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CAPÍTULO VI
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As damas andavam inquietas e impacientes para voltar para casa. Estavam ansiosas para seguir o rastro do reverendo James Crawley. A determinação delas para encontrá-lo, puni-lo e pegar de volta o dinheiro não diminuíra nem um pouco. Crawley não conseguiria se safar de um crime daqueles, declararam, ainda mais quando achavam que nenhum homem era capaz de enganá-las.
Alice e Victoria haviam escrito para o maior número de conhecidas que sabiam ler, mas tinham especificado nas cartas que qualquer resposta deveria ser mandada para Londres, pois não esperavam permanecer em Bruxelas por muito mais tempo. Estavam ávidas para descobrir se já haviam recebido algum retorno.
As mulheres fizeram uma reunião na cozinha certa tarde enquanto o sargento McCarty estava com o Sr. Smith. Precisavam discutir alguns pormenores primeiro. Todas elas, com exceção de Isabella, conheciam muitos homens de Bruxelas. E Alice e Rosalie tinham o hábito de calcular as medidas de um homem sem precisar de uma fita métrica. Elas conversaram sobre as roupas de que o Sr. Smith precisaria para andar mais livremente pela casa e, por fim, partir. Tomaram para si a tarefa de obter vestimentas de várias fontes. E Angela conseguiria alguém que doasse, ou ao menos emprestasse, um par de muletas.
Contudo, havia um problema muito maior a ser resolvido, é claro, antes que estivessem enfim livres para ir embora de Bruxelas.
– Ele ainda não consegue se lembrar de nada do que aconteceu antes de acordar aqui, certo? – indagou Rosalie. – Portanto, não temos nenhum lugar para onde mandá-lo e ele não tem nenhum lugar para ir.
– De qualquer modo, o homem ainda nem consegue caminhar – observou Angela.
– E estará mais fraco do que um bebê depois de ter passado mais de uma semana na cama – acrescentou Victoria.
– É um homem muito, muito encantador – comentou Alice com um suspiro. – Mas às vezes tenho vontade de mandá-lo para o inferno.
– Se pudesse voltar no tempo e fazer as coisas de modo diferente, eu o teria deixado nos portões de Namur – disse Bella. – Alguém teria cuidado dele. E ele teria sido reconhecido como um oficial assim que recuperasse a consciência.
Alguém teria tomado para si a responsabilidade de descobrir quem era, só que ela não teria suportado abandoná-lo. E agora não conseguia suportar ouvi-lo falar de si mesmo como um fardo.
– Meu Deus, mas como ele é bonito – disse Angela com um suspiro. – Estou prestes a me apaixonar pelo homem.
– Todas estamos, Angie, embora não seja apenas pela aparência dele, não é? – comentou Rosalie. – Ele tem um brilho malandro nos olhos. Não, não lamente tê-lo trazido para cá, Bella. Não me ressinto da presença dele aqui nos últimos dez dias... e o mesmo vale para Emmett McCarty.
– Mas logo vamos ter que fazer algo a respeito dos dois, Rose – advertiu Alice. – Não podemos ficar aqui para sempre. Estou com tanta saudade da Inglaterra que tenho vontade de gritar.
– Alguma sugestão sobre o que fazer com o Sr. Smith? – perguntou Victoria.
– Poderíamos sair e bater em cada porta da rua para ver se alguém perdeu um belo cavalheiro de olhos travessos e nariz aristocrático – sugeriu Angela.
As cinco riram.
– Poderíamos convidá-lo para trabalhar conosco em Londres – sugeriu Rosalie. – Ele poderia trabalhar enquanto saíssemos para perseguir Crawley.
– As damas fariam fila por toda a rua até dobrar a esquina – afirmou Victoria. – Nossos clientes não conseguiriam chegar nem perto da porta quando voltássemos para Londres.
– Nesse caso, poderíamos cobrar uma porcentagem dos ganhos dele para pagar o aluguel – foi a vez de Alice. – Logo estaríamos ricas o bastante para comprar duas pensões.
