E  como te amei sempre e como te amo,

Deixa-me agora padecer contigo

E depois alcançar o eterno ramo.

E, abrindo as asas para o etéro abrigo,

Divino amor, escuta que eu te chamo,

Divino amor, espera que eu te sigo.

Sonêto IV- José Albano

                                                                       

XXX Capítulo

Tao mal conseguia segura a própria ansiedade.  Andava feito um louco pelas as ruas sempre movimentadas de Pequim.  Estava escondido por de trás de um capuz...  Não queria por nada ser reconhecido entrando em um estabelecimento onde ficava sede  secreta do partido comunista. Não queria despertar a suspeita de ninguém.  Ainda mais de que se tratava de um assunto que poderia rende muito para ambas as partes.  Principalmente para ele que podia jogar nos dois lados...  Era óbvio de que não iria trair os amigos,  mas para quem nunca havia contado com o apoio de ninguém,  receber uma pequena e justa contribuição não iria ferir ninguém,  apenas quebra algumas regras de conduta que ele havia aprendido com a sua mãe,  que desde o começo foi doce e delicada,  mas o destino havia sido duro e cruel tanto que ela havia partido muito cedo...  com apenas 27 anos....  Talvez como se quisesse poupar uma alma tão pura de um sofrimento ainda maior. Mas ao mesmo tempo havia tirado dele a capacidade de sonhar...  Aprendera com a vida que não devia abaixar a cabeça para nenhuma autoridade,  pois foi aquela maldita monarquia que matara a única pessoa que o protegia.

Até hoje se lembrava com perfeição do dia em que sua mãe fora expulsa de um centro médico só pelo o fato ter não ter dinheiro para pagar uma consulta...  Ela estava morrendo, mas mesmo assim não desistia de lutar...  Luta por ele,  pois nem com o seu pai poderia contar.  Pois agora Chao Fu-tien Li tinha sua cabeça mostrada em praça pública.  E o que um dia fora o orgulho da nação agora era um traidor do qual todos os chineses deviam ter vergonha.  O mais revoltante era de que nem o direito de reivindicar sua herança teve...  Era um bastardo que teve a infelicidade de ter o sangue de um traído pela a própria pátria.

Mas aquele não era o momento para repensar toda  a estória de sua vida.  Não era a hora para ficar ressentido com ninguém.  Todos tinham o direito de pensar e agi contra sua própria vontade.  Embora que muitas vezes esse direito não fosse nem sequer pensado.  Ele, Tao Jung,  apenas queria uma China melhor...  não para ele,  ou para seus filhos,  do qual jamais  teria,  mas sim para aquele povo que acordava todos os dias cedo sem nem ter o que comer...eram muitas as vezes nem ao menos recebia, e quando isso acontecia a  esmola  era confiscada por uma monarquia em decadência.

 Entrando rapidamente num prédio decadente, Tao se sentiu em casa. Embora nunca tivesse tido um lar, fora ali que fora acolhido com sete anos de idade,  órfão e faminto.  Não morara ali, mas fora ali que tivera o apoio para continuar progredindo.  Fora naquele lugar que fora alfabetizado.Em fim,  sempre seria grato a todos que ali residiam.

-Tao Jung...A quanto tempo,  amigo!!-a voz envelhecida pelo o tempo soou em suas costas.

Tshao Li.  Mesmo sem o mesmo vigor e marcado pelos os duros espinhos da vida.  Ele continuava de pé...Firme e forte,  pronto para mais  uma revolução.  Mas agora não era mais Tshao e sim Kouh Jung.  Um pobre artesão...  e não mais um rico senhor de terras.

-O mesmo digo ao senhor.-disse beijando as mãos do velho.-Fico muito feliz ao percebe que ainda está de pé.

Dando uma risada sarcástica, Tshao respondeu:

-Não estou de pé por vontade própria meu jovem...  e sim pelos os caminhos pelo o qual  Buda desiguinava o destino de cada um.  Talvez ainda tenha muito o que fazer pela a China.

