Nota da Autora: Olá para todos** Tudo bem? Bem, antes de lerem a este capítulo atrasadíssimo da minha fic, eu queria já pedir-vos imensas desculpas. Eu sei que fui muito irresponsável, e deixei-vos vários meses sem nenhuma actualização da fic, mas tive vários problemas, com inspiração, beta-reader, e tempo. Mas, agora que já está tudo resolvido, por favor leiam este capítulo e deixem-me um review, comentário ou e-mail. No final do capítulo eu explico-vos tudo o que se passou durante este tempo..... ;)

Boa leitura!!!!!

NADA DISTO ME PERTENCE. EU APENAS ESCREVO ESTAS FICS PARA O MEU PRÓPRIO ENTRETENIMENTO E PARA EXTERIORIZAR OS MEUS SENTIMENTOS ATRÁVES DA ESCRITA. ;)

Capítulo 11 "Paixões e traições assumidas"

Gina envolvida no quente dos sedosos lençóis brancos em que se encontrava, espreguiçou-se molemente sem a mínima vontade de acordar daquele sonho. Estava tudo tão bom. Ali no quentinho, sem nada que fazer, nem com o que se preocupar. Era como se tudo tivesse sido varrido da sua mente. Agora já não existiam estresses, nem confusões. Apenas um sentimento bom, de que tudo ficaria bem para sempre. Mas tinha de acordar. Sim, tinha mesmo de acordar. Embora não o quisesse, sabia que tinha de o fazer. Ainda tinha um trabalho para realizar o quanto antes, e não estava nos seus planos dar motivos a Snape para lhe retirar pontos.

Devido à claridade do dia, entreabriu com os olhos com dificuldade, enquanto se espreguiçava uma vez mais. Estava ensonada, mas tinha de acordar. Decidida abriu totalmente os olhos, mas a luz quase a cegou momentaneamente. Sem forças, desistiu e fechou-os novamente. Dormiria mais um pouco. Afinal não seriam apenas mais cinco minutos que a iriam matar. Estava encolhida num canto, por isso resolveu esticar-se mais um pouco. Virou-se para o seu lado direito e espalhou-se por todo o interior da cama. Parou de se movimentar, quando sentiu algo. Desconfiada e com algum receio, manteve os olhos fechados pressionados com toda a sua força, enquanto que com a sua mão esquerda foi apalpando o caminho até aquele corpo estranho, na esperança de não o acordar.

Finalmente tomou coragem e conseguiu tocar em algo que estava ao seu lado. Era mole...Suave... ERA UMA PESSOA! Com a surpresa quase que gritou, mas controlou-se e segurou o grito na sua garganta com a ajuda da mão direita. Permaneceu quieta durante uns segundos, para se recompor do choque. Havia uma pessoa, ali, ao seu lado. Um corpo desconhecido. O que teria acontecido durante a noite? Ela não se lembrava de nada, e isso a perturbava ainda mais. Que raiva! Será que ela teria feito algo mais do que tinha alguma vez imaginado? Com estas questões a martirizarem-na, tentou arranjar alguma maneira de descobrir o que tinha realmente sucedido. E a única maneira era abrindo os olhos e enfrentando a realidade. Por mais dura que fosse, tinha de enfrentar!

Abriu os olhos devagar. Enfrentou novamente a dolorosa claridade, mas desta vez não desistiu. Lutou contra o sol, e venceu. Abriu os olhos e fez força com as mãos. Olhou para o teto vazio e pensou se teria coragem para ver quem estaria a seu lado. Ninguém lhe respondeu, portanto, ela resolveu arriscar. Virou-se devagar, apenas apoiando o seu corpo com a mão direita no colchão. Olhou e aterrorizou-se com o que viu. DRACO! DRACO MALFOY, ESTAVA DEITADO AO SEU LADO! Gina, não conseguiu dizer nada, não conseguiu respirar, nem agir durante dolorosos segundos. O que é que ele estava ali a fazer, ao lado dela? Pior, o que teriam eles feito durante a noite?

Tentou dizer algo, mas não conseguiu. As palavras estavam presas, em sua garganta, e de repente parecia que não só como também no coração, fazendo-a sentir-se mal. Arrependida por algo, que nem se lembrava, nem sabia se tinha mesmo feito. Porque? Como pode ela ser tão estúpida, a ponto de dormir com Draco? Gina ainda nem tinha a certeza dos sentimentos, por isso como poderia já ter dormido com Draco? E será que tinha mesmo dormido com ele?

