Capítulo 2
QUEBRANDO TRADIÇÕES
Ela nunca tinha visto nada mais belo do que aquele salão em toda a sua vida. Nem em todas as festas chiques que havia ido quando era pequena. Nada se comparava com aquele salão. O teto enfeitiçado, as mesas, os alunos, os professores e as decorações. Até os fantasmas eram interessantes. E ela que havia levado um susto no início quando os viu, agora até gostava deles. Caminhou junto com os alunos novos, acompanhando a professora McGonagall, quando seus olhos recaíram na mesa da Grifinória. Em especial em um integrante dessa. Estava tão concentrada apreciando o jovem que lá estava que nem percebeu que a fila parou de andar, e acabou dando um encontrão em Patrick, caindo dolorosamente sentada no chão. O salão estourou em risadas e Dallas abaixou a cabeça, suas bochechas ficando extremamente vermelhas de vergonha. Patrick estendeu uma mão a ela e essa recebeu, murmurando um obrigado inaudível.
-Quando eu chamar o nome de vocês, venham até o banco e coloquem o chapéu para serem selecionados. Burlack, Mandy! - a mulher chamou e a menina foi em direção ao chapéu.
À medida que os nomes iam passando, Dallas ficava mais nervosa. Foi com alegria que ela viu seu mais novo amigo ir correndo, entusiasmado, para a mesa da Corvinal. E foi com apreensão que ela ouviu o seu nome ser chamado.
-Winford, Dallas. - a morena caminhou a passos lentos pelo salão e parou em frente ao banquinho. Sentou-se nesse e colocou o chapéu na cabeça. Logo a sua visão dos outros alunos escureceu.
"Ah!" A menina deu um pulo quando ouviu a voz ecoar na sua mente. "Interessante, muito interessante. Fico em dúvida em qual casa te colocar, mas acho que você ficaria muito melhor na… SONSERINA!"
Dallas tirou o chapéu da cabeça, lançou um olhar desanimado para a mesa da Corvinal e viu que Patrick retribuía o olhar, desapontado. Gostaria de ter ido, por um lado, para lá, mas por outro daria tudo para ter caído na Grifinória. Porém o que estava feito estava feito. Se ela foi para Sonserina, algo ela deveria ter. Sentou-se na mesa de sua nova casa e encarou com interesse a madeira polida dessa. Mal notou quando a comida surgiu magicamente nos pratos. Contudo não pôde deixar de ignorar as conversas que aconteciam a sua volta. Jovens bruxos e bruxas comentavam os recentes acontecimentos sobre Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado – algo que ela soube através de Patrick e sua longa falação no Expresso -, as famílias das quais eram originárias, seus pais, as aulas, amigos, férias e etc. Reparou que todos naquela mesa eram de famílias tradicionais bruxas. Ao constatar isso a jovem apenas mirou mais ainda o prato, vendo a sua fome esvair a cada segundo. Ela era nascida trouxa e, pelo que tinha percebido, era a única daquela mesa naquele status. E, depois de tudo o que ouviu falar da Sonserina, começava a não gostar do fato de estar naquela casa. A teoria de Patrick acabou de ir por água abaixo por sua causa.
-E então, você vem de que família? - alguém interrompeu seus pensamentos e a fez voltar para o mundo terreno.
-O quê? - a menina virou-se para ver um colega dirigir-se a ela.
-De que família você vem?Alguma família bruxa conhecia ou não?
-Não! – respondeu apressadamente. -Minha família é muito pequena, não tem ninguém que você deva conhecer.
-Ah. - o garoto virou-se e voltou a conversar com outro colega.
