Chapter 6: Bad Dreams (Sonhos Ruins)
O impacto daquela voz eriçou os pelos de sua nuca. Seus pés permaneceram pregados ao chão, fosse pelo cansaço ou talvez, mas não estava muito certo, pelo feito de que estava enfeitiçado pela figura do outro.
Fosse como fosse, deve de ter passado um tempo, ou uma eternidade, porque subitamente Draco se volveu, com uma expressão aborrecida em um rosto demasiado pálido e uns olhos cinzas nos quais Harry mergulhou-se de cabeça, sem importar-se com nada nem ninguém.
- Em sério, Potter, não entende o significado da frase "vai dormir"? – interrompeu-se um momento – Eerr, Potter, se encontra bem? Potter? Potter!
A repetição de seu nome e a leve irritação em sua voz foi suficiente para que Harry pestanejar-se, recobrando sua consciência ao sair com um esforço quase físico do poço cinza sem fundo, e vendo que podia voltar a usar de novo suas pernas, ou melhor manter-se sobre elas. Bom, era uma melhora comparada a até uns segundos.
- Sinto Malfoy, fiquei embevecido... o hipnotismo involuntário, eu li – disse, ruborizando-se u. pouco. Merda, acabava de dizer que havia lido sobre ele – Se não quer a companhia de ninguém, irei a passear por outro lado.
- Espera, Potter, melhor assim? – E em um piscar de olhos, viu frente a ele o Draco Malfoy de sempre, mesmo que isso não aliviou de todo da estranha sensação no peito – Não o disse pelo seu embevecimento... que é mais bem crônico, realmente, mesmo que já vejo que se informou um pouco, mas sim por seu aspecto. Está horrível, o que te aconteceu? Problemas na cova do Leão? – a curiosidade se refletiu em seus traços, e achou observar, por um instante, um reflexo de preocupação, como um raio perdido da lua, mais atribuível a alucinações que a outra coisa.
- Sonhos Ruins – as palavras saíram de sua boca antes de que pudera evitá- lo, e viu como o outro levantava uma sobrancelha, claramente pedindo uma maior explicação – Estou há dois dias sem dormir... e temo ir dormir agora... – agregou em um sussurro áspero, lágrimas aflorando em seus olhos só de pensar em outra noite como as últimas, e o cansaço fez com que seus joelhos tremessem, ameaçando soltar seu peso escadas abaixo.
Imediatamente umas mãos fortes o agarraram pelos braços e o sustentaram em pé, evitando que caíra ao chão de puro cansaço. Olhou para cima, e se encontrou com uns olhos cinzas preocupados, cheios de nuvens de tormenta, que fizeram que suas pernas tremessem um pouco mais...
- Harry!! – um arrepio percorreu sua coluna, pelo frio, ou talvez ao ouvir seu nome nos lábios do outro – E acredita que um passeio noturno vai te aliviar? Sabia que os Grifinorianos não tinham muitos miolos, mas isto... – o repreendeu com uma piscada maliciosa, arrancando um semi-sorriso da face cansada de Harry – Venha, sente-se um pouco, Menino de Ouro... – O foi descendendo gentilmente até o chão, deixando que descansa-se com as costas apoiadas contra a parede.
- Malfoy... – murmurou com um sorriso esgotado a sua vez, ainda cheio do calor que tinha provocado aquela simples palavra na voz de Draco Malfoy – se deu conta de como me chamou?
A surpresa se refletiu nos olhos do loiro, e sua cuidadosa expressão neutra se desabou por um instante, deixando o com uma cara vulnerável, riscada de emoções e aberta como a de uma criança. Outro arrepio percorreu a espinha de Harry, que nesse momento estava excessivamente ocupado observando a reação do outro para registrá-lo.
- Nossa....isso foi um golpe baixo, Potter. Fingir que vai cair ao chão para que vítima da preocupação te chame por seu nome – careta de aborrecido – Bom, digamos que não vítima da preocupação, mas sim de um interesse moderado, de acordo? Não ficaria bem que você quebrasse o pescoço a menos de dois metros de minha posição, suponho.
