Capitulo 9 "Sentimentos Confusos"

Paralisada de medo, Gina ficou observando um pouco encolhida todos os passos que Draco dava na sua direção. Com a respiração irregular, gritou com todas as forças que tinha, mas não saiu qualquer som da garganta, ecoando apenas uns gemidos bobos que fizeram Draco sorrir.

Este continuava olhando surpreso para ela. Porque que ela tinha de ser tão desesperadamente magnífica? E pior ainda, como é que ele nunca reparou antes na sua beleza tão... exótica! Era exatamente esse aspecto exótico e um pouco fora do comum que lhe agradava particularmente. E ainda por cima, ela tinha aquele ar tão doce, tão angelical e frágil. Parecia que precisava de alguém que a segurasse com força eternamente.

"Mas que pensamentos são esses, Draco? Parece que nestes últimos dias você apenas pensa em besteiras. Pare já com isso!"

E tentando acabar com aquele tormento, saiu rapidamente da suíte, deixando para trás uma Gina surpresa com a sua súbita reação, mas também muito mais aliviada.

Era isso que nos últimos dias os aproximava tanto e lhes dava algo em comum. Eles estavam tendo pensamentos esquisitos, sentimentos confusos, mas querendo ignorá-los, apenas saiam do local onde estavam, ou berravam um com o outro, esperando assim acabar com o problema. Mas o que eles não sabiam é que assim não estavam eliminando nenhum problema, e sim, contornando-o. E assim, de uma maneira ou de outra o problema continuaria a atormentá-los.

***

Alguns instantes mais tarde, Gina, já seca e coberta com uma simples capa preta de seda, saiu da suíte tentando fugir ao contanto visual que emanava de Draco.

Bastante incomodada e sentindo que estava sendo observada, olhou-o diretamente e surpreendeu-se com o que viu. Ela estava bastante habituada ao olhar duro e frio de Draco, mas por uns breves instantes, pareceu-lhe ver neles algum tipo de calor humano e parecia mesmo que havia algum tipo de sentimento neles. Mas isso apenas durou por uns breves segundos, pois quando ela quis verificar se isso era mesmo verdade, já não estava lá nada parecido com o que pensara antes. Estavam apenas os mesmos olhos frios e insensíveis de costume.

Quando Draco viu Gina entrar no quarto, percebeu finalmente que ele não podia estar normal. Devia estar doente, ou até enfeitiçado. Só podia ser isso! Se não, ele não via mais nenhum motivo para estar sentindo algo mais do que ódio por Gina. Mas ele mal a viu e não conseguiu tirar os olhos de cima dela. Ela estava tão bonita!...

- O que foi, Draco? Porque está olhando assim para mim? - perguntou Gina,
já recuperada da ânsia que sentira ainda a pouco. Somente não
compreendia o porque que de o seu coração estar batendo tão rápido só por
ela estar falando com Draco. Mas aqueles olhos a perturbavam tanto. E
naquele momento ainda a perturbavam mais, porque percebeu perfeitamente
que ele a estava admirando desde que entrara naquele quarto. Porque que
ele está fazendo isso? - perguntou para si mesma. Ela não compreendia,
mas não iria deixar que ele a humilha-se novamente, se era isso que
pretendia.

Draco, desprevenido, não tinha percebido que Gina já tinha reparado que
ele a estava olhando. Sem saber o que fazer, ficou inseguro. Mas se
recuperando rapidamente, como era habitual num Malfoy, resolveu irrita-
la ao ponto máximo, para assim, ela esquecer a pergunta que tinha feito.

- Desde quando lhe dei permissão para me tratar por Draco? Eu já disse e
volto a repetir que para você é Sr.Malfoy e já é muito bom! - disse
sorrindo satisfeito consigo mesmo - Você ainda a pouco não estava assim
tão respondona. Recuperou-se depressa, não foi? Deve ser porque já não
está naquela banheira e nua perante a mim. Devo dizer, que fiquei
surpreso com o seu corpo! Muito bom...

Draco não pode continuar o que ia dizer, pois reparou satisfeito consigo mesmo que Gina estava aproximado-se rapidamente dele. Deduzindo quase que imediatamente o que ela iria fazer, num movimento mais rápido do que o dela, agarrou-a por um braço, sem ela perceber como ele havia feito aquilo.

