A Passagem
Por Naki
Capítulo 2 - Iyani, uma nova presença chega a Tomoeda
Enquanto isso em Genebra…
"Mandou me chamar, Sr.?"
"Júbilus, chame-me Wladimir!"
"Sim, Mestre!"
Júbilus era o grande homem de confiança do Mago Yuri Vancini. Um dos poucos que habitavam "Celesty", a cidade dos Magos.
Celesty ficava num local isolado, quase nos limites de Genebra. Era uma grande área, com muitas árvores, que no momento apresentavam-se sublimes, floridas nas mais diversas cores e formas que se poderia imaginar. Celesty estava sob a Primavera, assim como todo o Hemisfério Norte.
Era lá que se encontrava Yuri Vancini, italiano renomadíssimo por seus conhecimentos em astronomia e astrologia. Era hoje o líder de um conselho quase que por completo desconhecido do mundo, exceto pelos Magos de grande poder, o Conselho dos Magos.
Yuri estava sentado em sua confortável poltrona, toda em veludo bordô com os pés e a estrutura dos braços em mogno, atrás de uma imensa mesa, também feita da mesma madeira. Sobre sua mesa estavam diversos objetos, porém um era um tanto quanto incomum, uma estrela cortada por um trovão, ambos em prata, que girava o tempo todo presa a um pequeno filete dourado que a envolvia num círculo, também dourado, que tinha sob sua base uma Lua Crescente em vidro.
Yuri observava a maneira como a estrela girava. Com seus dedos segurou a estrela, que devia ter não mais que dez centímetros de diâmetro. Ele segurava-a com força para impedir que seus movimentos prosseguissem. Era como se ela fosse criada para girar e girar… Porém Yuri lembrava-se muito bem que ela não girava desta forma a alguns dias atrás. E mais precisamente, nunca havia girado antes…
"Sr., ele já esta aqui!"
"Excelente! Mande-o entrar Júbilus!"
Júbilus estava longe da aparência de Yuri, ombros largos, cabeça rebaixada sobre estes, cabelos pretos… Sem dúvidas aqueles olhos negros mostravam sua inferioridade perante aquele lugar tão mágico, cheios de sábios conhecedores de algo tão inalcansável para simples mortais, a Magia.
A sala de Yuri era um cômodo muito agradável, dois sofás e uma linda mesa de centro ao lado esquerdo, algumas estantes ao lado direito e a frente, a mesa de Yuri, que ficava logo abaixo da grande janela em estilo barroco, que mostrava claramente que aquele lugar tinha construções antigas, porém sólidas, cheias de tradições.
"Sente-se!" - disse Yuri indicando uma das duas poltronas que existiam a frente de sua mesa.
O jovem que entrara era alto, longos cabelos castanhos, presos por um rabo. Olhos verdes num tom muito escuro, como os das árvores de Celesty quando esta ficava sob a luz do luar.
Ao sentar-se Yuri reclinou sobre a sua mesa encarando o jovem a sua frente com seus belos olhos azuis.
"Diga-me Wladimir, tens notícias de Iyani?"
Wladimir era novo em Celesty. Sua inclusão no Conselho de Magos se dera a apenas 1 ano. Tinha muito a aprender ali, e principalmente aperfeiçoar seu principal dom: a premunição, motivo em especial que trazia-o àquela sala.
Assustado com os movimentos daquele obejto sobre a mesa de Yuri, Wladimir não dera a importância devida a pergunta de Yuri.
"Wladimir?"
"Algo vai acontecer, Mestre Yuri." - dizia o jovem rapaz ainda compenetrado nos estranhos movimentos daquele objeto.
"Eu sei, eu sei…"
Yuri levantavava-se, e sua grande veste azul escura podia ser observada por completo, destacando sob as costas um cabelo loiro, que ia até o meio desta, onde um símbolo podia ser observado: um lindo cisne branco.
"Iyani se atreveria?" - questionava-se Yuri.
