A NOVA GERAÇÃO

Os tempos de conto-de-fadas, aos poucos, foi dando lugar à realidade, conforme os meses passavam. E Lílian começou a perceber que precisava ser forte, para enfrentar os desafios, que pouco a pouco apareciam, na sua vida, no casamento e na própria comunidade mágica.

O acordo, que Lílian e Tiago haviam estabelecido nos primeiros dias de casados, de não falarem sobre serviço em casa, foi sendo quebrado, dia após dia. O caminho que escolheram influenciava muito mais sua vida particular do que imaginavam. Tiago, após dois anos de serviços prestados, havia sido promovido dentro do Ministério. O período de estágio acabara, não era mais um novato. Já estava pronto para enfrentar seus inimigos, frente a frente, como um soldado. Fora admitido na mesma equipe de Frank Longbottom, sob o comando de Alastor Moody, o maior auror a serviço do Ministério. O seu trabalho, como aurour, o fascinava a cada dia, apesar dos perigos que cercavam a profissão. Gostava principalmente de investigar, procurar segredos, tentar desvendar os muitos mistérios que cercavam as ações de Lord Voldemort e seus Comensais da Morte. E aproveitava, cada oportunidade que tinha, para descobrir novas pistas sobre a morte do seu pai.

Lílian, por sua vez, também recebera promoções dentro do seu Departamento, ascendendo rapidamente na sua profissão. Fez muitos cursos, oferecidos pelo Ministério, para desenvolver melhor seus poderes. Aprendeu a falar novas línguas também. Em pouco tempo, era a funcionária mais jovem a chegar a apenas um degrau, para então alcançar a Chefia do departamento. E sabia, que era só uma questão de tempo. Arabella Figg já havia dito, mais de uma vez, que Lílian seria sua substituta, quando se aposentasse.

- É só uma questão de tempo, Lílian - Arabella dizia, quando tocavam no assunto - Mais uns dois anos, provavelmente. Assim que que eu completar cinquenta anos.

- A senhora não aparenta ter a idade que tem, Sra Figg.

- Eu sei disso, Lílian. Eu também não me sinto com quase cinquenta...no entanto, preciso descansar um pouco...mas ficar parada, jamais. Quando eu me aposentar, vou procurar algo para fazer...viajar um pouco, adquirir novos conhecimentos...

- A senhora faz muito bem.

- E vou ficar tranquila, porque tenho certeza que você será capaz de continuar a minha obra aqui dentro...manter a boa relação do nosso ministério, com o resto do mundo...não foi fácil, Lílian...

- Eu admiro muito a sua força, Sra Figg. Não é fácil para uma mulher, mesmo hoje em dia, chegar a sua posição.

- Precisei brigar muito, para provar o meu valor, Lílian. E espero que você saiba fazer o mesmo.

- A senhora sabe que pode confiar em mim, Sra Figg.


A equipe de Moody havia sido convocada, junto com outras, para fazer uma viagem ao interior da Inglaterra, em busca de um grupo de Comensais da Morte que vinham agindo naquela região. Crouch convocou uma reunião, um dia antes da partida da expedição. O Departamento de Execução das Leis da Magia ficava instalado no subsolo do prédio do Ministério. Ali, era abafado e sem ventilação, e a presença, quase constante de dementadores, que traziam prisioneiros de Azkaban, para prestarem depoimentos, aumentava a sensação de agonia de quem permanecesse muito tempo ali.

- Espero que tragam bons resultados para o Ministério, senhores. Nós não estamos brincando, e se alguém aqui não estiver disposto a dar o sangue, para acabarmos com essa corja - Crouch fez uma pausa, olhando todos os aurores presentes. A grande maioria era jovem e parecia assustada - Eu repito, se alguém não estiver disposto, que caia fora, antes que seja tarde.

Um silêncio incômodo instalou-se entre todos, revelando o medo e a apreensão que estavam sentindo diante do desconhecido. Crouch tornou a falar:

- Moody, acho que não preciso dizer o que você precisa fazer...