A única maneira era de falar com a pessoa em questão. Tinha de arranjar coragem. Ela nunca havia sido corajosa e preferia fugir das situações a enfrentá-los. Mas desta vez não seria assim. Ela tinha mudado. Não apenas exteriormente, como também interiormente, por isso estava na hora de o mostrar. Respirou fundo, segurou uma lágrima que teimava em querer cair, tamanho o nervosismo em que estava, e rezou, para tudo o que estivesse a imaginar não tivesse realmente acontecido.

Com uma maior convicção virou-se. Olhou para Draco e deu por si a admirá- lo. Ele quando estava a dormir, parecia uma pessoa completamente diferente. Alguém real, um humano a quem se podia realmente tocar. A sua pele pálida, os cabelos loiros platinados que habitualmente estavam impecavelmente arranjados, naquele momento estavam desalinhados, os olhos fechados, a posição do corpo...Tudo, nele parecia naquele momento diferente. Ela não queria olhá-lo, mas não resistia. Parecia existir uma força maior, puxando- a. Algo magnético que a atraia. Ela amava-o. Não sabia como, mas amava-o. Parecia algo tão irreal. Como era possível, amar alguém que mal se conhecia e se odiava? Não! Algo devia estar errado. Gina não podia gostar de alguém assim. Mas quanto mais se tentava convencer que era tudo mentira, mas queria olhá-lo. Ele era tão lindo. Maravilhoso. E isso ainda a enfurecia mais. Como é que alguém tão desprezível podia ser ao mesmo tempo tão esplendoroso?

Olhou-o mais uma vez, e sem conseguir controlar-se... Foi algo que aconteceu num momento. Num impulso, levou sua mão esquerda até o rosto de Draco, e acariciou-o com suavidade e carinho. Desde que o tinha visto deitado naquela cama que tinha sentido a enorme vontade de o sentir mais perto de si, e agora que aquilo estava realmente a acontecer, ela quase que não acreditava. Ela gostava mesmo dele. Podia sentir isso dentro do seu coração. Mas o que acontecia é que ela não queria ter aqueles sentimentos por ele, portanto tentava ignorar os avisos que recebia do coração, sempre que estava na presença de Draco. Desde que havia começado a sentir algo, que estava alterada. Ficava mais vezes corada, sentia-se sempre nervosa quando o via, mas quando não via ficava triste. Parecia que algo lhe faltava. Aquele rosto, o humor negro e irónico dele, o seu cheiro, a presença dele... Tudo nele a fascinava. Mas ela não queria isso. Só que por vezes, não bastava seguir apenas o que achamos certo ou indicado para nós, devemos seguir o que diz o nosso coração. Só que aquilo parecia tudo tão errado! Como poderia uma Weasley ficar bem com um Malfoy?

Enquanto refletia suas ideias, continuava a "passear" sua mão por todo o rosto de Draco. Quando se preparava para parar com aqueles gestos, algo aconteceu. O rosto de Draco contorceu-se ligeiramente e em menos de um segundo, abriu os seus grandes olhos azuis. Ele não teve qualquer reação. Apenas a olhou diretamente nos olhos, e teriam ficado assim por muito mais tempo, se não fosse Gina que fugiu ao contato visual, ao virar o seu corpo de lugar. Prepara-se para fugir também ao confronto, mas Draco não deixou. Agarrou-a por um braço, e "obrigou-a" a virar-se para diante dele. Este queria vê-la mais uma vez. Ela estava tão maravilhosamente bonita, que até parecia impossível.

Gina, por sua vez não queria vê-lo, nem falar com ele. Como é que podia ter sido tão estúpida a ponto de estar a acariciá-lo, sem saber o que havia acontecido na noite anterior? E mesmo se soubesse, não tinha nada de estar ali com aquelas intimidadas.

Gina? - chamou Draco, com receio, o que não era nada habitual nele. Porque Gina cismava em fugir ao contato visual dele? Ela estaria zangada com ele? Mas porque?

Esta ao ouvir o seu nome, sentiu-se tentada a conversar com Draco. Sim, tinha de fazer-lo. Tinha de perceber o motivo de estar ali na mesma cama com ele. A razão de estar a ter aqueles sentimentos, e principalmente queria saber se ele sentia o mesmo que ela. Isso, sim era importante. Muito importante.

Sim... – disse Gina num trémulo fio de voz.

Draco olhou para ela e suspirou resignado. Percebeu imediatamente que algo estava errado. Porque Gina estava a reagir daquela maneira, quando na noite anterior tudo tinha sido tudo tão maravilhoso? Sim, tinham discutido e ela tinha-se magoado. Mas para além disso nada tinha corrido mal. Pelo contrário, as coisas até tinham corrido bem demais. Tinham-se beijado, abraçado e no fim dormido perto um do outro. Então porque que ela estava assim? De repente, percebeu tudo. Era óbvio. Como é que ele não tinha pensado nisso antes? Ela não se lembrava de nada, devido à poção que tinha bebido na noite anterior. Por isso estava assim estranha...

