Para ser mais cruel a desventura,
Se fará imortal a minha história.".
(LIX-Cláudio Manuel da Costa)
Capítulo VII
Estava apavorada. Por onde olhava via os olhos cobiçosos... Olhares esse que a estava deixando enjoada. Sabia que em muito pouco tempo eles iriam reagir. E esperava para o seu bem que não fosse da forma repugnante que estavam costumados a tratar algumas mulheres. Quando ainda residia no Japão chegara ouvi relatos horripilantes de casos de seqüestro de mulheres orientais, cujo único objetivo era para o "Trafico de mulheres", sendo que muitas delas não conseguiam sobreviver aos abusos sexual que sofriam e a longa viagem que eram submetidas sem o mínimo de conforto. Até aquele momento não acreditava de que isso realmente ocorria, sempre achara que era uma forma de por medo nela, e assim submeter às vontades do pai e consecutivamente satisfazer a rainha. Relegando os sentimentos dela em segundo plano... Mas agora que estava cercada por aqueles homens nojentos via que seu pai estava certo.
-Por Deus Jonh há tempos que não saímos com prostitutas tão lindas!-um homem ruivo e extremamente bêbado falou colocando as mãos no rosto de Tomoyo, o que deixou Sakura muito nervosa.-Olha essa... Tem o corpo perfeito, certamente saber satisfazer um homem na cama. Não é mesmo gostosura?-falou apertando a face pálida de Tomoyo.
Sakura se sentiu incapaz perante a situação constrangedora. Era impressionante como todos eram passivos aos abusos daqueles soldados... ninguém exatamente ninguém vinham socorrê-las. Nem Shoran... estavam sozinhas. E ela como mais velha tinha o direito moral de salvar a prima. Não podia sujeitá-la a ser humilhada daquela forma. Era contra tudo que havia estudado, era contra a lei da vida... era contras a leis de Deus.
-Não ouse a fazer nada contra ela... se não ira se arrepender amargamente.- ela falou decidida a enfrentar todos a fim de proteger a prima.
O homem virou para ela, com um sorriso de deboche nos lábios. Até então, ele havia observado com desinteresse, todavia agora o olhar de cobiça percorria-lhe as curvas dos seios, do quadril e da cintura. Voltou a fixar- se no rosto.
-Não havia reparado em você... deve está com ciúmes não é mesmo, Milady?- falou largando Tomoyo e vindo em sua direção.-Mas não se preocupe tenho tempo para você também.
"Um dia que conheceste a verdadeira face do ser humano vai perceber o quando tivera sorte de ter nascido num lar rico e prósperos." Lembrou das palavras sabias que a senhora sua mãe havia lhe falado a anos atrás. Nunca havia dado muita atenção a ela. Talvez pelo fato de nunca ter vivido uma situação daquela, pois sempre tivera um lar seguro. Mesmo quando com apenas oito anos de idade tivera que sair do seu país para ir para outro bem diferente, com costume e língua completamente diferente a dela . Mas agora estava ali tendo sua vida ameaçada via como era difícil viver numa sociedade onde o medo era uns dos maiores incentivos para ser manter calado e passivos as atitudes agressivas de algumas pessoas. Só que ela estava cansada de ser manter calada e não aceitaria de forma alguma que a molestassem ou violentasse a moral da prima... principalmente a sua integridade.
-Não toque em mim...-falou ferina.
-Gostou de mulheres assim.-ele falou chegando com os lábios perto do seu rosto.-Bonitas como poucas e cortante como uma lamina de espada.
A boca do homem exalava cheiro de álcool, suas roupas tinham o cheiro familiar de fumo. Estava drogado, e não tinha consciência de seus atos... um passo errado seu lhe custaria a vida. Mas não deixaria que ele a tocasse.
-Adoro dominar mulheres bravias.-disse ele a enlaçando pela cintura.-Com olhos tão bonitos é assim que te farei minha concubina preferida...
Era nojento demais para ser verdade. Ficou por minutos a mercê daquele homem sem reagir... apenas permitindo que ele gripasse seu rosto com a barba por fazer, aranhado sua pele sensível. Sentia-se suja, impotente perante a tudo. Tinha que reagir, se não se tornaria mais uma vagabunda igual a essas que inundavam as ruas de Pequim.
