Depois de muito atraso, aqui vai um capítulo novo! Confesso que não ficou dos meus melhores, ando com bastante bloqueio criativo ): Mas espero que pelo menos sirva pra vocês seguirem acompanhando a história.

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14. AMOR

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"Há uma neblina deslumbrante

Um mistério sobre você, querido

Eu conheço você há 20 segundos ou há 20 anos?

Posso ir para onde você vai?

Podemos sempre ser assim tão próximos, para sempre?"

(Lover – Taylor Swift)

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- Você costumava me deixar intimidada – Hermione comentou. Os dois seguiam conversando sobre o passado sentados juntos ao sofá, um de frente para o outro. Bill acariciava as canelas da bruxa. Os livros que antes liam estavam agora em cima do encosto do sofá, completamente esquecidos.

- Por causa do meu rosto? – ele perguntou, apontando para as próprias cicatrizes com o indicador.

- Não, é claro que não – ela se apressou em responder, franzindo as sobrancelhas. Bill adorava quando ela fazia aquilo – falo quando nos conhecemos, naquele verão em que ficamos todos em Grimmauld Place.

- Você quer dizer quando andava tão distraída e assustada pelas cabeças de elfos na escada que simplesmente esbarrou em mim? – ele perguntou, sorrindo. Ela ruborizou.

- Você lembra disso?

- Eu tenho uma boa memória – ele sorriu a ela, e passou a massagear as pernas e pés dela – mas, se não me engano, nos conhecemos na Copa Mundial, não?

- Bem... sim? – ela respondeu hesitante, olhando para cima e tentando relembrar quando exatamente o vira pela primeira vez – mas com toda a confusão na Copa, eu mal consegui prestar atenção em você.

- Vou tentar não me sentir ofendido – ele brincou, e ela deu uma gargalhada. Ele sorriu e a puxou pelas pernas para mais perto. Hermione, agora, estava quase sentada no colo de Bill, apoiada no encosto do sofá por um cotovelo, que sustentava o braço cuja mão delicadamente segurava sua cabeça. O ruivo roubou um pequeno e curto beijo da bruxa, e colocou uma mecha de cabelo dela, que escapava de seu coque, para trás da orelha dela – por que eu intimidava você?

- Você sempre foi muito bonito, e inteligente e bastante misterioso quando comparado aos seus irmãos – ela explicou, e ele deu uma risada ao ouvir "misterioso" – é verdade! Você era o irmão mais velho que quebrava maldições no Egito, que voltou para ajudar o Ministério! Eu escutava tanto sobre você que acho que fiquei surpresa ao esbarrar em você e perceber que, além de todas as qualidades que já tinham me relatado, você também era absurdamente bonito.

- Não sabia que pensava tudo isso de mim naquela época – ele respondeu, brincando com a barra da camisa dela.

- Claro que não sabia – ela comentou, sorrindo – eu era só uma adolescente. Você devia ter várias adolescentes platonicamente apaixonadas por você, eu era apenas mais uma.

- Achei que você era platonicamente apaixonada por Sirius – ele disse, e ela deu uma risada. Bill também riu, mas estava nervoso.

- Você nunca vai esquecer isso, vai? – ela perguntou rindo – Por que George teve que abrir a boca? Ninguém nunca mais vai me deixar em paz!

O ruivo já não estava rindo, mas sim sério encarando as pernas da bruxa sobre seu colo. Parecia bastante interessado nos padrões de desenho imaginário que fazia com os dedos na pele da coxa dela. Ela o encarou curiosa, mas esperou que ele tomasse a iniciativa de falar algo.

- Se ele estivesse vivo, ele seria sua primeira opção? – ele finalmente perguntou, e a encarou com aqueles olhos azuis que ela tanto amava – isso fica martelando na minha cabeça desde o seu aniversário, fico pensando se nós dois teríamos alguma chance se ele ainda estivesse aqui.

- Eu não sei – ela confessou – talvez. Eu era mais próxima dele do era de você na época, mas... Sinto que se ele não tivesse sido morto as coisas teriam sido completamente diferentes.

- Diferentes como? – ele perguntou interessado.

- Talvez, se ele estivesse vivo, a batalha na Torre de Astronomia tivesse corrido diferente. Talvez você nunca tivesse sido atacado, talvez você nunca tivesse se separado de Fleur, talvez a guerra tivesse sido diferente, talvez nem mesmo existisse essa lei.

