Boa tarde minna!
Tudo bem com vocês?
Desculpem a demora pra vim atualizar, mas sinto que fui um pouquinho mais rápido do que antes kkkk
Confesso que sou um pouco lenta pra escrever, mas dou o meu melhor.
Enfim, aqui está mais um capítulo, está leve, fofinho, com algumas coisas divertidas, outras mais tensas e etc ... kkkk
Espero que gostem!
Jé peço desculpa caso tenha algum erro ortográfico.
Boa leitura!
Capítulo 6 - Fortes Sentimentos
08 de Janeiro de X780
Uma semana após o Ano Novo.
O dia começou bem cedo na guilda das fadas, com grande parte dos integrantes saindo em várias missões. Todos queriam a oportunidade de fazer o Exame para Mago Classe S.
Um jovem mago chamado Alzack era um dos que mais almejava conseguir alcançar esse ranking, então terminar como um louco. Não é exagero nenhum dizer que em um único mês, ele realizou pelo menos umas 40 tarefas.
E ele não era o único.
Mirajane Strauss era o que mais desejava conseguir o tão sonhado classificação e não poupava esforços nenhum em cada missão que fazer, até mesmo nas mais simples.
- Lisanna! Elfman! Vamos!
Os dois irmãos mais novos suspiraram e seguiram a irmã mais velha para mais uma missão. Eles estavam exaustos, mas sabiam o quanto a Onee Sama deles sonhava com o posto de Mago Classe S e mais do que tudo, eles queriam ajudá-la a realizar esse sonho.
Outra pessoa que também desesperadamente o título de Mago Classe queria S era Cana Alberona, que já havia feito o Exame duas vezes e falhou em todas as chamadas. Dessa vez, ela estava disposta a tentar mais uma vez e queria fazer tudo para obter essa conquista.
"Dessa vez, eu vou conseguir!"
Em outro ponto da guilda, Natsu e Gray também faziam esforços para conseguir o direito de participar do Exame e, assim como seus colegas, realizavam missão atrás de missão, sem mencionar uma disputa pessoal entre os dois para vem quem mais missões.
- Feliz, é hoje que nós vamos ganhar do Gray! - Brada Natsu para o seu gato azul.
- Sim! Eu vou te ajudar, Natsu! - Falou o bichano estendendo o punho fechado.
- É isso ai, feliz! - O rosado falou dando um soquinho no punho do amigo.
- Ei! Isso é trapaça! Eu tô fazendo as missões sozinho e sem ajuda! Você deve fazer a mesma coisa, Natsu! - Reclamou Gray se aproximando do garoto e do gato.
Natsu se vira na direção do moreno no momento em que ele falava.
- Ora, e eu com isso? Não é minha culpa que você não gosta de fazer missões com outras pessoas! Eu e o Happy somos uma dupla, certo Happy?
- Sim senhor!
Gray rangeu os dentes de raiva. Ele detestava perder em qualquer coisa para o Natsu. E agora, ele tinha o Feliz para ajudá-lo, o que tornaria uma disputa entre eles mais favorável para o jovem Dragon Slayer e isso, a jovem mago do gelo não poderia aceitar.
"Já que é assim, Natsu… Então você vai ver só!", Responder Gray já olhando em volta, procurando alguém que poderia ajudar-lo a vencer o Natsu e abre um sorriso ao encontrar uma pessoa certa.
- Ei Lucy! - Chamou o moreno correndo até a menina. - Quer me ajudar a fazer algumas missões hoje?
- Oh, oi Gray! Claro, eu posso te ajudar! - Concordou ela com um sorriso.
Natsu observava de longe e cerrou os punhos. De todas as pessoas, por que justo sua melhor amiga? Aliás, por que ele não teve ideia de chamá-la primeiro?
"Isso não vai ficar assim!"
- EI! VOCÊ FALA DE MIM E TÁ CHAMANDO A LUCY PRA TE AJUDAR? - Berrou o rosado se aproximando dos dois. Feliz voa até o colo da loira, que o segura em seus braços.
- Ora, e eu com isso? Não é minha culpa que você não sabe escolher os melhores parceiros para ajudar. Idiota! - Debochou Gray com um sorriso zombeteiro.
- Ora, seu… Seu… Pervertido desgraçado! - Gritou desferindo um soco de direita na bochecha do moreno.
Lucy observava os amigos, não entendendo nada do que estava acontecendo. Ela olha para Happy em busca de alguma explicação, mas ele estava distraído demais comendo seu peixe, enquanto assistia a briga dos dois amigos do colo dela.
- Ai… Natsu! Cinzento! Parem com isso! - Falou ficando entre eles para impedir que batessem um no outro, colocando o gato em seu ombro. - Não tem motivos pra ficarem brigando a toa.
Natsu e Gray andam dois passos pra trás, pensativos, encarando um ao outro e a amiga. Eles inspiram fundo e abrem um sorriso pra ela.
- Acho que você tá certa, Lucy. - Falou o moreno primeiro. - Vou deixar essa briga idiota pra lá e ir fazer uma missão. Vem comigo?
Natsu olhou para o colega com uma expressão de poucos amigos.
- Hã? Por que ela tem que ir com você? Lucy, esquece a princesa do gelo e vem comigo! Somos melhores amigos, certo? - Falou com um sorriso, estendendo a mão pra ela.
- Ei! Eu chamei ela primeiro e ela, obviamente, prefere ir em uma missão com alguém mais decente e experiente do que alguém imaturo e sem cérebro. - Provocou Gray.
- Como é? Quem é que você tá chamando de imaturo e sem cérebro? - Gritou Natsu cerrando os punhos, o encarando.
- Eu não especifiquei nenhum nome, mas se uma carapuça servir… - Falou deixar uma risada baixa escapar.
- Ora, seu… Seu… - O rosado não se conteve e acaba desferindo um soco de direita no rosto do moreno.
Gray o olha surpreso, massageando uma bochecha esquerda. Ele não negava que esse soco doeu mais que o normal, mas jamais em sua vida admitiria isso.
- Parece que você finalmente está aprendendo a dar um soco decente. Mas deixa eu mostrar como é que se faz! - E desferiu o mesmo golpe em Natsu, o derrubando no chão.
- Cinzento! Natsu! Parem! - Advertiu Lucy apenas para ser ignorada pelos garotos, que já se encontravam no chão, desferindo socos e chutes um no outro. - Ai… E agora, feliz?
O bichano comia seu peixe em silêncio, ignorando completamente a loira e os meninos briguentos.
Lucy suspirou, colocando Happy sentado em uma mesa, enquanto olhava ao redor, procurando por alguém que possa ajudá-la a para a briga entre Natsu e Gray. Ela suspirou de alívio ao encontrar uma pessoa certa e rapidamente correu até ela.
- Erza-san!
Erza estava sentada no balcão comendo seu bolo de morango quando escutou a voz da loira e se virou na direção da mesma.
- Oi Lucy! - Cumprimentou com um enorme sorriso. - Quer um pouco de bolo?
Algumas pessoas que estavam ali perto acharam um tanto estranho.
Desde quando Erza Scarlet divide seu tão precioso bolo de morango com outra pessoa?
- Oh, obrigada Erza-san! Depois eu pego um pedaço, tudo bem? - Agradeceu educadamente. - Mas antes, você poderia me ajudar em uma… Coisa?
- Claro! Do que precisa? - Perguntou parando de comer e descendo do banco, se aproximando da amiga.
Lucy não respondeu nada, apenas segurou a mão da ruiva e o puxou na direção de Natsu e Gray, que ainda continuavam brigando. Nem precisou de um segundo para pensar, Erza rapidamente avança contra os dois, reequipando duas luvas de metal em seus punhos cerrados e desferiu dois socos nos rostos do garotos.
- Ai! Mas o que…? - Começou Gray já congelando ao sentir a presença da garota de cabelos ruivos.
- Mas que porra foi essa ?! - Gritou Natsu olhando na direção do culpado apenas para encontrar uma visão própria da Morte olhando para ele e para o moreno ao lado em total fúria. - A-ah ... Eee-er-zz-zaaa ... Ee-ai-i? Tu-tudo de-de-bo-boa?
