RWBY
O que era para ser um serviço rápido acabou se tornando um trabalhão. No meio da arrumação, Yang, com o seu jeito bruto te de ser, acabou tendo a proeza de quebrar dois dos encaixes que sustentavam as camas. Mesmo tendo sido criado em uma fazenda, lidar com coisas manuais não era o seu forte, salvo a exceção de sua moto, mas a Bumblebee, como ela chamava, era um monstro que até mesmo Ruby tinha dificuldades de mexer, e ela era um gênio pra essas coisas.
-Ótimo, agora temos duas camas a menos!—Exclamou Weiss—. Saiba que eu não vou dormir no chão!
-Você bem que podia ajudar, né o princesa?—Retrucou Yang nada contente.
-Em minha defesa eu nunca sequer fiz esse tipo de coisa, então preferi não me envolver, se bem que, eu teria a competência de pelo menos não quebrar o suporte!—Disse Weiss com o dedo apontado para o estrago.
-Você é realmente mimada, não é? Não ajuda e ainda quer da palpite.—Disse Blake, que até então havia ajudado Ruby a montar a outra cama.
-Olha aqui...
-Ei, já chega!—Exclamou Ruby intervendo no meio das três—. Eu dei uma olhada, a cama era velha, simples assim. Com a Yang mexendo ou não, ela ia ceder alguma hora. Melhor agora do que em cima da gente, não acha?
-Bem, suponho que sim...—Disse Weiss, agora mais calma.
-Ótimo. Não temos dinheiro pra compra um novo beliche, então temos que improvisar com o que temos! Yang, você ainda tem aquela caixa de parafusos que o papai te deu?
-Sim, eu tenho.—Respondeu ela.
-Beleza! Vou na loja de materiais comprar alguns outros utensílios, será que você pode dar um pulo na casa do Tio Qrow pra pegar a furadeira dele? Ah, se puder, traz a serra também! Vamos fazer uma barulheira, mas no final do dia, vamos ter o beliche mais seguro do mundo!
-E o que nós duas fazemos?—Dizia Blake enquanto apontava para si e para Weiss.
-Vocês vêm com a gente horas! Blake, você pode ir com a Yang na moto dela enquanto a Weiss vem comigo fazer compras!—Exclamou ela bem animada.
-Então é isso!—Disse Yang enquanto arrastava Blake para fora dali—. Vamos Blakey, vou te mostrar o que é ser Veloz e Furiosa!
Com um olhar arregalado estampado em seu rosto, Blake, a medida que era arrastada, dizia:
-Por favor, se eu morrer em uma batida de carro, peçam pra escrever na minha lápide que as piadas da Yang horríveis.
-Você se acostuma, hehehe! Até daqui a pouco!—Dizia Ruby enquanto dava um tchauzinho.
-Bem, e nós?—Perguntou Weiss.
Antes que qualquer coisa pudesse ser dita, Ruby com uma velocidade estupenda abraçou-a por trás com tanta força que a própria chega tomou um susto.
NósvamosandarpelacidadfazercompraspintarunhasfalardegarotosbonitosesermelhoresBFFS!—Explodiu Ruby de uma só vez, deixando Weiss estupefata. Se por um lado Ruby era extremamente metódica em mexer com coisas, por outro, ela era extremamente infantil e hiperativa, e isso deixou a jovem de cabelos platinado com uma dor nos nervos. Mas não tendo outra opção, tudo que ela podia fazer era dizer:
-mAl PoSSo eSpErar poR IssO!—Dizia ela enquanto seu rosto rachava com uma expressão forçada.
Para a surpresa da Blake, Yang não correu tanto quanto ela disse que ia correr. Apesar da piada alá Dominic Toretto, ela pilotou sua moto como uma boa escoteira júnior. Respeitou os sinais de trânsito e até mesmo se recusou a passar no sinal mesmo quando não havia ninguém do outro lado que pudesse causar um acidente grave.