Já era a segunda vez que ele a impedia e Gina nunca sabia como! Deixando-a embaraçada e muito corada por toda a situação, este sussurrou-lhe bem perto da orelha:

- Ai, ai, ai. Weasley, você ainda não aprendeu nada comigo? Parece que
tenho que repetir tudo o que digo quando estou com você. Eu já lhe disse
que aqui quem manda sou eu e se você tentar agredir-me novamente eu não
serei tão meigo. Agora ponha-se de joelhos e peça perdão...

Draco sabia que desta vez tinha abusado. Passara completamente dos limites e já previa que Gina ia tentar bater nele outra vez.

"Ah, como é que ela é tão óbvia?"- Interrogou-se Draco

Gina, que já havia planejado como iria reagir, permaneceu quieta. Quando viu que Draco se remexeu inquieto, achou que já estava na hora. Na hora de ele ver com quem tinha se metido. Ela não era nenhuma idiota!

Gina abaixou-se e ajoelhou no chão, surpreendendo Draco, que não imaginara que ela fosse fazer aquilo. Ele pensava que ela ia reagir tempestivamente como era habitual dela. E era exatamente isso que ela queria. Esta já tinha percebido como ele pensava e só se estivesse muito enganada, já sabia que ele pensava que ela era frágil e óbvia.

"Pois então, tome isso para aprender!" - gritou consigo mesma em sua cabeça.

Com um sorriso nos lábios, levantou-se rapidamente (demasiado rápido) e vendo o olhar de surpresa estampado na cara de Draco, subiu a perna direita e preparava-se para lhe acertar "naquele lugar". Como Draco tinha sido apanhado desprevenido não consegui se segurar em nenhum lado, nem reagir.

Ela por sua vez, errou nos seus planos. Quando se preparava para o atingir, tropeçou nos próprios pés e como medida de emergência e sem pensar, segurou- se no que viu mais perto.

Agarrando Draco no pescoço desequilibraram-se os dois e este numa tentativa desesperada para não se machucarem e não caírem no chão, agarrou-a e conseguiu que ambos aterrisassem a tempo no colchão da cama.

Quando eles caíram no colchão, os dois rolaram na cama e Draco ficou por cima.

Ficaram ambos de olhos fechados apenas sentindo o cheiro um do outro e as suas respirações muito alteradas.

Não aguentando mais, Draco abriu os olhos e fitou uma Gina, ainda de olhos fechados e que tremia da cabeça aos pés. Sentindo-a tremer, este passou a mão pelos seus braços subindo até o pescoço, tentando dar-lhe alguma segurança, mas apenas conseguiu coloca-la ainda mais nervosa e com o coração batendo a cem por hora!

Também nervoso, mas mais seguro que esta, fechou os olhos e aproximou-os da cara dela. Roçou suavemente os seus lábios no pescoço desta e começou a dar- lhe pequenos beijos carinhosos, que a faziam arrepiar-se. Quando finalmente achou que ela estava pronta, aproximou-se mais, até chegar bem perto dos seus lábios. Quando se preparava para finalmente beijá-la sentiu que esta se remexeu inquieta.

Gina estava adorando aqueles momentos, mas quando o sentiu chegar mais perto, começou a ficar nervosa e a ter pensamentos inadequados e impróprios para o momento, mas que para ela lhe pareciam muito importantes.

"Ai, ai, ai! Isto está TÃO bom. Nunca pensei que fosse gostar tanto de ser acariciada por um rapaz. Esperei tanto tempo por este momento. Pensei que nunca fosse chegar a hora de dar o meu primeiro beijo.... O MEU PRIMEIRO BEIJO! Mas o que é que eu estou fazendo? Eu sei que Draco tem aquela fama de mulherengo e já deve ter beijado centenas de garotas. Mas, e se ele já fez algo mais? E eu? Nunca beijei! Ele com certeza vai perceber isso! Eu vou estragar tudo. Toda a escola vai saber e vou ter que aguentar os risinhos de todos. NEM MORTA! Está decidido. Não vou beijá-lo...."