Erza nada disse, apenas os segurou pelo colarinho de suas blusas e os arremessou para longe. Gray bateu em um pilar de madeira e Natsu perto de bancos de balcão.
- Será que dá para as duas crianças ficarem sem brigar por pelo menos um dia inteiro?! - Gritou a ruiva reequipando suas luvas de volta ao seu espaço mágico.
Natsu e Gray se arrastaram um até o outro, se abraçam amedrontados, gemendo e chorando.
- Nos desculpe, Erza! Prometemos que vamos ser bons amigos! Nós prometemos!
Estava mais do que claro que aquilo não seria cumprido (Mais uma vez), mas a Erza sorriu e se afastou em direção a Lucy.
- Problema resolvido. Vamos comer o bolo?
- Claro! Ah, vou pedir um milk-shake de morango também! - Falou uma loira alegremente.
- Hã? Porque? - Indagou a ruiva confusa.
- Bom, você vai dividir algo que gosta comigo, então vou dividir algo que eu gosto com você! - Respondeu com simplicidade, puxando Erza novamente pela mão. - Ainda bem que gostamos muito de morango, não é Erza-san?
O olhe ...
O sorriso que Lucy exibia…
O coração de Erza parecia que iriair de seu peito de tão rápido que batia.
"Eu não posso… Não devo pensar nela assim… Somos apenas amigas… O que ela vai pensar de mim se sabe que tenho esse tipo de pensamento em relação a ela?"
- Erza-san? Está tudo bem?
A pergunta despertou a ruiva de seus pensamentos, que encontrou o semblante preocupado da loira.
- Sim! Está tudo bem! - Respondeu com um sorriso. - Não se preocupe, ok? Vem, vamos comer o bolo e tomar o milk shake.
Como duas meninas se sentarem juntas sem balcão, Lucy pedia uma taça grande de milk-shake de morango, enquanto comia alguns pedaços de bolo do mesmo sabor com Erza, que insistiu em dar algumas colheradas na boca da loira. Apesar da loira achar um tanto desnecessário, ela não corrige dizer não, o sorriso que a ruiva exibia era tão bonito que parecia tão errado dizer qualquer coisa que pudesse desfazê-lo.
"Eu não posso fazer isso, a Erza-san está tão feliz… Eu não quero vê-la triste.", Transferência enquanto abria a boca pra receber mais um pedaço do bolo.
Não é preciso dizer que as duas passaram o resto do dia juntas, comendo doces e se divertindo com a presença uma da outra. Elas tomaram duas grandes taças de milk-shake e, apesar dos protesto de Erza, ela não foi capaz de contrariar o olhar pidão que Lucy fez quando lhe entregou um segundo canudo.
- Eu não consigo beber tudo isso sozinha, por isso pedi um grande, foi pra dividir com você!
- B-bom, não necessário. - Falou a cavaleira um pouco sem jeito, pegando o canudo oferecido. - Mas obrigada!
Enquanto duas se divertiam juntas, a maioria dos integrantes da guilda continuava saindo em várias missões uma atrás da outra. Natsu e Gray não entraram mais em atrito, eles não queriam ser punidos pela cavaleira ruiva novamente.
"Algum dia, eu vou derrotar a Erza de uma vez por todas!", Pensaram juntos, enquanto escolhiam as tarefas para si mesmas.
Em outro canto, mais precisamente no segundo andar da guilda, Makarov observava seus pupilos atentamente, vendo o quanto eles estavam se esforçando para serem escolhidos para serem escolhidos para serem escolhidos para os Testes de Mago Classe S, já que era o desejo da maioria dos membros.
Contudo, o que mais chamava a atenção do velho Mestre não eram jovens que estavam saindo em missões, mas sim como duas jovens meninas sentadas lado a lado, dividindo uma taça de milk-shake e um pedaço de bolo de morango, rindo e se divertindo uma com a outra. Ele abriu um sorriso gentil e compreensivo.
"Lucy e Erza… Posso ver o quanto vocês duas fazem bem uma para a outra. Espero que continuem sempre juntas.", Exija o senhor, que não era nenhum pouco bobo e já tinha percebido os sentimentos que maga cavaleira sentia pela maga celestial.
Só lhe restava torcer pra que eles fossem retribuídos.
…
Com o passar dos dias (5 dias, pra ser mais preciso), um Fairy Tail foi recebido vários trabalhos de todos os tipos e classes.
E como já era esperado, aqueles que queriam ter uma chance de prestar o Exame são os que mais se empenhavam, chegando até escolher mesmo mais de uma missão pra fazer no mesmo dia.
- Vamos Levy! Vamos Jet! Nós temos que fazer mais missões! - Falou Droy correndo até o quadro de missões com seus companheiros, já adequado um folheto e indo levar até o Mestre.
- Mas já? Deixa a gente ver o que escolhidas, cara! - Reclamou Jet ao se aproximar do amigo.
- É uma missão fácil e não podemos perder tempo! Temos que ajudar a Levy a se qualificar pra fazer o Exame Classe S!
O velocista revirou os olhos antes de responder.
- Eu sei disso, tá? Mas vai com mais calma, ainda resta metade do mês até o dia do Exame!
- Eu sei, mas não podemos perder tempo! Logotipo da Vamos!
Levy observava seus amigos, soltando baixos suspiros. Apesar de achar um exagero enorme o jeito que Jet e Droy estavam agindo em relação à ela sobre o Exame, ela estava feliz por estar tendo ajuda deles.
"Eles são amigos incríveis!", Delicada ela.
- Imposição! Vamos lá! - Chamou os dois meninos com um sorriso. Ela retribuiu o sorriso, indo atrás deles.
No momento em que o trio estava saindo, um grupo bem conhecido da guilda estava na porta de entrada. Eles não eram visto desde o dia 21 de dezembro e agora ...
Murmúrios e cochichos eram ouvidos por todos os lados entre os membros da guilda.
- Ele voltou? - Perguntou um primeiro.
- Sim, achei que ele não fosse voltar depois do que houve com o pai… - Respondeu um segundo.
- Idiota! Fica de boca calada!
O Time Raijinshuu havia retornado.
- Estamos de volta. - Falou Laxus adentrando o salão, com seus três companheiros logo atrás.
Todos pareciam surpresos e assustados, sem saberem o que fazer ou até mesmo como reagir.
O loiro caminhou na direção das escadas, subindo como determinado para o segundo andar, mais especificamente, até o painel de missões Classe S. Ele avalia com atenção e escolhe uma.
- Vamos descansar por três dias e depois sairemos para essa missão.
Seus três amigos assentem, enquanto se encaminham para se sentarem em uma mesa afastada. Os quatro não cumprimentaram e nem mesmo interagiram com seus outros colegas, a não ser entre eles mesmo.
Mas obviamente, isso não iria impedir que pelo menos um dos membros não tentasse falar com um deles.
- Ei, Laxus! - Cumprimentou Natsu, que estava comendo em silêncio com Happy No balcão, e interrompe a alimentação para ir falar com o mago dos raios. - Que legal que você voltou! Vamos lutar? Eu quero te mostrar como fiquei bem forte!
Laxus apenas olha de soslaio para o garoto de cabelos rosados e cachecol quadriculado e solta um longo suspiro de entediado.
- Sai daqui, Natsu. Me deixa em paz. - O loiro o empurra para longe, voltando a dar atenção aos colegas de equipe.
Natsu não entende o motivo pra ele ter lhe empurrado, mas decide ignorar e continua insistindo.
- Qual é, Laxus? Luta comigo! - Exigiu o menino, mas não recebe nenhuma resposta, o que o deixa levemente irritado e começa a provocá-lo com um sorriso. - Ah, eu já entendi! Aposto que você goza e ficou impressionado com o aumento da minha magia, não foi? E agora tá com medo de mim, não é Laxus?
O mais velho apenas respirou fundo, se levantando e encara Natsu com uma clara intenção de não ser bonzinho e muito menos pegar leve.
