O caminho de volta da estação King's Cross foi feito em total silêncio. Draco dirigia e passava as marchas do carro como um autômato. Nicolle estava com o olhar perdido para fora da janela e Nattalie de vez em quando tentava captar algo com uma troca de olhares com o pai pelo retrovisor.
Nada. Nada havia mudado - pelo menos aparentemente - era o que Draco dizia a filha cada vez que cruzava o olhar com o seu. Ela observava a mãe. A postura largada, como se estivesse jogada no banco da frente. Descansando de uma jornada estafante e árdua. A cabeça pendendo para trás, os olhos vermelhos e inchados da despedida do filho, que só veria ao final do ano letivo.
Nattie observou o silêncio sepulcral da mãe se manifestar em pequenos suspiros cansados até a chegada no prédio.
Draco abriu a porta para a filha mas antes que pudesse dar a volta no carro Nicolle já havia se encaminhado para o hall dos elevadores. Ele deu de ombros e Nattalie tentou animá-lo, entrelaçando a sua mão na dele.
- Dá um tempo para ela, papai. Está só com saudades. Tudo vai ficar bem... - a menina disse sem certeza na voz.
Ele acenou afirmativamente, tentando retirar forçar de um fio inexistente de esperança.
- Eu espero que sim, coelhinha. Não vou suportar essa indiferença por muito tempo. Preferia as brigas. Pelo menos eu sabia lidar. E ela ainda falava comigo. A minha existência importava ou a importunava... - desabafou, vendo que a mulher já havia subido sozinha para o apartamento.
Os dois esperaram o próximo elevador em silêncio. Draco chutou a porta ao ver que alguém segurava o elevador em algum andar. Quando a pessoa desceu ele descarregou parte de sua frustração no vizinho.
- Muito educado de sua parte, idiota. Já te ocorreu que poderia ser a sua salvação querendo subir? O centro internacional de entrega de cérebros em domicílio? - o rapaz ficou sem graça e se desculpou. Nattalie abafou uma risada.
- Papai, o senhor realmente mostrou a ele o que é educação – ele riu.
- Isso não é algo que verá todo dia, coelhinha. Aprenda como se faz... - disse orgulhoso. - Ou melhor, não aprenda, não. Você é uma dama e tem que se comportar. Eu não quero nenhum marmanjo arranjando confusão com você no colégio novo - Nattie riu cinicamente.
- Papai, ninguém vai arranjar confusão comigo. EU que arranjarei minhas próprias confusões - respondeu enquanto saía no andar de casa, deixando um Draco sem palavras para trás.
Os dois entraram no apartamento rindo mas a atmosfera depressiva logo os envolveu por completo e as risadas foram extintas de novo.
Draco passou pelo corredor e viu que Nicolle estava em seu escritório. Pela fresta da porta pôde perceber que ela escrevia. Digitava sem emoção alguma no texto, parecia irritada, castigando o teclado do pequeno notebook.
Ele respirou fundo e avisou a Nattie que tomaria um banho. A menina faria as malas para ir para a escola. Passaria a semana inteira lá, voltando apenas nos finais de semana. Isso era algo que estava deixando Nicolle triste e ele não podia culpar a esposa por isso. Aquela era a última semana de férias da menina em casa e imaginava que talvez os três devessem passá-la juntos.
Depois de três dias na mesma situação Draco não agüentou. Nicolle estava morando no escritório praticamente. Só saía de lá para tomar banho, comia e dormia ali. Nell levava as refeições para ela e ele não tinha encontrado coragem para entrar e interrompê-la. Sabia dos prazos da editora e de quanto ela havia passado maus bocados por falta de inspiração. Nicolle gritava que os neurônios haviam fugido mas atualmente ela não estava com bom humor nem mesmo para rir da própria desgraça.
Depois de uma hora inteira tomando coragem ele decidiu entrar. Antes que pudesse tocar na maçaneta ouviu a mulher ao telefone.