Incomodada com tudo isto que tinha acabado de pensar, remexeu-se inquieta e abriu os olhos instintivamente. Ao abri-los assustou-se, pois o que viu mexeu realmente com ela. Draco com os olhos fechados estava aproximando-se dela, muito cuidadosamente enquanto que com a mão esquerda segurava o seu rosto. Desesperada para que aquilo não acontecesse deu um berro para ver se ele se percebia e fugiu debaixo do seu corpo fazendo-os rolar na cama. Quando Gina ficou por cima, saltou da cama, e antes que ele tivesse tempo de abrir os olhos, correu o mais rápido que conseguiu para a suíte.

Quando chegou finalmente à suíte, trancou-a e sentindo-se muito cansada, como se tivesse participado de um jogo prolongado de Quadribol, deixou-se cair, sem qualquer tipo de conforto, colada a porta. Sem se incomodar em mudar de posição, ficou de costas para a porta, esperando assim poder ouvir algo da reação de Draco!

***

Após esta atitude estranhíssima por parte de Gina, Draco não teve qualquer reação. Continuou deitado na cama, olhando para o teto enquanto pensava no que tinha acabado de acontecer e no que teria acontecido se ela não o tivesse parado.

"Draco, como você pode ter feito isso consigo mesmo? Tentar beijar uma Weasley? Você nem sequer gosta dela... ou gosta?"

Involuntariamente, este levantou-se e caminhando em passos lentos, aproximou-se da porta que o distanciava fisicamente de Gina. Sim, porque psicologicamente e em espírito ela estava no seu coração embora não quisesse admitir. Ela estava tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Como é que isso podia ter acontecido, logo a ele? O mesmo que se orgulhava de ter uma pose imponente e fria em relação aos sentimentos dos outros, estava agora a meditar sobre todos os sentimentos que tinha em relação a uma Weasley. Até pronunciar para si mesmo aquele sobrenome o incomodava. Mas quando a via, isso tudo mudava. Ficava mais alegre. Sorria por dentro, embora não o demonstrasse para mais ninguém e sentia-se bem na sua presença. Quando estava com ela, sentia um redemoinho no seu estômago, uma sensação agradável. Era algo que se assemelhava a quando ele estava no seu quarto sozinho, triste, e de repente vinham um enxurrada de coisas boas, acompanhadas por um calor agradável. Era exatamente isto o que ela o fazia sentir. E tinha percebido isso em tão pouco tempo. Como tal coisa seria possível?

I wish I could define
All the thoughts that cross my mind
They seem too big for me to choose
I don't know which one's to lose
When I've fallen down so far
I think I'll never see your light
Bouncing off of me
Shinning down here from your eyes

Sentindo novamente uma sensação esquisita que não conseguia dominar, levantou-se num rompante e encostou-se a porta, passando a sua mão de leve na suprefície de madeira, esperando que fosse Gina que estivesse ali com ele.

Foi com uma enorme alegria estampada na sua cara, que viu Gina a sua frente. Esta desequilibrando-se novamente e devido ao espanto de o ver ali, caiu novamente nos seus braços. Como é óbvio, foi acolhida calorosamente.

**** Momentos Antes ****

Gina, farta de ficar ali sentada, levantou-se e foi em direção ao espelho. Parecia que ultimamente passava horas ali a observar-se. Mas não era para se enfeitar ou numa atitude de vaidade, como as suas colegas. De certo modo, os espelhos davam-lhe uma estranha sensação de companheirismo. Ouviam os seus problemas, sem discutir e sem dar sermões. Apenas sentia falta de ouvir os seus conselhos. Mas também não se podia ter tudo. Já que não tinha amigos verdadeiros, em quem confiar, desabafava com algo que tinha a certeza que nunca a iria trair.

- Ai, como posso ser tão estúpida??? Estou constantemente apaixonada
pelos mais diversos rapazes, e quando eles me dizem algo penso logo que
eles estão interessados em mim. Mas, o que se passa comigo? - disse Gina
um pouco mais alto do que previra, tapando a boca logo em seguida com a
sua mão direita.

- Ai, que raiva!!!! Nem posso desabafar como quero, porque aquele idiota
pode estar ouvindo o que digo.