- Agora sim! Eu tô pronta pra det… - Uma frase do garoto é interrompida.
Um soco eletrificado atinge seu rosto, o jogando na direção da parede perto da biblioteca.
Desnecessário dizer que todo mundo ficou assustado com a força em que o pobre garoto foi arremessado após ser atingido.
Natsu, por outro lado, se levantava com dores nas costas e na bochecha, seu nariz estava sangrando e o gosto de sangue predominava no interior de sua boca juntamente com algo pequeno e duro. Ele cuspiu o excesso do líquido vermelho e arregalou os olhos ao ver um de seus dentes no chão.
- Acreditem ou não, mas eu não usei toda a minha força, pois não vale a pena desperdiçar minha magia com alguém tão patético como você, Natsu. - Proferia com um tom de desprezo na voz, se virando e voltando a se sentar.
O jovem Dragon Slayer ficou atônito com uma forma que o loiro falou e não conseguiu evitar a raiva e a revolta crescendo em seu interior, como se fosse uma chama.
Laxus realmente achou que Natsu iria desistir tão facilmente assim só por que perdeu um dente?
- Ai Laxus! Volta aqui! Nós dois ainda não lutamos! - Falou Natsu o encarando com uma carranca de zangado.
- Nós lutamos sim, eu é que não te deixei atacar e ainda te derrotei com um único golpe. - Respondeu ele sem se dar ao trabalho de olhar para o garoto. - Vai arrumar o que fazer, Natsu e me deixe em paz.
Ainda zangado e com a intenção de não abrir mão da sua luta contra o loiro, Natsu cria uma pequena bola de fogo e joga contra o mesmo. Porém, o mais velho apenas se vira e bate a mão nas chamas, que se dispersa em uma pequena nuvem de fumaça. Ele volta a fitar o rosado, sem esconder sua expressão de ódio e desprezo, atirando vários de seus relâmpagos contra o menino.
Natsu cai ao chão, se encolhendo, trêmulo e gemendo de dor.
- Natsu! - Gritou Lucy, que estava assistindo tudo do outro lado da guilda com um livro em mãos, correndo em auxílio do seu amigo. - Natsu! Fala alguma coisa! Onde sente dor?
- Por que está desperdiçando seu tempo com ele, Lucy? Você é novata e tem mais potencial do que esse verme fraco que diz que foi criado por um dragão. - Provocou Laxus. - Se eu fosse o dragão, sentiria vergonha de você, Natsu.
A loira arregalou os olhos com uma forma que o mais velho falou de seu melhor amigo. Ela sabia que Laxus estava chateado com a expulsão do próprio pai, mas jamais tratada que fosse tratar Natsu escolha. Ela se lembrou das vezes em que o rapaz lutava com o rosado, apenas pra se divertir juntos ou para medirem a força um do outro. Em nenhum momento, Laxus o tratou desse jeito.
"Laxus-san… O que houve com você?", Combinação ela cabisbaixa, tendo em sua mente uma vaga lembrança de quando o loiro lhe deu uma pequena ajudinha.
…
Em suas primeiras semanas na guilda, Lucy ainda era um pouco tímida e selecionada todas como acompanhada de Levy ou Lisanna. Só que naquele dia, nenhuma delas estava presente e ela precisava fazer uma se quisesse pagar a primeira parcela do aluguel do seu novo apartamento.
Com determinação e nervosismo, ela caminha na direção do painel de busca e aquela que poderia lhe ajudar com o pagamento, mas que também fosse fácil pra ela realizar sozinha.
E não é que tinha mesmo uma missão assim pra ela?
O seu obstáculo?
A altura.
Por ser uma criança, Lucy ainda tinha um corpo pequeno e tentar alcançar o folheto da tarefa estava sendo seu desafio do dia.
- Vai! - Murmura pra si mesma, dando um pulo em uma tentativa de pegar o papel, mas acaba falhando. Ela pula novamente, sem sucesso. - Não vou desistir! - E continuou dando pulos insistentes, mas nenhum teve êxito.
" Vou continuar tentando!", Consolidar ela, se preparando para dar mais um salto.
De repente, ela vê uma mão pegando o folheto da missão que ela tanto queria pegar.
" Poxa… Parece que eu perdi…", ela não evitou o olhar triste em suas feições.
- Você queria essa missão? - Perguntou uma voz que ela reconheceu de imediato.
- Laxus-san?
Laxus olhava pra Lucy com um sorriso gentil, estendendo o folheto da missão em sua direção.
- Eu vi que você estava tentando pegar. Provavelmente alguém da culpada colocou ali em cima para que os membros mais jovens não pegassem.
- Ah, se alguém separou, então… - Começou ela.
- Relaxa, não se preocupe com isso. Essas missões geralmente são para pessoas como o Natsu, Lisanna, Levy e você, que são os mais novos, os caçulas. - Explicava o loiro. - Apesar de todos da guilda serem livres pra fazer as missões que quiserem, com exceção de Missões Classe S, uma galera gosta de guardar essas mais simples pra momentos em que estão desesperados ou perto do mês do Exame Classe S.
Lucy ouvia tudo atentamente, absorvendo cada palavra.
- Eu não sabia disso.
- Bom, agora você sabe. Meu conselho é esperta com esse pessoal e não deixe eles folgarem em cima de você também. Podemos ser uma guilda forte e com membros amigáveis, mas alguns gostam de abusar da bondade dos ingênuos e mais novos.
- Entendido, agora ficarei mais atenta. Muito obrigada, Laxus-san! - Agradeceu com um sorriso.
- Não há de quê! Boa missão pra você, Lucy-chan! - Ele retribuiu ao sorriso, se afastando para ir se juntar aos seus amigos.
…
- O que houve com você? - Ela murmurou alto o bastante para que ele e que mais estava por perto conseguir ouvir. - Você não era assim antes… - Ela não segurou algumas lágrimas. - Você era gentil e atencioso! Você era legal com todos e nunca tratou ninguém desse jeito! Por que está agindo assim e tratando o Natsu de forma tão cruel?
Laxus olhava para a menina chorosa com o semblante sério, inspirando fundo mais de uma vez.
Algumas pessoas se afastaram, temendo o que poderia acontecer.
- E quem é você pra me dizer o que devo ser ou como devo agir? - Questiona friamente. - Natsu é apenas mais um fracassado, assim como muitos daqui. Essa guilda carrega o nome de "Mais Forte do Reino de Fiore", mas vários de seus membros não passam de um bando de fracos magos que não conseguem nem derrotar um simples monstro da floresta. - Parecia que estava expelindo veneno a cada palavra que dizia. - Quando eu for o Mestre da guilda, a maior parte de vocês serão banidos e só serão aceitos dos membros, de fato, fortes e poderosos. Dessa forma, uma Fairy Tail terá um motivo real para ser chamada de "Guilda mais forte!".
Ninguém falou nada.
Na verdade, ninguém teve coragem de falar qualquer coisa que pudesse contra argumentar como palavras do mago dos raios.
Foi o que liberou…
- Isso não é verdade… - Falou Lucy ganhando a atenção de todos. - Todos aqui são fortes, são fortes da sua maneira! Nem sempre a magia faz a força de uma pessoa! Como atitudes, os valores, uma união, uma amizade, uma família e o amor são bem mais importantes do que a força bruta! - Lucy cerrava as mãos com tanta força que os nós de seus dedos estavam brancos. - De que adianta ter tanto poder se não tem uma confiança que com quem você realmente importa?
Por um minuto inteiro, todo mundo da guilda ficou paralisado.
A pequena, tímida, gentil e educada Lucy fez algo que ninguém estava esperando…
Ela respondeu para alguém.
E não respondeu para uma pessoa qualquer.
Ela respondeu para Laxus Dreyar, neto do Terceiro Mestre da Fairy Tail e seu futuro sucessor.
Laxus a encarou completamente surpreso e indignado como jeito que a menina falou com ele.
Quem ela pensa que é pra dizer aquilo pra ele?
