Remus Lupin.
— Por que meu Lírio esta abraçando aquela menina?! — James meio que gritou meio que exclamou quando viu Lily Evans abraçando uma menina mais jovem quando a mesma entrou na sala de aula.
— Eu já vi as duas juntas antes. Estão sempre se abraçando e tal. — Peter ofereceu de forma prestativa. — Será que são um casal?
— Impossível. — Sirius dispensou com um aceno, piscando para uma menina aleatória da Lufa-Lufa que desmaiou ali mesmo. A amiga do lado a chutou no chão. — Isso seria quente e Lily Evans não é quente, nunca.
— Como assim não é quente? É impossível ser mais quente. Até o vulcão é uma geladeira comparada a sua quentura.
— Quentura? — Peter questionou baixinho.
— Quente? Ok, James, ok, o que disser, amigo. — Sirius encerrou o assunto diplomaticamente e disse baixinho para si mesmo e eu só fui capaz de ouvir por causa da audição ampliada de lobo. — Aquela ali é tão travada que parece que anda com um pau enorme na bunda.
— Mas e-ela não pode gostar de meninas!
— Você não pode ditar os gostos alheios cara. — Peter balançou a cabeça como se estivesse decepcionado. — O coração quer o que o coração quer.
— Poético. — Sirius elogiou ao fundo.
— Sirius! Você acha que consegue umas roupas feminina de uma das suas paqueras?
Sirius deu de ombros. — Não sei se alguma menina me entregaria suas roupas.
Imediatamente uma garota da Lufa-Lufa que estava sentada uma cadeira atrás se levantou e começou a desabotoar a camisa.
— Eu tenho! Aqui eu dou agora mesmo!
— Não, vou entrego. — Outra da Grifinória se levantou e também começou a se despir.
As duas se encaram por alguns segundos
e voaram no pescoço da outra.
— Mas o que você pretende fazer com as roupas? — Sirius questionou, ignorando totalmente o caos que se instalou atrás.
James apertou a mandíbula com força, os olhos castanhos brilhando de resolução.
— Me transformar no que o coração da minha esposa quer.
— Ok, chega! — Chamei a atenção de James antes que aquilo fosse longe demais. — Aquela. — Apontei para a ruiva que se sentou do lado de Lily na frente da classe. — É Hermione Evans, irmã de Lily.
— Hermione Evans? — Sirius.
— Evans tem uma irmã?! — Peter.
— Você rasgou minha camisa sua cadela. — Garota aleatória da Lufa-Lufa.
James ficou paralisado em choque, seus olhos piscando de Lily para Hermione.
Por um segundo fiquei preocupado de ter quebrado meu amigo.
— I-impossivel...E-eu saberia. — Ele resmungou baixinho para si mesmo.
— Não, não saberia. — Nego veementemente. — Se não for ruiva e tiver o nome Lily Evans no nome você não presta atenção.
— Esse idiota pode não saber. — Sirius começou.
— Ei!
...Mas eu sempre presto atenção em uma passarinho. — Sirius finalizou.
Solto um suspiro longo e cansado, relutante em entrar naquele assunto e com medo do que isso poderia trazer.
O interesse do Sirius era palpável e James parecia querer pular da cadeira e atacar a pobre menina.
— Hermione é diferente. Ela é quieta e isolada, passa a maior parte do tempo lendo e a outra parte estudando. Ela nunca chama atenção para si mesma e prefere o silêncio em absoluto.
— Mas eu me lembraria se tivesse duas Evans quando teve a nossa seleção. Era
uma atrás da outra, difícil perder. — Peter fez uma cara de confusão para aquilo.
— Verdade. Mas Hermione é um ano mais jovem. — Expliquei calmamente.
— Então o que ela está fazendo na nossa aula? — Perguntou James.
— Como eu disse, muito inteligente. — Respondi.
— Você parece conhecer bastante esse pássaro, Remus. — Black levantou a sobrancelha de forma sugestiva. A menina da Lufa-Lufa que tinha acordado e se sentado, desmaiou novamente.
Não consegui evitar corar com a sugestão. Tentei revirar os olhos e responder casualmente, uma resposta errada e eu
seria atormentado o ano todo.
— Somos parceiros de estudo. Ela me ajuda principalmente em Poções.
— Bom dia turma. Façam silêncio por favor. — Minerva entrou na sala, encerrando a discussão por agora.
Time perfeito.
Pensei com alívio.
