Boa tarde minna!
Tudo bem com vocês?
Peço desculpas pela demora, queria ter postado antes, mas o capítulo não ficou pronto a tempo e não estava saindo do jeito que eu gostaria, precisei dar uma arrumada.
Enquanto eu escrevia esse capítulo, notei que sempre que planejo uma coisa, nunca acaba saindo do jeito que pensei. As vezes, eu acho que a minha mente é insana.
Enfim, eu espero que gostem desse capítulo, está bem leve, divertido e fofo.
Eu adorei escrevê-lo!
Boa leitura e me desculpem caso tenha algum erro ortográfico.
Capítulo 5 - Estrela dos Desejos
A viagem de volta para casa foi tranquila tanto pra Lucy quanto pra Erza, que agora seguiam em direção a guilda. Como ainda era bem cedo, a maior parte dos membros não havia chegado, então elas não tiveram problemas em seguirem direto para o escritório do Mestre.
Makarov estava conferindo alguns documentos quando as meninas entraram na sala. Erza foi a primeira a se pronunciar e lhe contou todo o ocorrido desde o trem até os depoimentos que precisou prestar ao Conselho Mágico. Lucy também contribuiu com mais algumas informações.
- E foi isso, Mestre. - Concluiu Erza.
Makarov assentiu, se levantando e olhando para o céu azul da janela.
- É inacreditável isso. - Começou ele. - Uma missão falsa muito bem feita e que passou despercebido aos meus olhos. Quase perdi minhas duas filhas, mas graças a Mavis, vocês voltaram sã e salvas. Eu peço perdão pelo meu erro, Erza e Lucy.
- Está tudo bem, Mestre. - Respondeu uma loira com um sorriso. - Errar é ser humano. Todo mundo erra, ninguém é perfeito, certo?
O velho sorriu, caminhando até Lucy e bagunçando seus cabelos.
- Você é uma menina muito sábia para a sua idade. Continue assim, jovem Lucy. - Recebeu como resposta um aceno com um sorriso.
Erza observava e também sorria com a cena do Mestre e da amiga.
"Ela é especial.", Ela.
- Ah, tem mais uma coisa que vocês comentaram e que eu gostaria de conversar com vocês. - Começou ele. - O despertar misterioso que Lucy teve durante uma missão.
O silêncio reinou a sala, principalmente em Lucy, que desviou o olhar para as mãos. Ela não se lembrava muito bem do que tinha acontecido.
Erza também estava curiosa, nunca havia presenciado tamanha força mágica como a amiga havia feito.
- Eu só… Vi a Erza-san caída e senti muita raiva e muita tristeza… E eu senti algo crescendo dentro de mim e quando eu percebi, já tinha dado um soco no rosto de Tiago. - Contou Lucy se lembrando de alguns flashs da luta.
- Mestre… - Chamou Erza. - Esse aumento repentino que Lucy teve foi surpreendente e rápido, como se ela tivesse tido algum tipo de estímulo. Eu não sei se eu usaria essas exatas palavras, mas não encontro outras que descrevam o que eu vi e presenciei.
Makarov assentiu e fechou os olhos pensativo, absorvendo as novas informações.
- Conversaremos isso depois com mais calma, meninas. Vocês duas acabaram de retornar de viagem e precisam descansar.
As duas assentiram e saíram da sala, deixando o pequeno senhor imerso em seus pensamentos.
"Será que é… Aquela magia perdida dos Magos Celestiais?"
…
No hall da guilda, Erza e Lucy se sentaram em uma das mesas. Não disse uma única palavra desde que saíram da sala do Mestre.
Lucy era a que estava mais quieta, ora ou outra, olhava novamente para as mãos e se lembrava do que havia feito. Aquela força, aquela magia… Ela não podia negar que se incrível, mas que também aquilo a assustava.
"O que eu sou?", Pensava ela.
- Lucy? Você está bem? - Chamou Erza com um semblante preocupado. - Você está meio pálida… Está passando mal?
- N-não, não. Eu estou bem. - Respondia acenando as mãos de nervosismos, não querendo deixar sua amiga preocupada à toa, mas por algum motivo, ela não protege o esconder como coisas da ruiva. - É só que… O que eu fiz… Aquilo que eu despertei… - Erza permaneceu em silêncio, esperando que ela terminasse. - Eu estou com medo dela… E eu não sei se eu gostaria de fazer aquilo de novo… E se eu fizer algo que eu possa me arrepender? E se eu ...
- Lucy! - Erza a cortou de repente, colocando as mãos em seu rosto, a forçando a olhar seu rosto. - Para de pensar nisso! Eu sei que está preocupado e assustado, mas começar a se afundar nisso não vai te fazer bem! Eu prometo que vou te ajudar com isso, só não fique obcecada, ok?
Lucy tinha as bochechas coradas, encarando os olhos castanhos escuros de Erza, ela exibia que havia uma espécie de brilho presente, um brilho que parecia ter apenas quando estava com a loira.
- Seus olhos são… Lindos, Erza-san. - Murmurou a loira sem controle algum em suas palavras próprias.
Erza arregalou os olhos em total surpresa.
Ela Ella certo?
"Não pode ser.", Diferença a ruiva.
- O que você disse?
Lucy sensação o sangue correr por todo seu rosto, o deixando ainda mais vermelho do que antes, chegando a rivalizar com os cabelos ruivos de Erza.
"Mavis do céu, o que foi que eu disse?", Proposta ela sentindo as pernas bambas.
- Ah, e-eu disse que… Que… E-eu tinha entendido, Erza-san! - Respondeu rapidamente a primeira desculpa que apareceu em sua mente, agradecendo aos céus por não ter sido uma desculpa totalmente sem sentido.
Foi nesse momento também que Natsu e Lisanna foram até as meninas.
— Luce! Você voltou! — Exclamou o menino sorridente.
Happy, seu gatinho azul voador, pulou do topo de sua cabeça para os braços da loira.
— Luxy! Que bom que voltou! Eu fiquei com muitas saudades! — Proferiu o bichano se esfregando contra ela.
Lucy riu da afeição do gato, lhe retribuindo com um carinho em suas orelhas, no qual recebeu como agradecimento um ronronar.
— Bem vinda de volta! — Falou Lisanna com um sorriso e segurando a mão da loira. — Vem, nos conte como foi a missão!
— É, queremos saber tudo sobre ela! — Acrescentou o garoto.
Lucy ficou muito feliz em ver seus amigos, mas hesitou se deveria ou não contar sobre a missão. Ela olhou para Erza, que apenas observava em silêncio, e recebeu um aceno de que não tinha problema.
— Claro! Vou contar pra vocês! — Respondeu com um sorriso. Mas antes de ir, ela se virou pra Erza. — Até depois Erza-san! — E assim que se despediu da jovem cavaleira, ela seguiu seus amigos.
Erza continuou a olhando se afastar com Natsu e Lisanna, soltando um suspiro com um leve sorriso.
"Eu também acho seus olhos lindos, Lucy."
…
Nos dias que se seguiram, a guilda ficou mais atarefada que o normal, recebendo uma missão atrás da outra.
Desde que virou membro da Fairy Tail, Lucy ainda não havia feito tantas missões assim em tão poucos dias, parecia uma maratona. Ela também percebeu que os que mais faziam missões eram Natsu, Gray, Cana, Mirajane, Alzack e entre outros de seus colegas. A maior parte, por assim dizer.
— Levy-chan. Por que todo mundo está assim?
— Ah, eles estão se esforçando assim, pois querem ser escolhidos para o Teste de Mago Classe S. — Explicou a azulada. — Todo final de ano, nosso Mestre escolhe aqueles que ele julga estarem prontos para o Teste, que é realizado no final de janeiro.
— Ah, entendi! — Respondeu a loira olhando para os amigos. — Quantas pessoas o Mestre costuma escolher?
— Ah, isso depende muito. Teve um ano em que ele não escolheu ninguém e outro em que ele escolheu umas dez pessoas.
— Dez?! — Exclamou a jovem um tanto surpresa.
— Sim, nosso Mestre é bem diferente em relação aos outros Mestres. — Respondeu uma terceira pessoa.
Levy e Lucy se viram na direção da terceira voz.