- Talvez – ele concordou, pensativo. Hermione tinha razão. Ele estava tão ocupado em alimentar uma insegurança em relação a um homem morto que sequer tinha pensado nas coisas por aquela perspectiva. Sentiu-se ridículo, mas infelizmente não seguro de si. Gostava de pensar que os dois haviam sido destinados um ao outro, e a possibilidade de que os dois nunca tivessem ficado juntos se não fosse pela obrigatoriedade da lei o deixava estranho – eu sempre notei você, sabia?

Hermione franziu novamente as sobrancelhas, e ele deu uma risada.

- Não, não desse jeito! – ele se explicou – você era só uma adolescente quando nos conhecemos, por Melin! Mas eu notava você, de certa forma. Você disse que não lembra de ter prestado atenção em mim na Copa Mundial, mas eu lembro dos comentários perspicazes que você fez, lembro de você se juntando aos gêmeos para implicar com Ron – Bill acariciava a barriga de Hermione por debaixo da barra da camisa dela e sorria lembrando-se de todas as vezes em que conviveu com ela até aquele momento – Eu lembro de você em Grimmauld Place dando uma aula a todos sobre a minha profissão enquanto limpávamos os cômodos da casa. Mamãe só entendeu com o que eu trabalho quando você explicou.

- E você me emprestou alguns livros antes de nos levar até a estação de trem – ela comentou sorrindo – achei que você não se lembrava de nada disso.

- Eu me lembro de tudo – ele beijou carinhosamente os lábios dela – e gosto de pensar que teríamos nos encontrado de um jeito ou de outro. Que ficaríamos juntos independentemente do rumo que nossas vidas tomassem.

- Eu gostei desse pensamento – ela respondeu e pressionou os lábios contra os dele.

Hermione nunca cansaria do beijo de Bill. Os lábios dele eram macios, a língua era quente e dançava delicadamente com a sua. Ele sempre a beijava intensamente, explorando cada pedaço da boca dela e fazendo com que ela simplesmente esquecesse do mundo ao redor. Ele sempre mantinha o máximo de contato possível, os lábios jamais se desgrudavam dos dela e, mesmo assim, ele nunca quebrava o beijo em busca de ar. Ela ficava ofegante, mas também não separava a boca da dele. Beijá-lo era como respirar: era necessário, era vital, era tudo.

Ele sempre colava o corpo inteiro contra o dela e, mesmo quando ele já estava enterrado dentro dela, Hermione sentia que não era o suficiente. Ela queria ficar grudada nele, queria ser parte dele e torná-lo parte dela. Ela já sentia que seu coração e o dele batiam como um só, e só queria fundir o resto de seus corpos para que virassem uma unidade. A bruxa gostava de todos os jeitos que ele a tocava. Gostava quando ele era carinhoso, como agora, e também gostava quando ele era mais intenso nas luas-cheias. Não importava muito como ele a tomava, porque, de todas as formas, ele sempre a olhava com os mesmos olhos. Olhos que mudavam do azul para o negro, e depois para o azul novamente. Olhos que transmitiam desejo, adoração e carinho. Ela gostava quando ele a preenchia por completo, movimentando-se de forma a senti-la inteira, gostava quando ele sussurrava em seu ouvido, narrando as sensações que o corpo dela causava nele. Quando os dois estavam juntos, não havia mais nada no mundo além deles dois.

Bill sentia o mesmo. Ele já sabia há um bom tempo que Hermione era tudo. Ela era a lua para qual ele precisava uivar naqueles períodos do mês, ela era o sol que aquecia seu corpo e iluminava sua vida, ela era um lago quando ele sentia sede. Ela era deliciosa, desde as gotas salgadas de suor que se misturavam ao suor dele até o líquido doce que escorria dela toda vez que ele a tocava. Ela era quente, macia e apertada, e o abraçava por inteiro, causando sensações indescritíveis nele. Tudo nela o atraía: o cheiro, o gosto, o toque. Por algum tempo ele a comparou com um vício: ele precisava dela, desesperadamente, já não conseguia mais viver sem ela. No entanto, ela não era um vício. Ela era tudo. Bill era um cigano, um nômade que vagou pelo mundo a vida inteira. Um nômade que viveu sem nunca pertencer, sentindo frio, fome, sede e cansaço. E então a encontrou. Ela não era um vício, ela era sua casa. E desde então ele não sentiu mais fome, não sentiu mais frio, não sentiu mais cansaço. Ela era o lar dele.

