Chap 5: Not feeling conversational, you know? (Não sendo sociável, você
sabe?)
Pegou ar, e abriu o pergaminho. Dentro, escrito em uma bonita letra, elegante mas não excessiva, vinha à resposta de Malfoy:
"Potter,
Não tem importância dizer que sua carta me deixou surpreendido, não sabia que os Grifinorianos podiam escrever frases grandes com algum sentido, é um grande avanço para vocês, suponho. Bom, dispensando as cortesias"
Evidentemente, só a Malfoy isso parecia uma cortesia, mesmo que continua, poderia ter sido pior, ou mais horrível todavia. Hummm, talvez era o menos desagradável que era capaz de dizer...
"dispensando as cortesias, podemos passar ao miolo da carta, le plat de résistance, poderíamos dizer"
Humpf. Presunçoso, até escrevendo tinha que se vangloriar...
"poderíamos dizer. Primeiro, sei que deveria dar voltas ao tema e tratar de dizer o mais dissimuladamente que pudera, esperando que entenda lendo nas entre linhas, mas como não é uma habilidade comum entre os Grifinorianos, terei que me rebaixar a escrevê-lo plenamente: Obrigado. Sua presencia na sala foi importante naquela hora... esse mau trago, como pode chamar-se, e portanto devo agradecer-te que permanecera ali tanto durante como depois.
Sim, Potter, você leu bem, isso foi um agradecimento. Até os Sonserinos, e mais ainda, os Malfoy, reconhecemos nossas dividas e valorizamos os gestos quando são merecedores disso. Se não fosse porque confio em sua promessa de não dizê-lo a ninguém, sendo o bom-e-confiavel Grifinoriano que é, ameaçaria com castigos inomináveis em caso de que ensinara isto ao ruivo, mesmo que provavelmente não seria necessário, posto que sofreria um choque grave de impressão, tal é a tremenda imagem que tem de nós. Lástima, contudo, tinha um monte ameaças realmente desagradáveis e aproveitáveis."
Um sorrisinho começou a insinuar-se em seus lábios. A valoração da possível reação de Ron era bastante acertada. Além disso, a coisa estava saindo melhor do que pensava, de momento havia visto uma faceta de Malfoy que não suspeitava: a sinceridade, mais ou menos hiriente, mas sinceridade no final das contas.
"Passando a outro tema, quê demônios quer conseguir com essa carta??"
Valeu, esse é o Malfoy que conhecia. Era bom demais para ser verdade, o agradecimento, a sinceridade, o parecer uma pessoa real no fundo... Provavelmente agora veria uma ameaça de morte, ou algo assim. Estava mais perto de sua personalidade.
"Acredita que o sucedido é uma experiência com capacidade para mudar nossa relação, ou melhor, falta de ela? Que vamos ser grandes amigos marcados pela experiência em comum? Vejo que tem estado pensando na natureza de nossa sã relação odio-odio, e que quer mudar as coisas. Poderia escrever aqui uma série bastante grande de adjetivos, referidos a sua falta de perspicácia, mas voltarei a ter em mente de que é um Grifinoriano, e o explicarei com palavras simples. Não há nada que mudar, Potter. Como acredita que tomaria meu pai a noticia de que já não te odeio profundamente, mas sim que além disso estou em termos convencionais contigo? Acabaria antes me aplicando um Imperdoável a mim mesmo, e lhe pouparia o trabalho."
Mesmo que o corte das palavras doesse, era verdade que não lhe havia dedicado muito tempo em pensar na repercussão de seus atos, como bom Grifinoriano, e agora se arrependia. Poderia ter sido poupado de um pouco de ofensas na carta.
"Acha que tenho um bom coração, ou que mudei? Que passei para o lado da Luz? Pense de novo. Sigo pensando o mesmo dos Sangues Sujos, e das Artes das Trevas. Sou um Malfoy e um Sonserino, e estou orgulhoso disso. Acredita que quero ser amigo de Weasley? Um confiável Grifinoriano? Esqueça. Nem quero mudar, nem posso permiti-lo. Não jogarei tudo o que consegui, e tudo o que me jogo, ao releu. Nem por você, nem por Dumbledore, nem por ninguém. Buscou outro caso perdido.