Voltou a reagir. Com os punhos cerrados, esmurrou-o peito e no rosto, porem nada adiantou. Recorreu então ás unhas e arranhou-o o mais do que pôde, chegando a tira sangue. Mas o ato final foi que quando violentamente lhe virou um tapa no rosto fazendo enverga a cabeça.
-Sua vagabunda...nunca uma mulher ousou a me bater.-o homem falou em lapso violento.-Agora sim você vai ser minha sua gueixa imunda.
Não viu mais nada depois daquelas palavras, apenas sentiu as mãos pesadas do ianque em seu rosto. Escutou gritou histérico da prima. E nada mais...
Shoran olhou para o corpo imóvel da garota estendido no chão, percebeu que Tomoyo estava sobre o corpo da prima em um choro descompassado. Sentiu o coração dispara ao perceber que havia chegado tarde demais para salvá-la. Ela estava morta... e o desgraçado que fizera isso iria pagar.
Sentiu uma fúria cega invadir seu coração. Uma fúria que foi mais forte do que a razão. Aqueles estrangeiros imundos quando não estavam saqueando propriedades privadas estavam no bar bebendo e causando tumulto. Só que desta vez eles se meteram com as pessoas erradas não iria deixar aquilo passar em branco. Sua revoltar aumentou ainda mais quando viu um filete de sangue escorrer pelos lábios dela.
"Desgraçado, como ousa fazer isso com uma dama..." pensou olhando para os lados...
-Senhor Li, por favor, socorra minha prima.-a voz aflita de Tomoyo chamou sua atenção.-Eu...eu sou a culpada...S-se não tivesse sido tão intransigente com ela, não estaríamos aqui...-a menina chorava.-E-ela não teve culpa... era para ter sido eu, mas como sempre Sakura se sacrificar pelos outros.
-Se acalme senhorita Tomoyo.-falou tentando se acalmar, pegando Sakura entre os braços.-Ela esta apenas desacordada... agora temos que levá-la daqui.
Tinha que ser forte repetia pela milésima vez para si mesmo, tinha que controlar seus sentimentos, para sim seguir adiante. Certamente o agressor já estava longe, e não adiantaria nada matá-lo... além de tudo a essa hora o idiota já devia esta morto, certamente tinha tido uma overdose provocada pelo ópio.
-Aqui perto tem uma pousada lá podermos tratá-la melhor, vamos.-ele falou erguendo o corpo imóvel de Sakura.-O que não precisamos é de mais um escândalo envolvendo o nome de sir.Eriol...
Tomoyo ergue em autômato, o seu sofrimento era muito grande. Sua prima estava ali... Desmaiada, mais uma vez por tentá-la protegê-la. Sempre fora sim deste de pequena. Nunca sua prima havia deixado em maus lençóis.
-É melhor mesmo. Eriol não gostaria em nada de saber desse episódio.-ela disse.
Uma fez quando era criança tentara montar a cavalo em um gesto travesso, mesmo sem a recomendação de sua mãe Sonomi, montou. Sua mãe descobrira a verdade, e Sakura num gesto de bondade falou que era ela que havia montado. Levando a culpa por tudo...
Não estava agindo certo com ela, obrigando-a se casar com um homem que não amava. Como fora tão egoísta... se Sakura ficasse bem juraria por Deus que nunca mais a obrigaria algo que não queria.
-Por favor, Deus eu lhe peço que a proteja.-falou seguindo Shoran.
Sakura sentia o corpo pessado. Sua cabeça parecia que iria explodir em mil partículas. Queria saber o que havia acontecido, onde estava... aquele não era seu quarto e muito menos estava mansão de Eriol.
"O que estou fazendo aqui?" pensou levantado a cabeça a fim de procura algum sinal de vida, mas não encontrou nada a não uma cadeira velha e uma escrivaninha com uma jarra e um trapo do lado. O quarto cheirava mofo, as paredes estavam encardidas... podia ser vê buracos nela. E não foi surpresa encontra uma barata subindo pelas paredes.
"Definitivamente essa não é a casa de lorde Eriol. Mas que lugar seria aquele?" pensou pondo a mão na cabeça sentido o machucado, "O que é isso...?"
Surpresa e assustada, Sakura se levantou da cadeira e pôs a procura pelo objeto que refletiria sua imagem. Por minutos ficou ali a procura de um espelho. Encontrou um pedaço, que mesmo pequeno que iria ajudá-la em muito.
