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CAPÍTULO XVI
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A ideia lhe surgira apenas ao olhar para Bella e falar com ela. Embora tivesse consciência de que poderia se arrepender de suas palavras quando tivesse a chance de pensar sobre elas em um estado mental mais ponderado – àquela altura, Edward sabia que provavelmente sempre fora uma pessoa impulsiva –, agora não lamentava.
Não apenas a beleza dela colocara a ideia em sua mente, ou aquela oportunidade perfeita de estarem sozinhos em uma ilha. E com certeza não era apenas desejo, embora Edward soubesse que a desejava de forma intensa – sempre a desejara. Dissera a verdade a Isabella: Mal conseguia olhá-la sem se lembrar daquela noite. Se o que haviam tido juntos parecera ligeiramente pecaminoso na época, agora parecia pecaminoso demais. A noite mudara o relacionamento deles para pior e, por consequência, as lembranças que teriam um do outro. Antes disso, houvera algo doce entre os dois – amizade, talvez um pouco mais – e Edward queria muito se lembrar de Bella como a vira antes, queria sentir o que sentira ao conhecê-la. Queria que ela se recordasse dele como o homem de quem gostara a ponto de se sentar junto mesmo quando não era necessário cuidar dos ferimentos. Eles precisavam se perdoar por aquela noite em Bruxelas.
Isabella o encarava com os olhos arregalados, a cabeça ainda inclinada por cima do ombro.
– Está louco?
– Por acreditar que dois erros poderão gerar um acerto? Talvez. Embora o afeto estivesse mesclado com desejo na última vez, não se esqueça de que eu era um homem me deitando com uma prostituta. Odeio até mesmo pensar nisso, mas é verdade, implica coisas terríveis a meu respeito. Eu me ressenti ao descobrir a mentira. E isso depois de eu tê-la decepcionado. Era a sua primeira vez e eu a transformei em uma experiência terrível.
– Não se pode culpá-lo inteiramente. Você não me seduziu. Na verdade, foi o contrário. Deixei que você acreditasse que eu trabalhava lá e estava disponível naquela noite. Depois, fui tão... desajeitada. Bem, não importa.
De repente, ao olhar para Bella, Edward se deu conta de que ela era a perfeita dama bem-criada, vestida com bom gosto, na moda, em um vestido de musselina, os cabelos bem penteados e brilhantes sob um chapéu com aba estreita de palha, a sombrinha com babados sobre a grama, ao lado da cesta. Ele devia a ela uma corte delicada, e não um convite para que se deitasse ali na grama, mas a vida de Bella não seguira rumos típicos. Nem a dele, desde o último dia 15 de junho.
Ela continuou a encará-lo. A distância entre os dois era de, talvez, 5 metros. O fio da conversa se rompera e houve um bom tempo de silêncio.
Edward tinha uma consciência crescente do sol que os aquecia, da água cintilando mais abaixo, dos insetos zumbindo na relva alta e de um único passarinho oculto cantando em uma das árvores. O olhar de Bella se desviou para algum ponto da relva entre eles.
– Não a tocarei sem a sua permissão – garantiu Edward. – Se preferir, esqueceremos tudo o que foi dito, nos sentaremos nesta manta e saborearemos o chá que Angela arrumou na cesta para nós. Depois, eu a levarei de volta para casa. Retornaremos à farsa e daremos o nosso melhor até chegar a hora de nos separar e tentar esquecer que algum dia nos conhecemos. A última coisa que desejo é piorar a situação.
Isabella abriu a boca para dizer algo, mas voltou a fechá-la. Baixou os olhos para as mãos espalmadas no colo e viradas para baixo. O rosto dela não estava à vista sob a aba do chapéu de palha.
– Não sei nada sobre... fazer amor. Sempre fui muito tolhida, com meu pai e com Lady Mallory... até conhecer James Crawley, mas ele nem sequer beijou minha mão. Eu não sabia o que estava fazendo naquela noite em Bruxelas com você. Não sei como tornar... agradável.
Edward fechou os olhos por um instante quando se deu conta de que seus sentimentos por Bella talvez fossem mais profundos do que ele se dispusera a admitir.
