meu celular de cima da mesa ao lado da cama, colocando na internet. Se meu sonho não cooperaria, o Google faria isso por mim, digitei o nome de Alice Swan e busquei por fotos dela de biquíni, tinham algumas para meu contentamento.

Revirei novamente a mesinha, dentro da gaveta, buscando por um refil de lubrificante que sabia que tinha ali. Coloquei uma generosa quantidade na mão e a levei até meu pau, como quase sempre, eu estava dormindo sem roupa alguma.

— Vamos lá, querida — murmurei para as fotos de Alice.

Sem dúvidas nenhuma toda a beleza da família Swan tinha sido dada em sua totalidade para aquela filha, eu mal podia esperar pelo dia seguinte, quando estaria finalmente cara a cara com Alice. Porra, seria fantástico a foder.

Com uma mão eu me masturbava, enquanto com a outra passava as fotos para baixo. Foi quando me deparei com uma de Alice junto de Isabella, as duas de biquíni, em uma piscina.

— Merda, saia do meu caminho, Capitã!

Olhando as duas lado a lado ficava ainda mais claro o quanto Alice era mais bonita, fora que mais gostosa. Entretanto, eu só conseguia me lembrar de quão elogiada a performance sexual de Isabella foi por Demetri.

Será que era mesmo tudo aquilo?

— Foco, Edward! — exigi de mim mesmo, passando a foto que Isabella aparecia e retornando as que tinham somente Alice. — Isso, essa é a irmã certa. — Voltei a me concentrar na minha punheta, pensando na apresentadora montada em cima de mim. Os peitos dela eram grandes, provavelmente obra de um cirurgião plástico, mas eram do jeito que gostava, nada pequenos. — Vamos lá!

Aumentei o ritmo da minha mão, mas estava tão disperso, as fotos de Alice não estavam sendo suficientes.

— Isso não está funcionando! — me queixei frustrado, jogando o celular de lado.

Fechei os olhos por um segundo, lembranças do sonho retornando a minha mente. Imagens de Bella nua, chamando por mim, porra. Eu sabia que o corpo que sonhei era de fato o de Isabella, já que tinha visto parte do vídeo do Escândalo Swan.

Agarrei o celular novamente, pronto para buscar pelo vídeo pornô da Capitã, mas me detive. Isabella arrancaria meu pau e minhas bolas se descobrisse aquilo, era melhor não arriscar, uma vez que meu novo celular tinha sido dado por ela, provavelmente teria rastreadores e bloqueadores.

No lugar de buscar o pornô da minha empresária, entrei em um site pornô qualquer e coloquei no primeiro vídeo com duas garotas se chupando. Loiras, peitudas, gostosonas, elas bastariam, tinham de servir por hora.

Eu teria Alice no outro dia, só precisava esperar mais algumas horas.

xoxoxo

Definitivamente não sabia cozinhar, por isso às oito da manhã coloquei uma pizza congelada no microondas para comer no café. Minha mãe e irmã continuavam dormindo, então eu teria de me virar só para não morrer de fome.

Eu tinha acordado do meu sonho com Isabella por volta das cinco da manhã, estava desde aquela hora desperto. Tinha batido duas punhetas para vídeos pornôs aleatórios na internet, estava por hora saciado da fome de sexo, mas não tinha conseguido voltar a dormir de forma alguma e fui nadar para buscar extravasar um pouco mais.

— Edward, você acordou cedo — mamãe comentou ao entrar na cozinha, uns vinte minutos depois, torcendo o nariz quando me viu devorando a pizza. — Isso não é muito saudável, filho.

— Não enche — reclamei de boca cheia, mamãe revirou os olhos.

— Cadê a educação que eu te dei, garoto?

— Sei lá, provavelmente ficou em Bath. — Dei de ombros, pegando mais um pedaço de pizza.

— Você está bem irritado hoje, talvez fosse melhor ligar para o Dr. Marcus.

— Eu só estou cansado, que saco, mãe! — esbravejei. — Tudo agora é culpa da minha reabilitação? Sai dessa!

Ela respirou fundo, apoiando suas mãos em cima do balcão diante de mim.

— Tudo bem, mas se continuar muito estressado talvez seja melhor sim ligar para ele. Além do mais, você dizer que está cansado e estar acordado tão cedo para seus padrões não é algo nada bom, teve insônia?

— Algo assim. — Dei uma generosa mordida na fatia de pizza em minhas mãos. — Cadê a Rose? Ela já devia ter acordado também.

— Ah, ela foi dormir no apartamento do Demetri — mamãe contou, começando a se mover pela cozinha. — Ligou de madrugada para mim, avisando que passaria a noite fora.

— Pelo menos alguém se divertiu nessa merda...

— Ok, chega, Edward! — mamãe ordenou, tirando a fatia de pizza de mim. — Vai tomar um banho quente e tentar dormir um pouco, certo?

— Não estou com sono, fora que mais tarde vou sair, não quero perder a hora.

Eu não perderia mesmo a oportunidade de estar com Alice.

— Sair? — mamãe perguntou apreensiva.

— É, com Isabella, relaxa. — Recuperei minha pizza. Bom, eu estaria com a Capitã até ela sumir e me deixar sozinho com a irmã gostosa dela. — Não vou aprontar porra nenhuma, que merda.

— Edward... — Esme se calou, suspirando. — Que seja, faça o que achar melhor, é dono da sua própria vida.

Quis dizer o quão certa ela estava por aquilo, como lembrá-la de que por insistência dela e por ter me impedido de pedir um recurso, fui trancafiado naquela bosta de clínica. Mas, não tive tempo de falar como ela tinha se intrometido na minha vida e escolhas, já que Rosalie entrou na cozinha naquele instante, com um sorriso imenso no rosto, trajando as roupas que usou para a festa.

— Hey, filha, você chegou! — Esme comemorou a ver minha irmã. Claro, Rosalie era perfeitinha, diferente de mim o problemático.

— E ai? Você se divertiu demais com os meus amigos? — indaguei revoltado.

— Foi bem legal — Rose respondeu, fazendo uma careta para minha pizza. — Não é muito cedo para pizza? Chris vai te fazer malhar dobrado amanhã.

— Quando isso acaba?

— O que quer dizer? — Rose indagou confusa.

— Estou falando sobre Demetri e você juntos. — Dei de ombros. — Ele é um cara legal, mas vai partir seu coração. Você não é exatamente o tipo dele.

Rosalie arregalou os olhos, mamãe suspirou alto novamente.

— Sabe, ele tem todas essas modelos e atrizes aos pés dele, enquanto você não é como elas em nada.

— Ed-Edward — Rosalie gaguejou. — Eu...

— Seu irmão não dormiu direito — Esme falou, Rose assentiu, parecendo entender a fala da nossa querida mãe.

— Ou estou apenas na fossa pela falta das minhas incríveis drogas — debochei, levantando do banco que estava sentado. — Vou tomar um banho, não comam minha pizza!

Sai pisando firme para longe da cozinha, pensando em como queria fumar. Aquilo iria me relaxar, porra, eu precisava de um cigarro.

xoxoxo

Minha mãe estava cozinhando, Rosalie trancada em seu quarto, quando Isabella me mandou uma mensagem me informando que estava indo me buscar. A melhor parte, Alice estava mesmo junto, não era uma brincadeirinha da minha irritante empresária.

— O que você vai fazer com Isabella? — minha mãe perguntou.

— Negócios — respondi, checando minha aparência no reflexo da torradeira.

— Que tipo de negócios?

— Você está bem chata hoje, em? — reclamei. — Negócios são negócios, ponto final. — Bufei.

Esme abriu a boca para dizer algo, mas se calou quando o interfone tocou e foi atender.

— Era da portaria do condomínio, falaram que...

— Abra os portões — ordenei, Esme apertou o botão que fazia aquilo.

Chequei mais uma vez minha aparência, no espelho que tinha na parte da sala de jantar, estava usando tênis Nike, uma bermuda azul e uma camiseta preta com uma ilustração do Michael Jackson de costas. Meus cabelos estavam a bagunça de sempre, só que isso com certeza era a parte do meu charme. Talvez eu tivesse passado um pouco de maquiagem para esconder minhas olheiras, mas nada demais, apenas para correção.