- Lógico que não, Crouch - Moody estava levemente irritado. Não gostava dos modos de Bartô Crouch, sempre parecendo acima de tudo e de todos.

Na manhã seguinte, Lílian observou, silenciosamente, Tiago terminar de arrumar suas malas. Estava sentada na beira da cama desarrumada.Ele parecia tranquilo, verificando atentamente se não estava esquecendo nada.

- Acho que é só...- Tiago sorriu para a esposa, tentando agir com naturalidade.

- Você tem previsão de quando vai voltar? - Lílian sussurrou, parecendo uma criança contrariada.

- Vai ser rápido, Moody disse uns cinco ou seis dias, mais ou menos...ah, Líli, por favor, não me olhe assim - Tiago se sentou ao lado da mulher, abraçando-a com força.

- Eu não consigo controlar, Tiago. Estou morrendo de medo...

- Eu não jurei para você que nada vai me acontecer?

- Jurou...

- Então...eu costumo cumprir minhas promessas...agora preciso ir...

Antes que Tiago se desse conta, Lílian o puxou para perto de si, e os dois caíram na cama. Não importava se fosse chegar atrasado, ou não. Queria aproveitar cada momento com sua esposa.


Os cinco ou seis dias que Moody planejara, transformaram-se em três semanas. Companhias não faltaram para Lílian, durante os dias que Tiago estava fora. Frequentemente, almoçava com Emily, ou então encontrava alguns dos seus amigos. Geralmente, saía com Denise, para fazer compras. Pedro também mostrou-se uma excelente companhia. Depois de muita indecisão, o rapaz finalmente encontrou um emprego agradável; trabalhava na loja de Animais Mágicos, localizada no Beco Diagonal. E havia, logicamente, Sirius, amigo para todas as horas.

No dia em que Tiago finalmente chegaria, Lílian amanheceu completamente indisposta. Já se sentia assim há alguns dias, mas naquela manhã já era quase certeza de que estava grávida. A simples idéia de ser mãe a apavorava, pois sabia que ainda não estava preparada. Ela e Tiago haviam planejado ter filhos dali dois ou três anos.

Sentou-se à mesa, para tentar tomar o seu café-da-manhã. Samantha, uma bruxa que contratara para trabalhar em sua casa, notou a palidez de Lílian, e não pôde deixar de comentar.

- A senhora está se sentindo bem?

- Mais ou menos...acho que é o estômago.

- Conheço boas poções, Sra Potter...se a senhora precisar...

- Pode deixar, Samantha. Vou melhorar, não se preocupe. Ah, sim, prepare um bom jantar, por favor.

Lílian quase não trabalhou naquele dia. Passou boa parte do tempo a toa, os pensamentos bem longe do escritório.

- Pensando no maridinho? - A Sra Figg aproximou-se da mesa de Lílian - Algum problema?

- Não, Sra Figg...quer dizer...posso tirar a tarde de folga?

- Claro que sim...posso saber o porquê?

- Nada...só preciso ir ao médico.

Lílian voltou caminhando para casa. Há muito tempo não fazia isso, mas era bom para pensar. A gravidez havia sido confirmada pelo médico, e ela não pôde deixar de sorrir. Era um pequeno milagre, pensou. E muita responsabilidade também. Sentiu medo, porque agora seria responsável não só por si mesma, mas também por um ser frágil e pequenino, que dependeria dela e Tiago. Uma responsabilidade para a vida inteira.

Ao entrar em casa, percebeu que Tiago já voltara de viagem. Estava tomando banho, e ele costumava cantar. Não era o hábito do marido que Lílian mais gostava, mas só o fato de ouvir a voz dele, depois de tanto tempo...

Não resisitiu, e entrou no banheiro. Tiago se assustou, com a entrada repentina da esposa.

- Lílian? É você?

- Claro, quem mais iria querer ouvir você cantar?

Lílian abriu o box, e sentou-se na borda da banheira. Tiago estava abatido, mais magro...mas seu rosto ainda conservava as feições de garoto, mesmo com a barba por fazer. O marido a puxou para dentro, com roupa e tudo.

