O SEXTO DIA DE NATAL
N/A: O capítulo não foi betado, por isso não estranhem eu ter deixado passar alguns erros. Ah, e as Weird Sisters são as Esquesitonas.
Ginny estava outra vez na biblioteca, mas não para o que se podia imaginar tendo em conta os acontecimentos dos últimos tempos. Ela na verdade tinha desistido completamente da maneira de pensar de Hermione. Simplesmente não era o seu estilo. Ela estava na biblioteca apenas por causa das Poções.
Compreensivamente, ela tinha-se esquecido totalmente dos trabalhos que os professores lhe tinham passado para as férias. Snape tinha estado com um humor pior do que o costume quando lhes marcou aquela composição. Sendo o Grinch da escola ele queria fazer com que as férias de toda a gente fossem tão más como as dele com certeza seriam.
"Só porque tu nunca te divertes não tens de estragar as férias dos outros" Ginny pensou, amaldiçoando Snape na sua mente.
Apesar de por for a ela parecer chateadíssima, por dentro ela estava a dançar de alegria. Nem Snape podia fazer com que hoje ela ficasse triste. Ela tinha vestido as suas roupas menos gastas e estava adornada elegantemente com os ganchos para o cabelo e os amuletos que o seu "Pai Natal Secreto" lhe dera. Como nunca tinha ganho algo tão caro, ela sentia-se mais feminina sempre que olhava para o seu reflexo, ou os brincos roçavam a sua face.
Na verdade, estava sentada na biblioteca há uma hora e só tinha conseguido escrever duas linhas. A sua mente estava demasiado distraída para se concentrar em poções curadoras.
Ron tinha olhado para ela de uma maneira estranha quando tinha descido para o Salão Comunal nessa manhã, mas não tinha feito nenhuma pergunta. Ele provavelmente pensava que eram imitações que lhe tinham sido oferecidas num dos seus aniversários.
Olhar em volta da biblioteca (só para se ela avistasse alguém agradável, carregando o presente daquele dia) não lhe mostrou nada excepto Madame Pince, que olhava para ela como se estivesse a avisá-la. Ela obviamente ainda se lembrava do incidente do outro dia.
Ginny sorriu e acenou, fazendo com que ela estreitasse os olhos e franzisse a testa.
Pensando que seria melhor ao menos fingir que trabalhava, Ginny pegou na pena e começou a fazer rabiscos num pedaço de pergaminho.
Quinze minutes depois, Ginny decidiu que não valia a pena tentar trabalhar e voltou para o Salão Comunal.
Ron e Harry estavam a jogar xadrez e nem sequer olharam quando ela entrou. Fazer barulho enquanto andava pelo Salão só fez com que Ron se queixasse dos ignorantes barulhentos. Ginny bufou antes de subir a escada em caracol para o seu quarto.
Os seus olhos ficaram esbugalhados quando viu que algo estava à sua espera. Outro pacote, desta vez maior, estava em cima da sua cama, um envelope pousado no topo.
A mente de Ginny começou a trabalhar… como é que ele podia ter entrado no seu dormitório se não fosse um Gryffindor? A janela não estava aberta, logo não podia ter sido Kringle a trazê-lo…
A imagem da cara de Harry passou pela sua cabeça, e o seu coração começou a bater fortemente no seu peito.
"Será que pode ser ele?" ela pensava desesperada. Se fosse de outra casa eles teriam tido algum tempo para se infiltrarem na Sala Comunal dos Gryffindor, o que agora parecia uma possibilidade muito pouco provável.
Ela não conseguia lembrar-se de outra pessoa excepto Harry que fosse Gryffindor e ficasse no castelo durante as férias.
Excepto… "oh não, o Colin não" Ginny pensou, o seu coração a afundar-se. O que é que era suposto ela lhe dizer, se fosse ele?
"Eu adorei todos os presentes, a sério, mas acho que não podemos ser nada mais do que amigos…"
Ela não o queria magoar… ele era uma pessoa decente, mesmo sendo extremamente aborrecedor.
Ela atravessou o quarto rapidamente, indo buscar o envelope. Dentro podia-se ler:
No sexto dia de Natal,
O teu verdadeiro amor deu-te,
Seis caixas musicais para tocar as tuas canções favoritas.
Voltando a sua atenção rapidamente para o grande pacote, Ginny começou a arrancar o papel verde.
Dentro estavam seis caixas ornamentadas com motives esculpidos. Cada uma era de uma cor diferente, e cabiam na palma da sua mão.
Levantando a tampa de uma, Ginny ficou surpreendida com a súbita música que encheu o quarto. Era uma das suas músicas preferidas das "Weird Sisters". Uma rodinha do lado controlava o volume. Fechando a tampa, a música parava completamente.
A outra era uma linda música lenta de Bonny Boulegard, um jovem bruxo muito popular que era o novo favorito das feiticeiras.
Cada caixa que Ginny abria tinha uma outra canção que ela amava.
Ela estava completamente espantada com o facto de que ele sabia quais eram as canções que ela adorava. A menos que as caixas estivessem enfeitiçadas para tocas a canção favorita da pessoa…
"Terei de perguntar quando descobrir quem é que anda a fazer isto."