Assim que olhou no espelho viu a cicatriz horrível que estava em sua testa. E partir daí se lembrou de tudo o que havia ocorrido... Do homem que quase havia molestado ela, dos socos e tapas que havia dado nele até que finalmente ele reagira e acertará um tapa na cara, levando que ela desmaiasse.
Mas o que havia ocorrido depois disso era um mistério para ela... onde estava sua prima? Como e quem levara até aquele quarto?
"Havia muitas perguntas, e não tinha a que recorrer..." pensou colocando a mão sobre o machucado. Sentiu suja, ao sentir o cheiro de álcool que inalava de seu corpo. Precisava de um banho urgente, queria tira qualquer vestígio que tinha ficado daquele homem.
-Que bom vê-la acordada.-as voz calma da prima soou em sem costa.
-Tomoyo...-sussurrou olhando para prima.-Como vim para aqui...
-Você não se lembra?-perguntou a prima confusa.-Você perdeu os sentidos e o senhor Li nos trouxe até essa pousada.-informou ela chegando próxima da prima.
Shoran... Sabia que fora ele que a havia socorrido. Sentira tão confortada, como não poderá reconhecer os braços dele.
-Devemos agradecer a ele por isso, minha prima.-Sakura falou passando a mão no rosto da prima.
-Eu sei...-Tomoyo disse, sentado a cabeça no colo da prima.-Desculpe-me por ter sido tão insensível contigo minha irmã... você é minha única parente viva. É minha única família.
Sakura ficou emocionada com as palavras de afeto da prima. Há tempos que não ouvia palavras tão sinceras saídas da boca dela... era reconfortante saber disso.
-Eu não tenho o que perdoa... você gosta de Eriol.-falou abraçando a prima.- Então lute por ele.
-Mas...
-Nada de mais minha prima...-ela falou sorrindo.-eu não amo ele, e nada me faria mais feliz do que ver ele a seu lado.
As duas ficaram abraçadas durante minutos até que finalmente ouviram passo no corredor.
-Deve ser Shoran...-Tomoyo falou indo abri a porta.-Ele pediu para mantemos ela fechada todo tempo que ele estivesse fora.
Assim que abriu a porta Sakura viu a presença dele imunda o quarto escuro da pensão. Era impressionante como o magnetismo dele era fascinante. Era como se uma luz interior expandisse dele...
Era como se juntos já tivessem vivido outras vidas. Suas almas eram irmãs... sentia isso e não podia negar esse sentimentos que desde que o fira pela primeira vez nascerá em seu peito. Sentimento esse que agora parecia tomar conta de seu coração e comandar de fez a razão.
-Como a senhorita está?-a voz rouca e sensual dele a tirou de seu devaneios.
Pela a primeira vez na vida faltou-lhe a voz...
-Isso é um roubo!-Shoran exclamou subindo as escadas.
Teria que pagar vinte moedas por menos de meia hora hospedada ali. Quem que o sr. pensava que era, a sua arrogância era enorme, e vendo que estava acompanhado de duas jovens japonesas aumentara o triplo da hospedagem. Segundo ele era uma forma de compensar os problemas que teria por hospedá- las, já que o Yijetuan havia proibido. Na hora teve quase teve coragem de falar que ele era uns dos líderes do grupo, mas preferiu ficar calado não seria prudente de sua parte revelar esse segredo, ainda mais tendo Tomoyo e Sakura a seu lado. Não seria inteligente da sua parte revelar isso agora.
Tinha que acorda Sakura, seria idiotice ficar ali... além, de pouco seguro levando em conta de que nada poderia fazer por elas se o grupo tentasse atacá-las naquele momento.
Aquele lugar era horrível e não merecia nada ao preço que estavam pagando para ficar ali. Não era lugar certo e ideal para ficar com duas damas, que por mais que fossem cristãs no momento não passavam de simples almas indefesas.
Sakura havia passado pelo mesmo que suas irmãs passam todos os dias quando saem da montanha para pega água ou compra alimentos na cidade. Sabia o quanto era humilhante para elas e entendia atitude impensada da jovem.
Chegando em frente a quarto em que as duas estavam baterá na porta, isso era um sinal para Tomoyo abri-la para ele. Estava preferindo para qualquer tipo de ataque 'inesperado' que podia acontecer a qualquer minuto.