James Potter.
Meus olhos estavam sobre ela de novo.
Eu não consiga evitar, era mais forte do que eu.
Ela sorriu de novo, os cabelos vermelho sendo jogado por cima de ombro que tremiam para segurar uma risada.
Meu batimento cardíaco aumentou e eu tive que segurar meu peito por cima da roupa para certificar de que ele ainda estava lá, batendo por ela, respirando por ela.
Lily Evans. Minha futura Esposa, a mãe dos meus filhos.
Ahhh.
— Pontas, porra, cuidado com seu braço no meu prato. — Sirius resmungou com raiva.
Sorri ainda mais. Tão linda.
— Perfeita. — Suspirei.
— Rabicho, bate nele.
— Não quero morrer, obrigado.
— Remus?
— Seu incômodo, seu trabalho.
— Bando de inúteis.
— Aí!
Pulei quando senti um chute forte na canela. Virei com raiva para Sirius.
— Porque você fez isso?!
— Porquê eu quis. Olha, foi um favor pra você.
— Como isso é um favor pra mim? — Apontei para minha perna ainda latejando.
— Você tem que comer para ficar vivo até seu casamento com a Evans.
— Ah. Faz sentido. — concordei e comecei a comer. É tão bom ter amigos que se preocupam com nosso futuro.
Remus balançou a cabeça para nós. — Idiotas.
Engoli os ovos com presa só agora percebendo o quanto estava faminto.
Puxei os horários novamente e gemi quando vi Poções Duplas hoje.
E com Sonserinos!
Ótimo, simplesmente ótimo.
Além daquela masmorra suja e úmida ainda tenho que encarar Snivellus, meu grande inimigo.
Lá estava ele, sentado na sua mesa suja com seus amigos sujo e seu cabelo sujo e pensando no seu próximo esquema sujo.
— Qual o problema? — Peter perguntou quando resmunguei alto.
— Poções duplas hoje.
— Não!
— Com Sonserinos sujos.
— Não em dobro! — Peter deitou a cabeça na mesa e começou a choramingar. Ele era muito ruim em Poções.
Ao lado dele eu era um mestre em poções e eu geralmente conseguia um P.
Pobre Petey.
Do outro lado do salão, Severus sorriu e eu sabia disso porque meus pêlos do pescoço se arrepiava e isso era prova do qual antinatural era Snivellus e sorriso juntos na mesma frase.
— Nem começou e eu já sinto que vou falhar. — me encostei para trás em minha cadeira e fechei os olhos, um peso incômodo no peito.
— Você não pode pensar assim, Pontas. Vamos estudar e conseguiremos esse A. — Remus disse de forma tranquilizadora.
— O problema é que Slughorn exigiu um O para continuamos sua matéria.
— Aquele maldito! — Sirius bateu com força na mesa, os dentes rosnando como um cachorro.
— Ele n-não pode fazer isso, p-pode?
— Infelizmente pode, Petey, ele é o professor. — Remus confirmou com pesar.
— Eu posso fazer transfiguração com olhos fechados e feitiços com as mãos coladas mas perco em Poções? Isso é tão idiota que chega a ser engraçado. — Coloquei as mãos sobre os olhos por
baixo dos óculos e esfreguei como se pudesse apagar a vontade de chorar.
— Você tá bem, companheiro? — Senti a mão de Sirius no meu braço, me trazendo de volta a realidade.
— Não...— Respondi com sinceridade. — Mas vou ficar. Se eu não conseguir ser auror não tem nada mais que eu gostaria de fazer. Lutar nessa guerra que vai crescendo a cada dia era tudo que eu queria e agora isso nem pode ser possível porque eu não consigo distinguir a diferença entre raiz cortada e raiz triturada.
— Raiz triturada produz mais suco e torna a poção mais leve. — Remus respondeu de repente,um sorriso no rosto. — Eu sei exatamente a solução para o seu problema.
— O que é? — Perguntei um tanto ansioso, esperança brotando no meu peito.
Remus sorriu mais largo, as presas lupina aparecendo.
— Não o quê, quem. Hermione Evans.
— É aqui que tudo muda?
Uma menina pálida e de cabelos prateados passou pela mesa deles, assustando-os.
Ela parecia com uma Malfoy exceto o único Malfoy tinha se formado dois anos antes e essa menina vestia as roupas da Corvinal.
— O Quê? — Peter perguntou atônito mas
ela já tinha ido.
Estranho.