– Você não precisa saber – retrucou ele. – Eu sei. Quero deixá-la com lembranças mais felizes de mim. Quero levar comigo recordações mais felizes de você. Só me diga uma coisa, Bella... Houve consequências daquela noite? Já faz um mês. A esta altura você já saberia.
Ela ergueu os olhos e enrubesceu.
– Não.
– E também não haverá hoje – assegurou ele. – Eu lhe prometo. Deixe-me fazer amor com você.
Bella levantou um pouco o queixo e manteve os olhos fixos nos dele.
– Muito bem, então.
Ela caminhou na direção de Edward, parando a centímetros. Ele soltou o laço sob o queixo dela e deixou o chapéu cair no chão, segurou seu rosto entre as mãos e comprimiu a boca à dela.
Aquilo, é claro, não era um exercício clínico e sem paixão para acertar as coisas entre eles. A atração entre os dois estivera presente desde o primeiro momento e não enfraquecera com o tempo, embora o relacionamento houvesse tomado um rumo errado. Na verdade, era mais do que atração – sempre fora. Era um desejo profundo, uma paixão devastadora. Eles se desejavam e, agora que haviam decidido ter um ao outro, não existiam barreira de boas maneiras ou decoro para esfriar o calor que crescia entre os dois e nada tinha a ver com o sol.
Edward passou um braço com força pela cintura dela e levou a outra mão ao traseiro de Isabella, puxando-a com mais firmeza contra o próprio corpo e o beijo se tornou mais profundo. Edward invadiu a boca dela com a língua e a sugou, levando-o quase ao delírio e fazendo o coração bater forte, porém ele queria mais do que um desejo urgente e descuidado. Afastou a cabeça e a encarou, os olhos semicerrados pelo sol e pela proximidade dela. Bella retribuiu o olhar, os lábios úmidos e entreabertos, as pálpebras pesadas de desejo.
Ela era Bella. Era o anjo dele.
Ambos sorriram.
Ele beijou a testa dela, então as pálpebras, as têmporas, as bochechas e tentou abrandar a paixão entre os dois. Quando voltou a atenção para a boca de Bella, beijou-a com mais delicadeza, saboreando os lábios com a língua, mordiscando-os de leve. Ela fez o mesmo, com uma sensualidade suave e instintiva.
Edward ardia por Isabella.
Fazer amor sempre deveria ser uma atividade ao ar livre, pensou, sentindo o frescor da brisa e o calor do sol, vendo seu brilho através das pálpebras fechadas, ouvindo o som dos insetos na relva, consciente do solo macio e verde aos pés. E segurando uma mulher de ouro nos braços. Contudo, de repente, Edward lembrou que, dali, era possível ver a casa e isso significava que qualquer um que olhasse de lá também poderia vê-los. Não havia problema nisso – afinal, acreditava-se que fossem marido e mulher. Por outro lado, quando ele se ajoelhara na relva poucos minutos antes, tanto o lago quanto a casa haviam ficado ocultos pelos arbustos e árvores.
– É melhor nos deitarmos – comentou Edward contra os lábios dela.
– Sim.
Bella se deitou sobre a manta e arrumou as saias ao redor do corpo, como se para preservar o pudor, parecendo mais uma vez um pouco constrangida. Edward se apoiou em um dos joelhos ao lado dela e se debruçou para beijá-la com delicadeza. Ele tocou um dos seios de Bella através do tecido do vestido, segurou-o na mão e correu o polegar sobre o mamilo até senti-lo enrijecer sob o toque e vê-lo pressionar a musselina fina que o cobria. Edward levou a mão ao outro seio e a desceu pela barriga lisa e delicada até chegar ao vértice entre as coxas dela, encaixou a mão ali e beijou Bella mais uma vez antes de levantar a cabeça a uma distância que lhe permitisse encará-la.
Bella abriu um sorriso lento, quase preguiçoso e muito sensual. A mão de Edward continuou sua jornada para baixo, traçando os contornos das pernas dela. Então, ele levantou a saia com ambas as mãos até expor o corpo bem acima dos joelhos, mas não tão alto a ponto de fazê-la se sentir desconfortável. Tinham todo o tempo do mundo para que Bella aprendesse a se sentir à vontade naquela situação.
