Capítulo 13
A TRÍADE DA JUSTIÇA
A névoa encobria as ruas do Beco Diagonal naqueles primeiros dias de inverno. Um pequeno grupo de bruxos andava por entre ela, envoltos em suas grossas capas e em um silêncio mórbido. Deram mais alguns passos e entraram no grande prédio que havia em uma das ruas: o prédio do Ministério da Magia onde haveria o julgamento. Um auror que já os aguardava e os guiou a sala de audiência eles foram a passos lentos ao local e assim que entraram, acomodaram-se em seus lugares. Aguardaram por vinte minutos com burburinhos vindo das pessoas que estavam lá para assistir ao julgamento onde não haveria júri. A decisão do juiz seria a única válida e irrevogável. Um caso difícil. Se Sirius perdesse estaria condenado à prisão para o resto da vida. E o que mais o deixava nervoso não era o julgamento em si, mas sim o seu advogado de defesa. Snape estava sentado ao seu lado na mesa, virado em sua cadeira e cochichando uma coisa ou outra com Dumbledore que havia ido assistir à audiência. Assim como Remo e Harry. O diretor de Hogwarts havia decidido que para defender o animago ninguém melhor que o Mestre de Poções. Afinal, eles nunca se deram e assim ocorreria uma defesa mais imparcial e mais convincente aos olhos do juiz.
O moreno rodou os olhos pelo local e viu na outra mesa, rodeado de pergaminhos e pastas, o promotor. Não sabia direito o seu nome, era alguma coisa Parker. Apenas sabia que era um dos melhores do mundo da magia.
-Todos de pé na presença do excelentíssimo senhor juiz Alastor Moody. - os presentes se levantaram e Harry arregalou os olhos em surpresa, cochichando com Remo:
-É ele o juiz?
-É o auror mais renomado do Ministério, foi escolhido por Fudge para julgar o caso. Ao menos podemos ficar tranqüilos em saber que será um julgamento justo. Pelo menos alguma coisa Fudge fez direito.
-Julgamento justo? Esse cara não é meio insano?
-Ele pode ter suas esquisitices mas ainda é o melhor. - Moody sentou-se e assim fizeram todos.
-Está aberta a sessão. Comunidade Mágica versus Sirius Black. Sr.Parker pode começar.
-Sim meritíssimo. - o homem levantou-se e caminhou para frente da sala. -A comunidade mágica acusa Sirius Black de assassinato, traição, pacto com as artes das trevas e o Lorde das Trevas.
-Protesto meritíssimo. - pronunciou Snape com uma voz assustadoramente calma. -Não há nada que prove que Black seja um Comensal.
-Porém ele traiu os Potter. - rebateu Parker.
-Contudo o verdadeiro culpado já foi capturado e está sob a custódia do Ministério. Estamos aqui para provar isso e não acusar o sr. Black.
-Protesto aceito. Prossiga sr. Parker.
-Sirius Black também é acusado de infringir a pena de prisão a qual recebeu há dezenove anos atrás.
-Sr.Snape tem algo a dizer em relação a isso? - perguntou Moody. Snape levantou-se e caminhou à frente.
-Black fugiu com o único objetivo de provar a sua inocência. E é por isso que estamos aqui hoje.
-Porém ele invadiu Hogwarts e atacou os seus alunos. - rebateu Parker.
-Protesto. O promotor está especulando meritíssimo. - retrucou Snape.
-Protesto negado. Sabemos do ocorrido em Hogwarts e isso aconteceu na época em que ele estava foragido.
-Isso incluiu na ficha dele invasão de propriedade particular, tentativa de assassinato…
-Protesto. Black apenas invadiu a escola com um único objetivo: capturar Pettigrew.
-Tem como confirmar isso sr. Snape? - indagou Alastor.
-Se o senhor me permitir chamar testemunho.
-Permissão concedida.
-Chamo para depor o senhor Harry James Potter. - Harry arregalou os olhos e mirou de Sirius a Severo. Lentamente levantou-se e caminhou para onde estavam os três.