Ao menos as mulheres tinham um senso de humor afiado, pensou Isabella quando todas voltaram a gargalhar. Na realidade, as perspectivas eram desoladoras. Havia pouquíssimas chances de encontrarem James Crawley e, mesmo se isso acontecesse, era pouco provável que recuperassem algum dinheiro. Ainda assim, ela sabia que o orgulho e a indignação fariam com que as mulheres fossem atrás do reverendo de qualquer modo. Estariam duas vezes mais pobres quando enfim admitissem a derrota e voltassem para o trabalho.
Felizmente eram capazes de rir de si mesmas.
– Acho que às vezes esquecemos que o Sr. Smith perdeu a memória, mas não a inteligência. Ele está se recuperando dos ferimentos e não acredito que vá se contentar em permanecer na cama ou dependente de nós por muito mais tempo. Talvez não caiba a nós decidir o que fazer com ele. Talvez o homem tenha algumas ideias próprias a esse respeito.
– O pobre querido... – disse Angela. – Talvez ele ande para cima e para baixo em cada rua da cidade, batendo nas portas.
– Ele será agarrado pela primeira mulher que abrir a porta – arriscou Rosalie com um suspiro. – Mas acho que deveríamos, sim, perguntar a ele.
– Eu farei isso – ofereceu-se Isabella. – Sentarei ao lado dele por um tempo esta noite enquanto vocês trabalham. Se o Sr. Smith não tiver nenhuma ideia, então voltaremos a nos reunir para pensar. Se conseguirmos resolver logo o problema dele, poderemos concentrar nossos esforços em obter algum dinheiro para ir atrás do Sr. Crawley.
Ela odiava pensar no Sr. Smith como um problema. Também odiava pensar no dia, bem próximo agora, em que ele não precisaria mais delas e iria embora.
– Minha ideia favorita ainda é escalar a hera na calada da noite e pegar suas joias, Bella – disse Rosalie, provocando risadas gerais.
Bella riu também e levou as xícaras vazias, os pires e pratos para a tina de lavar.
Quando levou a refeição da noite a Edward, Angela avisou que ele teria um par de muletas na manhã seguinte. Ele lhe falou que tinha vontade de beijá-la só por ouvir isso.
– E de onde estão vindo? – perguntou Edward.
– Não se preocupe, conheço alguém.
Mais tarde, Rosalie disse quase o mesmo ao recolher a bandeja e lhe informar que logo ele teria algumas roupas, talvez no dia seguinte mesmo.
– Conhecemos pessoas – respondeu, assumindo a típica pose de mãos nos quadris e seios projetados para a frente, e piscou para ele.
Naquela noite, Edward ouviu a porta da rua se abrir e fechar e o barulho de vozes masculinas se misturando a risadas femininas. Emmett contara a ele que havia jogos de cartas na casa toda noite; as damas cuidavam das apostas e agiam como anfitriãs. Porém, o toque de recolher era obrigatório à uma da manhã. A partir de então, elas se dedicavam ao outro lado de sua profissão.
Como não adiantava nada ficar remoendo os problemas o tempo inteiro, Edward escolheu se divertir de novo com o fato de ter recebido abrigo em um bordel e ser sustentado ali. Estava muito claro para ele de onde viriam as muletas e as roupas. As damas com certeza não iriam comprá-las. Por um lado, era um alívio; por outro, continuava sendo uma situação desconfortável se ele se permitisse pensar a respeito.
Edward optou por rir daquilo.
Um dia, depois que recobrasse a memória e retomasse sua vida normal, olharia para trás, para aquele momento, e gargalharia. Pelo menos conseguiria se deslocar pelo quarto no dia seguinte. Se algumas roupas também já houvessem chegado, ele talvez conseguisse até sair do cômodo. Quem sabe em alguns dias poderia deixar a casa em busca de sua identidade. Seria uma tarefa hercúlea se levasse em consideração que estava em uma cidade estrangeira, de onde aparentemente a maior parte dos visitantes britânicos já partira ou para seguir os exércitos até Paris ou para voltar à Inglaterra. Mas ao menos ele conseguiria fazer alguma coisa.