- Sim, meu amor. Eu terminei. Estou muito feliz mesmo. Mal posso esperar para mostrar o livro para você... - Draco sentiu o coração se despedaçar dentro do peito e abriu a porta de uma vez só, escancarando-a. Encarou Nicolle com os olhos cinzentos repletos de mágoa e dor. - Eu tenho que desligar agora - disse com a voz firme. - Não. Está tudo bem. Depois nos falamos. Eu também... - despediu-se e desligou. Voltou os olhos azuis para o marido e o encarou de forma calma. - O que você quer, Draco? - perguntou secamente. Ele passou a mão pelos cabelos.
- O que eu quero não importa, Nicolle. Talvez eu não deva mais querer. Talvez eu não deva mais lutar pelo que eu quero. Talvez eu não merecesse mas eu não queria que fosse dessa forma... - disse sinceramente. Ela continuou séria. - Quem era no telefone? - perguntou com a voz embargada. Nicolle olhou desconfiada para ele. Seria algum teste?
- Isso importa? - respondeu com uma pergunta, precisava ganhar tempo.
- Se não importasse eu perguntaria? - retrucou calmamente. Nunca tinha se sentido tão traído. Nem mesmo quando soube pelo porteiro do seu prédio que Gina havia deixado sua casa na companhia de Harry Potter.
- Eu não sei se você perguntaria, Draco. Você é tão... Tão... - ela começava a deixar ruir a falsa carapaça de coragem e força.
- Tão o quê? Diga. Idiota? Patético? Cretino? Vamos, Nikki. Me diga o que eu sou. Me diga o que acha de mim... - começou a aumentar o tom de voz e encostou a porta atrás de si.
Nicolle fez menção de sair mas ele a segurou pelos ombros.
- Me solta, Draco. Você vai me machucar assim... - apelou com a voz embargada. Ele a soltou.
- Você quer sair? "timo. Você quer saber o que eu quero? "timo. Eu quero que você fique aqui e converse. Encare essa conversa como adulta. Você não vive dizendo que eu tenho que agir como adulto? - apontou a varinha para a porta e a trancou magicamente. Nicolle girou a maçaneta em vão. - Agora estamos trancados aqui como adultos e só vamos sair depois de você me dizer o que quer também... - gritou.
- Divórcio - a voz de Nicolle saiu baixa enquanto ele falava. - DIV"RCIO - berrou e começou a chorar.
Draco engoliu em seco. Deixou-se cair sentado no sofá.
- Você quer... - ele recomeçou com a voz baixa.
- O divórcio - completou enquanto se sentava encostada atrás da porta. Draco a olhou, sério.
- Então? Você o ama? - perguntou com medo da resposta. Nicolle ergueu o rosto para ele. - Você o ama? - ele insistiu. A esposa se levantou de um salto e em segundos estava na sua frente.
- Repita isso - disse com os olhos brilhando de raiva.
- Você ama o seu amante, Nicolle? - perguntou com a voz ácida e venenosa. Ela virou a mão no meio do rosto do marido.
- Como ousa? - começou a lhe socar o peito. Draco lhe segurou os punhos. - Como você pode dizer uma coisa dessas sobre mim? Eu sou a mãe dos seus filhos! Eu sou a sua esposa... - berrou em meio às lágrimas. Ele a manteve segura.
- E eu sou o pai deles. Seu marido. E você se importou por acaso? - perguntou com os olhos se enchendo de lágrimas. Odiava chorar, odiava sofrer, mas odiava sobre todas as coisas se sentir tão humilhado assim.
- Eu não tenho um amante... - ela respondeu enquanto tentava se desvencilhar dele. - Eu nunca faria isso com voc... Com ninguém - emendou, chorando convulsivamente. - Esqueceu o que eu passei com Richard? - olhou sentida para Draco. - Eu não. E não desejo e não faria isso com o meu pior inimigo... - ele riu.
- Então eu sou o inimigo. É isso que eu sou. "timo. E quem era na porcaria da droga do maldito telefone? - perguntou aos berros enquanto estourava o aparelho na parede oposta. Nicolle ajoelhou até o chão e chorou.