Draco – recomeçou Gina, olhando para o chão – eu tenho duas perguntas sérias para fazer a você. – Draco assentiu e esta prosseguiu, engolindo com dificuldade – Ontem à noite, o que aconteceu? Eu não me lembro de nada, e hoje de manhã ao ver você deitado ao meu lado, fiquei sem saber o que pensar... O que aconteceu? Nós fomos... mais longe? – perguntou ansiosa e ao mesmo tempo receosa de ouvir como resposta o que menos queria ouvir.

Draco sorriu. Afinal era isso. Gina não estava zangada com ele. Apenas estava receosa com o que ela suponha que tivesse acontecido na noite anterior. Aproveitando-se disso, resolveu gozar um pouco com ela.

- Bem, para ser sincero, aconteceu algo ontem à noite. Nós, nos beija-mos, deitamo-nos nessa cama, abraçamo-nos... – Gina deu um berro e Draco calou- se.

Gina não sabia o que havia de pensar. Então, tudo o que tinha acabado de imaginar era mesmo verdade? Eles tinham mesmo feito algo e ela não se lembrava? Como era isso possível?

O quê? Isso é mesmo verdade? Mas eu não me lembro de nada! Como você foi capaz de me fazer uma coisa dessas? – questionou Gina exaltada. Ela estava muito corada, as suas bochechas estavam quase a explodir e ela senti-se quente e irada por dentro. Draco, por seu lado, estava a divertir-se com toda aquela situação. Ele adorava enerva-la. Nem ele mesmo sabia por que, mas ela ficava ainda mais bonita (se é que isso era possível) quando ficava irritada. Desse modo, a sua beleza natural sobressai-a e isso o atrai.

Draco pensou um pouco. Será que valia a pena continuar com aquela brincadeira? Gina já não estava a achar piada nenhuma toda aquela situação e batia impacientemente com o pé e suspirava ruidosamente.

Gina, quando algo acontece, não é só por vontade de uma pessoa, sabe? É preciso duas pessoas para o fazerem. É necessário que ambos o queiram, e você ontem a noite estava bem animadinha. Não percebo porque a súbita mudança? Não gostou? Podemos tentar novamente! – disse Draco com um sorriso estampado nos lábios. Ele não resistiu. Teve de enfurecê-la mais um pouco. E agora que já sabia qual era o seu ponto fraco, essa tarefa era muito simples.

Gina ficou sem saber como reagir. Já estava farta de tudo e de todos. Que raiva! Ela odiava Draco. Como é que ele tinha sido capaz de ser tão estúpido? Parecia que fazia de propósito para a irritar. Parecia que isso lhe dava prazer. Ele só podia ser sádico, porque ninguém em seu perfeito juízo iria dizer, o que ele dizia só para a irritar. Mas o pior de tudo, é que ele tinha razão. Se eles tinham feito mesmo alguma coisa, ela teve sua participação. Ele certamente não a tinha forçado. Isso não fazia o gênero dele. Draco podia ser um perfeito imbecil, mas nunca irei fazer uma coisa dessas a Gina.

Você é mesmo idiota, não é? Só pode ser. Se nos fizemos mesmo alguma coisa, eu tenho nojo de você, mas principalmente nojo de mim mesma! – Gina não aguentou mais, deixou umas lágrimas escorrerem dos seus olhos. Há muitas horas que lutava contra os seus próprios sentimentos e tentava que as suas lágrimas não escorressem, mas agora não agüentava mais. Aquilo era demasiado para ela.

Draco ficou novamente sem saber o que fazer. Parecia que aquilo estava a tornar-se um habito recorrente. Sempre que estava ao lado de Gina, e ela chorava ou lhe acontecia algo ficava sem saber como reagir. Gina parecia ao mesmo tempo tão forte e tão fraca. As suas mudanças de humor atraiam-no, mas estes sentimentos confusos afligiam-no. Ele nunca havia visto sua mãe chorar, aliás, nunca tinha visto os seus pais a discutirem, portanto era- lhe difícil saber como agir em certas situações. Tinha de fazer o que o coração lhe mandava e rezar para que a sua intuição estivesse correta. Mas isso também se tornava complicado, porque ele acima de tudo era um Malfoy, e um Malfoy não se deixa levar pelo coração. Aliás, eles orgulhavam-se por saberem comandar o seu coração através do cérebro. Por isso é que nunca se deixavam levar por compaixões baratas ou sentimentalismos. Mas agora tornava-se cada vez mais difícil seguir as convicções de um Malfoy e fingir que não sentia nada por aquela Weasley. Era quase impossível. Era quase o mesmo que lhe dizerem que agora por diante não podia respirar. Ou seja, não é possível. E a Gina, para ele, era como se fosse o próprio oxigênio. Portanto ele tinha de fazer algo. Mesmo que fosse contra os princípios de seu nome ou contra si mesmo. Somente naquele instante ele tinha de ser honesto com Gina e principalmente consigo mesmo.