A raiva que cresceu em seu interior o cegou, não pensando duas vezes em eletrificar e erguer seu punho para desferir um golpe direto na direção da menina.
Lucy apenas ficou paralisada, sem conseguir mover um único músculo para desviar, correr ou até mesmo para pegar uma de suas Chaves Celestiais. Seu corpo simplesmente travou ali. Ela sabia o quanto Laxus era forte, mas nunca imaginou que algum dia seria alvo de um de seus ataques. Ela fechou os olhos, uma espera do impacto do golpe.
Só que este nunca chegou, só que isso não queria dizer que ela não havia sentido o quão forte teria sido o golpe se agregado lhe acertado.
Se tivesse, pois uma pessoa havia entrado no meio, ficando entre ela e o soco eletrificado de Laxus.
Laxus recuou dois passos, rangendo os dentes ao saber quem havia sido o alvo do seu ataque.
Era um enorme braço de gigante.
"Droga…", proposta ele.
Makarov olhava para o neto com um olhar tanto intimidador e extremamente bravo com o que o seu neto pretendia fazer.
- Laxus… O que pensa que estava fazendo, menino ?! - Ele não conteve sua voz ao gritar com o rapaz. - Agredir assim seus colegas?
O loiro apenas bufou em frustração, se afastando sem responder ao avô.
- Vamos embora. - Ele falou para seus companheiros, que se levantaram em silêncio e o seguiram para fora da guilda.
O velho Mestre apenas deu um suspiro triste, se virando para olhar duas de suas crianças.
Lucy ainda permanecia paralisada, com Natsu encontrou no chão resmungando baixinho de dor.
- Lucy? Natsu? - Os dois em questão olharam para o senhor. - Está tudo bem agora. Venham, vamos pra enfermaria tratar como dores do Natsu.
Em concordância, a menina ajuda o amigo a se levantar e caminham calmamente até a enfermaria.
Podemos dizer que o garoto passou o resto do dia esperados em uma das macas, dormindo e roncando alto como se nada tinha acontecido.
Já Lucy decide ir pra casa e não se despede de ninguém. Não estava se sentindo bem e não queria ver ou conversar com nenhum de seus amigos presentes momento (No caso, eram Levy, Gray e Cana. O restante estava em missões).
Enquanto escolha seu caminho habitual até seu apartamento, Lucy não deixava de pensar naquele medo que sentir, naquela sensação paralisante e no quanto se apoderar de oprimida e insegura diante da situação.
Talvez o motivo seja Laxus, já que o mesmo era seu colega e amigo, e nunca imaginou que ele pudesse atacá-la diretamente, como havia feito meia hora atrás. Ou talvez, ela não deve ter levantado a voz pra ele e nem o desafiado… Mas Natsu… Seu amigo Natsu estava precisando de ajuda e ela foi a única que teve coragem de enfrentar o mago dos raios pra ajudá-lo, e aquilo foi o certo a se fazer.
Mas então ...
Por que esse sentimento de opressão e medo em seu coração? Era medo de Laxus ou medo de não ter força pra salvar um de seus melhores amigos?
Seus pensamentos a levaram para tão longe realidade que virar a esquina, Lucy não notou a pessoa que vinha de repente.
- Uh! - Gemeu a loira ao esbarrar em uma pessoa, se imediatamente com os olhos fechados. - Desculpepa, desculpa! Eu não vi que tinha alguém na minha frente e…
A pessoa em questão deu uma risada baixa, apoiando uma mão em seu ombro.
- Calma, Lucy! Está tudo bem!
Lucy abre os olhos e encontra a garota de cabelos ruivos, com um peitoral de armadura carregando uma bolsa de couro.
- Erza-san?
- Tudo bem com você? - Perguntou com um sorriso. - Está voltando da guilda mais cedo? Você costuma voltar mais tarde e…
- Desculpepa, eu tenho que ir! - Lucy a cortou abruptamente, se afastando da cavaleira com rapidez.
Erza a observava confusa, pensando se tinha dito ou feito algo que a deixou chateada. Com um suspiro triste, contínuo seu caminho até os dormitórios do Fairy Hills antes de ir para a guilda.
…
Depois de passar em casa e relatar o sucesso da sua missão, Erza decide relaxar sozinha em uma mesa, enquanto desfrutava de um pedaço generoso de bolo de morango.
Enquanto comia, ela não deixou de escutar alguns burburinhos baixo entre seus colegas, algo que a fez ficar bem intrigada.
"Parece que alguma coisa aconteceu… Todos parecem bem mais tensos do que o normal. É como se…".
De repente, ela se lembrou do que aconteceu mais cedo, quando viu Lucy se afastando rapidamente.
"Será que tem alguma haver?"
- Yo Erza! - Cumprimentou Cana, se sentando ao lado da ruiva. Ela segurava uma garrafa de cerveja. - E ai? Sua missão foi boa?
- Sim, ela foi boa. - Respondeu após engolir um pedaço de bolo, a olhando um tanto interrogativa. - Vem cá, por que está perguntando isso? Você nunca fez isso antes.
- Poxa, não se pode mais saber como está uma amiga, uma companheira, uma colega de guilda? - Perguntou em tom falso de tristeza, exibindo um bico.
- ESTÁ BEM. Ganhou a minha atenção. - Diz terminar seu bolo e se virando para encarar uma morena. - O que você quer?
Cana deu um sorriso, enquanto bebia o resto da cerveja sem nenhuma pressa, o que causa um revirar de olhos da ruiva, que já sente sua paciência diminuindo gradativamente.
- Então… - Começou Cana levemente bêbada. - Suaaaa nanamoradadadaa… - Erza corou levemente ao ouvir a palavra "Namorada". - Arranjou briga com o Laxus! - E finalizou com uma gargalhada alta. - Nem acreditei! Ninguém acreditou! Ela é tão timidazinha e educadinha que não experimenta! - Ainda gargalhava. - Mavis do cééééu! Foi coisa de outro mundo! A pequena Lucyzinha arrumando briga com o herdeiro da guilda!
Erza arregalou os olhos em choque ao saber sobre o ocorrido. Apesar de ter o conhecimento de que Cana poderia ser bem exagerada quando está embriagada, ela sabia também que a morena não estava mentir quando estava naquele estado.
Deixando um colega bêbada de lado, ela se levanta e vai até a outra pessoa que seja mais próxima dela.
- Cinzento!
O garoto se assusta ao ouvir seu nome e mais ainda ao ver uma pessoa que havia recebido chamado.
- Eu não fiz nada! Eu tô bem de boa aqui e não fui brigar com o idiota do Natsu! - Dizia já erguendo as mãos em sinal de rendição.
Erza revirou os olhos, se abaixando pra pegar uma camisa e um casaco do chão, e joga na direção do moreno.
- Primeiro, trate de colocar roupas! Estamos no inverno, não é pra ficar andando sem roupa por aí! Segundo, eu vim falar com você sobre uma coisa que a Cana me contou, mas como eu sei que ela é exagerada, então prefiro ter certeza do que eu ouvi pela boca de outra pessoa.
Gray deu um suspiro, enquanto vestia a camisa e o casaco, antes de se virar e encarar a ruiva de armadura a sua frente.
- Argh… Por onde eu começo? - Falou mais pra si mesmo do que pra ela. - Okay, okay, é melhor se sentar, já que envolve a Lucy e eu sei que você sente por ela.
Erza o olhou surpresa, corando furiosamente.
- E-eu não faço ideia do que é que você está falando!
- Você não sabe disfarçar e também tá escrito na sua cara que você gosta muito dela.
A ruiva corou mais ainda, virando o rosto em uma tentativa de disfarçar, mas sem sucesso algum.
- Se você contar pra alguém, eu juro que vou ... - Começou ela em um tom de ameaça.
- Ei, relaxa! Eu não sou dedo duro, eu sei guardar segredos. Pode ficar tranquila, pois nada sairá da minha boca. Tem a minha palavra, Erza. - Promete Gray estendendo a mão direita em sinal de confiança.