Talvez então tivesse mais sucesso em afastar o pânico.
Voltara a acordar de um cochilo naquela tarde com o mesmo pânico, preocupado com a carta.
Mas que diabos, que carta? Edward desconfiava de que, caso se lembrasse dessa resposta, todo o resto voltaria. Entretanto, só o que retornou foi o latejar familiar de uma dor de cabeça.
Ainda estava olhando para cima quando a porta do quarto foi aberta e entrou Isabella Swan. Ele prendeu a respiração. Ela estava usando um vestido simples, em cetim azul-pálido. Mas, é claro, não precisava de nada elaborado. O decote baixo e a cintura alta destacavam o colo elegante. Pregas de tecido macio e sedoso deslizavam pelas curvas atraentes e pelas pernas bem torneadas. Isabella arrumara o cabelo de um modo ainda mais belo do que o normal: estava erguido em tranças finas e cachos, com algumas poucas mechas roçando o pescoço e as têmporas.
Edward não tinha certeza se o rosado em suas faces era natural ou resultado de uma aplicação bem-feita de cosméticos. De qualquer forma, ela parecia mais atraente do que nunca. Ele a estava vendo pela primeira vez usando roupas de trabalho, pensou. Realmente teria preferido não ver. Deu-se conta de que, naquele dia mesmo, havia chamado as outras damas pelos primeiros nomes, mas sempre a chamava de Srta. Swan. Não gostava de pensar nela como uma prostituta.
– Boa noite. Está se sentindo negligenciado?
– Na verdade, me sinto mais como uma baleia encalhada – retrucou Edward. – Mas soube que devo receber muletas e roupas amanhã. Não tem ideia de como me sinto grato a todas.
– Ficamos felizes em poder ajudar.
Ela sorriu.
– A senhorita não está trabalhando? – perguntou Edward, e logo desejou não ter feito isso.
– Não esta noite. Vim me sentar com o senhor por um tempo. Posso?
Ele indicou a cadeira com uma das mãos e Isabella se sentou com a habitual graciosidade, em seus modos de dama. Quando ouviu gargalhadas no andar de baixo, Edward ficou satisfeito por ela não estar lá.
– Vai se sentir feliz por poder se locomover novamente e recuperar suas forças – comentou Isabella.
– Mais do que a senhorita é capaz de imaginar. Prometo que não serei um fardo por muito mais tempo. Assim que conseguir andar com uma velocidade razoável, assim que estiver decentemente vestido, vou embora em busca de quem sou e do lugar de onde vim.
– Vai? Estávamos conversando esta tarde mesmo sobre como podemos ajudá-lo, mas então nos ocorreu que talvez o senhor tivesse ideias próprias a respeito. O que pretende fazer? Como vai descobrir quem é?
– Ainda deve haver alguns militares aqui e também alguns membros da nobreza. Alguém pode me reconhecer, ou talvez exista algum registro do meu desaparecimento. Se não conseguir encontrar nenhuma resposta aqui, acharei um modo de seguir para Haia. Há uma embaixada britânica lá. Eles me ajudarão, nem que seja me mandando de volta para a Inglaterra.
– Ah, então o senhor realmente tem planos. – Ela o encarou com os adoráveis olhos castanhos. – Mas não há pressa. Não ache que precisa sair correndo daqui. Esta é a sua casa pelo tempo que precisar.
Edward sentiu um súbito desejo por ela.
– Pelo contrário – replicou ele. – Já estou aqui há quase duas semanas, sem nenhuma noção da minha identidade ou do lugar de onde vim, enquanto as pessoas provavelmente estão procurando por mim e pensando o pior. E, talvez o mais importante, vocês devem estar ansiosas para voltar à Inglaterra. Já as mantive aqui por tempo demais.
– Estamos felizes por tê-lo aqui e eu sentirei sua falta quando se for.
"Estamos felizes", mas "sentirei sua falta": não escapou a Edward a mudança do pronome. E ele também sentiria falta dela.