Sempre tivera orgulho de Tshao.  Ele era uma lenda viva...  Mesmo sofrendo às dores por todo um país lutava por ele.  Mesmo tendo o seu nome manchado por uma traição continuava a lutar pelo o país que havia arruinado sua vida

-Quero chegar a sua idade com tamanha disposição.-Tao falou.

-Então centralize sua alma...Pois as piores doenças vêm dela.-o velho falou sabiamente.-Devia ser um ser amargo e frio...Mas não deixei que a pobreza desse país contaminasse  meu coração.

-Sabias palavras meu senhor.-concordou Tao triste.Pois sua alma já havia sido contaminada pela a sujeira que era aquela sociedade.

-Falo isso para o seu próprio bem, menino.-rebateu o senhor.-Sei quem você é deste do momento que pisou nessa casa pela a primeira fez há dez anos atrás... Vi com esses olhos cansados que havia herdado o sangue guerreiro de seu pai.

-Às vezes tenho a impressão de ouvi um tom de censura em sua voz.-falou o moço com cenho franzido.-Isso deveria ser motivo para orgulho.

Sabia que não era para ter orgulho de seus atos... Tinha certeza absoluta de que jamais era para ter orgulho do que era, ou muito menos do delito que estava para cometer. Afinal havia uma jovem a quilômetros dali precisando da ajuda dele ou de quem que fosse. Mas ele apenas visava o lado comercial... E tinha que ser assim se quisesse sobreviver naquela sociedade violenta. Era a lei do mais forte, e no momento ele é que tinha o poder nas mãos... E pensar que um dia a estória foi diferente.

-Você de uma certa forma tem o sangue de um "Li" correndo em suas veias, mas isso não motivo para orgulho. Morrer e mata em nome de uma causa não é válida sem ter certeza do que esta pondo em jogo.-falou o senhor pensativo.-Há anos atrás teria dado minha vida por uma causa que hoje olhando para trás não teve tanta importância...Seu pai foi um guerreiro forte e destemido, porém ambicioso. Temo que Chao nunca tenha lutado por um ideal e sim pelo o dinheiro que ele receberia caso ganhasse a rebelião.-conclui com a cabeça baixa.

Tinha certeza de que aquilo era verdade. Sua mãe muitas vezes antes de morrer repetira insensatamente o desejo dela de vê-lo longe do pai ou qualquer parente que ele ainda tivesse. Segundo ela o motivo para tanta cautela em relação a seus familiares era pelo o fato de não querer que o único filho ficasse tão ou mais ambicioso igual ao pai. Quando era criança tinha uma certa fantasia com relação ao Chao que fora enfraqucida com o tempo. Hoje mais maduro sabia que uma parte de sua personalidade era parecida com o de seu pai.

-Sei disso...Mas mesmo assim nada tira o mérito dele...

-Não, Chao sempre será um guerreiro brilhante, o mais forte de todos, porém foi burro o bastante para dar sua cabeça em nome de uma traidora.-concordou amargamente Tshao.-Por isso quando quis entrar no partido relutei...

-O senhor viu em mim algo que pertencia a meu pai?-perguntou ele. Sabia a resposta para aquela pergunta.

-Sim, sei que no fundo é uma boa pessoa, mas também vejo um ar frio e ambicioso,  que admito que me assustou a primeira vista.-falou sorrindo.-Mas tive que aceitá-lo, pois seu carisma e esse dom de fazer tudo que parece ruim se transforma em algo bom...Tenho que admiti que um ótimo guerreiro e tem uma extrema perícia com armas bélicas. Mas isso não é tudo Tao...-conclui sorrindo triste.-Você está perdendo algo que é muito precioso... sua alma.

O senhor estava certo. Há tempos que havia perdido a vontade de sonhar... Para ele pouco importava a vida, pois já estava conformado com a morte. Fora designado para uma missão que não tinha certeza de quando e como iria cumprir...Agora tinha outra que pelo o visto havia dito mais êxito, porém ainda tinha duvida se devia ou não por seu plano em prática.

-Eu já perdi faz tempo, senhor.-disse triste, mas logo mudou de assunto.-Bem, tenho novidades sobre o caso que envolve Yukito Tsukishiro e sua família.