Inspirando fundo, ela aperta a mão dele, se sentando de frente para Gray, que logo começa a contar o ocorrido começando com a chegada de Laxus e seus amigos, Natsu indo desafiá-lo para uma luta, insistindo até o momento em que o loiro perde a paciência e bate com bate com tanta força que chega a jogar o rosado para o outro lado do salão, só que este se levanta e o desafia novamente. O loiro lhe bate novamente, mas dessa vez usa sua magia pra aumentar mais a sua força e o machuca.
Grey conta que foi nesse momento que Lucy corre pra ajudá-lo, recebe uma resposta um tanto arrogante da parte de Laxus e acaba rebatendo os argumentos dele, que um tanto furioso com aquilo, não hesita em lhe desferir um golpe que teria machucado a menina seriamente se não fosse a intervenção de seu Mestre.
- E foi isso o que aconteceu. - Finalizou o moreno.
Erza estava atônita com aquilo, sabia que Laxus estava se sentindo revoltado com todo a história da expulsão de seu pai e tudo o mais, mas nunca imaginou que pudesse fazer uma tentativa dessas, ainda mais com a sua Lucy.
"Minha ... Lucy?".
- Mas e a Lucy? - Perguntou afastando aquele pensamento. - Tem certeza de que ela não se machucou?
- Fisicamente, ela não sofreu nada. Mas eu acredito que ela ficou bem assustada, já que eu a vi indo embora da guilda sem falar com ninguém e nós sabemos que ela sempre se despede. - Comentou Gray. - Ela pode não ter se machucado fisicamente, mas o emocional dela ... Com certeza está abalado e eu posso dizer isso por ... Experiência própria. - Ele se lembrou rapidamente de quando perdeu seu Mestre Ur.
Erza não improvisou a razão dele ter falado daquele jeito, pois do mesmo modo, ela também tinha um passado muito complicado, no qual não tinha necessidade alguma de compartilhar com qualquer outra pessoa. Decidiu se concentrar em Lucy e no que poderia fazer para ajudá-la.
- Cinzento? Você acha que vai ser estranho ir na casa dela e conversar com ela sobre isso? - Indagou baixinho com um pouco de timidez.
- Não, vai ser estranho você não fazer isso, já que ... - Ele se aproxima e sussurra. - Tem fortes sentimentos por ela.
- P-para de dizer isso! - Pediu em um tom baixo, se levantando e indo na direção da saída da guilda.
Gray observou sua amiga se afastando e abriu um sorriso, voltando a sua tarefa de poucos minutos atrás antes de ser interrompido.
…
O apartamento de Lucy não era longe da guilda e era perto do canal principal de Magnólia. Era fácil de encontrar, mesmo Erza tendo ido apenas uma vez no apartamento da amiga.
Assim que chegou, a primeira coisa que foi a voz de uma senhora um tanto zangada e a voz de lamentos de uma garota.
- Eu já adiei três dias pra você, agora eu quero o resto do aluguel! - Exclamou a senhora em um tom alto.
- E-eu sei! E-eu vou pagar, só faltam 2000 joias e c-com mais uma missão, eu… - Erza reconheceu a voz de Lucy.
- Chega de desculpas, menina! Ou você me paga agora ou dormirá na sarjeta!
Percebendo que sua amiga estava em apuros, Erza não pensa duas vezes em entrar no prédio, batendo a porta com força, chamando a atenção de Lucy e da Sra. Proprietária.
- Ei Lucy! Que bom que eu um encontrei em casa! - A cumprimentou com um sorriso.
Lucy e a senhora olharam pra Erza exibindo semblantes de confusão, surpresa e raiva (Este sendo aplica pela senhoria).
- Erza-san?
- Quem é você, garota ?! Não lhe deram educação, não ?!
Ignorando completamente o jeito grosso com que a senhoria, lhe dirigiu a palavra, a ruiva caminha até a amiga, lhe entregando um pequeno saco de jóias.
- Você é isso comigo! - Falou gentilmente com um sorriso.
- Hã? - Lucy não escondia sua confusão, olhava de Erza para a sua Senhoria, se sentindo perdida. - Erza-san o que…? - Foi nesse momento que ela viu a ruiva piscar o olho esquerdo rapidamente e apontar levemente com o olhar para a Proprietária. - Oh sim! Obrigada, Erza-san! Aqui está, senhora!
Sem dizer uma única palavra, a Sra. Proprietária pega o saco com as joias, como contando rapidamente e ao perceber que totalizava o restante do pagamento, ela vira de costas, seguindo para o próprio apartamento.
Lucy solta um suspiro de alívio, olhando pra Erza com um sorriso.
- Obrigada por me salvar! - Agradeceu baixinho um pouco envergonhada.
- Ah, não foi nada! - Falou um tanto sem jeito e com o rosto corado. - Sabe que sempre que precisar, você pode me pedir ajuda.
- Eu sei, mas eu fico meio sem jeito de pedir, entende? Então, eu tento resolver sozinha. - Explica Lucy.
- Mas você não precisa tentar resolver tudo sozinha, pode pedir ajuda de seus amigos. - Aconselha Erza. - Pode pedir a minha ajuda sempre que estiver precisando, não importa o que seja. OK?
Lucy responde com um aceno em concordância.
Depois disso, um silêncio estranho e constrangedor pairou sobre as duas garotas, que ficam sem saber o que dizerem uma para a outra.
"E agora? O que eu digo?", Elas pensam ao mesmo tempo.
Respirando fundo, a loira se vira para a ruiva, segura sua mão com força, abre a boca pra falar, mas palavra alguma sai dela. O nervosismo começa a tomar conta do seu interior repentinamente.
Erza esperava pacientemente a mais jovem falar o que pretendia, mas ao notar sua tensão através do toque de suas mãos, achou melhor ir pra casa e conversar com a loira outro dia.
- Bem, eu vou indo, Lucy. - Falou soltando sua mão. - Até amanhã.
Quando estava prestes a virar para a frente, Erza sente dois braços magros passando ao redor do seu abdômen, um problema fortemente.
- L-Lucy?
- Por favor, não vá embora… Quer dizer… Er… - Lucy fica completamente envergonhada pelo abraço que deu repentinamente.
Vendo a amiga todo sem jeito, Erza se desvencilha dos braços dela e se vira exibindo um sorriso acolhedor.
- Se você quiser, eu fico com você. Aliás, eu queria falar com você sobre uma coisa. Mas se preferir, podemos conversar sobre isso amanhã.
- Não, espera! - Falou um pouco exasperada, pegando a mão de Erza novamente. - Vo-você gostaria de tomar um chá?
O olhar de pidão que Lucy exibia derreteu o coração saltitante da cavaleira, que não via motivos para recusar o convite.
- Claro, eu gostaria muito!
…
A primeira vez em que Erza entrou no apartamento de Lucy, ela não chegou a reparar em nada devido a pressa, já que aquele dia em questão como duas estavam saindo em uma missão. Agora, a ruiva pode prestar mais atenção aos detalhes do lugar, percebendo o quão gracioso e era confortável.
Na entrada tinha um largo e curto corredor revestido de madeira e paredes cor de rosa claro que já davam uma boa visão de uma parte apartamento de Lucy. Ao adentrar mais, Erza pode notar que na parede do lado esquerdo tinha dois quadros com paisagens. Um pouco mais a frente tinha um vaso em vários tons de marrom com um pinheiro plantada e um rack de um metro e meio bem ao lado, composto de quatro pequenas gavetas e uma parte escondida por uma pequena cortina branca. Em cima desse rack preso três porta-retratos, uma caixinha de jóias e uma garrafa verde. Seguindo um pouco mais pra frente, mais precisamente ao extremo da última parede, havia um pequeno móvel branco com 5 gavetas e 3 frascos de perfume em cima. Ao seu lado havia uma penteadeira da mesma cor com 3 potes de creme sobre a superfície,
Logo ao lado, tinha uma cama de solteiro com uma colcha rosa em cima, uma janela dupla, com mais dois porta-retratos, um castiçal e um vaso de flores como enfeites. Um pouco mais de meio metro, havia uma mesinha composta com três gavetas e um suporte com alguns livros e papéis em cima, logo ao lado também tinha um vaso com um pinheiro exatamente igual ao que tinha perto do corredor.
