N/A: Obrigada pelas excelentes reviews! Espero que gostem deste capítulo, tive algumas dificuldades com ele. Colin vai ter mais acção, mas isso não significa que ele é o Pai Natal Secreto ou algo do género… Mas ainda não o revelei, por isso nunca se sabe ;) Alguns de vocês têm a certeza de quem é… bem, não posso dizer que estão errados, mas também não posso dizer que estão certos.

Alguém mencionou que, na canção,  os doze dias são depois do Natal. Eu estava à espera que alguém notasse isso… Eu achei que ficava melhor assim, se tudo acabasse no dia de Natal

Tenho a impressão de que este vai ser um capítulo mais longo do que os outros… Mas isso é uma coisa boa! Então que continue a história e que parem as minhas notas idiotas.

O DÉCIMO DIA DE NATAL

Ginny passou o dia num estado de completa felicidade. Até as pessoas que não costumavam dar-lhe muita atenção estavam a notar o seu comportamento estranho. Primeiro, ela não parava de sorrir. Os seus olhos, que normalmente estavam cabisbaixos, olhavam para as pessoas directamente para a cara brilhando como se estivesse louca, numa maneira que podia rivalizar com os do próprio Dumbledore.

Ginny, no seu estado de felicidade, não estava a perceber a atenção extra que estava a receber das poucas pessoas que tinham ficado para as férias em Hogwarts. Enquanto almoçava pacificamente no Salão Principal, Colin decidiu que era a sua hipótese de passar algum tempo de qualidade antes das férias acabarem.

- Olá Ginny! – ele cumprimentou contente, sentando-se rapidamente no lugar ao lado dela, e pousando a máquina fotográfica na mesa.

- Oh, olá Colin – Ginny respondeu, arrancada dos seus pensamentos.

- Há algum tempo que não te tenho visto, o que é que tens andado a fazer? – ele perguntou, tentando desesperadamente começar uma conversa interessante. As suas tentativas ficaram muito óbvias para Ginny, e estando de óptimo humor, ela decidiu facilitar a vida ao pobre garoto.

- Nada de mais, sabes. Tenho andando por aí, no castelo e tal… E tu? Tens… er… tirado fotografias interessantes? – Ginny perguntou a última parte hesitante, sabendo que ia fazer com que aquilo ia dar a uma conversa interminável em que só uma pessoa falava. Ela esperava que, como eram as férias e não havia muita gente, que não durasse muito tempo.

Os olhos de Colin brilharam com a pergunto e ele baixou-se à procura da sua mala, onde tinha muitas das suas fotos. - Tenho imensas! - Ele respondeu, tirando inúmeras pastas com títulos rabiscados à pressa. Como estava ocupado a tirar mais pastas ele não viu Ginny a estremecer.

Colin acabou por ter seis capas, cada uma tinha um tema de fotos diferente. Ginny evitou rir-se quando viu a pasta mais gorda com o nome "Harry Potter". As outras pastas estavam marcadas com "Quidditch" (que ela suspeitava que também eram quase todas do Harry), "Campos de Hogwarts"; "Criaturas do Hagrid", "Vários" e "Eventos memoráveis".

Todas as pastas estavam cheias, nem todas as fotografias eram recentes. Ginny ficou sentada na mesa dos Gryffindor durante uma hora antes de ele lhe ter mostrado todas as fotografias (incluindo umas que ela já tinha visto). Ela ficou horrorizada com algumas das fotos que ele tinha tirado dela nas mais variadas situação na Sala Comunal, ou com o Hagrid e as suas criaturas mágicas. "Ele mostra-as a toda a gente?" ela pensou, esperando que as outras pessoas tivessem cortado a conversa antes que ele chegasse àquelas fotos que não eram nada lisonjeiras. Ela já se ia a levantar quando ele tirou outra pasta. – Espera, tens de ver estas. Tirei-as nas últimas duas semanas!

Ginny suspirou, pensando que mais um envelope não ia fazer muita diferença. Não podia ficar mais aborrecido do que já estava.

Ginny olhou, e fez um elogio mecânico a cada foto diferente, até ver uma que a fez partir a rir-se.

Era Draco Malfoy sendo atingido por uma bola de neve atirada por nada mais nada menos que o seu boneco de neve mágico. Ela tinha ouvido algumas pessoas murmurarem sobre ele, mas que tinham de ver para acreditar.

