Os personagens e universo de Magic Knight não me pertencem.

CAPITULO 4

Me desculpe. Eu não sei o que deu em mim. Me perdoe, por favor. – Pedia Clef desesperado, mas Marine permanecia de olhos fechados.

Por favor, não peça desculpas. Eu sempre sonhei com um beijo seu.

Huh?

Eu sempre te amei Clef, mas não te disse nada por medo de você se afastar.

Eu não sei o que dizer...

Não precisa dizer nada. Eu sei que você não sente o mesmo.

Eu... quero dizer... Como você pode amar alguém como eu?

Alguém como você?

Sim, eu sou muito velho e você é jove criatura mais linda de Zefir.

Marine sorriu e disse: - Nós não escolhemos por quem nos apaixonamos. Mas não se preocupe, eu não vou te incomodar ou mesmo te procurar se você preferir assim. - Se levantou do sofá para ir embora, mas foi impedida por Clef que também se levantou e a segurou pelo pulso. Ela girou e ele a abraçou e a beijou novamente, mas dessa vez com paixão.

Somente pararam para retomar o fôlego.

Você é muito especial para mim e eu já sei disso há algum tempo, mas eu não disse nada, pois não achava que você me corresponderia.

Você é muito especial para mim também e sempre sonhei em ficar com você. – Ela confessou.

A outra razão pela qual não falei nada é porque não podemos ficar juntos, por mais que eu queira. Não posso te oferecer um relacionamento e uma família.

Eu não ligo para família e nem nada disso. Só quero poder ficar perto de você.

Eu não posso – Ele disse quase em tom de súplica.

Então por que me beijou? – Ela perguntou cruzando os braços.

Não resisti e era uma coisa que eu queria há tanto tempo. Queria pelo menos uma vez na vida te sentir em meus braços e poder te beijar.

Marine se aproximou e o beijou novamente. – Ninguém precisa ficar sabendo e Zefir não irá sucumbir só porque nos beijamos.

Não quero arranjar problemas para você. – Embora ele soubesse que estava cometendo um erro e infringindo a lei maior para um guru, ele não queria deixá-la ir. Marine tinha um efeito sobre ele que nem mesmo ele entendia. Ao tê-la em seus braços, ele não se importava com o que poderia acontecer. Só se importava em aproveitar ao máximo essa experiência maravilhosa e as sensações que ela lhe proporcionava.

Por agora podemos aproveitar ,Clef. – E o beijou novamente passando os dedos por seus cabelos. Parou de beijá-lo por um instante enquanto Clef descia e beijava seu pescoço.

Temos que aproveitar, pois não sei quando devo ir embora.

As caricias estavam ficando cada vez mais quentes quando finalmente Clef retomou o controle e acariciando o rosto de Marine com as duas mãos disse:

Devemos parar. Não quero me aproveitar de você. – E olhava fixamente para os olhos azuis de Marine.

Ok. – Disse sabendo que aquela era uma batalha perdida, mas agora que sabia que era correspondida, iria procurá-lo novamente. – Te amo Clef.

Clef sabia que não podia dizer aquelas palavras de volta por mais que fossem verdade. Então resolveu beijá-la e abraçá-la novamente e tentar expressar tudo o que ele sentia através dessas atitudes.

Já está tarde, você deve estar cansada. – Disse Clef ainda abraçando Marine.

Tem razão. Lucy e Ane devem estar preocupadas. – E dizendo isso, deu um breve selinho em Clef e seguiu em direção a porta.

Você deve retornar amanhã para trocar os curativos.

Marine já estava fechando a porta, quando apareceu novamente e com um sorriso malicioso disse:

Até amanhã, Clef. – E se foi fechando a porta atrás dela.

Clef estava nas nuvens. Essa noite sonharia de novo com Marine, mas dessa vez ele não precisaria imaginar o que sentiria em seus braços. Agora ele conhecia a sensação.

No quarto das guerreiras já estava tudo limpo e Lucy e Ane aguardavam Marine se perguntando onde ela estaria.

Quando Marine finalmente chegou, as meninas tomaram um susto ao ver a mão e o rosto dela.

Meu Deus, o que aconteceu? – Perguntou Lucy se levantando da cama e indo até Marine olhar mais de perto.