Podia concluir algo, não tinha como Alice resistir a mim. Eu a teria aquele dia, sem chances de adiamentos.

— Tchau! — gritei para Esme, correndo para fora da minha mansão.

Vi Isabella lá fora, com um Porsche amarelo chamativo. Eu sorria de orelha a orelha, contente em saber que Alice estava lá dentro esperando por mim.

— Oi, Bella. Tchau, Bella! — Passei diretamente por ela, sem querer ficar pensando no meu último sonho, abrindo logo a porta do carona do carro. Porém, para minha surpresa o lugar estava ocupado pela Swan mais nova, Renesmee. — Espera, eu...

— Oi, Ed! — Renesmee e Alice, a gostosa que ao vivo era muito melhor, me cumprimentaram juntas.

— Ei, oi Renesmee — cumprimentei a outra rapidamente, ela era bonitinha, mas Alice com certeza fazia mais meu estilo. — Alice é um prazer te conhecer, o que acha de...

— O que você acha de calar a boca e entrar no carro, pirralho? — Isabella me interrompeu, agarrando meu braço com força, empurrando-me para dentro do Porsche.

— Ok, eu acho que você e a mais nova podem ficar por um restaurante por aqui nas redondezas — falei para Bella. — Enquanto Alice e eu vamos almoçar em um lugar mais reservado. — Eu estava muito animado com a perspectiva de ter um momento a sós com Alice.

— Oh, nós com certeza almoçaremos juntos, Ed. — Alice falou, rindo.

— Ótimo! — exclamei, era bom saber que estávamos com os pensamentos parecidos, eu a foderia aquele dia. — Minha irmã adora sua série, Renesmee, se puder me dar um autografo depois, Rose ia amar — emendei para a caçula Swan.

— Claro, se você sobreviver ao almoço com o papai eu autografo para sua irmã.

Paralisei por um segundo ao ouvir aquilo.

— O quê? — gritei por fim, virando-me para encarar minha empresária. — Isabella, o que ela quis dizer com isso?

— Que estamos te levando para almoçar com Charlie Swan, Ed Cullen. — Bella apertou minha bochecha.

— Não, não mesmo! — continuei gritando. — Não vou almoçar com seu pai, muito menos na casa dele.

Ir almoçar com o Caipira Swan? Aquilo era ridículo!

— Ah pirralho, você vai sim, esqueceu que eu estou no comando? — Isabella disse, com aquele jeito de chefona da máfia dela.

Fiquei olhando bem para ela, sendo impossível não pensar no meu sonho. Em Bella debruçada sobre meu sofá, pedindo para eu fodê-la, nua e entregue.

Porra!

Ela era gostosa, estava muito gostosa naquele domingo usando apenas uma regata vermelha e um short branco e curto. Senti uma vontade incontrolável de tocar nas coxas expostas dela, quem sabe deslizar minha mão para dentro do seu short e sentir sua boceta.

Sendo impossível me controlar, me movi no banco para mais perto de Bella. Inclinei-me para baixo, sussurrando em seu ouvido.

— Isso vai ter volta, Isabella!

Ela tinha cheiro de morangos, tão tentador. Eu me vi obrigado a morder sua orelha, sentindo-a se arrepiar. Ri em seu ouvido, notando que ela não era tão durona quanto dizia ser.

— Eu sabia que você não seria totalmente imune a mim, Capitã.

O olhar dela se encontrou com o meu, sua sobrancelha esquerda estava arqueada. Mas, não, ela não era mais tão durona para mim, eu sabia muito bem que Isabella tinha seus pontos fracos.

— Acredite, pirralho, você não mexe comigo.

— Mesmo? — Vencido pelo desejo coloquei minha mão em sua coxa, sua pele era quente e macia, eu quase gemi com o contato. Deslizei minha mão por ela, sentindo-a se arrepiar mais ainda. Se Renesmee e Alice não estivessem no carro com a gente eu teria feito mais, infiltrado minha mão para dentro do short de Bella, só para começar. — Sim, eu percebo que não mexo com você, Isabella — provoquei, ela abriu a boca para rebater, mas não conseguiu falar nada. — Tudo bem, Capitã, eu deixo as mulheres sem fala — me gabei.

— Vá se foder! –– falou entre dentes.

— Venha comigo — sussurrei, sorrindo para ela.

Talvez eu pudesse ter Alice e depois Bella, mas estava cogitando seriamente a ideia de ter a mais velha das irmãs. Demetri estava dizendo a verdade, eu tinha certeza disso, fora que todos falavam tanto do vídeo pornô de Bella, isso devia significar algo.

— Eu aposto que sou muito melhor que seu namoradinho de pau pequeno — afirmei, pensando como os dois pareciam sem graça juntos.

Isabella gargalhou.

— Em seus sonhos, Cullen. — Ela afastou minha mão, deixando-me irritado por não poder mais tocar nela.

Mas, não deixei aquilo me desestabilizar.

— Sim, quem sabe eu possa ter tido um sonho erótico com você noite passada — comentei como se não quisesse nada com aquilo.

— O quê? — Bella indagou.

Não respondi, apenas pisquei para ela, a deixaria imaginando as coisas, aquilo a enlouqueceria. Então, comecei a puxar assunto com as irmãs dela, pois ainda queria garantir minha foda com Alice.

A casa do Swan era rústica como ele, ultrapassada. Parecia que eu estava no meio de uma fazenda, o que era repulsivo. Detestava fazendas, tinham cheiro de fezes de cavalos e eram literalmente no meio do nada, eu apreciava a vida urbana.

Não podia acreditar que estava ali, aquilo era contra meus valores. Charlie Swan era um inimigo, não se vai até a casa de um inimigo almoçar, se invade e toma posse.

— Meu álbum do ano, esse velho idiota — continuei reclamando, enquanto seguia as irmãs Swan.

— Pare de ser um bebê chorão — Bella ordenou.

— Eu não confio mais em você, Bella — a deixei saber daquilo, sentindo-me traído, mas deveria ter previsto aquilo, não? Afinal, ela era a filha do Caipira.

— Oh, que pena! — debochou.

Aquela mulher me deixava maluco, por ela se achar tão dona da verdade. Porém, eu tinha descoberto que era muito gostosa também. Dei uma boa olhada para a sua bunda, pensando em tocá-la ali como tanto queria.

— Então — sussurrei, indo para o lado de Isabella. — Qual seu quarto? Vamos para lá de uma vez para que eu possa reproduzir o que sonhei.

— Você realmente sonhou comigo? — ela indagou, fazendo uma careta.

— Sim, eu te fodia de... — Eu me calei quando chegamos à área externa da mansão, onde pudemos ouvir a risada do Caipira Swan.

Aquilo me deixou imediatamente 100% mais raivoso.

O localizei, perto de uma mesa, junto das outras filhas. A Caipira Filha, que por uma acaso era minha empresária, chamou por ele.

Charlie olhou para Bella, sorrindo, mas o sorriso morreu rapidamente quando me viu. Bom, ele não era o único irritado com aquela situação.

— O Natal chegou mais cedo — Bella sussurrou para si mesma, enquanto seu pai andava até nós.

Eu a encarei chocado, aquela mulher tinha problemas? Ela era sádica ao extremo!

— O que você está fazendo aqui? — Charlie Swan gritou quando parou a nossa frente, ele tinha uma veia na testa saltada, seu rosto estava todo vermelho e seus olhos castanhos, idênticos aos da sua primogênita, estavam cheios de ódio. Bom, o ódio era recíproco.

— Isso foi invenção da sua filhinha, não pense que foi minha ideia vir almoçar na sua casa, seu ladrão de prêmios — resmunguei, cruzando os braços na frente do corpo.

Bella gargalhou, fazendo com que o pai e eu a olhássemos.

— Por que diabos você está rindo, garota? — Charlie indagou revoltado.

— Porque a briguinha de vocês é hilária. — Bella continuou rindo, jogando os cabelos por cima dos ombros.

Charlie revirou os olhos, voltando-se para mim.

— Quero você fora da minha casa, agora, seu Cabeludo Britânico.