O senhor franziu a testa como se não gostasse em nada de ficar sabendo sobre aquele caso. Sabia que ele não queria a morte do jovem representante japonês, mas o voto de Tshao já não tinha mais tanto valor como antigamente. A triste realidade é era que Tshao era apenas uma mera figura de decoração e nada mais. O partido queria apenas usar a imagem e o poder que ele tinha com a população para assim ganha popularidade... e nada mais. O que era injusto ao seu vê.

-Você sabe o quanto esse assunto me incomoda, mas realmente terá que passa seu recado para mim, pois o restante do grupo não se encontra nesse momento.-falou em tom de ironia.

Tinha que se discreto. Embora sabendo que poderia conta com Tshao sempre, sabia que ele não podia esta sabendo sobre alguns atos implícito do grupo. Porém não podia ir embora de mãos abanando...Se nem Buda sabia quando teria tempo para volta àquele lugar.

-A família Tsukishiro passa por um momento delicado, pois sua única filha sumiu.-falou escondendo alguns detalhes.-Seu sobrinho Shaoran encarregou-me de localizar o paradeiro da jovem Hanako...Até há horas atrás não tinha notícias. Foi quando seu sobrinho neto Chang veio até minha casa pedindo ajuda, pois tinha encontrado uma garota desamparada na rua, e essa tal menina estava  muito doente.-disse, pausando para tomar fôlego.-Para minha surpresa, essa garota  era ninguém menos que Hanako Tsukishiro Kinomoto. E agora não sei ao certo que fazer... Afinal não podemos entregar essa garota assim de mãos beijadas a nosso inimigo.-concluiu, acendendo um cigarro.

Tshao sentia a mente borbulhar. De repente o que era óbvio demais ficou uma bagunça em sua cabeça. O simples citar do sobrenome Kinomoto acendera uma alerta em seu sexto sentido. Mesmo que tivesse mais de mil anos nunca se esqueceria daquele sobrenome...

-O senhor está bem, Tshao?!-perguntou o jovem preocupado.

Precisava tomar água...Muita água. Se não seu coração não iria agüentar tamanha a emoção. Sabia que não existia apenas uma família no mundo cujo sobrenome era Kinomoto, mas tinha certeza de tinha motivos para ficar pelo menos emocionado.

-Como...assim, Kinomoto?-pergutou o velho emocionado.

-Bem, esse sobrenome se deve pelo fato da esposa do embaixador...que se chama, se não me engano, Sakura Kinomoto - informou estranhado o comportamento não muito comum do  velho.

Seu coração disparou ao ouvir o simples pronunciar daquele nome...  Tinha certeza de que era Sakura.  A jovem que havia engravidado de seu sobrinho há anos atrás...Filha de sua Nadeshiko. O mundo dava voltas mesmo...Era naqueles momentos que se arrependia amargamente por ter se afastado definitivamente de sua família.

-Sakura...-sussurrou com os olhos brilhantes enquanto se lembrava da bela jovem com lindos olhos verdes, assustado.-Ela tem uma filha?

Tao desconfiava das atitudes de Tshao.  Ele falava com tamanha intimidade sobre aquela mulher que, se não confiasse tanto naquele senhor, pensaria que ele tivera alguma coisa com a distinta dama.  O que era pouco provável,  até mesmo hilário,  pois Sakura Kinomoto nunca havia posto os pés na China.

-Sim...-respondeu incomodado.-O senhor conhece essa distinta dama?

Sim, e como conhecia.  Nutria um carinho especial pela aquela jovem.  Sabia que ninguém tinha o direito de julgar os atos dela.  Ficava feliz por sabe que ela não havia deixado o tempo e marcas profundas que passado havia criado em seu coração apagar o brilho da esperança que havia nascido nela. Ficava muito feliz por saber que ela havia constituído uma família.  Porém sabia que não era prudente comentar sobre o passado daquela dama a uma pessoa que tinha a missão de assassinar seu marido.  Com certeza Tao usaria aquela informação para prejudicá-la mais ainda.  E só ele sabia o quanto Sakura havia sofrido nas mãos de pessoas mau intencionadas.

