Oi, voltei!
Terminei de aplicar o filtro solar bem na hora que Bella me enviou uma mensagem. Ou melhor, uma foto dela no seu consultório na clínica em que estava trabalhando quando não estava de plantão no hospital.
Na imagem estava toda sorridente, usava óculos e segurava a caixa de bombons que eu tinha enviado para ela. Mais de quinze dias tinham se passado desde o aniversário dela, durante aquele tempo nos aproximamos muito mais.
Isso incluía jantares juntos, almoços, alguns cafés da manhã e beijos. Caramba, beijos pra caralho. Infelizmente, ainda não tínhamos transado, mas era óbvio o quanto ela queria aquilo tanto quanto eu, deveria rolar em breve.
Não estávamos namorando, mas eu queria que ela se tornasse minha namorada. Porra, com certeza era apaixonado por aquela mulher e estar ao lado dela era muito bom. No entanto, estava com medo de fazer o pedido e acabar com ela recusando e nós dois nos afastando, já que Bella não tinha dado nenhum sinal sobre a palavra namoro.
Edward: É uma pena você estar tendo que trabalhar em pleno sábado pela manhã, isso é algo pra te animar!
Bella: Me mimar com chocolate é uma boa sacada, Cullen. Parabéns!
Edward: haha Obrigado!
Bella: Nosso almoço está de pé?
Edward: Está sim, te busco aí na clínica na hora marcada.
Bella: Beleza. Vai fazer o que agora pela manhã?
Edward: Só ir para a academia.
Bella: Te vejo mais tarde, não sonha que irá comer um dos meus bombons.
Edward: Poxa, só um!
Bella: Não! Agora me deixa trabalhar.
Sorri como um idiota para o celular. Entretanto, o sorriso sumiu quando mais uma vez fui invadido por lembranças dos sapatos em meu closet. Bella tinha perdido um par parecido e eu ainda não sabia se eram os mesmos que eu continuava guardando.
X
Bella tinha fechado contrato com uma clínica na semana do seu aniversário, a médica estava gostando muito de lá, mesmo tendo que ir trabalhar naquele sábado que estávamos de folga do hospital. Minutos antes da hora que combinamos eu já esperava por ela na frente da clínica, logo Bella apareceu, com uma bolsa imensa que levava para o trabalho numa mão e na outra a caixa de bombons que dei pra ela.
— Oi! — exclamei, logo a beijando.
Bella sorriu contra meus lábios e retribuiu o beijo, quando não estávamos no hospital, não éramos econômicos com beijos, lá evitávamos para que a fofoca não rolasse solta. Apenas Kate, que estava saindo com meu amigo, já tinha nos visto juntos aos beijos quando fomos para um bar com ela e Garrett, mas ela não parecia o tipo de pessoa que estaria pelos corredores do hospital espalhando informações a respeito de nossa vida. E isso era bom, não tinha qualquer proibição de relacionamento entre funcionários nas normas do hospital, mas Bella e eu não queríamos transformar o que tínhamos no novo assunto do local, ainda precisávamos levar em conta que não éramos namorados, ao menos não ainda.
— Como foi seu dia? — perguntei afagando seu rosto.
— Foi bom, um cara me mandou uma caixa de bombons e melhorou minha manhã.
— Parece ser um cara legal.
— Não sei, acho que preciso beijar ele mais uma vez para ter certeza.
— Justo.
Então, nos beijamos novamente.
— Eu já estava com saudades — confidenciei depois dos beijos, quando algumas pessoas passando por nós pela rua começaram a reclamar que estávamos atrapalhando.
Fomos andando até o restaurante, eu carregava a bolsa dela e ganhei um chocolate como prêmio por isso.
— Nos vimos ontem. — Bella sorriu para mim. E tínhamos mesmo nos visto, no plantão, ainda jantamos juntos depois de sairmos do hospital, mas por mim teria passado a noite com ela e acordado ao seu lado.
Porra, eu estava apaixonado pra caralho!
— Não foi o suficiente — declarei, ela riu um pouco e provocou:
— Grudento.
— Talvez.
Bella parou de andar, ficando na minha frente, o que me fez parar também. E com um sorriso lindo, que iluminava seus olhos, ela perguntou:
— Vai pra minha casa depois do almoço?
— Se eu responder não algum dia para essa pergunta você tem permissão para socar minha cara, Bella.
X
Falange me odiava, isso era óbvio. Depois do almoço fui para o apartamento de Bella, enquanto a mulher me largou na sala de estar com seu cão, foi tomar um banho para que pudéssemos assistir a algum filme na TV.
— Vamos ser amigos? — perguntei para o cachorro, ele estava deitado do outro lado da sala, me encarando com cara de poucos amigos, depois de longos minutos latindo para mim.
— E aí? Qual filme iremos assistir? — Bella perguntou ao voltar para a sala, exalando cheiro de morangos do que eu sabia ser seu shampoo. A mulher estava usando um short jeans curto, o que eu adorei, uma regata preta e parecia estar sem sutiã, o que também amei.