Ou o que quer é uma trégua? Isso sim posso conceder, em base na divida que tenho com você. Poderia dizer-se que deixarei passar o assunto da rejeição de minha mão no nosso primeiro ano, e aceitar agora a sua mão. Uma por outra, Potter.
Contudo, não cante vitória tão rapidamente, Garoto de Ouro. Isto não é amizade, é tolerância mutua. Seis anos são muitos anos, e um Malfoy não sabe dar segunda chance. Além do que, não espere que esta trégua transcenda ao âmbito público. Há de saber, Potter, que nossa inimizade mutua é uma das bases de sua imagem... e um fio do qual se sustêm minha vida agora mesmo. Todo o segredo acerca daquela noite não valerá nada se a noticia chega aos ouvidos de meu Pai e seus conhecidos, coisa que passaria aproximadamente meia hora depois de que o colégio conheça a noticia, e não quero pensar no que ocorreria então.
E você? Como acha que tomaria o colégio, ou o mundo mágico, por extensão, saber que Potter, a grande esperança da Luz, O Menino Que Sobreviveu, o Cavaleiro Na Armadura Branca, se relacionando com um Malfoy, família das Trevas por excelência? Espera...Explicarei-te também, se por acaso. O único que se tomariam pior seria que se dar-se bem com o Senhor das Trevas: Harry Potter, o melhor amigo de Voldemort. Já posso ver as manchetes no Profeta."
Bom, ao menos havia conseguido uma trégua, por enquanto, o que não era desprezível tendo em conta a situação e a pessoa: ainda sem ter crescido no mundo mágico, sabia que os Malfoy não esqueciam e nem perdoam ressentimentos facilmente. Tinha ouvido historias na casa de Ron que deixavam os pelos em pé se a metade das vinganças e ofensas estavam certas.
"E outra razão: diga-me que não desfruta descarregando tensões com nossas... bom, con minhas engenhosas e sarcásticas pulhas* e suas oh-tão- hirientes réplicas. Melhor, não responda a isto, porque eu sim o desfruto, Potter, e ninguém pode renunciar a seus pequenos vícios tão facilmente, né?
Em conclusão, creio que por fim terei satisfeito sua curiosidade com um mínimo de cortesia (de graças a minha extrema educação ou esta carta poderia ter sido muito pior), assim que, atentamente,
Draco Lucius Malfoy-Windsham, etc
PS: Sei que sou extremamente atraente, mas sua observação continua no Salão Principal, procurando um sinal de que havia recebido sua carta, pode levantar suspeita. Sugiro-te mais discrição, Potter."
Bem, essa era a resposta. Não podia se queixar que era ofensiva, ele que havia procurado. Contudo, era diferente. Mais complexa e real da que esperava. E ácida como veneno, também. Não pode evitar rir rapidamente ao reler a carta. Certo, era mal-educada às vezes, e ofensiva, e arrogante, mas tinha graça no final. Era tudo Malfoy... mas também algo diferente, mais sincero, menos centrado em ferir e mais em ser... engenhoso? Só Merlin sabe o que de relaxar tensões insultando beirava no retorcido, mas isso explicava muitas coisas de Draco Malfoy.
E o conteúdo... bom, mais do que esperava, e em certo modo reafirmava sua decisão de apagar a tocha de guerra. Mesmo que o outro não quisesse, na carta já tinha dado um passo até a amizade, ou isso desejava ler nas entrelinhas. Da mesma forma, lhe tirava algo de sinistro no assunto: Malfoy seria diferente agora, mas por dentro parecia o mesmo Draco Malfoy, e não dava a impressão de inclinar-se mais há... Não acreditava que tinha algo há que temer de Malfoy... mesmo que no fundo aquela informação da Seção Reservada seguia rodando pelo fundo de sua cabeça, sussurrando coisas desagradáveis.