Não demorou muito, e elas pararam numa casa, que modéstia parte, estava bem acabada apesar do seu enorme tamanho. Na frente dela, do que parecia ser a garagem, estava uma caminhonete toda riscada com traços de lama e com peças que pareciam estar enferrujadas, ou seja, era um milagre aquilo estar de pé ainda.
-Então Blake, pronta pra conhecer meu tio?—Perguntou Yang com um sorriso no rosto.
-Ele é alguém que eu deva me preparar para conhecer?—Respondeu Blake com uma sobrancelha arqueada.
-Err, não. Mas é que muita gente acha ele estranho, sabe, mesmo vivendo na cidade ele parece alguém que nunca saiu do campo. Digamos que o cheiro do mato dificilmente sai dele. E ah, não se ofenda se ele flertar com você. Ele não vai tentar fazer nada a mais se você dizer um não bem firme. Ele gosta de bancar o machão casca grossa, mas ele é um cavalheiro de coração, só se recusa admitir.
-Tá...
Instruções dada, Yang estacionou a moto e foi até a porta, depois, apertou a companhia e deu um grito bem alto:
-Ei velhote, tá aí dentro!?
-Velho é seu pai, aquele broxa! E tou aqui no fundo!
Contornando a casa pela lateral e passando no que parecia ser um pequeno corredor, Yang e Blake foram até o fundo da casa aonde avistaram um homem de bermuda e chinelo branco, mas com uma espécie de camisa havaiana florida, daquelas bem vermelhas, virar pedaços de carne, frango e peixe em cima da grelha de uma assadeira.
-Já vieram tão cedo? Pensei que iam passar o dia fazendo coisas de garotas ou algo assim.—Comentava ele enquanto colocava um pouco de uma bebida transparente em cima de um copo com gelo e limão—. De qualquer forma, precisam do quê?
-Da furadeira e da serra.—Respondeu Yang—. Um dos nossos beliches quebrou e Ruby já fez um super esquema engenhoso para construir um novo.
Rindo de forma breve, ele respondeu:
-Já chegando fazendo arte, ai, ai...essa dai nunca muda. Mas de qualquer forma, quem é a sua amiga?
-Umas das minhas colegas de quarto, junto com a Ruby. Blake, tio Qrow. Tio Qrow, Blake.
Olhando-a com o seu olhar castanho que quase beirava o escarlate, Qrow analisou a garota de cima a baixo e disse:
-Por acaso você tem alguma relação com um homem chamado Ghira Belladona?
Surpresa, mas também encabulada, Blake respondeu:
-S-sim.
-Sabia que reconhecia esse olhar de algum lugar. Tem muito tempo, mas eu lembro que ele te levou uma vez para a base, para conhecer a turma. Vocês têm o mesmo olhar felino, sabe? Sempre observando tudo. Ele era um ótimo colega de equipe, forte como um urso, mas também gentil. Como é que ele tá agora?
-Eu não sei. Faz muito tempo que eu não falo com o meu pai.—Respondeu Blake em um tom monótono, o que deixou o clima da conversa um tanto pra baixo.
-Hey, não se preocupa, não vou te perguntar sobre coisas do passado. Família é complicado assim mesmo. Eu bem sei.—Comentava ele enquanto dava um gole na sua bebida e logo dava um "Aaaah" de alívio—. Enfim, as ferramentas estão no fundo da garagem, vão achar elas fácil.
-Certo, valeu pelo toque tio!—Dizia Yang—. Vamos Blake...
-Uou, chega assim e nem pede benção? Por que vocês duas não ficam pra comer? Assim evitam que eu desperdice esse monte de comida que está quase no prazo de validade.
Inicialmente, tanto a Yang quanto a Blake pensaram em recusar, mas os seus estômagos a traíram. Yang havia acordado muito cedo pra arrumar o quarto, portanto, não havia comido nada e Blake, bom, apesar de ter tomado café na casa do Ozpin antes de ir para o dormitório, teve que comprar muitas coisas em um curto período de tempo, por causa disso teve que andar e correr. Ou seja, também estava morta de fome.