- Era a minha terapeuta. É minha amiga de infância. É como uma irmã para mim. Ela estava fora do país. Me ajudou quando Richard me deixou. Ela me impediu de fazer uma loucura. Ela me incentivou a escrever... - Draco se sentiu um patife. - Se você não acredita ligue para ela. Faça uma de suas mágicas e tire a verdade de mim. Comprove o quanto está sendo injusto... - ele sentiu o estômago afundar.
- Nikki, eu... - ele se aproximou devagar mas ela o repeliu.
- Não me toque. Não me toque - gritou com a voz rouca e fanhosa. - Eu me arrependo tanto... - murmurou entre soluços. Ele sentiu as lágrimas escorrerem quentes pelo rosto vermelho e suado.
- Eu não, Nikki... - deu um sorriso triste. - Eu não me arrependo de nada. Você me mostrou algo que eu nunca tinha visto. E isso ninguém nunca vai poder me tirar... - deu uma pausa. - Eu ia entrar aqui para perguntar se podíamos sair e jantar em família. Eu, você e a nossa menina. Ela vai partir e achei que isso animaria você um pouco... - riu desconcertado. - Nunca imaginei que a sua intenção era que não fôssemos mais uma família... - lamentou. - Eu realmente não lamento nada do que passamos juntos. Nada. Cada sorriso, cada lágrima, cada abraço, cada beijo, cada tapa... - levou a mão ao rosto. Olhou para ela ainda de cabeça baixa e disse, tentando manter a voz firme. - E eu te amei. Merlin, como eu te amei... - respirou fundo. - E eu ainda amo. E sempre vou amar. E mesmo assim não me arrependo... - disse num fio de voz. Enxugou as lágrimas e forçou um sorriso. - Bem, essa é a minha deixa para fazer as malas... - levantou-se e saiu porta afora.
Nicolle continuou a soluçar no tapete. Nattalie, que havia escutado grande parte da discussão, não sabia o que fazer. Não sabia o que pensar. Sentou na própria cama e chorou abraçada aos joelhos.
Draco abriu o armário e começou a separar uma quantidade razoável de roupas. Duas calças, quatro camisas e uma dúzia de cuecas limpas. Isso deveria bastar para uma semana. Depois mandaria buscar o resto das coisas. Estava entretido e não viu Nicolle entrar no quarto.
- Aonde nós vamos? - perguntou com a voz chorosa. Ele franziu a testa e a olhou nos olhos.
- Você eu não sei, Nicolle. Mas eu devo me hospedar no Beco Diagonal. Se Nattie precisar de mim você sabe como me chamar pela lareira... - ela tentou sorrir e deixou duas lágrimas escorrerem.
- Desculpe, eu me expressei mal - abaixou a cabeça timidamente. - Eu quis dizer onde vamos jantar? - Draco largou as cuecas no chão.
- Nicolle? - perguntou incrédulo.
- Eu preciso saber o que vestir, não é? Não pega bem eu ir mal arrumada. Já me basta estar inchada e vermelha. Não quero parecer um tender defumado - ele riu.
- Você nunca pareceria um tender defumado. Nem se quisesse, Nikki - disse sorrindo. Ela parou junto à porta.
- Avise Nattie que vamos sair - pediu educadamente. - Eu vou tomar um banho e me arrumar...
Ele concordou e foi até o quarto da filha. Quando entrou Nattalie se abraçou à sua cintura com força e chorou ainda mais.
- Não vá, papai. Por favor não vá. Não deixe a gente. Mamãe não sabe o que fala... Por favor... - ela soluçou.
Draco sentiu que ser pisoteado por um bando de elefantes devia ser uma sensação mais agradável do que aquilo.
- Shhh! Coelhinha, calma, doçura. Ninguém vai fazer nada agora, está bem? - ela tremia.
- Eu ouvi. Eu ouvi... - justificou sem soltá-lo. Draco abaixou e olhou dentro dos olhos da filha.
- Nattalie, eu nunca menti para você. Por enquanto eu não vou a lugar algum. Eu sou mais teimoso do que eu mesmo pensava. Resolvi dar mais uma chance para mim. Ainda que não mereça muito... - fez a filha sorrir com o último comentário.