Na próxima parede, havia duas entradas para outros dois cômodos, ambos cobertos por uma cortina verde cada. Erza logo imaginou que um era o banheiro e o outro era a cozinha, e entre as duas entrada tinha outro rack com quatros espaços preenchidos com alguns poucos livros e em cima mais dois porta-retratos, um vaso rosa com uma planta e uma vitrola antiga de enfeite. Perto de uma das entradas, na última parede, tinha uma pequena chaminé com uma pequena pilha de madeira ao lado, uma pequena mesinha marrom claro com 4 garrafas brancas em cima, um mini rack da mesma cor, só que em um tom mais escuro e uma grande estante de madeira com várias divisórias preenchidas com vários livros e objetos distintos.
E por fim, no centro do apartamento, tinha uma pequena mesinha de madeira com 3 cadeiras com estofados amarelo, uma poltrona laranja escuro com vários desenhos de flores amarelas e uma mesinha bem menor que Lucy usa como descanso para pés de vez em quando.
- Uau! - Exclamou Erza admirada com o tanto objetos e enfeites que a amiga tinha em casa. - Pra quem está um pouco tempo na culpada, você conseguiu comprar muitas coisas para o seu apartamento.
Lucy olhou para uma ruiva e sorriu.
- Na verdade, o apartamento já estava mobiliado quando eu aluguei, então a maioria das coisas aqui são da Sra. Proprietária! - Falou sentir a pequena mesinha para Erza se sentar. - As únicas coisas que são minhas mesmo são alguns livros, minhas roupas, mochilas e… Acho que só isso mesmo.
- Ah, entendi… - Respondeu um pouco sem graça.
- Tudo bem. Por favor, fique à vontade, eu vou preparar o chá.
Erza assentiu, se sentando no lugar indicado, observando sua amiga ir em direção a entrada perto do vaso, onde ela pode concluir que ali ficava a cozinha.
"Bom, talvez eu deva ficar um pouco à vontade.", Combinação ela reequipando o peitoral de sua armadura de volta para o seu espaço mágico, ficando apenas com as roupas de traje.
Minutos mais tarde, Lucy voltava para a sala carregando uma bandeja com um bule, duas xícaras e alguns biscoitos em cima, e as colocações em cima da mesinha. Ela serve a amiga e lhe entrega uma das xícaras antes de servir a mesma.
- Obrigada, Lucy! - Agradeceu soprando um pouco o líquido fervente antes de beberica-lo. Arregalou os olhos com aquele sabor doce e tão familiar. - Nossa! Esse chá é tão doce ... Parece muito com os bolos e cheesecakes de morango que eu costumo comer! Qual é o sabor exato dele.?
Lucy sorriu um pouco do chá também e sorriu mais ainda ao ver que sua amiga também havia gostado.
- É sabor morango! - Respondia pegando um biscoito, dando-lhe uma mordida. - Eu vi em um livro de receita como se faz e ... Essa foi a minha primeira tentativa de chá de morango!
- O quê? Sério? Por Mavis! Ficou muito bom Lucy! Parabéns! - Erza cobriu a loira de elogios, antes de dar mais um gole em sua bebida.
Lucy agradeceu a cada elogio, se sentindo imensamente feliz por dentro.
O resto da tarde passou com elas tomando chá de morango e comendo biscoitos. Elas conversavam ora ou outras várias questões aleatórios, desde os tipos de comidas que já comeram ou tem vontade de comer até os vários gêneros de livros que gostavam de ler.
Erza descobriu que Lucy gosta de praticamente todos os gêneros de livros, com exceção de livros de terror (Nenhuma leitura destinada para adultos ainda não foi explorado pela loira.)
- Então, você não gosta de histórias assustadoras? Mas naquele dia no aniversário da Mira, você escutou como histórias que ela e a Cana contaram e você não parecia assustada. - Comentou relembrando o dia 5 de novembro.
- Talvez na hora, mas quando voltei pra casa, eu não consegui dormir durante a noite. Na verdade, nas três noites seguintes. - Confessou-se completamente envergonhada, escondendo o rosto nas mãos.
Erza riu levemente.
- Se eu soubesse, eu teria vindo fazer companhia pra você durantes esses dias.
Foi só quando as palavras saíram que a ruiva fez o que fez e isso a fez ficar totalmente embaraçada.
"Mas que droga, Erza! Se controla! Não fica falando coisas estranhas assim!", Criticou-se a si mesma.
Lucy, por outro lado, comunica o quanto aquilo foi a coisa mais fofa que já não resistiu em se aproximar da ruiva e apoiar a cabeça em seu ombro.
- Eu teria me sentido mais segura. - O tom de sua voz havia saído um pouco baixo e rouco, mas foi alto o bastante para que Erza pudesse compreender.
E aquela foi a deixa que a cavaleira necessitou para puxar o assunto que queria conversar desde o começo.
- Lucy?
- Sim?
- Eu soube do ocorrido de mais cedo na guilda ... - Começou devagar, mas pode sentir a loira ficando tensa ao seu lado. - E eu fiquei preocupada e quis vim te ver pra saber como está.
Lucy sentir um arrepio percorrendo seu corpo ao se lembrar do ocorrido de mais cedo. O medo que diante do olhar do ódio de Laxus e sua paralisação com o ataque elétrico… Isso a deixou apavorada demais para o motor único músculo.
Erza podia sentir uma tensão crescendo pelo corpo de Lucy. Segurou sua mão e vestido o quanto os dedos da loira estavam bem mais rígidos e suando frio, seu rosto começou a ficar tão pálido que parecia que iria desmaiar, como pupilas de seus olhos castanho claro estavam tão escura quanto o céu da noite sem a lua e as estrelas.
- Ei, você está bem? - Indagou preocupada olhando para o rosto branco da amiga. - Está… Passando mal?
A resposta de Lucy veio da maneira mais inesperada possível.
Em formato de lágrimas.
Lágrimas grossas rolavam por suas bochechas brancas, encharcando todo seu rosto.
"Droga! Por que agora? Merda! Merda! Merda!"
A última coisa que ela era chorar na frente da garota queria que ela tanto admirava e gostava de estar perto. Pra ela, aquilo era humilhante demais, chorar por causa de um desentendimento e medo.
Aliás, por que Lucy chorava tanto? Qual era o seu problema?
"Qual é o meu problema?", Pensava ela, fechando os olhos com força, forçando elas a voltarem pra dentro.
Percebendo a agonia e o conflito possível interno, Erza faz a puxa para seu colo, aninhando-a contra seu corpo e a abraça o mais apertado apertado que reforça (Ela tem uma enorme força e não queria machucá-la), passando a mão esquerda em seus cabelos ea segurando com o outro braço de forma protetora, enquanto Lucy encharcava sua blusa e seu pescoço com suas lágrimas.
As palavras que Gray lhe falou mais cedo soaram em sua mente.
"Então era isso o que ele queria dizer…", tomar ela sentindo uma aflição profunda pela garota em seus braços.
- Isso é tão humilhante… - Murmurou a loira chorosa. - Eu não queria que você me visse assim… Me sinto tão fraca e patética… E ainda por cima na sua frente, na frente da garota que admiro tanto!
Erza ficou em silêncio, sentiu que a mais nova precisava desabafar e não iria interrompê-la.
Lucy continuou depois de um minuto.
- Eu… Eu só ajudar quis o Natsu… Ele é meu amigo e estava em apuros, sabe? O Laxus… Ele não estava agindo de maneira legal… Ele não tinha que fazer aquilo com o Natsu… E eu não sei se eu devia ter feito alguma coisa… Eu… Eu… - Ela balbuciava aos prantos, apertando as mãos nas vestes da ruiva . - Eu só agi sem pensar e… Eu achei que fosse morrer… S-se o Mestre não tivo aparecido… Eu ia morrer por ter travado, por não ter tido coragem pra me defender sozinha… Por… Por… E-eu nem sei mais ... E-eu ...
