N/A: Bom, aqui está… o último capítulo… Obrigada a toda a gente que comentou e que aturou os meus hábitos até ao final. A vossa paciência finalmente será recompensada.

N/T: A minha intenção era postar o último capítulo no dia 25, mas não vou puder usar o compiutador nesse dia. Portanto, aqui está ele! =D Espero que gostem deste capítulo e de toda a fic, eu adorei lê-la e traduzi-la. O Pai Natal secreto finalmente é revelado! Totalmente inesperado!

O DÉCIMO-SEGUNDO DIA DE NATAL (ou) A REVELAÇÃO

Ginny parou enquanto Hermione se aproximava da escola, à frente dela. Tinham acabado de vir da dança dos Pixies, o Sol a espreitar do ouro lado do lago. Ginny, que nunca se tinha incomodado de acordar ao amanhecer para ver o nascer do Sol, começou a ficar para trás.

Hermione, reparando nisso, virou-se para Ginny perguntando-lhe: - Não vens? – a sua voz ainda soava um pouco espantada.

- Acho que ficou ficar aqui for a por mais um bocadinho. – Ginny respondeu. Para sua surpresa, Hermione apenas acenou.

- Queres o manto?

- Não, - Ginny respondeu sem hesitar. Hermione iria precisar mais dele se estava a planear voltar para o castelo agora. Mais tarde, quando o café da manhã estivesse mais próximo, era pouco provável Ginny receber uma detenção por acordar cedo (pelo menos era isso que os professores assumiriam).

- Está bem, mas tem cuidado – Hermione avisou, e desapareceu debaixo do manto. A porta do castelo abriu-se e fechou-se com o barulho suave, e Hermione tinha desaparecido.

Ginny caminhou em direcção ao lago, e sentou-se debaixo de um grande carvalho. No Verão ele estaria coberto de folhas verdes, fazendo dele o perfeito lugar para apanhar sombra. Não servia de muito no Inverno, mas Ginny escolheu-o pela orça do hábito. Um feitiço almofadado e quente impedia as suas partes traseiras de congelarem, e qualquer pessoa que olhasse veria a garota sentada alguns centímetros sobre a neve. Lembrando-se de alguma coisa, Ginny olhou em todas as direcções para se certificar e que tinha feito o seu boneco de neve longe o suficiente de onde ela estava, para ficar em paz.

Ela suspirou aliviada quando viu que tinha alguma distância dele. Assim não teria de se mexer.

Ginny ficou sentada, sem mover um músculo, numa tranquilidade completa. O nascer do Sol era lindo, ela repreendia-se por nunca se ter incomodado de assistir a um antes.

"Provavelmente não o teria visto da mesma maneira como o vejo agora." Esse pensamento atingiu Ginny como se fosse estranho, mas ela sabia que era verdade.

Os seus sentimentos estavam muito activos ultimamente, no passado ela mantinha-os sempre fechados no seu peito.

"Quem é este garoto que me derrete o coração sem sequer me mostrar a sua cara?"

Mas isso não era completamente verdade, o mais provável era que ela já tivesse visto a sua face… Só que nessa altura ela não sabia que era ele.

Como se tivesse ouvido a sua questão não proferida, uma figura emergiu detrás da árvore. Ele ficou quieto atrás de Ginny, sem saber o que dizer.

Ginny ouviu a neve ser esmagada atrás dela, e enrijeceu sem perceber. O seu primeiro pensamento foi "Oh meu Deus vou ser atacada". Mas quando nenhuma maldição foi proferida, e o seu corpo continuou miraculosamente intacto, a sua mente começou a formular outras hipóteses.

"Talvez Hermione tenha mudado de ideias e decidiu voltar… Mas ela diria alguma coisa…"

"Se calhar é Snape à espera que eu me vire para poder tirar cinquenta pontos dos Gryffindor na minha cara…"

"Pára mas é de ser uma medrosa e VIRA-TE."

No entanto, Ginny preferiu ignorar a voz na sua cabeça que insistia, se a pessoa atrás dela tivesse algo a dizer-lhe, ela podia fazê-lo atrás de si…. Ou andar mais um pouco e dizê-lo na sua cara.