Gina, descul – Gina olhou para ele pasma. Será que ele ia mesmo dizer o que ela penava? Será que lhe iria pedir desculpa? – Me desculpe. Eu sei que por vezes sou um idiota, mas desta vez exagerei. Tudo o que te disse agora era mentira. Nos não tivemos nada um com o outro ontem – Gina raivosa tentou dizer algo, mas Draco fez um sinal com a mão para ela aguardar – Espera! Ouve-me primeiro até ao fim, ok?

Você não deve lembrar-se de nada, porque tomou uma poção, que tem como efeito secundário à perda momentânea de memória, mas em breve irás recordar- te de tudo. Ontem torces-te o pé, eu para te ajudar com as dores dei-te essa poção. E hoje quando encontrou-me deitado ao seu lado foi por causa que adormeci enquanto esperava que fizesse o mesmo. Compreende? – disse Draco sem fôlego.

E mais uma vez Gina quis dizer algo, onde Draco pediu que calasse, continuando.

Mas não é só isto que eu te quero dizer. Eu tenho que confessar algo, que já há muito tempo ando a sentir. – Draco respirou fundo e prosseguiu – Eu estou apaixonado por você. Estou louco por você. Estou apaixonado por você! Mesmo você sendo uma Weasley – esta fez uma cara de reprovação – eu estou louco por você. Não consigo parar de pensar em você, e de te desejar. Eu tento dormir e não consigo. Tento me concentrar em algo e não consigo, apenas a tua imagem me vêem a mente, fazendo-me esquecer de tudo, do resto. Tu és o meu mundo. E sem ti eu não sou nada. Estas a ver o que me faz? Até estou a ser todo sentimentalista. – disse, com os olhos a brilhar enquanto "mergulhavam" nos de Gina, a espera de uma reação da sua parte.

Gina ficou sem saber como reagir. Será que ele estava mesmo a dizer a verdade? Um Malfoy estava a declara-se a sua frente? Ela amava-o, mas tinha receio. Tinha receio de não ser correspondida. Mas agora isso era passado. Ele estava ali diante dela, a dizer que estava apaixonado, por isso não tinha nada a perder. Era agora ou nunca. Tinha de reagir, e dizer o quanto o amava. Mas isso poderia amedrontá-lo. Diria apenas o quanto gostava dele.

Draco, eu ..... nem consigo acreditar no que acabas-te de dizer? Você gosta mesmo de mim? Isso não é mais uma das suas brincadeiras. É... que... bem – Gina começou a gaguejar de ansiedade, mas com força de vontade prosseguiu – eu também gosto muito de você – "pronto já consegui dizer" pensou Gina – Desde que estamos aqui, e também já há algum tempo quando estávamos em Hogwarts que eu comecei a sentir algo por ti. Algo diferente. Não é apenas amizade, até porque nos nem mesmo somos amigos, não é? Mas comecei a perceber-me sentindo algo por ti, me senti feliz quanto te via, sorria das tuas exigências descabidas, do teu humor negro, da tua constante ironia, e principalmente, o meu coração batia cada vez mais depressa você estava próximo. Por isso eu já não tenho medo de o dizer. Eu estou apaixonada por você também e quero ficar do seu lado.

Draco sorriu. Sorriu abertamente. Gina amava-o? Gina amava-o? Ele nem queria acreditar. Este era sem dúvida o dia mais feliz da sua vida, quer dizer, estava equiparado a alegria que ele sentiu ao derrotar Harry no Quadribol. Mas porque raio estava ele agora a pensar em Harry. Ele tinha Gina diante de si, a declarar todo o seu amor. Tudo o que ele mais queria naquele tempo todo era beija-la, abraça-la e senti-la nos seus braços, e agora que tinha essa oportunidade estava a desperdiçá-la? Tinha de agir, já. Aquela era sem dúvida a moça dos seus sonhos.

