Jon abriu seus olhos, percebeu que estava se movendo e olhou ao redor, ele viu estava adormecido dentro de uma carroça, mil perguntar rolando no momento em sua mente, ele despertou suas memórias antes de desmaiar, então ele sentiu dor, muito dor, dor por uma mãe que ela nunca veria nessa vida, dor por perder sua ultima esperança de vida, mesmo sendo bastardo ele faria de tudo para alcançar uma pessoa poderia amar como seu filho de verdade, ele ansiava por amor materno em sua vida, seria sua mãe, a única forma de curar suas feridas do passado, ele agora descobriu que sua mãe estava morta, ele ouviu do seu próprio pai, ele perdeu ela também.
Porque ele deveria viver ainda assim, viver naquele buraco que o chamam de renomado castelo de Westeros, Winterfell? Ele queria viver o mais longe possível daquele lugar agora, ele ainda tinha Arya e seu pai naquele castelo, mas ele não queria ficar lá, mesmo que doe-se ficar longe das poucas pessoas que o amam verdadeiramente. Jon voltou a olhar sem vida e sem esperança, mas ele raciocinou que deveria ter primeira as informações da situação atual e por que diabos ele estava dentro de uma carroça sozinho, será que meu pai vai me mandar para a muralha por roubo ? ouvi que alguns criminosos são mandados para lá, tentando colocar um rosto o mais normal possível, ele abriu a cortina e viu alguns guardas e um dos 4 notou e falou:
[- Veja o ladrãozinho acordou, esconda suas carteiras rapazes HAHAHAHA.] Eles começaram a rir e assim tentando manter alguma dignidade na frente desses homens e tentei o máximo para não chorar dessa zombaria
- O que está acontecendo? Onde estão me levando? Eu disse no meu tom de desespero. um desses homem me olhou por um momento e disse
[- Estamos indo para a muralha rapaz, estou te escoltando para lá por ordem direta de Lord Stark.] ele disse
Eu senti o desespero, será que o mundo não então tira minha mãe dele, mas também colocar meu pai para enviar seu filho de 8 anos para a muralha, mesmo eu não querendo mais ficar em Winterfell, descobri que meu pai realmente me enviou para a muralha foi um choque, ainda assim, seria melhor do que perder uma mão, ele pensou, ele estava com medo de perder ainda sua mão, apesar que levar isso com um pouco de ceticismo seu pai levando a tal situação. Mas mesmo assim era um gosto amargo ser enviado a muralha, então ele perguntou com um tom de ainda mais desespero.
[- Eu vou ser condenado a mulhara por roubo?] Eu perguntei, os homens olharam um para o outro, o homem que falou comigo antes não tinha o olhar de nojo dos outros, ele olhou para min e disse em voz neutra
[- Não rapaz, pelo menos não para sempre, seu pai planeja te castigar ficando 1 ano na muralha com seu Tio, Bejen Stark.] Ele disse, meu coração se aliviou de novo.
Jon voltou a fechar a cortina e deitou pensando no futuro, um bastardo, um garoto odiado pelo mundo, sem mãe, um pai ocupado demais para ser pai, uma madrasta que o odiava, um irmão que zombava dele como fosse seu direito natural, uma irmã que zombava da mesma forma. Mas também uma irmãzinha que o amavam incondicionalmente, ele sorri com essa parte, algo que ele não esperava em sua vida, "Espero que Arya fique bem...", ele pensou. E também há Bran um garoto sonhador e doce, esperou que fique bem também. Ele já não tinha certeza se voltaria para winterfell, ele não deveria mais voltar, sentiu, ele vai ver se consegue viver com seu tio Bejen, talvez ele veja como a patrulha é grandiosa e que um bastardo pode ter um nome lá, talvez realmente o mundo tem um lugar para um bastardo... [- E ele tem... Jon], soou uma voz feminina que nem parecia humana de repente em seu ouvido, ele se assustou para notar que ainda estava sozinho, talvez o estresse está fazendo ouvir coisas.
