Capítulo 2:Fatos a se Saber

(Parte II –Draco)

"Weasley estranha... Maluca!". Draco disse e sorriu maliciosamente ao pensar que deveria agradecer seu pai por poupá-la, afinal aquela morreria também, mas por suas mãos e mais de ninguém. 'Um bom modo de iniciar minha vida como comensal... Matando o que sobrou daquela escória de Weasleys fedidos e pobres!'. Certamente fazê-lo contaria vários pontos a seu favor e também vingaria a morte de Lucius e Narcissa, afinal não acabaria somente com aqueles nojentos, mas seus amigos também... 'Aquela mulher sem forma... Aquela aberração da natureza...'.

Era seu último ano de aulas em Hogwarts, e finalmente seria liberado de passar todos os seus dias e noites trancafiado naquele castelo velho e imundo. Muito pouco faltava para que sua vida fosse exatamente do modo como desejara e seria válido suportar algumas situações desagradáveis para que nada desse errado. Obviamente nem tudo era suportável, obviamente Potty, Weaselby e Sangue de Lama não deveriam ser poupados. 'Patéticos... Sua hora vai chegar... Acreditem em mim...'.

Desceu as escadas em direção à aula de Poções que ficava nas masmorras, após um delicioso cochilo que lhe fora proporcionado por Binns (História da Magia era matéria obrigatória para todos os anos; frente aos acontecimentos Dumbledore acreditava que se os alunos entendessem a História não voltariam a repeti-la.). Correu pelos corredores tenebrosos e cheios de estranhas sombras até se deparar com um grupo de Gryffindors na entrada da sala.

Estavam lá Potter, seus amigos e outros garotos cujos nomes não tinha a mínima idéia. 'Certamente não decoraria nomes desses trambolhos humanos...', pensou e fingiu não vê-los, porém ao tentar passar pela porta sentiu-se fortemente agarrado pelo colarinho de sua capa e ao reabrir os olhos deu de cara com um par de grandes bolas azuis. Weasley parecia nervoso, mas logo lhe abriu um largo sorriso fazendo-o temer por que estava por vir.

"Vejam meus amigos..." –os olhos faiscavam de ódio. "Olhem bem para ele antes que o seu professor querido o resgate! SIM! Vejam-no... Aquele que teme sombras malignas...". –todos à sua volta riam compulsivamente, alguns segurando a barriga e outros parecendo à beira da morte por falta de ar. O som das risadas era a pior coisa que uma vez ouvira em toda a sua vida. 'Sua vagabunda... Weasley maluca... Você me paga...'.

"Me larga, seu palhaço... Me solta idiota!" –com um movimento brusco conseguiu se livrar dos braços do garoto de cabelos vermelhos e observando-o com grande atenção decidiu que não havia espaço para receio, se apanhasse azar. "Ouça bem Weasel... Ouça bem pedaço de lixo... Sua irmã vai pagar, muito, mas muito caro. Ela vai sofrer mais do que qualquer outra pessoa já sofreu...".

"O que você disse?" –Weasley voou em seu pescoço e apertava com muita força. Draco sentia que pouco faltava para que todo o ar que ainda lhe restava se fosse. "Fale de novo... Fale antes que eu te mate desgraçado! FALE!".

"O que está acontecendo aqui?" –Snape aparecera de alguma sombra e os observava com seu rosto inexpressivo. – "Podem me explicar o que está acontecendo? Pretende o matar, Weasley?".

Com um incrível alívio sentiu o ar voltar a correr por suas narinas e gelá-lo por dentro, podia novamente respirar. Pensou que morreria, naquele momento teve certeza que não duraria mais de alguns minutos. 'Dá para ter uma idéia do que você vai ter que enfrentar...'. Não desistiria, de modo algum. O som das risadas se misturou à imagem dos corpos inertes de seus pais que ficava a cada segundo mais nítida. 'Vão me pagar...'.

Aquelas memórias lhe tomaram vários minutos, e ao voltar para o presente notou estar na entrada da sala do Diretor da escola. 'Sim... Sim... Sim... Era tudo o que me faltava...'.

"Senhores..." –foram recebidos por Dumbledore que o observava serenamente, assim como fazia com Weasley. "Já me foi relatado o que aconteceu... E espero que não volte a se repetir."