Draco aproximou-se mais de Gina, que estremecia ligeiramente de ansiedade. Ela também queria estar junto dele. Sentir novamente o sabor dos lábios de Draco, o gelo das suas mãos, que lhe davam arrepios e a faziam sentir-se quente e desejada. Esse tirou uma mecha de cabelo que caiam-lhe sobre a face, acariciando-lhe suavemente. Com a sua mão direita, fechou-lhe os olhos, e aproximou-se ainda mais desta, até que os seus corpos estivessem quase colados um ao outro. Draco fechou também os olhos e levou os seus lábios de encontro aos de Gina. De imediato ambos sentiram uma sensação de conforto e excitação percorrer-lhes o corpo. A muito tempo que ambos queriam sentir o mesmo, mas nenhum deles levava avante o seu desejo, portanto aquela situação depois de todo aquele tempo era maravilhosa. Desta vez, Draco não lhe deu nenhum beijo sôfrego, nem cheio de desejo, deu-lhe apenas uns beijos suaves e carinhosos, que enterneceram ainda mais Gina.

Eu estou mesmo apaixonada por você Draco. Eu amo você. – disse Gina, enquanto respirava entre um dos muitos beijos que ambos trocavam.

Draco parou por um momento. Ela disse que o amava? Draco nunca amara nada nem ninguém, por isso, não gostava de usar esse termo. Isso era demasiado sério. Era um compromisso. Ele gostava dela. Desejava-a. Mas daí a amar, ia um passo muito grande. Pensou nisso, mas preferiu não dizer nada. Falariam nisso mais tarde. Agora Draco somente queria estar com Gina, sem pensar em mais nada.

Para evitar o silencio e se desculpar da falta de resposta, iniciou um longo beijo cheio de desejo e paixão que surpreendeu Gina. Ela estava a gostar do beijo carinhoso de Draco, mas sabia que ele era assim nos seus beijos. Sempre desejosa de mais, e insaciável, como se tivesse medo de a perder, ou pior, perder o direito dos seus beijos.

Começaram então, um beijo, mais meloso. As sua línguas procuravam-se desenfreadamente uma pela outra. Percorriam com desespero e desejo todos os recantos de ambas as bocas. Draco começou a acariciar Gina com mais intensidade, e quando se preparava para subir a blusa de Gina, disse maliciosamente:

Então, preparada para uma aula particular nessa cama?

Draco! – exclamou Gina, sentindo o rubor vir ao seu rosto.

Estava a brincar. Calma, sra. coradinha – ironizou Draco, passando a mão pelas pernas de Gina e puxando-a contra si.

Gina fingiu-se amuada, e virou-lhe a cara quando Draco se preparava para a beijar. Este entrou na onda da brincadeira, e começou a dar-lhe suaves beijos por todo o seu rosto até ambos começarem a rir descontrolados, mas sem parar de olhar um para o outro.

Agora os dois tinham a certeza. Eles amavam-se. Mesmo que ainda no fundo do coração existisse uma réstia de ódio entre eles, o amor sobreponha-se. E o amor vencia sempre!

****

Os dias começaram a passar depressa. Depressa de mais no ponto de vista, de Draco e Gina. Eles haviam passado os últimos cinco dias a namorarem, a falar de toda a sua vida, a desabafarem um com o outro, e para além de serem namorados, agora eram acima de tudo amigos, íntimos um do outro. E ambos sabiam que podiam contar um com o outro sempre que precisassem.

Mas agora havia um problema: o trabalho. Sim, porque eles tinham ido para aquele local, não para namorar, mas sim para fazerem um trabalho de pares. E até agora não tinham feito nada. Absolutamente nada. Gina já tinha lembrado disso e dito a Draco, mas este preferia estar a aproveitar o momento e com vários beijos carinhosos, sempre convencia Gina do mesmo. Mas agora Gina estava preocupada. Snape queria ver algo. E dentro de menos de um dia, quando ele os contatasse, iria ver que não tinham nada. Por isso tentou falar novamente com Draco, para o fazer ver a razão.

Draco, ouve-me. Nós ainda não temos nada feito. E embora não tenhamos um prazo estabelecido, não pudemos ficar aqui sem mexer um dedo. – exclamou Gina, enquanto tentava separar-se de Draco, que estava a tentar beijá-la – Draco! Para!!! Snape mandou-nos hoje uma carta, porque quer visitar-nos amanhã. AMANHÃ! E o que vamos dizer? Que estivemos todos esses dias sem fazer absolutamente nada???

Draco suspirou resignado. Ele sabia que Gina tinha razão, mas não queria aceitar. Queria estar com ela, e aproveitar todos os momentos ao máximo. Mas tinham de fazer algo para mostrar amanhã ao professor Snape.