-Não, mas já ouvi falar nessa senhora...  A mãe dela foi enfermeira e por um tempo serviu a cruz vermelha aqui em Pequim.-disse ocultando a verdade.

Aquela justificativa não o convenceu. Porém, não importava a ele saber o grau de intimidade de um velho e uma senhora,  que embora ainda tivesse uma beleza ímpar, já passava dos quarenta anos,  e por fim era uma senhora. Já não tinha importância o que o conselho geral queria...  Iria agir conforme imaginara desde o começo.  Iria tira uma bela quantia de dinheiro de Shaoran...  e depois entregaria a jovem...Afinal nada mais tinha valor para ele.

~*~*~***~*~***~*~

Sakura acordou sozinha na cama.Olhando para os lados não sentiu o calor do corpo do amado...Apenas sentia a brisa fria do amanhecer que entrava pela a janela. O vento frio gelou sua alma...Aquele ato nada mais teve do que o gosto duro da rejeição.Nunca se sentira tão abandonada.  Afinal entregara sua alma para ele e era dessa maneira que   ele a tratava .Aquele gesto nada mais teve do que o gosto  amargo da rejeição.

Triste se levantou da cama.  Não queria ficar sobre os mesmos lençóis de linho sobre os quais haviam dormido abraçados...  Sabia o que era se sentir sozinha e ainda mais com aquela sensação angustiante de que faltava algo para sua felicidade ser completa. Se sentia vazia...fria.

Já amanhecera o dia e nenhuma notícia tinha sobre Hanako.  Nada...e isso era o mais aterrorizante.  Não queria pensar no tamanho do sofrimento que seu anjo estava sendo submetido agora.

Devia ter sangue frio,  mas era impossível.  A cada segundo sua alma ficava mais pesada e cansada. Vivera momentos inesquecíveis com Shaoran naquele quarto... Momentos do quais nunca iria esquecer. Mas para ele tudo aquilo parecia ter sido apenas uma ilusão passageira...Um momento roubado. Que devia apenas esquecer... Ela também devia esquecer. Varrê-lo de sua memória. Mas sabia que essa era uma tarefa difícil...Muito, mais muito difícil. Havia tentado por anos, mas em minutos deixara tudo cair por terra.

Amava Shaoran mais do que há dezessete anos atrás. Amava ele de forma diferente...Mais madura. Não o mais amava como uma criança medrosa e sim como uma mulher ciente de seu magnetismo e sensualidade. Amava Shaoran ao ponto da loucura, mas devia ser prudente, pois morreria se um dia em vez do amor visse o ódio naqueles olhos castanhos.

Pegando o roupão que estava jogado no chão, Sakura vestiu-se, sentindo que nem mesmo com a pesada roupa foi capaz de evitar o vento gélido que estava em sua alma. Era naquele momento que repensava toda a mentira que criara a sua volta. Talvez por sua ânsia em sempre proteger seu único ente querido, sua filha. Havia feito tudo errado. E o pior era que agora pouco tinha a fazer. A não ser contar toda a verdade. Mas ainda tinha medo do que poderia a vim acontecer com todos ao seu redor. Era mais fácil manter a farsa do que revelar a verdade...

Deitando-se na cama, Sakura passa as mãos sobre o lençol amassado, e por uma infinidades de minutos fica apenas parada sentido a fragrância de Li que ficara impregnada no ar.

Sentido as lágrimas caindo na face, Sakura limpou-as, decidida a nunca mais chorar. Tinha que aprender a lutar pelo o que queria. E no momento a única coisa que queria era a filha de volta para seus braços e nada mais. Seu problema com Shaoran poderia ser eterno, e ela poderia conviver com aquele impasse, mas não viveria mais um dia sem saber aonde sua filha se encontrava. Era uma mulher e não mais uma criança...

~*~*~*~*~*~*

-Quem é essa garota, Senhor Li?-perguntou Kaho nervosa.-Quero uma resposta agora.