- Malfoy, pode me chamar de Harry se quiser, entendido? – sorriso um pouco mais retorcido na boca de Harry, decidido a explorar essa faceta "amistosa" ou simplesmente civil do momento – Já sei que se preocupa comigo, não perca tempo negando-o. Você é um pedacinho de gente... insensível e chato, mas um pedacinho de gente, no final das contas, né?
- Merda de maldição! Parece que a parte mais incomoda não é o fato de morrer, mas sim que meu rosto seja um maldito livro aberto, de verdade – comentou sarcasticamente, gesticulando amplamente com os braços, o que era bastante cômico, dada as circunstancias – Sabe o complicado que é manter o glamour e a Façade Malfoy à la fois? – dedicou uma rápida piscada teatral, tratando de tirar graça da situação, visto que não podia justificar suas ações – Absolument compliqué.
Harry rompeu a rir abertamente, e pouco depois Malfoy o seguiu. Era curioso, dois inimigos rindo lado a lado. O riso o fez ficar um pouco melhor, fazendo-o esquecer por um instante os problemas, o cansaço, os sonhos...
- Se encontra melhor agora, Potter? – perguntou com uma cara não exatamente sorridente, mas algo tão similar que podia ser confundido com isso com um pouco de imaginação, vermelha levemente pelo esforço de rir, como nunca antes havia visto, mesmo que o efeito geral se compensava pela faísca de preocupação que se percebia no fundo de suas íris – Nada como rir de um inimigo para levantar a moral, como disse o Assombroso Lucius Malfoy, Defensor do Senhor das Trevas a seu serviço – adicionou, com um tom sombrio que nunca antes tinha ouvido utilizar, e que se alegrava que não era contra ele. Deixava os pelos em pé, em combinação com um fogo interno nos olhos que brilhavam com intensidade, olhando para profundidades interiores.
- Não rir de um inimigo, mas sim com um inimigo – corrigiu Harry, recobrando o fôlego e procurando tirar o loiro dos pensamentos que tivera nesse momento – Obrigado por me fazer sentir melhor, e por usar o glamour...Draco – esperava que não se volta-se contra ele ao ter usado seu nome, todavia.
O outro ficou calado por um momento, pensando no que foi dito, acalmando-se de forma visível, mesmo que o fogo continuasse ali, e logo disse, com cara que tratava de parecer sexy (e que o conseguia amplamente, sussurrou uma voz no fundo da cabeça de Harry, voz que foi rapidamente silenciada):
- Bom, não podia deixar que fica-se continuamente hipnotizado por minha beleza, não? Já é difícil manter uma conversa contigo, Potter, sem que esteja sobre meu feitiço...Ai! – interrompeu-se ao Harry dar um chute bem na sua perna – Além de salvar-te, me maltrata. Grifinorianos mal- educados...
Ficaram calados um pouco, simplesmente desfrutando do silencio amigável que tinha se instalado entre ambos. Nunca teria imaginado que um dia estaria assim com Draco Malfoy e não batendo, insultando ou o maldizendo até ficar sem sentido. Era um momento perfeito...até que suas costas começou a queixar-se do frio da parede, e não pode evitar um arrepio incômodo.
Malfoy ficou olhando-lhe fixamente, rosto impossível de ler até que pareceu tomar uma decisão interna, e tirou a capa com um movimento dramático, oferecendo-a sem uma palavra. Harry ficou olhando sem fazer nenhum movimento, surpreendido pelo gesto.
- Bem, Potter, visto que não pensa ir a dormir em breve instantes, e que não tenho nada melhor que fazer até que nasça o sol, seria desconsiderado de minha parte te deixar vagar pelos corredores em seu estado, não sabendo que horríveis criaturas pode encontrar em seu caminho... – outro gesto dramático que arrancou um sorriso de seus lábios. Não tinha nada mais perigoso em Hogwarts aquela noite do que Draco Malfoy, e ambos o sabiam – Assim que pegue esta capa e pelo menos proteja-se do frio da parede, ok? Uma das únicas coisas que afeta a minha negra consciência são os resfriados induzidos, horrível, realmente.