Sem pensar, Edward estendeu a mão em sua direção. Isabella ficou olhando para ela por alguns instantes e ele pensou se poderia recolhê-la sem tornar tudo ainda mais constrangedor. Ela se inclinou para a frente e pousou a mão na dele. Era cálida e esguia, a pele macia, e provocou um arrepio em ambos. Edward fechou os dedos ao redor.
– Vou encontrá-la de novo algum dia e descobrir um modo de pagar, ao menos em parte, o débito que tenho com a senhorita. Não há como pagá-la pela minha vida, é claro.
– O senhor não me deve nada – falou Isabella, e subitamente Edward se deu conta de que o brilho nos olhos da jovem era de lágrimas represadas.
Ele devia ter soltado a mão dela, então, e mudado de assunto. Havia um grande número de assuntos sobre o qual poderia ter conversado com segurança. Poderia ter lhe pedido que lesse mais de Joseph Andrews. Em vez disso, apertou a mão de Isabella com mais força.
– Venha cá – disse baixinho.
Ela pareceu assustada por um instante e Edward pensou que recusaria – o que poderia até ser bom, considerando o nível de tensão no quarto. Porém, Isabella se levantou e se sentou na beira da cama, o tempo todo segurando a mão dele. Ainda estava longe demais. Parecia haver menos ar no quarto do que pouco tempo antes.
O olfato dele foi atiçado por um aroma que, Edward se deu conta, sempre associara a ela.
– Rosas?
– Gardênia. – Ela baixou os olhos, agora arregalados, para encontrar os dele. – É o único perfume que já usei. Meu pai costumava me dar um vidro todo aniversário.
Edward inspirou lentamente.
– Gosta? – perguntou Isabella, e de repente ocorreu a ele que a jovem estava flertando daquele modo bem sutil.
Teria orquestrado toda a cena?
– Gosto.
Edward observou-a umedecer o lábio superior, a língua passando devagar de um canto a outro. Ele fixou os olhos naquele movimento. Isabella tinha os lábios mais macios e desejáveis que já vira, ao menos era o que achava, já que não tinha como saber ao certo.
– Srta. Swan, eu não deveria tê-la convidado a se aproximar tanto. Temo estar prestes a me aproveitar de sua bondade ao vir se sentar comigo. Estou prestes a beijá-la. É melhor voltar para a sua cadeira, ou até mesmo sair novamente, se me considera impertinente ou presunçoso.
Os olhos dela ficaram ainda maiores, se é que isso era possível. As faces mais rosadas. Os lábios se entreabriram, mas Isabella não se moveu.
Faço muito bem o papel de inocente, não concorda? Ela lhe dissera essas palavras algum tempo antes e Edward já havia concordado na época. Agora, concordava cem vezes mais.
– Não o considero presunçoso – respondeu num sussurro.
Edward soltou a mão dela e pegou-a pelos braços e viu que estavam arrepiados. Ele os acariciou por um tempo e puxou-a para baixo.
Isabella apoiou as mãos no peito de Edward quando os lábios dos dois se tocaram. Ele beijou-a com suavidade, os lábios se movendo sobre os dela, primeiro fechados, então abertos. Ela não se mexeu para interromper o beijo, como ele imaginara que fosse acontecer, sorrindo provocantemente e escapando escada abaixo para atender aos clientes pagantes, por pior que fosse aquele pensamento.
Edward se permitiu perder um pouco mais do controle e aprofundou o beijo. Passou os braços ao redor dela e os seios encostaram em seu peito. Ele beijou-a com mais avidez, a língua penetrando mais fundo na boca. Podia sentir uma das tranças finas dos cabelos dela roçando a lateral do próprio rosto. Isabella era tão linda quanto ele sempre achara que fosse. Mesmo em um encontro relativamente casto como aquele, era uma mulher sedutora.