-Bom, desperdiçar esse filé de salmão seria um crime. Né?—Disse Blake, visivelmente, com água na boca.
-Isso mesmo gatinha, sirva-se! O titio Qrow preparou um sashimi como ninguém!—Dizia o próprio enquanto já tratava de servir as duas, que por sua vez, já se assentavam na mesa que estava ali.
Agora era oficial, Weiss não conseguia entender como Ruby tinha tanta disposição. Pelo pouco que conversaram, Ruby havia chegado em Austin naquela mesma manhã depois de quase um dia inteiro de viagem, e apesar disso, ela andava de um lado pro outro falando sobre como a cidade era grande, como o lugar tinha um bocado de coisa pra fazer e etc, etc..
-Weiss, Weiss!—Chamava Ruby.
-O que foi, Ruby?—Perguntou ela com uma cara cansada.
-Olha só isso!—Comentava ela enquanto pegava um par de luvas em formatos de garras do balcão que estava ali e fazia uma cara de mal, ou pelo menos tentava—. Eu sou um lobo mal e vou te devorar! Raaau!
-Ruby, você está fazendo uma cena!—Dizia a loira platinada morta de vergonha enquanto apontava para as pessoas que estavam rindo delas.
-Hehehe, foi mal..
-Idiota...
Colocando as luvas de volta no lugar, Ruby e Weiss continuaram a andar pelo atacado e foram pondo no carrinho o que precisavam. Weiss via Ruby escolher metodicamente cada utensílio de construção, por mais simples que fosse, Ruby rapidamente explicava como aquele item poderia se encaixar no diagrama da sua nova super cama.
-Você parece saber muito sobre construções. Por acaso vai cursar arquitetura ou engenharia?—Perguntou Weiss.
-Sim, mas não a engenharia que você pensa.—Dizia Ruby enquanto colocava uma quantidade enorme de metros de corda no carrinho—. Vou cursar engenharia bélica.
-Engenharia bélica? Você não parece ser do tipo que garota que se interessaria por esse tipo de coisa.
-Shishishi, não é a primeira que me diz isso. Mas tudo bem, saiba que eu me interesso e muito por armas e sou muito boa de tiro! Já atirava com rifles .50 antes mesmo de fazer quinze!
-Isso...tá admito, estou impressionada.
-E você?—Perguntou Ruby curiosa—. A Yang toda hora tava te chamando de princesa. Você é mesmo uma princesa?
-Não, não sou.—Respondeu Weiss de prontidão com uma cara irritada, porém quando viu o olhar inocente no rosto de Ruby e um interesse genuíno em sua pergunta, ela explicou com mais suavizes—. Mesmo minha família tendo um título de nobreza que vem de uma linhagem muito antiga de duques e arquiduques, nós não somos da realeza.
-Wow, então você é tipo, super importante né? Mas esperai, se você é super importante como é que você veio parar aqui, literalmente, no meio de Austin?
-Eu...é uma longa história. Mas pra resumir, eu quis conhecer um lugar diferente do meu sem estar constantemente vigiada e atarefada, queria respirar um pouco de ar puro antes de ter que me prender pelo resto da minha vida com regras de corporação e de política.—Comentava Weiss enquanto suspirava pesadamente—. Mas enfim, é só disso que precisamos?
Ruby olhou para o carrinho e falou:
-Sim, vamos comer alguma coisa antes de voltar pro dormitório?
-Não quer ligar pra sua irmã antes e ver se ela quer alguma coisa?—Disse Weiss.
-Nah, já tá na hora do almoço. E além do mais, ela foi pra casa do tio Qrow, já deve ter descolado alguma gororoba por lá.
-Se você diz...
-Você não era exatamente quem eu achava ser.—Dizia Blake enquanto acompanhava Yang até a moto. Após almoçarem e conversarem sobre muitas coisas, mas precisamente sobre histórias encabuladas da Yang quando era mais nova, e plus, da Ruby também, elas se despediram do homem e trataram de ajeitar o seu passo para voltar pro dormitório—. E seu tio não parecia ser esse galinha que você me vendeu.
