O QUINTO DIA DE NATAL
Ginny sentou-se no Salão Principal, fitando o seu almoço. Só conseguia pensar no seu Pai Natal secreto. Os seus presentes pareciam aumentar de valor, quer financeiramente, quer emocionalmente, a cada dia. Ela estava a começar a ficar paranóica.
Sempre que um garoto olhava para ela, Ginny começava a olhar para ele intensamente, como se dessa maneira pudesse descobrir quem é que lhe estava a mandar aqueles presentes. Até agora, a única coisa que tinha conseguido era a população masculina pensar que ela estava louca.
"Bem, ao menos reparam em mim." Ginny pensou, sem se importar. O único garoto com o qual se importava naquele momento era o que estava a mandar-lhe aqueles presentes.
Será que vou receber outro presente hoje?
Será que ele finalmente se vai revelar?
E se eu nunca descobrir quem ele é?
Estas perguntas, junto com muitas outras, pareciam invadir a mente de Ginny.
---
Só pouco antes do jantar é que uma das suas dúvidas foi respondida.
Kringle estava a bater irritantemente na janela circular do seu dormitório, como tinha feito no primeiro dia em que aquilo tinha começado.
Ginny saltou da cama e abriu a janela para deixar a sua adorada coruja entrar.
"Olá, pequeno", ela cumprimentou. Os seus olhos foram instantaneamente atraídos para a embalagem verde, com o envelope verde luxuoso.
Abrindo o envelope primeiro, que tinha se tornado tipo que uma tradição, ela tirou o pequeno pedaço de pergaminho de dentro.
No quinto dia de Natal
O teu verdadeiro amor deu-te,
Cinco amuletos encantados.
- Amuletos… - Ginny repetiu, curiosa. Kringle piou como se estivesse a dizer que sim.
Pousando o pergaminho, ela passou para o pacote. Ela tirou o papel cuidadosamente, e cinco amuletos de âmbar coloridos brilharam. Dois deles tinham sido feitos em brincos, um pendia elegantemente de um colar, e dois estavam presos delicadamente a uma pulseira para o braço e outra para o tornozelo.
Ginny tinha, claro, ouvido falar sobre aquele tipo de coisas. Eram dados a esposas ou filhos nas famílias mais ricas e supostamente tinham feitiços de protecção. Eram óptimos presentes para alguém querido. Ginny imediatamente colocou-os. Eles ficavam estranhos ao pé das suas roupas gastas, mas ela não se importava.
Eles podiam ser de plástico que ela ia gostar deles da mesma maneira. Que alguém tinha gasto tempo com ela já era bastante estranho, mas gastar assim tanto dinheiro…
Ginny sentou-se na cama, completamente confusa. Ela só percebeu mais tarde que se tinha esquecido totalmente do jantar.
