A resposta para o futuro está no passado.
Capítulo 04
Disclaimer: Todos os personagens pertencem à JK Rowling, exceto aqueles que você não reconhecer.
*~*
Finalmente, as férias acabaram e chegou a hora de voltar para Hogwarts. Durante os últimos dias das férias, Harry e Gina continuaram com o plano, sempre defendendo que Hermione tinha perdido uma grande oportunidade ao não ir visitar o Krum na Bulgária, sim. Rony ficava muito bravo, até o dia que Gina, numa das discussões, disse:
"Rony, ela devia ter ido porque esse Krum parece gostar dela! Não há ninguém aqui que goste dela desse jeito... ou será que tem? Porque, se você souber quem é esse menino, fala para ele que ele está perdendo tempo. Krum não vai ser o único a notar a Mione."
E, depois disso, Rony começou a pensar seriamente em como ele realmente se sentia sobre a amiga. Gina sabia que o plano começava a dar seus primeiros frutos. Era bom que seu irmão visse que alguém poderia roubar a Hermione dele, se ele demorasse muito.
Ao ver a locomotiva vermelha na plataforma 9 ¾ , Gina sentiu uma alegria invadi-la: iria voltar para Hogwarts, e rever o castelo! Ela amava sua casa, mas Hogwarts era para ela um segundo lar, um lugar onde ela se sentia protegida, mas independente. Na sua casa, ela era superprotegida, por ser a única garota e a mais nova. Mas em Hogwarts ela era simplesmente Virgínia Weasley, uma garota que iria começar seu 4o ano, que não tinha nem médias muito boas, nem muito ruins. Podia escolher comer o que quisesse, quanto quisesse. Gina tinha alguns amigos que também iriam começar o 4o ano com ela, mas nenhum deles era realmente alguém de quem ela sentia falta.
Por isso, naquela viagem de ida para o castelo, sentou-se num vagão vazio e pensou em dormir um pouco. Foi quando Harry a encontrou. Eles tinham acabado de vir, todos juntos, para a estação, por isso Gina não entendeu logo de cara o porquê que Harry precisava falar com ela.
"Gina, ainda bem que eu te encontrei! Posso sentar aqui com você?"
"Claro, Harry". – Ela disse, e ele se sentou de frente para ela. – "Mas cadê o Rony e a Hermione?"
"Eu acho que eles estão discutindo por alguma coisa sem importância. Decidi sair de perto, antes que eles me colocassem no meio."
"Fez bem. Esses dois chegam a ser patéticos. Mas logo, logo, eles vão ver que não conseguem viver sem o outro, você vai ver."
"É..." – Gina olhou para Harry, e percebeu que ele estava meio cabisbaixo.
"Nossa, que entusiasmo! O que foi, Harry?"
"Nada não, Gina."
"Harry, tá na cara que tem algo errado, sim... você parece tão triste. Conta pra mim, vai... Desabafar faz bem, e eu sou uma excelente ouvinte."
"Bom, é que... eu fico pensando: mais um ano vai começar em Hogwarts. E agora, com toda a volta do Voldemort, sabendo que ele pode atacar a qualquer momento, talvez seja melhor eu nem ir para Hogwarts. Cedrico já morreu no ano passado. Será que esse ano vai morrer mais alguém por culpa minha?"
"Harry, a morte do Cedrico não foi culpa sua! Você é tão vítima de... Voldemort" – Gina disse o nome com certo esforço – "quanto ele. Você sabe disso! Não vale a pena ficar se culpando, Harry."
Vendo que nem assim Harry se animava, Gina tentou uma nova tática:
"Harry, você acredita em destino?"
"Não sei, por quê?"
"Você já parou para pensar em como a gente é resultado de um monte de coincidências e que, se só uma delas tivesse dado errado, a gente poderia nem estar aqui?"
"Como assim, Gina?" – Harry parecia um pouco confuso.
"Por exemplo: se o meu pai e a minha mãe, por algum acaso, não tivessem se conhecido, eu não existiria. Meu pai poderia ter se casado com outra mulher e até tido 7 filhos, 6 meninos e 1 menina, exatamente com as mesmas idades e os mesmos nomes, mas aquela Virgínia Weasley não seria eu. Seria outra pessoa."
