N/A: Muito obrigada pelos reviews! Eu adorei! =D Este capítulo é muito excitante!! Até agora, é o meu preferido! Espero que vocês também gostem!
O OITAVO DIA DE NATAL
- Já só faltam quarto dias até ao Natal… - Ginny murmurou excitada, riçando outro dia no seu calendário. – Sem contar o dia de hoje, claro. – Voltando a pôr o calendário na sua mesinha de cabeceira, Ginny vislumbrou alguma coisa dourada. Sorrindo, pegou o ovo dourado que ainda não tinha tido nenhum efeito. Ela passou as mãos pela sua superfície suave, fascinada pela maneira como a luz brilhava e se reflectia na sua superfície. Ela ainda não sabia o que fazia… mas por alguma razão ela não podia evitar de pensar que ainda faria alguma coisa. Sem obter nenhuma reacção do ovo, ela voltou a pousá-lo na usa mesinha.
Todos os presentes dos últimos sete dias estavam perto de sim: na sua mesinha de cabeceira, no seu malão, e até no seu bolso (ela usava as coisas que eram supostas serem usadas).
Ginny caiu na cama, suspirando com satisfação. Se o seu Pai Natal secreto fosse fiel à canção, ainda tinha cinco dias para receber presentes.
"Será que ele me vai dizer quem é no dia de Natal?" Ginny pensou. "Isso parece ser a coisa lógica para se fazer…"
"Isto se ele alguma vez me disser quem é…" Ginny gemeu para a sua almofada, ele não seria tão cruel ao ponto de nunca lhe dizer quem era, certo?
Certo?
Quando a sua mente não a confortou ela gemeu outra vez. Se ela não descobrisse quem estava por trás disto ela com certeza ficaria louca.
Ela pegou no ovo dourado outra vez e colocou-o no bolso do seu manto. Levantando-se e arrumando o seu sweater Weasley roxo, Ginny desceu para o pequeno-almoço.
O Salão Principal estava, como era de esperar, quase vazia. Ginny sentou-se ao lado de Hermione, que conversava com o seu irmão e Harry. Colocando a comida no seu prato, ela desligou-se da conversa deles. Foi acordada das delícias das suas panquecas de chocolate com Ron a abanar a mão à frente da sua cara.
- Ginny… GINNY! – Ele gritou fazendo as pessoas das mesas vizinhas olharem para eles com curiosidade.
- O que é? – Ginny respondeu a gritar, esfregando a sua mão no sítio onde se tinha espetado com o garfo. Barulhos súbitos eram sempre acompanhados com ela a entornar, deixar cair ou a espetar-se com alguma coisa.
- Eu estava só a perguntar-me onde é que arranjaste todas essas coisas que parecem ser caras… - ele começou, parecendo um pouco desconfortável.
"Então ele finalmente reparou" Ginny pensou divertida. Ela pegou no seu amuleto que pendia do seu pescoço. "Provavelmente acha que me meti com o tipo de gente errada e que comecei a roubar ou algo do género…" Ginny riu com a ideia… Ron tinha pouca confiança nela desde o seu primeiro ano.
- Ainda não tinhas reparado nelas? – Ela perguntou, tentando parecer surpresa, e fingindo que não tinha percebido os olhos estreitados de Hermione. "Porque é que ela tem de ser tão… observadora?" Ginny pensou, as suas bochechas a ficarem vermelhas.
- Sim, na verdade já reparei, mas pensei que não fosse nada demais… - Ron estava a olhar profundamente para ela, como se descobrisse a resposta na sua cara.
- Não é nada – Ginny respondeu defensivamente. - São só uns presentes de Natal adiantados – "Espero que não pergunte de quem são…" Ginny pensou desesperadamente, mas sabendo que não teria tal sorte. O trio nunca deixava um mistério que não estivesse solucionado. Os seus olhos voaram para Harry, esperando ver algum tipo de reacção na sua cara. Para sua grande surpresa, ele estava a olhar pra ela tão profundamente quanto Ron estava.
Ela sentiu um calor fraco no seu corpo, primeiro pensou que era por causa do seu olhar fixo e penetrante. Segundos depois, percebeu que era o ovo dourado encostado à anca de Ginny, no seu bolso.
