Disclaimer: Não possuo nenhum personagem de HP, e etc e tal..no me processem!;_;plz...
Ah! Esta é uma fic que vai virar NC-17, mai..sei lah, ces acham q eu devo deixar assim?.... AH! é SLASH/YAOI, Lupin/Sirius

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Capítulo IV
De intrigas e romances. Isto não se contradiz.

- Tiago...de novo... - Remo desviou seu olhar do aluno de cabelos oleosos que insistia em ficar fitando-o a aula inteira e voltou sua atenção a lagarta mexicana que estava pilando para a poção. Pontas olhou de soslaio para quem seu amigo estava falando e confirmou com a cabeça.
- Ele está assim desde que entrou na sala. O que ele quer, eu não sei, mas acho bom você tomar cuidado... esses caras da Sonserina são meio... estranhos. - e abafou uma risada, percebendo a cara de tonto que Remo fez. Não, ele não deveria saber. Do jeito que Lupin era "bonzinho", ele ia acabar com as zoações pretendidas para aquele jantar. - O morcegão não vai escapar dessa... - pensou em voz alta.
- O que? - indagou o menino, jogando raspas de casca de bétula na poção que ia cada vez mais ganhando uma cor diferente da programada.
- Nada, nada!! Olhe, você está jogando demais!! - desesperando-se, tirou o pote da mão do amigo. Era perigoso deixar qualquer coisa delicada perto dele.
- Turma! Atenção! - a voz do professor fez-se ouvir, acabando com qualquer outra tentativa de esclarecimento de Remo. - Vou ter que me ausentar por uns 10 minutos. Srta. Pince, cuide para que não haja imprevistos nesse pequeno intervalo. Quando eu voltar, experimentaremos as poções para mudar a cor dos olhos em alguns alunos. Ah! Para escolher a cor, é só verificar na página 307 as infusões certas.
Como não deixaria de ser em uma aula com Sirius Black, Tiago Potter, Pedro Pettigrew e Lúcio Malfoy, logo depois que o Prof. Blank deixou a sala, as masmorras viraram um pandemônio. Se quando juntos, Pontas e Rabicho eram o terror propriamente dito, separados era como se distribuíssem o foco do pânico. Mas parecia que naquele dia, os dois haviam tido uma ponte mental e o alvo escolhido foi exatamente o mesmo: Snape. Havia mais tripas de morcego pela mesa do pobre aluno do que em qualquer poção já preparada, e parece que Tiago realmente queria que ele lavasse os cabelos, pela incrível quantidade de óleo de cereja escorrendo pelas mechas. Severo agüentava tudo calado, só parando uma ou duas vezes para frustrar as tentativas de Pedro arruinar sua poção.
- Ainda não entendo porque vocês sempre escolhem ele. - disse Remo, primeiramente em um tom recriminativo, mas, ao passo que ia completando a frase, tentava esconder o riso. A resposta às provocações dos dois, vinda de Lúcio, já explodia no canto da sala. Uma aluna de tranças vermelha muito vivas estava com a cara toda azul e os olhos castanhos cheios de lágrimas. Tiago foi logo socorrer a pobre Lílian, que irrompeu em um pranto quase que instantâneo, enquanto Remo tentava fazer que do rosto dela voltasse a cor normal.
O professor não voltou durante o resto do tempo, significando que a Griffinória não iria perder mais pontos do que o normal e que Sirius iria continuar com um olho vermelho-sangue e outro amarelo-canário até que se passassem duas horas. Lupin ainda estava guardando seu material no caldeirão limpo, quando de repente todo o burburinho parou e uma mão tocou seu ombro. Quando levantou seu olhar, havia um garoto de olhos negros sem brilho e uniforme da Sonserina o fitando e toda a turma formando um círculo em volta dos dois.
- Preciso falar com você. Oito horas, na porta da biblioteca. - e se virou, abrindo espaço na multidão sem precisar tocar em ninguém, parecia que até os alunos da Sonserina tinham medo dele. Lupin ainda ficou um ou dois minutos pasmo, com o livro de transfiguração na mão. Tiago abafou uma risada batendo nas costas do amigo e saindo em direção ao seu salão comunal, até ouvirem uma voz altiva e irritante atrás dos dois.
- Parece que o verme de livros está ficando importante. Já está até recebendo propostas, imagine! Quanto está cobrando, hen, para dar aulas particulares? É só para isso que você serve.
- Parece que o verme de espírito está com ciúmes. Diga-me, Malfoy, quanto você está cobrando o programa hoje à noite? É só para isso que você serve... - respondeu Pontas, puxando o amigo ainda pasmo com o mundo pela mão e saindo, deixando um Lúcio sem resposta em frente a soleira da porta.

