Renuncia: Se leram os meus outros capítulos sabem o que é meu e o que não
é. A Canção do Johnny pertence aos Queen.
Muito obrigado à Clara, Rocio e Maribel por umas noções muito engraçadas em espanhol.
A Fome è Lixada.
A rua Bativolta era uma rua silenciosa, sem nenhum do ruído alegre de Diagon Alley. Severus estava a andar em passo rápido, evitando contacto visual com as poucas bruxa s e feiticeiros na rua, para evitar ser parado por alguém que ele não conseguisse vencer. Ou seja: quase todos os adultos no mundo dos feiticeiros.
O Tio Belchior tinha mostrado, não só a saída para Londres mas também como abri-la.
- Pandere, Alohomora. - Tocou com a varinha nas pedras gigantescas que formavam uma parede e estas pareceram derreter em frente dos seus olhos. Passou para o outro lado, para um beco escuro, sem janelas e apenas com uns caixotes do lixo na saída.
Severus sentiu um nó na garganta. Isto estava a ficar demasiado radical para ele. Nunca tinha falado com um único muggle na sus vida. Olhou de novo para a rua Bativolta e lembrou-se das palavras da mãe: 'Ele está a ficar cada vez mais parecido com o pai e isso assusta-me. Quem me dera não ter casado com ele. Quem me dera nunca lhe ter dado um filho.' A memória decidiu por ele.
"Intercludere." Fechou a passagem e pisou o chão com cuidado, assegurando- se de que era tão solido como o da rua magica de onde saíra. Convencido de que a rua não ia ruir por baixo dos seus pés, continuou.
Estava um dia bonito, embora um pouco frio. Durante todo o dia andou pelas ruas e observou as pessoas. Ninguém olhou para ele duas vezes apesar da túnica que trazia vestida. Ele parecia diferente4 das outras crianças, mas provavelmente, as pessoas pensavam que a mãe dele não tinha bom gosto. Na sua situação actual, Severus não podia deixar de concordar.
Na verdade ele gostou muito do que viu em Londres. Gastou a maior parte do dia no parque de St. James (magnanimamente ignorando o nome amaldiçoado), a ver os esquilos e cisnes até que começou a desejar as migalhas de pão que as pessoas estavam a atirar aos animais.
Aí, começou a sentir que o seu plano tinha sido precipitado e cimentado sobre uma base de pensamentos em ebulição. Devia ser a sua ascendência vampírica que tantas vezes o fazia agir em fúria ou instinto em vez de lógica. Arrependia-se sempre depois. Será que devia regressar?
O estômago insistia que sim. A cabeça dizia que não, mas com o passar das horas o estômago estava a ficar cada vez mais convincente. A noite era tão escura na Londres dos muggles como no mundo dos feiticeiros. E fria.
Severus desejava ter o seu manto de Hogwarts com ele, enquanto se enrolava em posição fetal num banco de jardim. Tinha de esfregar os braços para manter a temperatura corporal. Tanto quanto se lembrava, esta era a pior noite da sua vida.
Severus não sabia quanto tempo passou ali naquele banco. As nuvens estavam a cobrir a lua e ele não podia adivinhar que horas eram. Tinha, no entanto, pasmado tempo suficiente para perceber que ia congelar se permanecesse ali parado. Esta não era uma opção condutora a uma vida longa.
Levantou-se e começou a correr pelo parque para aquecer. Parava periodicamente para descansar e recomeçava a correr para manter a temperatura. Quando o dia chegou, estava exausto, esfomeado e congelado. Estas foram razões suficientes para decidir que era melhor regressar a casa.
Portanto, onde era aquele beco escuro? O seu senso de orientação estava um pouco... Desorientado? Não conseguia parar de tremer enquanto percorria as ruas de Londres sem sucesso.
- Por Merlin! As ruas são todas iguais! Quem foi o lunático que desenhou esta cidade? Devia estar no Hospital de São Mungo! Isto é como encontrar uma agulha num palheiro.
Por esta altura e após amaldiçoar o 'inventor' de Londres e toda a sua descendência, o orgulho do Severus estava a esvair-se pelo esgoto e começou a choramingar. Tinha dado um passo mais largo que a perna e não estava pronto para assumir as consequências.