— O quê? Está com inveja por que eu tenho cabelo? — provoquei o velho. — Por isso que vive com esse chapéu ridículo na cabeça? — Apontei para o acessório que ele usava. — Ficando careca, Caipira Swan?

A veia saltou ainda mais, talvez ele tivesse um aneurisma bem ali na minha frente. Seria recompensador, eu acharia a estatueta do Grammys e levaria embora comigo, pois ela era minha por direito.

— Fora da minha casa!

— Com prazer. — Assenti para Charlie, mas não consegui dar nem um passo para longe, pois Isabella agarrou meu braço.

— Nem pensar, Betty, você fica.

— Isabella, eu não quero ficar.

— Eu não o quero aqui — Charlie acrescentou.

— Viu? O velho ai e eu concordamos com algo.

— Velho é seu pai, seu babaca!

Vi vermelho naquele momento, tentei partir para cima de Charlie, mas Isabella continuava me segurando.

— O quê? Vai bater em mim agora? — Charlie gargalhou. — Quer ser preso outra vez, seu merdinha?

— Pai, pega leve! — Bella exigiu.

— Eu me entendo com você depois, Isabella! — gritou com ela, a Capitã bufou.

— Vocês não podem agir como adultos e almoçarem sem querer matar o outro? — Bella questionou.

— Não! — Charlie e eu respondemos juntos.

— Charlie. — Olhamos em direção a voz, Carmen estava se aproximando da gente. A latina usava apenas um biquíni preto, um bem pequeno que deixava muito do seu corpo a mostra, o que era excelente. — Não é assim que se trata uma visita, amor.

— Ele não é uma visita, Carmen, é um idiota e o quero longe da minha casa — Charlie reclamou.

— É um prazer rever você, Carmen — falei para ela, usando meu melhor tom sedutor, o Swan se voltou para mim mais revoltado do que antes.

— Fique longe da Carmen, seu pirralho! — o velho ordenou.

Bella sufocou uma risada.

— Mi amor*, por que não somos educados com o Ed? — Carmen perguntou a Charlie, segurando no braço dele, lhe lançando um sorrisinho. O velho suspirou, concentrando seu olhar na ninfeta que ele tinha em casa. — É domingo, suas filhas estão aqui, vamos todos aproveitar o tempo bom. Você poderia fazer isso por mim, não?

*Meu amor.

Senti as unhas de Isabella cravarem na pele do meu braço, com força, quando ela ouviu o que Carmen disse. Por um segundo a dor foi superada pelo prazer, talvez eu fosse um pouco masoquista. Imaginei a Capitã arranhando minhas costas, gemendo meu nome e aquilo me deixou cheio de tesão.

— O que não faço por você, querida? — Charlie falou com Carmen, antes de beijá-la.

As unhas de Bella voltaram a me torturar, mas daquela vez me soltei dela, antes que a Capitã perfurasse minha pele e arrancasse sangue.

— Seja bem vindo, Ed! — Carmen exclamou solenemente para mim quando acabou de beijar o velho, ela não tinha medo da dentadura dele cair?

— A casa não é sua, por que você esta recepcionando o Ed? — Bella questionou enfurecida.

Carmen ficou visivelmente constrangida, encolhendo-se nos braços de Charlie. Ou a mexicana era mesmo uma boa atriz, ou ela se afetava facilmente com os cortes que Isabella dava nela. Eu não tomaria partido, talvez ela fosse alguém realmente boa, mas já tinha errado antes.

— A casa é da Carmen, sim, Isabella — Charlie falou com seriedade em sua voz. — Ela mora aqui, então a casa é dela, tanto quanto minha.

— Charlie... — Bella não teve muito tempo de falar, pois logo foi interrompida pelo pai.

— E você não deveria ter trago esse... Garoto para cá sem minha permissão, Isabella. — Charlie bufou.

— A casa também é minha, você esqueceu? Eu também posso trazer quem quiser para cá, papai. — Bella o confrontou. — Ou agora apenas a querida Carmen decide quem entra e quem sai da mansão? — Eu dei um passo para o lado, afastando-me da Swan, ela era baixinha e magra, mas eu já tinha presenciado a fúria de Bella mais de uma vez, era melhor não ficar no seu caminho.

— Ei, ei, por que a gente não bebe algo? — Renesmee se juntou a nossa rodinha, com Alice a seguindo. Alice tinha um sorrisinho diabólico no rosto, enquanto sua irmã mais nova parecia verdadeiramente tensa com a confusão se instaurando ali.

— Eu quero uma boa garrafa de uísque! — Charlie exclamou, quase gritando, ainda com Carmen junto de si, ele entrou na mansão, levando-a consigo.

— O que vocês querem beber? — Renesmee perguntou de Bella para mim.

— Vodca — a Swan e eu respondemos juntos.

Isabella me encarou, com o cenho franzido.

— Nem pensar, Ed. — Ela cruzou os braços na frente do corpo. — Suco para nós dois — falou para Renesmee, parecendo odiar aquilo.

— Bom, aceito a vodca que eles estão dispensando — Alice falou, ainda com aquele sorrisinho diabólico no rosto.

— Não sou uma garçonete! — Renesmee protestou, mas seguiu o caminho que o pai e a madrasta tinham seguido antes.

— Por que você me trouxe aqui, afinal? — indaguei Isabella, que continuava de braços cruzados e uma expressão furiosa no rosto.

— Não me questione, Ed. — Ela seguiu para uma das espreguiçadeiras mais próximas a piscina, sentando-se lá.

— Sua irmã, ela... — comecei a falar irritado com Alice, que riu baixinho assentindo, sequer consegui concluir meu pensamento, de tão estressado que estava por conta daquela situação.

— Eu sei, ela sabe ser bem irritante — Alice falou. — Mas, ela é uma estrategista, se Bella te trouxe aqui deve ter um bom motivo para isso.

— Me enlouquecer! — Bufei. — Ou sei lá, causar um enfarto no seu pai, o que eu não reclamaria.

Alice fechou a cara para mim quando ouviu aquilo, cruzando os braços na frente do corpo, parecendo muito com Isabella instantes antes.

— Cuidado, Cullen, eu não desprezo sua presença nessa casa, mas posso passar a desprezar. — Ela voltou a sorrir, olhando-me de cima a baixo. — Você é uma boa visão, contando que fique quietinho continuará sendo muito bem vindo por aqui. — Piscou para mim, antes de ir até o lugar que Bella estava. Notei que assim como Isabella, Alice tinha uma tatuagem no tornozelo esquerdo, quase a mesma da sua irmã mais velha, apenas com uma diferença pequena.

A apresentadora se juntou a irmã na espreguiçadeira, fui até as duas, sentando na cadeira ao lado. Estava quente aquele dia como quase sempre era em Los Angeles, entretanto eu suspeitava de que minha temperatura estava elevada pela excitação que estava sentindo desde que acordei naquela madrugada.

Ter Alice e Bella por perto não ajudava muito, eu queria foder a primeira e não conseguia parar de pensar em ter fodido a segunda em meu sonho.

— Então, Ed pronto para voltar ao jogo? — Alice me perguntou, enquanto percorria uma mão por seus cabelos.

Bella estava de olhos fechados, parecia estar dormindo, mas devia mesmo era estar planejando matar sua madrasta gostosa.

— Claro — menti para Alice, sorrindo largamente para ela.

— Sabe. — Alice se remexeu na espreguiçadeira. — Nós poderíamos fazer algo. — Gostei de como aquilo estava soando, então prestei atenção em sua fala, mas pude ver Bella do outro lado da irmã abrir seus olhos. — Que tal participar do meu programa?

— Você enlouqueceu, Alice? — Bella gritou no instante que a irmã terminou de falar.

— Bells...

— Não, não me venha com Bells, Alice! — Bella a encarava com ódio. — Eu agencio a carreira do Ed, não vou deixá-lo comparecer ao seu programa, não vou colocá-lo perto de Renée e participar desse circo.

— Meu programa não é um circo, além do mais mamãe é a produtora, mas nós podemos acertar tudo e...

— Não, sem chances, Alice! — Bella se colocou de pé, olhando ultrajada para a irmã. — Eu nunca deixaria Ed participar do seu programa produzido por Renée.