"Professor Dumbledore, Weasley quase assassinou seu companheiro de classe..." –Snape intercedeu a seu favor.

"Ele ameaçou minha irmã! E se ele fizer qualquer coisa que seja com ela eu juro que o mato...!".

"Esse menino é um sujeito perigoso,  professor Dumbledore..."

"Senhores, perdoem-me o atraso... Vim assim que soube!" –adentrou a sala sua professora de Transfiguração.

"É bom que esteja aqui, Minerva... Sua presença é indispensável para que tomemos uma decisão frente aos acontecidos..." –Dumbledore disse e relatou os ocorridos com detalhes mínimos, forçando Draco a pensar que ele talvez pudesse ver tudo o que acontecia pelo castelo.

"Entendo sua preocupação professor Snape, entretanto acredito que frente aos recentes acontecidos não há como punir qualquer um desses alunos... Todos nós sabemos, assim como eles sabem, que muito aconteceu...".

"Mas..." –Snape tentou dizer.

"Ela está certa, Severus... Não podemos puni-los por mostrar que corre sangue em suas veias, meu caro amigo. Só espero que os dois..." –nesse momento os olhos azuis escondidos por detrás dos óculos em forma de meia Lua se voltaram para ele e Weasley. "Espero que saibam controlar seus impulsos... Por mais que doa recordar do passado há um futuro pela frente que pode ser muito diferente! Ouçam bem... Vocês dois... Ronald e Draco... Nenhum foi o responsável pela morte dos pais do outro..." –ele sabia exatamente qual eram os ressentimentos por trás de tanto ódio. "E sei que dentro dos dois há uma certa força que tende a ser usada nos momentos de ira... Mas saibam que ela será muito melhor aplicada quando estamos sóbrios... Dispensados...".

'É isso?' –Draco pensou e ficou grato por não ter que cumprir detenção ou os castigos que eram sugeridos pelos retratos dos antigos diretores de Hogwarts, um deles sugeriu que levassem chibatadas, a outra que fossem mergulhados em um balde de Poção da Amargura.

Deixou a sala do Diretor com Weasley a seu lado, estavam sozinhos nos corredores vazios e o garoto não foi capaz de se manter em silêncio.

"Nada aconteceu hoje, mas da próxima vez eu te mato, se me der motivo. Ouça bem..." –ele se inclinou para cima de Draco e aproximou seu rosto do dele. "Se me der qualquer motivo eu te mato, mesmo que tenha que passar toda a vida em Askaban... Mesmo acreditando que isso nunca aconteceria, afinal matar alguém como você é fazer um favor à sociedade!".

O ruivo se virou e deixou-o olhando para o nada a pensar que muito estava por vir. A guerra não terminaria tão cedo e para seu alívio muito tempo teria para se vingar daquelas pessoas. 'Começando já...' –pensou ao observar a menina dos Weasley sentada.

Agachou-se e tocou com a ponta de sua varinha no chão. "Lubricare". O chão pareceu o mesmo, mas ele sabia qual era o efeito daquele feitiço. "Olá Weasley..." –disse vendo-a se levantar e observá-lo com raiva. Na hora que se decidiu por deixar o local escorregou no chão muito liso e caiu dolorosamente com as costas.

"O que você fez aqui seu palhaço?" –resmungou

"Se tentar levantar de novo vai descobrir, minha querida..." –falou e se encostou à uma coluna rindo das tentativas inúteis da menina de se levantar.

Na quinta vez que caía ela conseguiu parar de pé, mas ao primeiro passo escorregou, voou pelos ares e antes de cair bateu sua cabeça no parapeito de uma abertura nas paredes do corredor.

A garota ficou inerte no chão, apesar de não ver marca de sangue Draco estava certo de que ela estava morta, pelo menos parecia morta. 'Não pode ser... Eu não posso ter... Matado...'.

Desesperou-se ao pensar que alguém poderia chegar e vê-lo ali, descobririam que fora o responsável por sua morte e a punição não seria um pequeno sermão dado por Dumbledore, mas Askaban. 'Não... Askaban não... Por favor, não!'.

Correu na direção oposta com toda a velocidade que lhe foi possível, precisava chegar até sua sala comum para dizer que quando tudo aconteceu estava ali, cozinhando alguma poção que desejava aprimorar ou lendo qualquer coisa que fosse.