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No domingo, Bill e Hermione ignoraram todas as corujas e bloquearam a rede Flu. Passaram o dia juntos, trajando pouca ou nenhuma roupa, e fazendo amor em todos os cômodos da casa. A bruxa parecia completamente insaciável, e o ruivo aproveitava isso ao máximo.

Bill cortava cebolas de maneira trouxa quando Hermione pareceu lembrar de algo, pousou a taça de vinho no balcão, e se dirigiu até o quarto. O bruxo havia adquirido inúmeros hábitos não-bruxos desde que passou a conviver com ela. A castanha era metódica, tinha sua própria forma de organização e de execução de algumas tarefas, e Bill sabia que cozinhar da maneira trouxa era uma maneira de ela se lembrar com carinho dos pais quando eles moravam na Inglaterra, antes da Guerra. Ele mesmo havia adquirido gosto pela tarefa, descobriu cheiros, temperos e texturas completamente novos, impossíveis de se atingir com a cozinha mágica.

Não passou dois minutos e Hermione estava de volta na cozinha, colocando um comprimido sobre a língua e tomando um gole de vinho. O ruivo arqueou uma sobrancelha, e ela notou o olhar curioso dele.

- É um comprimido anticoncepcional – ela explicou – eu não uso métodos bruxos.

- Por quê? – ele largou a faca ao lado das cebolas cortadas. Estava realmente interessado na razão de ela simplesmente não tomar uma poção ou fazer um feitiço contraceptivo.

- Costume – ela respondeu, e estendeu a taça de vinho intocada de Bill a ele – minha mãe me levou até uma ginecologista quando eu tinha quatorze anos – ela riu ao olhar desentendido dele – ginecologista é o médico que cuida da saúde de pessoas com o mesmo sistema reprodutivo que o meu: útero, ovários, essas coisas. Desde então eu sigo tomando, parece-me mais fácil que lembrar de fazer um feitiço antes do sexo ou tomar uma poção todos os dias.

- De fato parece mais fácil – ele pareceu pensativo – de quanto em quanto tempo você precisa tomar? Eu vi ontem uma cartela de remédio no banheiro e pensei que você estava doente. Fico aliviado de saber que não.

- Eu tomo todos os dias – ela explicou, e ele a encarou incrédulo, reclamando "você recém disse que não toma poção porque precisa tomar todos os dias", e ela riu – Bill, o que é mais fácil? Tomar um pequeno comprimido toda manhã ou ter um estoque de poção em casa? Você sabe quanto tempo demora para preparar uma poção contraceptiva?

Ele ficou com o rosto vermelho e voltou a cortar cebolas.

- Não – ele respondeu baixo, parecendo envergonhado. Apanhou um tomate e passou a cortá-lo – Godric, eu sou um homem de 38 anos, um exímio quebrador de maldições, que não sabe como funciona uma poção contraceptiva! Por que as coisas são mais complicadas quando envolvem vocês, mulheres?

Hermione deu uma gargalhada e abraçou o ruivo, pousando o rosto na curva das costas dele, ele riu junto e seguiu cortando os ingredientes, sentindo o corpo dela contra o seu e as mãos dela cruzadas na frente da barriga dele.

- Se você continuar lendo meus livros, vai virar um homem feminista – ela comentou.

- E isso é ruim? – ele perguntou.

- Não! Isso é ótimo – ela o soltou e ele reclamou, fazendo com que ela voltasse a abraçá-lo, sorrindo – Se todos os homens do mundo tivessem tanta vontade de aprender quanto você, o mundo seria um lugar melhor.

Bill soltou a faca junto aos vegetais cortados na tábua e girou contra o balcão, ficando de frente para ela, que agora tinha deixado os braços caírem até a cintura dele. Ele sorriu debochado e se escorou contra o balcão.

- Eu sou único, querida esposa – ele brincou – Bonito? Check. Inteligente? Check. Cabelos macios? Check. Um grande p...