— Isso seria bom para a carreira dele — Alice insistiu, Bella soltou uma gargalhada, mas que não soava de fato bem humorada. — Daria publicidade a ele, Bells. Você não acha que isso seria bom? — Alice perguntou para mim, colocando-me em uma saia justa, eu queria agradar a loira, mas não queria travar uma nova batalha com Bella.

— E-Eu n-não s-sei — gaguejei.

— Eu cuido da carreira do Ed, então estou deixando bem claro que ele não pisa em um programa produzido por Renée, ou em qualquer um que faça parte da grade da D.M Televisions. — Bella se voltou para mim. — Se você assinar qualquer contrato de participação para o programa de Alice, ou qualquer outro produzido e exibido pela produtora e emissora dos Dwyer, eu rompo nosso contrato. Depois disso vou tratar de arruinar o que restou da sua carreira, não vou pegar leve, você entendeu, Cullen?

Revirei os olhos, porém assenti.

— Não vou assinar contrato algum sem sua benção — ironizei.

— Ed...

— Eu estou falando sério. — Bufei. — Nada de assinar coisa alguma sem antes discutir isso com você — prometi, Bella suspirou, parecendo convencida daquilo.

— Você é uma tremenda egoísta, Isabella! — Alice exclamou brava, colocando-se de pé. — Ter a participação de Ed Cullen no meu programa me daria uma boa audiência, mas você não se importa comigo, não é?

— Não se preocupe, Alice, você fode com o herdeiro da D.M Televisions, seu programa vai continuar no ar até que você chute seu namoradinho — Bella ironizou. Alice abriu a boca para protestar, mas tudo que ela fez foi começar a tirar o vestido e sapatos que usava, ficando apenas em um biquíni amarelo e correu para pular na piscina, mal me dando tempo de apreciar seu corpo melhor.

— Vocês são bem briguentos por aqui na roça — comentei, vendo Bella voltar a se sentar, ela me olhou com cara de poucos amigos. — Apenas fazendo um comentário inocente — me defendi.

— Não te trouxe aqui para fazer um comentário sobre minhas brigas com minha família — Bella deixou claro. — Ou com aquela puta barata que o papai hospeda aqui — acrescentou.

— Então, por que me trouxe? — indaguei novamente.

— Porque precisamos fazer você e papai se entenderem, ou ao menos concordarem em fingir que se entendem agora.

— Já dei minha declaração na entrevista coletiva, não precisamos mencionar mais nada sobre seu pai e eu — resmunguei, Bella apenas me ignorou, mantendo seu olhar sobre Alice que estava nadando. — Mas, você sempre pode me por perto da sua irmã.

— Não — foi tudo que ela disse.

— Você, ela e Ness tem a mesma tatuagem no tornozelo, né? — deduzi.

— Você é perceptivo — debochou.

— Você é menos durona do que imaginei, já que tem uma tatuagem dessas, só que ainda é uma manipuladora do caralho.

— Bom que sabe disso. — Bella sorriu triunfante para mim. — Finalmente, pensei que você tinha ido colher as uvas para nos trazer o suco — ela reclamou quando vimos Renesmee se aproximando da gente, trazendo copos com bebidas em uma bandeja.

— Eu não sou sua empregada — Renesmee protestou, estendendo a bandeja para a irmã, Bella tirou nossos sucos de lá, deixando apenas dois copos de vodca ali, misturadas a refrigerante.

Aquilo me tentou muito, eu queria.

— Suco! — Bella disse em seu tom autoritário de sempre, entregando meu copo. — Só porque sou boazinha não vou beber também, assim você não passa vontade sozinho.

— Nossa, recompensador — foi minha vez de debochar, enquanto Renesmee ia levar um dos copos com vodca para Alice na piscina, logo retornando e sentando ao lado da irmã.

— O papai está muito bravo com você, Bells — Renesmee disse, jogando a bandeja no chão e bebericando sua bebida, fazendo uma careta. — Carmen está lá conversando com ele, enquanto papai xinga e bebe uísque.

— Tomara que ele tenha coma alcoólico — desejei, falando baixinho, mas as duas ouviram e me encararam, dois pares de olhos castanhos furiosos.

Porra, aquelas meninas realmente gostavam do pai!

— Cuidado com suas palavras, Cullen — Renesmee ordenou, mas ela parecia a mais gentil das irmãs Swan, não representava uma ameaça.

— O papai vai superar, ele já está bem grandinho para ficar de birra. — Bella bebeu um pouco do seu suco. — Ed e eu precisamos falar com você, Ness.

— Precisamos? — questionei confuso, sem me lembrar de qual assunto eu tinha para falar com a caçula Swan.

— O que querem de mim? — Ness perguntou desconfiada.

— Seu segurança — Bella respondeu, suspirei, entendo o assunto. Larguei o copo com suco de uva sobre uma mesinha perto da gente, sem vontade alguma de beber aquela porcaria.

— Emmett? Espera, explica isso melhor — Ness pediu.

— Um dos seguranças do Ed tem que cair fora, sendo assim ele vai precisar de um segurança novo.

— E tem que ser o meu segurança? — Ness franziu o cenho.

— Emmett é confiável, ele está com você por anos e o conheço bem — Bella falou. — Embry está saindo por... — Ela me olhou rapidamente. — A questão é que Embry não é nada confiável e no momento Ed precisa de um segurança que não o deixe cair em mais problemas.

Renesmee resmungou.

— Exatamente, Bells, Emmett está trabalhando para mim há anos, eu não quero o trocar. — Ness me olhou. — Sinto muito, Cullen, mas não vou deixar você roubar meu segurança.

— Sem problemas, isso foi ideia da sua irmã.

— Se você não mandar Emmett para Ed eu vou cobrir o valor que você paga a ele — Bella falou para a irmã, fazendo Renesmee a encarar. — Não acho que a fidelidade dele de anos ira resistir a mais dinheiro, você quer fazer isso do jeito fácil, ou do difícil, irmã?

Renesmee engoliu em seco, apertando o copo de vodca em suas mãos.

— Você não vai desistir?

— Não está nos meus planos — Bella respondeu, Ness concordou com um aceno de cabeça.

— Certo, Emmett é todo seu. No caso, todo de Ed.

Bella sorriu, afagando o rosto da irmã.

— Excelente, querida, obrigada por ser compreensível.

Renesmee apenas forçou um sorriso para a irmã.

— Peça que Emmett vá até o meu escritório amanhã, certo?

— Pode deixar — Ness concordou.

Bella sorriu, levantando-se da espreguiçadeira e colocando seu copo junto ao meu.

— Vou nadar um pouco, não crie problemas, Ed.

— Vá se foder — esbravejei, ela apenas riu, começando a tirar suas roupas.

Por baixo do short e da regata que vestia, Isabella estava usando um biquíni vermelho escuro. Eu sequer consegui fingir que não estava olhando para seu corpo, principalmente para a minúscula peça de baixo da sua roupa de banho. Tive vontade de afastar a peça e... Porra, eu precisava me conter.

Sem falar mais nada Bella seguiu até a piscina, de costas para mim eu pude ver em suas costas uma tatuagem de uma flor de lótus. A Capitã pulou na água com graciosidade, passando um bom tempo no fundo até voltar à superfície.

Isabella foi para perto de Alice, mesmo de longe eu podia sentir que as duas continuavam tensas uma com a outra. Entretanto, elas começaram a conversar e não ouvi gritos.

— Boa sorte em suportá-la — Renesmee falou, fazendo com que eu a olhasse. — Bells, Bella — esclareceu. — Ela é minha irmã, mas consegue ser bem...

— Irritante, sim, eu já tive boas amostras disso — completei sua fala, Renesmee riu, bebendo mais um pouco da sua vodca. Encarei o copo dela, suspirando.

— Isso deve estar te matando, não? — Ness fez uma careta, assenti. — Sinto muito. — Terminou de beber sua vodca em um único gole.

— Eu sinto muito por estar roubando seu segurança.

— Não, não é você o ladrão, sim minha irmã. — Renesmee se deitou na espreguiçadeira. — Mas, tudo bem. — Virou seu rosto na minha direção. — Contato que você me coloque no seu próximo clipe.

Eu ri.