Colin ria com ela. – Sim, essa é uma das minhas preferidas, ele nem sabia que eu estava lá – Ginny estava demasiado ocupada a admirar a foto para reparar na expressão estranha que a cara de Colin tomou.

- Isto não tem preço, Colin, podes dar-me uma cópia?

- Claro, talvez recebas uma no Natal – Ginny sorriu agradecida, prevendo o olhar de pura felicidade que se espalharia pela cara de Ron quando ele a visse.

Colin limpou a garganta, - Tenho outras de algumas pessoas a serem atacadas pelo mesmo boneco de neve… Também tenho uma fotografia de tu a fazer o boneco.

O sorriso de Ginny aumentou, e ela olhou para Colin inocentemente. – Bom, dei-te umas fotografias fantásticas, não dei?

Colin então continuou a mostrar-lhe as fotos de alguns estudantes que ela não conhecia a serem atacados pela sua engenhosa criação. Ela começou a rir outra vez quando se deparou com uma de Harry, olhando enquanto limpava a neve do seu manto, apesar de não parecer zangado. Como tinha estado muito tempo perto de Fred e George as partidas não o pareciam incomodar muito. Também havia uma fotografia muito boa de Ron e Hermione andando um pouco juntos antes de serem atingidos na cabeça com uma bola de neve. Ron olhava furiosamente ora para o boneco de neve, ora para Colin (que ele obviamente tinha visto a tirar a fotografia).

- Faz-me um favor e não digas ao meu irmão que fui eu quem o fiz, está bem? – Ginny perguntou-lhe, voltando a pôr as fotografias na pasta.

- Não direi.

Ginny aproveitou a oportunidade para sair, apanhando as suas coisas e correndo para for a do Salão Principal. Colin ficou a olhar para ela, a testa franzida em concentração.

É que, sendo um fotógrafo, Colin estava mais atento para as coisas do que as pessoas pensavam. Ao contrário do que se pensava, ela era muito observador. Claro, ele podia ser aborrecedor às vezes, e era um pouco fora do vulgar, e não parava quando as pessoas lhe davam alguma deixa de que queriam ficar em paz. Isso não queria dizer que ele não percebesse. Só que ele… preferia não prestar atenção a isso. Era assim que ele era. Sabia que aborrecia Harry, mas ele era demasiado educado para o mandar sair. Ele sabia que tinha uma enorme paixão por Ginny, mas que ela nunca sentiria a mesma coisa por ele. Ela sabia o que os seus sentimentos eram, uma simples paixão. Ela acabaria por ir embora, tal como tinha acontecido com a Susan Bones, e a Lavender Brown… e as gémeas Patil.

De qualquer maneira, Colin importava-se com Ginny, mesmo que só pudesse fazê-lo como amigo, e ele tinha reparado logo no seu comportamento estranho. De repente, ela tinha começado a enfeitar-se com jóias que valiam o mesmo que a casa dele. Ele tinha-a visto receber presentes de uma coruja nova e cara, e estava a evitar as pessoas há mais de uma semana, no entanto parecia mais feliz do que nunca. Ele até a tinha visto na biblioteca. Isso costumava ser um lugar que ela evitava mesmo quando tinha trabalhos para fazer.

Ele quase que tinha tido um ataque de coração quando a viu entrar no lago com a sereia. Ele estava nos campos, a passear com a sua máquina fotográfica, quando viu uma coisa vermelha não ao pé do lago, mas no lago. Ela parecia saber o que estava a fazer, por isso ele não foi a correr para o castelo chamar um professor. Afinal, ele não lhe queria causar problemas. Ele tinha ficado sentado, extremamente nervoso durante uma hora, o tempo todo a pensar "se ela daqui a um minuto não estiver de volta vou buscar ajuda". Ele já o teria feito se não tivesse visto a Gillyweed. Ele reconheceu-a do Torneio dos Três Feiticeiros, por isso sabia que ela podia nadar durante algum tempo. "Mas se ela ficar lá um segundo a mais do que uma hora…"

No entanto, para seu imenso alívio, ela tinha voltado à superfície outra vez, parecendo extremamente feliz.

"Mas porque é que ela foi lá?" Ele pensou, preocupado.

Colin suspirou, passando a mão pelo cabelo. Ele só esperava que Ginny soubesse o que estava a fazer.

Foi aí que viu alguém a levantar-se e a segui-la para for a do Salão.