Harry deu outro bocejo enquanto era literalmente arrastado por Hermione pelos corredores. Ela o tinha acordado extremamente cedo para poder recolher os horários dos novos alunos com McGonagall. E, milagrosamente, Draco também estava na sala para fazer o mesmo com Snape. Porém ele ainda achava um exagero toda essa dedicação da jovem em relação ao cargo de monitor. Quando foi escolhido para ser monitor ele teve que confessar que levou um susto. Nunca pensaria que seria qualificado para tal posição, mas não se surpreendeu quando viu o nome de Hermione na lista. Ao contrário, achou que com ela como colega as coisas ficariam fáceis. Grande erro! Hermione apenas tornava as coisas mais trabalhosas. Já no segundo dia de trabalho quase o estava enlouquecendo com tanta tarefa. E olha que o trimestre nem havia começado direito.
-Hum, parece que os alunos do primeiro ano começarão mal. Poções dupla com a Sonserina. - comentou o moreno, avaliando alguns horários dos alunos novos.
-Parece que sim… - Hermione calou-se de repente. -… Mas o que diabos significa isso! - gritou no meio do corredor.
-O quê? - Harry sobressaltou-se com o grito da amiga e prontamente acordou de vez.
-Oras… eu falei para aquele garoto colocar matérias extracurriculares que prestassem.
-Hã?
-Olha isso, Harry! Olha isso! - Hermione quase esfregou o pergaminho no rosto de Harry, que divisou entre as letras o nome de Rony.
-Olhar o quê? - perguntou, tentando entender o que estava escrito enquanto a morena tremia o horário em frente ao seu rosto.
-Adivinhação Avançada? Para que ele iria fazer Adivinhação Avançada? - Harry sufocou uma risada. Lembrou-se que no ano anterior quando estava montando o horário com Rony, que era para ele descartar essa matéria, pois sabia que Hermione ficaria furiosa com ele. Parece que ele não o ouviu e a adicionou apenas para ter créditos fáceis e se formar.
-Ah… - deveria dizer que ele só estava fazendo Adivinhação pela certeza da aprovação? -… é a matéria que ele se destaca mais. - respondeu o rapaz.
-Com certeza! Vocês dois inventam mortes tão trágicas que se fossem cineastas ganhariam o Oscar. - Harry riu, mas Hermione apenas deu um sorriso malicioso.
-Vou já, já resolver isso.
-Hermione…
-Não! Esse ano temos os NIEM's para fazer e, - nisso ela abaixou o tom de voz. -o trabalho da Ordem será puxado, precisamos de matérias fortes e que prestam. Não essa porcaria de Adivinhação. Se eu der sorte conseguirei mudar o horário dele. - rodou sobre os pés e sumiu pelo corredor com uma expressão determinada no rosto.
-Pobre Rony… - murmurou com um sorriso. -… com uma namorada dessa quem precisa de mais? - e virou-se para seguir o seu caminho, mas viu esse sendo bruscamente interrompido por algo menor que bateu contra o seu corpo.
Um gemido foi-se ouvido e uma criatura pequena caiu sentada no chão. Harry abaixou os olhos apenas para ver uma menininha, com os óculos escorregando pela ponte do nariz, tentando ajeitar as suas vestes e se levantar. Viu os livros dessa espalhados a volta dela e abaixou para ajudar a recolhê-los. Quando ela levantou-se é que ele reparou um pouco melhor nela. Era pequena para a idade que ele presumia que ela tinha. Com certeza era aluna nova e uma Sonserina. Tinha os cabelos castanhos e os olhos de uma cor diferente, meio azul e meio violeta. Os cabelos eram presos em duas tranças e seu rosto era escondido por uma franja que, por não ser muito longa para presa com o resto do cabelo, insistia em cair sobre a sua face.
Dallas pegou o livro que lhe era oferecido e agradeceu a pessoa com um murmúrio. Realmente não era o seu dia. Havia acordado cedo para ir tomar café e ver se conseguia se encontrar com Patrick no caminho, mas foi só sair da sala comunal de sua casa que acabou se perdendo. E agora mais essa. Já era a segunda vez que esbarrava em algo e caía dolorosamente no chão. Estava começando a considerar a possibilidade de andar com um travesseiro amarrado no traseiro.