Quando a noite caiu, eles fizeram uma parada numa clareira, no silêncio da noite, ele ficou no canto comendo sua comida quando, ele estava evitando qualquer contato com algum guarda, apesar do líder dos quatro ser mais atencioso do que o resto que estava zombando dele, seu nome era Jack, e ele estava em Winterfell alguns anos, e mais importante, ele era um nortenho, então ele não tem tanto desdém por mim, mas já o resto dos guardas eram sulistas da casa Tully e levavam suas crenças contra os bastardos... eu tinha acabado de comer e fiquei olhando para o fogo no acampamento, pois algo tinha chamado meu atenção, o resto das guardas estavam rindo e bebendo, eu ainda estava em transe nas chamas, olhei atentamente para o fogo que chamava minha atenção, e de repente recuou da direita, virei minha cabeça para a esquerda, tentando ver o que tirou do meu transe e senti o vento forte também, e de lá um barulho de galhos quebrando começou da escuridão da noite, todos ficamos em alerta, eu como uma criança, estava com muito medo.
[- Uma tempestade? Todos se preparem, procurem um abrigo!] Gritou Jack, todos os ficamos esperando o que estavam por vir, o barulha vindo ficando cada vez maior.
Então veio
Da escuridão uma tempestade emergiu, não pode fazer nada além de proteger meu rosto com o vento e a neve vindo em nossa direção, foi tão forte que imaginei ser uma daquelas avalanches que li nos livros sobre o Norte, foi a última coisa que pude pensar e depois não me lembrar de mais nada, uma grande quantidade de neve me atingiu e minha mente foi apagada.
[- Pequeno Jon.] Uma voz ressoou na minha mente, a mesma voz que ouvi no dia de ontem.
Abrir meus olhos e emergir de dentro da neve, tentando respirar com dificuldade. Eu fui soterrado, olhei para o meio ambiente depois que consegue respirar normalmente e estava no meio de uma floresta diferente de onde eu estava ontem, isso me apavorou porque não era como eu pudesse aparecer em outro lugar sem ajuda humana, não enterrado na neve pelo menos. Primeiro me levantei e sacudir minhas roupas tirando a neve acumulada e tentei me aquecer esfregando minhas mãos. Tentei-me orientar me perguntando o que aconteceu e onde diabos eu estou.
[- Pequeno Jon, venha rapaz.] A voz ressoou em ouvido de novo, estava confuso, estava com medo, "será que os deuses estavam pregando mais uma peça em minha vida?" pensei, Não bastava ser um bastardo e agora tinha que ser um louco? Jon ficou paralisado e a voz veio de novo
[- Venha rapaz, seu destino o aguarda, um destino grandioso e não como um bastardo, mas como algo maior, muito maior.] A voz mais uma vez o trouxe a realidade. Não como um bastardo? Será que os Deuses agora zombam de mim também? Eu sem muito o que fazer segui-me em direção que a voz me chamava, eu sentia que estava indo em sua direção.
[- Isso, pequeno Jon, venha até nos.] A voz ressoou como um eco, eu continuei caminhando por 2 horas, não me importando mais com a fome, sede e frio. Não fazia ideia de onde estava, apenas seguir onde toda a minha consciência estava me puxando. Então finalmente cheguei a uma luz entre as arvores e avancei contra ela, foi então que eu vi. Era um lugar nunca imaginou no Norte, uma visão que apenas vi nas pinturas e desenhos dos livros, não, o lugar superava os desenhos e em muito em sua beleza, o lugar era simplesmente verde e com vida. Uma clareira! Como algo que não deveria está no norte, era como se fosse verão nela, arvores verde, grama, animais e um arvore coração 3 vezes maior que a de Winterfell, era como se o frio do norte não afetasse o lugar, era simplesmente magico.
[- Pequeno Jon, aproxime-se da arvore.] Eu caminhei lentamente, notei que havia pequenos animais no lugar brincando e correndo, animais que não tinha visto ou ouvido falar, alguns reconheci como esquilos e coelhos.
[- Rapaz coloque as duas mãos no rosto da arvore, logo você sabera seu destino.] eu estava com medo, mas que escolha eu tinha? um bastardo praticamente condenado a muralha, talvez os deuses me darão uma oportunidade. Eu encostei, mas logo me arrependi no segundo seguinte.
Minha mente levou um choque com todos as informações que estavam indo para meu cérebro, além da insuportável dor de cabeça, meu nariz começou a sangras, eu estava gritando assustando todos os animais, foi apenas 10 segundo segurando mas foi como se uma vida toda passasse em minha mente, meus olhos estavam ardendo, eu larguei a árvore e cai na grama tossindo enquanto escorria sangue do meu nariz, meu corpo inteiro estava doendo, algo estava mudando dentro de mim, logo o arrependimento que senti virou gratidão, gratidão por nova oportunidade que os deuses o deram.