- Mas você... – começou a protestar fracamente
- Potter, qual parte de "morto" ainda não entendeu? Provavelmente estou igual de frio que essa parede, compreende? – explicou o outro em um suspiro, dedicando uma mirada perturbadoramente similar as de Snape – Pegue a maldita capa de uma vez!
Envolveu-se na outra capa, dobrando o que sobrava a suas costas, para safar- se do frio da pedra, e Malfoy deixou-se deslizar até ficar sentado a seu lado, braços sobre os joelhos e expressão de pura resignação no rosto, tão pura que os dois sabiam que era totalmente drama.
Curioso, nunca teria imaginado que Malfoy poderia ser assim engraçado se, necessidade de estar arruinando a vida de alguém, e muito menos que tivesse esse talento para a comedia. O tinha caracterizado como Senhor Do Mal em formação. O imaginou num clube de comediantes, começando o monólogo dizendo algo como "Certamente que nunca tenham reparado em como pegamos a varinha homens e mulheres...", mesmo que por outro lado era excessivamente aristocrático para rebaixar-se a uma coisa assim.
- Por que me olha assim, Potter? Não estou o suficientemente normal, ou meu rosto é demasiado sexy para você? – perguntou, levantando uma sobrancelha com malicia.
- Eeeeca Malfoy! Guarda suas pervertidas intenções para você, ok? – disse ficando vermelho, sem saber muito bem o porquê – Na verdade estava pensando que poderia ser um bom comediante de clube...
- O que é um comediante de clube? – inquiriu com a sobrancelha levantada – Algo que necessite minha atração natural, suponho...
A explicação levou a uma conversa sobre coisas intrascendentes durante um tempo, e cada um dos dois, ou ambos, interrompiam o diálogo para rir como maníacos de algo que se tenha dito. A ignorância sobre o mundo contrario assombrava aos dois, mas era divertido. Estranhou como podiam falar tão relaxadamente sem insultos nem agressões, como velhos amigos. Talvez era porque tinham sido velhos inimigos. Certo, a maioria das ocorrências eram algo que tinha dito Malfoy, fiel a seu sarcasmo e língua afiada, mas Harry tinha conseguido surpreendê-lo uma par de vezes. Agora era uma dessas, e enquanto deixavam escapar os últimos risos afogados, viu como o rosto de Draco recobrava a seriedade, como uma segunda pele.
- Potter, sei que não tenho nenhum maldito direito a te perguntar isto, e se fosse eu certamente que não o responderia a meu inimigo, mas... o que é o que te atormenta tanto que não te vai a dormir quando está claro que o necessita urgentemente? – disse em um tom suave, evitando olhá-lo nos olhos – Mas se é algo relacionado com o casal Weasley-Granger, não me responda, okay? – deu uma piscada maliciosa final, tirando graça da situação de novo – Eu sim quero poder dormir, ao menos.
Levantou a vista surpreendido, e ficou olhando diretamente a seu antigo nêmesis no colégio, a pessoa que até há uma semana tinha acreditado que o entregaria a Voldemort sem duvidá-lo e logo o celebraria com uma festa para Comensais da Morte; e ficou preso naqueles suaves olhos cinzas nos quais despontava claramente a preocupação por Harry, entre um turbilhão de outras emoções, tão distinto à expressão neutra que oferecia normalmente ao resto do mundo. Pensava contar alguma historia, uma desculpa que não revela-se tanto de si mesmo, mas o que escapou de seus lábios em um sussurro rouco foi:
- O Cruciatus.
- Perdão? – agora o outro o olhava com surpresa, não crendo ou não esperando o que havia ouvido.