— Alice acabou de me pedir para participar do programa dela, agora você me pede isso, sua família toda vai me explorar?

— Aprendemos com a melhor.

— Bella?

— Renée.

— Ela...

— Nós dois não conversaremos sobre Renée, Ed — Renesmee disse com seriedade na voz, assenti. — Se você for esperto não irá falar sobre ela com minha irmã também. — Olhei para Bella na água, ela e Alice pareciam ter se entendido, pois riam juntas de algo.

— Certo. — Renée era parte do escândalo Swan, eu já sabia que era um assunto proibido. — Você quer estar no meu próximo clipe, então?

— Eu queria mesmo ser indicada ao Oscar, mas posso começar fazendo uma ponta no seu próximo clipe.

— Hum, Oscar? Ambiciosa.

— Vai me dizer que não quer um Grammys?

— Quero, claro.

Renesmee riu.

— Todos nós queremos algo.

xoxoxo

Ness e eu conversamos por quase uma hora, eu precisava admitir que ela era a melhor pessoa daquela família. Conversamos sobre filmes, séries e qualquer coisa que não fosse a vida real, uma boa válvula de escape.

Até que Carmen apareceu, usando um longo vestido florido, anunciando que o almoço estava servido.

— Espero que goste da comida, Ed. Eu pedi que preparassem comida mexicana hoje, você deve saber como é sentir falta da comida da sua terra natal.

— Na verdade não — falei, levantando. — Não sinto falta alguma da Inglaterra.

— Eu sinto falta do Tennessee — Renesmee comentou. — Mesmo sendo da Califórnia, lá é maravilhoso. — Ela acenou para as irmãs. — Vamos almoçar!

Segui com Renesmee e Carmen para a mesa na varanda, onde o almoço tinha sido servido. O Caipira Swan já estava ali, segurando um copo de uísque em mãos. Seu olhar sob mim era furioso, o meu também era.

Carmen se sentou ao lado esquerdo do velho, que se encontrava a cabeceira da mesa relativamente pequena para seis pessoas. Renesmee sentou ao lado da sua madrasta, eu peguei a outra cabeceira.

Alice e Bella logo apareceram, a primeira continuava apenas em seu biquíni, mas minha empresária tinha colocado seu short de volta. Bella sentou ao lado do pai, que a olhou com a mesma fúria que olhava para mim, mas ela não pareceu se importar. Enquanto isso, Alice sentou perto de mim.

O pé dela esbarrou no meu por debaixo da mesa, a loira sorriu para mim, subindo seu pé por minha perna, o que me fez pigarrear. Era isso, certo? Ela estava querendo algo comigo, eu sabia que era irresistível.

— Legal, agora só comemos comida mexicana aqui? — Bella reclamou, começando a se servir.

— Coma isso e não encha minha paciência — Charlie ordenou, Bella abriu a boca para rebater, mas a fala do pai pareceu lhe deixar sem uma resposta.

Alice riu baixinho, parando de mover seu pé sobre mim, o que odiei.

— Então — Ness começou a falar, enquanto se servia também. — Eu recebi o roteiro de uma minissérie. — Todos os olhares na mesa se voltaram para ela. — É um enredo sobre prostituição — completou, corando. — O que você acha? — perguntou para Bella, que fez uma careta.

— Nudez total? — Bella indagou séria.

— É. — Renesmee corou mais ainda. — Mas, é um projeto promissor, quem sabe eu conseguiria uma indicação relevante como coadjuvante por.

— Não gosto disso — Charlie reclamou. — Você já se expõem demais na sua série, Ness. Se quiser eu financio uma minissérie nova, você escolhe desde roteirista a diretores, ai pode atuar sem ter que se expor muito.

— Pai, não é assim que funciona. — Renesmee expirou alto.

— Que tal eu dar uma olhada no roteiro depois do almoço? — Bella sugeriu, sorrindo docemente para Ness. — Nós podemos analisar tudo melhor, ai vemos se você segue em frente com os testes.

— Certo, podemos fazer isso — Ness concordou, soando aliviada.

— Então — Charlie começou a falar, enquanto Alice servia a mim e a ela. — Eduardo...

— É Edward — o corrigi. — Você sabe muito bem disso.

— Claro, sei sim — Charlie acenou positivamente com a cabeça, pegando algo ao lado do seu prato, um pequeno controle remoto. — Eles falaram seu nome naquele ano no Grammys. — Charlie apontou o controle para o interior da sua mansão, clicando em um botão.

Um alto som de banjo começou a soar, eu me remexi na cadeira, desconfortável demais com aquilo. Logo a voz do Caipira Swan podia ser escutada também, cantando sobre sua terra natal. Eu sabia que aquela era a música de abertura do disco dele que ganhou o álbum de ano em cima do meu, quando perdi aquela noite eu tinha o escutado inteiro, só para confirmar que meu álbum era muito melhor.

— Agora sim podemos almoçar, com música de qualidade tocando, não um lixo pop qualquer. — Charlie sorriu largamente, acomodando-se melhor a sua cadeira.

— Lixo pop, você... — Comecei a falar, mas Bella me cortou rudemente.

— E quando vamos nos livrar da comida mexicana?

O sorriso de Charlie desapareceu, Bella sorriu ironicamente para ele. Charlie não disse mais nada, seu olhar era o suficiente, mas Bella não pareceu se abalar.

— Nós podemos comer o que você quiser da próxima vez, Bella — Carmen murmurou, encarando a comida em seu prato.

— Nós? — Bella riu. — Próxima vez?

— Isabella! — Renesmee chamou a atenção dela. — Carmen, eu adoro comida mexicana, isso está maravilhoso, não é Alice? Você sempre adorou comida mexicana.

— Acho que criei enjoo sobre. — Alice deu de ombros. — Concordo com Isabella, está na hora disso acabar.

Carmen se levantou abruptamente, sua cadeira arrastando no chão provocando um ruído alto.

— Com licença — pediu, olhando para baixo. — Eu não estou me sentindo bem, vou descansar um pouco, tenham um bom almoço.

A mulher entrou praticamente correndo dentro da mansão.

— Olha o que vocês duas fizeram! — Charlie gritou com Alice e Bella. — Estão contentes?

— Não o suficiente — Bella respondeu. — Estarei quando ela cair fora.

— Ela não vai cair fora, Isabella!

— É o que veremos, papai. — Bella levou uma garfada de comida à boca. — Isso está uma delícia, a única coisa decente vinda do México.

— Você está passando dos limites — Charlie gritou com ela mais uma vez, antes de seguir atrás de Carmen.

— Ele tem razão — Renesmee murmurou.

— Cala a boca, Ness — Alice ordenou. — Você que é cega e não vê que Carmen é só uma aproveitadora barata, Bella e eu estamos tentando abrir os olhos do papai aqui. — Alice pegou o copo de uísque deixado por Charlie. — Agora, Ed, me conte mais sobre você — pediu a mim.

— Eu... O que quer saber?

— Tudo. — Os olhos azuis de Alice brilharam para mim, seu pé voltou a minha perna.

— Certo. — Olhei uma última vez para Isabella, que encarava a cadeira vazia de Carmen, antes de voltar a conversar com Alice.

xoxoxo

Depois do almoço, para qual Carmen e o Caipira Swan não retornaram, Ness e Bella entraram na mansão para que a Capitã pudesse palpitar sobre o roteiro recebido pela outra. Isso me deixou sozinho com Alice, que tinha pedido por mais uísque para a empregada que ia e vinha nos servindo.

— Nem uma cerveja? — Alice perguntou para mim.

— Não, sua irmã me mataria se me visse bebendo — resmunguei, Alice sorriu, inclinando-se para mais perto de mim.

— Bells é tão chata, não é mesmo? — ela perguntou, colocando sua mão em meu pulso direito, olhando para minha tatuagem de código de barras que tinha ali. — Eu adoro tatuagens, você fica muito sexy com elas, Ed — falou sedutoramente, sua voz mandando vibrações diretas para meu pau necessitado.

— Você não tem alguma outra fora essa do seu tornozelo, né? — Talvez ela tivesse alguma que ficasse muito bem escondida por seu biquíni, o que despertava minha imaginação.