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- No décimo dia de Natal, o meu verdadeiro amor deu-me… - Ginny cantarolava enquanto ia para o dormitório. Ela tinha visto o Ron e Harry numa guerra de bolas de neve no jardim enquanto saía do Salão Principal e decidiu evitá-los, era por isso que estava a ir para o dormitório. Os seus passos ecoavam nos corredores desertos, enquanto ela observava as decorações de Hogwarts. Nenhuma armadura decorava o corredor em que estava, por isso estava livre de qualquer cantoria e de sons metálicos.

Ela já ia a meio do caminho para a Sala Comunal dos Gryffindor quando ouviu outros passos a dirigirem-se até ela. O seu coração disparou, e a sua mente foi automaticamente para o Pai Natal Secreto. "Vê se te acalmas, Ginny, pode ser qualquer pessoa". O seu passo abrandou inconscientemente, na expectativa de quem se estava a aproximar rapidamente dela.

"A pessoa vai virar o corredor daqui a nada" Ginny pensou, mordendo o lábio inferior e olhando por cima do ombro.

"Lá vem ele…"

"Oh meu Deus é..."

- Hermione! – Ginny disse alto, tentando não soar desapontada e falhando.

- Ginny, tenho procurado por ti em toda a parte! – Hermione respondeu sem fôlego, abanando o grande pacote que trazia debaixo do braço.

Ginny olhou para o pacote verde e empalideceu. "É só uma coincidência" ela pensou fracamente. "Talvez seja o presente dela para Ron, o algo do género".

Por um momento aterrorizante, o pensamento de que era Hermione quem estava por trás de tudo aquilo passou pela sua cabeça. Foi posto de lado bastante rapidamente, "isso é impossível, a pessoa que me beijou tinha o cabelo curto, e é um garoto, EU SEI que é…"

A sua mente voltou para aquele dia maravilhoso na sala de aulas, e ela sorriu aliviada quando se lembrou perfeitamente do que tinha acontecido. Ginny tinha colocado os seus braços à volta do pescoço da pessoa e só estavam lá cabelos curtos e de homem. Ginny suspirou, enquanto Hermione levantava uma sobrancelha com a expressão distante que Ginny tinha na cara.

- Um Ravenclaw do primeiro ano falou comigo, a perguntar por ti – Hermione começou, bufando zangada quando percebeu que Ginny não estava a ouvir.

- Ginny! Acorda – Hermione disse, beliscando-a não muito gentilmente no braço.

- Au! – Ginny queixou-se, esfregando a área magoada enquanto olhava para Hermione.

Hermione limpou a garganta antes de continuar. – Um primeiranista estava à tua procura hoje – Ela disse, olhando para Ginny como se ela soubesse do que estava a falar. – Ele queria entregar-te este pacote e estava cheio de medo de não te encontrar.

- Porquê? – Ginny perguntou curiosa, olhando para o pacote que Hermione carregava com interesse súbito.

Contente por finalmente ter a atenção da ruiva, Hermione continuou a sua história. – Bem, foi isso que perguntei, e ele não me queria dizer nada. Ele só disse que tinha de entregar isto a Ginny Weasley. Por isso, naturalmente, disso ao coitado para não se preocupar, que eu te veria nalguma altura – Hermione franziu a testa ao lembrar-se disso, "os primeiranistas não deviam ser abusados pelos estudantes mais velhos dessa maneira".

Essa era, no entanto, a última coisa na cabeça de Ginny. Hermione Granger estava a segurar o seu décimo presente. Ela tinha falado com um garoto que provavelmente conhecia a pessoa responsável por tudo.

- O miúdo disse-te alguma coisa sobre a pessoa que lhe disse para me entregar isto? – Ginny perguntou ansiosa. Suspirou desapontada quando Hermione lhe respondeu negativamente, abanando a cabeça.

- Bom, de qualquer maneira, isto é para ti, Gin – Hermione disse, dando-lhe o pacote. – Vá lá, abre-o, quero ver o que é que a pessoa te mandou – Hermione acrescentou, os olhos a brilhar de antecipação. – Ele obviamente teve muito trabalho.

"A Hermione acabou de me piscar o olho?" Ginny pensou, olhando para a garota mais velha confusa.

Pensando que seria muito mal educada se se fosse embora sozinha, Ginny começou a desembrulhar o presente.

- Não te esqueças do cartão! – Hermione exclamou, tirando o envelope já familiar do bolso.