De repente, Erza silenciou a loira com dois dedos pressionados contra seus lábios, a notar com muita intensidade, o que faz o coração de Lucy disparar em seu peito.
- Shhh… - Suspirou baixinho, retirando os dedos, sem desviar seus olhos do rosto da mais nova. - Lucy, está tudo bem. - Falou em um tom baixo. - O que você fez não foi errado. Não é errado querer ajudar os amigos, tenho certeza de que Natsu ficou feliz com a sua ajuda. - Continuou, enquanto limpava as bochechas úmidas. - Laxus não tinha motivos pra ter agido alternativa com você e com o Natsu. Eu gostaria muito que ele recebesse algum tipo de castigo do Mestre, mas sei que não vai acontecer. - Não conseguiu esconder um tom de decepção com uma afirmação. - Mas pra mim, nesse momento, o importante é que você está bem, não se feriu e isso é o que me deixa mais aliviada.
Aos poucos, Lucy foi se acalmando, aquela sensação, aquele sentimento de segurança a inundaram e isso a relaxou de imediato. Apesar de se sentir um pouco envergonhada por estar no colo de Erza, uma maga celestial não queria sair dele, parecia algo tão certo que ela estava ali, era como se…
"É como se aqui fosse o melhor lugar do mundo pra mim. Talvez seja e talvez eu mesmo gostando muito da Erza-san, mas será que é do jeito que a Levy-chan e a Lisanna acham?", Pensava soltando um longo suspiro , o que não passou despercebido por Erza.
- Lucy? Tudo bem?
- Sim, tudo bem. Na verdade, está tudo muito bem. - Respondeu com um sorriso bobinho nos lábios e as maçãs do rosto levemente coradas. - Tem problema de eu ficar assim com você só mais um pouquinho? É que eu me sinto tão bem assim.
Aquilo fez Erza abrir um sorriso maior que costuma exibir.
- Claro. Pode ficar o tempo que você quiser.
- Obrigada. - E fechou os olhos, apenas apreciando o calor e a segurança proporcionada pelos braços da cavaleira.
Erza repreendia si mesma por estar com o coração batendo um pouco mais rápido do que o normal, com medo da mais nova escutá-lo.
"Para com isso, Erza! Ela não te vê dessa forma! Ela só quer se sentir segura e nada a mais!"
Um baixo resmungo pensamentos pensamentos. Ela olhou para a menina em seus braços e viu que ela havia adormecido. Achou melhor não acordá-la e fez o seu melhor para deixar-la confortável em sua cor. Nem é preciso dizer como Erza se sentir em relação a isso.
"Lucy, meu anjo… Eu gosto tanto de você, mas sei que você não sente o mesmo que eu sinto. Não direi nada, mas eu estarei ao seu lado e continuarei sendo aquela amiga que te protegerá, que enxugará suas lágrimas e que fará de tudo para que sempre estão sorrindo. "
O momento fofo entre elas é interrompido por um forte estrondo do lado de fora do apartamento, o que faz Lucy despertar, sair do colo da ruiva e ir até a janela de sua cama. Ela vê o céu escurecer rapidamente, relâmpagos clareiam os céus de Magnólia e pingos grossos começando a despencar em direção a terra.
- Parece que vai vir uma tempestade. - Disse ela.
- Então, é melhor eu me apressar e ir pra casa. - Falou Erza com um suspiro, se levantando e reequipando o peitoral de sua armadura.
- O quê? Não! Não pode sair em uma tempestade assim! Ficou louca? - Lucy sabia muito bem que não era aconselhável usar aquele tom com Erza.
Já a ruiva, olhou com uma expressão confusa. Se fosse outra pessoa falando com ela forma, não hesitaria em lhe dar um pelo de um soco na cara. Mas como era Lucy, a história era completamente diferente.
- Eu posso correr e chegar rápido antes da chuva começar.
- Impossível, você não vai conseguir chegar em Fairy Hills a tempo e já está começando a chover! - Argumento baseado em chuva forte começando a cair do lado de fora. - Hoje você fica aqui!
- Lucy, não precisa. É sério… - Tentou falar, mas é interrompida.
- Sem desculpas! Você vai ficar aqui e pronto! - Falou decidida.
Erza não conseguiu segurar o sorriso, olhando pra loira de maneira encantada.
- Você é mesmo bem teimosa, não é? - Brincou.
- Não sabe como. - Respondeu entrando na brincadeira também.
…
Horas mais tarde naquela noite, as duas garotas já se encontravam estavam prontas para dormirem.
Lucy tinha tido a ideia de fazer uma sopa de legumes, com Erza lhe auxiliando até o momento delas irem tomar um banho (separado, é claro) e em seguida ao jantarem. A ruiva ficou impressionada com os dotes culinários que ela tinha, tanto que a cobriu de elogios e sorrisos, o que faz a loira ficar toda sem jeito.
- Bom, hora de dormir. - Falou Erza reequipando um pijama azul claro liso. Seus cabelos estavam soltos, eram perfeitamente lisos.
A mais nova não escondeu um sorriso bobo e nem tentou disfarçar os olhinhos castanho claro brilhando de emoção.
- Você é linda… - Diz baixinho, mas o bastante para que a cavaleira ouvisse e corasse com o elogio repentino.
- P-puxa, o-obrigada Lucy! - Agradeceu com um sorriso e um pouco sem jeito. - Sabe, você também é-é-linda…
A loira também ficou com o rosto bem vermelho e sorriu, caminhando em direção a cama, subindo na mesma e se deitando.
Já Erza, se ajeitava para dormir bem encolhida em cima da poltrona.
- O que está fazendo? - Perguntou Lucy.
- Me preparando para dormir.
- Vai dormir ai? Você vai acordar toda dolorida.
- Ah, não se preocupe, eu… E-ei! - Exclamou ao sentir a mais nova a puxando pela mão até a própria cama. - Lucy, não precisa disso, eu posso dormir ali sem nenhum problema…
- Que tipo de amiga eu sou deixando você dormir de forma desconfortável? - Argumentou logo cedando. - E não tem conversa, nós podemos dividir a minha cama.
Sem conseguir protestar, Erza sobe na cama também, se ajeitando ao lado de Lucy. Era inegável o quanto suas bochechas estavam no mesmo tom que seus cabelos e o seu coração batia rápido em seu peito, temia que a loira podia ouvir-lo.
"Se ela ouvir… O que eu direi?"
- Erza-san? Está tudo bem?
- A-ah, está sim! Não se preocupe, ok? - Respondeu com um sorriso. - Então, vamos dormir?
Lucy responde com um aceno, se deitando na cama com as costas contra a parede. Erza se deita em seguida, ficando de frente para a amiga. Elas se encaravam timidamente, não sabendo o que falar uma para a outra, o que cria uma situação um tanto desconfortável.
"O que eu digo?", Pensaram ao mesmo tempo.
- Lucy? - Falou Erza criando coragem. - Obrigada por me deixar dormir aqui hoje.
- Oh, não há de quê! - Lucy respondeu o agradecimento com um sorriso, mas o desfaz ao bocejar. - Desculpepepa, eu estou com sono.
- Está tudo bem. - Diz a ruiva bocejando. - Também estou com sono e cansada, entende?
Uma loira acena que sim, soltando um longo suspiro e fechando seus olhos.
- Boa noite Erza-san. Durma com os anjos.
"Eu vou dormir ao lado de um.", Definição ela.
- Boa noite Lucy. Durma bem. - E fechou seus olhos também.
Ambas adormecem e nem percebem que se abraçam uma a outra durante o sono.
Apesar da forte chuva de raios e trovões que caia sobre Magnólia, as duas garotas dormiram tranquilamente apenas por estarem lado a lado.
...
20 de Janeiro de X780
A retomada final da escolha dos magos que iriam disputar o Exame Classe S estava se aproximando e grande parte de seus membros estavam no pleno vapor. Todos queriam e desejavam alcançar o famoso Ranking S.