Erza estava passando ali ao lado das meninas com um prato de bolo de morango em mãos.
— Oi Erza! — Cumprimentou Lucy com simpatia. — Vem sentar com a gente! — Convidou ela, com Levy concordando também.
A ruiva agradeceu ao convite, se sentando na mesa com as meninas e começou a comer seu bolo em silêncio, observando as duas conversarem animadamente sobre vários assuntos diferentes, principalmente a respeito do Teste para Magos Classe S.
— Você acha que vai participar, Levy-chan?
— E-eu?! Não, eu não tenho chance. — Respondeu Levy com um sorriso baixo. — E mesmo que o Mestre me escolhesse, eu não conseguiria passar na prova.
— Eu acho que você se sairia muito bem, Levy. — Falou Erza atraindo a atenção das amigas. — Não deveria se subestimar tanto assim.
— Eu também acredito que você se sairia bem no teste.
Levy olhava para as duas, pensativa a respeito disso e na possibilidade de fazer o teste caso fosse convocada.
— B-bom, se o Mestre me chamar, eu vou dar o meu melhor pra tentar passar!
— É assim que se fala!
Nisso, Natsu e Happy se aproximavam da mesa das meninas, se sentando e deitando a cabeça sobre a mesa.
— Eu tô muito cansado… — Murmurou ele exausto. — Fiz muitas missões! Não tenho mais magia pra fazer nada.
— Aye! — Concordou Happy da mesma forma que o amigo. — Nem tenho forças pra comer um peixinho.
Uma risada debochada é ouvida, enquanto Mirajane se sentava também, passando o braço sobre os ombros de Lucy.
— Fala sério, Natsu! Se você já tá cansado assim só por causa de umas tarefas simples, imagina quando for fazer missões de Classe S então? Não vai durar nem cinco minutos!
Natsu ergueu o rosto, fuzilando os olhos na direção da albina.
— Ah, cala a boca Mira!
— Ah, ela não está errada, Natsu. Todos sabemos que você não conseguiria. — Comentou Gray, que se aproximava com Cana e Lisanna.
Natsu cerrou os punhos, se levantando e encarando o moreno em completa fúria.
— Quer encarar Gelinho? Saiba que eu tô pegando fogo! — Proferiu o rosado acendendo sua mão.
— Ah, eu jamais recuso qualquer oportunidade pra arrebentar a sua cara. — Falou Gray congelando o próprio punho.
Antes que os dois dessem um único passo, Erza se levanta da mesa e apenas os encara. Os dois meninos travam na mesma hora e se abraçam com desespero, dizendo que seriam bons amigos.
Todos riram da reação dos meninos, voltando a se divertirem como a poucos minutos. Até mesmo Erza e Mira deram uma trégua em suas brigas pra poderem aproveitar melhor com seus amigos.
Apesar da agitação de todos, o clima estava leve e agradável, com todos rindo, brincando e se divertindo. Makarov observava seus filhos, sentindo um pouco de alegria preencher seu velho coração.
"Eles são jovens fortes.", Proposta ele abrindo um sorriso.
Contudo, aquele sorriso do Mestre logo desapareceu de seus lábios ao sentir a forte presença mágica de uma certa pessoa.
"Então você finalmente decidiu voltar… Ivan.", Consertar ele soltando um suspiro triste, enquanto o homem em questão passava pelas portas duplas de madeira da guilda.
Ivan é um homem de estatura alta, com um corpo musculoso, com cabelos pretos e pele bronzeada, barba bem feita com um estranho padrão. Ele estava trajado com uma camisa social azul marinho, com um lenço azul esverdeado claro amarrado em seu pescoço como se fosse uma gravata, um casaco roxo com bordas brancas e uma capa preta com ornamentos amarelo claro nos ombros, calça e sapatos sociais na cor preta .
A chegada dele na guilda fez todos pararem seus afazeres para encará-lo, arrepios percorriam os corpos de todos ali. As expressões eram de surpresa e ao mesmo tempo pavor, enquanto o ar, antes leve e alegre, fora substituído por uma aura mais pesada e medonha.
Lucy olhou para seus amigos, os vendo bem mais tensos do que o traje, como se estivessem prontos para desferir algum ataque mágico. Lisanna e Elfman (este último que estava perto do quadro de missões) vão até Mira, que os acolhe em seus braços de forma protetora. Natsu fazer o mesmo com Happy.
Ivan observava a todos com um sorriso desdenhoso nos lábios, esticando os braços para os lados, como se quisesse dar um grande abraço.
- Eu estou de volta!
Makarov nada falou, apenas assentiu se levantando do balcão em que estava sentado e caminhou até uma das escadas da guilda, subindo os degraus com calma, olhando de relance para ele.
Ivan sabia o que Makarov fingia e não tardou em segui-lo, mas parou ao notar uma pessoa nova perto dos mais jovens. Ele vira seu rosto, focando seu olhar em Lucy.
- Ora, ora. Parece que temos um novo membro em nossa amada guilda. - Falou ele esticando a mão e pedindo para que ela se aproxime.
Como era acostumada a ser simpática e educada com todos, Lucy não via razões para não fazer o que aquele homem pedia, mas assim que chegou perto o suficiente, ela sentiu algo estranho, um calafrio percorrer todo o seu corpo, travando suas pernas instantaneamente. Seu coração batia freneticamente em seu peito e uma gota de suor escorrer por sua nuca.
"O que é isso? Que sensação horrível é essa? Eu não estava sentindo isso antes…", combinação ela sentindo as mãos tremerem levemente. "Eu só comi a sentir isso depois de chegar perto dele… Será que essa é sua magia?". Um mal estar começou a subir por sua garganta e sua visão a embasar, parecia que Lucy estava prestes a desmaiar.
Todos sentiram pena da pobre menina, mas ninguém se atrevia a mexer um único músculo do corpo.
Ivan olhava com diversão para a menina. Ele sabia o efeito que causava em outros membros apenas com sua presença e adorava perturbá-los dessa forma.
"Isso… Sinta! Sinta medo!", Proposta ele com um sorriso maligno.
Apesar de odiar aquela sensação que Ivan causava, Erza não suportou a visão da loira praticamente prestes a vomitar aos pés daquele homem e rapidamente foi em sua direção e segurou Lucy pela cintura, a trazendo para mais perto de si de forma protetora, encarando ele com raiva.
Lucy ficou extremamente grata e não hesitou em passar os braços magros ao redor do busto da ruiva para se apoiar.
Ivan achou aquela cena divertida e apenas riu em desdém.
— IVAN! PARE COM ISSO! — Gritou Makarov e o homem se afastou, seguindo o Mestre até seu escritório.
Assim que eles sumiram da vista no segundo andar, todos suspiraram e relaxaram. Erza se virou para olhar Lucy que ainda estava agarrada a ela e ficou surpresa ao ver a mesma chorando.
— Você está bem, Lucy? — A resposta foi um aceno. Erza ergueu a mão e limpou as lágrimas que escorreram por seu rosto. — Hey, está tudo bem. O Ivan faz isso mesmo e todo mundo da guilda odeia isso. É só não ficar mais perto dele que ficará tudo bem.
Lucy assentiu e não se conteve em abraçar Erza com força (mesmo ela estando de armadura), se segurando nela como se sua vida dependesse disso.
A ruiva ficou surpresa com essa reação e retribuiu ao abraço dela.
— Lu-chan! — Chamou Levy se aproximando das duas. — Tudo bem?
— Sim, estou bem. — Respondeu saindo do abraço e olhando para a amiga.
— Que bom! Ficamos preocupados, nos desculpe por não ter te ajudado. Nós temos medo de provocar o Ivan e ele usar a vantagem de ser filho do Mestre contra nós de alguma forma.
Todos atrás de Levy assentem em concordância com ela.
— Ele é o filho do Mestre? — Perguntou Lucy olhando para o segundo andar, enquanto é levada ao seu lugar pela azulada com Erza ao seu lado o tempo todo.
— Sim, sei que não é o que parece, mas ele é o filho do Mestre Makarov.
— É difícil acreditar nisso, a aura dele é tão diferente… É mais…
— Nós sabemos o que quer dizer. — Falou Mira ainda abraçando seus irmãos. — Ele é um pé no saco, ninguém aqui gosta dele, a não ser o Laxus, que é seu filho.