Ok, ok! Não precisas ficar tão zangada. Embora eu adore ver-te enfurecida. Ficas mesmo sexy... – acrescentou Draco sorrindo, enquanto passava uma mão pelos seus cabelos impecáveis.

Draco estava tão bonito, pensou Gina. Naqueles últimos tempos ela reparou que ele ainda era mais bonito do que ela alguma vez imaginara. Principalmente quando ele sorria, daquela maneira esnobada, mas ao mesmo tão sensual. Ele ficava maravilhoso. Gina só não tinha percebido antes porque ele não sorria muitas vezes. Aliás, ela não se lembrava de alguma vez o ter visto sorrir em Hogwarts. Só ali, ao pé dela, é que ele demonstrava os seus segredos mais profundos.

Draco, não tente. Não vai conseguir nada com essas palavras tentadoras – disse numa voz enfurecida, mas não pode deixar de sorrir ao ver a cara de puro desanimo de Draco – Temos de trabalhar. Temos de fazer algo, para puder mostrar amanhã a Snape. O problema é, fazer o quê???

Draco não estava minimamente interessado naquilo. Mas realmente tinham de fazer algo, só que ali fechado no quarto ele não conseguia passar nem mais um minuto. Precisava espairecer, sentir o ar gelado bater no seu rosto.

Esta bem, você venceu. Mas pudemos ir pensando nisso enquanto vamos dar um passeio, certo? Vamos andar um pouco pelo parque.

Gina aceitou e foram ambos de mãos dadas até o parque mais próximo do hotel. Aquilo era maravilhoso. Ali os dois, juntos um do outro, sem falarem nada, apenas apreciando o local e o tempo que estavam juntos.

Aquele parque era realmente esplendoroso. Tinha árvores altíssimas, maiores do que alguma árvore trouxa alguma vez conseguiu atingir Eram todas revestidas por maravilhosas folhas verdíssimas. De uma cor tão verde, que até ofuscava a vista quando estava em direção ao sol. Ao redor das árvores encontravam-se as plantas e flores mais belas que Gina havia visto. Eram todas de uma cor e beleza sem igual. Mas o que mais a fascinava eram os riachos e fontes que se encontravam em estado natural. Tinham uma água tão límpida e atraente, que Gina não resistiu a por uma mão dentro da água e a bebê-la. Aquilo era realmente fascinante. Aquele água valia mil vezes mais que uma Cerveja Amanteigada. Era fresca, saborosa e leve. Refrescava e ao mesmo tempo dava uma agradável sensação de leveza.

Era isso! Tinham de fazer um trabalho sobre aquele local. Gina já estava a imaginar o título "Parque natural, recheado de surpresas agradáveis". Era o trabalho ideal, porque também tinha imensas plantas que ela nem sabia que existiam e isso iria certamente agradar ao professor Snape.

Draco! Achei. Encontrei o nosso projeto ideal – gritou Gina, provocando o pulo de Draco que se surpreendeu pela voz desta no meio do silêncio – Vamos falar sobre as plantas deste local.

Draco olhou para Gina, como essa tivesse enlouquecida. Ela queria o quê? Fazer um trabalho sobre plantas? Devia estar com um parafuso a menos na cabeça.

Ambos tinham uma opinião distinta do assunto, porque os dois tinham levado um estilo de vida muito diferente. Enquanto Gina nunca havia visto um parque daquele gênero em toda a sua vista, Draco vivia num. Sim, Draco, na sua mansão tinha um belíssimo parque, muito superior a este, portanto não conseguia compreender o interesse de Gina por algo tão desinteressante. Afinal de contas, aquilo era apenas um conjunto de ervas amontoadas num local verde.

Gina qual é o interesse em fazer um trabalho sobre plantas? Que idiotice é essa? Você por acaso é algum animal para gostar de ervas? – disse Draco sem conseguir controlar-se.

Gina ficou furiosa e preparava-se para lhe responder, quando ouviu um barulho. Algo tinha embatido no chão com força e soltará um grito interminável. Assustada olhou para Draco, em busca de uma resposta, mas este somente pediu-lhe num gesto para ficar calada e vir ter consigo.

Abaixados, andaram o mais silenciosamente possível, para descobrirem a origem do barulho. Caminharam vagarosamente até encontrarem um arbusto suficientemente largo para os esconder, mas ao mesmo tempo, baixo o suficiente para eles puderem observar o que se passava.