- OKAY – ela o interrompeu e ele começou a rir – humildade estava na lista? Porque se estava, precisamos riscar fora.

- Completamente entregue à bruxa mais incrível do mundo inteiro? - Bill segurou o rosto dela entre as mãos e depositou um beijo carinhoso nos lábios dela - Check.

- Você é completamente bobo, isso sim – ela respondeu.

- Bobo de amor? Acho que vou ter que concordar – Hermione inconscientemente sentiu a respiração pesar. Bill a amava? Ou era apenas uma maneira de dizer? Ele era apaixonado por ela, ela não tinha dúvidas, e ele fazia questão de repetir todos os dias. Mas amor? Amar e se apaixonar eram coisas completamente diferentes para a bruxa. A paixão é mais fugaz, apesar de ter seu tempo de duração diferente para cada pessoa. Amor era... bem, amor. Quando Hermione pensava em amor, ela pensava em todas as formas do sentimento em que já havia experimentado: pensava em seus pais, pensava em Harry e Ron, pensava no Sr. e na Sra. Weasley, pensava em James e Albus e... pensava em Bill. Hermione tomou a boca de Bill na sua e jogou os braços por cima dos ombros dele, abraçando-o pelo pescoço. Ele não perdeu tempo e a enlaçou pela cintura, apertando-a contra si.

- Se você não fosse meu marido – ela sussurrou contra os lábios dele – eu pediria você em casamento.

Ele deu uma gargalhada.

- Se você me pedisse cem mil vezes, eu aceitaria cem mil vezes – ele respondeu.

- Bill, você quer... – Hermione falou pausadamente, bastante séria. Bill franziu o cenho - terminar a janta? Estou faminta.

Ele deu uma risada e assentiu positivamente, soltando-a. Hermione o ajudou a preparar o resto da comida, reabastecendo as taças de vinho sempre que ficavam vazias. No fim da noite, os dois estavam um pouco bêbados, deitados na cama e rindo de bobagens ditas pelos dois. Bill sentia a barriga doendo de tantas risadas, e não se lembrava da última vez em que rira tanto. Ela o fazia tão feliz, feliz de um jeito que ele não imaginava poder se sentir. Ele a amava, de todo o coração, já não tinha mais um pingo de dúvida quanto a isso. Ele amava o som da risada dela, o cheiro dos cabelos dela, as manias dela, a comida sem gosto que ela fazia, as camisas surradas que ela usava para dormir, o corpo dela, o toque dela. Ele a amava por inteiro. Ele a amava tanto que o simples fato de ter as costas dela contra o seu peito e os cabelos dela contra a ponta de seu nariz todas as noites eram motivos suficientes para que ele adormecesse com um sorriso nos lábios.

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A segunda-feira chegou e, como de costume, os dois se despediram na entrada do Ministério. Bill seguiu para o Gringotes para trabalhar no reforço aos cofres e, próximo ao horário do almoço, recebeu uma coruja de Hermione avisando que almoçaria em sua sala, já que estava trabalhando com uma equipe em seu projeto. O ruivo, que então já havia se acostumado a almoçar acompanhado, resolveu passar na loja de George e convidar o mais novo para um intervalo.

George aceitou o convite de pronto e avisou sua funcionária que sairia para um intervalo, e sugeriu que os dois fossem até um restaurante bruxo nas imediações. Garantiu que pagaria a conta, já que o local era consideravelmente mais caro que os restaurantes que Bill costumava almoçar. O mais velho não se importou, sabia que George era bastante bem-sucedido na loja, então não se sentiu ofendido por não pagar a conta.

Quando saíram do almoço, Bill se escorou em frente à loja e acendeu um cigarro. George fez uma careta de desaprovação, mas se escorou ao lado do irmão.

- O que acha que eles estão falando? – Bill perguntou, apontando com o queixo para dois rapazes na faixa dos 20 anos conversando animadamente sobre algo.

- Não sabia que você era curioso assim, Billyzinho! – George brincou – mas se faz tanta questão, ainda tenho algumas orelhas extensíveis no almoxarifado.

- O objetivo aqui é você inventar o assunto que eles estão falando – o mais velho respondeu, soltando a fumaça do cigarro.

- Eu não tenho certeza se entendi – George levantou uma sobrancelha, olhando confusamente da dupla de jovens para Bill.