-Sr.Potter, pode sentar-se ali por favor. - Moody indicou o espaço ao lado de sua bancada. Um auror postou-se ao lado de Harry e o ordenou a levantar a mão direita em juramento.
-Sr.Potter, quando foi o seu primeiro encontro com o sr.Black? - perguntou Snape.
-Hum… bem, foi em Hogwarts.
-Poderia especificar para nós?
-Eu soube que Sirius havia fugido da prisão e que estava atrás de mim. No começo eu acreditei nisso até que descobri que, na verdade, ele estava atrás do Perebas.
-Perebas?
-O rato de Rony. O ex-rato de estimação de Ronald Weasley.
-O por que ele estaria atrás desse rato, senhor Potter?
-Por que ele é a forma animaga de Pedro Pettigrew.
-Sem mais perguntas, meritíssimo. - Snape virou-se e voltou ao seu lugar ao mesmo tempo em que Parker saía do seu.
-Senhor Potter, o senhor sabia que o sr.Black era o fiel do segredo de seus pais?
-Ele não era o fiel do segredo dos meus pais.
-Não? Então quem era?
-Pettigrew.
-E quem lhe disse isso?
-Sirius.
-E o senhor acreditou?
-Sim.
-Por quê?
-Porque… porque… porque sim.
-Sem mais perguntas meritíssimo.
-Sr. Potter, pode retornar ao seu lugar. - indicou Moody e Harry o obedeceu.
-Está claro, excelência, que o sr. Black apenas apresentou argumentos verbais que atestassem a sua inocência. A captura do sr. Pedro Pettigrew não comprova nada além de o fato de um bruxo ter fingido a sua morte, os dois tem argumentos contrários um ao outro. Portanto, nada pode nos fazer crer que o senhor Black é realmente inocente. – argumentou Parker.
-Excelência, as provas suficientes estão no próprio Pettigrew. Vocês podem comprovar pela marca negra em seu braço, pelo braço de prata que ele possui dado pelo próprio Lorde das Trevas, como o testemunho do sr. Potter nos disse há anos atrás assim que o Lorde retornou.
-Verificamos isso e o sr. Pettigrew afirma que fez tudo inconsciente e que estava sob o efeito do Imperio.
-Isso é mentira! - Sirius gritou, ficando de pé e fazendo Moody bater com o seu martelo sobre a mesa.
-Sr.Black, peço que se controle! - Sirius bufou e sentou-se novamente.
-Então, se ele estava sob o Imperio o que o fez se fingir de morto por todos esse anos? - rebateu Snape.
-Ele nos alegou que era um meio de se proteger do sr. Black. - disse Parker.
-Mas esse estava preso, não tinha como ele ser pego. Se ele temia Black algum motivo ele tinha. Excelência tem que convir que quem não deve, não teme.
-Sr.Parker isso é válido. E agora estamos com uma contradição aqui. Quem, afinal, está mentindo?
-Se esse é o caso, eu chamo para testemunho o sr. Pedro Pettigrew.
Alastor acenou para um auror que estava na porta e esse saiu da sala. Dez minutos depois ele voltou com mais dois aurores que traziam Pedro entre os braços, o levando a frente da sala e o sentando no banco dos réus e o mandando fazer o juramento.
-Sr.Pettigrew… - Snape mirou seus olhos negros no pequeno homem que suou frio.
-Severo! - o mencionado deu um pequeno sorriso malicioso como se fosse uma cobra pronta para dar o bote.
-Diga-nos, sr.Pettigrew, verdade que o senhor foi o fiel do segredo dos Potter?
-N-n-não.
-Verdade, segundo os meus dados, que quem explodiu aquela rua e matou aqueles trouxas há dezenove anos foi o senhor? Incriminando assim o sr. Black?
-N-n-não.
-Está suando senhor. E está tremendo. Há algo de errado? Por que gagueja ao dar as suas respostas?
-Protesto! - Parker levantou-se de seu assento. -Ele está coagindo a testemunha.
-Protesto aceito. Sr. Snape, perguntas diretas por favor.
-Sim.Verdade que trabalha para Voldemort?
-N-n-não! Eu estava sob o feitiço. Não era eu. Eu não sabia o que estava fazendo.