— Não. — Alice subiu sua mão por meu braço. — Porém, eu morro de vontade de tatuar algo em minhas costelas.

— Ficaria bom. — Levei uma mão até suas costelas, sentindo Alice se arrepiar. — Algum desenho em mente?

— Não, mas eu gostaria que fosse algo sexy. — Aproximou-se mais de mim. — Sabe, Ed, você é muito mais bonito pessoalmente.

— Você também.

— E cheiroso. — Ela aproximou seu rosto do meu pescoço, tocando minha pele com seus lábios. — Desculpe, não pude resistir.

— Sem problemas, pode ir em frente — falei contra minha respiração, Alice me beijou outra vez, mas se afastou.

— Eu não deveria estar fazendo isso — disse com culpa em sua voz. — Tenho um namorado.

— Eu não sou ciumento. — Pisquei para ela, Alice riu suavemente, continuando a tocar em meu braço.

— Sabe, se minha irmã não fosse uma grande chata, nós poderíamos passar um tempo juntos na gravação do meu programa. Não sei se você já assistiu, mas consiste em minha equipe e eu mudando a decoração da casa das pessoas, é bem divertido e demora umas duas semanas. — Alice suspirou. — Isso faria com que a gente se visse direto por quinze dias, entende? Às vezes eu ficaria até mais tarde na sua casa, ou você teria de ir para um hotel para evitar dormir na confusão da reforma da decoração. Quem sabe eu poderia te visitar no hotel, seria divertido, não?

— Muito — concordei, imaginando nós dois fodendo em um quarto de hotel.

— Se Bella não estivesse te proibindo — Alice respirou fundo, deixando sua mão cair para minha coxa. Eu gemi quando ela subiu seus dedos, chegando perto do meu pau. — Você deveria se impor mais, Ed. Sei que ela é sua empresária, mas não deve permitir que Bella mande em tudo.

— Acho que você está certa — falei, fechando os olhos para apreciar a mão de Alice que chegou ao meu pau por cima da bermuda.

— Você é um homem, deve mostrar a minha irmã quem manda.

— Aham.

— Isso significa, só se você quiser claro, participar do meu programa. Eu amaria te ter no programa comigo, o episódio seria um sucesso. Ficaria tão feliz, iria te agradecer tão bem. — Ela abriu o botão da minha bermuda.

Aquela altura eu já estava duro de tesão, entretanto, para meu azar, quando Alice ia colocando sua mão dentro da minha bermuda a empregada reapareceu. Aquilo fez a Swan rapidamente se afastar de mim, voltando a se concentrar em seu copo de uísque.

A empregada recolheu o resto da louça suja, levando de volta para o interior da mansão. Alice lançou um sorriso cúmplice para mim, eu sorri de volta, mesmo que naquele momento tudo que quisesse era a arrastar para o quarto mais próximo.

— Por que não salva meu número? — ela sugeriu, eu rapidamente peguei meu celular do bolso da calça, estendendo o aparelho para Alice, que gravou seu número. — Prontinho, liga para mim quando pensar melhor sobre nossa conversinha.

— Pode deixar. — Guardei o celular de volta ao bolso, respirando fundo para conter minha ereção.

Isabella escolheu aquele momento para retornar a varanda, sentando novamente em seu lugar de antes. Falava ao celular com alguém, parecendo muito concentrada.

— Você sabe que eu adoraria, mas estou muito atribulada no momento. — Repousou seu olhar sobre mim. — Sim, além do meu pai estou cuidado de mais três músicos agora. Como essa banda se chama mesmo? — Ela esperou pela resposta. — Certo, The Dragons, um pouco clichê, não? Ok. Eu adoraria poder te ajudar com isso, mas sem chances de pegar mais alguém para agenciar agora. Talvez se vocês conseguissem adiar o lançamento do álbum deles para dezembro do ano que vem, o que acha? — Bella bufou. — É, eu entendo como prazos são. Olha, não posso mesmo, mas conheço alguém ai de New York que pode ser muito bom, vou te enviar o contato dele mais tarde, tudo bem? Nos falamos outro dia, tchau! — Ela desligou, largando o celular sobre a mesa.

— Quem era? — Alice perguntou, eu me remexi na cadeira, ainda duro por conta da loira. Abotoei minha bermuda, sabendo que com Bella por ali, Alice não voltaria a fazer nada.

— Um produtor musical de New York, queria que eu fosse a empresária de uma nova banda de rock da gravadora que ele trabalha, eles devem lançar o primeiro álbum em dezembro — Bella contou. — Mas, eu não posso trabalhar com eles agora. — Fez um gesto de descaso com a mão.

— E o roteiro de Ness? — Alice mexeu nos cabelos da irmã.

— Nahuel ligou, não tivemos tempo de ler muito — Bella respondeu. — Vamos analisar isso melhor depois.

— Eu também preciso fazer umas ligações. — Alice se colocou de pé. — Deixei meu celular no carro, estou indo até lá. — Acenou para mim antes de se afastar.

Senti vontade de mandar Bella embora, apenas para que a irmã dela ficasse e pudéssemos continuar de onde tínhamos parado.

— Que tal você aceitar ser a empresária dessa nova banda? — sugeri para Bella, que me olhou com o cenho franzido. — Desse jeito, você vai atormentar esses pobres coitados em New York, ai me deixa em paz.

Ela deu um sorriso de canto de boca.

— Você não vai se livrar de mim tão cedo, pirralho.

— Por favor — implorei.

— Ainda não ganhei os milhões de dólares que quero sendo sua empresária, quando isso acontecer nós podemos dizer adeus — falou firme, inclinando-se para pegar uma fruta da cesta sobre a mesa.

— Se eu te der uma boa grana agora você some?

— Não sou uma prostituta barata que você chantageia, Eduardo. — Ela pegou um morango em mãos.

— Vá se foder! — xinguei.

— Em breve quando encontrar Jimmy — Isabella falou antes de dar uma generosa mordida no morango.

Eu a encarei abocanhar o morango, depois o modo como ela lambeu de seus lábios o suco da fruta. Aquilo parecia mais sexual do que deveria, talvez Alice ter me deixado excitado foi o motivo para isso.

— Quero você na produtora amanhã, depois de acabar seu treino — Bella ordenou, terminando de comer aquele morango e pegando outro. — Vou te apresentar ao Emmett... — Eu me desliguei do que ela falava, apenas prestando atenção na forma como ela devorava os morangos.

Apoiei meus braços sobre a mesa, ficando o mais perto possível de Bella. Os cabelos dela ainda estavam molhados, lhe dando um aspecto bagunçado, mas que não a deixava feia. O tempo no Sol já tinha deixado ela bronzeada, não queimada. Uma gotícula de suor saiu de seu pescoço, deslizando pelo vale entre seus seios.

— Então...

Ela continuava falando, segurando um morango pela metade na mão. Eu imaginei como seria gostoso mergulhar aquele morango em uma boa taça de champanhe. Senti o gosto na minha língua, como se realmente tivesse acabado de fazer aquilo.

A Capitã voltou a levar a fruta aos seus lábios rosados, eu parecia estar a assistindo em câmera lenta. Aquilo era possível? Por que ela parecia tão sexy comendo um maldito morango?

— Você tem de... — Bella pegou um novo morango, não resisti e me estiquei mais sobre a mesa, abocanhando o morango de sua mão. — Hey, o que foi isso? — ela indagou revoltada.

— Eu gosto de morangos — respondi de boca cheia, Bella revirou seus olhos castanhos.

— Fique longe da minha comida — mandou, esticando a mão para a cesta de frutas.

— Que tal uma banana dessa vez?

Isabella me encarou, recolhendo sua mão para junto do seu corpo.

— Espera, você estava me encarando daquele jeito porque...

— Porque estou tendo os pensamentos mais pervertidos do mundo com você agora, Capitã — confessei, Bella xingou.

— Não começa, Cullen.

— Um pouco tarde demais, eu só consigo pensar em você me tendo em sua boca como teve esses morangos — confessei. — Ou te ter em minha boca da mesma forma.

Ela arqueou uma sobrancelha.

— Bom, você nunca terá.