Foi naquele momento em que todos escutaram um enorme estrondo vindo do andar de cima, juntamente com uma gritaria.
— ISSO É UM ABSURDO! VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO COMIGO! — Todos logo reconheceram a voz de Ivan andando a passos firmes e pesados em direção as escadas.
Makarov surgia do segundo andar com um semblante sério e triste, observando o filho caminhar até a saída.
— Você sabe o que fez e isso não tem como ignorar, Ivan.
— E VOCÊ PREFERE FICAR DO LADO DAQUELES MALDITOS FILHOS DA PUTA DO CONSELHO DO QUE DE MIM, SEU FILHO?!
Ninguém estava entendendo o que estava acontecendo, mas só de olharem para eles dava pra perceber que o assunto era extremamente sério.
— Nós dependemos deles pra Fairy Tail ficar aberta, mesmo eu não concordando com a maioria de suas regras e até mesmo contrariando algumas delas, essa em específico eu não posso tolerar. Minha decisão permanece inalterada.
Ivan cerrou os punhos, encarando Makarov com extremo ódio, enquanto liberava sua força mágica.
— Então farei você engolir cada palavra!
A grande maioria dos membros chamados tensos, se perguntando se você vai ou não fazerem alguma coisa, já que Ivan adorava fazer com que se sentissem inferiores à ele. Mas para a grande surpresa deles, quatro jovens magos conhecidos entre ele e seu Mestre.
Natsu, Erza, Gray e Mirajane.
Eles sabiam que Makarov podia facilmente derrotar o próprio filho e que sozinhos ou juntos não têm muitas chances contra ele, mas eles não podem ficar parados vendo aquele que eles consideram ser seu pai sendo ameaçado por um homem que não tinha o direito de ser seu filho.
Ivan achou aquela cena cômica e gargalhou alto em deboche, já preparando seu primeiro feitiço.
- Vocês realmente acham que tem alguma chance contra mim? Não passam de um quarteto de pirralhos inúteis! Não sei como você. - Apontou para Erza. - Conseguiu o ranking S da guilda! Não! Eu não sei o que o tolo do meu pai tinha na cabeça ao conceber-la nesse ranking! Você não é páreo pra mim! Nenhum de vocês são! - Enfatizou-se para todos presente momento. - Nem mesmo Gildarts é páreo pra mim!
Antes que Ivan tenha uma chance de proferir mais coisas, um enorme punho de um gigante bate contra ele, ou jogando para fora da guilda.
Atrás dos quatro jovens, estava Mestre Makarov com o grande braço de gigante esticado com o punho fechado. Ele fez o membro voltar ao seu tamanho normal, enquanto caminhava calmamente em direção de entrada.
- A dor de um pai é aquela em que vê que não há nada que possa fazer para salvar seu filho daquilo em que ele mesmo se tornou. Você, Ivan, meu único filho, não é mais digno desta guilda e nem de seus membros.
- Ora seu…! - Ameaçou Ivan erguendo o punho, pronto para dar um golpe no velho quando é atingido por uma mão envolvida em chamas.
O garoto de cabelos rosados olhava de forma ameaçadora para o homem caído ao chão com uma barba chamuscada.
- QUEM VOCÊ ACHA QUE É PRA ENFRENTAR O MESTRE ASSIM, SEU MERDA? - Gritou Natsu a plenos pulmões. - ELE É O SEU PAI E EU NÃO VOU PERDOÁ-LO POR FAZER ISSO!
Ivan se oferece, batendo as mãos nas roupas para limpar a poeira do chão, fez uma leve carícia no maxilar sentindo o gosto amargo de sangue tocar sua língua, cuspindo em seguida para tirar parte do gosto. Ergueu os olhos negros e os fixos no jovem Dragon Slayer, que ainda o encarava com aquele olhar furioso.
Soltou um leve riso em deboche, se virando de frente e pronto para surrar aquele garoto que teve a ousadia em dar-lhe um soco.
Contudo, Makarov se pôs à frente de Natsu, impedindo que o filho tentasse algo para prejudicá-lo.
Sabendo que não poderia ir contra a força monstruosa de seu pai, Ivan apenas virou as costas e se afastou da guilda, caminhando a passos pesados e furiosos.
"Isso ainda não terminou, pai. Algum dia, eu irei me vingar de você e essas malditas fadas que você gosta de chamar de filhos."
...
Desnecessário dizer que a expulsão de Ivan deixou à todos muito felizes.
Bom, com a exceção de um único mago.
— Como assim você expulsou o meu pai? — Laxus falou olhando para o avô com os punhos cerrados. — Não tinha o direito de fazer isso!
Makarov fitava seu neto, enquanto terminava alguns relatórios. Deixou a papelada de lado para lhe dar atenção.
— Seu pai fez algo que não tem justificativa e por esse motivo, ele foi expulso.
— Mas foi um acidente! Ele não fez aquilo porque quis! — Gritou o loiro eletrificando suas mãos. — Que tipo de pai você é, seu velho senil?!
O grande barulho de um punho batendo contra o canto da mesa (quebrando a mesma) se fez presente e Laxus tratou de ficar em silêncio no mesmo segundo.
Makarov se levanta, um semblante nem um pouco contente adornava suas feições. Ele sabia que seu neto ficaria revoltado com a expulsão do pai, mas esperava que o rapaz entendesse o motivo e aceitasse, jamais esperou aquela reação em favor ao Ivan e isso o magoou profundamente.
— Laxus… Você acredita que sacrificar pessoas comuns, pessoas inocentes, torná-las seu mártir para um monstro justifica as ações de seu pai? Matar pessoas ou fazer delas alguma espécie de sacrifício para cumprir seus objetivos é justificável? É nisso que você acredita, Laxus?
Laxus pensou por alguns instantes a respeito, sabia que o que seu pai havia feito foi errado e que não havia perdão para aquilo. Mas Ivan era o seu pai e ele realmente deveria ficar contra o mesmo? Como filho, não deveria apoiá-lo e ir contra a decisão do seu avô? Ou apoiar Makarov era o mais correto, já que, além de avô, ele é o Mestre da Fairy Tail? Será que ele visou o bem da guilda ao expulsar Ivan?
Ninguém podia negar a força que seu pai tinha e com certeza a saída dele vai prejudicar a guilda número um de Fiore de alguma maneira.
E isso, Laxus não podia tolerar, já que futuramente, ele seria o próximo Mestre da Fairy Tail.
Não importa os motivos que Makarov teve em relação a expulsão de seu pai, ele não vai deixar que o nome da guilda mais forte do continente seja rebaixado de guilda mais fraca por perder um de seus membros mais fortes.
— Responda-me menino! — Makarov chamou a atenção do neto. — É nisso que você acredita?
Laxus estava cansado daquela conversa e em vez de responder, ele apenas virou as costas pra sair do escritório do avô.
Ele não olhou para trás.
Makarov soltou um suspiro, voltando a se sentar, pressionando seus dedos calejados em seus olhos em sinal de preocupação.
— Mavis do céu… Que esse rapaz não siga os passos do pai… — Rezou Makarov para a Primeira Mestre da Fairy Tail e para quem mais estivesse ouvindo.
…
Laxus caminhava em direção ao quadro de missões e rapidamente escolheu uma Missão Classe S que faria com que ele ficasse vários dias longe da guilda e era o que mais desejava naquele momento, chamou seus três melhores amigos e companheiros de equipe para acompanhá-lo.
— Evergreen. Freed. Bixlow. Vamos.
Os três jovens se levantaram e acompanham o loiro até as portas duplas da guilda, mas pararam ao ouvir uma voz.
- Ei, Laxus! - Chamou Natsu correndo até o mais velho com um sorriso. - Luta comigo! Quero mostrar que eu melhorei bastante!
Laxus olhou para o garoto por um segundo, suspirou e virou as costas sem dizer uma única palavra.
Natsu estranhou essa atitude e o chamou novamente.
- Ah, qual é Laxus? Luta comigo! - Insistiu o garoto. - Aposto que tá com medo, né? - Provocou com um sorriso zombeteiro.
O mago dos raios parou e se virou novamente para Natsu e soltou um suspiro.
"Vou acabar logo com isso."