Foi só um acidente Lucy. Não se preocupe. Eu estou bem. – Disse ela com um sorriso

Tem certeza de que está bem? – Perguntou Ane desconfiada.

Tenho certeza. Não precisam se preocupar.

Ok. E sobre o que é a tal reunião? -Perguntou Lucy distraída.

Lucy, Marine e eu estamos preocupadas com você. – Disse Ane com cautela.

Por que meninas? Eu nunca estive tão feliz em toda minha vida.

Mas Lucy, não sabemos quando seremos enviadas de volta e se poderemos voltar para Zefir. Temos medo de ficarmos presas na Terra e você e Lantis ficariam separados para sempre.

Lucy sorriu para suas amigas. Era incrível como elas se preocupavam por ela. Realmente sentia que Marine e Ane eram suas irmãs.

Meninas, é por isso mesmo. Queremos estar juntos. E se eu for obrigada a ir embora, pelo menos terei as recordações.

Não me parece uma boa ideia. Você sofrerá muito.

Eu vou sofrer de qualquer jeito. Só queremos aproveitar o tempo que temos e celebrar com nossos amigos.

Sabe que pode contar conosco para o que precisar.

Eu sei. Obrigada

Agora mais animadas, resolveram mudar de assunto.

E onde você estava, Marine? – Quis saber Ane com um sorriso malicioso

Por aí. Estava andando pelos jardins. – Ela respondeu sem emoção.

Entendo. -Respondeu Ane sabendo que não era verdade, mas não quis confrontar Marine. Quando ela estivesse pronta, contaria o que aconteceu com sua mão e seu rosto.

Lucy bocejou e se espreguiçou.

Acho que já está na hora de dormirmos. – Disse Marine

Vamos. Boa noite, meninas. – Se despediu Ane

Na manhã seguinte, as meninas não desceram para o café. Estavam tão cansadas que acabaram perdendo a hora.

Clef ficou decepcionado, pois esperava ansiosamente poder ver Marine, mesmo que fosse de longe.

Quase perto da hora do almoço, Caldina bateu na porta do quarto das guerreiras e foi recebida por uma Ane com o cabelo todo bagunçado e sem óculos, ainda de camisola.

Bom dia, Ane. Vim ver se estava tudo bem. Vocês perderam o café da manhã e já é quase hora do almoço.

Minha nossa Caldina. Perdemos a noção do tempo. Não percebemos que estávamos tão cansadas assim. – Respondeu Ane colocando a mão na boca na tentativa de esconder a risada. Ane era a guerreira que costumava se levantar primeiro e para ela dormir até o almoço era estranho.

Irei acordar as meninas e desceremos.

Mas na hora do almoço, somente Ane apareceu e foi recebida por Fério que lhe deu um selinho e a conduziu para se sentar ao seu lado.

E então? Onde estão Lucy e Marine? – Quis saber Caldina com as mãos na cintura.

Elas ainda estão cansadas e preferiram ficar dormindo.

Aquelas preguiçosas vão ver só.

Clef novamente ficou decepcionado, mas não falou nada. Tinha feito questão de deixar suas refeições solitárias só para aproveitar a companhia de Marine e ela não apareceu. Começou a se perguntar se ela o estava evitando, mas sacudiu a cabeça para afastar o pensamento e seguiu com seu almoço em silencio.

Fério levou Ane para percorrer Zefir e mostrar o quanto o planeta estava lindo.

Fério, Zefir está incrível. – Disse Ane maravilhada com as paisagens que via.

Sim. Graças a vocês.

Poderia ficar aqui para sempre e nunca me cansaria desse lugar.

Esse comentário encheu o rapaz de coragem.

Sério? Se tivesse a oportunidade de ficar em Zefir, você escolheria ficar? – Perguntou segurando as mãos dela.

Há muito a se considerar. Eu tenho minha família e meus estudos na Terra, mas eu amo Zefir com todo o meu coração.

Sabe, o conselho está me pressionando a encontrar uma esposa.

Huh? – Ane se sentiu gelada ao escutar Fério.

Eles não acham apropriado que um príncipe não tenha uma esposa. Bando de morcegos velhos.