- A maldição Cruciatus. Lançada por Voldemort, sabe. Quando fecho os olhos e durmo, às vezes vejo como a lança sobre Comensais da Morte, e Trouxas, e magos inocentes... e então sinto parte da dor... – a frase escapou em um gemido baixo, enquanto as lágrimas subiam a seus olhos e começavam a formar uma cascata sobre suas bochechas. Estava tão tão cansado... – E...
- Shi, shi, shi, calma – notou vagamente, entre as lágrimas, que os braços do outro o rodeavam torpemente e começavam a mexê-lo com delicadeza – Sinto ter perguntado, Potter. Não pense em isso, venha, não pense em isso agora... Shi, shi...
Harry deixou-se embalar, embalado pela primeira vez em sua vida desde a perca de seus pais, e não soube o que venho primeiro: se o cessar do pranto, ou o sono.
Continua...
Oi!! Obrigadíssima pelos comentários pessoal!!
Ying Fa: oi! Sim sim, atualização aqui! Não precisa mandar nenhum imperio já está atualizado! Obrigada! E concordo, Draco and Harry forever!! Bsos
Anna-Malfoy: Hehehe, a Sahane-san é dez fazendo o Draco de bad boy... okay esquecer eu não esqueço mais! Sim sim, eu estou precisando muito de um (a) beta reader...e seria dessa fic aqui msm... eu jah até te mandei um e-mail dizendo sobre isso soh falta você responder... ^^ bjos
Serim: Oh! Até que enfim você comentou! Hehehe, jah tava sentindo falta dos seus comentários exigindo a continuação...matou a curiosidade?? Bjos!!
Ah sim! Só uma coisa: qualquer duvida q vcs tenham, ou sei lá o q, ou soh quiserem conversar, é só mandar um e-mail, ou peguem meu MSN e/ou meu icq:
Icq: 279354531 MSN: line_maxwell@hotmail.com
Bjos e até o proximo cap.
"¿Quieres saber cómo te amo? Loca, desesperadamente y en secreto." (Nabichan Saotome)
{essa frase não é linda?}
O impacto daquela voz eriçou os pelos de sua nuca. Seus pés permaneceram pregados ao chão, fosse pelo cansaço ou talvez, mas não estava muito certo, pelo feito de que estava enfeitiçado pela figura do outro.
Fosse como fosse, deve de ter passado um tempo, ou uma eternidade, porque subitamente Draco se volveu, com uma expressão aborrecida em um rosto demasiado pálido e uns olhos cinzas nos quais Harry mergulhou-se de cabeça, sem importar-se com nada nem ninguém.
- Em sério, Potter, não entende o significado da frase "vai dormir"? – interrompeu-se um momento – Eerr, Potter, se encontra bem? Potter? Potter!
A repetição de seu nome e a leve irritação em sua voz foi suficiente para que Harry pestanejar-se, recobrando sua consciência ao sair com um esforço quase físico do poço cinza sem fundo, e vendo que podia voltar a usar de novo suas pernas, ou melhor manter-se sobre elas. Bom, era uma melhora comparada a até uns segundos.
- Sinto Malfoy, fiquei embevecido... o hipnotismo involuntário, eu li – disse, ruborizando-se u. pouco. Merda, acabava de dizer que havia lido sobre ele – Se não quer a companhia de ninguém, irei a passear por outro lado.
- Espera, Potter, melhor assim? – E em um piscar de olhos, viu frente a ele o Draco Malfoy de sempre, mesmo que isso não aliviou de todo da estranha sensação no peito – Não o disse pelo seu embevecimento... que é mais bem crônico, realmente, mesmo que já vejo que se informou um pouco, mas sim por seu aspecto. Está horrível, o que te aconteceu? Problemas na cova do Leão? – a curiosidade se refletiu em seus traços, e achou observar, por um instante, um reflexo de preocupação, como um raio perdido da lua, mais atribuível a alucinações que a outra coisa.