- Pode vir, Natsu.
O rosado comemorou e rapidamente acendeu seu punho.
- Você vai ver como eu fiquei mais forte Laxus! - E correu na direção do mais velho.
Os companheiros do loiro se afasta dois passos, enquanto o mesmo emitia algumas falhas.
Quando Natsu pulou para acertar seu punho em chamas no rosto de Laxus, o mesmo apenas eletrificou um pouco seus dedos e deu um forte tapa na nuca do rosado, o derrubando na mesma hora.
- Natsu, não enche meu saco, tá? Tenho uma missão pra ir agora. - Diz de forma fria e olha para seus companheiros. - Vamos. - E eles o seguem até a saída.
Natsu permaneceu desmaiada no chão, com nariz e boca sangrando até o momento em que Happy foi chamar Lisanna e Lucy para ajudá-lo e plantas-lo até a enfermaria.
Levy produz como amigas a cuidarem dos ferimentos de garoto, enquanto o mesmo resmungava de dor e do jeito que Laxus agiu.
- Aquele cara! Ele ficou… Ai! Ele ficou forte mesmo! E eu… Aiê! E eu vou ficar mais forte e… AAAIII! ISSO DÓI CACETE! - Xingou olhando para Lucy.
- Se você ficasse quieto, não doeria tanto! - Retrucou ela impaciente.
- Mas… AAAIIIÊÊ! - Dessa vez, Natsu olhou o feio para Lisanna. - Que merda é essa que tão passando e que arde?
Lisanna olhou de Levy para Lucy antes de responder.
- Essência de ervas com álcool.
- É que depende do machucado, tende a doer um pouco mais no frio. - Explica Levy. - E como estamos no inverno ...
- Ah, entendi! Então… AAIIIÊÊÊ! PORRA! - Gritou Natsu olhando para Lucy e Lisanna que riram, apesar de não estarem gostando do palavreado que o amigo estava usando.
Depois de alguns minutos, Natsu saia da enfermaria, sendo recepcionado primeiramente pelo gatinho azul voador.
- Natsu! Como você tá? - Perguntou o bichano repousando em cima da cabeça do rosado.
- Ah, eu tô bem Feliz! - Respondeu abrindo seu sorriso habitual. - Aquilo lá não foi nada!
- Verdade? Você é incrível Natsu! - Elogiou Happy com um sorriso.
- Você que é incrível Happy! - Devolveu Natsu fazendo uma carícia nas orelha do gatinho, que ronrona para o amigo.
Lucy e Lisanna observavam seu melhor amigo interagindo com o gato, enquanto se sentavam em uma mesa e pediam dois sucos para a garçonete da guilda.
- O Natsu e o Happy são fofinhos juntos! - Comentou a albina corando levemente, o que não deixou de ser notado pela loira.
- Você gosta muito dele, não é?
- Hã? - Perguntou confusa.
- Sabe do que eu estou falando. - Respondeu uma loira sorrindo.
- Como assim? Natsu é o meu amigo.
- Eu sei, mas acho que você gosta do Natsu bem mais do que um amigo.
De uma leve coloração rosada, o rosto de Lisanna ganhou um tom mais vermelho, quase rivalizando com os cabelos da cavaleira da guilda.
- Oo q-quê? Mas que história é essa, Lucy? Claro que não! Natsu e eu somos bons amigos! Melhores amigos, assim como você é uma das minhas melhores amigas!
A loira ria das reações da amiga, segurando uma das mãos dela.
- Eu acho que você e o Natsu combinam bastante!
- S-sério? - Lisanna cozida com os olhinhos azuis brilhando, mas logo se recompôs. - Quero dizer… V-você está exagerando, Lucy!
Ela riu novamente.
- Eu acho que ele também gosta de você, só não sabe ainda.
Lisanna sorriu e não evitou não olhar para o jovem Dragon Slayer que estava brincando com o gatinho. Eles brincavam dizendo que o Happy era filho deles.
Lucy sorriu ao ver o olhar apaixonado pela amiga.
- Mas e você, Lucy? - Falou a albina.
- Eu? Eu o quê? - Indagou confusa.
- Você gosta de alguém da guilda?
- E-eu? Não não! Não gosto de ninguém desse jeito, sabe? Gosto de todos como amigos!
- Sério? Eu discordo! - Diz Levy ali perto com um sorriso e se sentando ao lado da loira. - Você gosta sim de uma pessoa da guilda!
Lucy apenas goze seu rosto ficar pálido e as mãos trêmulas.
- Não não! É sério! Eu não gosto de ninguém desse jeito! - Diz tentando disfarçar o nervosismo. - Você tá lendo livros de romance demais!
Lisanna observava Levy rindo das reações da amiga, era perceptível que a loira estava mesmo gostando de alguém.
"Parece que o jogo virou.", Tratamento em divertimento.
- Não. Por fim, eu ando lendo livros de criaturas mágicas. - Respondeu com divertimento. - Quem anda lendo esse tipo de conteúdo é a pessoa que você gosta!
- O quê?
- Quem é? Diz quem é, Levy! Agora eu quero saber! - Pedia Lisanna animada, quase saltitante na cadeira.
- Parem! Já disse que eu não gosto de ninguém assim!
Levy fitava o olhar suplicante de Lucy e o animado de Lisanna. Ela estava aprendendo a ser um pouco mais ousada e mais manipuladora após ler alguns livros de mistério e como ler expressões corporais.
- Se eu disser a única característica física dessa pessoa. - Começa a azulada, ignorando como súplicas da loira. - Você vai adivinhar na hora quem é uma pessoa.
- E qual seria?
Levy dá uma risadinha, enquanto Lucy escondia o rosto vermelho.
- A cara da Lucy tá exatamente da cor do cabelo dela.
Lisanna não precisa de muito tempo para entender aquilo e logo olhou na direção da ruiva em questão e depois para a sua amiga.
- Você gosta da Erza?
Claramente, aquela pergunta fez Lucy ficar tão vermelha quanto da cavaleira. Sim, ela gostava de Erza. Bastante, diga-se de passagem. Mas ela gostava da ruiva rapariga que suas amigas estavam falando?
"Não, isso é impossível! Nós duas somos meninas e isso é impossível. Eu provavelmente tenho uma grande admiração por ela, ainda mais que ela já me protegeu das consequências das brigas do Natsu e do Gray, salvou minha vida duas vezes. Ela é ! ", pensava ela incrível. "Apesar que ... Quando estou perto dela, meu coração bate forte ... Forte e rápido ... Será que eu ...?"
- Lucy? - Chamou Levy acenando a mão na frente do rosto da loira. - O que houve? Dormiu pensando na Erza? - Ela sussurrou a última pergunta rindo juntamente com Lisanna, fazendo com que as bochechas de Lucy ficassem vermelhas.
- E-eu vou ali rapidinho, ok? - Falou se levantando e caminhando um pouco apressada pra longe das amigas.
Lucy estava tão distraída com seus pensamentos próprios que não prestou atenção no que estava na sua frente e acabou batendo o rosto em algo duro e metálico.
A dor que veio junto com as lágrimas que escorreram por suas bochechas, embaçando sua visão.
- Lucy? Lucy, você está bem? Mavis do céu, seu nariz tá sangrando! Vem, eu vou usar-la para a enfermaria. - Falou a voz, um guiando até o local local.
"Quebrei meu nariz…", consolidar ela, apertando as mãos no rosto dolorido. A dor era tanta que nem prestou atenção na voz e na pessoa que a segurava pelos braços.
Ao chegarem, uma pessoa fez com que a loira se sentasse, enquanto pegava algumas bandagens, ervas medicinais e itens de cura.
- Lucy? Tira as mãos pra eu ver como está. - Pediu a pessoa puxando com delicadeza. - Está sangrando um pouco, mas parece que não é nada grave. Você teve muita sorte de não ter quebrado.
Ela apertou os dedos levemente calejados limpar seu nariz e as lágrimas do seu rosto, foi quando abriu os olhos e sua visão focou na pessoa a sua frente.
- Erza-san?
Erza abriu um sorriso fraco, enquanto limpava o ferimento da amiga.
- Ei… Desculpa por isso, se eu tinha percebido que estava atrás de mim, você não teria batido com tanta força na minha armadura.