- Porque? Porque? Porque que eu sou sempre assim? - disse ela, num tom
baixo, sentindo as lágrimas querendo escorrer pelo seu rosto - Porque que
eu acredito em tudo o que os garotos me dizem? Como pude pensar que Draco
gostava de mim? E mesmo que goste, o que eu duvido, nunca vou ter a
coragem necessária para ter algo com ele. E se ele espalhar pra todo mund
que eu não sei beijar??? Eu não vou correr novamente esse risco. -
limpando algumas lágrimas que escorreram involuntariamente, levantou-se
de repente, mas antes disse para si mesma - Eu vou esquecer
definitivamente os rapazes, como já tinha decidido antes.

Mas não conseguindo se dominar, dirigiu-se a passos acelerados para a porta. Ela procurava desenfreadamente uma maneira de conseguir sentir algo por Draco. Por ela as vezes ser tão tímida, odiava quando gostava de alguém. Bastava perceber que gostava de alguém, como fora no caso de Harry, que começava a adquirir uma nova personalidade na sua presença. De alegre e divertida, passava rapidamente para garota tímida, que bastava dizer alguma palavra ou ouvir algo a seu respeito da boca do amado para corar furiosamente sem conseguir se controlar. Era isso o que ela mais odiava. Era essa também uma das razões que usava para si mesma quando queria tentar esquecer os rapazes, ou o rapaz, como mais se adequa no seu caso.

Ela queria sentir o seu cheiro. Sentir o seu batimento cardíaco. Algo, não importava o quê, que a fizesse se sentir amada. Amada por ele. Amada por Draco! Sim, ela agora sabia o que queria. Não conseguia mais esconder. Podia parecer precipitado para qualquer outra pessoa que visse esta relação de fora, mas para ela aquilo era mais que uma simples atração. Mesmo não sabendo como aquilo tinha acontecido, o seu coração não a enganava. E sabia perfeitamente que o seu coração, quando estava na sua presença, parecia que queria saltar do seu peito e romper a pele do seu corpo pela forma como batia desenfreadamente.

Ela o amava, estava apaixonada por ele e não queria saber de mais nada. Queria, como nunca tinha querido outra coisa em toda a sua vida, amá-lo e beijá-lo. Mas, ao mesmo tempo tinha tanto receio. Medo, era a palavra mais adequada para descrever os seus sentimentos por ele. Mas, algo a fez mudar nos últimos tempos e ela nunca mais queria ser covarde. Por isso, numa última tentativa de coragem, que era comum nos grifinórios, abriu a porta numa velocidade louca para tentar explicitar a Draco todos os sentimentos que tinha por ele e que somente tinha percebido naquele instante. Tinha que ser agora, antes que se arrependesse e depois fosse tarde de mais.

Mas, ao abrir a porta viu algo que a deixou sem qualquer tipo de reação. Draco estava a sua frente, com a mesma cara de espanto que ela também devia estar.

"Mas que raios ele está fazendo aqui?" - pensou Gina confusa

Quando se preparava para lhe fazer essa mesma pergunta, sentiu a porta fechar atrás de si. Assustada com o estrondoso barulho que esta fez, deu um pequeno pulo, que a fez se desequilibrar, novamente!

"Porra! Mas que m**** é esta? Ele já deve estar pensando que faço isto de propósito...."

Draco, sentindo-a desequilibrar-se, não conseguiu se controlar e tentou segura-la o melhor que pode naquele ínfimo segundo que teve para agir.

Desta vez não houve mais acidentes e Malfoy conseguiu segurá-la corretamente fazendo com que ela ficasse de pé, mas ainda segura a si. Como estavam a menos de um passo de distância, Draco aproveitou o momento. Segurou-a pela cintura, enquanto que, com a outra mão, ia passando-a vagarosamente nas suas costas. Sentindo-a ficar sem barreiras para ele, disse num sussurro, só audível por ela estar tão próxima dele.

- Sabe, Gina... É Gina, não é? - Esta não conseguindo dizer qualquer
palavra apenas assentiu com a cabeça a sua questão - Mesmo você não
acreditando eu quero mesmo te beijar. Não sei porque, mas simplesmente
quero e você não me deixa.

Com estas palavras, Gina desmoralizou completamente. Como é que ele podia ser tão pouco romântico nestas situações? Bem, tinha que dar um desconto, pois afinal de contas ele é um Malfoy. Mas, mesmo assim esperava mais de um "Don Juan", como ele se intitulava. E foi mesmo isso que ela resolveu dizer- lhe.