- Sonhos Ruins – as palavras saíram de sua boca antes de que pudera evitá- lo, e viu como o outro levantava uma sobrancelha, claramente pedindo uma maior explicação – Estou há dois dias sem dormir... e temo ir dormir agora... – agregou em um sussurro áspero, lágrimas aflorando em seus olhos só de pensar em outra noite como as últimas, e o cansaço fez com que seus joelhos tremessem, ameaçando soltar seu peso escadas abaixo.
Imediatamente umas mãos fortes o agarraram pelos braços e o sustentaram em pé, evitando que caíra ao chão de puro cansaço. Olhou para cima, e se encontrou com uns olhos cinzas preocupados, cheios de nuvens de tormenta, que fizeram que suas pernas tremessem um pouco mais...
- Harry!! – um arrepio percorreu sua coluna, pelo frio, ou talvez ao ouvir seu nome nos lábios do outro – E acredita que um passeio noturno vai te aliviar? Sabia que os Grifinorianos não tinham muitos miolos, mas isto... – o repreendeu com uma piscada maliciosa, arrancando um semi-sorriso da face cansada de Harry – Venha, sente-se um pouco, Menino de Ouro... – O foi descendendo gentilmente até o chão, deixando que descansa-se com as costas apoiadas contra a parede.
- Malfoy... – murmurou com um sorriso esgotado a sua vez, ainda cheio do calor que tinha provocado aquela simples palavra na voz de Draco Malfoy – se deu conta de como me chamou?
A surpresa se refletiu nos olhos do loiro, e sua cuidadosa expressão neutra se desabou por um instante, deixando o com uma cara vulnerável, riscada de emoções e aberta como a de uma criança. Outro arrepio percorreu a espinha de Harry, que nesse momento estava excessivamente ocupado observando a reação do outro para registrá-lo.
- Nossa....isso foi um golpe baixo, Potter. Fingir que vai cair ao chão para que vítima da preocupação te chame por seu nome – careta de aborrecido – Bom, digamos que não vítima da preocupação, mas sim de um interesse moderado, de acordo? Não ficaria bem que você quebrasse o pescoço a menos de dois metros de minha posição, suponho.
- Malfoy, pode me chamar de Harry se quiser, entendido? – sorriso um pouco mais retorcido na boca de Harry, decidido a explorar essa faceta "amistosa" ou simplesmente civil do momento – Já sei que se preocupa comigo, não perca tempo negando-o. Você é um pedacinho de gente... insensível e chato, mas um pedacinho de gente, no final das contas, né?
- Merda de maldição! Parece que a parte mais incomoda não é o fato de morrer, mas sim que meu rosto seja um maldito livro aberto, de verdade – comentou sarcasticamente, gesticulando amplamente com os braços, o que era bastante cômico, dada as circunstancias – Sabe o complicado que é manter o glamour e a Façade Malfoy à la fois? – dedicou uma rápida piscada teatral, tratando de tirar graça da situação, visto que não podia justificar suas ações – Absolument compliqué.
Harry rompeu a rir abertamente, e pouco depois Malfoy o seguiu. Era curioso, dois inimigos rindo lado a lado. O riso o fez ficar um pouco melhor, fazendo-o esquecer por um instante os problemas, o cansaço, os sonhos...
- Se encontra melhor agora, Potter? – perguntou com uma cara não exatamente sorridente, mas algo tão similar que podia ser confundido com isso com um pouco de imaginação, vermelha levemente pelo esforço de rir, como nunca antes havia visto, mesmo que o efeito geral se compensava pela faísca de preocupação que se percebia no fundo de suas íris – Nada como rir de um inimigo para levantar a moral, como disse o Assombroso Lucius Malfoy, Defensor do Senhor das Trevas a seu serviço – adicionou, com um tom sombrio que nunca antes tinha ouvido utilizar, e que se alegrava que não era contra ele. Deixava os pelos em pé, em combinação com um fogo interno nos olhos que brilhavam com intensidade, olhando para profundidades interiores.