Alguém gritava sem parar de dor. Aproximaram-se mais, mas apenas viam sombras. Mesmo assim, conseguiam perceber o que se passava. Alguém estava a lançar um Crucius a outra pessoa. Nenhum dos dois era trouxa, porque eles conseguiam ver duas varinhas. Uma estava a lançar o Crucius e outra estava longe das duas sombras, pois, provavelmente havia sido retirada brutalmente do outro homem.

Draco sabia perfeitamente o que se passava. Já há algum tempo que andava a acompanhar o seu pai as reuniões dos Comensais e já havido aprendido e assistido o suficiente para perceber o que estava a acontecer naquele momento. Algum Comensal estava a ser castigado por outro. Voldemort divertia-se com isso. Primeiro juntava os Comensais em pares e estes tornavam-se amigos. Mas, quando algo corresse mal e um desses errasse, o par deste tinha de o torturar até a morte. De uma maneira sádica, para Voldemort essa era a melhor prova de fidelidade que os seus comensais lhe podiam oferecer. Draco sabia disso e estava disposto a fazer o mesmo quando chegasse a sua vez. Ser comensal era o seu maior sonho. Desde pequeno que admirava seu pai, por ser um dos Comensais mais chegados de Voldemort e ele havia prometido a si mesmo que um dia seria o melhor. O melhor Comensal de todos os tempos. Iria ser como um filho para Voldemort!

Ele queria assistir a tortura, mas sabia que tinha de sair daquele local. Gina não podia ver nada, se não iria relatar tudo no mesmo instante a Dumbledore. E Voldemort não podia arriscar-se a isso. Sendo assim, se Draco salvasse um dos seus Comensais de ser denunciado, talvez pudesse integrar no seu círculo mais cedo do que havia pensado.

Com os olhos a brilharem de triunfo olhou para Gina. Tinham de ir embora já, antes que fosse tarde de mais e ela visse o inevitável. Puxou-a pelo braço direito, mas ela puxou com mais força o seu braço e não saiu do mesmo sítio de onde se encontravam. Droga! Ela estava a fazê-lo perder tempo.

Ouviu-se novamente um grito e dor, mas o grito era cada vez mais fraco. O homem em questão devia estar cada vez a ficar com menos forças. Era esse o objetivo. Torturá-lo o máximo tempo possível com vários Crucio, e quando já não se conseguisse mexer ou defender, lançava-se um Avada Kedavra. Era uma tortura não só para o comensal que estava a sofrer, como também para o outro.

Lágrimas vinham aos olhos de Gina e escorriam dolorosamente. Ela estava assustada, mas acima de tudo sentia uma dor no peito, pela dor que estava a ser causada a aquele homem. Ela queria ajudá-lo, aliviar-lhe a dor e defendê-lo do homem que estava a torturá-lo. Mas não conseguia. Por alguma razão que desconhecia, não conseguia mexer-se, nem virar o rosto.

Nesse mesmo momento ouviu-se um grito cortante, que foi seguido por uma luz verde e um silencio doloroso. Draco percebeu naquele exato momento, que quem quer estivesse ali, tinha acabado de ser morto. Sorriu silenciosamente de satisfação, mas ao ver o horror estampado no rosto de Gina passou o braço pelos ombros desta, e aconchegou-a para mais perto de si, num modo de dizer que com ele, ela estava segura.

Gina não conseguia reagir. Se ainda a pouco estava aterrorizada, agora o seu estado era tal, que não existia nenhum adjectivo capaz de caracterizar o que ela estava a sentir. Era demasiado doloroso. Ela nunca havia visto, ninguém ser assassinado, e agora desejava não ter visto o que acabara de ver.

Mas Gina não aguentava estar mais tempo parada sem fazer nada. Tinha de reagir. Num impulso, soltando-se de Draco correu desenfreadamente até ao local, onde à poucos segundos tinha ouvido e visto a tortura e o assassinato a que tinham submetido alguém. Correu o mais depressa que conseguia, e em poucos segundos chegou ao local.

Draco quase que não teve tempo de reagir. Mal a viu correr na direção dos dois homens, também correu rapidamente, na tentativa desesperada de conseguir alcançá-la a tempo. Ela não podia por nada deste mundo, ver quem tinha sido assassinado.

Gina, contornou dois arbustos no exato momento em que um dos comensais aparatou, não conseguindo, assim ver quem era o assassino. Olhou para todos os lados, em busca de um corpo que devia estar próximo dela. Ao virar o rosto, mais para trás, viu uma mancha de sangue, que continuava em carreira até outro local. Em passos largos, seguiu as pistas, e ficou sem pálida ao ver quem estava aos seus pés.