Chang sentia os nervos aflorarem a pele. A cinco minutos atrás teria respondido a pergunta da forma mais natural que podia, mas agora já não tinha a mesma naturalidade. A velha Kaho era convicta em sua pergunta, e certamente não era nada fácil engana aquela senhora. Não devia nem ter aberto a porta... Mas agora já estava feito, já não tinha o poder de volta no tempo. Tinha que apenas encontra uma saída para seu problema, que já não era pequeno.

-U-uma amiga...-falou gaguejando.-Ela passou mal, e não tive outra alternativa senão trazê-la até meu quarto... Sei que devo ter infringido alguma regra de convivência da pensão, mas não fiz por mal...

Aquela "justificativa" não havia a convencido em nada. Pelo contrário havia deixado-a mais intrigada. Não tinha uma visão completa do quarto, apenas podia ver a  jovem adormecida no colchão. E pelo o visto "os outros" amigos do qual Marie havia falado não estavam lá. Mas isso não amenizava em nada o fato estranho daquela jovem estar lá.

-O senhor não infringiu nenhuma regra, mas é suspeito um jovem entrar com uma dama adormecida em seu quarto.-disse sarcástica.-Mas esse fato é irrelevante ao que o senhor acabou de dizer... Aquele menina não esta nada bem, não é mesmo?

-S-sim, encontrei-a chorando, e após muito conversarmos ela acabou desmaiando e até agora não acordou.-falou Chang se entende o motivo do seu tamanho nervosismo sempre que conversava com a senhora Mizuki.-Já não sei mais o que faço.

Não sabia muito bem o motivo, mas algo dizia para ela ajudar aquela garota. Uma voz conhecida vinha em sua mente cada vez que olhava para aquela menina desprotegida... Desde da morte de Touya aprendera a respeita o seu sexto sentido.

-Devia pedi mais algumas explicações ao senhor, mas dadas as circunstâncias acho melhor deixar isso para depois.-falou Kaho sorrindo.-O que devemos fazer agora é cuidar dessa garota.

Chang sentiu uma luz interior acender em seu peito. Algo lhe disse que aquela senhora era a única pessoa que poderia ajudá-lo naquele momento conturbado. Em mesmo seu grande amigo Tao era de grande confiança naquele momento. Olhando para janela viu que o sol nascia no horizonte pobre chinês. Um novo dia...

-Seria de grande ajuda, Senhora Mizuki.-falou sério.

-Fico feliz por ser útil, mas agora poderia vê-la.-pediu sorrindo educada.

Temeu ser mal interpretado pela a simples presença de Marta, mas não podia dar para trás novamente... Além do mais Marta nada era para ele, e não estava em posição que o comprometesse de alguma forma.

-Entre...-sussurrou abrindo a porta.

Kaho não ousou a fazer nenhum comentário sobre a casa, ou pela a presença de Marta ali. Apenas observava tudo em silêncio como se quisesse avaliá-lo de alguma forma. O que não colocava nenhum medo nele ou em seus atos. Era uma atitude normal.

-Quem é essa?-perguntou a senhora apontando na direção de Marta.-é algum parente?

-Não, Marta é apenas uma amiga que se propôs a me ajudar com...

-Sei...-disse rindo.

Os jovens daquela idade demoravam para assumir um relacionamento. Ainda mais um chinês criado na dura tradição manchu. Mas algo lhe dizia que aquela jovem que dormia serenamente no sofá gostava muito de Chang, porém, não era o futuro do jovem. Tinha pena daquela garota...Por tudo o que ela teria que enfrenta de agora em diante.

-Essa é a jovem doente?!-Kaho falou sentando-se na beirada da cama.

Chang sentia-se profundamente envergonhado. Realmente não queria que alguém ou muito menos Kaho pensasse que ele tinha algo com Marta. Pois não tinha e nem queria vir a ter. Sabia que sentia uma atração por ela, mas não queria se envolver com uma mulher sem estar realmente apaixonado. O que definitivamente não sentia e nunca poderia senti por Marta.

Olhando para Hanako, Chang pôde perceber que a partir daquele dia tinha um novo conceito sobre está ou não apaixonado. Bem, parecia que sua vida estava mudando...

