Capítulo IV

Os dias passaram como em um borrão, Willow dedicada a finalização de um artigo acadêmico. Ela deixara o trabalho nas mídias sociais do palácio quando se casou com Liam, então retomou seus estudos e agora estava no doutorado em comunicação, também na Suíça, para onde ela viajava constantemente.

Ela sempre gostou de estudar. Isso ocupava seu tempo, junto com as atividades de caridade que ela fazia com a rainha e a princesa Eleanor, bem como os cuidados com o filho. Willow sentia falta do polo, pretendia voltar a praticar quando concluísse o doutorado. A vida na realeza era boa, mas ela gostava de sua independência.

Na sexta-feira à noite, Willow sentiu a ansiedade retornar ao seu corpo. No dia seguinte ela veria Robert novamente. Ela sempre se perguntara como seria esse momento. Mas embora fosse dificil, ela tentou disfarçar. Não queria que Liam percebesse sua apreensão, apesar de ela notar o mesmo no marido.

- William não para de falar no cavalo de Robert. Ele quer pedi-lo para si. – Liam comentou, tentando parecer casual.

- Ele me disse e eu tentei fazer com que ele desistisse da ideia, mas não queria entristecê-lo. Acredita que Robert dará o cavalo a ele?

- Não sei, meu pai o deu a Robert. Ele sempre amou aquele cavalo, nunca me permitiu montar. Creio que seja difícil que ele abra mão.

- Nesse caso, precisamos nos preparar para lidar com a tristeza de William. Talvez você devesse falar com Robert antes, avisá-lo.

- Não quero falar com ele mais do que o necessário, mas na hora eu vou interferir, não se preocupe. Não deixarei que nosso filho fale a sós com ele e conforme for, converso com William.

Willow assentiu enquanto terminava de arrumar as malas que levaria ao palácio. Eles viviam em Brick Country, um palacete afastado de Londres. Quando voltaram da Argentina, dois meses depois do casamento, eles decidiram que não queriam viver no palácio em Londres, então o rei Simon deu a Liam o palacete para que vivessem ali e o transformassem em seu lar.

Após o jantar Willow tomou um banho relaxante de banheira, com sais de lavanda, e sentiu seu corpo relaxar. Precisava disso. Precisava se concentrar no presente e deixar Robert fora de seus pensamentos.

Surpreendeu-se quando viu o marido entrando no banheiro, apenas com uma toalha na cintura. Liam era incrivelmente bonito, seu corpo malhado, seu rosto bonito, o sorriso encantador. Willow não deixava de admirá-lo, nunca poderia deixar. Era apaixonada por ele, louca mesmo, porque nesses cinco anos de casamento ela nunca deixou de querê-lo um só dia.

- Tem espaço para mais um aí? Pensei em tomar um banho relaxante.

- Apenas tomar um banho? – Willow perguntou coquete.

Liam tirou a toalha e Willow admirou seu corpo, sua excitação por ela. Isso provocou um calor entre suas pernas. Ele entrou na banheira sentando-se de frente para ela, um sorriso sedutor em seus lábios. Ele sabia do poder que exercia nela e usava isso muito bem, mas Willow também sabia brincar.

- Poderia ensaboar minhas costas? Estou com dificuldades nesse ponto. – Ela virou-se para ele mostrando os ombros.

Liam esfregou a bucha delicadamente nos ombros dela, sentindo o cheiro de lavanda e depositando suaves beijos no pescoço de Willow. Sentiu sua masculinidade se esticar, lutando para resistir ao desejo de virá-la e montá-lo nele.

Ele desceu a mão que estava no ombro dela, que não a ensaboava e levou a um seio de Willow. Ela gemeu com o toque, sentindo seu corpo todo aquecer.

- Sabe que me lembro de quando tomávamos banho juntos e você estava gravida? Seu corpo maravilhoso, tão sensível.

Willow apenas gemeu em resposta, enquanto ele apertava os mamilos dela com destreza, despertando prazer no corpo dela.

- William já tem cinco anos, talvez seja uma boa hora para darmos a ele um irmão ou uma irmã.

Willow virou-se para Liam encarando-o, a surpresa e a ansiedade estampados em seu rosto.

- Você está falando sério?

- Sim, eu quero isso, quero ter outro filho com você, se você quiser.

- Eu quero, Liam eu quero tanto!

- Então, vamos começar a praticar o quanto antes.

Willow não aguentou de alegria e excitação e de um salto montou Liam. Ele a segurou pela cintura enquanto ela subia e descia dele devagar.

- Você vai me matar desse jeito - Ele suspirou puxando-a para um beijo.

Willow não respondeu, apenas beijando-o profundamente e se movendo sobre ele. Liam deixou suas mãos vagarem sobre o corpo dela, explorando, acariciando, deslizando. Willow acelerou os movimentos, ele pousando as mãos na cintura dela.

Os gemidos dela eram instigantes para ele, ele admirava Willow, sua paixão, sua entrega. Amava dar prazer a ela, sentir prazer com ela, amá-la.

- Eu te amo tanto! – ele disse encarando-a.

- Eu te amo mais. – Willow respondeu, inclinando-se para beijá-lo.

Ele realmente amava Willow e ela era tudo o que ele queria, tudo o que ele sempre imaginou que queria em uma mulher: uma amiga e uma amante, além de uma mulher linda e inteligente, sua companheira.

Willow acelerou os movimentos, saltando sobre ele. Liam moveu-se também, o impacto dos corpos deles agitando a água da banheira, jogando-a para fora. O banheiro ficaria uma bagunça. Ele sabia que ela estava perto, ele também estava.

Alguns minutos depois Pansy gozou, estremecendo sobre ele, a respiração acelerada, apertando-o em seu núcleo. Liam tentou durar um pouco mais, mas não conseguiu. Ele veio nela, dentro dela, quente e em jatos, seu próprio corpo estremecendo. Ele a puxou para um beijo apaixonado.

Aquela foi só a primeira rodada. Eles fizeram amor novamente, na cama deles, mais uma vez naquela noite.