- Merda, merda, merda!
Entrou em todos os becos que encontrou, sentindo-se cada vez pior. Não reconhecia nenhum como a passagem para o mundo dos feiticeiros.
Finalmente sentou-se no passeio e chorou: - Vou morrer aqui!
Londres era muito ruidosa de manhã. O transito parecia rugir e havia gente em todo o lado a falar. Severus levantou-se e recomeçou a busca do beco. Começou a notar (com um distanciamento estranho) que, passado tempo suficientemente de fome, parou de sentir o seu estômago. 'Óptimo'.
O sentimento não durou. À manhã, seguiu-se a tarde que conduziu à noite. Severus sentou-se à parede de um prédio exausto. O terror estava a ser substituído por apatia.
Foi então que ouviu uma voz a cantar:
- Quero andar de bicicleta, quero andar na minha bicla... Quero andar de bicicleta, quero andar onde eu quiser.
- És tão criancinha! - queixou-se outra voz jovem. - Que canção estúpida!
- Ele é um gilipollas. - Concordou a voz de alguém que estava mudar para o seu tom de adulto, caindo vergonhosamente em falsete.
- O que é um gilipollas? - Perguntou a voz que estivera a cantar.
- É o que tu és. Não sabes nada?
- Não sou espanhol! Porque é que eu havia de saber o que é um gilipollas?
- Ele tem razão, Javier. - Concordou uma nova voz.
- Cala-te mulher! É mesmo miúda.
- Eu sou uma miúda! O que é que isso tem a ver com ele não falar espanhol?
- Miúdas estão sempre a queixar-se. Pira-te.
Severus espreitou em volta da esquina para os interlocutores. Três rapazes e uma rapariga, todos mais ou menos pela sua idade. A rapariga de cabelo curto, louro acobreado estava a enfrentar abertamente um rapaz moreno, mais alto do que ela.
- Não! - O rapaz mais pequeno do grupo, o que tinha estado a cantar, interrompeu. - Ela trouxe comida! Deixa-a em paz!
- Ah é? - O rapaz mais velho tornou a cair em falsete. - O Johnny tem uma namorada!
Isto puxou uma gargalhada do rapaz que Severus ainda não tinha ouvido falar e uma reclamação da miúda.
- Eu não sou namorada dele! Ele tem nove anos, eu tenho dez! Não vês a tolice que estás a dizer?
- Cojones... E daí?
- O que é coj...
- Eu explico essa depois! - cortou a rapariga. - Come! Eu tenho de me despachar! Se a minha mãe chegar a casa e eu estiver fora, vou ficar de castigo!
Os três rapazes não precisavam de incentivo maior. Agarraram no saco de papel que a rapariga trouxera e começaram a devorar o conteúdo.
Severus deitou fora o seu orgulho e precaução e aproximou-se em silencio.
O grupo parou com a boca cheia para olhar para ele.
- O que é que queres? - Perguntou Javier, o mais velho, á bruta.
Severus parou onde estava, mas não permitiu a si próprio, fugir.
- Que quieres capullo? - Javier avançou, ameaçador.
Agora o Severus já nem podia responder. Nem entendia a pergunta.
- Eu...
- Pára, Javier! - Ordenou a rapariga. - Olha para ele! Parece um cãozinho perdido!
A raiva e frustração levaram a melhor sobre o Severus.
- A quem é que estás a chamar cãozinho? - Gritou - Eu tenho doze anos! Tu só tens dez! - Apontou fechando o argumento de quem o 'cãozinho' poderia ser.
Os outros não ficaram convencidos. Riram-se com força e o Johnny começou a cantarolar:
- Cãozinho, cachorro, cãozinho!
O Estômago do Severus era tão exigente, que ele nem conseguia ir embora e afastar os olhos do saco com comida ou das bolachas que os rapazes tinham nas mãos.
- Pobre cãozinho! - A miúda entendeu. - Rapazes, partilhem!
- Não! - Gritou o rapaz de cabelos castanhos que estivera calado até ao momento. - Também temos fome!
