Capítulo 4
NOVOS RUMOS
As vassouras correram velozes pelo campo mas ele estava alheio a isso. Na verdade, pouco se importava e no fundo desejava que aqueles jogadores caíssem e quebrassem o pescoço. Algo normal para alguém que ainda estava frustrado por não estar disputando a final do campeonato de Quadribol em seu último ano de escola. Ao seu lado uma certa ruiva, que o havia arrastado para o território inimigo, vibrava com cada lance do jogo. Draco apenas bufou e cruzou os braços, recostando-se na arquibancada da Grifinória. Só Gina mesmo para tê-lo levado para lá para assistir o jogo. Disse que queria animá-lo. Mas, assistir o seu rival jogar a final do campeonato com a Corvinal, na torcida da Grifinória, sendo ele um sonserino, não é o que ele chamaria de animação.
Quando Harry perdeu a pista do pomo, Gina voltou-se para o namorado.
-Vai ficar de cara amarrada o dia inteiro? - indagou a jovem.
-Queria o quê? Eu ainda nem sei o que diabos eu estou fazendo aqui.
-Você está aqui… - Gina foi achegando-se a ele como uma gatinha manhosa. -… para fazer companhia a sua linda e maravilhosa namorada. - como aquela garota era prepotente. A convivência com ele a estava fazendo mal.
-Eu posso… - Draco envolveu a cintura dela e a trouxe para mais perto do seu corpo. -… procurar lugares mais íntimos para nos fazermos companhia. – e sorriu maliciosamente fazendo os olhos de Gina brilharam quando viram o rosto dele aproximar-se mais do seu. Quando os lábios estavam prestes a serem selados com um beijo, um movimento no campo chamou a atenção da grifinória. Rapidamente a jovem pôs-se de pé e começou a torcer novamente pela sua casa quando viu um gol ser marcado. Draco bufou frustrado e amarrou novamente a cara.
Dallas deu um pulo na cadeira quando viu o pomo sumir da vista de Harry e esse voar para o outro lado do campo. Estava dentro da torcida da Corvinal porque Patrick a havia levado para lá alegando: "Não pode torcer pelo seu amado Harry dentro da torcida da Sonserina, ao menos na Corvinal ninguém vai reparar se você torcer pela Grifinória". Certo que ele estava zombando dela, mas no fundo ela o agradecia por isso e era essa segurança dentro da torcida azul que a permitia vibrar a vontade pela casa adversária sem seus colegas sonserinos perceberem.
O ano letivo já estava terminando e logo Harry se formaria e eles não iriam conviver tão diariamente quanto conviviam. Isso mesmo, diariamente. As aulas do grupo de estudos realizaram o maior desejo de Dallas, a aproximou de Harry e agora os dois poderiam ser considerados grandes amigos. Quase não se desgrudavam, pois Harry tinha criado uma certa obsessão em cuidar dela pelo fato de ser trouxa e estar na casa das serpentes. Certo que o que ele demonstrava era compaixão e um pouco de pena pela infeliz seleção que ela teve, mas ela não se importava. Ao menos estava ao lado de seu querido Harry. Mas tinha um pequeno porém: sim, agora eles eram amigos mas Harry a via apenas como uma menininha, a via como uma irmãzinha mais nova que ele adotou e nada mais. E era isso que entristecia Dallas. Ela tinha conseguido se aproximar de seu grande amor, mas esse apenas a via como uma garotinha e ela não poderia culpá-lo. Estava certa quando presumiu que Harry preferia a companhia de mulheres e isso era a última coisa que ela seria.
Deixou-se cair na cadeira e nem percebeu quando o jogo terminou com a vitória da Grifinória, depois de uma grande manobra de Harry para pegar o pomo de ouro.
-Hei, vamos! - Patrick a chamou a tirando de seu devaneio. Lentamente Dallas se levantou e acompanhou o amigo para fora do campo de Quadribol. Quando alcançou os jardins de Hogwarts, foi abordada por aquele que predominava os seus pensamentos a maior parte do tempo.