'O que está pensando? Malfoy segue sendo o mesmo idiota insuportável de sempre...graças a Merlin, e tire esses pensamentos de amizade da cabeça, ou acabará mal. É um Sonserino, recorde-o sempre.'
Ouviu passos na escada, e escondeu desastradamente o livro e a carta, conseguindo adotar uma postura casual olhando para o teto antes que uma cabeça ruiva irromper pela porta, disposta a reclamar sua presencia na Sala Comunal.
- Harry! O que faz aqui sozinho? Pensando na morte da bezerra?? – o tom era leve mas com preocupação no fundo, como sempre – É sexta a noite! Vamos, desça comigo à Sala Comunal, Gina recebeu um pacote dos Gêmeos e a noite promete diversão... sempre que não nos aproximemos muito a ela.
E sentindo-se bastante mais contente do que tinha se sentido desde o começo do assunto, se deixou arrastar por seu melhor amigo, escadas abaixo.
Passou o fim de semana sem novidades, e o começo da semana seguinte foi tão corrente como sempre, sem mais noticias de Malfoy que as ocasionais brigas e rixas nas que se enredavam cada vez que se viam, fora entre as aulas ou dentro delas. Descobriu que era divertido tratar de ser quem fazia perder a paciência ao outro, ou que os insultos de Malfoy sempre estavam salpicados de fina ironia facilmente desfrutável...agora que sabia que não eram mais que uma fachada. O outro também parecia ter uma ponta de diversão nos olhos sobre toda essa irritação que ocupava suas íris, já que Harry entrava a "brincadeira" mais do que antes.
Ron, contudo, passava os dias em perpetuo estado de indignação contra o "estúpido esnobe" e o "Comensal da Morte em potencia", já fora pelas rixas entre seu melhor amigo e este, ou pelas punhaladas que inevitavelmente correspondiam em quase cada palavra de Malfoy. Era curioso, que jamais tinha percebido como o rosto de Malfoy adotava abertamente uma expressão de ironia e diversão ao ver as explosões de temperamento de seu amigo. Harry não era o único passatempo do Sonserino, claramente, e para Malfoy uma explosão do ruivo era como um natal adiantado. Ron, contudo, não era capaz de notar nada, e conseqüentemente sempre mordia a isca de Malfoy, como este queria. Mais de uma vez teve que acalmá-lo Hermione, ou restringi-lo Harry, antes que se lançasse fisicamente contra o Sonserino.
Mas algo vem a perturbar essa espécie de normalidade na metade da semana. Sua cicatriz começou a doer quase que continuamente. Parecia que Voldemort estava em uma fodida sessão estressante, e todas as noites os pesadelos o atormentavam, encapuzados retorcendo-se baixo o sussurro de "Crucio!", ou coisas muito piores que não queria nem recordar uma vez que se despertava banhado em suor, os gritos silenciados pelo feitiço que se aplicava antes de dormir, com o corpo dolorido e uma dor pulsante na testa. Começou a dar largos passeios antes de ir para a cama, com a esperança de que o puro cansaço físico atrasa-se o momento em que começaria a sonhar, já que a partir de aí suas possibilidades de descansar um pouco se desvaneciam de vez. Durante o verão, mesmo que os pesadelos haviam sido mais do tipo culpável, lembrando a Cedric ou a Sirius, o método tinha funcionado.
E naquela noite, exatamente uma semana depois de ter entrado na biblioteca e recebido a resposta do Sonserino, Harry sentia como se tivesse passado anos sem dormir e cem Voldemorts dançassem balé em todos os seus músculos. Estava esgotado depois de três noites sem dormir praticamente nada, sofrendo a dor do cruciatus quando o fazia, e se esta noite ocorresse o mesmo, alguém teria que levá-lo até a enfermaria, porque não achava que amanhã poderia levantar-se. Pomfrey se veria obrigada a dar-lhe uma Poção Anti-sonhos, apesar de seus receios porque criavam acréscimo, e tudo andaria bem até a próxima sessão de sonhos. Que ótimo, ha ha. Outra rotina para Potter.