-Nah, você só teve sorte de pegar ele em um dia bom. Mas então, como assim eu não sou exatamente quem você achava ser?—Dizia Yang enquanto jogava o outro capacete pra Blake, que pegava com extrema habilidade.
-Boa pegada.—Elogiou a loira.
-Obrigada, eu acho.—Comentou ela enquanto entreolhava o capacete e ela com vergonha do que iria dizer seguinte—. E bem...você anda por ai fazendo pose de fodona, mas você é amigável e muito dócil com todo mundo. Por que?
-Por que? Não posso ser fodona e gente boa?
-Não é isso, é que...eu conhecia alguém que sempre gostava de bancar o durão, mesmo quando tudo estava dando errado. A razão dele eu entendia, mas e a sua? Qual sua razão pra ser sempre assim?
-Ué, não tenho um motivo específico só...—A loira ponderava um pouco sobre suas experiências passadas e respondia—...me recuso a ficar pra baixo. Claro, antes eu tinha a Ruby pra cuidar quando éramos mais novas e, como o tio Qrow te disse, passamos por muitas merdas. Mas agora eu tenho uma vida pra viver, uma vida que eu tenho que literalmente lutar pra botar o pão na mesa, então é isso. Me recuso a ser fraca, e me recuso a deixar qualquer um tirar vantagem de mim.
-Admiro sua mentalidade. De verdade, gostaria ser forte que nem você.—Comentou ela cabisbaixa.
-Quer tirar algo do peito?—Dizia Yang com uma voz mais mansa, o que fez a Blake tremer, pois sim, ela queria tirar algo do peito.
-Não tem muito tempo que eu me meti em uma enrascada, e tipo, era coisa pesada envolvendo gente armada e tudo mais. Meu namorado, ele...foi morto, e eu quase fui junto com ele. Se eu não tivesse tido a sorte de ter encontrado o professor Ozpin no meio da estrada, meu corpo teria virado comida de coiotes e abutres. Eu ainda estou processando tudo e...estou com medo de ficar sozinha.
Antes que desse conta, lágrimas escorriam do rosto de Blake. Relembrar aquela situação traumática havia deixado uma marca em sua alma. Vendo a situação da garota, Yang se aproximou da mesma e a abraçou. Por ter tido experiência em lidar com pessoas tristes, bom, ela soube como conforta-la.
-Olha, a gente mal se conhece, mas de uma coisa eu sei. Nem eu, e nem mesmo a Ruby, vamos te deixar sozinha. A Weiss pode até ser um pé no saco, mas a Ruby vai colocar um pouco de açúcar na personalidade dela.—Abraçando-a ainda mais forte, Yang continuou—. Vamos viver juntas por um tempo, então vamos ser família. E se tem uma coisa que meu pai me ensinou, é que não existe nada mais forte que a família.
Enfiando seu rosto no busto confortável da loira, Blake chorou mais um pouco antes de processar o que tinha ouvido e dizer:
-Obrigada, Yang.
Se afastando um pouco da mesma, Yang respondeu:
-Estamos aqui pra isso, mas simbora que a Ruby deve estar esperando a gente.
Depois que as quatro tiveram suas aventuras, elas se reuniram de volta no dormitório. E Ruby, animada como sempre, tratou de por a mão na massa. Com a serra que a Yang tinha trago, e com as ferramentas que ela tinha comprado, ela teve a proeza de criar uma cama suspensa por cordas com hastes bem fixas no teto do quarto. Levou uma tarde inteira, parte da noite, mas, com um esquema de rodelas e polias amarradas com corda, Ruby apresentou para as companheiras de quarto o seu novo beliche remendado.
-Senhoritas, lhes apresento o beliche mais bem construído do dormitório de vale!
Apesar de reconhecer que Ruby fez um ótimo trabalho com aquele jogo de ferramenta, Weiss ainda não estava totalmente segura da cama, principalmente depois quando ela rangeu de forma estranha justamente após o final da fala dela.