- Então você fica? - ela perguntou mais animada.
Nicolle estava no corredor, enrolada em uma toalha. Ia buscar seu vestido com Nell e pegou parte da conversa entre pai e filha. As lágrimas brotaram em seus olhos quando a filha perguntou aquilo para o pai. Ela entrou no quarto e os ambos se sobressaltaram.
Nicolle caminhou até os dois. Nattie estendeu uma das mãos para a mãe e a outra para o pai. Os dois seguraram as mãos da menina. Ela sorriu e colocou a mão de um na do outro, fechando com as suas duas mãos, uma por cima e a outra por baixo, então se virou para a mãe.
- Papai vai ficar, mamãe?
Nicolle olhou a menina e depois Draco. Ele parecia tão ansioso quanto a filha. Examinou o fundo da alma do marido por alguns instantes e reencontrou o que sempre esteve ali, o tempo todo. Sorriu. Os olhos brilharam cheios de lágrimas.
- Sim, Nattie - ela disse olhando para Draco. - Ele fica.
O Salão estava repleto de alunos conversando, fazendo um "zum zum zum" característico de novidades de férias e lamentações pelo início das aulas. Owen se sentia absolutamente deslocado em meio aos novos alunos. Halyssa estava ao lado do primo, observando encantada pela primeira vez o teto magicamente encantado do Salão Principal, ela não estava nem um pouco deslocada, porém sentia um ansiedade imensa. A mãe acenou discretamente da mesa dos professores.
Harry, que estava ao lado de Hermione, sorriu ao ver as duas crianças, lado a lado, na mesma situação que ele havia estado há tantos anos atrás. Estava feliz em ser um rosto conhecido para o filho. Alguém em que poderia confiar em meio a tantas novidades. Hermione deu um cutucão de leve no amigo.
- Pare de olhar tanto para o Owen. O garoto já vai ser bastante enfernizado quando souberem que é seu filho. Você não precisa bancar o pai coruja também... – disse entre dentes. Harry se virou para ela.
- E você? Que está com um sorriso de orelha a orelha? Já vi você acenando duas vezes para a Haly por baixo da mesa, ou pensa que só por que uso óculos eu sou cego? – Hermione bufou e rolou os olhos para cima.
- Ela é menina, Harry. Meninas são mais atiradas. Meninos são mais... Ah! Você sabe, né? É só você lembrar do quanto você é o Rony eram dois idiotas patéticos até o quinto ano...
- Hey! – Harry se irritou. – A gente não era paté... – ele foi interrompido pela entrada da diretora.
A professora McGonagall estava mais velha agora mas mantinha o mesmo olhar de raposa. Estava evidentemente feliz e caminhou devagar por entre os colegas até se sentar no centro da enorme mesa.
Neville Longbottom era o mais novo responsável por chamar os alunos novos para a seleção. Ficou de pé com a lista com os nomes enquanto o chapéu cantava a música de boas vindas.
Assim que este silenciou Dylan cutucou Owen, que se surpreendeu.
- Até que enfim esse trapo velho ficou quieto. Achei que teríamos que esperar uma eternidade aqui de pé enquanto esses panacas encaram a gente como se fôssemos algum tipo de atração de circo... – ele sussurrou. Owen arregalou os olhos. - Dylan Malfoy – disse, esticando a mão direita. Owen fez o mesmo.
- Owen Potter. Digo, Weasley Potter – emendou, acrescentando o nome da mãe, lembrando-se de todas as vezes que Gina havia corrigido Harry. "Afinal quem carregou ele por nove meses?". Dylan riu.
- Você se chama Owen ou Weasley – foi a vez de Owen rir.
- É o nome da minha mãe.
- Você tem o nome da sua mãe? – perguntou espantado.
- Tenho sim. Você não? – Dylan baixou os olhos.
- Não – mentiu. - Eu não cheguei nem a conhecer a minha mãe – Owen ficou sem graça.
- Sinto muito... – disse baixinho, antes de ser repreendido por Haly, que estava ansiosa por ser chamada.