- O quê? Não não. A culpa é minha, eu que desviar prestar atenção e olhar pra onde estou andando. Você não fez nada de errado. - Lucy falou depositando a mão sobre o ombro da ruiva e abriu um sorriso, no qual se arrependeu ao sentir a dor explodir por seu nariz. - Aii… Tem certeza de que eu não quebrei?
Erza não evitou rir baixo, terminar de limpar o sangue e já pegando como ervas medicinais e um frasco de poção de cura.
- Acredite em mim, se preparado, você estaria chorando e gritando cada vez que eu passasse o pano molhado em cima.
- Como o Natsu fez hoje?
- Não, ninguém é mais escandaloso que o Natsu.
As duas riram baixo da afirmação da ruiva (Lucy nem tanto por causa do nariz).
Minutos mais tarde, Erza havia terminado de cuidar do ferimento do nariz de Lucy, enquanto a mesma se olhava no espelho. De fato, o machucado não havia sido grave, mas precisou de uma bandagem por cima com um pouco de ervas medicinais.
- Como se sente? - Perguntou a ruiva se aproximando.
- Não tá doendo tanto como antes, então eu me sinto melhor. - Respondeu se virando e fitando ela. - Obrigada por cuidar de mim novamente, Erza-san!
— Não há de quê, Lucy! — Respondeu abrindo um sorriso, o que fez o coração da loira disparar em seu peito.
"Por que…? Por que ele faz isso? Por que tão rápido?", se perguntava, olhando a se virar e se afastar em direção a saída.
— Erz… — Começou ela, mas logo se interrompeu ao avançar contra a ruiva.
Erza se virou no momento em que Lucy começava a lhe chamar apenas para receber um abraço repentino da mesma, que lhe apertava como se sua vida dependesse disso.
— Lu-Lucy?
Lucy não sabe como e muito menos os motivos que a levaram a fazer aquilo, mas sentia que precisava muito daquela sensação quente e reconfortante que sentia apenas quando estava perto de Erza.
"Meu Deus, o que eu estou fazendo? Agora ela vai pensar que sou esquisita! Eu devo ter ficado louca!", pensou a mais nova se desfazendo do abraço e recuando dois passos, bem envergonhada por aquela ação.
— E-eu sinto muito Erza-san, me perdoe por fazer isso. — Pedia ela encarando o chão, sem coragem alguma de fitar os olhos castanhos escuros da garota a sua frente. — Eu não sei porque eu fiz isso, eu não sei o que anda acontecendo comigo! Eu só queria ficar perto de você e… E… E-eu não sei! Eu tô tão confusa! Me perdoa por isso!
Lucy se sentia uma completa idiota por tê-la abraçado e estar praticamente implorando perdão por ter feito tal ação.
Erza observava aquilo em um misto de surpresa e confusão. Seu coração batia tão forte e alto em seu peito que ela jurou ter escutado, fazendo com que ela se sentisse culpada pelo sentimento que crescia dentro do seu coração.
Sim, Erza estava tendo um pouco de noção do que sentia pela mais nova e não queria que isso atrapalhasse a amizade que elas tinham. Lucy é a amiga mais próxima que ela tem (com exceção do Gray) desde que fugiu da Torre do Paraíso e ingressou na Fairy Tail, e ela não queria perder isso por causa do que sentia pela amiga.
"Isso é passageiro, provavelmente sinto isso por causa das vezes em que precisei protegê-la e salvá-la. Não preciso assustá-la com esses pensamentos."
— Erza-san? — Chamou Lucy a fitando de forma apreensiva.
- Ah, está tudo bem, Lucy. - Falou com um sorriso, colocando uma mexa do cabelo loiro da amiga atras da orelha. - Não precisa se culpar por isso, ok? E eu também gosto de ficar perto de você. Então quando quiser, pode ficar comigo o tempo que você quiser. Na verdade, eu vou adorar isso! - E sem esperar qualquer resposta da loira, Erza deposita um beijo na bochecha dela. - Se estiver se sentindo melhor, podemos voltar para o salão. Se não, eu te levo até sua casa.
Lucy ainda estava processando o beijo, sentindo seu rosto corar furiosamente e nem é preciso dizer que o órgão pulsante em seu peito parecia uma locomotiva de tão rápido que batia.
"Erza-sa… Eu acho que… Que…", começou ela mentalmente.
- Você não vem? - Chamou a ruiva interrompendo seus pensamentos com a mão estendida e um sorriso ladino em seus lábios.
Lucy retribuiu ao sorriso da mesma forma, segurando a mão de Erza e caminhando juntas até o hall da guilda.
…
24 de Dezembro de X779
Era véspera de Natal na guilda das fadas e como em todos os anos, os integrantes estavam animados para a ocasião. Lucy era uma das mais animadas, ajudava a todos que podia, sempre com um sorriso alegre enfeitando suas feições.
A ajuda com a comunidade de Magnólia, doação de alimentos para as crianças de um orfanato, pessoas em situação de rua e famílias carentes são um dos principais trabalhos que a Fairy Tail faz nessa época. E eles sentiam muito orgulho disso.
Porém, dessa vez, eles foram encarregados de limpar a famosa Catedral de Kardia. Makarov designou magos um pouco mais velhos para ajudarem nessa parte, enquanto o restante ajudava com a cidade. Além disso tudo, eles queriam assistir a queima de fogos de artifícios à meia noite, nem era preciso dizer que eles queriam terminar tudo rapidamente para se prepararem.
- Eu mal posso esperar pra assistir os fogos! - Comentou Lisanna plantando algumas flores do orfanato da cidade.
- Eu também! E se aparecer uma estrela cadente, eu vou fazer um desejo! - Falou Levy varrendo o chão.
- Vai aparecer uma estrela cadente? - Lucy perguntou com um sorriso, já pensando no que desejaria se visse a estrela.
- Dizem que todo ano na noite de Natal, uma estrela cadente aparece no céu e todos aproveitam pra fazer um pedido. - Respondeu Mira ao seu lado, ajudando com os sacos. - Eu já sei o que pedir se eu ver ela!
- Eu também! - Acompanhou a pequena albina.
- Digo o mesmo! E você, Lu-chan? Já sabe o que vai desejar?
- Não, eu não sei o que pedir… - Respondeu a loira com um pequeno bico.
- Entendo. É uma pena. Espero que consiga encontrar logo seu desejo! - Falou Levy.
- E lembre-se de que tem que ser um desejo sincero de coração! - Acrescentou Lisanna.
- Está bem.
Enquanto isso segundo andar do orfanato, Erza observa as meninas no pátio rindo, se divertindo e trabalhando ao mesmo tempo. Ela soltava suspiros fechando os olhos.
"Que droga, Erza! Qual é o seu problema?"
- Ei! A gente tem que terminar aqui! - Chamou Cana com um semblante nem um pouco contente. - Vamos logo, eu quero me preparar para os fogos!
- Tá bom… Eu já tô indo. - Falou se afastando da janela, voltando a ajudar com as camas.
Faz dias que Cana andava observando o jeito em que Erza estava e sabia que tinha algo errado. Sem que ela e ninguém suspeitasse, a morena começou a investigar a distância, percebendo alguns olhares, rostos corados, alguns talvez suspiros e muita proximidade tanto da ruiva quanto da outra pessoa, fez com que ela logo concluísse o mais óbvio.
- Erza?
- Sim, Cana?
- Vai assistir à queima de fogos, certo?
- É claro! Por que está perguntando isso?
- E a estrela cadente? Também vai ver ela e fazer um desejo?
- Sim, talvez eu faça um desejo. Mas tenho uma pergunta.
- Qual?
- Por que você quer tanto saber sobre isso?
Nisso, Cana abriu um pequeno sorriso sapeca.
- Ah, não sei. Achei que sim, você quisesse ir com… Alguém especial, sabe?
Erza olha para uma morena com um semblante confuso, erguendo levemente a sobrancelha esquerda.
- O que você está querendo dizer com isso?
- Ora, você nem ao menos disfarça, Erza. Pelo amor de Mavis! - Diz Cana sem conseguir conter uma risada alta. - Acha que eu não notei não?
A ruiva ainda se sente confusa.
"Do que é que ela está falando? Será que ...?"