-O que achou do jogo? - Harry perguntou, começando a andar e a garota apenas o acompanhou.
-Legal. – respondeu desinteressada. Meses de convivência com o rapaz também a ensinou a ser mais eloqüente. Harry notou que ela parecia um pouco cabisbaixa mas, bem, ela sempre foi uma menina muito séria e retraída contudo parecia que a sua volta e a volta de Patrick ela se soltava mais.
Não soube em que momento começou a apreciar a companhia de Dallas. Talvez fosse durante as conversas que eles tinham antes das aulas particulares começarem, pois eles sempre chegavam antes do horário marcado, ou nas vezes que ela o procurou para esclarecer uma dúvida e ele gastava horas falando com ela. Era tão fácil conversar com ela. Ainda era uma menina, cheia de sonhos e ilusões, mas ao mesmo tempo era tão madura que o surpreendia. Aos poucos foi a conhecendo melhor e sabendo de tudo o que passou na vida. Não tiveram infâncias muito diferentes. Rejeitados e humilhados por não serem iguais aos outros mas mesmo assim agüentando tudo de cabeça erguida como se as palavras não os afetassem. Não tiveram muitos amigos e sempre passavam como invisíveis em suas casas. Talvez o destino tivesse os aproximado. Talvez, além da guerra, Harry também tivesse a missão de cuidar daquela jovem. Ela era uma grande bruxa, mas ainda não sabia nem metade do potencial que tinha. Precisava apenas se soltar para se descobrir, como aconteceu com ele durante os anos em que ficou em Hogwarts.
Hogwarts, pensou com uma certa tristeza. Em poucas semanas estaria saindo dessa escola e não voltaria mais a ela, não como aluno pelo menos, apenas como membro da Resistência da Fênix. E, ver essas paredes por um outro ângulo era um pouco assustador.
-Algo errado? - Harry parou e mirou aqueles olhos violetas tão inocentes. Mais um motivo para que quando se formasse se empenharia mais na guerra contra Voldemort. Precisava preservar essa inocência. Não apenas a dela mas como a de muitos outros jovens que estavam vivendo no mundo conturbado fora desses terrenos mágicos.
-Não.
-Não? - Harry ergueu uma sobrancelha descrente. Podia dizer que a conhecia bem para saber que ela estava mentindo. -Não minta para mim.
-Bem… é que… - Dallas virou o rosto e começou a mirar o lago ao longe. O que dizer a ele? Que estava chateada porque ele nunca retribuiria o seu amor? Com certeza ele se assustaria e fugiria dela ou riria da sua cara -… Em poucas semanas você se forma e eu não o verei mais. - murmurou tristonha. Esse também era outro assunto que a estava chateando. Harry apenas sorriu.
-Oras, eu estarei saindo de Hogwarts mas não vou sumir.
-O quê? - a menina voltou a fitá-lo.
-Vou morar em Hogsmeade, em um apartamento que comprei lá.
-Verdade? - o rosto dela iluminou-se em um sorriso.
-Verdade. Você vai poder me visitar quando quiser e puder. - o sorriso da jovem desapareceu.
-Não vou poder. Alunos abaixo do terceiro ano não podem ir a Hogsmeade, esqueceu?
-Oras, eu posso falar com o professor Dumbledore e você pode ir me visitar quando Remo fizer o mesmo.
-Sério? - outro sorriso.
-Sério. - Harry sorriu de volta e passou um braço sobre o ombro de Dallas, não tomando conhecimento do arrepio que percorrer a espinha dessa, e a guiou até o castelo.
Rony rodava de um lado para o outro no salão comunal com extrema expectativa e vez ou outra levava os dedos à boca, roendo as unhas de nervosismo. Ao lado dele, Harry quase estava explodindo de tanto que segurava o riso.
-Ela está demorando muito. - comentou exasperado. Harry apenas sentou-se em um dos sofás e pôs-se a esperar a sua acompanhante para o baile de formatura, calmamente.