"Ah, sim Mestre! Iyani tinha planos em mente, e com a desistência da reencarnação do Mago Clow…"
"Iyani… Tanto poder em mente tão desorientada…"
"Assim como Eriol… tanto poder em mente tão apaixonada…" - comentava Wladimir num tom um tanto quanto brincalhão.
"Queria tanto que Iyani achasse seu caminho…"
"E ele vai achar!"
"Já o localizaste, não é mesmo Wladimir?" - voltava Yuri ao assunto inicial da conversa.
"Esta em Tomoeda."
"Espero que encontre seu caminho…"
"Ele o encontrará…" - olhava Wladimir de volta àquele objeto incomum - "Mas alguém o perderá também…"
Yuri voltava-se para sua mesa e prendia a estrela entre ambas as mãos.
"É exatamente isso que me aflige, Wladimir…"
"É justamente a possibilidade desse alguém perder seu caminho que me aflige… Saber que nem eu, nem ninguém do conselho poderá fazer nada para modificar o rumo destes fatos…" - pensava Yuri enquanto olhava o pequeno rapaz observando suas mãos tremendo, na tentativa de parar o objeto.
"Pobre estrela…" - dizia Júbilus recostado sobre o lado de fora da porta fechada da sala de Yuri.
Tomoeda
Um lindo entardescer era o cenário do amor de Sakura e Shaoran. O vento estava suave e as cores do céu iam do amarelo intenso ao claro, do laranja ao vermelho…
"Sakura, vamos?"
"Claro!" - dizia Sakura que se levantava com a ajuda de seu namorado.
"Foi um lindo passeio, não?"
"Você tem me impressionado com esse seu romantismo, Shaoran…"
"Tudo para deixá-la cada dia mais feliz, meu amor!"
Os dois caminhavam de mãos dadas quando Sakura pára, olha para seus braços, e nota a ausência de algo.
"Minha bolsa!"
"O que tem ela?" - perguntava Shaoran que observava que ela estava sem sua bolsa.
"Esqueci lá onde estávamos!"
"Ai Sakura… Você não muda… Espere aqui, eu vou buscá-la!"
Shaoran começava a correr e deixava Sakura sozinha, próxima a uma pequena fonte que agora existia no parque.
A fonte tinha duas crianças, um menino e uma menina, de mãos dadas, e sobre as pequeninas mãos, um ramalhete de flores, de onde a água era jorrada. Era muito agradável aquela imagem, ainda mais sob um lindo poente. Sakura sentava-se sob o pequeno círculo da fonte que envolvia a água jorrada.
Um vento frio soprou, empurrando os cabelos de Sakura para frente.
"Essa presença…"
Sakura levantava-se rapidamente e girava para todos os lados, assustada. Fechava seus olhos e apertava sua chave, pendurada em seu pescoço, contra o peito. Tentava buscar a origem daquela presença que sentira desde ontem e que tanto pertubara seus sonhos.
Nakuru estava na cozinha, tentando preparar alguma coisa para o jantar, quando Spi entrou.
"Ocupada, Nakuru?"
"Não… só não consigo entender por que ainda não inventaram pílulas pra gente comer! Dá muito trabalho cozinhar!"
"Para seu conhecimento" - dizia Spi enquanto se acomodava ao lado esquerdo de Nakuru, sobre a mesa, que estava repleta de coisas - "Já existem essas pílulas."
"Como?" - perguntava Nakuru concentrada nos itens que estavam a sua disposição na mesa.
"Nada Nakuru… nada…" - disse Spi ao perceber que a guardiã não prestara atenção ao que dissera.
"Sabe Spi"- dizia Nakuru voltanto sua atenção para o pequeno gato preto de seu mestre - "Estava me perguntando onde Eriol poderia ter guardado a última carta de Kaho."
"Isso não nos diz respeito, Nakuru!" - reprimiu Spi.
"Não estou dizendo que quero encontrá-la, Spinel! Apenas que gostaria de saber o conteúdo dela."
"E para saber o conteúdo penso que precisaria encontrá-la."
"O que me incomoda na verdade, é o fato de Eriol ter guardado-a em segredo."