O jantar estava mais animado que o de costume, toda a mesa da Griffinória fazendo comentários maldosos sobre a falta de Snape na mesa da Sonserina.
- Vai ver que tinha que se arrumar. Será que ele acha que o Remo não gosta de cheiro de cereja... - Tiago falou em uma voz excessivamente alta e olhou para o lado, depois do longo silêncio do amigo. - Pedro, você está me ouvindo?
- Ahn? Sim, estou, Pontas... - e apoiou de novo a cabeça na mão, tornando a fitar o nada. - Estava só pensando no porque disso... Snape não faria nada até ter certeza de algo.
- Você está sabendo muito do morcego velho, caro amigo Rabicho... - riu o garoto, olhando para Pedro. - Não me diga que você também... - e caiu na gargalhada, enquanto o amigo tentava, em vão ,enforcá-lo.
- Do que estavam falando...?
- Nada importante, Remo...bife? - oferecendo uma travessa flutuante de carne, Tiago encerrou a briguinha, mais despenteado do que costumava andar.
- Hmpf, vocês nunca estão falando nada de importante... - e espetou um dos bifes oferecidos, limpando o prato em seguida muito mais rápido que o normal. - Bem, eu vou andando antes que fique muito tarde. Vejo vocês no salão comunal.
- Cuidado com o pescoço! - Tiago gritou para o amigo que acenou, rindo e andando em direção a biblioteca.
Os corredores àquela hora da noite já estavam escuros e mais vazios que o normal. Remo caminhava sem se importar com os sussurros e os brilhos perolados dos fantasmas do castelo, quando uma mão pousou em seu ombro e outra em sua boca, reprimindo-lhe um grito e arrastando para dentro de uma sala.
- Shhh... sou eu, acalme-se. - e Snape acendeu magicamente algumas velas que estavam na sala, que aliás, era bem pequena.
- Mas, você disse na bibliot...
- Você já viu a torcida que se formou no corredor a direita? Parece que seu amiguinho fez o favor de espalhar para toda a escola.
- Ahn? Espalhar o que? O encontro?
- Isso também, mas... bem. Vamos direto ao assunto. - e ele se virou de frente para o garoto de cabelos castanhos. - O Black já lhe disse, não é?
- O Black??? O que ele poderia me dizer? - espantou-se Lupin por um momento e depois fechou um pouco a cara.
- Ahn? Ele não lhe disse nada? Mesmo? - pensando que o garoto estava se fazendo de desentendido, continuou. - Hn, não importa. Vou ser direto, Remo. - neste meio tempo se deu um silêncio, o aluno da Grifinória estranhando ser chamado pelo seu primeiro nome enquanto o da Sonserina ou estava escolhendo as palavras ou tomando coragem. - Você... aceita... - parou. Não era bom com as palavras, ainda mais naquele momento. Sendo assim, se aproximou do garoto, o encostando facilmente na parede e segurando seu queixo. A medida que chegava mais e mais perto, o coração de Snape acelerava, até que conseguiu o que estava tentando fazer durante todo este ano.
Do jeito mais suave que Snape poderia ter beijado-o, aconteceu. Minutos que pareciam uma eternidade, se passaram, arrastando-se até que o aluno da Grifinória se desse conta do que estava se passando e empurra-se para longe, arfando. Por alguns momentos, Remo ficou pardo, pasmo com o que acontecera. O silêncio então começou a latejar em seus ouvidos e toda a semana começou a passar diante de seus olhos. Agora entendia o porque de tantos risos e deboches para com Snape. Mas aquilo não estava certo, mesmo que se sentisse reconfortado por alguém se importar tanto a cegar àquele ponto, dentro de si algo alfinetava seu peito e uma sensação de enjôo lhe veio até a garganta. Na mesma hora um pensamento lhe veio a mente. Traição, mesmo sem ter nenhum laço com a pessoa amada, esta palavra sempre lhe causava náuseas. Finalmente conseguiu falar algo, saindo do transe repentino.
- Não. - disse, a voz saindo mais como uma súplica, afastando Snape mais que o empurrão que lhe dera.
- Porque? - e essa seria a ultima palavra dirigida ao grifinório aquela noite.
- Eu...já ... já... - e Remo abaixou a cabeça, a voz lhe sumindo. - Desculpe.
Severo saiu da sala tão rápido como o puxou para lá, fechando a porta e deixando o garoto em plena escuridão. Tinha contas a acertar.