Ainda assim, Edward percebeu que, a princípio, ela beijava como uma jovem inocente, os lábios fechados, um pouco projetados para a frente, abrindo-os apenas quando ele os provocou com a língua. Era muito atraente. A ilusão de inocência se mesclava à sua sensualidade ardente e real em uma mistura explosiva. Edward sentia-se muito mais excitado do que seria aceitável naquelas circunstâncias. Mas, por enquanto, não se preocupava com isso.
Ela afastou a cabeça depois de um longo tempo e baixou os olhos para ele, as pálpebras semicerradas, a expressão questionadora. Quando Edward voltou a puxar a cabeça dela para baixo, beijou-a com mais gentileza, invadindo-lhe a boca aos poucos. Foi Edward quem se afastou por fim, embora com a mais profunda relutância, se sentindo marcado à brasa pelo fogo que o consumia.
– Peço desculpas. Provavelmente isso não foi muito empolgante para a senhorita, que esperava por uma noite livre. E não posso nem pagar pelos seus serviços, quer cobre alguns centavos ou centenas de libras. Além do mais, gosto da senhorita e não me aproveitaria de sua boa natureza.
Ele viu o que talvez fosse perplexidade nos olhos de Isabella e, logo, mais alguma coisa. Ela abaixou mais a cabeça e pousou-a no ombro dele. Edward permitiu que a jovem se apoiasse novamente em seu peito. Os cabelos dela faziam cócegas no queixo e no nariz dele. Iria sofrer por aquela tolice, pensou Edward. Devia algo melhor do que isso a Isabella. Teria sorte se a amizade deles – havia uma espécie de amizade – sobrevivesse ao que estavam fazendo.
Porém, antes que pudesse sofrer os arrependimentos do dia seguinte, precisava lidar com o desconforto daquela noite: estava rígido de desejo por ela.
Edward não tinha como saber havia quanto tempo estava sem uma mulher, mas parecia tempo demais. E ele desconfiava que não serviria qualquer mulher. Que o diabo o levasse, mas ele se permitira envolver por Isabella Swan. Ao que parecia, não tivera nada melhor para fazer com seu tempo e sua energia.
– Não estava pensando em nenhum pagamento – disse ela. – E o senhor não está se aproveitando de mim.
– Então deve ser o contrário – falou ele, rindo baixinho, tentando amenizar o momento. – A senhorita está se aproveitando de mim.
– Eu fiz isso? Não tive a intenção. Vou embora imediatamente.
Maldição, pensou Edward, ele a magoara. Não deveria ter mencionado a profissão dela. Isabella não estava ali com essa intenção, pois sabia que ele não tinha nenhum meio de pagá-la.
Edward segurou-a pelos braços quando ela estava prestes a erguer o corpo.
– Isabella, não vá. Por favor, não vá. Eu só queria saber se não a estava ofendendo... mas parece que foi o que fiz de qualquer modo. Pode me perdoar?
Ela assentiu e Edward passou uma das mãos por sua nuca e puxou-a para beijá-la de novo.
– Fique comigo? – pediu ele contra os lábios dela. Edward a ouviu engolir em seco.
– Sim.
– Essa porta tem tranca?
– Tem.
– Tranque-a, então.
Isabella se levantou e ficou parada por alguns instantes de costas para ele depois de trancar a porta.
Fariam amor, pensou, e não se sentiria culpado. Ela acabara de dizer que não pensara em pagamento, pois sentia uma vontade sincera de estar com ele. Muito bem, então. Se ela o desejava como ele a desejava, os dois teriam prazer juntos e se separariam amigavelmente assim que Edward estivesse forte o bastante para partir. E deixariam lembranças agradáveis um para o outro.
Entretanto, quando Isabella se virou e Edward viu o rubor de suas faces, ela parecia de fato a inocente que fingia ser e ele se sentiu ligeiramente pecaminoso por desejá-la de maneira tão desesperada.
Olha, parece besteira, mas o tanto que eu adicionei nesse capítulo não é brincadeira. Nesse e no próximo, na verdade, pois achei as palavras secas demais e não passavam a devida emoção para o leitor, espero que sintam mais cativados com umas coisinhas a mais. Apareçam, minhas belezas, e até o próximo!