Caminhou, ou melhor, arrastou seus pés até a torre de Astronomia para pegar um pouco de ar antes de dormir. Mas quando abriu a tampa superior, ficou gelado ao ver uma figura sentada na borda da torre. Capa negra, cabelo tão pálido que parecia irradiar sua própria luz, mexendo-se hipnóticamente com o vento... e uma sensação estranha no peito, junto com um solavanco no estômago. Tinha encontrado Draco Malfoy.
- Potter – cortou o ar noturno aquela rica voz argentina – vai dormir, certo? Agora mesmo não me encontro demasiado inclinado a falar com ninguém, me parece.
--------------------------------------------------
E cortar aqui?? Vamos, posso dar-lhes um trecho......
"Imediatamente umas mãos fortes o agarraram pelos braços e o sustentaram em pé, evitando que caira ao chão de puro cansaço. Olhou para cima, e se encontrou com uns olhos cinzas preocupados, cheios de nuvens de tormenta, que fizeram que suas pernas tremessem um pouco mais..."
- Harry!! – um arrepio percorreu sua coluna, pelo frio, ou talvez ao ouvir seu nome nos lábios do outro – E acredita que um passeio noturno vai te aliviar? Sabia que os Grifinorianos não tinham muitos miolos, mas isto... – o repreendeu com uma piscada maliciosa, arrancando um semi-sorriso da face cansada de Harry – Venha, sente-se um pouco, Menino de Ouro... – O foi descendendo gentilmente até o chão, deixando que descansa-se com as costas apoiadas contra a parede-.
N/T: thanks pelas reviews:
Serim: é, eu sei q devia parar de esquecer..mas..hehehe..é a correria do dia-a-dia...oww...a Sahane-san agradece!!!!!!!
* Shinigami *: Bem... vai começar mais depois do 6° cap. é só esperarem mais um pouco, tá perto!!
Avoada: q bom q achou legal, e espero q tenha gostado desse cap.
Eu adoro vcs!!!!
Bem, isso é só um apelo!! Eu to precisando urgentemente de um beta reader!!! Se alguém se candidatar eu agradeço profunda e eternamente!!!
Bsos!!!!!!!
Pegou ar, e abriu o pergaminho. Dentro, escrito em uma bonita letra, elegante mas não excessiva, vinha à resposta de Malfoy:
"Potter,
Não tem importância dizer que sua carta me deixou surpreendido, não sabia que os Grifinorianos podiam escrever frases grandes com algum sentido, é um grande avanço para vocês, suponho. Bom, dispensando as cortesias"
Evidentemente, só a Malfoy isso parecia uma cortesia, mesmo que continua, poderia ter sido pior, ou mais horrível todavia. Hummm, talvez era o menos desagradável que era capaz de dizer...
"dispensando as cortesias, podemos passar ao miolo da carta, le plat de résistance, poderíamos dizer"
Humpf. Presunçoso, até escrevendo tinha que se vangloriar...
"poderíamos dizer. Primeiro, sei que deveria dar voltas ao tema e tratar de dizer o mais dissimuladamente que pudera, esperando que entenda lendo nas entre linhas, mas como não é uma habilidade comum entre os Grifinorianos, terei que me rebaixar a escrevê-lo plenamente: Obrigado. Sua presencia na sala foi importante naquela hora... esse mau trago, como pode chamar-se, e portanto devo agradecer-te que permanecera ali tanto durante como depois.
Sim, Potter, você leu bem, isso foi um agradecimento. Até os Sonserinos, e mais ainda, os Malfoy, reconhecemos nossas dividas e valorizamos os gestos quando são merecedores disso. Se não fosse porque confio em sua promessa de não dizê-lo a ninguém, sendo o bom-e-confiavel Grifinoriano que é, ameaçaria com castigos inomináveis em caso de que ensinara isto ao ruivo, mesmo que provavelmente não seria necessário, posto que sofreria um choque grave de impressão, tal é a tremenda imagem que tem de nós. Lástima, contudo, tinha um monte ameaças realmente desagradáveis e aproveitáveis."