- Shhh! Façam silêncio. Eu não posso prestar atenção se vocês não se comportarem – tinha a expressão mal humorada e o dedo sobre os lábios.
- Você conhece a chata? – Owen deu um sorriso amarelo.
- Minha prima – Dylan ergueu as sobrancelhas.
- Mas que sorte a sua, não? – debochou. – sua família toda está aqui? – Owen sacudiu a cabeça.
- Só minha prima e... – encarou a tia e o pai sentados na mesa dos professores, olhando embevecidos para ele e Haly. – Minha prima e eu. Só nós estamos aqui como alunos novos... – de certa forma era verdade, já que o resto da família estava sentada à mesa dos professores.
- Dylan Malfoy – Neville chamou em tom curioso.
O menino passou por entre os colegas e sentou-se no banco. Neville se aproximou dele, e colocou o chapéu na cabeça do garoto.
"Muito bem... Mais um Malfoy...", Dylan rolou os olhos para cima.
- Grande novidade. Você ouviu meu nome – cochichou.
"Petulante! Isso nunca foi novidade... Mas essa mentezinha confusa sim... Os Malfoy que passaram por aqui foram todos menos confusos..." Dylan apertou os olhos.
- Eu não sou confuso. Se tem alguém aqui na dúvida é você, se quer saber... – o chapéu riu.
"Não, menino. Eu não tenho dúvidas. Mas você terá. A minha escolha não é nada difícil, mas a sua será..."
- Sonserina – ele disse firmemente.
Harry observou atentamente o garoto sentar à mesa de sua casa, ser recebido com tapinhas nas costas e apertos de mão. Respirou fundo. Pelo menos seu filho estaria protegido de conviver com aquele tipo de gente, pensou enquanto prosseguia a seleção.
Logo após uma pequena menina de olhos puxados chamada Lyng Chang ser selecionada para a Corvinal chegou a vez de Haly. Harry estranhou a menina ser chamada antes do filho mas provavelmente havia sido algum erro de Neville.
Assim que o chapéu foi repousado sobre os cabelos castanhos encaracolados a menina prendeu a respiração. Hermione apertou a mão de Harry sob a mesa.
- Grifinória! – o chapéu disse sem mais delongas. Hermione sentiu lágrimas brotarem nos olhos.
- Agora só falta o Owen, Harry... – Mione disse sorrindo. Harry sacudiu a cabeça e ouviu Neville chamar o filho.
- Owen Potter – Neville sorriu. Já conhecia o menino de festas e aniversários. Piscou o olho antes de colocar o chapéu na cabeça deste.
Owen encarou o pai por cima do seu ombro e se voltou para a multidão de alunos. Halyssa acenou para ele da mesa da Grifinória. Ele sorriu. Depois passou os olhos pelas outras duas mesas e encontrou a menina de olhos puxados o encarando com surpresa e Dylan conversando com os colegas da Sonserina. O chapéu ainda não tinha dito uma só palavra.
Harry colocou a mão sobre a de Hermione, apreensivo. Seria possível que o medo dele seria concretizado no filho? O chapéu iria dizer que havia algum engano, e que Owen não deveria estar ali. Seria o menino um aborto? Como ele e Gina fariam para consolar o filho se isso acontecesse? Os pensamentos voavam pela cabeça de Harry. Mas Owen também não estava em uma situação nada confortável.
"Outro Weasley", o Chapéu pareceu dizer a primeira frase, o que deixou Harry mais calmo. Sabia o que viria depois: "Sei o que fazer com você: Grifinória", lembrou-se do que tinha sido dito ao cunhado. Mas o Chapéu não completou a frase como imaginava.
"Outro Weasley mas não um Weasley comum...", Owen engoliu em seco. "Um Weasley Potter. Difícil... Você carrega uma marca garoto, deixada por seus pais...", Owen relaxou. Sabia que os pais haviam sido da Grifinória. O Chapéu respirou fundo e então disse algo que nunca havia dito. "Sua vontade não lhe será útil agora, guarde-a para mais tarde..."
- Sonserina – disse em alto e bom tom.