Horas (que na verdade foram apenas segundos) mais tarde, Ginny fartou-se da tensão e virou a cabeça para ver quem é que estava a perturbar a sua paz e sossego.

Ela nem se tinha apercebido da voz na sua cabeça que esperava encontrar o seu Príncipe Encantado à sua espera, segurando uma rosa delicadamente nas suas mãos (uma rosa branca, para não ficar mal com o seu cabelo) só para ela.

Digamos apenas que não foi isso que ela encontrou.

Era bem o contrário, aliás.

Em vez do cabelo desarrumado preto que ela esperava havia um cabelo liso e louro, tão louro que parecia prateado.

Em vez dos olhos verdes penetrantes, cheios de emoção, eram olhos inexpressivos e cinzentos.

Em vez de uma rosa branca, ele segurava…

Um envelope, o mesmo envelope que tinha as últimas onze mensagens.

O que só queria dizer uma coisa…

Draco Malfoy era o seu Pai Natal Secreto.

Todos os outros pensamentos foram banidos da sua mente, excepto um. "P*** que a pariu".

- P*** que pariu – Ginny respirava com dificuldade, sem conseguir conter aquele pensamento que fugiu para a boca.

Malfoy riu entre dentes, sem saber se devia estar divertido ou preocupado com a sua reacção. Na verdade, estava à espera de pior.

- Cuidado com a linguagem, Ginny – ele falou arrastadamente, gostando da cor vermelha que invadiu as suas bochechas com as suas palavras.

Ginny ficou parada, completamente chocada, ouvindo a maneira estranho de como o seu primeiro nome soava quando saído da sua língua. Nunca ninguém tinha feito o seu nome soar outra coisa sem ser idiota e estúpido.

- Como… porque é que tu…? – Ginny começou, sem saber o que dizer. A sua mente atravessava um enorme conflito. De um lado, ela tinha sido educada para odiar Malfoys. No outro, ele tinha gasto tanto tempo e dinheiro em todos os seus presentes, como é que alguém que fizesse aquilo podia ser tão mau como toda a gente a fazia acreditar?

"Pára com isso, Ginny, ele é um futuro Devorador da Morte" Ginny disse para si mesma firmemente.

"Isto provavelmente faz tudo parte de um plano maligno…"

"Mas se ele me quisesse magoar, ou até capturar-me, houveram tantas outras hipóteses…" Outra parte do cérebro de Ginny raciocinou.

"Como quando fui à floresta… Ou um dos presentes podia ser uma chave de portal…" Ginny ficou alarmada com o quão vulnerável ela tinha sido. Uma pessoa pensaria que ela tinha aprendido a ser mais cuidadosa, ainda mais com o Lord das Trevas a andar por aí.

Foi aí que ela se lembrou de outra coisa.

Ginny olhou para Malfoy assustada. – Na sala de aulas… eras tu? – Ginny perguntou cuidadosamente, sabendo instintivamente qual era a resposta.

- Sim – Draco respondeu sem ficar embaraçado, fazendo com que as bochechas de Ginny ficassem mais vermelhas.

Um sorriso vago atravessou os lábios dele com a memória dos dois a beijarem-se no escuro. Ele esperava sinceramente que aquela não fosse a última vez.

- Porquê? – Ginny finalmente disse. – Porque é que fizeste isto tudo?

- Porque quis – Draco respondeu sinceramente, sem saber o que mais dizer. Apesar de todas as prendas e cartas, Draco Malfoy não era uma pessoa emocional. Ele tinha sido criado para se tornar uma pessoa fria e calculista, nada mais do que um servo sem emoções de Lord Voldemort. No entanto, durante esse tempo Draco apercebeu-se do quanto detestava o seu pai. Ele tinha passado anos a tentar agradar o pai (que garoto não o faria?) antes de perceber que nunca conseguiria. O seu pai não o amava. O seu pai não se importava com nada excepto Voldemort e ele mesmo.

Não era isso que ele tinha tentado ensinar ao seu filho? "Mostrar emoções é mostrar fraqueza". De alguma maneira Draco sempre tinha pensado que ele era uma excepção às regras do seu pai. "Com certeza ele importa-se se eu vivo ou morro?" Draco tinha se perguntado há muitas noites atrás na Mansão. "Não estou a pedir amor incondicional, só quero que o meu pai se importe um bocadinho, só o suficiente para ficar chateado se eu desaparecesse da face da Terra."