- Notou o quê? - Perguntou Gray entrando no quarto com travesseiros nos braços. - Já terminaram aqui? Ainda faltam mais dois quartos.
- Nós já estamos indo Gray. Só vamos terminar aqui. - Falou Erza.
O garoto assentiu e seguiu para o próximo quarto.
- E então? Vai continuar se fazendo de desentendida? - Provocou Cana passando um braço pelo pescoço da ruiva. - Ou eu devo anunciar em voz alta?
Erza se desvencilhou do abraço da amiga, se afastando dela e desviando do olhar.
- E-eu não sei do que você está falando.
- Ah tá! Qual é, acha que eu não percebi seus "olhares". - Faz as aspas com os dedos. - Para uma certa maga cel…
A última reação que Cana esperava era ser jogada ao chão, com uma Erza em cima dela com uma espada muito próximo da sua garganta. A morena sentir seu corpo todo paralisado e sua vida passar diante de seus olhos em questão de segundos.
Erza respirava fundo, com a mão trêmula de nervoso e fúria estampada em seu semblante, enquanto encarava sua amiga caída ao chão.
- E-erza… E-espe-pera… - Gaguejou a cartomante.
- Uma única palavra a respeito disso com alguém… E eu te mato.
Apesar da ameaça de morte, Cana aproveitou para provocá-la mais um pouco, mesmo custando sua vida.
- Ah, então você admite que gosta dela, não é?
A cavaleira cerrou os dentes, forçando a ponta da espada o suficiente para fazer um pequeno corte, semelhante ao arranhado da unha de um gato, antes de se levantar e guardar sua espada.
- Pare de dizer coisas sem sentido. Temos um trabalho a fazer.
Cana solta um risinho baixo, seguindo a ruiva para o próximo cômodo.
"Até parece! Imagina se eu conto pra Mira? Ah, ela vai surtar, com certeza!"
…
Após terminar todas as tarefas no orfanato, na Catedral e no resto da cidade, os membros da Fairy Tail seguiram para as próprias casas a fim de se preparar para a festa de Natal que teria na culpada e para mostrar os fogos de artifícios que teria mais tarde.
Podemos dizer que a suposta e também provável aparição da estrela cadente também estão deixando a todos animadíssimos para fazer o seu desejo.
- Eu vou desejar ser um poderoso mago! - Diz um dos membros.
- E eu vou desejar encontrar um marido! - Diz outro.
- Eu quero ter um harém! - Falou um terceiro, cujo nariz pingava um pouco de sangue.
Outros membros foram conversando entre si assuntos aleatórios, enquanto bebiam e comiam à vontade, afinal era um dia para eles festejarem.
Em um canto do hall, Elfman conversava animadamente com Gray. Estar, o albino era bem tímido e conversava com pessoas e o mago do gelo era uma dessas pessoas.
- Então você ver vai os fogos com ela? - Perguntou o garoto com um sorriso.
— Sim! Ela disse que queria ver a estrela cadente, então eu convidei ela pra assistir e fazer um desejo comigo. — Respondeu o moreno sorridente. — Também pensei em comprar um algodão doce pra ela. Mas… — Gray olhava para o amigo e depois o chão. — Eu não sei se garotas curtem algodão doce, sabe?
Elfman entendia bem o que seu amigo queria dizer, já que também estava gostando de uma garota e queria agradá-la também. Só que diferente de Gray, ele não tinha coragem alguma de se aproximar dela e dizer o que sentia.
— Eu acho que se o seu presente for entregue de coração, ela vai gostar muito, não importa o que seja!
— Acho que você tá certo! — Sorri Gray se sentindo mais confiante. — Valeu Elfman!
— Ah, não foi nada! — Respondeu o albino com timidez.
Um pouco mais apresentado dos dois amigos, estava Mirajane e Cana conversando. Ora ou outra, uma albina olhava para a porta e soltava um suspiro triste, o que não deixava de ser percebido pela morena.
- Ei, qual é o problema? Você dá um suspiro sempre que olha pra porta e faz um bico triste.
- Eu tô esperando ele. - Mira responde sem desfazer a expressão infeliz. - Eu penso que ele aparecer, ainda mais que é visto de Natal.
Cana deu um longo suspiro, ainda olhando para a amiga.
- Você devia saber que o Laxus não vai vim hoje, já que ele e o Mestre brigaram.
- Mas não custava ele esquecer essa briga idiota e vim passar o Natal com a gente? Comigo? - Mira dizia com indignação. - Eu queria… Er… Sabe? Eu queria… - Seu rosto estava bem corado.
Cana arregalou os olhos com descrença com as palavras que a albina falava, sem conseguir acreditar.
- Perai, vo-você estava querendo se ... Se ... - As palavras pareciam custar a sair da boca da morena. - Se declarar pra ele, é isso?
A resposta veio com um aceno, enquanto se virava para fitar a entrada novamente.
- A ideia é essa, mas não sei agora ...
- Bom, você já tratamento em ... Deixar pra lá e tentar a sorte com outra pessoa? - Cana tinha um certo olhar esperançoso, tentando ao máximo não deixar transparecer e apesar dos seus esforços, era bem evidente o olhar de apaixonada em seu semblante.
Bom, evidente para todos, com exceção da maga de Take Over Satan Soul, que a olhava com um enorme sorriso.
- Você está certa! Por que devo investir no Laxus, se posso investir em um cara bem melhor do que ele? Ah, eu acho que vou investir no mago novo que entrou na guilda! - Mira dizia já se virando para fitar o novo membro da Fairy Tail que havia entrado há duas semanas.
A morena olha na mesma direção e arregala os olhos.
- Mystogan? Vai tentar ficar com ele? - Falou sem esconder sua indignação.
- Eu vou sim! E já fui! - E com isso, Mira se levanta e caminha até o garoto, Mystogan, estava sentado.
A cartomante deu um suspiro, enquanto observava sua amiga se afastar. Ela não pode deixar de sentir uma ligeira no peito e uma leve ardência em seus olhos.
"É melhor eu beber pra esquecer isso.", Levar se encaminhando na direção do bar e pedir uma caneca de cerveja.
Enquanto isso, Makarov estava sentado no balcão da guilda com as pernas cruzadas e um semblante ligeiramente feliz. Apesar de ser um dia especial, ele não pôde não deixar de sentir uma tristeza em seu velho coração.
"É o primeiro Natal sem eles…", pensou o senhor dando um suspiro triste.
— Mestre? O senhor está bem? — Perguntou Levy preocupada. Ela sabia que ele não estava se sentindo feliz com aquela situação que passou a poucos dias.
A última coisa que Makarov queria era preocupar seus amados filhos, então sorriu bagunçando os cabelos azuis da menina.
— Está sim, minha filha. Não se preocupe. Pode ir brincar com seus amigos.
Levy assentiu, mas em vez de fazer isso, ela se sentou em um dos bancos perto do balcão e sorriu para ele.
— Mais tarde eu vou, Mestre. Agora farei companhia para o senhor. Afinal, é a noite de Natal e ninguém deve ficar sozinho.
Makarov sorriu e apreciou a companhia de uma de suas filhas pelas próximas duas horas seguintes até o momento em que Jet e Droy a chamaram.
Em uma mesa perto da biblioteca, Natsu estava sentado com Happy e suas melhores amigas, Lucy e Lisanna, enquanto comia toda a comida que tinha na sua mesa.
— Isso tá muito bom! — Dizia o rosado com a boca cheia com carne.
— Natsu não coma de boca cheia! Vai engasgar! — Avisa Lucy.
E como se realmente estivesse adivinhando, o garoto começa a mostrar sinais de que estava se engasgando. Lisanna pega um copo de suco e entrega a Natsu, que bebe tudo rapidamente, respirando de alívio por ter desengasgado. A loira apenas solta um suspiro mordendo a língua para não dizer "Eu te avisei".
- Você precisa ter mais cuidado, Natsu! - Reclamou a pequena albina, dando um tapa fraco nenhum braço dele.
- Ta bom, ta bom! Vou tentar. - Respondia levemente corado.
Feliz ria da cara do amigo, saboreando seu peixe defumado com muito gosto.
- Natsu, acho que a Lisanna goxta de você!