-Onde você ganhou esse braço de prata?
-Eu-eu disse que estava debaixo de um feitiço que Você-Sabe-Quem me colocou. Não estava pensando por mim mesmo.
-Você é um animago ilegal, não é?
-Si-si-sim.
-Qual a forma que o senhor toma?
-Um rato.
-O rato Perebas que um dia pertenceu ao senhor Weasley?
-Sim. Se eu realmente servisse ao lado das trevas você acha que eu passaria anos convivendo com Harry Potter sem lhe fazer nada?
-O senhor não faz as perguntas aqui, eu as faço. - sibilou o ex-sonserino e Pedro encolheu-se na cadeira. –Meritíssimo não creio que o testemunho do sr. Pettigrew seja válido. - disse, virando-se para Moody.
-Como! - guinchou Pedro, mas foi calado por um olhar gélido de Snape.
-O que sugere, sr. Snape?
-Veritasserum.
-Excelência, se for colocar o sr.Pettigrew sob o veritasserum peço que faça o mesmo com o sr. Black.
-De acordo sr. Snape?
-Sim.
-Tragam o veritasserum. - novamente o auror saiu da sala.
Dez minutos de longa espera se passaram até que o auror retornou a sala com dois vidros com um líquido transparente. Aproximou-se de Pedro e estendeu o vidro a esse, que hesitante o pegou nas mãos porém não o bebeu. Aguardou por longos minutos até que Snape interveio.
-Excelência, se ele está relutando a tomar a poção com certeza é porque esconde algo.
-Sr.Pettigrew devo lembrá-lo que está sob juramento e que isso é um julgamento. Se não tomar a poção mando prendê-lo. - Pedro engoliu em seco e bebeu a poção em um gole só, rezando para que essa falhasse. Severo deu um sorriso maldoso e postou-se em frente ao homem.
-Qual é o seu nome senhor? – perguntou.
-Pedro Pettigrew. – respondeu sem hesitar e com os olhos fora de foco.
-Sr. Pettigrew, onde estava no dia 31 de outubro de 1981? - Pedro tentou manter a boca fechada mas essa foi mais forte que ele.
-Com Voldemort.
-E o que você estava fazendo na companhia dele?
-Estava contando o segredo dos Potter.
-Por quê?
-Porque eu era o fiel do segredo deles e estava feliz por finalmente agradar o meu mestre.
-E como você se tornou o fiel deles?
-Sirius me pediu que trocasse de lugar com ele para assim despistar Voldemort.
-Me diga, sr. Pettigrew, depois que você disse a Voldemort o segredo dos Potter o que aconteceu?
-Eu esperei o desfecho dos planos do Lorde em meu esconderijo mas então eu soube que algo de errado havia ocorrido então eu resolvi fugir.
-Por quê?
-Porque sabia que os outros Comensais me culpariam pelo que aconteceu ao meu mestre.
-Você se encontrou com o sr. Black depois da fuga de seu esconderijo?
-Sim. Ele foi atrás de mim quando soube da traição.
-E o que aconteceu nesse encontro?
-Eu estava apavorado, sabia que ele me pegaria e sabe-se lá Merlin o que ele faria comigo, por isso bolei um plano de última hora. Gritei para todos que ele tinha traído Tiago e Lílian e depois eu explodi a rua onde estava, cortando meu dedo, me transformando em rato e fugindo para dentro do bueiro.
-Está querendo nos dizer que jogou um homem inocente na cadeia por doze anos?
-Sim.
-Sem mais perguntas meritíssimo. - Severo sorriu vitorioso enquanto retornava ao seu lugar.
-Sr. Parker, alguma pergunta?
-Não. - disse, vendo o caso como perdido.