A sala estava vazia ao chegar, subiu para seu quarto e deitou em sua cama se escondendo com o dossel fechado. Esticou-se o máximo que lhe foi possível e colocou as duas mãos frias sobre a testa. Acabara de matar alguém, era a primeira vez que o fizera e diferentemente do que pensava não lhe pareceu uma sensação agradável. Era como se tivesse feito algo eterno, e o havia, afinal não há volta para a morte, nunca mais veria aquela pequena ruiva chata andando de um lado para o outro, por sua causa. "Droga! Droga!" –sussurrou com raiva para si mesmo.

'Não era para ser assim, era para ser bom... Muito bom. Meu pai disse que matar certas pessoas era algo muito agradável... Por que eu me sinto assim... Por que ele morreu e não pode me explicar???', "POR QUE? PORCARIA!!!".

...

Teria que subir para o almoço e fingir que nada sabia. "Eu não sei de nada..." –repetiu pela terceira vez. Precisava que aquela frase se fixasse em sua mente, assim seria mais fácil se fingir surpreso.

Ao chegar até o Grande Salão a primeira coisa que viu foi Weasley muito vermelho, chorava como um bebê, assim como Granger, Potter parecia extremamente triste, mas não se descontrolara como seu amigo. 'Patetas...' –pensou sem muita fé, tentando espantar o estranho sentimento de haver feito uma coisa muito errada.

"Foi ele!" –Weasel apontou para Draco calando todo o salão e fazendo com que as cabeças se virassem em sua direção. "Foi ele! Disse que faria isso... FOI ELE!!!!". –urrou e partiu em sua direção, estava com tanto ódio que seus passos pesados poderiam até mesmo ser ouvidos.

"O que eu fiz dessa vez?" –perguntou falsamente desentendido. "Pisei no seu calo Weasel???".

"Você! VOCÊ MANDOU MINHA IRMÃ PARA A ENFERMARIA EM COMA! SEU MERDINHA!!!".

'Coma... Ela não morreu... Ainda be...' –havia se sentido aliviado por ter a pequena de cabelos vermelhos  sobrevivido. 'Errado! Errado... É uma tragédia, você não conseguiu...'.

"Weasley... Você... Você está..." –sentiu uma dor cortante por todo seu corpo após sentir a mão do menino fortemente socar-lhe o rosto, logo desmaiou.

Um pouco do Draco nesse capítulo! Espero que tenham gostado também... Fiz outras revelações... Vocês gostaram??? Mandem-me reviews, tá bom??? Beijões...

ESTOU MUITO FELIZ COM AS REVIEWS MARAVILHOSAS QUE ME MANDARAM!!! MUITO, MUITO, MAS MUITO OBRIGADA MESMO!!! MANDEM MAIS, TÁ BOM????

Miaka: Acho que ele virou mesmo saco de pancadas, e uma só foi o bastante! Muita coisa começa no próximo capítulo, espero que tenha gostado desse também! Me conte! Beijões...

Dark Angel Malfoy: Espero que nesse capítulo as coisas tenham continuado muito interessantes... Fiz algumas revelações sobre a família do Draco... Gostou? Me conte! Beijões...

Rute Riddle: É bom saber que gostou do primeiro capítulo, espero que tenha gostado desse também!!!! Obrigada pelos elogios... Me conte o que achou desse capítulo! Beijões...

Selene Malfoy: É bom saber que gostou da minha Ginny, estava um pouco apreensiva com a possível reação das pessoas por ser ela bem diferente da maioria das Ginnys... Espero que tenha gostado desse capítulo também! Beijões...

Isinha: Até que eu não demorei, né??? Fui até bem rápida... Agora, me conte se gostou! Beijões...

Pink: Eu pulei alguns anos, na verdade um deles... A Ginny já está no sexto ano e o Draco no sétimo... Esses dois primeiros capítulos foram rápidos, porque a estória começa agora... Tivemos uma introdução em dois capítulos, e agora prometo que a confusão vai acabar... Mas sempre que tiver alguma dúvida me pergunte que eu te respondo sem problemas... Gostou desse capítulo??? Alguma dúvida??? Me conte... Beijões...