Levantou os olhos para pedir desculpas em quem esbarrou, quando viu aquele par de orbes verdes a encarando. Emudeceu instantaneamente e ficou o cúmulo da cor vermelha.
-Você está bem? - Harry perguntou, ficando preocupado com o fato de que a menina estava vermelha. Com certeza era de raiva. Sendo da Sonserina, não importa a idade, eles sempre eram presunçosos.
Dallas permaneceu calada e o moreno soltou um suspiro exasperado.
-Eu te machuquei? - a garota conseguiu ordenar a cabeça para se mexer em uma negativa. -Está perdida? - dessa vez foi um positivo. -Qual é o seu nome?
-Da-Da-Da... - gaguejou bestamente.
-Dada?
-Da-Da-Dallas! - respondeu.
-Dallas? - acenou com a cabeça. -Nome bonito. Dallas de quê?
-Winford!
-Winford? - ele franziu o cenho como se ponderasse algo. -Nunca ouvi falar nesse nome. Ele parece ser bem tradicional. Vocês são bruxos ingleses? – nisso Dallas abaixou a cabeça e mirou o chão.
-Sou a única bruxa da família. - sussurrou.
-Veio de família trouxa! - Harry estava surpreso. Pensava que na Sonserina não entrava trouxa e por isso uma curiosidade o abateu. -Seus colegas sabem disso? - os olhos violetas de Dallas alargaram-se em temor.
-Por Deus! Não! No tempo que fiquei lá fiquei sabendo que ser trouxa naquela casa pode ser perigoso. Não sei nem porque eu fui parar lá.
-Você deve ter alguma qualidade que o chapéu seletor apreciou e te identificou com a Sonserina.
-É, talvez. – murmurou derrotada.
-Bem, eu aconselho a não dizer a ninguém a sua origem se você puder evitar. Mas se alguém te perturbar por causa disso… você pode procurar o monitor chefe da sua casa… -Harry riu divertido. -… Certo que o Malfoy não é a ajuda perfeita, mas dá para o gasto. - e depois sorriu amplamente, o que fez a jovem ficar mais vermelha ainda. -Tem certeza que você está bem?
-Sim… eu só estou…
-Perdida? Sei disso. Venha, eu te acompanho até o Salão Principal. - Dallas seguiu Harry sem falar mais nenhuma palavra com ele por todo o caminho, quando chegaram a entrada do salão, esse se virou para ela. -Bem, te deixo aqui. Cuide-se. - deu uns tapinhas no topo da cabeça dela e entrou no lugar.
Dallas ainda ficou alguns minutos parada na entrada do salão. Se aquilo era um sonho ela não queria acordar de jeito nenhum.
Murmurou a senha para a estátua do bruxo perneta e assim que essa se moveu entrou vagarosamente pela passagem. Mirou o relógio que se iluminou na escuridão e percebeu que estava atrasado. Comeriam o seu fígado por causa disso. Mas que culpa ele tinha? Todas as atividades que tomou para esse último ano estavam lhe ocupando muito tempo. Os professores poderiam ser um pouco mais caridosos e lhe cobrarem menos. Afinal, fazia parte da Ordem e trabalhar para essa já era cansativo. Chegou ao final do corredor e murmurou uma outra senha, fazendo a porta se abrir. Passou por essa e rapidamente foi barrado por um feitiço. Esperou pacientemente enquanto raios esverdeados saíam das paredes de pedras e atingiam o seu corpo. Quando o processo terminou e a sua passagem foi aprovada pelos feitiços de segurança a parede ao seu lado se abriu.
Draco pisou dentro da sala e rapidamente recebeu olhares de reprimenda de muitos presentes ali. Ignorou a todos e caminhou com altivez para o seu lugar ao lado do professor Snape. Sentou-se calmamente e esperou que a reunião começasse. Poucos segundos depois Dumbledore entrava por uma outra porta para presidir a reunião.
-E então, o que temos? – perguntou antes mesmo de se sentar totalmente em sua cadeira.