Um sorrisinho começou a insinuar-se em seus lábios. A valoração da possível reação de Ron era bastante acertada. Além disso, a coisa estava saindo melhor do que pensava, de momento havia visto uma faceta de Malfoy que não suspeitava: a sinceridade, mais ou menos hiriente, mas sinceridade no final das contas.
"Passando a outro tema, quê demônios quer conseguir com essa carta??"
Valeu, esse é o Malfoy que conhecia. Era bom demais para ser verdade, o agradecimento, a sinceridade, o parecer uma pessoa real no fundo... Provavelmente agora veria uma ameaça de morte, ou algo assim. Estava mais perto de sua personalidade.
"Acredita que o sucedido é uma experiência com capacidade para mudar nossa relação, ou melhor, falta de ela? Que vamos ser grandes amigos marcados pela experiência em comum? Vejo que tem estado pensando na natureza de nossa sã relação odio-odio, e que quer mudar as coisas. Poderia escrever aqui uma série bastante grande de adjetivos, referidos a sua falta de perspicácia, mas voltarei a ter em mente de que é um Grifinoriano, e o explicarei com palavras simples. Não há nada que mudar, Potter. Como acredita que tomaria meu pai a noticia de que já não te odeio profundamente, mas sim que além disso estou em termos convencionais contigo? Acabaria antes me aplicando um Imperdoável a mim mesmo, e lhe pouparia o trabalho."
Mesmo que o corte das palavras doesse, era verdade que não lhe havia dedicado muito tempo em pensar na repercussão de seus atos, como bom Grifinoriano, e agora se arrependia. Poderia ter sido poupado de um pouco de ofensas na carta.
"Acha que tenho um bom coração, ou que mudei? Que passei para o lado da Luz? Pense de novo. Sigo pensando o mesmo dos Sangues Sujos, e das Artes das Trevas. Sou um Malfoy e um Sonserino, e estou orgulhoso disso. Acredita que quero ser amigo de Weasley? Um confiável Grifinoriano? Esqueça. Nem quero mudar, nem posso permiti-lo. Não jogarei tudo o que consegui, e tudo o que me jogo, ao releu. Nem por você, nem por Dumbledore, nem por ninguém. Buscou outro caso perdido.
Ou o que quer é uma trégua? Isso sim posso conceder, em base na divida que tenho com você. Poderia dizer-se que deixarei passar o assunto da rejeição de minha mão no nosso primeiro ano, e aceitar agora a sua mão. Uma por outra, Potter.
Contudo, não cante vitória tão rapidamente, Garoto de Ouro. Isto não é amizade, é tolerância mutua. Seis anos são muitos anos, e um Malfoy não sabe dar segunda chance. Além do que, não espere que esta trégua transcenda ao âmbito público. Há de saber, Potter, que nossa inimizade mutua é uma das bases de sua imagem... e um fio do qual se sustêm minha vida agora mesmo. Todo o segredo acerca daquela noite não valerá nada se a noticia chega aos ouvidos de meu Pai e seus conhecidos, coisa que passaria aproximadamente meia hora depois de que o colégio conheça a noticia, e não quero pensar no que ocorreria então.
E você? Como acha que tomaria o colégio, ou o mundo mágico, por extensão, saber que Potter, a grande esperança da Luz, O Menino Que Sobreviveu, o Cavaleiro Na Armadura Branca, se relacionando com um Malfoy, família das Trevas por excelência? Espera...Explicarei-te também, se por acaso. O único que se tomariam pior seria que se dar-se bem com o Senhor das Trevas: Harry Potter, o melhor amigo de Voldemort. Já posso ver as manchetes no Profeta."
Bom, ao menos havia conseguido uma trégua, por enquanto, o que não era desprezível tendo em conta a situação e a pessoa: ainda sem ter crescido no mundo mágico, sabia que os Malfoy não esqueciam e nem perdoam ressentimentos facilmente. Tinha ouvido historias na casa de Ron que deixavam os pelos em pé se a metade das vinganças e ofensas estavam certas.