"Repeite a vontade dele!"
"Ora, vamos Spi!" - dizia Nakuru enquanto se aproximava do pequeno gato - "Você sabe seu conteúdo, não?"
Spi a observava sem graça, tentando se livrar dos lindos e penetrante olhos de Nakuru.
"Você sabe Spi!" - continuava Nakuru - "Falava sobre o Conselho dos Magos, não? Me conte!"
"Eu não sei de nada, Nakuru!" - dizia Spi enquanto voava e saia da cozinha - "Esse é um assunto que pertence só a mestre Eriol."
Spi deixou a sala deixando Nakuru não convencida daquela resposta.
"Você sabe, Spi. Eu sei… Mestre Eriol sempre confiou mais em você! Não entendo! Preferir um gato!"
Nakuru deixou de pensar nisso e voltou aos seus afazeres na cozinha!
"Torta de batatas!" - dizia ao se decidir pelo que faria para o jantar.
Spi estava no seu cômodo preferido, que por sinal era o mesmo que seu Mestre costumava ficar. A sala estava vazia, ao contrário daquele último episódio que havia ocorrido naquele mesmo dia.
Após a pequena discussão que Nakuru havia proposto, Eriol havia deixado a sala. Dissera que iria a casa de Tomoyo. Nakuru deixou a sala em seguida dizendo que ira as compras, e Spi, sozinho, resolvera ascender todas as velas do recinto. E era assim que ele se encontrava agora, iluminado pelas velas do lustre.
Ao se recostar sobre a poltrona de Eriol, Spi relembrou do dia em que Eriol mostrou-lhe a carta de Kaho…
"Eriol, mandou me chamar?" - perguntava Spi.
"Leia isso!"
"É a carta que Kaho lhe enviou dias atrás, não?" - perguntava Spi enquanto Eriol confirmava com a cabeça.
"Eriol,
Desde sua partida a Tomoeda, a 3 meses, que venho tentando me justificar junto ao Conselho. Fiz como me pediu, desde a sua ligação mencionando sua decisão em permanecer aí. Porém, acredito que eles queiram uma declaração tua.
Yuri Vancini, atual líder do Conselho, disse que muitos Magos aguardavam anciosos a sua chegada. Queriam muito aprender com os ensinamentos que você, reencarnação de Clow, como os mesmos o chamam, poderia oferecer. Ficaram decepcionados quando lhes disse que desistira do convite para participar do Conselho. Questionaram-me o por que, mas apenas lhes disse que fizera sua escolha.
Yuri, e alguns Magos, compreenderão sua decisão, afinal, ficaria em Celesty toda uma vida, não podendo desfrutar da companhia de humanos comuns. Alguns magos já haviam tomado essa mesma decisão, o isolamento na terra da Magia é muito cruel em alguns momentos. No entanto, outros Magos, que esperavam muito pelos seus ensinamentos, não compreenderam essa sua escolha e, numa reunião, ficou decido que você, reencarnação de um mago com conhecimentos únicos em uma classe, não poderia pertencer mais ao Conselho dos Magos, tamanha a decepção que causara.
Sim, Eriol. Aquilo que havia me dito ao telefone, de quem sabe um dia, voltar atrás e pertencer ao conselho, não foi aceito por eles num primeiro momento. Tentei muitas vezes reaver esta decisão, e acho que a consegui. É justamente esse o motivo desta carta.
Recebi a alguns dias um telefonema que afirmava a negação de seu pedido, exceto se apresentasse uma justificativa convincente que permitisse aos Magos proporcionarem uma nova chance a você dentro do Conselho. Porém, acredito que um amor não será a justificativa adequada. Sabes bem que muitos Magos perderam sua reputação por se apaixonarem.
Eriol, terás que se decidir novamente. Os Magos o ouvirão numa "tele-conference" às 18:00 horas do dia 20 deste mês. Terás que se justificar e eles tomarão uma decisão. Pense bem, Eriol. Não esqueça de que o Conselho é para uma vida toda. É sua última oportunidade. Yuri aproveitou-se de sua posição para lhe proporcionar esta nova chance, pois acredita que tem um enorme potencial, e que sua magia seria de grande importância para o Conselho.