Ele tirou os sapatos e as meias dela, uma de cada vez, e jogou-os sobre a relva. Baixou a cabeça e começou a beijar os pés dela, os tornozelos, a parte interna dos joelhos e das coxas. Não foi além. Bella era uma mulher inexperiente e ele estava determinado a lhe dar prazer – a dar prazer aos dois. Não se arriscaria a chocá-la. Edward desceu o corpete do vestido de decote alto pelos ombros até que Rachel pudesse passar os braços pelas mangas. Ele levou a boca a um dos seios e logo ao outro enquanto ela lhe acariciava os cabelos e logo puxava a camisa dele para fora da calça. Isabella correu os dedos pelas costas de Edward, por baixo da roupa, deixando-o arrepiado, com a respiração suspensa.
Eles estavam se permitindo uma troca de carícias quase lânguida, o calor da paixão queimando abaixo da superfície até o momento de explodir. Não havia pressa. Paixão e prazer intenso.
– Hummm – fez ele, capturando a boca de Bella mais uma vez.
– Hummm – concordou ela.
Edward levantou a saia mais para o alto e deslizou a mão por baixo para acariciá-la enquanto a beijava. Ele passou o dedo de leve pela região mais íntima dela, sentindo o calor e a umidade crescente ali, tornando sua ereção mais rígida. Então sentiu a mão dela roçando seu membro, embora Bella não fizesse nenhuma tentativa de desabotoar a calça. Ele entrou mais fundo no âmago dela com dois dedos, sentindo que ela estava muito úmida, fazendo-o ter consciência de que o desejo que pulsava através do próprio corpo não poderia ser negado por mais tempo – não precisaria ser negado por mais tempo.
Ela estava pronta para recebê-lo.
– Quente e úmida... – comentou ele, mordiscando-lhe os lábios. – Tem ideia de como essa combinação é deliciosa para um homem que foi convidado para um banquete?
– Não é embaraçoso? – perguntou ela, com uma risadinha baixa e ofegante.
Edward achou sua ingenuidade estranhamente tocante. Como não percebera isso da outra vez? Mas a ocasião anterior não importava mais. O momento atual era tudo que importava. Ele tirou os dedos de dentro dela e voltou a colocá-los.
– É excitante – respondeu ele. – Um corpo de mulher pronto para o ato. Seu corpo está pronto para o meu.
– Oh – fez ela contra a boca dele.
Edward desabotoou a calça, abriu melhor a manta sob o corpo de Bella e se posicionou acima dela, baixando o peso aos poucos, ao mesmo tempo que abria as pernas da jovem com os joelhos.
– Bella – falou ele, ainda com a boca colada à dela, deslizando as mãos sob a amante e erguendo-a um pouco enquanto se posicionava para penetrá-la –, esta é a intimidade com você de que sempre vou me lembrar, que farei você lembrar. A outra recordação está curada e esquecida... para sempre.
Os lábios dela se curvaram em um sorriso que balançou o coração dele. Edward ergueu a cabeça, penetrando-a devagar, mas firme. Bella mordeu o lábio inferior e fechou os olhos enquanto ele entrava mais fundo. Edward se manteve imóvel dentro de Bella, que dobrou os joelhos, firmou os pés no chão e enrijeceu os músculos internos ao redor do membro dele. Então ele apoiou parte do peso do corpo nos braços. Mesmo naquele momento, quando o instinto o impelia ao clímax, à satisfação urgente, ele se concentrou no prazer do momento.
Ela era tão linda que parecia quase inacreditável – tanto os olhos quanto o corpo dele estavam plenamente conscientes disso. O dia de verão e a paisagem estavam perfeitos. Edward teve a estranha sensação de que os dois tinham recebido a bênção da natureza, como se fossem parte dela. Parte da beleza, da luz e do calor daquele cenário. Parte de sua abundância.