-Vejo que a minha decisão está clara aqui. Nesse dia 1° de dezembro de 2001, eu, Alastor Moody, diante das acusações de traição, assassinato e pacto com o lado das trevas, declaro Sirius Black… inocente. - Harry e Remo vibraram e o coração de Sirius deu um pulo de alívio. -Diante das acusações de infração da pena de prisão e invasão de propriedade privada, declaro Sirius Black... culpado. Porém, cumprirá a pena em regime aberto sob supervisão… - Moody rodou os olhos pela sala e eles caíram sobre o diretor da escola de magia. -… do sr. Alvo Dumbledore. Quanto ao sr. Pedro Pettigrew, sobre as acusações de traição, assassinato e filiação ao lado das trevas eu o declaro… culpado. Recebendo a pena de prisão perpétua sem direito a revogação. Caso encerrado! - e bateu o martelo sobre a mesa encerrando a audiência.
Os aurores que presenciaram o julgamento cataram Pedro pelos braços e praticamente o arrastaram porta afora. Sirius levantou-se de sua cadeira, sentindo as pernas bambas e uma leveza no corpo que há anos ele não sentia. Rapidamente Remo e Harry o envolveram em um abraço.
-Sou um homem livre. – disse em meio às lagrimas. -Um homem livre.
-Parabéns Sirius. - Harry fungou ainda entre os braços do padrinho.
-Foi uma bela defesa sr. Snape. - Parker apertou a mão de Severo. -Já pensou em seguira carreira no direito bruxo?
-Meu ramo não é leis mas sim poções.
-É uma pena, poderia fazer sucesso nesse caminho. - foi até Sirius e estendeu a mão a ele -Parabéns sr. Black.
-Obrigado. – respondeu o cumprimentando. -Obrigado… Snape. – retrucou um pouco a contra gosto. Estava devendo ao homem agora.
-Não é porque eu salvei a sua vida que isso significa que vamos ser amigos. – Snape respondeu em um tom seco.
-Graças a Merlin! - retrucou Sirius divertido e Snape abriu um pequeno sorriso. Dumbledore pousou uma mão no ombro do moreno e sorriu também.
-Hora de ir para casa. Essa batalha já foi vencida mas ainda temos uma guerra lá fora pela frente. - todos concordaram e rapidamente recolheram as suas capas para voltarem a Hogwarts.
-Você tem certeza de que quer isso? Você poderia ficar aqui ou ir para a minha casa. - Patrick falou enquanto se encolhia por debaixo de sua capa de frio. As portas de entrada do castelo estavam abertas, esperando pelos alunos saírem e pegarem as carruagens para irem para a estação, permitindo que o frio e a neve de inverno entrasse no hall.
-Não posso ficar fugindo para sempre. Além do mais essa vai ser a minha última chance de ver o meu pai e o Monty já que nas férias eu não vou para casa.
-Não vai? E vai para onde então? - Dallas engoliu em seco e amaldiçoou a sua distração. Não poderia dizer a Patrick que ficaria em Hogwarts, assim como alguns outros alunos, no verão para poder servir aos treinamentos da Resistência.
-Assunto meu, sinto se não posso lhe dizer. - Patrick sentiu-se um pouco magoado afinal, a garota lhe contava tudo, mas deixou isso passar. Dallas não era obrigada a revelar cada segredo de sua vida.
-Mesmo assim… sabe que a sua avó vai ficar te pressionando…
-Eu sei. - a menina olhou distraidamente para o teto onde Pirraça brincava de jogar bolas de neve nos alunos. -Mas não posso fugir para sempre. E se agora eu consigo enfrentar os sonserinos acho que estou apta a encarar a minha avó.
-Pelo que você me falou da sua avó ela dá mais medo que os sonserinos. - ambos riram um pouco.
-Eu… eu preciso. Não posso deixar Amélia controlar a minha vida de tal maneira. E além do mais, nunca vou saber se posso enfrentá-la se não tentar.
-Onde está a garotinha insegura que eu conheci? Essa Dallas firme em suas decisões é nova para mim, não estou acostumado com isso.
-Prefere a outra Dallas?
-De jeito nenhum. Estou tão orgulhoso de você. - Patrick disse em um divertido tom choroso, fingindo secar uma lágrima no canto do olho e a jovem sorriu de volta.
-Melhor eu ir antes que perca o trem. - os dois se despediram com um abraço e Dallas rumou as carruagens.
O Expresso já se afastava de Hogsmeade e os campos cobertos de neve já se mostravam pela janela quando a porta de sua cabine se abriu, revelando a última pessoa que ela estava disposta a ver naquela viagem.