- Seu louco - Lilian começou a rir, diante da cena inusitada. Beijaram-se, como se fizessem anos que não se viam.

- Te amo demais, Lílian...e nunca senti tanto a sua falta.

- Também te amo, Tiago...e tenho coisas importantes para te dizer. - Lílian saiu da banheira, totalmente encharcada. - Está notando alguma coisa de diferente em mim?

- Aparentemente, não, Lílian...por que?

- Lógico que não, eu sou mesmo uma tonta, Tiago...vai levar alguns meses ainda...

- Vai me dizer que...é o que eu estou pensando?

- É...nós vamos ter um bebê, Tiago.


Lílian nunca havia sido tão paparicada em sua vida, quanto durante a sua gravidez. Tiago parecia um bobo atrapalhado, tentando fazer com que Lílian se sentisse o melhor possível. Chegaram mesmo a discutir, pois Tiago não queria que Lílian trabalhasse durante a gravidez.

- Você só pode estar brincando, Tiago. - Lílian disse, irritada. - Eu gosto do meu trabalho, e nunca me senti tão bem disposta. E não adianta discutir.

Antes da gravidez, Tiago sempre comentava, mesmo que brevemente, suas ações e a dos outros aurores: quem eles haviam prendido, quem conseguia escapar da prisão graças à álibis, ou conseguia provar a inocência. Agora, evitava que Lílian ficasse sabendo desses fatos, preferindo calar-se e desabafar com Sirius. Mas ele se esquecia que a esposa também trabalhava para o Ministério, e tinha meios próprios de se informar. E foi assim que ficou sabendo da prisão de Igor Karkarof, no início do inverno. Berta Jorkins espalhou a notícia para quem quisesse ouvir, em todo o departamento, os detalhes. E por meio da colega, ficou sabendo que Moody havia encurralado Karkarof, com a ajuda de Tiago.

- Pensei que o Tiago tivesse contado para você, Lílian . - Berta comentou, inocentemente, ao ver a cara de espanto de Lílian.

- Ele não tem conversado mais comigo os assuntos do serviço dele, Berta. Tem me tratado como uma criança, por causa da gravidez.

- Todos os homens agem assim, Lílian - Arabella entrou na conversa das duas funcionárias - Meu marido também não queria que eu trabalhasse durante a minha primeira gravidez.

- O Tiago tem agido como um idiota. Parece que eu estou doente, e não grávida.

- Relaxa, Lílian, e prove que ele está enganado. Em pouco tempo, ele muda de atitude.

Mas Tiago não parecia muito disposto a conversar com Lílian sobre o seu trabalho, e sobre as prisões que o Ministério estava efetuando. Por fim, ela resolveu relevar o assunto, pelo menos enquanto estivesse grávida.

Além da sua própria gravidez, novidades surgiram naqueles dias. Denise finalmente conseguira uma vaga no Ministério, no Departamento de Execução das Leis da Magia. Era auxiliar de Elayne McKinnon, secretária de Bartolomeu Crouch. Agora, todos os dias na hora do almoço, Lílian e Denise saíam juntas, principalmente para fazer compras no Beco Diagonal.

Faltavam poucos dias para o Natal, e as duas, como sempre faziam, se dirigiram ao Caldeirão Furado, para almoçar. Dali, iriam percorrer algumas lojas, atrás dos presentes, e Lílian queria começar a preparar o enxoval do bebê. Denise permaneceu quieta a maior parte do percurso. Somente quando chegaram ao restaurante, e se sentaram, Lílian percebeu que a amiga não estava bem. Parecia que havia chorado a manhã inteira.

- Denise, algum problema?

A amiga a encarou, e começou a chorar. No meio dos soluços, tentou explicar o que estava acontecendo.

- Ai, Lilian...eu não queria...meu pai vai me matar...como eu pude me esquecer?

- Se esquecer do quê, Denise? E por que seu pai te mataria?

Denise deu um longo suspiro, e parou de chorar.

- Eu estou grávida, Lílian, e não sei o que fazer.

- Você já contou ao Frank?

- Ainda não. Você é a primeira a saber...

Lílian sorriu para a amiga, ecorajando-a.