"E outra razão: diga-me que não desfruta descarregando tensões com nossas... bom, con minhas engenhosas e sarcásticas pulhas* e suas oh-tão- hirientes réplicas. Melhor, não responda a isto, porque eu sim o desfruto, Potter, e ninguém pode renunciar a seus pequenos vícios tão facilmente, né?
Em conclusão, creio que por fim terei satisfeito sua curiosidade com um mínimo de cortesia (de graças a minha extrema educação ou esta carta poderia ter sido muito pior), assim que, atentamente,
Draco Lucius Malfoy-Windsham, etc
PS: Sei que sou extremamente atraente, mas sua observação continua no Salão Principal, procurando um sinal de que havia recebido sua carta, pode levantar suspeita. Sugiro-te mais discrição, Potter."
Bem, essa era a resposta. Não podia se queixar que era ofensiva, ele que havia procurado. Contudo, era diferente. Mais complexa e real da que esperava. E ácida como veneno, também. Não pode evitar rir rapidamente ao reler a carta. Certo, era mal-educada às vezes, e ofensiva, e arrogante, mas tinha graça no final. Era tudo Malfoy... mas também algo diferente, mais sincero, menos centrado em ferir e mais em ser... engenhoso? Só Merlin sabe o que de relaxar tensões insultando beirava no retorcido, mas isso explicava muitas coisas de Draco Malfoy.
E o conteúdo... bom, mais do que esperava, e em certo modo reafirmava sua decisão de apagar a tocha de guerra. Mesmo que o outro não quisesse, na carta já tinha dado um passo até a amizade, ou isso desejava ler nas entrelinhas. Da mesma forma, lhe tirava algo de sinistro no assunto: Malfoy seria diferente agora, mas por dentro parecia o mesmo Draco Malfoy, e não dava a impressão de inclinar-se mais há... Não acreditava que tinha algo há que temer de Malfoy... mesmo que no fundo aquela informação da Seção Reservada seguia rodando pelo fundo de sua cabeça, sussurrando coisas desagradáveis.
'O que está pensando? Malfoy segue sendo o mesmo idiota insuportável de sempre...graças a Merlin, e tire esses pensamentos de amizade da cabeça, ou acabará mal. É um Sonserino, recorde-o sempre.'
Ouviu passos na escada, e escondeu desastradamente o livro e a carta, conseguindo adotar uma postura casual olhando para o teto antes que uma cabeça ruiva irromper pela porta, disposta a reclamar sua presencia na Sala Comunal.
- Harry! O que faz aqui sozinho? Pensando na morte da bezerra?? – o tom era leve mas com preocupação no fundo, como sempre – É sexta a noite! Vamos, desça comigo à Sala Comunal, Gina recebeu um pacote dos Gêmeos e a noite promete diversão... sempre que não nos aproximemos muito a ela.
E sentindo-se bastante mais contente do que tinha se sentido desde o começo do assunto, se deixou arrastar por seu melhor amigo, escadas abaixo.
Passou o fim de semana sem novidades, e o começo da semana seguinte foi tão corrente como sempre, sem mais noticias de Malfoy que as ocasionais brigas e rixas nas que se enredavam cada vez que se viam, fora entre as aulas ou dentro delas. Descobriu que era divertido tratar de ser quem fazia perder a paciência ao outro, ou que os insultos de Malfoy sempre estavam salpicados de fina ironia facilmente desfrutável...agora que sabia que não eram mais que uma fachada. O outro também parecia ter uma ponta de diversão nos olhos sobre toda essa irritação que ocupava suas íris, já que Harry entrava a "brincadeira" mais do que antes.
Ron, contudo, passava os dias em perpetuo estado de indignação contra o "estúpido esnobe" e o "Comensal da Morte em potencia", já fora pelas rixas entre seu melhor amigo e este, ou pelas punhaladas que inevitavelmente correspondiam em quase cada palavra de Malfoy. Era curioso, que jamais tinha percebido como o rosto de Malfoy adotava abertamente uma expressão de ironia e diversão ao ver as explosões de temperamento de seu amigo. Harry não era o único passatempo do Sonserino, claramente, e para Malfoy uma explosão do ruivo era como um natal adiantado. Ron, contudo, não era capaz de notar nada, e conseqüentemente sempre mordia a isca de Malfoy, como este queria. Mais de uma vez teve que acalmá-lo Hermione, ou restringi-lo Harry, antes que se lançasse fisicamente contra o Sonserino.