-Yale. – resmungou, cruzando os braços sobre o peito e já assumindo uma postura defensiva.
-Winford… - retrucou desdenhoso com um sorriso começando a surgir em seu rosto bonito.
-Vai embora daqui!
-O trem não é seu, Winford, não pode mandar dentro dele.
-Mas eu posso te azarar. - ela estendeu a sua varinha e a apontou para ele mas Davon não se abalou e entrou na cabine, fechando a porta atrás de si e sentando em frente a ela. -Você não ouviu o que eu disse? – ameaçou com a varinha ainda em riste.
-Ouvi… mas ignorei. Não aceito ordens de uma san… - a ponta da varinha da jovem faiscou e ele se calou. -Fiquei surpreso quando te vi na Resistência.
-Com certeza não ficou tanto quanto eu. Afinal, você é o exemplo do sonserino perfeito, do jeito que as outras casas pintam. Mal educado, prepotente e asqueroso.
-E você quebra a reputação da nossa casa. Meiguinha, trouxa e amiga das outras casas. Vergonhoso.
-Ao menos eu tenho amigos. Vocês sonserinos só são amigos uns dos outros por interesse.
-Vocês sonserinos. Por que fala da gente em terceira pessoa? Esse brasão nas suas vestes significa algo, não vê? Você está no mesmo barco que nós. Talvez você tenha que aprender que para merecer o nosso respeito, tem que ser como nós e parar de pensar como as outras casas.
-Mas eu não quero ser como vocês. Eu não sou como vocês! – disse firmemente, não querendo admitir que poderia ser como os seus companheiros de casa.
-Aí é que você se engana. Um grifinório, ou corvinal ou lufa-lufa nunca que ameaçaria um companheiro de casa como você faz. Se bem que as suas ameaças são inválidas. Uma sangue-ruim como você não saberia fazer um feitiço que causasse grandes danos. - Dallas pela primeira vez em sua vida realmente sentiu o seu sangue ferver e sem pensar muito, levantou-se de supetão e mirou a varinha para ele, gritando o primeiro feitiço que lhe veio à cabeça. Porém, Davon foi mais rápido com os seus reflexos de jogador. Ele também se levantou bruscamente e segurou no pulso dela, apontando a varinha para o alto e fazendo o feitiço acertar o teto do trem, o que causou uma explosão e uma grande mancha de queimado no teto desse e a força que ele empregou em seu pulso a fez perder o contrapeso e cair sobre ele. O moreno a envolveu pela cintura com um braço, enquanto o outro ainda segurava o pulso da menina e o apontava para o alto.
-Me solta! - ela debateu-se em vão. Ele ainda era maior e mais forte que ela mas isso não queria dizer que ela não sabia dar um corretivo nele.
-Toquei no nervo, não foi? – murmurou perto do rosto dela. -A recatada e tímida Dallas, herdeira dos poderosos Winford, como as revistas trouxas sempre falam, finalmente perdeu a compostura e esqueceu de toda a sua boa educação.
-Você quer realmente ver a minha boa educação? Vai pro inferno! – gritou e tentou bater nele mas não foi muito bem sucedida.
-Uh, a adolescência realmente estraga qualquer pessoa.
-Me solta! – ordenou novamente com os olhos violeta faiscando e ficando cada vez mais escuros de ódio.
-E se eu não quiser? - retrucou, aproximando seu rosto mais do dela.
-O que você pensa… o que você vai fazer? - a menina agora sentiu o seu sangue correr frio pelas suas veias quando viu aqueles olhos castanhos cada vez mais próximos dos seus.
-Vamos ver até onde você mantém a sua compostura. - fechou a distância entre os dois e a beijou. Dallas gelou e arregalou os olhos e seu corpo não respondia a mais nenhum comando seu. Tentou reagir mas ele a segurava com extrema força a mantendo firme no lugar enquanto a beijava. Segundos depois é que Davon separou-se dela com um grande sorriso maroto no rosto. -Tenha um bom dia Dallas. - desejou divertido e deixou a garota estática dentro da cabine.