Ele devia ter pensado melhor.

A única razão pela qual Lucius lhe dirigia atenção era para o criticar, ou prepará-lo para a sua iniciação para se juntar aos Devoradores da Morte.

Foi por isso que quando o ano começou em Hogwarts, Draco extraiu uma grande soma de dinheiro do cofre da família e abriu uma nova conta à qual somente ele tinha acesso (ele tinha jeito para lidar com duendes). Ele então foi falar com Dumbledore e informou o director que não ia voltar para a Mansão Malfoy no Verão.

Dumbledore tinha, claro, o ajudado de todas as maneiras que pôde. Draco estava agora a viver com Snape, o último lugar aonde o seu pai iria procurá-lo, visto Lucius não suspeitar que Snape era um agente duplo.

Ninguém sabia da decisão de Draco, o seu pai não se atreveria a torná-la pública pois isso o envergonharia diante das outras pessoas.

Toda a gente olhava para ele como o mesmo fedelho mau… não que ele tivesse começado a agir de maneira diferente. De maneira alguma ele ia parar de humilhar o Trio Maravilha… Era simplesmente demasiado divertido.

- Porque quiseste… - Ginny repetiu sem poder acreditar, a raiva tornar-se visível nos seus olhos. – Porque é que não me dizes o que realmente se está a passar? – Ela exigiu, o génio Weasley a dar mostras da sua existência. De maneira alguma ela ia deixar que um Malfoy gozasse com ela. – Porque raios um Malfoy havia de andar a uma Weasley presentes ridiculamente caros? – Ele ia dizer alguma coisa, mas Ginny não queria que ele dissesse nada. – O que é isto, uma piada idiota? Os Slytherins têm-se estado de mim por causa de tudo isto? Olhem para a estúpida Weasley a pensar que alguém gosta dela! – Ginny zombou, tão furiosa que lágrimas surgiram no canto dos seus olhos. Apenas a sua determinação as impediu de caírem.

- Ginny, espera… - Malfoy começou mas foi interrompido pelo discurso furioso de Ginny.

- Aposto que pensaste que era hilário, não foi? Mal podes esperar que o resto dos teus amiguinhos Slytherins sujos chegam das férias para lhes contares como gozaste com a pequena e estúpida Ginny… - Desta vez Ginny foi interrompida, mas não pela voz de Malfoy. Foram mais os lábios dele a encontrarem-se com os dela num beijo furioso.

"Isso deve calá-la" Malfoy pensou triunfantemente, mas esse pensamento depressa saiu da sua mente quando ele sentiu os lábios quentes de Ginny a pressionar os dele.

Deixando cair o envelope, Malfoy colocou os braços à volta da cintura de Ginny, apertando-a com força, desesperado pelo mesmo calor que ela lhe tinha dado na Sala de Encantamentos.

A primeira reacção de Ginny foi o choque completo e total.

Depois veio a ofensa. "Como é que ele se atreve em pensar que pode aproveitar-se assim de mim…"

A seguinte, para choque total de Ginny, foi o prazer. Ela sentiu o seu corpo a derreter no dele quando ele a abraçou pela cintura, os seus lábios a responderam aos pedidos desejosos do garoto.

A sua mente, no entanto, desaprovando as acções traidoras do seu corpo, tornou-se uma voz não ouvida no fundo da cabeça de Ginny.

Ginny foi completamente apanhada pela óptima sensação do corpo de Malfoy contra o dela. Era surpreendentemente quente, como ele era um Malfoy costumava-se assumir que ele era frio como o gelo. O seu corpo era duro e másculo, com um pequeno odor de colónia para bruxo que lhe ficava perfeitamente.

Ginny fez um vago som de protesto quando Draco finalmente interrompeu o beijo, mas que foi rapidamente substituído por um gemido de prazer quando os seus lábios desceram para o seu pescoço. Ela estava a tremer de prazer.

