Disclaimer: Não possuo nenhum personagem de HP, e etc e tal..no me processem!;_;plz...
Ah! Esta é uma fic que vai virar NC-17, mai..dexa neh? AH! é SLASH/YAOI, Lupin/Sirius

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Capítulo III - Cuidado! As paredes podem ouvir...e comentar.

O calor sufocante da sala de Adivinhação e a falta de iluminação contribuía para dispersar a atenção dos dois alunos sentados já no fundo da sala. Tiago e Pedro estavam debruçados sobre algumas anotações de astrologia espalhadas pela mesinha só para fingir que não estavam fazendo nada, com as penas em mão, mas realmente pouco se lixando que Marte entrasse em conjunção com Netuno. Conversavam sobre um assunto muito mais sério do que a monótona aula da Professora Rebecca.
- Isso é mesmo sério, Wormtail, quero dizer, ele não falaria isso justo para aquela
"comadre" que o Lúcio é... acho que o velho Snape está armando alguma coisa, ele não brincaria com uma coisa tão... séria.
- Não estou te falando que é verdade?! Então acredite, ou não, ele falou isso
mesmo! Malfoy comentou comigo só porque ele estava meio irritado com não-sei-o-que...
- Acha mesmo que o morcego pode estar... - e abafou uma risada. - gostando
do pobre Remo?
- Vindo do Snape, eu não duvido de nada... aquele jeitão mórbido, calado,
deslizando pelas masmorras da Sonserina com aquela cara azeda. Seria bem típico ele ser estranho até este ponto.
- Arre... prefiro beijar um trasgo do que aquele seboso...
- Seja como for, vai quebrar a cara.. - comentou Pedro, com um ar de quem sabe
de mais alguma coisa.
- Como assi...
- Sr. Potter! - e toda a classe voltou os olhares para a dupla. - Pode partilhar
conosco sua interessantíssima conversa, por favor? Acho que deve ter algo a ver com a matéria, não é verdade?
- Não, Sra. Parker. Desculpe-me. - Tiago respondeu ajeitando-se no puff e
revisando a sinastria que deveria terminar até o final da aula.
Nenhum dos dois prestou atenção que uma camponesa do quadro na parede que
estavam junto estava entretida na conversa, piscando os olhinhos, e depois foi dar um passeio para por a conversa em dia com uma velha e gorda senhora de rosa.

- Você soube, Violeta??!! A Gabrielle acabou de me contar!! - disse a mulher
gorda do quadro do salão comunal da Griffinória.
- Quem? A camponesinha da antiga sala de chá que agora virou sala de
adivinhação?
- Sim, sim! Ela me disse que há um novo romance por aqui! - e riu baixinho -
E não é entre alunos da mesma casa! Imagine só!! Um aluno da Sonserina está a-pai-xo-na-do por um da Griffinória!
Sirius vinha caminhando cabisbaixo pelo corredor quando escutou as vozes dos quadros. Como não podia deixar de estar atualizado nos assuntos do colégio, parou para escutar.
- Que escândalo!!! Como ela soube disso?
- Ela ouviu, na aula do 3o ano, hoje. Dois alunos estavam conversando baixinho,
mas como a audição dela não deixa escapar uma sílaba de, cahan, informação, ela soube de tudo!
- E já sabe-se quem são os dois?
- AH! Ela comentou dois nomes, ambos são masculinos! Veja só, Violeta, como
esta escola está perdendo a tradição...
Nesta parte, Sirius atentou os ouvidos. Epa! Isso seria assunto para semanas, não via a hora de contar para Tiago e Pedro. Mas, com uma pontada, se lembrou que não estava falando com nenhum deles.
- E quem são, quem sããão??!
- Bem, ao que parece, o da Griffinória se chama Remo e o da Sonserina, Snape.
Neste instante, o coração do garoto parou. Ficou por uns momentos sem respirar,
não sabendo que sensação era aquela, até, que, se lembrando da resolução de vingança do dia anterior, abriu um sorriso enorme no rosto e então virou-se de volta para o caminho da biblioteca e caminhou tão rápido que quase capotou nas escadas.

Era quase hora do jantar quando o vulto de Black apareceu na porta da biblioteca, diminuindo a velocidade bem na soleira da porta e quase derrubando Madame Nali. Depois de ignorar o que viria a ser um começo de bronca, se dirigiu até a terceira estante, onde, em uma mesa num canto escuro, estava sentado um garoto debruçado sobre um livro enorme. Sirius abriu outro sorriso perverso e caminhou a longas passadas até onde ele estava, dando um tapa de leve nas costas do menino.
- Boa tarde, meu querido - e um acesso repentino de tosse tomou conta de
Sirius - amigo, Severo!! - em um tom falso demais para alguém disfarçar.
- Black. Está interrompendo minha leitura. - disse em uma voz baixa e seca.
E Sirius puxou uma cadeira e se sentou ao lado dele.
- Oras!! Mas o que é isso, amigo ?! Vai recusar conversar comigo, justo na hora
que estou passando um dos mais difíceis momentos de minha vida?? - indagou, levando teatralmente a mão na nesta, e fazendo uma cara de sofrimento que não enganaria nem uma criança de 7 anos.
Bufando, Snape marcou o livro e o fechou, olhado incisivamente para aquele rosto cínico.
- O que é?
- Finalmente resolveu me dar um pouco de sua atenção. Imagine que eu soube de
uma coisa... de uma não, de duas...
- E o que isso tem a ver comigo...? - Snape não demonstrou qualquer
curiosidade, só queria que ele terminasse e fosse embora.
- Calma! Apressado come cru! - respondeu um indignado Sirius - Bem, eu
preciso antes confirmar uma das duas, antes de comentar a outra, que, com certeza vai te interessar, é sobre um certo aluno de cabelos castanhos, cujo nome começa com R...
- Hn.
- Certo! Me responda sinceramente, Severo Snape! Você... está gostando do
Remo??!
Um silêncio mortal abateu-se sobre os dois na biblioteca, enquanto um brilho assassino nascia nos olhos negros do aluno da Sonserina.
- Como...
- Calma, calma, caaalma!!! - cada vez mais, Sirius se fingia de palhaço. - Só
estou perguntando, porque ouvi um comentário do próprio. E envolve você...
- Não, eu não estou. E se eu estivesse gostando, o que você tem a ver com isso, eu
não sei.
- Eu? Nada! - disse, se levantando e balançando a cabeça. - Que pena! Remo
vai ter sua primeira desilusão amorosa... Imagine que o pobrezinho está todo feliz por aí e falou para mim que, pela primeira vez na vida, está gostando de alguém a sério! Mas! A vida é assim mesmo, não? Até mais, Severo...
E o aluno da Griffinória girou em seu salto, se dirigindo alegremente a saída da biblioteca, deixando Snape olhando para o nada, pasmo.