- Não rir de um inimigo, mas sim com um inimigo – corrigiu Harry, recobrando o fôlego e procurando tirar o loiro dos pensamentos que tivera nesse momento – Obrigado por me fazer sentir melhor, e por usar o glamour...Draco – esperava que não se volta-se contra ele ao ter usado seu nome, todavia.
O outro ficou calado por um momento, pensando no que foi dito, acalmando-se de forma visível, mesmo que o fogo continuasse ali, e logo disse, com cara que tratava de parecer sexy (e que o conseguia amplamente, sussurrou uma voz no fundo da cabeça de Harry, voz que foi rapidamente silenciada):
- Bom, não podia deixar que fica-se continuamente hipnotizado por minha beleza, não? Já é difícil manter uma conversa contigo, Potter, sem que esteja sobre meu feitiço...Ai! – interrompeu-se ao Harry dar um chute bem na sua perna – Além de salvar-te, me maltrata. Grifinorianos mal- educados...
Ficaram calados um pouco, simplesmente desfrutando do silencio amigável que tinha se instalado entre ambos. Nunca teria imaginado que um dia estaria assim com Draco Malfoy e não batendo, insultando ou o maldizendo até ficar sem sentido. Era um momento perfeito...até que suas costas começou a queixar-se do frio da parede, e não pode evitar um arrepio incômodo.
Malfoy ficou olhando-lhe fixamente, rosto impossível de ler até que pareceu tomar uma decisão interna, e tirou a capa com um movimento dramático, oferecendo-a sem uma palavra. Harry ficou olhando sem fazer nenhum movimento, surpreendido pelo gesto.
- Bem, Potter, visto que não pensa ir a dormir em breve instantes, e que não tenho nada melhor que fazer até que nasça o sol, seria desconsiderado de minha parte te deixar vagar pelos corredores em seu estado, não sabendo que horríveis criaturas pode encontrar em seu caminho... – outro gesto dramático que arrancou um sorriso de seus lábios. Não tinha nada mais perigoso em Hogwarts aquela noite do que Draco Malfoy, e ambos o sabiam – Assim que pegue esta capa e pelo menos proteja-se do frio da parede, ok? Uma das únicas coisas que afeta a minha negra consciência são os resfriados induzidos, horrível, realmente.
- Mas você... – começou a protestar fracamente
- Potter, qual parte de "morto" ainda não entendeu? Provavelmente estou igual de frio que essa parede, compreende? – explicou o outro em um suspiro, dedicando uma mirada perturbadoramente similar as de Snape – Pegue a maldita capa de uma vez!
Envolveu-se na outra capa, dobrando o que sobrava a suas costas, para safar- se do frio da pedra, e Malfoy deixou-se deslizar até ficar sentado a seu lado, braços sobre os joelhos e expressão de pura resignação no rosto, tão pura que os dois sabiam que era totalmente drama.
Curioso, nunca teria imaginado que Malfoy poderia ser assim engraçado se, necessidade de estar arruinando a vida de alguém, e muito menos que tivesse esse talento para a comedia. O tinha caracterizado como Senhor Do Mal em formação. O imaginou num clube de comediantes, começando o monólogo dizendo algo como "Certamente que nunca tenham reparado em como pegamos a varinha homens e mulheres...", mesmo que por outro lado era excessivamente aristocrático para rebaixar-se a uma coisa assim.
- Por que me olha assim, Potter? Não estou o suficientemente normal, ou meu rosto é demasiado sexy para você? – perguntou, levantando uma sobrancelha com malicia.
- Eeeeca Malfoy! Guarda suas pervertidas intenções para você, ok? – disse ficando vermelho, sem saber muito bem o porquê – Na verdade estava pensando que poderia ser um bom comediante de clube...
- O que é um comediante de clube? – inquiriu com a sobrancelha levantada – Algo que necessite minha atração natural, suponho...