-Sim.-disse sílaba por sílaba.

Kaho não o escutava. Apenas observava o rosto da jovem... Que era tão familiar a ela. Os olhos do nada lagrimejaram... e um sentimento profundo tomou conta dela. Com a voz embarga perguntou:

-Qual é o nome dela?

-Hanako Kinomoto...-disse Chang pela a segunda vez em duas horas confuso. Todos que ali iam pareciam conhecer Hanako...Começando por Tao, agora a senhora Mizuki.

Não precisava mais de nenhuma palavra ou gesto. Aquela era a filha de Sakura com Shaoran... A única filha de Sakura. Por isso tinha traços tão semelhantes com ela. Não precisava tê-la com os olhos abertos para saber que ela tinha grandes olhos verdes igual à mãe. E não precisava ouvi-la para ter certeza de que ela era filha de Shaoran. não se importando com o que Chang pudesse vir a falar dela depois, pegou as mãos gélidas da jovem e beijou.

-Há quanto tempo..minha afilhada.-disse apertando as mãos adormecidas da jovem em seu peito.

O mundo realmente dava voltas. A única coisa que ainda a perturbava era o fato de Hanako está ali. O que havia acontecido para ela está em Pequim sozinha. Sakura talvez tivesse criado coragem e falado a verdade. O que era pouco provável... Ela nunca havia conseguido reunir coragem necessária para conta a verdade. Mas ao mesmo tempo era a única explicativa que tinha pelo o fato de Hanako estar com Chang... Mas aquilo tudo já não tinha importância.

-Fique tranqüila... meu anjo.-disse deixando às lágrimas de emoção tomarem sua face.-Eu irei cuidar de você... da mesma forma que Touya faria se estivesse vivo.

Iria cuidar de Hanako...Até ela estar recuperada o suficiente para confiar nela e contar o que realmente havia acontecido. Não iria decepcionar Touya naquele momento.

Chang observava a cena sem muito entender. Aliás, não compreendia em nada o que estava acontecendo ali. Tinha  direito a uma explicação por parte de Kaho Mizuki...senão ficaria maluco.

-Por favor, senhora...agora sou eu quem exijo uma explicação convincente de sua parte.-disse nervoso.-De onde conheces Hanako?

~*~*~*~*~*~*~*

Shaoran estava com uma grande enxaqueca. Mas ao mesmo tempo não estava deprimido, ou coisa parecida. Estava feliz como a muito não ficava... Tinha o corpo leve e a alma livre.  Mais uma vez tinha certeza de que era um paraíso ter Sakura a seu lado.  Compartilhando de sua cama...Viver com Sakura era motivo de alegria e não de tristeza... Ninguém poderia medi o quanto tinha ciúmes de Sakura e o quanto inveja daquele desgraçado que era marido dela.

Havia sido difícil ter que deixá-la assim que o sol nasceu.  Como queria abraçá-la e beijá-la mais uma vez, mas sabia que não era possível.  Não queria prejudicá-la, e muito menos tirá-la do sonho que estava tendo.  Por isso preferiu sair sem se despedir...  Só ele sabia o quanto duro havia sido deixá-la mais uma vez.

Sua vontade naquele momento era correr até o encontro dela e nunca mais soltá-la.  Tinha que admitir que Sakura fazia bem a ele...Um bem tão grande que dava para ser notado à distância.  Sabia o quanto seria duro quando ela partisse novamente...  Não sabia se seria capaz de aceitar aquela situação.

Shaoran ficou em alerta quando bateram na porta.  Naquele dia preferia ficar trancado, pois não sabia se seria capaz de se conter.  Queria ficar ali apenas lembrando do que acontecera. Mas pelo  visto seria impossível.

-Entre...-sussurrou incomodado.

A porta se abriu e com ela entrou a luz de sua vida. Sakura estava bela em um simples vestido de linho branco...Os olhos verdes estavam vivos e determinados.  Tinham um brilho tão grande que quase o assustou.  Tinha que admitir que nunca a vira tão bela.