No décimo dia de Natal

O teu verdadeiro amor deu-te,

Dez flores eternas, e um saco de doces muggles

Hermione olhou para Ginny depois desta ter lido o cartão em voz alta. – Quem te mandou isto? – Ela perguntou suavemente, e Ginny podia jurar de ter ouvido um pouco de inveja na sua voz.

Ginny olhou com um ar culpado para Hermione antes calmamente – Não sei.

Ginny viu os olhos de Hermione mudaram subitamente para um modo de quem pensava. A sua testa enrugou-se em concentração, e Ginny sabia que ela estava a rever todos os factos que tinha apanhado nas últimas duas semanas.

- Então… corrige-me se estiver errada. Este é o teu décimo presente? – Quando Ginny acenou, Hermione continuou. – Então as jóias caras, a coruja, também são presentes?

- Sim – Ginny respondeu cautelosamente, sem saber o que esperar da reacção de Hermione, e ao mesmo tempo ansiosa para abrir a caixa verde que segurava.

- Ginny! – Hermione exclamou, fazendo Ginny saltar com o barulho súbito. – Porque é que tens escondido isto de toda a gente?

- Bem, o meu irmão teria um ataque, e mataria quem for responsável por isto quando descobrisse. – Hermione estreitou os lábios, mas acenou com a cabeça relutantemente, concordando. – E Harry… - A cara de Ginny parecia um tomate – Bem, eu tentei deixar-lhe algumas dicas, para ver como é que ele reagia… Duvido que seja ele, mas nunca se sabe. – Hermione olhou para Ginny com olhos tristes mas compreensivos, e Ginny continuou a explicar. – Se não fosse ele, ele descobriria e ia logo contar ao Ron. E tu, bem, pensei que fosses fazer a mesma coisa – Ginny olhou para Hermione implorando, e esperando que as suas suposições estivessem erradas.

Hermione suspirou exasperada, ela estava a planear contar a Ron e a Harry sobre o admirador secreto de Ginny. No entanto, a garota tinha razões lógicas para esconder isto deles, e Hermione não podia ignorar a lógica…

- Está bem, vou ficar calada. Mas quero saber tudo! Vá lá, vamos para a torre dos Gryffindor e poderás mostrar-me tudo o que recebeste até agora.

Ginny guinchou de prazer, sem acreditar no que ouvia. Hermione sempre tinha sido simpática com ela, mas ela pensava que era por ter pena. Quem diria que ela pudesse ter um lado feminino depois de passar anos tendo como confidentes Harry e o seu irmão?

- Okay, mas primeiro tenho de abrir isto – Ginny disse excitadamente, tirando o papel da prenda. Dentro estava, tal como a nota dissera, dez flores eternas, e um pacote de doces muggles. Mostrando o pacote a Hermione, esta disse-lhe que os M&M's eram melhores do que a maior parte dos doces bruxos, mas sem os encantamentos. Ela então tirou o lindo bouquet de flores. Olhando para elas, um muggle não saberia dizer se eram especiais. Cada uma delas estava no pico da sua beleza, e ficariam assim durante cinquenta anos. Elas eram caras, claro, e era raro haver alguma na Inglaterra. Era preciso um tipo de clima e de solo muito específico para elas cresceram, e eles não podiam ser encontrados nesse país. Hermione, claro, sabendo isto tudo, rapidamente informou Ginny.

- O garoto deve estar mesmo apaixonado por ti, Ginny – Hermione comentou, os olhos a brilhar – E deve ser bem rico.

- Hermione! Ginny gritou, sem poder acreditar. – Sabem que o dinheiro não é importante. Estaria tão contente como estou se ele me tivesse mandado uma pena usada, ou algo do tipo.

Hermione sorriu para Ginny, concordando. – Eu sei, estava a brincar. Anda, vamos voltar para a torre, tens muito para me contar.

Ginny sorriu para Hermione, perguntando-se como ela reagiria quando soubesse do beijo na sala de aulas. Sorrindo ao prever isso, as duas garotas caminharam em direcção da Torre dos Gryffindor.

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Quando elas saíram, uma figura escura saiu de uma sala de aulas perto de onde elas estavam, com uma expressão confusa e aflita na cara.

N/A: Ae, estou quase a acabar, e isto é uma coisa muito boa para mim, nunca tinha acabado nada deste tipo antes. Mais dois capítulos… é estranho saber que isto está quase a acabar. Não se preocupem, não vou parar agora, esta história SERÁ acabada.