— 101 Dálmatas! — respondi e gesticulei para Falange. — Quem sabe assim o seu filho fica com medo de mim e para me encarar como se eu fosse o próprio Satanás, quando na verdade ele é o Capeta entre nós dois.
Bella gargalhou e sentou ao meu lado.
— Para com isso. — Tirou o controle da minha mão. — O Falange é um bebê bonzinho, não é, filho? — falou com o cãopeta usando voz fofa.
— Eu sou o dono do inferno, mamãe — respondi pelo cachorro, forçando a voz para ela parecer demoníaca como imaginava que seria a daquele animal se ele falasse.
— Sério, para! — Bella ordenou rindo mais. — Vamos escolher algo para assistir. — Gesticulou para a TV. — Esse Continência ao Amor parece bom, que tal?
— Não sei, não curto histórias com militares.
— O cara é um gato.
— Seu gosto só é bom quando se trata de mim.
— Convencido.
— Esse aí do Adam Sandler. — Apontei para a TV. — Tô querendo assistir desde que saiu e ainda não tive tempo.
— Boa, o outro ator também é um gato — ela provocou cutucando minhas costelas.
— O que deu em você hoje, doutora Swan? — Deixei um beijo no seu ombro, isso fez com que ela se arrepiasse e na hora Falange latiu. — Viu? Ele me odeia.
— Ele não te odeia, só é ciumento, vai pass… — Eu a calei com um novo beijo, daquela vez em seus lábios, ela retribuiu, mas não por muito tempo.
— Foco, vamos assistir ao filme. Falange, chega de latir!
O filme não era ruim, mas era longo e isso me cansava. Ao menos eu tinha Bella ao meu lado, ou melhor, sobre mim. Eu tinha um braço ao redor do corpo dela, enquanto a mulher repousava a cabeça em meu peito, nossas mãos entrelaçadas, algumas vezes ela movia seus dedos por meu braço em um carinho gostoso.
— Ai, não acredito que estou com vontade de chorar por conta de um filme sobre basquete — ela disse quando os créditos finais subiram, eu sorri e olhei bem para seu rosto, de fato os olhos dela estavam cheios de lágrimas.
— Deveria ter aceitado minha sugestão de 101 Dalmatas.
— Idiota! — exclamou, mas logo estava se movendo para me beijar.
Os beijos se intensificaram, Falange que estava dormindo acabou acordando e nos vendo naquela agarração toda voltou a latir.
— Vamos pro meu quarto — Bella falou e foi logo me puxando para fora do sofá.
Fomos até lá trocando beijos, sem ligar de estarmos esbarrando nas coisas pelo meio do caminho. Por sorte Jacob estava no apartamento do namorado e não chegaria a qualquer momento para nos ver quase tirando as roupas no meio do corredor, pois aquilo estava muito perto de rolar.
No quarto Bella trancou a porta, podiamos ouvir Falange arranhando do outro lado, mas ignoramos. Ali nossas roupas começaram a ser tiradas, minha camiseta e a regata dela.
— Caralho — murmurei vendo os peitos de Bella, como imaginei ela estava sem qualquer tipo de sutiã.
Eu me inclinei até poder beijá-los, isso a fez gemer e agarrar meus cabelos. Fiquei mais um tempo ali, beijando seus seios, chupando seus mamilos, até levar minha mão direita para o botão de seu short e abrir.
— Porra, Edward! — ela gritou quando minha mão a tocou por dentro do short, mas ainda por cima de sua calcinha. — Você me chupa?
Ergui meu rosto e a olhei, seu rosto estava muito vermelho e isso a deixava ainda mais linda.
— Claro que eu te chupo, Isabella — respondi terminando de tirar seu short, tirando sua calcinha também, deixando-a completamente nua para mim.
Levei minha mão para o meio de suas pernas novamente, sentindo como ela já estava molhada. Meus olhos estavam fixos nos dela, Bella tentou me beijar, mas não deixei, isso a deixou furiosa. Porém, foi uma fúria logo embalada por mais gemidos dela e depois confusão quando tirei meus dedos.
Não para provocá-la mais, sim para experimentar melhor dela. Chupei meus dedos e pude sentir o gosto dela neles, isso a fez suspirar alto e no próximo segundo estava abrindo minha calça, enquanto deixava beijos em meu peito e ombros.
Ajudei a tirar minha calça e cueca, meus sapatos eu tinha tirado junto com a jaqueta quando cheguei ao apartamento dela. Sua mão, quente e hábil, logo estava me masturbando, mas não a deixei me levar muito longe, eu queria que ela gozasse primeiro.
Levei Bella para a cama, mas deitei e a coloquei por cima de mim. Ela entendeu o que eu queria e se posicionou em cima do meu rosto, suas pernas me cercando. A puxei para mim, a médica gemeu alto quando comecei a chupá-la, mas se moveu contra minha boca, aumentando seu próprio prazer.
O gosto dela, seu cheiro, sua pele, seus gemidos, tudo só me deixava ainda mais duro. Eu mal via a hora de foder ela com meu pau, porra, seria o melhor sexo da minha vida.
E pensar naquilo, me distraiu por alguns segundos. Ela e eu já tínhamos transado? Ela era ou não a garota de Seattle?