Como Lucy não estava disputando uma das vagas, ela se ofereceu para ajudar seus amigos. Natsu e Gray eram os que mais pediam sua ajuda, tanto que chegou um momento no qual a pobre garota não corrige mais dizer "Não" pra eles.
- Lucy! Você pode me ajudar hoje? - Perguntou o moreno com um sorriso, lhe oferecendo a mão.
Porém, antes que Lucy pudesse responder, Natsu se aproximar rapidamente e lhe faria a mesma pergunta, imitando o gesto de Gray.
E é claro que não é preciso dizer que por causa disso, os dois garotos começam a brigar novamente.
- ELA VAI COMIGO! - Gritou o rosado.
- ELA FOI ONTEM COM VOCÊ! AGORA ELA VAI É COMIGO! - Retrucou Grey.
Happy apenas ria dos dois brigões, enquanto comia seu peixe e torcia para Natsu.
Lucy apenas suspira, olhando para os amigos trocando chutes e socos, sem saber o que fazer.
Até que uma luz surgiu.
- Erza-san! - Chamou uma loira correndo até onde a ruiva estava.
Ao ouvir o nome da maga cavaleira, os dois rapidamente param de brigar e se abraçam, cantarolando que eram bons amigos e que se davam bem um com o outro.
- Só assim pra eles pararem. - Comentou o bichano rindo e saboreando seu peixe com gosto.
Erza se vira e sorri ao ver Lucy se aproximando.
- Oi Lucy! Como está hoje?
- Estou muito bem! E você?
- O mesmo!
- Que bom!
Ainda abraçados, Natsu e Gray se aproximam das duas.
- E ai Erza? - Cumprimentou o rosado um pouco trêmulo.
- Como vai? - Perguntou o moreno da mesma forma.
Erza cruzou os braços, encarando os dois com um olhar sério, se virando para Lucy rapidamente e voltando para eles novamente.
- Eu andei percebendo que você dois estão incomodando a Lucy, pedindo a todo momento pra ela ir em missões com vocês.
Natsu saiu do abraço de Grey, inspirou fundo, estufou o peito e se aproximou da ruiva.
- Sim e daí? Não posso mais chamar ela? Ela é minha amiga! Muito mais minha amiga do que sua!
Foi ali naquele momento que Gray deu um tapa na própria testa, recuando dois passos para trás.
"Natsu, seu idiota! Você tá querendo morrer?", Combinação o moreno sentindo uma leve pena do parceiro de briga. Ele sabia as razões para Erza ser tão protetora em relação a Lucy e achou que o rosado também soubesse disso. Mas aparentemente, Natsu era bem " dividido " no quesito sentimentos amorosos.
E acabou pagando o preço disso ao receber um forte soco em seu estômago, o que faz desmaiar no chão de dor, com um pouco de saliva escorrendo no chão.
- Aaahh! Natsu! - Gemeu Happy largando seu peixe e indo socorrer o amigo caído.
- Isso era realmente necessário? - Indagou Lucy olhando pra ruiva e sentindo pena do amigo.
Gray apenas se aproxima e coloca uma mão em seu ombro.
- Não adianta falar, pois o que ela está fazendo é puramente com o coração.
- Como assim? O que quer dizer, Gray?
- Ah, não precisa dar muitas dicas, você é esperta e logo vai perceber. - Responde se afastando dela. - Só um conselho. Se você gosta da Erza, tente passar mais tempo ao lado dela. Acho que não vai se arrepender.
Lucy ficou pensativa sobre aquilo e olhou para Erza, que já se encontrava em uma mesa, comendo um pedaço de bolo de morango.
"Será que ela gosta de mim desse jeito? Não, isso é impossível! Erza não gostaria de mim assim! Apesar que… Algumas atitudes dela… Ah, estou pensando demais! Ela não gosta de mim assim! Somos apenas boas amigas!", pensava ela sentindo uma leve frustração.
Lucy queria que Erza gostasse mais dela como amiga?
O que estava acontecendo?
- Ei Lucy! - Chamou Lisanna com um sorriso, a despertando de seus pensamentos. - Quer ir em uma missão comigo?
- Claro! - Respondeu com animação.
Sair para uma missão com uma das suas melhores amigas vai bom pra distrair a mente e, além, fazer um tempinho que as duas meninas não saiam em uma missão juntas e a loira sentia falta.
Tendo já escolhido uma missão, como duas partem rumo ao local para realizarem uma tarefa. Elas também aproveitam para conversar e colocar as novidades em dia. Foi um dia bem divertido e bem sucedido para elas.
Contudo, as coisas estavam prestes a ficarem mais interessantes, pois quando elas retornam no mesmo dia, procurado uma Erza parada na entrada da guilda, esperando por elas.
- Algum problema, Erza? - Perguntou a Lisanna com o semblante de preocupação.
- Não, eu só queria falar com Lucy sobre uma coisa.
Como duas meninas se entreolharam antes da albina entrar na guilda, deixando uma loira e a ruiva sozinhas.
- Então… - Começou Lucy não querendo que ficasse aquela quietude estranha entre elas. - Sobre o que queria falar comigo?
Erza olha para os lados antes de responder:
- Você sabe que os Exames pra Mago Classe S está chegando, certo? - Lucy assentiu que sim. - Todo ano, o Mestre pede ajuda aos Magos Classe S pra criar alguns refugiados, armadilhas… Coisas pra testá-los, entende? - Assente novamente. - Eu gostaria de sua ajuda para fazer algumas. Eu não sou tão inteligente como você e sei que com sua ajuda, podemos fazer algo incrível.
Aquilo com certeza foi um pedido um tanto inesperado, mas o que mais estava deixando Lucy era intrigada no seu coração palpitando que nem louco em seu peito, como se dissesse que passar alguns dias ao lado de Erza era a coisa certa.
"Será que eu gosto tanto assim da Erza?"
- Lucy? Oi? Olha, se não quiser me ajudar, eu posso pedir ajuda pra out…
- Não! Não faz isso! - Ela diz aos gritos, mas logo se recompõe. - Quero dizer, eu quero ajudar você. Vou me esforçar ao máximo para ter boas ideias!
Erza sorriu de forma singela, sentindo uma imensa felicidade crescer em seu coração. Afinal, ela iria passar mais tempo ao lado da loira e era o que mais queria agora.
Podemos dizer que, secretamente, elas desejavam intensamente passarem mais tempo juntas.
…
Com os dias que se passavam, Erza e Lucy foram discutindo várias ideias para o teste e a mais simples foi escolhida: Lacrimas de ilusão.
De acordo com a concepção da loira, um mago de alto nível saberá distinguir o que é real do que por falso, ea ruiva achou uma sugestão tão incrível que não resistiu em abraçá-la e rodá-la em seus braços, ato que embaixadas bem envergonhadas, Erza solicitando exemplos de desculpas e que Lucy batesse nela.
- Eu não vou bater em você, Erza-san. - Falou com um sorriso. - Na verdade, eu gostei disso.
- Ah, er ... Pu-puxa, que bom! - Respondeu um tanto sem jeito.
"Ela é tão doce, tão gentil e carinhosa! Mavis do céu!"
- Erza-san, temos que continuar. Você falou que o Exame é depois de amanhã e isso tem que estar pronto amanhã, certo?
- Ah sim! É claro! - Falou um tanto sem graça. - Perdão, me distrai um pouco. Ficarei focada agora.
E o resto do dia se passou com elas testando e aperfeiçoando os lacrimas. Elas queriam usar ao máximo deles para confundir seus colegas.
No dia seguinte, elas se concentraram apenas em fazer os lacrimas funcionarem de forma perfeita para que nada saísse errado no dia do Exame. Tendo criado tudo preparado, bastava agora utilizem o restando do dia.
- Ei Lucy, quer tomar um milk-shake?
- Claro! Eu aceito sim!
As duas retornam para a guilda, onde pedem uma grande taça de milk shake de morango pra dividirem juntas, enquanto aguardavam ansiosamente pelo dia de amanhã.