- Mas ele precisa saber, Denise. Quanto tempo você acha que vai conseguir esconder?

- Mas eu estou morrendo de medo, Lílian. Eu não queria engravidar agora...

- Estar grávida, ter um bebê, é uma coisa maravilhosa...você devia estar pulando de alegria...

- Você diz isso por que é casada, é natural que ficasse grávida...

- Conversa com o Frank, Denise. Tenho certeza que ele vai ficar muito feliz. Todo homem sonha em ter um filho.

Denise consegui esboçar um sorriso, e sentir-se melhor. E quando entraram numa loja de artigos para bebê, não conseguiu conter-se, e , juntamente com Lílian, começou a comprar peças para o enxoval.


Isabella chegou à Inglaterra no começo do verão. Não era o que imaginava para sua vida, voltar à sua terra natal, sentindo-se um fracasso. Se pudesse voltar no tempo, e evitar todos os erros cometidos nos últimos anos...Mas era inútil pensar assim. O casamento não dera certo, e a separação havia sido o melhor caminho. E Isabella não pensou duas vezes ao voltar para casa.

Uma vez, sua tia-avó ( por quem fora criada, após a morte da mãe ), lhe disse que normalmente os casamentos mistos eram muito mais difíceis de se manter. Isabella, porém, imaginava que pudesse repetir a história dos seus pais. A mãe, bruxa, conhecera seu pai na Itália, durante as férias. E ele, perdido de amor por uma garota inglesa, estranha e misteriosa, não hesitara em deixar seu país, atrás da sua paixão. E, durante os poucos anos que viveram juntos, foram felizes. Havia amor e companheirismo entre os dois, o que faltara a Isabella e seu marido.

Agora, era vez de retomar sua vida própria, e viver, finalmente, como bruxa. Tinha certeza que seus poderes haviam enfraquecido, em função do pouco uso deles nos últimos anos. A cada dia que passava, tinha a impressão de que se transformaria em trouxa ( o que era impossível, logicamente). Precisava de um emprego, e talvez a experiência como jornalista em uma revista italiana, para trouxas, pudesse servir para alguma coisa.

Dois dias após sua chegada, numa tarde de sábado, foi até a casa de Lílian e Tiago. Fazia mais de um ano que não via os amigos, mas nos últimos meses a troca de cartas fora intensificada, principalmente por causa das novidades. Denise e Lílian estavam grávidas, com uma diferença de pouco mais de dois meses.

Tocou a campainha, e Tiago atendeu a porta, todo sorridente:

- Ah, pensei que tivesse se esquecido de nós, Isabella.

- Nunca, jamais Tiago. - Isabella riu, e entrou na casa. Lílian, ao ouvir a voz da amiga, desceu as escadas, quase correndo. Ela praticamente não havia engordado durante toda a gravidez, exibindo apenas a barriga, saliente. As duas se abraçaram, como se ainda fossem adolescentes.

- Sua sumida!- Lílian exclamou, sorrindo.

- Sumida, mas não esqueci vocês. - Isabella deu um passo para trás, a fim de ver melhor Lílian - Quer dizer que você vai ser a primeira mãe da turma?

- Bem, todos apostaram que seria você, Bella...

As duas sentaram-se no sofá, e Lílian começou a colocar-se Isabella a par de todas as novidades dos últimos meses: sua gravidez , o casamento de Denise, o noivado de Sirius e Nancy, o namoro de Remo e Lyra.

- E o Pedro, continua sozinho?

- Esse não tem jeito, Isabella - Tiago deu uma risadinha maliciosa - Cada dia eu o vejo com uma mulher diferente.

Lílian fez questão que Isabella ficasse para jantar. Já estavam na sobremesa, quando ouviram um forte ronco de motor no portão. Tiago levantou-se, e abriu a porta.

- Que barulho foi esse? - Isabella perguntou, curiosa.

- Provavelmente, o Sirius...- Lílian riu da expressão intrigada de Isabella - Ele comprou uma moto voadora...

- Ele é louco?

- Acho que sim...