Obviamente que a menina em questão não evitou ficar com o rosto vermelho.
- Feliz! Não enrola a língua assim! - Natsu resmungou tão vermelho quanto Lisanna.
Lucy apenas se segura para não rir da situação de seus amigos.
- Oi gente. Tudo bem? - Cumprimentou uma certa garota de armadura se sentando ao lado de Natsu.
- Oi Erza! Quer peixe? Eu divido o meu com você! - Ofereceu o gatinho azul, estendendo o pedaço de peixe parcialmente comido.
- Oh, obrigada. Não precisa, pode comer. - O bichano abriu um sorriso e continuou comendo seu peixe.
Assim com seu pequeno amigo, Natsu continuou comendo e com bem mais calma sob olhar atento de Lisanna.
- Vocês vão ver os fogos? - Perguntou Erza quebrando o silêncio entre eles.
- É claro! Vou assistir a Mira-nee e o Elf-nichann! Queremos fazer um desejo pra estrela! - Respondeu a pequena albina. - E vocês? Vão ver eles também?
- Eu e o Happy vamos, certo Happy? - Falou o menino bem animado.
- Sim senhor! Vou pedir um monte de peixes! - O gatinho azulado tinha um olhar apaixonado.
Todos riram do pequeno sonhador, mas se dependente do jovem Dragon Slayer, seu gato jamais ficará sem peixe.
- E quanto a você, Erza? Vai assistir e fazer um desejo também?
- Eu? Sim, vou assistir os fogos, mas não sei se farei algum desejo para a estrela.
Aquilo chamou a atenção de Lucy que começou a encarar a ruiva um tanto curiosa.
- Por que não quer fazer um desejo?
- Porque… Eu não tenho nenhum desejo, Lucy. Nenhuma ambição e nem nada do tipo.
- Oh, entendi… - Falou encerrando o assunto, sentindo os olhos arderem levemente e o lado esquerdo do peito doer um pouco com a frieza com que soou a voz da ruiva.
Apesar de não ter feito isso por querer, Erza go que havia sido dura e pode ver que magoou sua amiga, algo que nunca quis fazer. Ela estendeu a mão e segurou a de Lucy com um sorriso.
"Lucy está tremendo um pouco."
Percebendo o que estava acontecendo, Lisanna puxou Natsu pela mão com um reboque feliz, para deixarem as meninas sozinhas.
- Ei! Lisanna! Eu ainda tô comendo! - Reclamou o menino sendo ignorado pela albina.
Lucy e Erza olhavam sem sentido e decidiram ignorar os amigos.
- Perdão se do jeito que falei soou meio frio, mas é que… Eu deixei de querer algo pra mim mesmo há muito tempo…
Lucy, tudo atentamente, assentindo em compreensão. No final, ela sorriu e apertou sua mão a dela.
"A mão da Erza-san é tão quentinha."
- Você não deveria pensar assim, todo mundo tem o direito de desejar alguma coisa e, seja lá o que tenha lhe especializado com esse tipo de pensamento, eu espero que você consiga encontrar algo que queira de coração.
Erza ficou sem palavras e a única coisa que fazer era sorrir para a mais nova a sua frente. Nunca contou para ninguém que sempre tristeza e dor habitando seu coração, mas quando estava ao lado menina de cabelos loiros, aquela sensação, aquela tristeza e dor que sentir simplesmente sumia e seu coração ficava mais leve.
"Talvez seja por isso que eu gosto tanto assim dela.", Levar a ruiva abrindo um sorriso, no qual foi retribuído pela maga celestial.
…
Durante o resto da noite, todo mundo riu, bebeu (os mais novos beberam suco, com exceção de Cana), se divertiu, se empanturraram de comida e festejou ao estilo da Fairy Tail. Não é exagero algum dizer que se o Mestre permitisse, eles festejado até o amanhecer.
Mas não naquela noite.
Não na noite de Véspera de Natal e da provável aparição da Estrela Cadente.
Todo mundo queria fazer um desejo e dizia que se o desejo vier do fundo do seu coração, ele se realizaria.
E ninguém queria perder oportunidade de ter seu desejo realizado.
- Rápido Mira-nee! Os fogos vão começar! Vem Elf-nichann! - Falou Lisanna puxando Mira e Elfman pela mão.
- Calma, Lisanna! Os fogos estão no céu, não tem como nós perdemos eles de vista! - Mira falou sorrindo da animação da irmãzinha.
- Mas eu quero ver a estrela! Quero fazer um desejo!
A albina mais velha acenou, deixando-se cair ser levada pela pequena até a ponte do canal de Magnólia.
- Vamos conseguir ver a estrela daqui? - Indagou Elfman.
- Claro! Aqui é um ótimo lugar!
- Então vamos ficar aqui. - Decreta Mira recebendo acenos de seus irmãos.
Enquanto isso, em outro ponto da cidade e próximo da Catedral de Kardia, o jovem mago do gelo segurava dois algodão doce. Ele estava bem ansioso, olhando para todos os lados com o coração pulando em seu peito.
"Cadê? Cadê?"
- Gray-kun? - Chamou uma voz feminina.
O moreno se virou na direção da voz, tendo a visão da menina de cabelos rosados, olhos azuis, pele clara, trajada com uma saia verde clara, meia calça e blusa branca e jaqueta rosa, e delicados sapatos brancos.
Ela sorria conhecida para o garoto.
- Oh! O-ooi Yelena! Você está muito bonita! - Gray não conseguiu evitar que seu rosto ficasse todo vermelho.
Yelena riu se aproximando mais do garoto, logo notando os dois algodão doce que ele segurava.
Gray olhar o olhar dela no doce açucarado e rapidamente lhe entregou um.
- É pra você! Desculpa, eu não sabia se você gostava. Ah, quer dizer… Eu espero que você goste! E… - O moreno se enrolou todo, ficando bem mais vermelho.
- Você é muito fofo, Gray-kun! Muito obrigada! - Uma rosada sorriu pegando o algodão e comendo um pouco. - Hummm! Está muito bom!
- Valeu! Ah, quer dizer… Obrigado! Não, espera! - Ele respira fundo e pigarreia. - Não há de quê!
Ela ri novamente, pegando a mão livre de Gray e o arrastando para uma praça.
- Vem, vamos assistir os fogos juntos!
Gray se deixou ser levado com um sorriso bobo nos lábios e o coração batendo tão forte e rápido que tinha medo de Yelena ouvir.
"E daí se ela ouvir? Eu já sei qual desejo vou pedir para a Estrela. Uma namorada incrível!", Combinação ele já imaginando uma vida ao lado da rosada.
Na praça mesma, sentada sozinha com duas garrafas de cerveja, Cana bebia sem dó e nem hesitação, enquanto olhava para o céu escuro e estrelado. O frio que se desligou presente era imperceptível devido ao teor alcoólico correndo em seu sangue.
- Levou um fora? - Questionou uma voz que a morena não escutava a muito tempo.
"Vai ver eu tô tão bêbada que tô ouvindo coisas.", Tratamento ela, virando uma das garrafas no gargalo.
- Ei! Pega leve. Já bebeu demais. - Falou a menina de cabelos castanhos claros, trajada com um vestido azul escuro com manga comprida, casaco na mesma cor, só que um tom mais claro e um par de botas preta, se sentando ao lado da morena e tirando a garrafa de sua mão . - O que nossa mãe falaria se a visse bebendo assim?
Cana a encarou um tanto zangada antes de beber da outra garrafa.
- Eu não sei, ela morreu. Mas acho que ela ficaria brava, eu acho. - Respondeu meio tonta, repetindo uma mesma coisa.
Milena apenas suspirou, tirando a outra garrafa, deixando ao lado, passa um dos braços da irmã sobre os ombros para lhe dar apoio.
- Engraçado é que eu sou uma irmã mais nova e tô aqui servindo de apoio pra você, sendo que deveria ser o contrário.
Cana resmungou mais algumas palavras que não puderam ser entendidas, mas Milena tinha uma pequena ideia do que poderia ser.
- Algum dia, ela vai te notar, One-sama. Você ainda tem tempo pra falar com ela.
Cana parou de repente, olhando com suplica para a irmã.
- V-Você acha, Milena? Acha que a Mira vai me notar?