- É uma brincadeira que Hermione me apresentou – o ruivo de cabelos longos explicou – nós dublamos as conversas de pessoas à nossa volta. É divertido.

- Oh, Billy, Billy – George riu com vontade – eu diria para você colocar um anel no dedo dela, mas você já fez isso.

Bill apagou o cigarro e ficou pensativo. Encarou a própria mão esquerda, observando o dedo anelar. Ele não havia dado um anel para Hermione. O casamento se deu de forma tão atípica que eles sequer trocaram alianças ou comemoraram com uma festa. A verdade era que Bill não se importava muito com isso, afinal, ele já havia casado com tudo que tinha direito uma vez. Mas e Hermione? Será que ela gostaria de viver as experiências de um casamento? Ela gostava tanto de filmes de romance, e filmes de romance sempre acabavam com um casamento. Será que ela gostaria de se vestir com um bonito vestido branco? De trocar alianças com ele, simbolizando a união dos dois? De ter uma festa? Merlin, de comemorar com os pais dela? Eles estavam casados há meses e Bill sequer conhecia os pais dela, sequer sabia se os pais dela sabiam que ela estava casada. Como ele pôde ser tão obtuso?

- Você está bem? – George perguntou.

- Eu acho que vou pedí-la em casamento nas bodas de papai e mamãe – Bill respondeu, ainda encarando as mãos.

- Cara, não sei se você bateu a cabeça ou algo do tipo, mas vocês já são casados.

- Eu sei – Bill respondeu – mas eu digo pedir em casamento com tudo que ela tem direito. Com anel, com festa, com o pai dela a levando no altar, com tudo. O que você acha?

- Eu acho que é realmente muito sensível da sua parte pensar nisso – George respondeu sincero, e Bill o encarou com uma sobrancelha levantada, estranhando a ausência de piadas – eu falo sério, cara. Esse casamento de vocês aconteceu de forma esquisita, mas vocês claramente se amam. Hermione é uma romântica por baixo da armadura que ela usa. Acho que ela gostaria de ter tudo isso, sim. E eu adoraria mais uma festa com bastante comida, bebida e dança. Sabe há quanto tempo eu não fico bêbado?

- George, você ficou bêbado faz duas semanas.

- O tempo é algo relativo, meu caro irmão. Duas semanas para você podem ser dois anos para mim – o mais novo exclamou, arrancando risadas do mais velho.

Assim que se despediu de George, Bill caminhou até uma joalheria perto do Gringotes, e ficou satisfeito ao encontrar o anel perfeito. Era de ouro dourado, com detalhes em ouro branco e uma bonita pérola ao centro. Não era muito chamativo, tinha uma beleza delicada e única. Custou um bom dinheiro, mas ele não se importou. Aquele anel simbolizaria o pedido de casamento que Hermione merecia receber. Não um simples combinado entre os dois, não uma simples assinatura de contrato. Um pedido de verdade, com direito a ele ajoelhado no chão, com direito a uma janta com os pais dela, com direito a uma festa em que ela usaria um lindo vestido e dançaria com ele. Aquele anel simbolizaria o quanto ele queria passar o resto da vida com ela, porque ele a amava e, se George estivesse correto, ela também o amava. Guardou a caixinha de veludo vermelha no bolso e voltou ao Gringotes com um sorriso no rosto. Já tinha o anel, agora só precisaria construir o momento perfeito para fazer o pedido.

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Resposta aos reviews:

Gabi: É estranho ver uma Hermione adulta sendo insegura né? Acho que ela se dedicou tanto à vida profissional durante os anos depois da guerra que simplesmente esqueceu como era se sentir insegura num relacionamento. A Fleur, que sempre foi muitíssimo bonita, já tinha mexido com a autoconfiança dela e a Ginny quando elas eram adolescentes e, se levarmos em consideração que ela não é ninguém menos do que a mulher que o Bill sofreu que nem um condenado, é super compreensível hahahaha. Senti muita peninha da Hermione escrevendo esse capítulo, mas acho que é importante para a construção da personagem. Mesmo as pessoas mais seguras têm momentos de insegurança, assim como mesmo as pessoas que mais se consideram covardes tem momentos de grande coragem. Mais do que isso eu não posso falar s2. Obrigada demais por acompanhar e comentar nas minhas histórias s2s2s2s2