- Nossa, Draco, você me comove com essas palavras. Foram mesmo refletidas
do seu coração, né? Dá até mesmo para sentir .... - ironizou Gina

Draco não esperava aquela reação. Definitivamente não era o que ele tinha imaginado. Ele estava habituado a que todas as garotas caíssem nos seus braços sem ele levantar um único dedo, sem se esforçar. Bastava deitar-lhes um olhar e elas caíam sem pestanejar nos seus braços. E também havia casos em que eram garotas que iam ter com ele. Nessas situações ele selecionava as que queria, para o seu prazer. Mas aquela garota, Gina, era diferente. Ele sempre pensou que ela fosse uma garotinha romântica, fácil de iludir. Mas havia se enganado. Ela era uma garota com força, cheia de garra e que sabia revidar a altura. Ela não se limitava a ignorá-lo. E isso o incitava ainda mais a conquista-la.

Tinha que dizer algo que a deixasse deslumbrada. Alguma coisa que a conquistasse e a deixasse com um sorriso de orelha a orelha. Ao se deparar com estes pensamentos, Draco constatou que aquela era a primeira vez que realmente se esforçava por alguma bruxa, ou qualquer outra coisa. E embora isso o deixasse furioso, também era uma prova de que estava gostando realmente daquela garota. Mas o que fazer? O que ele poderia fazer para conseguir provar todo o seu amor por ela? Ele tinha que lhe dar algo. Uma prova de amor. Mas como? Ele não sabia o quê e também não estava disposto a rebaixar-se perante ela.

Se ela não via o que ele sentia é porque não sentia o mesmo que ele. E Draco Malfoy, não era garoto para se deixar humilhar por uma garota. Se esta não gostava dele, azar o dela. Havia muitas bruxas dispostas a qualquer coisa para ficar com ele.

- Esqueça, Weasley. Não é nada! - mentiu Draco - Já é de noite e eu vou
para a cama.

Vendo que Draco se dirigia para a única cama disponível, Gina perplexa, sem perceber o que acabara de acontecer, disse:

- Para a cama? Que cama? Eu só estou vendo uma cama aqui. E é onde eu vou
ficar. Por isso não estou vendo onde você vai ficar.

Draco sem paciência e já farto de estar conversando com Gina enquanto via os seus longos cabelos vermelhos balançando, disse numa voz ríspida:

- Só há uma cama. Eu sou o chefe. Por isso quem vai ficar na cama sou eu,
entendeu?

- O que? Você só pode estar louco, né? E eu vou dormir aonde? No chão? -
gritou Gina já fora de si, enquanto batia com o pé nervosamente no chão.

- O chão parece-me bem confortável. E você já deve estar habituada ....
Afinal de contas, na espelunca onde você mora não deve ter muitos
quartos.....

- É assim, já chega! Eu estou farta de ouvir você falar mal dos meus
pais, da minha família. Será que você não se percebeu que eu também sou
uma Weasley? E quando você diz essas coisas, também ofende a mim... -
dizendo isto como se fosse um desabafo que a muito tivesse guardado,
deixou escorrer por todo o seu rosto uma pequena lágrima que estava
lutando a dias para não cair.

Sem saber o que fazer ao ver Gina chorar, este dirigiu-se até ela. Ele nunca tinha visto uma mulher chorar, e não era muito comum nele deixar-se sensibilizar por algo. Mas, Gina era especial. Não valia a pena negar isso. Ele gostava dela. E sabia que ela gostava dele. Mas ambos eram tão casmurros, e lutavam para não sentir o que estavam sentindo. Mas não valia a pena esconder os sentimentos por muito mais tempo, pois ele não aguentava mais. Queria senti-la nos seus braços e sentir o sabor dos seus lábios e beijos.

Sem jeito, agarrou-a e puxou-a contra si, de modo que a cabeça desta ficasse nos seus ombros como havia visto Harry fazer com ela. Não lhe agradava muito imita-lo, mas sabia que ele tinha jeito para ser carinhoso com todos.

- Desculpa, Gina - limitou-se a dizer.

Gina olhou para ele. Podia-se ver que estava completamente estarrecida ao ouvi-lo proferir estas palavras. Ela sabia como ele era. E nunca ouvira falar de um Malfoy pedindo desculpas. Mas ali estava a prova viva que isso podia acontecer.