-Movimentações rápidas. Você-Sabe-Quem consegue fazer aliados com a mesma velocidade que nós. - Gui levantou-se de seu assento e estendeu um mapa sobre a longa mesa, diante da vista de todos, indicando aqui e acolá pontos onde o poder de Voldemort predominava.
-Não estamos mais conseguindo manter os Dementadores na prisão. Estão ficando tentados a se voltar para o lado de Você-Sabe-Quem. - Arthur interrompeu o filho.
-Como estão as negociações com os gigantes? - Dumbledore voltou-se para Hagrid.
-Poucos são aqueles que aceitam vir para o nosso lado, professor. Mas parece que aos poucos estamos conseguindo. Farei uma nova viagem com Madame Maxime para poder tentar convencer mais deles.
-Ótimo! Carlos se importa…
-Não se preocupe professor, substituirei Hagrid por esses dias.
-Agradecido. Draco?
-Nada. Voldemort não deve estar entrando em contato com seus aliados mais jovens. Na casa Sonserina não dá para saber quem é Comensal ou não. Só não entendo porque a Sonserina é a única vigiada. As outras casas também são suspeitas. - e mirou o trio grifinório e mais alguns integrantes da reunião que pertenciam as outras casas.
-Para a sua informação, sr.Malfoy, não estamos descartando ninguém. As outras casas também estão começando a vigiar seus alunos. - Remo assegurou em um tom calmo.-Agora tudo e todos são suspeitos dentro dessa guerra desde aquele ataque no último verão que envolveu alguns alunos da escola. Precisamos saber quem foi.
-Mas parece que a Sonserina é a mais vigiada. - protestou.
-Vigiada porque muitos alunos de lá são filhos de Comensais, mas isso não quer dizer que foram eles os responsáveis por aqueles ataques. Temos uma certa desconfiança que tal ato possa ter saído de alguns corvinais. - Minerva olhou de Draco para o professor Flitwick, diretor da Corvinal. Esse assentiu com a cabeça indicando que aumentaria a segurança da casa.
-Há algo mais que precisamos saber? - Dumbledore convocou e os outros integrantes da reunião deram negativas com as cabeças. Não havia nada de novo. Voldemort andava calado desde o ataque, no verão passado, a alguns trouxas. Depois de muita investigação eles descobriram que aquilo foi apenas uma espécie de iniciação a jovens Comensais. E foi com desgosto que eles souberam que muitos desses jovens eram alunos de Hogwarts. -Acho que por hoje chegam então. Está tarde e muitos têm o que fazer amanhã. - um a um foi levantando-se de seu assento e deixando a sala. -Senhor Malfoy, peço que fique. - Draco fez o ordenado e permaneceu.
-Malfoy, preciso falar com você depois que sair daqui, te espero lá fora. - Harry sussurrou em seu ouvido ao passar, e saiu da sala.
-Sim, professor? - Draco perguntou assim que a última pessoa partiu.
-Tenho uma mensagem para o senhor. Uma mensagem de seu pai. - o loiro abriu um discreto sorriso. Fazia dois meses que não tinha notícias de seu pai. Sempre fugindo de Comensais. Já estava começando a imaginar o pior por causa de seu silêncio. -Ele está bem, mas não pode dizer onde por segurança. Disse que no próximo mês virá a Inglaterra, que é para você estar preparado que ele vem te fazer uma visita.
-Isso é tudo? Nada mais?
-Não. O senhor sabe como hoje em dia é complicado manter-se incógnito. Ainda mais de Voldemort. Tentei persuadir Lúcio a não dar as caras por aqui, mas ele insistiu em ver como você estava. Quem sou eu para pará-lo? - e deu um pequeno sorriso que foi acompanhado por Draco.
-Bem, então se é só isso, vou indo se o senhor não se importar.
-Tenha uma boa noite.
-Boa noite professor. - Draco saiu da sala e mal pôs os pés no corredor viu a figura de Harry nesse. –Potter, pensei que tinha desistido de me esperar. - falou, continuando a caminhar. Harry começou a andar lado a lado com ele e começou a falar.