-Não é como se ela fosse fugir do baile. Relaxa Rony, você já fez isso antes quando ela não era a sua namorada, por que hoje seria diferente? - Rony virou-se para o amigo e deu um sorriso com o canto da boca. Lentamente aproximou-se dele e sentou-se ao seu lado, remexendo em algo dentro do bolso de suas vestes.
-Por isso. - disse, lhe mostrando uma caixinha negra de veludo. Harry pegou essa e a abriu, olhando admirado para o seu conteúdo.
-Ron…
-Acha que ela vai gostar? – perguntou nervoso.
-Que mulher não gostaria disso?
-Bem, a Mione pode ser uma mulher maravilhosa, mas não é dessas que ficam se alimentando de contos de fadas e coisa e tal.
-Mas ela ainda é uma mulher e garanto que ela vai adorar.
-Certeza?
-Bem, você nunca vai saber se não perguntar.
-Okay. - retrucou, pegando a caixinha das mãos do amigo e a guardando novamente no bolso ao mesmo tempo em que alguém surgia no salão comunal.
-Olá meninos. - Rony deu um pulo e pôs-se de pé com a sua boca quase indo ao chão. Nunca havia visto Hermione tão bela quanto nessa noite.
-Mi-Mi-Mi-Mione… - gaguejou.
-Parece que consegui o efeito desejado. - falou com um sorriso e Rony apenas fez uma cara mais abobalhada.
-E a Lilá? - Harry perguntou por sua acompanhante.
-Estou aqui. - a jovem apareceu ao pé da escada e o moreno sorriu.
-Está belíssima Lilá. - comentou com um sorriso, estendendo um braço para ela. Lilá corou e aceitou o braço estendido.
-E a Gina? - perguntou Rony enquanto levava a sua namorada para a entrada da torre.
-Ela logo vai descer, quer deixar o Malfoy esperando um pouco para fazer suspense. - no que disse isso saíram da torre e deram de cara com o próprio.
-E Virginia? – indagou o sonserino loiro.
-Ela já vem. - respondeu Hermione, levando o namorado para o Salão Principal.
Quando chegaram em frente as grandes portas do salão Rony parou Hermione e virou-se para encará-la.
-O que foi?
-Quer dar uma volta pelos jardins?
-Mas, Rony e a festa? E a entrega dos diplomas?
-Não irá demorar e está uma noite linda lá fora, vamos?
-Bem… - hesitante, Hermione concordou e acompanhou o ruivo. Rony tinha razão, estava uma linda noite estrelada e morna completamente típica de início de verão. Fadinhas chamadas para poder enfeitar mais a festa voavam pelos jardins e dentre as decorações. Rony levou Hermione até um banco ornamentado com um arco cheio de rosas e sentou-se ao lado dela. Ambos ficaram minutos em silêncio apreciando a noite estrelada.
-Mione… - o ruivo começou, sentindo um bolo entalar na garganta. A semana toda de ensaio foi por água abaixo só de olhar dentro daqueles olhos castanhos.
-Sim?
-Mione eu… eu… eu te amo. - Hermione sorriu lindamente para ele e o abraçou.
-Eu também te amo, Rony. - Rony sorriu de volta.
-Que bom, isso facilita as coisas.
-Que coisas? - o jovem Weasley tirou algo do bolso e ajoelhou-se em frente à garota, que franziu o cenho.
-Hermione Granger, me daria à honra de ser a minha esposa? - a morena arregalou os olhos em choque e pouco a pouco um sorriso brilhante surgiu em seu rosto. Com um leve assentimento de cabeça ela deu a sua resposta. Ron sorriu de volta e pegou a mão dela entre as suas, escorregando o anel cravejado de pedras brancas pelo dedo fino.
Hermione olhou abobada para o anel e puxou o agora noivo pelo colarinho das vestes, o trazendo para cima de si e lhe dando um beijo apaixonado.
-Melhor voltarmos para a festa. - murmurou o ruivo entre os lábios dela.