Assim que a porta abriu mal consegui segura o coração, ele começou a dispara assim que a viu etérea sentada numa cadeira velha que tinha no quarto. Ela era linda, mesmo tendo nos olhos uma expressão muito cansada, que era normal pelo o que tinha passado, mesmo assim estava linda. Muito, muito mais muito linda.
-Como a senhorita está?-fez um esforço descomunal para a voz sair.
Ela como sempre olhou para ele, e por milésimo de segundos desfiou os olhos dele. Ela como ele não tinha muito que dizer.
-Estou bem... um pouco cansada, mas deve ser normal em vista do passei.- falou sem olhar para ele com a face vermelha.-Muito obrigada, por ter me ajudado.
-Eu não fiz nada... Eu é que estava errado em deixar duas Damas como a senhorita sozinha numa Taverna que geralmente é a habitada por vermes igual aquele que te atacou.
-Não!-ela exclamou o encarando por um momento.-Essa sempre ira ser minha sina... o que aconteceu só me fez ver como o ser humano é podre.-pousou desviando o rosto.-Eu não te culpo, Deus colocou essa provação em meu caminho.
-Bem, se você pensar assim senhorita Kinomoto... assim será.-falou não disfarçando a ironia de suas palavras.-Agora precisamos ir... Aqui não é seguro para nenhuma pessoa.
Não concordava com ela. Mas não entraria no mérito da questão, pois não tinha tempo e quanto mais ficasse ali pior seria para ambas.
-Podemos ir?-ele perguntou abrindo a porta.
-S-sim.-a voz de Sakura soou muito fraca.
-Precisa de ajuda, senhorita?
-Não, eu consigo andar sozinha...-falou decidida a não abaixar a cabeça para ironia do jovem em sua frente.
Shoran se controlou para não sorrir. Ela era muito decidida e orgulhosa, embora a parecia frágil não mostrasse muito esse lado guerreiro dela.
Ela tinha potencial e isso o deixava visivelmente encantado. Mas uma coisa ainda pior atormentava sua alma em poucas horas teria que por seu plano em prática. Isso o estava atormentando... não era justo com ela, mas era justo que Eriol sofresse as pena do inferno pelo o que tinha feito.
Não podia fraqueja. Sua vida e a vida de todos aqueles que protegia dependiam daquele seqüestro da para trás agora seria tira a vida de muitas pessoas, e essa era culpa que não queria carregar em sua alma.
17 de janeiro de 1900 - 18:25 Hs
Sakura estava muito cansada depois de um longo banho que tomará durante longas horas. E a única coisa que queria agora era dormir e esquecer daquele dia, que para ela fora maldito. Mas tinha que ir fazer sala para o convidados de Eriol. Era o sempre os mesmo, o lorde não parecia muito popular entre os súditos da rainha. Mais o que não deixar de ser desanimador, não estava com animo para festa... queria descansar. Não queria receber as indiretas de Lady Mary que sempre tinha um motivo para alfinetá-la.
Se não fosse causaria a desconfiança de Eriol, e isso prejudicaria Shoran, e essa era última coisa que queria no mundo.
-Senhorita Kinomoto...-a voz de Mai soou do outro lado da porta.-Lorde Eriol está a sua espera.
-Eu já vou Mai...
-Não demore, ele hoje não está de bom humor.-falou a empregada divertida tirando uma sonora risada de seu lábio.
-E quando ele está, Mai.-falou ainda gargalhando.
Ouviu as passo da empregada se distanciar. Indo fechar a janela observou o céu estrelado, porém, com nuvens, parecia que essa noite também haveria uma tempestade como na outra. Um movimento estranho chamou sua atenção... não era dos soldados de Eriol, mas sim um grupo de homens chineses.
Deveria descer não queria da a que fala para aquelas pessoas hipócritas. A movimentação devia ser normal... Aliás, ali era seguro. Nada aconteceria com ela em quanto tivesse Shoran a seu lado.
Fechou a janela sem fazer barulho, apagando a luz desceu a escada lentamente... ainda sentia um pouco de vertigem, mas mesmo assim foi cumprir sua obrigação com seu noivo.
21:30 Hs
Estava tudo preparado.Em menos de duas horas iria começar o espetáculo de horror no qual ele faria parte. Ao contrario que alguns deviam pensar... não estava feliz ou satisfeito, e sim preocupado e nervoso. Tinha muito a perder, além de ficar responsável pelo o bem estar de uma jovem.