Ela ia agarrá-lo, para ver o que estava a fazer, mas percebeu a tempo que se mostrar aquele tesouro dourado só iria levantar mais perguntas.
"Que sentimento tão bom…" Ela pensou agradada, enquanto o ovo continuava a libertar aquele tipo estranho de calor.
- De quem é que são? – Ron insistiu.
Ginny limitou-se a encolher os ombros e levantou-se da mesa.
- Não sabes? – Ele perguntou espantado. Hermione e, para o desapontamento de Ginny, Harry estavam tão chocados quanto o seu irmão.
- Eu não disse isso. Só acho que não tens nada a ver com isso – Ginny disse vagamente, começando a sair do Salão. Ron ficou de boca aberta, mas para o imenso alívio de Ginny não a seguiu.
Ginny voltou para a Sala de Encantamentos, que ultimamente tinha-se tornado tipo que o seu retiro. Tirando o ovo do seu bolso, ficou desapontada ao ver que tinha parado de fazer o que quer que estivesse a fazer durante o café da manhã.
"Porque é que reagiu assim quando o Harry olhou para mim?" ela pensou, bastante confusa. "Talvez tenha algo a ver com ele ter reparado que eu estava ao pé dele…"
Antes de poder pensar mais nesta ideia, todas as luzes que iluminavam a sala foram pagadas e Ginny mergulhou numa escuridão desconfortável. Ginny arfou quando ouviu a porta a ser aberta, e alguém a entrar na sala vazia e escura.
- Q-quem está a-aí? – Ela perguntou, finalmente achando a sua voz. Ela apertou o ovo dourado com força, e recuou até à mesa do Professor Flitwick.
Ninguém lhe respondeu, mas Ginny ainda podia sentir a presença de alguém na sala com ela. Ela ia perguntar de novo quando uns braços fortes a abraçaram pela cintura. Ginny paralisou de medo, abrindo a boca para gritar por ajuda, mas a pessoa que respirava junto ao seu pescoço inclinou-se e apanhou os seus lábios num beijo apaixonado.
O ovo na mão de Ginny entrou imediatamente em acção, largando tanto calor que Ginny teve de o deixar cair antes que queimasse a sua mão. No entanto, deixar cair o ovo não parou a onde de calor que estava rapidamente a invadir o seu corpo. Ela estava à espera de ficar assustada ou enojada quando a pessoa começou a beijá-la. Foi completamente o oposto. Ela nunca tinha sentido nada como aquilo antes, os sentimentos eram tão intensos que Ginny teve de corresponder. Instintivamente, algures no fundo da sua mente ela sabia que esta era a pessoa por detrás dos presentes. Aquele era, no entanto, o único pensamento na sua cabeça naquele momento.
Praguejando silenciosamente, o garoto separou-se dos lábios de Ginny e saiu a correr da sala com tal rapidez que Ginny não teve nenhuma hipótese de o seguir. Especialmente depois da experiência que tinha deixado os seus joelhos fracos e o corpo a tremer. As luzes da sala de aulas voltaram, fazendo Ginny piscar com a súbita claridade. A única coisa diferente na sala era o pacote verde em cima de uma das mesas.
Quando Ginny reorganizou os seus pensamentos, ela pegou no ovo ainda quente e voltou a metê-lo no seu bolso. Pegando no envelope, ela abriu-o e leu:
No oitavo dia de Natal,
O teu verdadeiro amor deu-te,
Oito chocolates encantados.
"Hmm… eu gosto de chocolates!" Ginny pensou, sem conseguir conter a sua excitação depois do fantástico beijo que tinha dado.
Como era de esperar, o pacote verde tinha quatro barras de chocolate cuidadosamente embrulhadas. Mas não era nada como os embrulhos coloridos da Dedosdemel…
Tirando um pequeno pedaço, Ginny levou-o à boca. Ela quase caiu de tanto prazer.
O chocolate derreteu na sua boca, e trouxe de volta todos os sentimentos que experimentou quando o sue "Pai Natal Secreto" a beijou (pois o aparecimento do presente provava sem nenhuma dúvida que era mesmo o seu Pai Natal Secreto quem lhe tinha dado aquele beijo fantástico). Ela pôr as oito barras na sua mala e saiu da sala, sabendo que nada poderia arruinar o seu dia.