-Que festa? - Hermione retrucou ainda zonza de felicidade.
Dallas deu uma olhada para a estação de trem e não viu quem procurava por entre a multidão. Na verdade, não o via desde a noite anterior quando houve o Baile de Formatura dos setimanistas. Também não via os cabelos cor de fogo do Weasley amigo de Harry e nem via a Hermione. Talvez eles estivessem juntos se despedindo de Harry em algum lugar, já que esse não embarcaria no Expresso de Hogwarts porque agora morava no vilarejo. Continuou em pé na estação, sendo quase atropelada pela multidão de alunos, até que ouviu ao longe a última chamada para embarcar no trem.
-Vamos embora Dally! - Patrick a puxou pelo braço para dentro do expresso e ela se deixou levar, com o coração pesado no peito. Harry não havia ido se despedir dela.
Contou até dez, mas mesmo assim tal tática não estava funcionando. Ah, como gostaria de azarar a sua avó. Quem ela pensava que era para poder dar ordens a ela e tentar controlar a sua vida? Depois de tudo o que ela fez durante a sua existência ela achou que a mulher jamais se superaria com a sua maldita prepotência. Sempre soube, desde que nasceu, que a sua família era muito conservadora e fiéis seguidores de tradições. Seu pai foi o único que conseguiu quebrar a linha dura que a sua avó impunha e se relacionou com a mulher que escolheu e não com a quem a sua mãe pretendia com que ele se relacionasse. E ela, como uma tola, achou que depois dessa a mulher tinha desistido dessa tradição de casamentos arranjados. Infelizmente estava errada. Não que Amélia tenha lhe dito diretamente que ela se casaria com aquele menininho esnobe a quem foi apresentada no jantar dessa noite, filho de um dos sócios de seu pai. Mas do jeito que ela insinuava que a sociedade era tão vantajosa para os dois lados e em como ele seria muito bem vindo à família como sendo mais que um participador nos lucros, mas sim como amigo, ela conseguiu entender tudo. Ainda mais que ela lançava olhares significativos ao jovem ao lado do pai.
Ah, se ela pudesse amaldiçoava a sua avó e aquele menino irritante que ficou zombando dela a noite inteira, achando que era superior só porque era mais velho, bem apessoado e estudava em uma grande escola. Enquanto ela se recusava a dizer onde estudava. O que ela faria? Viraria para ele e diria: "Estudo em uma escola de magia, satisfeito? Sou uma bruxa!"? Com certeza ele iria rir da sua cara ou achar que ela estava louca. E quanto a sua avó? Bem, a sua avó a deserdaria diante de tal abuso. Um sorriso malicioso cruzou as suas feições ante esse pensamento. Isso até que não seria má idéia. Se fizesse isso até que conseguiria se livrar da velha mulher, mas em compensação a afastaria de seu pai.
Sentou-se em sua escrivaninha e pegou um caderno e uma caneta. Precisava escrever para alguém e desabafar, senão iria ter um troço e acabaria explodindo algo. Talvez se falasse com Patrick… Isso! Falaria com Patrick. Mas assim que começou com a primeira linha percebeu que seus pensamentos não estavam muito voltados ao seu melhor amigo. Deixou isso de lado e resolveu continuar com a carta.
Olá Harry, como vai?
Bem eu estou escrevendo essa carta porque precisava falar com alguém. Primeiro de tudo: você nem foi se despedir de mim na estação. Não, não pense que eu estou cobrando alguma coisa, pois você deve ter tido algo melhor para fazer. Mas, de qualquer maneira, eu ao menos gostaria de ter dito um adeus. Mas não é por isso que eu estou escrevendo. Eu preciso de uma luz. A minha avó… Lembra dela? A mandona que eu te falei? Bem, ela chegou ao cúmulo do absurdo essa noite. Você não vai acreditar no que ela ficou insinuando o jantar inteiro...