-Como vai Shaoran?-perguntou ela polidamente.

-V-vou bem.-ele respondeu estranhando a frieza da voz dela.-Mas o que devo a visita da senhora...?

Sakura queria abraçá-lo, mas tinha que manter firme aos seus propósitos.  Se entregasse seu ser à paixão novamente haveria poucas chances de encontra sua filha.Por mais que o amasse não poderia se entregar a ele.

-Com certeza o que me traz aqui não é um assunto nada agradável.-disse sentando na cadeira.-Quando descia as escadas uma jovem criada me informou que estava em seu escritório.  Não queria incomodá-lo, mas meu desespero me fez vim aqui...

Levantado-se da cadeira,  Sakura  se ajoelhou nos pés dele.  Iria implora de joelho pela  filha.Era a única forma que conhecia  para que Shaoran se preocupasse mais com o bem estar da filha de ambos.

-Levanta-se...Sakura...-Shoran pediu pegando a mulher pelos os braços.-Não gosto de vê-la assim...

-Por favor, Shoran...preciso de minha filha...-disse suplicando olhando diretamente para os olhos dele.-Estou morrendo sem notícias dela...Por favor, ache a nossa Hanako...-conclui em um sussurrou o abraçando.-A salve...Não faça isso por mim, ou pelo nosso passado junto...Faça isso por nossa fi...

Sakura teve as palavras interrompidas por um beijo devastador.  Shoran sentia que o chão partiu em seus pés...Amava aquela mulher, e o que ela falava nada mais era do que o fruto  do desespero.  Tinha que ajudá-la, mas do que tudo...

-Fique calma, meu amor...Irei procura Hanako até no final do mundo, mas por favor,  se acalme...- prometeu a abraçando - Eu te amo anjo...

Meiling observava tudo pela a soleira da porta.  Os olhos brilhavam como fogo...  E o ódio latente se fez presente.  Com um lenço na mão esquerda a mulher jurou vingança. Iria matar aquela adúltera e revelar toda a verdade para Shaoran. Iria acabar com o resto de amor e confiança que havia entre os enamorados.

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Ol Pessoal!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Bem,quase não tenho nada para comentar.  Como perceberam a fic deu uma corrida no tempo...  No próximo capítulo Shoran j saber sobre a verdade.  De uma certa  forma ele reagira bem com a notícia.   s isso que posso adianta. Se não perde a graça.

Um abraço apertado a Bella-chan  e a Carol.

 

Um beijo também para: Bella-chan, RubyMoon, Lan Ayath, Carol Higurashi Li, Alexiel, Warina-Kinomoto, Miyazawa Yukino-Erika, Rafinha Himura Li, Hime Hayashi, Rê_~ chan e a Laine.Porfavor,  continue  enviando suas review's...  Não sabem como fico triste quando não recebo nenhuma.

Fanfic's

Lady Kinomoto's Little Secret: O romance de Sakura e Shoran estava indo de vento em popa. No entanto, de repente Sakura terminou o relacionamento. Mas porque será?Bem,  essa umas das fanfic's da minha amiga Warina-Kinomoto(Duda).   um classico lindo...  Além de haver um grande misterio que cerca a Trama que s minha amiguinha Duda poder nos explicar.Vale apena ler!!!

Walk To Remember:Essa fic maravilhosa é escrita pela a nossa querida Arwen Liliana Demonangels.  Quem assistiu ou leu o livro(como eu)  não podem deixar de ler a fic.

Primeiro Pecado II º A redenção º:A melhor fanfic's que estou lendo no momento.  Lia você prometeu que irá posta rlogo...Estamos esperando.  Ela é escrita por Hime Hayashia (a Liara).  Quem leu o primeiro não pode deixar de ler o segundo.

Vou estar indicando sempre fanfic's aqui até o final da minha fic.  Espero muito que leiam,  pois são fic's bem  escritas e por pessoas execelentes que escrevem muito bem.

Bem,  por hoje só!!!!!!

At mais!!!!!!

Anna

Obs:Essa semana sem falta posto o novo capítulo de AnjoRebelde.