— Edward? — Bella chamou por mim, confusa quando parei o que estava fazendo, perdido em pensamentos que não deveriam estar me rondando naquele momento. — Se você quiser parar…
— Não quero! — exclamei e voltei a chupar ela.
Expulsei todos os pensamentos, foquei na mulher sobre mim e apenas nisso. E quando ela gozou, me senti foda pra caralho por ter dado todo aquele prazer para Bella.
A médica, ofegante e claramente com as pernas bambas, saiu de cima de mim e deitou ao meu lado. Nos olhamos e sorrimos um para o outro, ela mexeu em meus cabelos e me puxou para si.
Eu me posicionei sobre ela, sendo abraçado por suas pernas. Meu pau se esfregou contra seu clitóris, mas não fiz mais do que isso, precisávamos de camisinha.
— Você…
— Aqui! — Ela entendeu o que eu queria, se moveu um pouco e pegou um preservativo de dentro da gaveta na mesinha ao lado da cama. — Toma. — Me entregou, eu abri e logo coloquei a camisinha, não aguentava mais, precisava foder aquela mulher com meu pau.
— Linda — declarei, dando um beijo em sua bochecha antes de a penetrar, Bella sussurrou meu nome e apertou mais suas pernas ao meu redor.
Depois nossos lábios se encontraram, enquanto nossos quadris se moviam no mesmo ritmo. Me apoiei em um braço, o outro encontrou lugar entre nossos corpos e minha mão estava no clitóris dela, ainda sensível pós orgasmo.
Eu prolonguei quanto pude, trocamos mais beijos, mais toques. Trocamos de posição uma vez, ficando de lado, até voltarmos à posição inicial e aí eu gozei, com ela me beijando com urgência.
— Caramba — Bella murmurou, sorrindo contra meus lábios, depois mordiscando o inferior. — Acho que não vou te deixar voltar pra casa.
Isso me fez sorrir também, poderíamos passar o resto do sábado trancados no quarto dela transando e isso me faria o homem mais feliz do mundo.
X
No domingo, acordei primeiro que Bella, com o celular dela e o meu despertando ao mesmo tempo. Infelizmente precisaríamos ir para o hospital, para um longo plantão até às sete da noite.
A médica se moveu um pouco com todo aquele barulho, mas não abriu os olhos e só abraçou com mais força meu braço que estava entre os seus durante a noite toda. Depois da primeira rodada no sábado, eu fui até meu apartamento pegar o que precisava para ficar com ela no resto do dia e ir direto de lá para o hospital.
Foi maravilhoso, ficar direto com ela todo aquele tempo, conversando, transando, comendo e ignorando Falange. Era mesmo uma pena que precisávamos ir para o trabalho.
— Hora de acordar, Bella Adormecida — falei brincando, mexendo em seus cabelos.
Ela resmungou, se mexeu mais e falou com a voz rouca.
— Prefiro a Cinderela, ela pelo menos tem sapatos bonitos.
Isso fez meu sangue gelar. Era ela a garota de Seattle? Tinha se esquecido, mas lembrou naquela manhã de domingo após seu sono?
Bella abriu seus olhos e sorriu, não pareceu notar minha tensão e se esticou para beijar meu rosto.
— Bom dia, doutor Cullen.
— Sim, bom dia — murmurei e forcei um sorriso. — Melhor a gente se apressar, ou vamos nos atrasar.
Ela choramingou, mas concordou. Me deixou tomar banho no banheiro dela e foi usar o de Jacob, nos arrumamos rápido e tomamos só um café que preparei rapidamente enquanto ela alimentava Falange que já acordou latindo para mim.
Estávamos chegando ao hospital quando vimos James deixando o prédio. Não era a primeira vez que meu primo nos via juntos, ele tinha visto Bella e eu entrando no mesmo carro dias atrás, mas não era como se estivéssemos nos agarrando na porta do hospital no outro dia, nem naquele domingo.
— Eddye! — James exclamou o apelido que eu detestava, mas estava olhando para Bella ao meu lado. A médica e eu não estávamos de mãos dadas, nem nada assim, mas estávamos bem próximos. — Parece que você foi mais esperto do que eu e ficou com a nossa amiguinha primeiro. Lembrei de você, Swan, estava naquele congresso em Chicago, não? O que meu primo tem que eu não tenho, meu bem? — perguntou para Bella, tentou tocar no rosto dela, mas agarrei a mão dele e afastei seu braço. Soltei o braço daquele imundo na hora, antes que acabasse cedendo à raiva e o quebrasse.
— Calma, cara — James ordenou sorridente. — Não seja egoísta.
— Você é um nojento — Bella disparou para James. — Aquela sua listinha é um desrespeito gigantesco e agora me para aqui e fica…
— Você tá me criticando pela lista quando claramente acabou de dar para Edward que também fez parte da criação dela?
Foi o suficiente para mim, afastei Bella de perto de mim e do maldito que era meu primo. James iria falar algo, mas o calei dando um soco na sua boca.
Mais dois capítulos para o final da fic. Beijos! Lola Royal. 28.09.22