Sirius entrou na sala, acompanhado de Nancy. O rapaz continuava o mesmo, observou Isabella. Sirius ficou surpreso de encontrá-la ali.

- Há quanto tempo, hein?

- Bastante. - Isabella não consegui falar muita coisa. Um calor subiu pelo seu corpo, e sentiu seu rosto corar, quando Sirius aproximou-se. Nancy apenas observou a reação de Isabella, e sentiu vontade de ir embora, arrastando o noivo. Pensava que nunca mais tivesse que concorrer com ela. Por que não continuou na Itália, longe de Sirius?

- E o meu afilhado, Lílian? Cuidando bem dele?

- Nosso afilhado, Sirius . - Isabella recuperou o autocontrole, e voltou a agir com naturalidade - A Lílian e o Tiago me convidaram para ser a madrinha, e eu aceitei.

Isabella sorriu, inocentemente maliciosa, observando a reação de Sirius e Nancy. Enquanto o rapaz pareceu-lhe levemente surpreso, sua noiva parecia explodir por dentro, deixando transparecer, no sorriso forçado, uma onda de indignação.

- E o nome, vocês já escolheram? Sirius resolveu desviar um pouco o assunto.

- Ah, sim - Tiago respondeu, empolgado - Se for menina, vai se chamar Alice.

- E se for menino, será Harry. - Lílian completou, orgulhosa.


O bebê dos Potter nasceu na manhã do dia 31 de julho, do ano de 1980. O parto, embora demorado, foi tranquilo. Tiago passou todo o tempo no hospital, esperando o nascimento do filho. Estava acompanhado da sua mãe e de Sirius. Finalmente, uma enfermeira entrou na sala de espera.

- Sr Potter?

Tiago virou-se para a mulher, ansioso.

- Então?

- Seu filho acabou de nascer. É um menino bastante saudável.

Emily abraçou e beijou o filho, ao mesmo tempo que Tiago recebeu um generoso tapa nas costas, de Sirius.

- E a minha esposa?

- Ela está bem, acabou de adormecer.

- Posso ver o bebê?

- Claro, me acompanhe por favor.

Os três seguiram a enfermeira, que entrou numa porta a esquerda do corredor. Em frente, protegido por uma parede de vidro, estava o berçário, repleto de bebês chorões. A moça pegou um embrulhinho miúdo, e o exibiu para Tiago. Era um bebê miúdo, branquinho, mas com cabelos muito escuros. Não havia como negar, pensou Tiago, emocionado. Era o seu filho, sua cara, seus cabelos. Infelizmente, a cor dos olhos ainda era difícil de definir, embora Emily, com toda sua experiência, garantisse que iriam ficar claros, como os da mãe.

Horas depois, Tiago entrou sozinho no quarto de Lílian. Ela já estava acordada, e parecia bem disposta. Ela já estava com o bebê nos braços, tentando fazê-lo mamar. Nunca vira a mulher tão linda e radiante.

- Olha só, Harry, papai chegou - Lílian murmurou, baixinho, para o filho - Tiago, ele não é lindo?

Tiago aproximou-se do filho, que observava tudo atentamente. Lílian ofereceu o bebê ao marido, que muito desajeitadamente o pegou no colo. Sorria feito uma criança, que acabara de ganhar seu presente de Natal.

- Seja bem vindo, Harry Potter.

Cerca de dois meses após o nascimento de Harry, Denise também deu à luz a um menino. Ela e Frank deram-lhe o nome de Neville. Ao contrário do bebê dos Potter, ele era gordinho, e tinha um rosto bastante redondo. Parecia um daqueles bebês de comercial, na opinião de Lílian, ao conhecer o filho da amiga.

- Já imaginou, Lílian, daqui alguns anos? Nossos filhos juntos, em Hogwarts?

- Ainda tem muito tempo pela frente, Denise - Lílian sorriu, não havia lhe ocorrido essa idéia.

- Eu sei...é a nova geração, Lílian. Estamos começando a ficar velhas.

As duas deram risadas, observando seus bebês. Dois meninos lindos e espertos, com toda uma infância ainda pela frente.

Capítulo 6...

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