Ane não tinha palavras. Ficou pálida ao escutar as palavras de Fério. A essa altura ele poderia estar comprometido já.

Vendo que a moça não se pronunciava, ele se apressou a dizer:

Mas eu me neguei, porque a pessoa que eu queria que fosse minha esposa não estava em Zefir.

Ane não prestou atenção. Ainda estava atordoada pela revelação de que Fério precisava de uma esposa.

Ane, você está me escutando? – Perguntou surpreso por ela não ter reagido.

Desculpe, eu estava distraída. – Disse sem jeito

Fério revirou os olhos não acreditando que ele se abriu e ela não prestou atenção.

Segurando as mãos de Ane, ele disse novamente: - Eu disse que eu me neguei, pois a pessoa que eu queria que fosse minha esposa não estava em Zefir.

Agora prestando atenção no que estava escutando, Ane somente piscou pela surpresa de ouvir aquilo.

Ane, você gostaria de se casar comigo? – Ele disse olhando nos olhos verdes de Ane.

Ela sorriu e se jogou nos braços dele, o que o assustou um pouco, pois conhecendo-a, não era a reação que ele esperava.

Ane se soltou do abraço para olhar nos olhos de Fério e disse: - Claro que eu gostaria de me casar com você. – E o beijou.

Depois do beijo Fério disse:

Ufa, que alívio. Eu estava nervoso. – E passou a mão pelos cabelos.

Lucy já havia se levantado e saiu pelo castelo procurando Lantis quando encontrou Clef pelo caminho.

Olá, Clef, como está hoje? – Disse ela em seu habitual bom humor.

Olá, Lucy, estou bem. Obrigado por perguntar. E você, como está? Entendo que perdeu o café da manhã e o almoço por estar se sentindo muito cansada. Posso te preparar uma poção.

Ah, obrigada pela preocupação, mas já estou bem. Sim, estava muito cansada, mas já me recuperei.

Clef esperou que Lucy mencionasse Marine, mas ela não fez e assim ele mesmo teve que perguntar, rezando para que Lucy não suspeitasse do súbito interesse dele em Marine.

E quanto a Marine? Ela já se levantou?

Ainda não. Segue dormindo. – E deu de ombros.

Entendo! Será que está doente? – Perguntou preocupado

Não sei. Desde ontem Marine está estranha.

Humm... Irei vê-la. Obrigada Lucy

Por nada. – E saiu para continuar a buscar Lantis

Clef se encheu de coragem e decidiu ir visitar Marine. Quando chegou na frente do quarto das meninas, bateu e esperou resposta.

Como não obteve resposta, resolveu entrar e encontrou a cama vazia. Quando já estava se retirando, escutou a voz que ele tanto ansiava ouvir e chamar seu nome.

Clef! O que faz aqui? – Marine tinha acabado de sair do banho. Estava de toalha e com o cabelo amarrado alto. Era a coisa mais linda que ele já tinha visto.

Percebendo que estava começando a encarar, virou de costas para ela e disse:

Me perdoe, como você não desceu para nenhuma refeição me preocupei de que estivesse doente. Bati, mas como não obtive resposta resolvi entrar. Me desculpe.

Ah, como estava no banho não pude ouvir a batida na porta. Mas obrigada pela preocupação. Estou bem, só estava cansada.

Ainda de costas, ele disse: - Depois que você se vestir, pode ir ao meu escritório e assim trocaremos o curativo, ok?

Ok.

Quando ele estava se retirando, foi surpreendido por um toque leve em seu ombro, que o fez virar e ficar de frente para Marine: - Obrigada por se preocupar. – Marine deu um leve sorriso que fez Clef ficar vermelho e desviar o olhar para o chão.

Por nada. Te espero em alguns minutos. – E se foi enquanto Marine ficou rindo pela reação de Clef.

No escritório: - Preciso me controlar. Não posso agir assim, senão vou acabar assustando-a.

Tentou se concentrar lendo um livro, porém sem sucesso.

Quinze minutos depois, uma batida suave na porta o tirou de seus devaneios. Quando ele abriu a porta, lá estava ela, com um vestido longo rosa pálido e seu cabelo preso em uma trança. Ele estava cada vez mais atraído por ela.

Clef fez sinal para que ela entrasse e Marine abriu seu maior sorriso para ele.