No momento em que as lágrimas começaram descontroladamente a desbrotar dos seus olhos, sentiu alguém a vir por detrás de si. Draco agarrou-a com firmeza, e pode-se ver pela expressão no seu rosto que também ele tinha ficado chocado e surpreendido com o que acabara de ver. Sem conseguir controlar-se, soltou uma pequena lagrima que escorreu pelo rosto, mas rapidamente secou-a, para Gina não descobrir as suas fraquezas.

Mas, por mais torturas e assassinatos que ele tivesse visto e treinos para não demonstrar mais nada, a não ser frieza, naquele instante aquilo era muito difícil. Não podia ser. Porque o mataram? Porque ele? Ele que tinha ajudado tanto Voldemort e era o bruxo mais conhecido por ser do lado Negro. Por quê? Por quê? Naquele momento Draco sentia-se fraco e sem forças para se mexer. O choque estava a ser mais duro do que ele alguma vez pensará e não conseguia ser insensível ao ponto de não sentir nada por alguém do seu próprio sangue.

Draco virou a cara para o lado oposto do de Gina, para esta não o ver como ele estava. Draco sentia-se um farrapo tanto por fora como por dentro. Os seus cabelos estavam em um completo desalinho devido a brutalidade com que com as suas próprias mãos mexiam nele, o seu rosto estava pela primeira vez em muitos anos cheio de marcas devido as lágrimas que tinham escorrido involuntariamente à poucos segundos e os seus lábios tremiam insistentemente, mesmo não estando frio. Por dentro a situação não era muito melhor. Draco culpava-se pelo que tinha acontecido. Se ele não tivesse tão ocupado a tentar afastar Gina dos Comensais para puder impressionar o seu mestre, nada daquilo tinha acontecido. Ele era o culpado daquela morte. Ele é que era o verdadeiro assassino. E isso faziá-o sentir como quando era pequeno. Naquele momento ele era uma criança, sem saber o que fazer e o que pensar. Todo o mundo parecia naquele momento estar contra ele.

Quando Gina olhou para ele com os seus olhos vermelhos de choro e o tentou abraçar Draco não aguentou mais e caiu de joelhos no chão tremendo e chorando, sem parar. Num soluço insistente, entre o choro gritou bem alto, assustando os pássaros que estavam ao seu redor:

Por quê??? Porquê ele?!?

(Continua....)

Nota da Autora: Então galera, gostaram deste capítulo, depois de uma longa temporada de espera?????? Sim?????? Estou a ouvir bem????? Ainda bem! Fico muito contente, pois eu vi que muitos leitores estavam ansiosos por um novo capítulo eu apenas lhe dizia para aguardarem por um novo capítulo, sem mesmo eu saber quando o irai finalmente publicar. Então, o que aconteceu foi o seguinte: Durante um mês e nas férias do natal eu não escrevi nada e comecei a senti- me mal por isso. Deixei passar mais um tempo, devido aos inúmeros testes que eu tive n altura, e no final de Janeiro (em menos de duas semanas), resolvi finalmente começar a escrever este capítulo e escrevi-o em pouco tempo. E pronto, já estava tudo resolvido, pensei eu. O problema foi depois com as beta-reader. A beta-reader que eu tinha inicialmente disse-me que ia de férias durante o mês de Janeiro e depois continuaria a minha betagem, mas isso não aconteceu. Estive o mês de Fevereiro inteiro a enviar-lhe e- mail, mas ela nunca me respondeu. Resolvi então, procurar outra beta- reader, mas esse revelou-se ser uma tarefa difícil. Dos muitos e-mail que eu mandei para betas, muito não era respondido, ou então a beta já estava ocupada. Comecei a desesperar pois já se tinham passado quase três meses e eu ainda não tinha conseguido publicar nada. Foi então no final do mês de Março que a minha actual beta, me respondeu e disse que betaria a minha fic. Fiquei super contente. Ela já betou este capítulo e aqui estou eu. Finalmente a publicar o 11ºcapítulo.

Agora é o seguinte: Esta fic vai ter em princípio mais seis capítulo, que eu já planeei durante este intervalo de tempo. Ainda não os escrevi, mas em breve vou recomeçar a escrever o 12º capítulo. Fiquem descansados que não irei demorar tanto tempo como demorei para publicar este capítulo. Só ainda não escrevi o 12º capítulo porque actualmente ando a traduzir uma fic, que muito em breve vou começar a publicar. A fic traduzida será: "There's A Thin Line Between Love & Hate". Espero que gostem ......

Bem, fico a espera ansiosamente pelos vossos comentários.....Quero muitos reviews......Please!!!!!!!!!!!!!!!!!

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