- Ela seria uma idiota completa e imbecil se não te notasse. Então, trate de ficar firme e não desistir dela, okay? - A mais nova mostrada o dedo mindinho e Cana não hesitou em apertá-lo com o dela em concordância. - Ótimo! Agora vamos para um lugar mais tranquilo pra assistir os fogos e ver a estrela.
- Está bem, está bem.
...
O eventos dos fogos de artifício é uma tradição de Magnólia que ocorre apenas véspera de Natal. E como um bônus adicional, uma estrela cadente sempre passa nessa mesma noite todos os anos. Desde então, ela é conhecida como "Estrela dos Desejos".
Essa tradição existe há quase 100 anos.
Bem próximo da meia noite, os moradores da cidade, saiam de suas casas e se reuniam perto da Catedral de Kardia, nas praças, nas entradas da cidade, em locais altos...
Em suma, em qualquer lugar onde pudessem ver a estrela e fazer o seu pedido.
E não era diferente para os membros da Fairy Tail.
Assim como os magnolianos, eles também se reuniam pra ver os fogos e a estrela.
Aquela seria a primeira vez em que Lucy veria a famosa Estrela dos Desejos e ela estava bem ansiosa para esse momento. Desde que se conhece como pessoa, a loira não se recorda de nenhum momento da vida em que não gostasse das estrelas. Na verdade, ela as adorava e aprendeu esse sentimento com Layla Heartfilia, sua querida e amada mãe.
Ao pensar nela, Lucy não evita evitar a leve ardência em seus olhos e a dor apertar seu coração.
Ela sentiu muitas saudades de sua mãe.
"Se eu pudesse e se fosse possível, meu desejo seria ter você de volta, mamãe.", Combinada sem conseguir segurar como lágrimas, apertando a bolsa com suas Chaves Celestiais ao peito.
- Eu queria ter você aqui comigo, mamãe ... - Ela sussurrou para si mesma, fechando os olhos com força.
- Lucy? Por que está chorando? - Perguntou Erza passando ali perto e vendo sua amiga chorando, o que imediatamente a deixa preocupada. - Aconteceu algo? Alguém fez alguma coisa pra você? Se fiz, eu juro ...
- Não não! Ninguém fez nada pra mim, eu juro. - Se adiantou acenando as mãos freneticamente com a intenção de acalmá-la. - Por favor, não castigue ninguém por nada!
Erza suspirou, se sentindo um pouco mais aliviada, mas ainda exibindo o semblante preocupado.
- Então, por que estava chorando?
- Ah, eu estava pensando sobre ... - Por um segundo, Lucy deve se deveria ou não falar a respeito daquilo.
Uma ruiva que aquele poderia algum assunto delicado e que deixaria a mais nova desconfortável. Com um sorriso ladino, ela apóia os dedos sobre seu queixo, fitando o fundo de seus olhos castanhos claros.
- Não precisa me contar se é algo que não queira ou que não goste de falar. Só saiba que se quiser ... Não, sempre que precisar, você pode vir conversar comigo. - Falou limpando ou rastro de lágrimas de sua bochecha.
Aquele sorriso fez o coração da loira disparar em seu peito. A dor e tristeza que estava sentindo foi diminuindo gradualmente. Ainda era presente, só que menos. Ela via em Erza alguém que confia plenamente sem hesitação e decidiu um pouco de dor.
- Eu estava pensando sobre a minha mãe e como eu queria que ela estivesse aqui comigo.
Erza não sabia muito sobre a mãe de Lucy, apenas que ela lhe ensinou sua Magia Celestial.
- Você não fala muito a respeito dela ... - Comentou se sentando em uma pedra ali perto.
- É que dói, entende? Ela era tudo pra mim e ... Morro de saudades dela todos os dias. - Dizia se sentando na outra ao lado, apertando seus braços ao redor do próprio corpo, imaginando os abraços de Layla.
A cavaleira sabia que seria uma pergunta delicada, mas tomou ea fez:
- O que aconteceu com ela?
Lucy ficou em silêncio por um minuto inteiro antes de responder.
- Ela ficou muito doente, ela estava com Síndrome de Deficiência Mágica e acabou falecendo disso ... - Estava chorando novamente. - Se eu pudesse escolher um desejo para a Estrela, eu escolheria dela aqui comigo. Mas eu sei que isso é impossível ... Mas é o que eu desejaria. - Sua voz saiu baixa e esganiçada. - É errado pensar assim? É errado ter um desejo impossível?
Erza permaneceu em silêncio o tempo todo, apenas ouvindo e absorvendo cada palavra que Lucy proferia. Partiu seu coração vê-la forma e a única coisa que veio em sua mente foi abraçá-la o mais apertado que isolado. Se certificou de tirar o peitoral da armadura ao puxá-la para seus braços.
- Lucy ... - Levantadas sozinhas, a chamou em um tom baixo. - Não é errado você querer ter a sua mãe de volta, eu posso imaginar o quanto ela é importante e não quanto ela faz falta pra você. - Ela desfaz do abraço, porém, permanece com os braços ao redor do corpo dela. - Mas você não está mais sozinha, você é da culpada agora, é da família Fairy Tail e todos nós te adoramos, Lucy. E se depender de mim, farei de tudo pra te ver sempre sorrindo e sempre alegre, como eu costumo ver todos os dias desde que virou membro. Nunca deixe de sorrir, pois o seu sorriso é o mais lindo que eu já vi em toda a minha vida!
Aquelas palavras ditas foram extremamente relevantes para Lucy, que após absorver e guardar cada uma dentro do seu coração, não hesitou em se jogar nos braços de Erza e abraçá-la o mais apertado que refor. Novas lágrimas desciam por seu rosto, mas dessa vez, eram lágrimas de felicidade, uma felicidade bonita e forte, que definiu seu órgãozinho bater bem rápido em seu peito. Aquela sensação o aqueceu ea fez perceber o quanto ela quer continuar sentindo o ritmo todo.
"Erza-san ... Sempre que estou com você, eu me sinto tão feliz! E eu gosto muito de me sentir assim ao seu lado!", Ela se afastou um pouco para fitar a cavaleira com um sorriso.
- Obrigada, Erza-san!
Erza retribuía ao sorriso, limpando novamente o rosto da loira.
- Sempre que precisar, Princesa.
Lucy não escondeu o rubor ao ser chamada novamente de "Princesa" e nota o quanto gostava de ser chamada assim por Erza, quase como se uma ruiva quisesse que ela se sentisse especial e talvez até mesmo única.
"Talvez ...? Será que ...?"
- Erza-san?
Sim?
Antes que Lucy tenha a oportunidade de dizer, barulhos de explosões ritmadas é ouvido e as meninas olham na direção.
Era o show dos fogos de artifícios começando.
As explosões controladas eram lindas e iluminavam aquele céu escuro e frio como se beneficiavam de vaga-lumes piscando sem parar. Todos olhavam admirados e com amplos sorriso estampados em seus rostos.
Mas não tinha apenas aquilo para alegrar a noite de Natal de todo mundo.
O evento principal começava a se fazer presente após o final dos fogos.
Um belo cometa branco com luzes douradas e faíscas azuis passava rapidamente por cima da cidade.
Era a Estrela Cadente dos Desejos.
E como esperado, todos fizeram seus desejos.
O olhar e o sorriso que Lucy exibia fez Erza ficar sem fôlego.
"Mavis do céu ..."
- Erza-san? - A chamou ainda sorrindo. - Obrigada por estar comigo!
- Ficarei sempre ao seu lado! - Respondeu com o mesmo sorriso.
No momento em que a Estrela passou, enquanto duas meninas fizeram seus desejos.
"Eu desejo estar sempre ao lado da Erza-san!"
"Eu desejo ser a razão para Lucy sorrir o tempo todo!"
O que acharam?
Fofinhas demais essas duas, né? Espero não estar apressando demais os sentimentos delas.
Ah, mais uma questão! Uma amiga minha comentou comigo sobre uma irmã da Cana e fiquei meio perdida nessa parte, pois não consigo me lembrar de nenhum momento do anime dela mencionando essa irmã. Se alguém souber, pode me dizer nos comentários? Eu juro que não me lembro, gente hahaha Tô ficando velha!
Beijos e até o próximo capítulo!