Ela se sentou no sofá e ficou à espera de Clef que logo chegou com uma bandeja de curativos. Com todo cuidado, ele removeu a faixa da mão dela examinando e limpando. Durante todo o tempo Marine o observava em silêncio todos seus movimentos.

Ele era tão fofo quando estava concentrado que ela tinha que controlar o impulso de passar os dedos pelo cabelo dele. Ela se assustou quando percebeu que ele a observava com uma sobrancelha arqueada indicando que ele estava curioso sobre o que ela estaria pensando.

Desculpe, eu estava distraída.

Clef somente sorriu e moveu a mão para retirar o curativo do rosto.

Ouch! Isso dói.

Desculpe, serei mais cuidadoso.

Não precisa se desculpar. – Ela manteve os olhos em suas mãos que estavam em seu colo durante todo o tempo no qual Clef trabalhava.

Quando terminou, Clef manteve a palma da mão no rosto de Marine e ela inclinou a cabeça e colocou sua mão sobre a dele.

Obrigada. – Ela sorriu de olhos fechados e pela expressão em seu rosto, ele podia dizer que ela estava apreciando o contato.

Você deve descer para o jantar. Precisa se alimentar.

Não estou com fome.

Toma um chá comigo então?

Ao ouvir o convite, ela, lentamente, abriu os olhos e ele se perdeu nos olhos mais lindos que já havia visto.

Ok. Te faço companhia.

Ele sorriu satisfeito. Não queria se afastar dela, mesmo assim se levantou para preparar o chá.

Quando Clef retornou, foi como sempre. Os dois tomaram chá e conversaram até altas horas sem perceber o quão tarde era.

Oh Meu Deus, devo retornar para o meu quarto. Embora eu não esteja com sono porque dormi o dia todo. – Marine riu.

Eles não tinham notado o quão próximo estavam e quando Clef notou, não pode deixar de reparar nos traços delicados do rosto dela. Sua risada era melódica e seu cabelo cheirava a lavanda.

Me perdoe, não quis te prender aqui durante tanto tempo. – Ele disse com o olhar triste já que não queria que ela se fosse.

Bobagem, eu gosto de passar o meu tempo com você. – E colocou as mãos sobre as dele.

Sabe, eu achei que hoje, ao não aparecer no café da manhã e no almoço, você estava me evitando.

Claro que não. Eu só estava cansada mesmo e precisava descansar. E deixe-me dizer que nada de mau aconteceu a Zefir porque nos beijamos. Viu? Você não precisa se preocupar.

É. Há coisas que eu não entendo. São leis muito antigas. Ao certo não podemos dizer como Zefir irá se comportar se alguma delas for quebrada.

Marine segurou o rosto de Clef com as duas mãos e deu um beijo rápido em seus lábios, o que o deixou surpreso. Ele achou que nunca mais fosse acontecer.

Zefir não pode ser tão má com quem lhe dedicou a vida toda. – E sorriu.

Marine se levantou para retornar ao seu quarto, mas assim como havia acontecido na noite anterior, Clef a impediu segurando seu pulso.

Eu pensei que nunca mais fosse poder te beijar. – Ele a olhava nos olhos e afastou o cabelo de seu rosto com os seus dedos.

E o que você sentiu? – Ela perguntou curiosa.

Me senti triste, mas ao mesmo tempo feliz porque ao menos uma vez eu pude te ter em meus braços.

Marine sorriu e deu um pequeno beijo na ponta do nariz dele. – Você pode me beijar e me ter em seus braços quando você quiser.

Clef só acenou a cabeça negativamente.

Clef, nós não iremos casar e constituir família. Eu sei que não lhe é permitido.

Mas não é justo com você. Não quero me aproveitar de você. Você é jovem. Deve achar alguém jovem como você para se casar e ter filhos.

Mas eu não quero ninguém, só você. Além do mais não quero me casar e nem sei se quero ter filhos.

Como? – Clef arregalou os olhos ao ouvir isso.

Tóquio é diferente de Zéfir. Se uma mulher não quer se casar e não ter filhos é permitido. E se ela quiser casar-se, mas não quiser ter filhos também é normal. E há muitas mães solteiras.