- Tu estás a comer! - Pressionou a rapariga - Porque eu trouxe a comida! E eu estou a dizer para partilharem!
Javier chamou:
- Vem cá, Cãozinho!
- Não sou um cãozinho. - Insistiu Severus, mas não deixou de obedecer.
- Sim. -- E Isso era subestimar a situação.
- De onde vens?
Aí estava uma pergunta que o Severus não queria responder:
- Eu... Eu fugi...
- De casa? - Perguntou a rapariga.
- Humm... Sim... Dás-me uma bolacha, por favor?
- Tu pareces precisar de mais do que de uma bolacha. -- A rapariga arrancou o saco das mãos gananciosas do Johnny. - Eu trouxe pão, umas bolachas e queijo... Foi o que eu consegui trazer, assim depressa. Tira um pão e queijo... Vá.
Severus agarrou em dois pãezinhos e devorou-os em frente dos muggles.
- Eu sou a Jen. - A rapariga apresentou-se enquanto o Severus comia. - Este é o Johnny. Ele tem nove anos. - Ela despenteou o cabelo louro do rapaz. - Aquele é o Beef. - Apontou o rapaz que não ficara feliz por reduzir a sua refeição minúscula. - Nós achamos que ele tem uma ténia exigente! Come como um cavalo e nunca engorda!
- Francamente! - Queixou-se o rapaz. - Onde é que eu tenho comida para comer como um cavalo?
- Este espanhol mal-educado - Jen continuou como se não tivesse sido interrompida. - é o Javier e tem catorze.
- Eu sou o chefe! - Informou Javier, só para assegurar que a expedita Jen, não era.
- Como queiras. - Jen abanou os ombros. - Eles fugiram todos.
Severus olhou para ela, inquisidor.
- Eu não. - Ela respondeu à pergunta não feita. - Se não for para casa agora vou ficar de castigo. Até à próxima.
Ligeira, virou as costas para eles e afastou-se a correr.
Os rapazes atiram-se à comida com o apetite dos esfomeados e a refeição foi rapidamente terminada.
Então, Javier olhou para Severus e perguntou:
- O que é que eu faço contigo, pendejo?
Muito obrigado à Clara, Rocio e Maribel por umas noções muito engraçadas em espanhol.
A Fome è Lixada.
A rua Bativolta era uma rua silenciosa, sem nenhum do ruído alegre de Diagon Alley. Severus estava a andar em passo rápido, evitando contacto visual com as poucas bruxa s e feiticeiros na rua, para evitar ser parado por alguém que ele não conseguisse vencer. Ou seja: quase todos os adultos no mundo dos feiticeiros.
O Tio Belchior tinha mostrado, não só a saída para Londres mas também como abri-la.
- Pandere, Alohomora. - Tocou com a varinha nas pedras gigantescas que formavam uma parede e estas pareceram derreter em frente dos seus olhos. Passou para o outro lado, para um beco escuro, sem janelas e apenas com uns caixotes do lixo na saída.
Severus sentiu um nó na garganta. Isto estava a ficar demasiado radical para ele. Nunca tinha falado com um único muggle na sus vida. Olhou de novo para a rua Bativolta e lembrou-se das palavras da mãe: 'Ele está a ficar cada vez mais parecido com o pai e isso assusta-me. Quem me dera não ter casado com ele. Quem me dera nunca lhe ter dado um filho.' A memória decidiu por ele.
"Intercludere." Fechou a passagem e pisou o chão com cuidado, assegurando- se de que era tão solido como o da rua magica de onde saíra. Convencido de que a rua não ia ruir por baixo dos seus pés, continuou.
Estava um dia bonito, embora um pouco frio. Durante todo o dia andou pelas ruas e observou as pessoas. Ninguém olhou para ele duas vezes apesar da túnica que trazia vestida. Ele parecia diferente4 das outras crianças, mas provavelmente, as pessoas pensavam que a mãe dele não tinha bom gosto. Na sua situação actual, Severus não podia deixar de concordar.
Na verdade ele gostou muito do que viu em Londres. Gastou a maior parte do dia no parque de St. James (magnanimamente ignorando o nome amaldiçoado), a ver os esquilos e cisnes até que começou a desejar as migalhas de pão que as pessoas estavam a atirar aos animais.