"E o que você quer dizer com isso?" – Harry parecia muito curioso para ver aonde Gina queria chegar.
"Muito simples, Harry: tudo acontece por um motivo. E, se realmente fosse a hora de Cedrico morrer, não havia nada que você pudesse fazer para impedir. Tudo tem um motivo, Harry."
Harry olhou bem nos olhos de Gina. Ela realmente acreditava no que dizia. E ele, também. Sinceramente. Começando a se sentir melhor depois das palavras dela, Harry sorriu. Ele se sentia bem de estar ali, com ela. Descobrira, durante aquele final das férias, que adorava conversar com Gina. Essa não era a primeira conversa que teve com ela em que ela mostrava sua opinião com determinação e ele acabava admirando aquela garota que, até a pouco tempo atrás, era só a irmãzinha do seu melhor amigo.
Gina se sentia meio envergonhada. Não queria ter contado para Harry uma de suas teorias, mas com ele tudo parecia tão natural... E depois, ela adorava ver ele sorrir. Quando ele sorria, era como se os olhos dele também sorrissem. E naqueles olhos... ela poderia ficar perdida neles para sempre.
Houve um silêncio, em que eles ficaram só se olhando nos olhos, como se estivessem conversando através do olhar. Finalmente, Gina saiu do "transe":
"E então, eu ajudei um pouco?"
"Gina, muito obrigado. Você me ajudou muito." – E deu um sorriso.
Gina se sentiu nas nuvens. Seu coração estava disparado, e seu estômago parecia estar cheio de borboletas. Sorriu também.
Eles continuaram a conversar, até que Rony e Hermione (que já tinham parado de brigar ), vieram juntar-se a eles, reclamando que o Harry havia sumido por muito tempo, mas logo entrando na conversa também.
Harry olhou, pelo canto do olho, Gina que conversava e ria de alguma coisa que Fred, de passagem, tinha dito. Não pode deixar de pensar em como Gina era bonita. Seu coração bateu um pouco mais forte e ele se recriminou por estar pensando essas coisas da irmãzinha do Rony, apesar de que já não a via mais como alguém tão criança assim...
*~*
Capítulo 04
Disclaimer: Todos os personagens pertencem à JK Rowling, exceto aqueles que você não reconhecer.
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Finalmente, as férias acabaram e chegou a hora de voltar para Hogwarts. Durante os últimos dias das férias, Harry e Gina continuaram com o plano, sempre defendendo que Hermione tinha perdido uma grande oportunidade ao não ir visitar o Krum na Bulgária, sim. Rony ficava muito bravo, até o dia que Gina, numa das discussões, disse:
"Rony, ela devia ter ido porque esse Krum parece gostar dela! Não há ninguém aqui que goste dela desse jeito... ou será que tem? Porque, se você souber quem é esse menino, fala para ele que ele está perdendo tempo. Krum não vai ser o único a notar a Mione."
E, depois disso, Rony começou a pensar seriamente em como ele realmente se sentia sobre a amiga. Gina sabia que o plano começava a dar seus primeiros frutos. Era bom que seu irmão visse que alguém poderia roubar a Hermione dele, se ele demorasse muito.
Ao ver a locomotiva vermelha na plataforma 9 ¾ , Gina sentiu uma alegria invadi-la: iria voltar para Hogwarts, e rever o castelo! Ela amava sua casa, mas Hogwarts era para ela um segundo lar, um lugar onde ela se sentia protegida, mas independente. Na sua casa, ela era superprotegida, por ser a única garota e a mais nova. Mas em Hogwarts ela era simplesmente Virgínia Weasley, uma garota que iria começar seu 4o ano, que não tinha nem médias muito boas, nem muito ruins. Podia escolher comer o que quisesse, quanto quisesse. Gina tinha alguns amigos que também iriam começar o 4o ano com ela, mas nenhum deles era realmente alguém de quem ela sentia falta.
Por isso, naquela viagem de ida para o castelo, sentou-se num vagão vazio e pensou em dormir um pouco. Foi quando Harry a encontrou. Eles tinham acabado de vir, todos juntos, para a estação, por isso Gina não entendeu logo de cara o porquê que Harry precisava falar com ela.