Como é possível? – Realmente o mundo místico era muito diferente de Zefir.

São culturas diferentes. – E deu de ombros. – A questão é: Podemos ficar juntos sem ter um relacionamento.

Marine, eu não quero colocar em risco a amizade que nós temos. E se mais tarde você mudar de opinião? Por mais que eu quisesse ter uma família, eu não posso. Seria expulso e não poderia te prover.

Eu não preciso que ninguém me sustente. No meu mundo eu tenho muito dinheiro. – E empurrando Clef para o sofá e levantando o vestido para se sentar no colo dele, disse: Você pensa demais. – Beijou a bochecha dele, passando pelo queixo e descendo até o pescoço.

Clef estava ofegante. Não acreditava no que estava acontecendo: - Marine...

Marine parou de beijá-lo e com os braços no pescoço dele, olhando em seus olhos, perguntou:

Sim ou não Clef?

Quê?

Não pensa. Só responde. Sim ou não?

Neste momento Clef não era mais o guru de Zefir. Era apenas um homem com a mulher que ele queria sentada em seu colo desejando que ele a fizesse sua.

Sim.

Marine sorriu e começou a beijá-lo novamente. Clef segurou o rosto dela e beijou seus lábios. O beijo começou gentil e foi se intensificando. Com um movimento rápido ele se levantou segurando-a e seguiu para sua cama. Ele a deitou com todo cuidado e antes de continuar, perguntou:

Tem certeza?

Marine somente assentiu e ele a beijou novamente.

Marine colocou as mãos por dentro da camisa de Clef e pode sentir sua pele quente e seus músculos. Ele se arrepiou ao sentir o toque dela e querendo sentir mais do corpo de Marine, tirou a camisa.

Ela não podia crer no que estava vendo. Clef era mais atraente do que ela imaginava. Um pouco pálido demais, mas ele era forte e suas mãos eram perfeitas.

Eles entrelaçaram as mãos e Clef foi beijando Marine até chegar no osso da clavícula.

Eu quero você. – Disse ela ofegante

Ele sorriu e voltou a beijá-la no ombro baixando a alça do vestido.

Marine achou que ele estava demorando demais e começou a tirar seu vestido mais rápido.

Como você é impaciente. – Disse ele rindo

Ela só sorriu e o puxou para mais perto dela.

Clef tomou um minuto para apreciá-la. Ela era perfeita. Um anjo que literalmente caiu do céu.

As caricias foram aumentando. Marine levou as mãos de Clef até seus seios, pois ela percebeu que ele estava receoso.

Ele nunca tinha tocado algo tão macio. Marine girou o corpo e agora ela estava por cima.

Clef olhava maravilhado para a visão a sua frente.

Marine ia começar a amarrar seu cabelo, pois sua trança havia se desfeito, em um coque bagunçado, quando Clef a impediu e disse:

Deixe solto, eu prefiro assim.

Marine sorriu e se abaixou para beijá-lo mais uma vez.

Ela fez sexo oral. Algo que ele não conhecia e o deixou extasiado. Quando ela terminou, olhou para Clef que estava ofegante. Ela sorriu, pois percebeu que ele tinha gostado.

O que foi isso? Nunca imaginei sentir o que eu senti e ainda estou sentindo.

Fico satisfeita que tenha gostado. – E deu um sorriso para ele se deitando ao seu lado na cama.

Você já tinha feito antes? – perguntou ele receoso pela resposta.

Sim. – Ela respondeu percebendo um vislumbre de dor nos olhos de Clef.

Foi tudo bem? Eu fiz alguma coisa errada? Desculpe, foi minha primeira vez.

Foi tudo bem. Você foi maravilhoso. – E colocou a mão sobre a bochecha de Clef. – Mas isso é só o começo. Agora eu tenho que ir. – E se levantou para procurar seu vestido.

Clef não conseguia desviar os olhos. Ela era ainda mais linda nua e com o cabelo bagunçado. Marine percebeu que estava sendo observada e perguntou desconfiada:

O que foi?

Nada de mais. Estava só admirando. – E sorriu.

Ela gargalhou. Ele era realmente divertido para ela.