Aí, começou a sentir que o seu plano tinha sido precipitado e cimentado sobre uma base de pensamentos em ebulição. Devia ser a sua ascendência vampírica que tantas vezes o fazia agir em fúria ou instinto em vez de lógica. Arrependia-se sempre depois. Será que devia regressar?
O estômago insistia que sim. A cabeça dizia que não, mas com o passar das horas o estômago estava a ficar cada vez mais convincente. A noite era tão escura na Londres dos muggles como no mundo dos feiticeiros. E fria.
Severus desejava ter o seu manto de Hogwarts com ele, enquanto se enrolava em posição fetal num banco de jardim. Tinha de esfregar os braços para manter a temperatura corporal. Tanto quanto se lembrava, esta era a pior noite da sua vida.
Severus não sabia quanto tempo passou ali naquele banco. As nuvens estavam a cobrir a lua e ele não podia adivinhar que horas eram. Tinha, no entanto, pasmado tempo suficiente para perceber que ia congelar se permanecesse ali parado. Esta não era uma opção condutora a uma vida longa.
Levantou-se e começou a correr pelo parque para aquecer. Parava periodicamente para descansar e recomeçava a correr para manter a temperatura. Quando o dia chegou, estava exausto, esfomeado e congelado. Estas foram razões suficientes para decidir que era melhor regressar a casa.
Portanto, onde era aquele beco escuro? O seu senso de orientação estava um pouco... Desorientado? Não conseguia parar de tremer enquanto percorria as ruas de Londres sem sucesso.
- Por Merlin! As ruas são todas iguais! Quem foi o lunático que desenhou esta cidade? Devia estar no Hospital de São Mungo! Isto é como encontrar uma agulha num palheiro.
Por esta altura e após amaldiçoar o 'inventor' de Londres e toda a sua descendência, o orgulho do Severus estava a esvair-se pelo esgoto e começou a choramingar. Tinha dado um passo mais largo que a perna e não estava pronto para assumir as consequências.
- Merda, merda, merda!
Entrou em todos os becos que encontrou, sentindo-se cada vez pior. Não reconhecia nenhum como a passagem para o mundo dos feiticeiros.
Finalmente sentou-se no passeio e chorou: - Vou morrer aqui!
Londres era muito ruidosa de manhã. O transito parecia rugir e havia gente em todo o lado a falar. Severus levantou-se e recomeçou a busca do beco. Começou a notar (com um distanciamento estranho) que, passado tempo suficientemente de fome, parou de sentir o seu estômago. 'Óptimo'.
O sentimento não durou. À manhã, seguiu-se a tarde que conduziu à noite. Severus sentou-se à parede de um prédio exausto. O terror estava a ser substituído por apatia.
Foi então que ouviu uma voz a cantar:
- Quero andar de bicicleta, quero andar na minha bicla... Quero andar de bicicleta, quero andar onde eu quiser.
- És tão criancinha! - queixou-se outra voz jovem. - Que canção estúpida!
- Ele é um gilipollas. - Concordou a voz de alguém que estava mudar para o seu tom de adulto, caindo vergonhosamente em falsete.
- O que é um gilipollas? - Perguntou a voz que estivera a cantar.
- É o que tu és. Não sabes nada?
- Não sou espanhol! Porque é que eu havia de saber o que é um gilipollas?
- Ele tem razão, Javier. - Concordou uma nova voz.
- Cala-te mulher! É mesmo miúda.
- Eu sou uma miúda! O que é que isso tem a ver com ele não falar espanhol?
- Miúdas estão sempre a queixar-se. Pira-te.
Severus espreitou em volta da esquina para os interlocutores. Três rapazes e uma rapariga, todos mais ou menos pela sua idade. A rapariga de cabelo curto, louro acobreado estava a enfrentar abertamente um rapaz moreno, mais alto do que ela.
- Não! - O rapaz mais pequeno do grupo, o que tinha estado a cantar, interrompeu. - Ela trouxe comida! Deixa-a em paz!