Espero que tome a decisão certa, Eriol. Torço muito pelo seu sucesso dentro da Magia, e sabes bem disso, meu amigo.
Abraços, Kaho"
"Eriol… Dia vinte, foi ontem…" - dizia Spi espantado.
"Sim, Spi… Foi inútil…" - desabafou Eriol ao recostar em sua poltrona.
"O que disse à eles?"
"Que estava apaixonado e que iria para o Conselho sim, somente se pudesse levar uma pessoa."
"Eriol…"
"Eles negaram como imaginei que o fariam. Exitem poucos humanos desprovidos de magia em Celesty. Somente homens de extrema confiança, e Magos com muitos anos de Conselho podem usufruir de ajudantes, e todos, sem exceção, devem ser homens…"
"Que saiba Eriol, tem mulheres em Celesty."
"Sim, mas todas têm poderes mágicos…e além disso, julgam o amor prejudicial a atenção dos Magos.E as mulheres sem conhecimentos de Magias, fracas. Fracas e sedutoras demais…"
"Eriol… não sei o que lhe dizer…" - dizia Spi chocado e entristecido pelo olhar vazio de seu Mestre. Queria poder ajudar aquele que o criou, mas o que poderia fazer?
"Spi, vamos esquecer este assunto. Não o comente com ninguém, nem mesmo com Nakuru. Está bem?"
"Como quiser…"
"Só espero que esta decisão não interfira em nada nos acontecimentos que ainda estarão por vir…"
"Sentes algo, mestre?"
"Não Spi… só afirmo algo que não gostaria que acontecesse. Não gostaria de saber um dia que minha conduta fosse a causa de algum incidente…"
"Wladimir… por que me disseste que esta minha decisão ainda causaria problemas?" - pensava Eriol nas palavras de um dos Magos que ouvira no tele-conference - "Por quê?"
"És um covarde, Clow!" - as palavras de um outro Mago, ditas no tele-conference, ainda pulsavam na mente de Eriol - "És covarde e egoísta!"
"Iyani…" - Eriol dizia vagando ainda em seus pensamentos.
"O que disseste, Eriol?" - perguntava Spi diante do devaneio de seu mestre.
"Não é nada, Spi… Já disse, vamos esquecer este incidente."
Ao dizer isso Eriol caminhou até Spi e tomou-lhe a carta que ainda estava nas mãos de seu gato. Ergueu-a até bem próximo das velas e com sua Magia, orientou-a até as mesmas, que a queimaram totalmente.
"Esqueça, Spi. Teu mestre, a partir de hoje, terá uma outra vida."
Spi voltava de seus profundos pensamentos. A vida de seus mestre seria muito diferente se sua decisão fosse outra.
Seu leal guardião fizera como fora solicitado. Guardara segredo e nunca, em momento algum, havia comentado com Nakuru. Porém uma palavra ainda permanecia em seus pensamentos.
"Iyani" - pensava Spi - "Quem é Iyani?"
Shaoran se aproximava do local onde havia passado o dia com sua flor. Como Sakura continuava esquecida, crescera sim, mas ainda tinha muito o jeito daquela doce menina que conhecera a anos atrás.
Ao se deparar com a cerejeira que havia sido o local de muito amor momentos atrás, Shaoran notou um homem.
"Ei você? Isso não te pertence!" - dizia Shaoran ao ver que o homem estava interessado na bolsa de sua namorada.
Se não fosse seus trajes, um tanto quanto diferente, e pela presença mágica que passava a sentir no momento, Shaoran o teria como um simples ladrão.
"Acalme-se, jovem!" - dizia o homem ao se levantar com a bolsa em suas mãos.
"Dê-me isso agora!" - gritava Shaoran irritado.
"Quero apenas observá-las!" - dizia o homem que agora saia da sombra da cerejeira e podia ser perfeitamente observado.