A parte mais complicada ficaria para ele, e isso não tinha dúvida... Mas nada no mundo o desfiaria de seu caminho agora, mesmo sabendo que seria mais fácil para ele fugir do que arca com aquela responsabilidade sozinho.
Vestindo uma capa preta, Shoran checava a espada, e em seguida limpava a pistola. Esperava não usá-la, mas em todo caso teria ela perto de si para caso ocorresse um imprevisto. Tudo estava pronto, sabia que o jantar não iria demora em acabar. Talvez até já tenha terminado. Desta fez contaria com a ajuda de Mai... Essa ficaria responsável em mostra o caminho para ele, mas não sabia quem iria seqüestra ou matar.
Temia confiar nela, mas muito pouco poderia fazer sozinho, tendo em vista o labirinto que era a mansão de Lorde Eriol. Alertar, Shoran escutou passo no corredor... não era a hora para visita inesperadas.
-Shoran abra a porta...-a voz tremula e assustada da menina soou do outro lado.-...Sou eu Mai!
Respirando com mais calma, Shoran abriu a porta para menina.
-Desculpe-me, por vim de visitar assim...-ela falou sentando na cadeira.- Mas todos já foram dormir, e acho que é a hora exaltada para agir.
Mesmo com o coração acelerado, Shoran manteve-se frio e calculista... não era da agir com os sentimentos e sabia que se não cumprisse a missão muitas pessoas ainda iria perder a vida. não estava fazendo justiçar para ele, e sim para China que estava contaminada por insetos.
-Vamos então...-falou embainhada a espada.-Quanto antes melhor.
Bem, já não tinha por onde fugir... seu caminho estava traçado. Se fosse viver ou morrer isso a história iria ficar encarregada disso.
-Espere um instante, Shoran.-ela falou quando passava por ela.-E-eu queria fazer uma pergunta antes de irmos?
Ela tinha esse direito, mas não sabia se poderia ajudá-la muito com sua resposta.
-Pode falar Mai.
-Quem que você ira seqüestra?-perguntou sem encara ele.-É a senhorita Kinomoto?
Sim, ele irá seqüestra Sakura. Teria que feri a moral de sua família, mas agiria com a cabeça...o coração nessa hora pouco importava.
-Tire suas próprias conclusões.-disse abrindo a porta.-Agora vamos...
Sakura trançava os longos cabelos com cuidado. Ao contrario das outras noites Mai não veio ajudá-la, tivera que se desdobra sozinha. O que não era difícil para ela, mas gostava da Campânia de jovem chinesa. Era um pouco de alegria para àquelas horas em que passava sozinha. Mas Mai deveria ter tido outras coisas para resolver. Aliás, ela não era sua empregada e sim de Eriol.
Passando a mão pela cicatriz profunda que tinha ficado em sua testar, aquilo sim fora um problema para ela. No jantar todos perguntaram a origem de ferimento, ficava muda não sabia o que dizer... Graças a Tomoyo todos ficaram quietos. Sua prima inventara uma história mirabolante de uma bola que do nada havia lhe acertado. O mais engraçado foi perceber a cara de espanto de todos.Tivera que se conter para não rir.
Graças a Deus tudo havia dado certo... Eriol nem dúvidava que aquilo era uma invenção da prima.
A distanciar do espelho ouvi barulhos horríveis de trovões. Seus instintos não estavam errados quando há horas atrás previra que iria chove. Isso a deixou estranhamente nervosa, como se algo de muito ruim estivesse próximo a ela... Do nada percebeu que seu destino iria mudar.
Nervosa, Sakura desligou logo a luz e deito na cama. Cansado como a muito tempo não ficava, assim que pós a cabeça no travesseiro dormir sem desconfiar da tragédia que a espreitava.
Shoran estava na porta do quarto dela, sentia seu coração bate a mil... sua mãos soavam frias. Agora não teria mais volta. Teria que cumpria missão que Chao lhe incumbira.
Mesmo agindo pela a razão sentia que o seu coração dava pulos. Não se sentia capaz de apontar uma arma para ela, mas essa era sua missão e teria que cumpri-la. Certamente mais tarde alguém o condenaria... mas estava disposto a tudo para ir até o fim com aquela história.