- Ah é? - O rapaz mais velho tornou a cair em falsete. - O Johnny tem uma namorada!
Isto puxou uma gargalhada do rapaz que Severus ainda não tinha ouvido falar e uma reclamação da miúda.
- Eu não sou namorada dele! Ele tem nove anos, eu tenho dez! Não vês a tolice que estás a dizer?
- Cojones... E daí?
- O que é coj...
- Eu explico essa depois! - cortou a rapariga. - Come! Eu tenho de me despachar! Se a minha mãe chegar a casa e eu estiver fora, vou ficar de castigo!
Os três rapazes não precisavam de incentivo maior. Agarraram no saco de papel que a rapariga trouxera e começaram a devorar o conteúdo.
Severus deitou fora o seu orgulho e precaução e aproximou-se em silencio.
O grupo parou com a boca cheia para olhar para ele.
- O que é que queres? - Perguntou Javier, o mais velho, á bruta.
Severus parou onde estava, mas não permitiu a si próprio, fugir.
- Que quieres capullo? - Javier avançou, ameaçador.
Agora o Severus já nem podia responder. Nem entendia a pergunta.
- Eu...
- Pára, Javier! - Ordenou a rapariga. - Olha para ele! Parece um cãozinho perdido!
A raiva e frustração levaram a melhor sobre o Severus.
- A quem é que estás a chamar cãozinho? - Gritou - Eu tenho doze anos! Tu só tens dez! - Apontou fechando o argumento de quem o 'cãozinho' poderia ser.
Os outros não ficaram convencidos. Riram-se com força e o Johnny começou a cantarolar:
- Cãozinho, cachorro, cãozinho!
O Estômago do Severus era tão exigente, que ele nem conseguia ir embora e afastar os olhos do saco com comida ou das bolachas que os rapazes tinham nas mãos.
- Pobre cãozinho! - A miúda entendeu. - Rapazes, partilhem!
- Não! - Gritou o rapaz de cabelos castanhos que estivera calado até ao momento. - Também temos fome!
- Tu estás a comer! - Pressionou a rapariga - Porque eu trouxe a comida! E eu estou a dizer para partilharem!
Javier chamou:
- Vem cá, Cãozinho!
- Não sou um cãozinho. - Insistiu Severus, mas não deixou de obedecer.
- Sim. -- E Isso era subestimar a situação.
- De onde vens?
Aí estava uma pergunta que o Severus não queria responder:
- Eu... Eu fugi...
- De casa? - Perguntou a rapariga.
- Humm... Sim... Dás-me uma bolacha, por favor?
- Tu pareces precisar de mais do que de uma bolacha. -- A rapariga arrancou o saco das mãos gananciosas do Johnny. - Eu trouxe pão, umas bolachas e queijo... Foi o que eu consegui trazer, assim depressa. Tira um pão e queijo... Vá.
Severus agarrou em dois pãezinhos e devorou-os em frente dos muggles.
- Eu sou a Jen. - A rapariga apresentou-se enquanto o Severus comia. - Este é o Johnny. Ele tem nove anos. - Ela despenteou o cabelo louro do rapaz. - Aquele é o Beef. - Apontou o rapaz que não ficara feliz por reduzir a sua refeição minúscula. - Nós achamos que ele tem uma ténia exigente! Come como um cavalo e nunca engorda!
- Francamente! - Queixou-se o rapaz. - Onde é que eu tenho comida para comer como um cavalo?
- Este espanhol mal-educado - Jen continuou como se não tivesse sido interrompida. - é o Javier e tem catorze.
- Eu sou o chefe! - Informou Javier, só para assegurar que a expedita Jen, não era.
- Como queiras. - Jen abanou os ombros. - Eles fugiram todos.
Severus olhou para ela, inquisidor.
- Eu não. - Ela respondeu à pergunta não feita. - Se não for para casa agora vou ficar de castigo. Até à próxima.
Ligeira, virou as costas para eles e afastou-se a correr.
Os rapazes atiram-se à comida com o apetite dos esfomeados e a refeição foi rapidamente terminada.
Então, Javier olhou para Severus e perguntou:
- O que é que eu faço contigo, pendejo?