— Ou, você para de bancar a durona e volta para casa comigo. — Cruzei os braços na frente do corpo. — Que tal conhecer meu quarto melhor? Ou melhor, minha sala de música, o local do meu sonho da última noite, onde eu te fodia.

Isabella fechou a cara.

— Esqueça o maldito sonho erótico que você teve, Betty.

— Você usava longas botas sexys, tem botas assim? Se você não tiver faço questão de te presentear com um par de botas dessas.

— Deixa de ser um babaca! — Bella reclamou, pegando a porra de outro morango.

— Pare de comer essas drogas!

— Eu gosto de morangos, Ed! — ela esbravejou, colocando-se de pé. — Vem comigo.

— Para seu quarto? Agora mesmo! — Me levantei, para minha infelicidade eu não estava mais duro, eu realmente queria Alice, ou Bella cuidando do meu pau duro. Porém, em breve isso aconteceria, com qual delas primeiro eu não tinha ideia.

— Você nunca entrará no meu quarto, pirralho. — Colocou todo o morango na boca.

Puta merda, ela realmente parecia boa demais com aquela boca. Demetri estava certo, o oral daquela mulher devia ser fantástico.

— Um dia você ira implorar por isso, Capitã.

Ela apenas me mostrou o dedo do meio, depois estalou os dedos e apontou para o interior da mansão. Fui atrás dela, querendo ter uma boa visão da sua bunda.

Não fiquei surpreso quando chegamos a um estúdio, onde Carmen e Charlie estavam. O homem parecia estar ensinando a outra a tocar piano, eles pararam abruptamente quando Bella bateu a porta com força.

— O que é agora, Isabella? — Charlie perguntou.

— Podemos conversar? Você, Edward e eu — ela disse, claramente excluindo Carmen.

— Não acho que há nada que eu tenha para conversar com esse dai. — Charlie apontou para mim. — Ele já esta com sorte de que eu não o joguei na rua.

— Como se fosse ter forças para isso, velho — debochei.

— Cala a boca, Cullen. — Bella me deu uma cotovelada, caminhando até o piano e se apoiando ali. — Você sabe que temos sim o que conversar, Charlie. É sobre aquele assunto de outro dia, o que falei quando vim te contar sobre eu virar empresária de Ed.

Os olhos de Charlie se arregalaram.

— Nem pense em insistir nisso, Isabella Marie Swan.

— Do que exatamente estamos falando? — me atrevi a perguntar.

— Em você e papai gravarem uma canção juntos — Bella falou em alto e bom som, com convencimento em sua voz.

Gargalhei, aquela era uma ótima piada. Entretanto, quando vi a expressão de Bella permanecer a mesma percebi que ela não estava brincando.

— Eu nunca gravaria uma canção com seu pai, nem que estivesse morando debaixo da Golden Gate!

— Isso é algo que o Cabeludo Britânico e eu temos em comum, Isabella, não concordamos com essa loucura da sua mente.

— É apenas uma música — Bella bufou. — Nós podemos pagar para algum compositor escrever algo genérico, o ponto aqui não é a canção em si, mas o que ela nos trará.

— Dor de cabeça.

— Brigas.

Charlie e eu falamos juntos.

— Visibilidade, vocês serão comentados sobre isso por tanto tempo — Bella insistiu. — E você, Cullen — se concentrou em mim. — Iria gravar com um renomado cantor, vencedor de cinco Grammys, isso não é pouca coisa.

— É quando um desses Grammys deveria ser meu por direito.

— O seu álbum era uma porcaria, aceite isso de uma vez, seu garotinho mimado! — Charlie gritou.

— Ligeirinho*, não se exalte — Carmen pediu.

*Speedy González, personagem da Warner Bros. Aqui no Brasil conhecido como Ligeirinho.

Bella e eu a encaramos, ambos confusos.

— Do que chamou meu pai?

Carmen pigarreou, Charlie corou.

— Ligeirinho — murmurei, começando a rir. — Quer dizer que o Caipira Swan sofre de ejaculação precoce? — gargalhei, Charlie ficou ainda mais vermelho, porém Carmen se pronunciou antes.

— Ligeirinho não tem nenhuma relação com isso! — ela afirmou. — Eu chamo Charlie assim por conta daquele ratinho do desenho do Pernalonga.

Bella exalou, apoiando sua testa no piano.

— Sabe, aquele mexicano que tem um bigode — Carmen continuou sua explicação, tocando no bigode do Caipira.

— Querida, não — Charlie pediu, constrangido, afastando a mão dela.

— Podemos nos concentrar no que realmente importa? — Bella pediu, erguendo seu rosto.

— Eu topo gravar a canção se Charlie cantar nela que ele tem ejaculação precoce — provoquei, o Caipira pegou uma partitura que estava no suporte do piano e atirou contra mim, sem conseguir me atingir. — Já pensou em tomar Viagra?

— Vai tomar no cu, Cullen!

— Charlie, olha a língua! — Carmen brigou com ele.

— Só uma canção — Bella voltou a falar. — Irão me agradecer depois disso.

— Não vai acontecer — deixei bem claro.

— Pode parar de insistir agora, Isabella. — Charlie apertou algumas teclas do piano, tocando a marcha fúnebre. — Mas, agora estou pensando em compor uma canção, que fale sobre como Ed Cullen é um garotinho mimado e patético.

— Esse garotinho está indo embora! — falei, farto do Caipira.

— Já não era sem tempo, mande um beijo para o fracasso por mim.

— Mande um beijo para... — Parei, sem saber o que falar. — Foda-se, você é velho, em poucos anos vai morrer e eu irei sapatear em cima do seu caixão.

Segui para fora do estúdio, eu mal tinha chegado ao corredor principal quando Bella me alcançou.

— O que custa gravar a porra de uma única música?

— Você não entende? É gravar com o cara que me roubou no passado. — Bella agarrou meu braço, fazendo com que eu parasse no meio do corredor, vazio caso não fosse por nós dois.

— Eu posso te conseguir algumas coisas em troca — comentou em uma voz baixa. — Se concordar em cantar com Charlie.

Olhei para baixo, encarando de cima seus seios.

— Você está me propondo sexo, Capitã?

— O quê? Não! — Ela me soltou tão rápido como se tivesse tomado um choque.

— Ah não? Uma pena, mas então, sem trato feito, nada de canção com o estúpido do seu pai.

Bella levou as mãos a cabeça, massageando suas têmporas.

— Por que isso é tão importante para você afinal?

— Porque eu sou a empresária de vocês dois, que no passado travaram uma guerra pública, agora estão do mesmo lado e não podem continuar nessa de inimigos mortais sem me levarem a loucura. Seja inimigo do maldito Jacob Black que roubou sua garota, não do meu pai que roubou um Grammys, eu já te prometi um, em breve você terá o seu, mas nunca mais terá sua preciosa Lauren.

— Eu vou embora — falei.

— Estamos conversando aqui, Ed.

— Não, não estamos — fui enfático ao dizer aquilo. — Eu não quero que você fique falando da Lauren, está certo? Da mesma forma que você não quer que eu fale de Paul. — Bella se encolheu, desviando o olhar.

— Como você quiser.

— Eu quero ir embora, então peça um carro para mim, ou sei lá.

Bella deu um meio sorriso.

— Me espera aqui, Cullen. — Ela foi para o caminho que levava a área da piscina, voltando com seu celular em mãos e vestida novamente em sua regata. — Vem comigo.

Eu fui, indo parar na garagem dos Swan. O lugar era tão grande quanto minha própria garagem, contei pelo menos dez carros.

— Charlie é um colecionador?

— Eu sou — Bella respondeu, indo até a parede e pegando uma chave do grande suporte fixado lá.

— Sério? — perguntei surpreso, ela concordou com um aceno de cabeça, andando entre os carros.

— Sim, mas moro em um apartamento, não tem lugar para guardar todos eles na garagem do prédio, por isso os deixo aqui — explicou. — Tem tempo que não dirijo minha Ferrari — ela falou, parando perto do carro vermelho, a abrindo. — Vamos nessa, vou te deixar em casa.

— Não devemos nos despedir das suas irmãs? — perguntei, pensando em Alice.

— Elas vão superar não dizer tchau para você. — Bella entrou na Ferrari, fui para o banco do carona, entrando lá. — Coloque o cinto, não queremos que você machuque seu belo rostinho que me vale uma nota.