"Gina, ainda bem que eu te encontrei! Posso sentar aqui com você?"
"Claro, Harry". – Ela disse, e ele se sentou de frente para ela. – "Mas cadê o Rony e a Hermione?"
"Eu acho que eles estão discutindo por alguma coisa sem importância. Decidi sair de perto, antes que eles me colocassem no meio."
"Fez bem. Esses dois chegam a ser patéticos. Mas logo, logo, eles vão ver que não conseguem viver sem o outro, você vai ver."
"É..." – Gina olhou para Harry, e percebeu que ele estava meio cabisbaixo.
"Nossa, que entusiasmo! O que foi, Harry?"
"Nada não, Gina."
"Harry, tá na cara que tem algo errado, sim... você parece tão triste. Conta pra mim, vai... Desabafar faz bem, e eu sou uma excelente ouvinte."
"Bom, é que... eu fico pensando: mais um ano vai começar em Hogwarts. E agora, com toda a volta do Voldemort, sabendo que ele pode atacar a qualquer momento, talvez seja melhor eu nem ir para Hogwarts. Cedrico já morreu no ano passado. Será que esse ano vai morrer mais alguém por culpa minha?"
"Harry, a morte do Cedrico não foi culpa sua! Você é tão vítima de... Voldemort" – Gina disse o nome com certo esforço – "quanto ele. Você sabe disso! Não vale a pena ficar se culpando, Harry."
Vendo que nem assim Harry se animava, Gina tentou uma nova tática:
"Harry, você acredita em destino?"
"Não sei, por quê?"
"Você já parou para pensar em como a gente é resultado de um monte de coincidências e que, se só uma delas tivesse dado errado, a gente poderia nem estar aqui?"
"Como assim, Gina?" – Harry parecia um pouco confuso.
"Por exemplo: se o meu pai e a minha mãe, por algum acaso, não tivessem se conhecido, eu não existiria. Meu pai poderia ter se casado com outra mulher e até tido 7 filhos, 6 meninos e 1 menina, exatamente com as mesmas idades e os mesmos nomes, mas aquela Virgínia Weasley não seria eu. Seria outra pessoa."
"E o que você quer dizer com isso?" – Harry parecia muito curioso para ver aonde Gina queria chegar.
"Muito simples, Harry: tudo acontece por um motivo. E, se realmente fosse a hora de Cedrico morrer, não havia nada que você pudesse fazer para impedir. Tudo tem um motivo, Harry."
Harry olhou bem nos olhos de Gina. Ela realmente acreditava no que dizia. E ele, também. Sinceramente. Começando a se sentir melhor depois das palavras dela, Harry sorriu. Ele se sentia bem de estar ali, com ela. Descobrira, durante aquele final das férias, que adorava conversar com Gina. Essa não era a primeira conversa que teve com ela em que ela mostrava sua opinião com determinação e ele acabava admirando aquela garota que, até a pouco tempo atrás, era só a irmãzinha do seu melhor amigo.
Gina se sentia meio envergonhada. Não queria ter contado para Harry uma de suas teorias, mas com ele tudo parecia tão natural... E depois, ela adorava ver ele sorrir. Quando ele sorria, era como se os olhos dele também sorrissem. E naqueles olhos... ela poderia ficar perdida neles para sempre.
Houve um silêncio, em que eles ficaram só se olhando nos olhos, como se estivessem conversando através do olhar. Finalmente, Gina saiu do "transe":
"E então, eu ajudei um pouco?"
"Gina, muito obrigado. Você me ajudou muito." – E deu um sorriso.
Gina se sentiu nas nuvens. Seu coração estava disparado, e seu estômago parecia estar cheio de borboletas. Sorriu também.
Eles continuaram a conversar, até que Rony e Hermione (que já tinham parado de brigar ), vieram juntar-se a eles, reclamando que o Harry havia sumido por muito tempo, mas logo entrando na conversa também.
Harry olhou, pelo canto do olho, Gina que conversava e ria de alguma coisa que Fred, de passagem, tinha dito. Não pode deixar de pensar em como Gina era bonita. Seu coração bateu um pouco mais forte e ele se recriminou por estar pensando essas coisas da irmãzinha do Rony, apesar de que já não a via mais como alguém tão criança assim...
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