Mas algo vem a perturbar essa espécie de normalidade na metade da semana. Sua cicatriz começou a doer quase que continuamente. Parecia que Voldemort estava em uma fodida sessão estressante, e todas as noites os pesadelos o atormentavam, encapuzados retorcendo-se baixo o sussurro de "Crucio!", ou coisas muito piores que não queria nem recordar uma vez que se despertava banhado em suor, os gritos silenciados pelo feitiço que se aplicava antes de dormir, com o corpo dolorido e uma dor pulsante na testa. Começou a dar largos passeios antes de ir para a cama, com a esperança de que o puro cansaço físico atrasa-se o momento em que começaria a sonhar, já que a partir de aí suas possibilidades de descansar um pouco se desvaneciam de vez. Durante o verão, mesmo que os pesadelos haviam sido mais do tipo culpável, lembrando a Cedric ou a Sirius, o método tinha funcionado.
E naquela noite, exatamente uma semana depois de ter entrado na biblioteca e recebido a resposta do Sonserino, Harry sentia como se tivesse passado anos sem dormir e cem Voldemorts dançassem balé em todos os seus músculos. Estava esgotado depois de três noites sem dormir praticamente nada, sofrendo a dor do cruciatus quando o fazia, e se esta noite ocorresse o mesmo, alguém teria que levá-lo até a enfermaria, porque não achava que amanhã poderia levantar-se. Pomfrey se veria obrigada a dar-lhe uma Poção Anti-sonhos, apesar de seus receios porque criavam acréscimo, e tudo andaria bem até a próxima sessão de sonhos. Que ótimo, ha ha. Outra rotina para Potter.
Caminhou, ou melhor, arrastou seus pés até a torre de Astronomia para pegar um pouco de ar antes de dormir. Mas quando abriu a tampa superior, ficou gelado ao ver uma figura sentada na borda da torre. Capa negra, cabelo tão pálido que parecia irradiar sua própria luz, mexendo-se hipnóticamente com o vento... e uma sensação estranha no peito, junto com um solavanco no estômago. Tinha encontrado Draco Malfoy.
- Potter – cortou o ar noturno aquela rica voz argentina – vai dormir, certo? Agora mesmo não me encontro demasiado inclinado a falar com ninguém, me parece.
--------------------------------------------------
E cortar aqui?? Vamos, posso dar-lhes um trecho......
"Imediatamente umas mãos fortes o agarraram pelos braços e o sustentaram em pé, evitando que caira ao chão de puro cansaço. Olhou para cima, e se encontrou com uns olhos cinzas preocupados, cheios de nuvens de tormenta, que fizeram que suas pernas tremessem um pouco mais..."
- Harry!! – um arrepio percorreu sua coluna, pelo frio, ou talvez ao ouvir seu nome nos lábios do outro – E acredita que um passeio noturno vai te aliviar? Sabia que os Grifinorianos não tinham muitos miolos, mas isto... – o repreendeu com uma piscada maliciosa, arrancando um semi-sorriso da face cansada de Harry – Venha, sente-se um pouco, Menino de Ouro... – O foi descendendo gentilmente até o chão, deixando que descansa-se com as costas apoiadas contra a parede-.
N/T: thanks pelas reviews:
Serim: é, eu sei q devia parar de esquecer..mas..hehehe..é a correria do dia-a-dia...oww...a Sahane-san agradece!!!!!!!
* Shinigami *: Bem... vai começar mais depois do 6° cap. é só esperarem mais um pouco, tá perto!!
Avoada: q bom q achou legal, e espero q tenha gostado desse cap.
Eu adoro vcs!!!!
Bem, isso é só um apelo!! Eu to precisando urgentemente de um beta reader!!! Se alguém se candidatar eu agradeço profunda e eternamente!!!
Bsos!!!!!!!