Depois de se vestir, Marine se aproximou de Clef que também já tinha se vestido e deu um beijo rápido e suave nos lábios dele: - Boa noite Clef. – E se retirou do quarto, tomando o cuidado de observar se havia alguém no corredor.

Clef estava nas nuvens. Lhe doeu saber que ele não era seu primeiro, mas pensando bem, esse detalhe não importava, pois ela estava com ele agora e ela tinha sido sua primeira parceira. Ele nunca mais esqueceria esses momentos.

Na manhã seguinte, todos estavam a mesa do café da manhã quando Fério anunciou seu casamento com a guerreira do vento. Lucy pulou da cadeira de felicidade e ao tentar abraçar Ane, quase a derrubou também.

Calma, Lucy. Cuidado! Você vai se machucar. – Disse Marine gargalhando.

Depois que todos cumprimentaram os noivos, de pouco em pouco a mesa foi ficando vazia.

Observando que Marine estava séria, Clef ficou preocupado, mas não quis perguntar na frente de todos o que havia acontecido para deixá-la assim de repente.

Somente por um instante, Marine quis ter o que suas amigas tinham. A possibilidade de poder se casar com Clef, mas logo afastou esse pensamento, uma vez que ela havia concordado em apenas terem sexo.

Marine, quer dar uma volta? Meus amigos querem te ver. – Ascot convidou Marine.

Ao ouvir o convite, ela ficou feliz e sorriu. – Claro, Ascot. Eu adoraria.

Poderíamos passar a tarde fora e levar comida.

Por mim tudo bem. – Ela respondeu sorrindo e não percebeu que Clef, que estava do outro lado da mesa, ficou pálido de tanto ciúme.

Clef passou o dia irritado e com raiva de Marine ter aceitado o convite de Ascot, o que era besteira, pois ele sabia que os dois eram só bons amigos.

Ficou irritado com o fato de ela não vir almoçar e quando a noite chegou, ele ficou mais irritado ainda com o fato de ela não ter ido vê-lo.

Naquela noite, Clef não dormiu e ficou imaginando o que a teria feito desistir de ir vê-lo. E na manhã seguinte ele não desceu para tomar café, pois ainda estava irritado.

Estava deitado ainda quando bateram a sua porta.

Quem é? – perguntou irritado

Sou eu, Marine. Trouxe o seu café.

Ele demorou um pouco para responder, mas deu permissão para que ela entrasse.

Marine entrou toda animada e deixando a bandeja na mesa próxima a porta, seguiu para a cama para dar um beijo de bom dia em Clef.

Bom dia, preguiçoso. – Disse ela animada e se abaixando para dar um beijo nele, mas Clef virou o rosto. Marine ficou confusa com a atitude, mas não disse nada, só esperou que ele falasse.

Bom dia – Respondeu ele em seu tom mais frio.

Você está bem? Não desceu para o café. Eu fiquei preocupada.

Ahhh, agora você se preocupa comigo? – Perguntou ele irônico

O que você tem? – Perguntou franzindo a testa.

Ontem você nem se importou em avisar que você não viria.

Clef, me desculpe. É que nós chegamos tarde e eu estava cansada, fui direto para o quarto.

E o que vocês fizeram durante todo o dia que te deixou tão cansada? – Ele perguntou com uma sobrancelha arqueada.

Por favor ,Clef, não me venha dizer que você está com ciúmes? – Ela cruzou os braços. – Me permita te lembrar que Ascot e eu somos bons amigos. Só andamos e brincamos com os amigos dele o dia todo e o mais importante: Você não tem o porquê sentir ciúmes. Eu já te disse que eu só quero você e além do mais nós não temos um relacionamento.

Ao escutar isso, Clef percebeu que Marine tinha toda a razão e que ele estava sendo ridículo. Ele sabia que ela o amava e sabia que não tinha direito algum de cobrar nada dela.

Sua expressão se suavizou e ele a chamou para se sentar na cama junto com ele. Quando ela o fez, ele a abraçou.

Sinto muito. Me perdoe. Você tem toda razão.

Ok, mas você tem que me compensar.

E como vou fazer isso?

Seja criativo.

E os dois começaram a se beijar e logo estavam deitados e se despindo. Finalmente fizeram amor e ao terminar os dois estavam ofegantes.

Isso foi maravilhoso -Disse ele com um sorriso.