Dallas começou a narrar o ocorrido, o que lhe deu duas páginas de carta, e quando terminou sentiu-se um pouco mais leve. Hesitante foi até a gaiola de sua coruja e essa piou feliz no prospecto de fazer uma entrega. Com as mãos trêmulas ela amarrou a carta na pata dessa e afagou a cabeça penosa do animal.
-Bem... leve essa carta até Harry Potter. - disse e logo depois Osíris sumiu noite afora. Agora não tinha mais volta e o jeito era esperar para ver se Harry a respondia.
Harry rolou na cama de seu quarto de hotel pela enésima vez aquela noite. O calor estava insuportável, algo normal naquela região do mundo. Ainda gostaria de saber por que diabos tinha aceitado o pedido de Dumbledore e viajado logo para o México. Logo ele que nem sabia arranhar um espanhol. Mas precisavam de alguém para resolver essa missão. Grupos antigos da Resistência da América entraram em contato com o velho diretor de Hogwarts dizendo que estavam dispostos a oferecer a sua ajuda na guerra contra Voldemort, já que a maioria dos governos do continente americano lavaram as suas mãos e disseram que o que acontecia com a Inglaterra não era a jurisdição do seu Ministério. Uma grande covardia na opinião do jovem. Se o governo trouxa adorava meter o bedelho nos assuntos dos outros, o governo bruxo mostrava-se ser totalmente o contrário.
Desistiu de rolar na cama e levantou-se. Havia partido para essa missão na manhã seguinte ao baile de formatura. Mal teve tempo de se despedir de seus amigos. Dallas deve ter ficado chateada por ele não ter estado lá para lhe dar um adeus. E ela seria a que menos veria nos próximos meses agora que estava fora de Hogwarts pois, não sendo mais aluno, ele tinha a liberdade de exercer a magia e responder com as suas funções na Ordem que agora era a sua única prioridade. Finalmente colocaria os anos de treinamentos secretos em prática. Finalmente deixaria de ser passivo nessa batalha.
Encaminhou-se até o banheiro e abriu a torneira, jogando um pouco de água no rosto para ver se diminuía o calor. Foi até a sacada do quarto e pôs-se a apreciar a vista que o pequeno vilarejo, onde ocorreria o encontro com o líder da resistência, lhe proporcionava a noite. Um ponto ao longe lhe chamou a atenção e à medida que ia se aproximando ele percebeu que uma coruja vinha em sua direção. A ave cinzenta pousou na grade da sacada e estendeu a pata para o rapaz. Harry recolheu a carta e reconheceu a letra caprichosa de Dallas. A abriu e começou a ler as linhas que nela tinha. A cada palavra lida, seu rosto se contorcia em desagrado. A avó da menina era maluca! Casamento forçado? Já bastava a mulher não ter gostado da idéia de ela ser uma bruxa. Se pudesse apareceria na Mansão Winford e diria umas boas verdades para aquela senhora. Mas não poderia. O jeito seria apenas responder a menina a encorajando a agüentar e que tudo ficaria bem.
Entrou novamente no quarto e pegou uma pena e um pergaminho para dar a resposta. Quando começou a escrever a carta, parou no meio dessa, ponderando algo. Como contaria a Dallas que ficaria longe por uns tempos e que não se veriam? A menina parecia ter se tornado muito apegada a ele. Com certeza o considerava um irmão mais velho e sentiria a sua falta. Ele também sentiria a falta dela e estava preocupado sabendo que não teria mais ninguém para ficar de olho nela dentro da Sonserina. Mas os assuntos da Ordem vinham primeiro e Dallas teria que entender, embora ele não pudesse explicar que era um agente da Resistência.
Voltou a escrever a carta e quando terminou a enviou para a menina por meio de sua coruja Edwiges. Quando o ponto branco sumiu pelo céu, Harry pôde perceber que já estava amanhecendo e que o melhor era começar a se preparar, pois o encontro seria nas primeiras horas do dia. Se desse sorte, se esse grupo realmente fosse de confiança e realmente estivesse dispostos a ajudar, conseguiria mais aliados para a guerra contra Voldemort. E mais esperança para o lado da luz.