A explicação levou a uma conversa sobre coisas intrascendentes durante um tempo, e cada um dos dois, ou ambos, interrompiam o diálogo para rir como maníacos de algo que se tenha dito. A ignorância sobre o mundo contrario assombrava aos dois, mas era divertido. Estranhou como podiam falar tão relaxadamente sem insultos nem agressões, como velhos amigos. Talvez era porque tinham sido velhos inimigos. Certo, a maioria das ocorrências eram algo que tinha dito Malfoy, fiel a seu sarcasmo e língua afiada, mas Harry tinha conseguido surpreendê-lo uma par de vezes. Agora era uma dessas, e enquanto deixavam escapar os últimos risos afogados, viu como o rosto de Draco recobrava a seriedade, como uma segunda pele.
- Potter, sei que não tenho nenhum maldito direito a te perguntar isto, e se fosse eu certamente que não o responderia a meu inimigo, mas... o que é o que te atormenta tanto que não te vai a dormir quando está claro que o necessita urgentemente? – disse em um tom suave, evitando olhá-lo nos olhos – Mas se é algo relacionado com o casal Weasley-Granger, não me responda, okay? – deu uma piscada maliciosa final, tirando graça da situação de novo – Eu sim quero poder dormir, ao menos.
Levantou a vista surpreendido, e ficou olhando diretamente a seu antigo nêmesis no colégio, a pessoa que até há uma semana tinha acreditado que o entregaria a Voldemort sem duvidá-lo e logo o celebraria com uma festa para Comensais da Morte; e ficou preso naqueles suaves olhos cinzas nos quais despontava claramente a preocupação por Harry, entre um turbilhão de outras emoções, tão distinto à expressão neutra que oferecia normalmente ao resto do mundo. Pensava contar alguma historia, uma desculpa que não revela-se tanto de si mesmo, mas o que escapou de seus lábios em um sussurro rouco foi:
- O Cruciatus.
- Perdão? – agora o outro o olhava com surpresa, não crendo ou não esperando o que havia ouvido.
- A maldição Cruciatus. Lançada por Voldemort, sabe. Quando fecho os olhos e durmo, às vezes vejo como a lança sobre Comensais da Morte, e Trouxas, e magos inocentes... e então sinto parte da dor... – a frase escapou em um gemido baixo, enquanto as lágrimas subiam a seus olhos e começavam a formar uma cascata sobre suas bochechas. Estava tão tão cansado... – E...
- Shi, shi, shi, calma – notou vagamente, entre as lágrimas, que os braços do outro o rodeavam torpemente e começavam a mexê-lo com delicadeza – Sinto ter perguntado, Potter. Não pense em isso, venha, não pense em isso agora... Shi, shi...
Harry deixou-se embalar, embalado pela primeira vez em sua vida desde a perca de seus pais, e não soube o que venho primeiro: se o cessar do pranto, ou o sono.
Continua...
Oi!! Obrigadíssima pelos comentários pessoal!!
Ying Fa: oi! Sim sim, atualização aqui! Não precisa mandar nenhum imperio já está atualizado! Obrigada! E concordo, Draco and Harry forever!! Bsos
Anna-Malfoy: Hehehe, a Sahane-san é dez fazendo o Draco de bad boy... okay esquecer eu não esqueço mais! Sim sim, eu estou precisando muito de um (a) beta reader...e seria dessa fic aqui msm... eu jah até te mandei um e-mail dizendo sobre isso soh falta você responder... ^^ bjos
Serim: Oh! Até que enfim você comentou! Hehehe, jah tava sentindo falta dos seus comentários exigindo a continuação...matou a curiosidade?? Bjos!!
Ah sim! Só uma coisa: qualquer duvida q vcs tenham, ou sei lá o q, ou soh quiserem conversar, é só mandar um e-mail, ou peguem meu MSN e/ou meu icq:
Icq: 279354531 MSN: line_maxwell@hotmail.com
Bjos e até o proximo cap.
"¿Quieres saber cómo te amo? Loca, desesperadamente y en secreto." (Nabichan Saotome)
{essa frase não é linda?}