- Tens frio? – Malfoy perguntou, e Ginny podia jurar ter ouvido preocupação na sua voz. Num piscar olhos, o seu manto estava a ser colocado em Ginny; as suas mãos foram cobertas por umas mangas demasiado compridas.

Normalmente, numa altura como aquela Draco estaria a sorrir presunçosamente e a sentir-se superior. Ela estava evidentemente atraída por ele, mesmo que fosse contra a sua vontade. Mas aquele beijo teve tanto efeito nele como nela, ele não podia misturar a arrogância e manter a sua atitude "sou melhor do que ti".

Draco sentou-se no lugar onde ela tinha posto o seu feitiço de almofadar, trazendo Ginny consigo para que ela se sentasse no seu colo.

Ginny parecia que queria desesperadamente protestar, mas isso seria ter de provar o quão a afectava estar ao pé dele. Draco sorriu, "ela vai lutar com unhas e dentes", ele pensou, com uma expressão séria. Não tinha essa sido uma das coisas que ele tinha gostado nela? Ela era tão diferente das outras garotas fáceis que lhe tinham sido atiradas durante toda a vida.

- No que é que estás a pensar? – ele finalmente perguntou, quebrando o silêncio tenso.

- Estou muito confusa – Ginny respondeu sinceramente, com a voz trémula.

- Queres dizer que estás atraída por mim contra a tua vontade, mas a tua mente está tão presa no estereótipo Os Malfoys são maus, que não sabes o que escolher?

Ginny olhou para ele surpresa, mas mesmo assim acenou com a cabeça.

- Bom, então vamos ter de resolver isso, não vamos? – Malfoy perguntou secamente, como se estivesse a começar uma lição.

- Malfoy, o que…? – mas Draco interrompeu-a com um selinho na boca.

- O nome é Draco, amor – Ele corrigiu-a, sorrindo com a sua expressão chocada/ofendida/agradada.

- Malfoy… - ela começou a avisá-lo, aumentando o volume da voz. "Não posso deixar que ele se chegue a mim assim…"

Mas a boca de Draco voltou a tocar a dela antes que ela pudesse acabar.

- Draco – ele corrigiu outra vez, a sua voz a ficar um pouco dura.

- Está bem – Ginny desistiu relutantemente, sem querer voltar ser distraída por um dos seus beijos. Ela precisava de pensar naquilo com calma. Não que estar sentada no seu colo a deixasse com calma. "Ele não me está a segurar… Limita-te a levantar e a arranjar alguma distância." Mas Ginny descobriu que não se queria mexer. – Draco – ela disse, testando o nome dele na sua língua. Soube surpreendentemente bem.

- Isso é um bom começo - Draco comentou, tentando lutar contra a necessidade de a beijar outra vez. "Ela precisa de compreender primeiro" Draco disse a si mesmo firmemente. "Ela ainda pensa que tu és um aprendiz de Devorador da Morte."

Antes de se descontrolar, ele começou a contar a sua história. Ele nunca a tinha contado a ninguém antes, excepto ao director. Porque é que ele tomaria o risco de deixar a pequena Weasley entrar no seu segredo? Como é que ele sabia que ela não ia contar ao trio maravilha e agir como se aquilo fosse uma grande piada? Draco Malfoy suportava ser detestado, temido, e que falassem sobre ele em sussurros, mas ele não tolerava que rissem dele. Para ele, esse era a maior humilhação de todas. Mas ele ia contar tudo para a sua pequena ruiva, e agora não podia voltar atrás.

Ginny ouviu Draco contra-lhe sobre a sua relação não existente com o seu pai. Como ele não se ia juntar aos Devoradores da Morte, e como ele basicamente tinha sido renegado em silêncio. O pouco de cabeça dura Gryffindor nela queria rir-se e dizer algumas piadas secas sobre ele. Assim podia voltar para a Sala Comunal, rir-se um bocado sobre isto com Hermione e fingir que isto nunca tinha acontecido. Não é como se ele não merecesse! Draco Malfoy torturava a sua família desde que ele tinha posto os pés em Hogwarts.

"Mas o que é que ele alguma vez te fez?" Uma voz na sua cabeça apontou. Ginny mentalmente franziu-lhe o sobrolho. Minutos depois Draco acabou de falar e olhava para ela espectantemente, a sua face assustadoramente perto.