-Malfoy preciso te pedir uma coisa… sobre uma aluna da sua casa.
-Conhece alguém da minha casa além de mim? Fala com alguém da Sonserina, Potter? Estou impressionado. Pensei que não se rebaixasse a tanto. - retrucou desdenhoso, mas Harry nem se abalou com o comentário. Anos de convivência lhe ensinaram muito bem a agüentar o loiro ao seu lado.
-O nome dela é... - Harry forçou a mente para lembrar o nome da menina. -… Dallas! Dallas Winford. Acho que é isso. E é uma coisa muito curiosa. Ela é de origem trouxa… -Draco parou abruptamente de andar e mirou Harry.
-Uma sangue-ruim foi parar na Sonserina! - rapidamente Harry fez uma carranca. O loiro poderia até não chamar mais a Mione de sangue-ruim, mas essa palavra infeliz ainda não tinha saído do vocabulário dele.
-Uma nascida trouxa – enfatizou. - foi para a Sonserina.
-Isso é um marco. Acho que nunca uma trouxa foi para a Sonserina.
-Talvez tenha ido e vocês nem tenham sabido. A sua casa não é tão calorosa nas boas vindas em relação a pessoas como ela.
-Certo, Potter. Somos orgulhosos do nosso sangue puro, nos processe. Mas o que isso tem a ver com a menina? Você está fugindo do assunto.
-Quero que fique de olho nela.
-Bancar a babá? - Draco fez uma expressão indignada. -Por que desse interesse repentino nessa menina? Oras Potter, sei que é pervertido… mas papa-anjo é um pouco demais. - Harry ficou vermelho até a raiz do cabelo com a ironia de Draco.
-Malfoy! - sibilou, para se impedir de pular no pescoço dele. Às vezes ele conseguia irritá-lo como nos velhos tempos. -Pára de falar bobagens.
-Não fui eu que comecei com a idéia tola de bancar a babá.
-Escuta aqui… Considere esse pedido um ataque agudo da minha personalidade grifinória. Eu encontrei com essa menina no corredor há algumas semanas e ela me disse isso sobre ser trouxa. Agora imagine o que aconteceria com ela se seus companheiros de casa descobrissem? Ainda mais que pode haver Comensais da Morte entre eles. Vai arriscar a vida dessa menina por causa de seu orgulho tolo? Vai conseguir dormir a noite se algo acontecer com ela, sabendo que poderia ter evitado…
-Okay, Potter! Entendi o recado.
-Vai manter o olho nela?
-Por que desse interesse repentino na garota? - Harry deu de ombros. Não sabia porque do interesse repentino. Apenas tinha simpatizado com a menina. Ela parecia tão frágil e perdida, indo parar logo na casa das serpentes e sendo nascida trouxa. Desde que a guerra estourara ele criara esse tipo de vínculo com as pessoas. Criara uma espécie de obsessão tão grande em ser útil, por realmente valer o título de salvador do mundo mágico, que cada vez que via alguém indefeso corria para ajudar. O que na língua de Draco era uma atitude estupidamente Grifinória, mas que para ele era um meio de compensar tudo que aconteceu desde seu quinto ano até hoje, desde que Voldemort voltou de vez.
-Apenas gostei dela. No pouco que falamos, ela me pareceu uma boa menina. - Draco soltou um suspiro exasperado e deu pequenos tapas no topo da cabeça do rapaz.
-Tsc, tsc, tsc, Potter. Sabe qual é o nome disso?
-Grifinória?
-Tirou as palavras da minha boca.
-Isso quer dizer um sim? Vai fazer o que eu pedi?
-Ah, fazer o quê.
-Obrigado. - murmurou e continuou o seu caminho em direção a torre de sua casa. Agora sim se sentia mais tranqüilo sabendo que ao menos uma pessoa a mais estava segura, mesmo que nas mãos de Draco Malfoy