— Sim, eu sei quão lindo sou. — Coloquei o cinto, Bella também, logo mexendo no som do carro dela. — Então, agora que você desistiu de me fazer cantar com seu pai...

Bella riu alto, começando a dirigir.

— Eu não desisti, pirralho. Ainda convencerei vocês dois a cantarem juntos, pode escrever o que estou falando.

— Certo. — Assenti, olhando para sua coxa, depositando uma mão ali, o que pareceu a pegar de surpresa.

— Tire sua mão de mim, Cullen!

— Por quê? Está se sentindo tentada? — Deslizei minha mão para entre suas coxas, sentindo o calor emanando dela. Apertei de leve sua coxa direita, sentindo a Swan estremecer.

Isabella gemeu baixinho, mas tirou uma mão do volante e arrancou minha mão de si. Eu sorri, acomodando-me melhor no banco da sua Ferrari. A Capitã encarava a rua diante de si, seus olhos eram sérios, só que seu rosto vermelho a entregava.

— Apenas para que fique sabendo, Capitã. — Ela me olhou. — Eu também não estou desistindo de foder você.

— Não vai acontecer, pirralho.

— Ah, vai sim, pode apostar!

xoxoxo

Bella e eu não falamos mais nada durante o caminho para minha casa. Ela ficou concentrada em sua direção, eu fiquei concentrado em buscar boas músicas para ouvir no carro.

Algum tempo depois ela parava diante minha mansão.

— Não se esqueça de ir até meu escritório amanhã — lembrou.

— Claro, eu estarei la — prometi, tirando meu cinto. Estava abrindo a porta para sair, quando pensei em algo. Me voltei para Bella e depositei um beijo no canto da sua boca, a pegando de surpresa novamente.

— Eca, se afasta, pirralho! — me empurrou.

Eu apenas ri, deixando seu carro. No segundo seguinte ao estar fora, ouvi os pneus do carro dela cantando, então ela já estava longe.

Entrei na mansão chamando por minha mãe e Rosalie, mas elas não responderam. Ao menos Shrek apareceu, latindo e abanando o rabo, animado ao me ver.

— Ei carinha, ai está você! — Afaguei o pelo dele. — Mãe? Rose? — Subi as escadas, com Shrek me acompanhando. — Rosalie? — Bati na porta do quarto dela, mas continuei sem receber resposta alguma.

Já preocupado, eu abri a porta sem esperar a resposta dela finalmente chegar até mim. O quarto estava vazio, mas podia ouvir Rosalie no closet.

Shrek pulou na cama de Rose, onde o notebook dela estava. Fui até ali, querendo usar o computador dela para algo, mas me detive quando vi a página da internet que minha irmã esteve visitando.

Por que diabos Rosalie tinha comprado uma passagem de avião para a Inglaterra?

— Ed. — Olhei para a porta do closet, vendo Rose sair de lá de dentro, carregando junto de si uma mala. — Não te ouvi chegar — sussurrou.

— Cadê a mamãe? — foi a primeira coisa que perguntei.

— Foi para o apartamento dela — Rose respondeu, apertando o puxador da mala.

— Por que você está indo para a Inglaterra? — questionei por fim, apontando para o notebook que notificava a compra efetuada, pelas informações contidas ali o voo sairia em algumas horas.

Rose suspirou.

— Eu acho que vai ser melhor assim, Ed.

— Melhor assim? Do que está falando, Rose? É sobre sua faculdade? Você tinha dito que só conseguiria retornar em setembro.

— Não, isso não é sobre meus estudos — ela murmurou. — É sobre eu achar que não devo continuar aqui.

— O quê? — gritei, Rose suspirou novamente, encarando seus pés.

— Essa casa é sua, Edward — disse. — Eu não quero ser um estorvo, também não tenho nada para fazer em Los Angeles. Mamãe está ocupada com a ONG, você tem muito trabalho a fazer, enquanto eu não tenho nada que me prenda aqui. — Ela me olhou por um segundo. — Você está certo, eu não sou como as garotas que o Demetri sai, não vou insistir num relacionamento com ele, que iria terminar comigo saindo machucada.

— Rose...

— É melhor eu ir para casa. — Enxugou uma lágrima que rolou por seu rosto. — O papai está sozinho, vou passar uns meses com ele em Bath, antes de ir para a Universidade concluir meus estudos.

— Você prometeu ficar do meu lado — acusei, ela balançou a cabeça em negação.

— Para que exatamente ficarei ao seu lado, Ed? — inquiriu. — Só para ficar te ouvindo falar aquelas coisas que disse para mim mais cedo, não sou obrigada a isso.

— O que diabos eu falei?

Rose riu, sem humor algum.

— Você me tratou como uma idiota, falando aquelas coisas sobre Demetri e eu, foi estúpido e grosso. Quando tudo que recebe de mim é apoio, mas não, você é egoísta demais para retribuir.

Engoli em seco, sentando na beira da cama dela.

— Eu não tinha dormido direito...

— Isso não te permite ser um babaca — Rose cruzou os braços na frente do corpo. — Olha, sei que está sendo difícil para você, mas também não está sendo fácil para mim. Acho que será melhor voltar para a Inglaterra de uma vez, você não precisa mais de mim aqui.

— Claro que preciso, Rose, você é minha irmã! — exclamei. — Minha irmã gêmea, minha metade, eu realmente preciso te ter aqui.

— Até amanhã ou depois, quando você me atacar da mesma forma que me atacou essa manhã? Eu sei que sai com seus amigos, que fiquei com Demetri, mas isso não te dava o direito de me tratar como uma qualquer.

Levantei num pulo, me aproximando dela.

— Prometo que não vou mais ser estúpido com você.

— Já prometeu isso antes, Ed. Não lembra? As milhares de vezes que me mandou calar a boca, que me mandou cuidar da minha própria vida.

— Eu estava bêbado ou drogado todas aquelas vezes. — Os olhos azuis dela se encheram de dor. — Estou mudando, prometo, dessa vez é para valer. — Rose encarou sua mala. — Fica, certo? Você pode achar algo para fazer aqui em Los Angeles, ou pode me acompanhar em toda a produção do meu álbum, sei lá, você escolhe. Se quiser investir no seu relacionamento com Demetri tem a minha benção para isso, faça o que achar melhor, só te peço para ficar.

— Não sei se ainda confio nas suas promessas, Edward.

— Por favor, Rose. — A puxei para um abraço, ouvindo-a começar a chorar baixinho. — Vou mudar, todas as minhas merdas do passado não vão se repetir, acredita em mim.

Ela continuou em meus braços por mais um tempo, até que se afastou, limpando seu rosto manchado por lágrimas.

— Vou ficar, mas...

— No meu próximo erro você vai embora? — Ela concordou. — Não vou errar — garanti. — Para provar que mudei, que tal você escolher um daqueles filmes água com açúcar para a gente assistir?

Ela sorriu um pouco, mesmo que ainda parecesse chateada.

— Tem um chamado Raio de Sol que parece legal — sussurrou.

— Que seja esse, então! — Forcei um sorriso para ela.

— É um grande drama pela sinopse — falou me testando.

— Estou ansioso para assistir — menti, pegando a mala dela em mãos. — Que tal você ir preparar a pipoca? Enquanto isso vou devolver sua bagagem para o closet, depois ir trocar de roupas, prometo ser rápido.

— Ok, eu te encontro lá embaixo. — Eu a abracei mais uma vez, antes de deixá-la sair do quarto.

Fui deixar a mala dela no closet como prometido, estava quase saindo do quarto quando meu olhar pairou sobre seu notebook. Voltei para a cama de Rose, sentando junto de Shrek que continuava deitado lá.

Puxei o notebook para mim, deixando a página da companhia aérea e abrindo outra. Enquanto com uma mão fazia o que tinha de fazer na internet, com a outra peguei meu celular do bolso e liguei para o número que queria.

— Olá, Ed! — ela me cumprimentou, soando animada.

Eu sorri, imaginar ela animada por falar comigo era muito bom.

— Podemos conversar?

— Claro.

Enquanto falava com a outra, só conseguia pensar em morangos.