"Caramba, ele fica bem quando não está aquele sorriso idiota, e até quando o tem…" As bochechas de Ginny ficaram ainda mais vermelhas com essa observação.

- Então? – Ele perguntou, com alguma impaciência na voz. Não era todos os dias que o Malfoy se abria a qualquer pessoa, e quando o faziam era importante que a outra pessoa agisse correctamente.

- Eu… - Ginny começou. O que raios é que ela devia dizer? – Porque é que me estás a contar isto tudo? – Ela finalmente perguntou, mas a sua voz não era tão dura e acusadora como ela queria que fosse.

Draco suspirou, e Ginny viu os seus lábios a formarem uma linha fina.

- Nem sei muito bem… - Ele disse, furiosa consigo mesmo por se pôr numa posição tão vulnerável. – Eu só queria que soubesses que não estou na fila de espera para ter uma tatuagem queimada no meu braço.

- Okay… e baseada na experiência do passado, estou muito curiosa para saber porque é que devia confiar em ti.

"Terei eu acabado de ver um vestígio de dor nos olhos dele?"

"Não, é só a minha imaginação…"

- Estou a dizer a verdade, se quiseres pergunta ao Dumbledore – Draco respondeu, tendo cuidado para não deixar nenhuma emoção transparecer na sua cara.

Se ele soubesse que mostrar as suas emoções era o caminho para o coração dela…

- Sim… Está bem, então não te vais tornar num Devorador da Morte. E agora? – Ginny perguntou, cobrindo a sua confusão com um toque de raiva.

Uma rajada de vento frio atingiu-os quando Draco a levantou e pôs-se de pé, deixando meio metro de distância entre eles.

- Sinto muito ter desperdiçado tanto do teu tempo, Ginny. – Draco começou, tomando uma decisão rápida. Ele não ia ficar ali e fazer uma figura de idiota ainda maior. Ele ainda tinha um bom bocado de orgulho, e estava óbvio que Ginny não queria nada com ele. – Está óbvio que não queres ter nada comigo, e isso é perfeitamente compreensível. De qualquer maneira, provavelmente também não teria resultado.

Ginny estava a olhar para ele com os olhos muito abertos… deixando o sentido das suas palavras interiorizar-se nela lentamente. Ele queria namorar com ela! Por alguma razão, o choque de toda a situação tinha feito com que Ginny compreendesse isso até agora. "Porque mais ele teria te mandado todos aqueles presentes, idiota?" Ela xingou-se a si própria. Ela às vezes podia ser mesmo estúpida.

- Mas… Promete que não contra a ninguém o que eu te disse hoje… - Draco disse preocupado. Ele não tinha pensado no que aconteceria se ela o rejeitasse. Ele sabia que era uma possibilidade muito forte…. Mas não quis lidar com ela.

Draco olhou mais uma vez nos seus espectaculares olhos castanhos, vendo um grande conflito de emoções e confuso.

- Tu gostas mesmo, mesmo de mim? – Ginny disse rapidamente, cobrindo a boca para parar de dizer idiotices daquelas.

Draco olhou para ela surpreso, não tinha deixado isso bastante óbvio? – Sim – Ele respondeu com alguma dificuldade, o seu coração derretendo quando viu calor a invadir as suas órbitas de cor de chocolate.

A sua boca abriu e fechou-se algumas vezes, sem saber completamente o que dizer. Ela quase que tinha esperado que ele negasse, para que ela pudesse continuar a odiá-lo como antes.

- Então.. tu gostas de mim… e não és a miniatura má do Lord das Trevas que o meu irmão diz que és… - Ginny murmurou, mal acreditando aonde os seus pensamentos a estavam a levar. Na sua cabeça ela acrescentou "e sexy como eu sei lá o quê".

Draco aproximou-se dela, sem acreditar que ela podia estar a ceder.

- Mas a minha família vai matar-te… e a mim – Ginny gemeu, preocupação a encher os seus olhos.