O homem tinha a pele muito branca, com olhos num tom negro, cheio de brilho, que destacavam-se mais ainda pelos cabelos ruivos que o mesmo possuia. Trajava calças pretas, camisa vermelha, e o mais estranho, devido a primavera quente que estava, um longo sobretudo preto.
"Dê-me isso, agora!" - gritava Shaoran.
"Já disse…" - repetia o homem enquanto abria a bolsa e pegava algo de dentro - "Quero apenas observas as Cartas…"
Shaoran, tomado de uma raiva incontrolada por ver um estranho tocando as Cartas de Magia de sua Sakura, convocou sua espada.
"Deus do Vento, vinde a mim!" - gritava Shaoran enquanto tocava um de seus papéis com a espada.
O Homem apenas ergueu seu braço e dissipou o Vento lançado por Shaoran.
Shaoran observava pasmo a atitude do homem. Sua magia havia crescido muito devido ao árduo treinamento que passara. Como ele poderia ter dissipado o Vento lançado por ele? E as Cartas Sakura? Por que sua namorada tinha trazido as Cartas? A muito tempo que Sakura só mexia em suas Cartas em sua casa, para passar-lhes energia. Estava coberto de dúvidas. O que estava acontecendo?
O jovem rapaz lembrou-se do cinema no dia anterior. Sua flor estava estranha. "Por que mentira pra mim, Sakura? Sei que foi a presença dele que a perturbou ontem. Por que não confiou em mim? - pensava Shaoran, que agora era tomado de raiva e decepção.
"Shaoran!" - sentia Sakura.
Seu desespero agora aumentava. Sabia que algo estava errado, e seu lobo corria perigo. Sakura observava por todos os lados. A noite caíra sobre Tomoeda, e uma linda Lua podia ser vista ao norte.
"Chave que guarda o poder da minha estrela! Mostre seus verdadeiros poderes sobre nós! E ofereça-os à valente Sakura que aceitou esta missão! Liberte-se!"
Sakura libertava seu báculo. Iria ao encontro de seu amor.
"Sakura, espere!" - dizia Yukito que corria ao longe.
Kero saira do bolso de Yukito, e ambos tomavam a forma de seus guardiões.
"Yue, Kero! O que fazem aqui?"
"Foi difícil encontrá-la, Sakura" - dizia Kerberos - "Andamos praticamente toda Tomoeda!"
"A presença agora é nítida!" - dizia Yue.
"Vocês a sentiram?" - perguntava Sakura.
"Só agora a percebi!" - dizia Kerberos - "Mas Yue, e acreditamos que você também, a sentiram ontem"
"Sentiu a mesma presença ontem, Yue?"
"Por que não nos contou Sakura?" - perguntava um Yue levemente preocupado.
"Não pensei que fosse algo importante…Nem Eriol, nem Shaoran sentiram nada!"
"Eriol não a sentiu?" - disse Yue estranhando a afirmação feita por sua mestra.
"Não…" - dizia Sakura.
"Por que convocaste o báculo mágico, Sakura?" - perguntava Kerberos.
"Shaoran!" - dizia Sakura ao se lembrar do motivo, seu lobo poderia estar correndo perigo.
"Vamos!" - dizia Yue ao tomar a frente e voar em direção àquela presença.
"O que foi meu amor? Está tão distante…"
"Não é nada Tomoyo… Apenas tive uma estranha sensação…"
"Sentiu alguma coisa, Eriol?"
Eriol estava confuso. Sentira uma presença mágica a pouco. Mas não poderia ser nada… Estava confuso. Sua magia estava um tanto adormecida para lhe dar certeza sobre qualquer aspecto que fosse.
Os dois estavam sentado no jardim da casa de Tomoyo. Namoravam sobre a luz de uma linda Lua.
"Não foi nada, Tomoyo!" - repetia Eriol - "Foi apenas uma impressão."
O casal estava abraçado, mas a expressão do jovem ainda era um tanto preocupada, afinal, seus instintos nunca falharam antes. Algo, sem dúvidas, estava acontecendo.