Marine se virou para olhar para o rosto de Clef e acariciar seus cabelos. – Sim, foi maravilhoso.

Quer ir outra vez?

Claro, só me dê alguns minutos.

Marine não pôde conter a gargalhada ao ouvir isso. – Idoso.

Clef torceu o nariz, mas não disse nada.

Os dois ficaram em silêncio e abraçados. Após alguns minutos, Clef estava pronto e começou a beijar o rosto de Marine. Percebendo o que estava acontecendo, ela sorriu e retribuiu o carinho.

Os dois fizeram amor novamente e Clef não poderia estar mais feliz.

Como eu consegui ficar tanto tempo longe de você? – Ele se perguntava ofegante.

Marine sorriu e disse: - Não pense mais nisso. Agora eu tenho que ir, senão vão começar a se perguntar onde eu estou.

Ao escutar isso, a expressão de Clef mudou. Ele nunca se importou com a lei para os gurus, mas agora a repudiava. Por causa dessa lei, ele não poderia acordar com ela todos os dias, ter uma cerimônia de casamento como Fério e Lantis e menos ainda, filhos.

Marine percebeu que Clef estava pensativo e perguntou: - O que foi?

Estava pensando nas leis de Zefir.

Huh?

É, nunca havia pensado nisso porque eu nunca quis alguém, mas agora é diferente.

Zefir é importante para mim, mas você também é. Eu gostaria de poder lhe proporcionar mais. Acho que o único modo seria renunciar ao cargo, mas nunca nenhum Guru renunciou, então não sabemos qual seria a reação do planeta. – Ele respondeu sério.

Marine olhou nos olhos azuis de Clef e disse: Eu nunca pediria para que você renunciasse ao seu cargo. Eu sei como você ama Zefir. Deixemos as coisas como estão. Agora eu realmente tenho que ir. – Se levantou pegando a sua roupa que estava no chão para se vestir e sair do quarto de Clef.

Ele não pôde deixar de pensar que para Marine, essa relação era só uma diversão após ouvir a resposta dela. O que ele não sabia é que ao sair do quarto, as lágrimas dela finalmente caíram. Claro que ela gostaria de não precisar se esconder e de poder se casar com Clef, mas ela havia concordado com os termos da relação e era tarde demais para mudar o acordo. Afinal, o combinado não sai caro.

Durante semanas, os dois continuavam se encontrando as escondidas. Lucy e Ane decidiram que se casariam juntas e Caldina e Priscila estavam a frente dos preparativos.

Durante o café da manhã só se falava dos detalhes da festa que já estava próxima.

Lucy percebeu que Marine estava quieta e que não havia comido nada.

O que você tem?

Só estou cansada e com o estômago embrulhado.

Clef levantou a vista para observá-la. Realmente ela parecia cansada e estava pálida. Decidiu que logo após o café iria procurá-la.

Deve ter algum chá aqui em Zefir que possa ajudar. - Disse Ane

Sim. Vou prepará-lo agora mesmo. - Disse Caldina se levantando da mesa.

Não é necessário. Devo melhorar logo.

Bobagem. Em alguns minutos eu volto.

Caldina retornou com o chá e entregou a xicara a Marine. Após alguns minutos de ter bebido o chá, ela sentiu um forte enjoo. Colocou a mão na boca e saiu correndo do salão, deixando todos preocupados. Lucy e Ane se entreolharam preocupadas.

O que deu nessa menina? – Perguntou Caldina com as mãos na cintura.

Marine chegou em seu quarto e correu para o banheiro. Vomitou e acabou adormecendo no chão. Quando acordou, se sentia fraca. Decidiu tomar um banho e ir deitar-se. Quando Lucy e Ane chegaram, encontraram Marine adormecida na cama.

O que será que está acontecendo? Marine anda muito estranha. Passa horas sem que ninguém saiba onde está e agora isso. – Disse Ane preocupada.

Será que ela tem um namorado? – Imaginou Lucy com seu jeito inocente.

Eu não sei. Acho que ela teria nos contado. Bom, vamos deixá-la descansar e depois falamos com ela. – As duas deixaram o quarto.

Ceres Ryu e Esmeralda: Obrigada por continuarem por aqui.