- Hey, ouve-me. Não podes viver só para agradar as outras pessoas. – Draco começou. Ele sabia que ia ter de inventar um bocadinho ali, vendo que ela gostava mesmo da sua família, e ele odiava a sua. – Tenho a certeza que a tua família te ama, e não duvido do facto que me vão tentar matar. – Draco tremeu quando se lembrou dos seus seis irmãos mais velhos. Ele podia aguentar Ron e aquele magro com ar aparatoso… mas os dois mais velhos eram bem maiores que ele, e ele já tinha sido alvo de algumas das partidas de Fred e George. Ele provavelmente ia ficar como o Moody Olho Louco no primeiro mês, sempre a olhar por cima do seu ombro e bebendo apenas da sua caneca. – Mas tu – Draco levantou o queixo dela com a sua mão – Eles amam-te, e tenho a certeza que eles te vão apoiar em tudo o que eu fizer.

Agora era a vez dela. Draco tinha dito a sua parte, agora Ginny tinha de decidir se ia arriscar ou não a raiva da sua família para ficar com Draco Malfoy.

"Ele tem razão" Ginny pensou com alguma tristeza. Ela tinha desistido de muitas coisas para agradar a sua família. Ela nunca tinha feito testes para entrar na equipa de Quidditch, sabendo que os seus irmãos não iam gostar da ideia.

"Será que eles me vão apoiar numa relação com um Malfoy?" Ela perguntou-se a si mesma com algumas dúvidas. "Importa se é isso que eu realmente quero?"

"Será que eu realmente o quero?" Essa era a grande pergunta.

Ginny olhou para os seus olhos cinzentos, os mesmos que ela julgava serem vazios e sem vida. Desta vez ela olhou mais profundamente, ultrapassando as suas defesas, e vendo as suas emoções que ele tentava esconder. Ela viu um pouco de esperança nas suas profundezas, à espera que ela dissesse alguma cosia. A maior parte das garotas precisariam de mais do que um bocadinho de emoção… Mas só de saber que ela estava lá aqueceu Ginny da cabeça à ponta dos pés. Não havia nenhuma dúvida na sua cabeça que ela o queria.

Inclinando-se, o seu corpo a ir até ao dele como se agisse sozinho, Ginny sentiu os seus braços a abraçarem-na, passando as mãos pelas suas costas para desarrumar o seu cabelo. Olhando directamente nos olhos um do outro, eles moveram-se para se beijarem.

Draco tinha visto tudo que precisava de saber na sua expressão antes dos seus lábios se encontraram. Agora que ambos sabiam que gostavam um do outro, nada os segurava. Claro que eles não podiam ir muito longe visto que qualquer pessoa que saísse do castelo podia vê-los.

Quando Draco finalmente se afastou, ele olhou para a expressão confusa de Ginny e sorriu.

- Feliz Natal, Gin – Ele sussurrou na sua orelha, gemendo quando ela juntou os seus lábios aos dele para mais.

~*~ FIM ~*~

N/A: Com certeza é um Feliz Natal… Quem me dera ter um assim ;) Eu ia parar na parte em que ela descobre que o Draco é o Pai Natal Secreto dela, mas achei que assim seria demasiado curto e demasiado cruel. Então? Não me deixem em suspense! Não prestou, pois não A sério que eu nunca escrevi um final antes… Também se devem estar a perguntar o que é que aconteceu a todas aquelas coisinhas que eu não contei… como o envelope que caiu… ou o que é que Colin descobriu nas suas investigações… Sim, desculpem não ter posto todas essas coisas aqui… Talvez faça um epílogo… Mas se não fizer, acho que isso já é um bom final para satisfazer todas as pessoas, não? Por favor digam-me o que acharam deste capítulo… e de toda a história. Obrigada a toda a gente que deixou review!

N/T: Como eu disse, Pai Natal secreto totalmente inesperado! ^^ =P Ai meu Deus o que eu não teria feito no colo do Draco! *.* Espero mesmo que tenham gostado. Muito obrigada a todas as pessoas que comentaram: Lisa (Madame Mim), amy26, b-malfoy, Prisilha, Mirabela Bolseiro, Lillith1, Sandrinha, Soi, Utopia-90, Sett, a aprendiz, Thais, Lain e Caroline (acho que não me esqueci de ninguém)! Eles significaram o mundo para mim! Harry Christmas and a Happy New Year!!