Ele pediu-lhe desculpas e isso era a prova que Gina precisava para ter a certeza de que Draco gostava dela. E sendo assim confiava totalmente nele. Agora estava preparada para o beijo. Mais que preparada.

Draco, ao vê-la fechar os olhos ficou sem reação. Será que aquilo era mesmo o que ele estava pensando? Ela estava mesmo dando permissão para ele beija- la?

Antes que esta pudesse se arrepender dos seus atos, aproximou-se mais dela, ficando a poucos milímetros da sua cara.

Passou a sua mão carinhosamente e vagarosamente pelo seu rosto, enquanto descia para o pescoço. Com esse toque Gina estremeceu interiormente. Estava feliz e queria que aquele momento nunca acabasse.

Draco calmamente, começou a beijar de forma suave e sensual o pescoço desta, deixando-a arrepiada de propósito.

Sempre acariciando-a com pequenos beijos, foi subindo devagar até chegar onde queria. Aos seus lábios. Ele olhou para ela. E quando sentiu que a sua presença era desejada, assumiu o controlo da situação. Virou-se para ela, não retirando os seus olhos dos dela e passou suavemente os lábios nos de Gina.

Acariciou-os suavemente, mas após alguns segundos "obrigou" Gina a abrir a boca levemente para deixar a sua língua entrar.

Com a língua explorou o mundo tão desejado por ele: a boca de Gina. Ao sentir que ela não sabia bem o que fazer, pôs a sua língua por debaixo da dela, de modo que ela percebesse exatamente o que fazer e que assim se sentisse mais confortável.

Ao sentir que Draco estava tentando ajudá-la, esta corou furiosamente. Mas empenhada a sentir tudo o que desejava a muito tempo, tentou descontrair-se ao máximo e usufruir daquele momento.

Surpreendendo Draco, esta começou a fazer movimentos e ao mesmo tempo sensuais com a língua, deixando-o cheio de desejo.

Os dois iniciaram então um beijo cheio de paixão. Ambos começaram a ficar completamente descontrolados. Gina que a pouco não sabia o que fazer, naquele momento sabia exatamente o que fazer e em que momento aplicar isso.

Draco agarrava Gina pela cintura, enquanto tentava com as suas mãos adentrar a blusa desta. Entretanto, Gina tinha uma mão na nuca de Draco, enquanto que com a outra ia "passeando-a" nas costas deste, fazendo-o sentir um formigamento excitante naquela área.

Os dois começaram a ficar completamente sedentos um do outro. Os movimentos de ambos tornaram-se cada vez mais ousados e nenhum dos dois parecia querer parar com aquilo.

Eles já não tinham consciência do que estavam fazendo. Apenas sabiam que queriam um ao outro, agora e naquele instante. Mais nada existia no mundo a não ser aquele momento e o beijo entre os dois.

Com a sua mão direita, Draco ia acariciando as costas de Gina, mas ao perceber que talvez pudesse ir mais longe, tentou abrir o seu sutiã.

Com este gesto, Gina acordou. Acordou como se tivesse estado adormecida por um encanto. Ao perceber o que estava acontecendo, empurrou Draco bruscamente.

"O que é que eu estou fazendo? Minutos atrás nem beijar eu sabia, e agora já estou quase passando para a fase seguinte? Isso não pode estar acontecendo.... "

- Pare, Draco! Assim não... Nos não podemos fazer isto! Não está correto!!!!!!!! -exclamou Gina num só fôlego, tentando acreditar nas palavras que acabara de proferir.

( Continua ...)

Nota da Autora: Olá a todos* Bem, para enviar-vos este capítulo eu tive algumas dificuldades, pois a minha beta nunca mais me enviava o capítulo betado. Felizmente esse problema ficou resolvido e consegui postar o 9º capítulo da minha fic, sem demoras.

Bem, espero que tenham gostado deste capítulo mais romântico, mas garanto que o próximo ainda ira ser melhor.

Bom Natal para todos vocês e não se esqueçam de me enviar algum comentário, e-mail ou review a dizer o que estão a achar da fic e deste capítulo!!!!!!!

E-mail: joanaalves@megamail.pt

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BOM NATAL!