"Tomoyo. Vou para casa. Nakuru deve estar me esperando para colocar o jantar!"
"Tem certeza, meu amor, que está tudo bem?"
"Fique tranquila, querida!"
Eriol então a beijou, se despedindo de sua amada.
Tomoyo viu seu amado caminhar e deixar os limites de sua casa. Sabia que algo estava errado. Os intensos olhos azuis de Eriol lhe diziam isso.
"Quem é você?" - perguntava um Shaoran nervoso.
"Meu nome é Iyani Szalkovich*! E você?"
"Shaoran Li! Percebi que também tem poderes mágicos. Ao usar seus dons ficou claro que a forte presença a que estou submetido é sua."
"Está certo, Shaoran… Sou um Mago."
"O que quer com as Cartas Sakura?"
"Cartas Sakura? Pensei que fosse Cartas Clow… Criadas pelo grande Mago Clow."
"Eram! Não são mais!" - dizia Shaoran ainda muito nervoso - "Largue-as agora!"
"Já disse, quero observá-las… Mas já que tem poderes mágicos tão perceptíveis, por que não testá-las com você?"
Ao dizer isso, Iyani tomou uma das cartas, observou-a e a ergueu.
"Labirinto!" - disse ele.
O local foi tomado por um labirinto obscuro. Não haviam mais árvores, nem qualquer vestígio do parque. Shaoran sentiu-se totalmente incapacitado. Sem sombras de dúvida, um grande mago estava a sua frente.
"Shaoran!!!" - gritava Sakura que era envolvida pelo labirinto - "Kero, Yue!"
"Estou aqui, Sakura!" - dizia Yue que amparava sua mestra de uma queda. O chão estava sendo modificado pelo labirinto.
"Kero?" - tentava Sakura inutilmente encontrá-lo. O labirinto havia separado o guardião dos demais.
"Melhor usar a Alada, Sakura!" - aconselhava Yue.
"Eu… estou sem minhas cartas"
"Então este labirinto…"
"Sim Yue, é a Carta Labirinto. Alguém as encontrou e resolveu usá-las!" - dizia Sakura assustada.
"Como pôde perder suas Cartas, Sakura?" - reprimia Yue.
"Eu…" - dizia Sakura enquanto lágrimas passavam a rolar sobre sua face - "Eu as deixei na bolsa, só que a esqueci e Shaoran foi buscá-la."
"Shaoran…, ele não se atreveria a usar uma de suas Cartas…"
"Essa presença… Alguém está usando minhas cartas!" - dizia Sakura já descontrolada pelo choro - "Shaoran…. Ele está em perigo!"
*^*^*^*^*^*^*^*^*^*^*^*^
Aí está gente, mais um capítulo!!!
Estou tão empolgada que escrevi este capítulo mais rápido do que imaginava! Não garanto que sempre consiga isto, mas prometo tentar postar o mais rápido possível, ok?
Finalmente descobrimos de quem é a presença que Sakura e Yue sentiram. "Iyani!!!". E parece que Eriol já ouvira falar dele… E Spi sabe disso…
Mais sobre o passado de Eriol foi revelado. Mas o que estará para acontecer??? Quais são os interesses de Iyani??? O que acontecerá com o nosso Shaoran??? Tudo isso e mais será revelado nos próximos capítulos!!!
Aguardem….
Um muito obrigada para todos que mandaram reviews (Andrea Meiouh, Jenny-Ci, Miaka Yuuki)!!! Continuem mandando!!!
Mandem e-mails também: nakizinha@hotmail.com!!!!!
A opinião de vocês é muito importante pra mim!!!!
Até o próximo capítulo!!!
Naki
Nota: Iyani Szalkovich* - fala-se Iani Zalkovik.
Obs: Os personagens de Card Captor Sakura apresentados neste capítulo não me pertencem. Eles são de propriedade do grupo Clamp ©.
Os demais personagens são de minha autoria, proriedade de Naki ®. Caso queiram utilizar algum destes personagens, por favor, peçam a minha autorização. Obrigada!