-Ainda não estou convencida.—Disse a jovem de cabelos platinados.
-Então, vamos tira a prova real!—E com isso, Ruby se jogou por cima da cama pendurada, mas ao invés da Weiss se deparar com um estrago mal feito de uma cama quebrada, ela viu Ruby brincar como uma criança feliz em uma cama completamente estável.
-Parece até que estou sonhando, inacreditável!—Comentou Weiss enquanto mexia na cama, vendo se ela estava realmente firme.
-Fala ai Weiss, sou incrível não sou!—Dizia Ruby com um sorriso no rosto.
-Hunf, não espero menos do que isso de alguém que vai dividir o quarto comigo.—Dizia ela de forma pretenciosa, porém, seu sorriso entregava que ela não estava sendo maldosa.
-Então meninas. O que vamos fazer pra comemorar a nossa primeira noite juntas?—Perguntou Yang.
-Filmes?—Disse Ruby.
-Gostaria de experimentar a pizza americana. Quero ver se ela honra as tradições do seu país de origem.—Dizia Weiss empolgada.
-Sorvete?—Perguntou Blake.
-Certo, por que não tudo de uma vez?—Dizia Yang enquanto pegava o seu celular e fazia uma ligação para um número da sua lista de contato—. Ei, garoto do vômito, eu quero fazer um pedido naquela pizzaria que tu trabalha. Uhum, mas eu também preciso que você passe na loja de conveniência pra comprar uns potes de sorvete pra mim e as meninas, por isso tou ligando pro seu número. Sim, relaxa, eu vou pagar aquela gorjeta generosa de sempre, eu sou uma boa cliente, não sou!? Vê se não se atrasa, quem sabe eu até te dou um beijo, hein?~
Houve um silêncio constrangedor por um momento, mas logo a voz que estava no telefone soltou um ISSO NÃO TEM GRAÇA YANG! alto o suficiente para que todos ouvissem. Yang depois de não ter conseguido conter a risada respondeu.
-Não se preocupa homenzinho, um dia uma garota vai te fazer feliz. Só controla essa sua aura de virgem que você vai consegue dar uma dentro, mas enfim, não atrasa com o pedido! Vou mandar a lista no zap!—E com isso ela desligou o telefone, o que deixou as outras meninas curiosas.
-O que diabos foi isso?—Perguntou Weiss.
-Foi só o Jaune, e relaxa, ele é um amigo. Ele é tipo o escoteiro do dormitório, está sempre ajudando todo mundo por aqui. Ele só é péssimo com garotas, faz umas serenatas esquisitas e toda aquela firula que só funciona em filme ruim de adolescente.—Explicou Yang—. Mas por falar em filme, vamos assistir o que?
-O NOVO MAD MAX! Vrum! Vrum!—Exclamou Ruby alegremente—. Consegui uma copia digital do filme, mas não assisti ainda.
-Não é aquele filme com o Tom Hardy?—Perguntou Weiss curiosa.
-Você também é fã de Mad Max!?—Perguntou Ruby empolgada.
-Não, mas eu fui a um evento de cinema em Londres aonde esse filme estava sendo mostrado com antecedência para um grupo de jornalistas. Não assisti ele, mas conheci o ator que faz o protagonista.
-Mentira...
-Eu não sou de mentir Ruby. E apesar da carranca, Tom Hardy é uma pessoa muito agradável de se conversar, e ele gosta muito de cachorros!
-Uau, obrigada por nos lembrar que você é uma burguesa safada Weiss!—Debochou Yang com um sorriso diabólico no rosto. Felizmente, o humor na fala foi notado e Weiss não se importou em retrucar no mesmo tom.
-Hunf, sou mesmo! E se me tratar com o respeito que mereço, quem sabe eu não pago sua fiança quando você for presa de novo!?
-...
-...
-...
-...
HAHAHAHAH! Todas as quatro riram juntas com aquela fala. De fato, a primeira noite do quarto RWBY seria uma noite do pijama muito boa.
