A resposta para o futuro está no passado.

Capítulo 02

Disclaimer: Todos os personagens pertencem à JK Rowling, exceto aqueles que você não reconhecer.

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Quando Harry chegou à Toca, ouviu-se uma grande festa. "Ainda bem que o Dumbledore deixou Harry passar essas últimas semanas de férias aqui" Gina pensou "Aqueles Dursley parecem ser os maiores trouxas do planeta". Gina havia percebido uma certa tensão em todos em sua casa, durante as férias. Claro, ela sabia que o mundo bruxo estava em perigo e houveram vários ataques durante os últimos meses. Tudo por causa daquele Voldemort....

Gina sentiu um arrepio na espinha ao pensar no verdadeiro nome do Lord das Trevas, Tom Riddle. Aquele seu "amigo", no primeiro ano em Hogwarts. Ele havia se aproveitado que Gina se sentia sozinha e fingira ser um confidente. Alguém com quem ela podia contar. E aos poucos, sem que ela percebesse, foi fazendo dela a mensageira do seu terror. Lágrimas afloravam dos olhos de Gina quando ela lembrava de como ela fora burra. Ah! Como ela morria de raiva de si mesma. Se não fosse por ela, nada daquilo teria acontecido. Ainda bem que ninguém tinha morrido! Senão, Gina nunca mais teria coragem de voltar a Hogwarts, sabendo que fora a responsável pela morte de alguém...

Claro que Gina sabia que nada disso tinha sido sua culpa, que Tom Riddle a havia usado e se aproveitado de sua inocência para espalhar o terror por Hogwarts. Mas mesmo assim ainda se sentia culpada. Achava que devia ter descoberto antes, que poderia ter feito alguma coisa... Ela própria quase havia morrido. Se não fosse pela coragem de Harry, indo resgata-la na Câmara Secreta, ela teria morrido.

É, ela devia muito ao Harry. Até mesmo sua própria vida, que ele havia salvado duas vezes. Sim, porque fora quando ele a resgatou da Câmara, ele ainda havia salvo, provavelmente, não só sua vida, mas a vida de muitos bruxos e trouxas naquela noite do dia das bruxas, quando sobrevivera ao ataque de Voldemort, mesmo sendo apenas um bebê. Muitas vezes Gina se perguntava o que, exatamente, teria acontecido naquela noite, para o Lord das Trevas ser reduzido a quase nada, enchendo todos os corações dos bruxos ao redor do mundo de paz e esperança.

Gina tinha suas próprias teorias sobre esse mistério. Ela achava que Lily, a mãe de Harry, havia feito um feitiço muito poderoso, provavelmente um daqueles bem antigos, para poder salvar a vida do filho. Afinal, ela já havia ouvido falar várias vezes na comunidade mágica que os sentimentos, a emoção que o bruxo coloca na hora de fazer o feitiço, pode ser sua salvação ou sua derrota. Que, se o bruxo controlasse bem as emoções do momento, poderia até mesmo multiplicar várias vezes o seu poder. Ora, Lily devia estar com os nervos à flor da pele quando o bruxo mais temido por todos quis matar seu filho. E ainda havia o amor incondicional de mãe que Lily tinha por Harry. Era só ela ter administrado bem tudo isso, combinado com o fato de ela ter morrido pelo Harry que havia como ela salvar Harry das mãos daquele imundo e asqueroso bruxo das trevas.

Um barulho de vidro quebrado fez Gina parar de sonhar com suas teorias e voltar à realidade, e quando ela lembrou que Harry estava lá, aquele arrepio, que ela conhecia muita bem, passeou por sua espinha. Ela tinha que descer, vencer sua timidez (que só aparecia quando Harry estava por perto) e cumprimentar o garoto com quem ela sonhava todas as noites da maneira mais casual possível. Dentro da cabeça dela, tudo muito fácil. Ela queria era ver na prática.



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Para sua surpresa, foi mais fácil do que ela pensava. Dera um bom dia a toda família Weasley que se apertava ao redor da mesa na pequena cozinha e um "Oi! Tudo bem?" para Harry tão simples e tão normal, sua voz não havia nem tremido, nem tinha corado. Lançou-lhe um sorriso e sentou-se para tomar seu café da manhã como fazia todos os dias.

Rony e Harry discutiram sobre Quadribol o tempo inteiro, e Gina até fez alguns comentários sobre o desempenho desse ou daquele artilheiro em tal jogo. É que Gina também adorava Quadribol. Sendo a única menina da casa, ela não tinha ninguém para conversar a não ser que o assunto fosse quadribol, então ela, depois de tanto ouvir sobre, acabou se tornando uma especialista no assunto. E não jogava mal, não. A posição que mais gostava quando jogava no quintal de sua casa, usando maçãs como Goles, era a de artilheira. Claro, que nos outros anos, quando Harry fora visitar a Toca, ela não havia nem pegado numa vassoura, pois morria de vergonha. Mas esse ano seria diferente. Ah, seria!

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