Ele se manteve imóvel dentro dela pelo máximo de tempo possível, deleitando-se com a sensação do corpo de Bella, sua beleza e seu perfume, por vê-la com os olhos abertos pesados de desejo e o sorriso sensual. Longos momentos de prazer que se aproximaram muito da agonia, mas que foram gloriosos, pois eram um prenúncio de que em breve – muito em breve – estariam se sentindo satisfeitos e em paz. Talvez até abençoados. Então os músculos internos dela se fecharam lentamente ao redor dele de novo, com força. Bella fechou os olhos e Edward soube que, para ela, não haveria alívio até que ele a levasse além da agonia.
Ele apoiou a cabeça ao lado da de Bella e começou a arremeter, indo e vindo sem parar, em movimentos firmes e lentos, observando as reações do corpo dela enquanto mantinha as próprias necessidades contidas para não correr o risco de terminar rápido demais e deixá-la insatisfeita e desapontada de novo. Isabella precisava ser satisfeita. Só assim ele conquistaria o perdão dela e se sentiria em paz. Depois de longos e gloriosos minutos, ambos estavam suados e arfantes por causa do sol e dos movimentos extenuantes, mas Bella não permaneceu passiva – nem mesmo no início, quando estava mais constrangida e despreparada.
Estranhamente, a inexperiência dela o inflamou ainda mais.
Porém, logo ela usava os músculos internos para acompanhar o ritmo dele, e os pés para erguer-se o suficiente do chão de modo a girar e mexer os quadris para aumentar a fricção e o prazer. Dar prazer a Bella era uma doce agonia. No fim, era apenas agonia.
Edward esperou até se certificar de que ela estava próxima do clímax. Então, quebrou o ritmo de propósito, confundindo-a, antes de penetrá-la mais rápido e com mais força. Ela arquejou e gemeu, o corpo tenso, até estremecer de prazer no mesmo instante em que deixou escapar um grito. Por mais agoniado que Edward se sentisse, foi um momento de redenção abençoada, era como se ele estivesse sujo e de repente houvesse se purificado. Isabella o abraçou com força enquanto estremecia até relaxar. Ele sabia que orgasmos femininos eram raros. Não sabia se antes era um homem que se preocupava tanto em dar prazer quanto em receber, mas de qualquer forma seu novo eu descobrira um segredo: O prazer do sexo era insuperável quando compartilhado com a parceira.
Bella ficou imóvel sob o corpo dele e Edward buscou o auge do próprio prazer, arremetendo rápido, com força e fundo até não conseguir mais se conter. Então saiu de dentro dela e seu alívio final se espalhou na grama, afinal a redenção teria pouco valor se ele a engravidasse sem querer.
Edward permaneceu deitado pesadamente sobre ela por um tempo, saboreando o prazer, percebendo que Bella fazia o mesmo, pelo modo como estava relaxada. Depois, saiu de cima dela e se deitou ao seu lado, um dos braços sobre os olhos para protegê-los do sol, a respiração e os batimentos cardíacos voltando aos poucos ao normal. A brisa fresca em seu rosto era como uma bênção. Ele buscou a mão de Bella e entrelaçou os dedos aos dela.
E agora?
Teria curado uma ferida apenas para abrir outra?
Ele se apaixonara por Isabella antes daquela noite em que haviam sido íntimos pela primeira vez, mas atribuíra os próprios sentimentos à fraqueza física que experimentava na época. Seu ato de agora parecera muito com fazer amor... fazer amor de verdade.
Pensaria nesse problema mais tarde. Então, se abandonou a um cochilo, embalado pela exaustão e pelo zumbido dos insetos.
Ela sentia a relva macia pinicando as pernas e os pés nus. O sol deixara seu vestido quente ao toque e aquecia seu rosto desprotegido, sem o chapéu e a sombrinha. Do lado direito, Bella sentia o calor extra que irradiava do corpo de Jonathan. Suas mãos entrelaçadas estavam suadas e dois pássaros voaram acima de suas cabeças.
Bella achava que jamais se sentira mais feliz na vida. Aliás, ela sabia que nunca chegara nem perto de sentir tamanha felicidade.
Estava apaixonada por Jonathan, provavelmente havia muito tempo, mas não permitiria que essa complicação estragasse sua alegria com aquele momento. Jonathan era de um mundo diferente. Vinha de uma escala social muito mais alta, desconfiava, mesmo levando em conta que a mãe dela tinha sido filha de um barão. E o mais importante: havia toda uma vida escondida em algum lugar na memória perdida dele e, mesmo que não incluísse uma esposa ou um compromisso sério, sem dúvida era rica em pessoas e experiências das quais Isabella não poderia fazer parte.
Era Jonathan Smith que ela amava.
Não sabia quem era o homem antigo, nem sequer o nome dele. Amava uma miragem, uma ilusão. A paixão não era e jamais poderia ser uma possibilidade. Era efêmera e temporária, e Bella estava satisfeita em deixar que permanecesse assim. Não se permitiria sofrer por amor quando ele se fosse. Em vez disso, iria simplesmente se lembrar dele. E agora tinha também a mais maravilhosa, a mais perfeita de todas as recordações possíveis para levar em um futuro no qual precisaria viver sem ele.
Que presente precioso era uma lembrança.
E Jonathan perdera as dele!
A enormidade disso voltou a atingi-la e Bella virou a cabeça para encará-lo. Jonathan a fitou com os olhos semicerrados e preguiçosos, as costas da mão descansando na testa.
– Não sei quanto a você, Bells, mas pareço ter tomado um banho de suor.
Ela esperara sentimentos doces e românticos? Bella riu baixinho.
– Você não sabia que damas não suam, Jonathan?
– Devo deixá-la aqui, então, com sua perfeição de dama, enquanto nado sozinho?
Ela apreciara o calor do sol, mas quando se virara um pouco para o lado dele sentira a musselina do vestido grudada às costas. Ao levantar a mão livre para afastar do rosto uma mecha de cabelo, sentiu que também estava úmida de suor, assim como a testa. O sol em que se banhara momentos atrás agora parecia quase opressivo.
– Provavelmente o lago é fundo demais para mim – falou, ainda que ansiasse por mergulhar. – Não sei nadar.
– A água é bem rasa na área ao redor do ancoradouro. E, mesmo que não saiba nadar, pode brincar.
Bella riu de novo.
– Eu nunca brinquei na água na vida.
Subitamente, sentiu um anseio por fazer isso, comportar-se como uma criança, divertir-se pelo simples... prazer de se divertir.
Jonathan se sentou, soltando a mão dela, e despiu a camisa. Então descalçou as botas e ficou de pé para tirar a calça. Ele sorriu para ela, apenas de roupa de baixo. A única imperfeição que Bella conseguia ver naquele corpo era a cicatriz já menos visível do ferimento na coxa esquerda. Jonathan tinha um corpo esculpido e proporcional e ela se lembrou de quando ele dissera que, se havia alguma imperfeição nela, não conseguia ver.
– Não está envergonhada, certo? – perguntou ele com um sorriso. – Já me viu usando menos roupa.
– Não estou envergonhada.
Por que deveria estar? Jonathan estivera dentro do corpo dela pouco tempo antes. Ainda se sentia sensível e agradavelmente dolorida no lugar de onde ele saíra.
– Se vamos brincar, esse vestido terá que sair do caminho, Bella. Ela se levantou e também ficou só com a roupa de baixo. Longe de estar constrangida, sentia-se leve, exuberante e livre. Pela primeira vez na vida, iria se banhar ao ar livre. Tirou os grampos e sacudiu os cabelos para soltá-los. Virou-se para Jonathan e riu de novo, sem nenhum motivo em particular a não ser a felicidade.
Ele a encarava com os olhos semicerrados.
– Estou pronta para brincar – anunciou ela.
– Mergulhe-me na água fria rapidamente antes que eu exploda.
Ainda rindo, Bella desceu à frente dele na direção do lago. Ela deu alguns gritinhos quando os pés nus encontraram pedras mais afiadas, porém seguiu adiante.
Pergunta respondida: sem consequências, as oscilações da Bellinha eram apenas sentimentos conflituosos com traumas do passado. Nos vemos na quarta! :)
